Bispos de Campos advertem sobre “agrupação religiosa que visa um projeto de poder”

Os dois bispos da Igreja Católica Romana em Campos, Dom Roberto Francisco Ferreria Paz e Dom Fernando Arêas Rifan, emitiram um comunicado orientando seus fieis a refletirem sobre seus votos na próximo domingo, no segundo turno das eleições a presidente da República e a governador do Rio. Em relação à esta última, tudo indica que os católicos assumiram seu posicionamento contrário à candidatura do senador Marcello Crivella (PRB), sobrinho do bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) e proprietário da TV Record:

— Um dos candidatos que concorre ao governo do Estado, pela sua vinculação a uma agrupação religiosa que visa um projeto de poder, que se comporta de forma intolerante com as religiões e aparelha as Instituições Públicas, constitui um sério risco.

Confira abaixo a nota em sua íntegra:

 

Bispos advertem

 

 

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Este post tem 39 comentários

  1. David

    Corretíssima essa orientação dada por nossos bispos, pois demonstra o respeito a religiosidade de cada um e o perigo que corremos com a intolerância religiosa implantada por algumas religiões tanto aqui no Brasil quanto no mundo, como vemos nos noticiários.
    Temos que ter cuidado para não vermos nosso Rio de Janeiro ou ate mesmo o Brasil, virarem um palco de guerra religiosa como o provocado pelo estado islâmico.
    Sabemos que certas pessoas fazem de tudo para terem o famigerado PODER. Se acham deuses e sem escrúpulos nenhum, manipulam as pessoas que buscam por uma verdadeira religião que as levem ao Nosso Senhor Deus!

  2. Ana Moura

    Não acredito no que li. Sou católica e não acredito que a a igreja esteja se submetendo a esse jogo. Estou fora! Prefiro não votar!

  3. Adilson

    Por quê a igreja católica também não lançou um candidato? Os bispos poderiam ser objetivos e dizer aos fiéis quais são estes tais riscos. Simplesmente pedir para não votar no Crivella não acho justo.

  4. Luciano

    Existe sim um preconceito religioso….o fato de o Marcello Crivella professar sua fé na igreja Universal nao significa que a mesma é quem ira governar o estado….quando senador a momento algum o Marcelo Crivella deixou a igreja interferir em seu mandato, pelo contrário, nunca misturou política com religião. …esta havendo por parte das outras denominações um preconceito com a igreja universal

  5. edson faes de araujo

    E com grande alegria que vejo a milenar igreja CATÓLICA APÓSTOLICA ROM ANA dar orientação aos fies a respeito de pleitos eleitorais, vemos com preocupação o avanço de fundamentalismos , não podemos concordar com este retrocesso na humanidade, queremos sim mais comprometimento da igreja católica no processo eleitoral.PARABENISO aos BISPOS DON ROBERTO E DON FIFA pela oportuna orientação.

  6. edson faes de araujo

    Corrijo:BISPOS DON ROBERTO E DON RIFAN

  7. Fabricia

    Indução dos bispos?

  8. JOSE GERALDO

    Cara Ana, acho prudente esclarecer à população sobre os riscos de aparelhar as IGRJAS com o Poder de Estado. Veja o exemplo da própria Igreja Católica na idade média, quando montou um aparelho de força de Estado, chamada SANTA INQUISIÇÃO. Ficou única dona da verdade. Nosso Estado Brasileiro é laico, o que significa dizer, não religioso.

  9. Edi pessanha

    Estamos reféns de políticos corruptos!! A igreja não podé interferir no posicionamento dos fieis, pode sim orientar. Não podemos compactuar e nem misturar as coisas não será o fim se um governador for o Crivela, ném táo pouco haverá elevação de denominação religiosa ou seita. A constituição não permite. O que não podemos permitir é continuar como estar, em um dia milhões vão para a rua e gritam fora cabral e agora devemos votar no mesmo candidato do cabral Ah francamente. Sou católico vou de Crivela ficha limpa, não posso compactuar (trecho excluído pela moderação) e espero que as pessoas de bem também não. Espero que o Crivela não me décepcione, ele não pode ser julgado por é de uma denominação religiosa. Lá tbm existem pessoas boas pessoas do bem.

  10. Mariana Mello

    Sou católica e tbm não concordo com o posicionamento da igreja em relação a insinuação dos candidatos. Pra que aqueles protestos no RJ? Pra agora votar no candidato do Cabral? Até ontem na missa o Pároco deixou bem claro que a igreja não se pronunciaria em relação a votação, mas pediu para estudarmos bem os candidatos. Votar no corrupto ou num membro da igreja? Prefiro num membro da igreja, independente de qual for, a consciência é dele caso ganhe. Que Deus noa abençoe.

  11. Afonso

    Tem gente se infiltrando neste comentário com pele de cordeiro, por suas declarações trata-se de uma loba, a igreja não tá nem aí para suas apreciações, se es cató
    lica procure se confessar se retratando diante de Deus. ele te perdoará com certeza.

  12. geraldo raphael

    Da mesma forma que achei um absurdo, uns Padres da Canção Nova pedirem na Missa, para não votarem na candidata do PT, na condição de Católico Praticante, venho expressar meu repúdio a ambos posicionamentos. Hoje inclusive, tal como no dia 12 de outubro, dia de Nossa Senhora de Aparecida, o candidato tucano fez seu programa político dentro da Igreja Católica, pasmem! sendo que em Aparecida do Norte, a Igreja estava cheio de fies. Por qual motivo o Bispo (e Senador)Marcelo Crivella não pode declarar seu credo ? Mesmo não concordando em nada com algumas práticas da Seita do Bispo Macedo,penso que uma Igreja não deve se meter neste jogo político; Em tempo, dia desses assisti a um vídeo onde o candidato Pezão recebe o apoio do “pastor” malafaia em sua seita também. por fim, segue o dito popular,” pau que bate em chico, bate em francisco. “

  13. João

    Penso como padre Marcelo Rossi, nunca vote em um religioso. A Igreja Católica está certíssima, um sujeito que esconde que é “bispo” da universal que desrespeita outras religiões, que pede voto para seus candidatos e cujo fundador ensina como roubar dinheiro de fiel e ele fazer parte desse clero é no mínimo conivente.
    Dizer que não haverá elevação de denominação pela constituição não permitir e no mínimo inocência o templo de Salomão foi construído em área para casa populares e como obra de reforma para burlar o fisco,deu em alguma coisa? Não, e estava a Dilma e governadores lá!
    Ficha limpa ele não é, já respondeu processo por envio de dinheiro para paraísos fiscais!!
    Quanto a você Mariana, não votar no Crivella não requer necessariamente que se vote em Pezão. Anule seu voto!

  14. Roberto Vinagre Cardoso

    Religião não se mistura com política lembram da inquisição . Não podemos aceitar essa ameaça seja qual for a religião. Não podem ter esse poder de estado, nos vivemos em uma nação cuja constituição ja diz “laico” jamais poderemos dar esse poder novamente. Temos que respeitar todas.

  15. Fernando

    os bispos tem ensinar a Palavra de Deus e não ficar emitindo nota, para dizer em quem os seus fieis votar.

  16. Fernando

    Quero deixar bem claro, que eu não sou eleitor do Crivela .

  17. Ana

    Houve um período em que a sociedade medieval: bárbara, desregrada e cruel foi combatida pela Cristandade, movimento cristão que visava regrar a sociedade e estabelecer as regras sociais e de convívio utilizando a palavra de Deus como início da organização social pelo princípio do amor ao próximo. Mais tarde a religião desassociou-se do Estado. A partir do século XI, essa cristandade foi representada pelo Sacro Império Romano-Germânico e, no século XVI, pelos reinos da Espanha e Portugal. A partir de então, ocorreu de forma bem nítida uma separação entre a religião cristã oficial e o cristianismo popular.
    Vivemos uma era de retrocesso em que alguns grupos religiosos, não católicos acreditam na condução social pela religião. Bem contraditório ao pensamento do homem livre e conhecedor ou ainda em busca de sua liberdade de pensamento. O Estado deve conduzir a partir de pensamentos humanos, realistas. A fé humana é o dom de atravessar os tempos a procura de novos conhecimentos, reconhecer nesta condição o milagre da vida. Ele deve acreditar em si como criatura de Deus e agradecer a Deus o poder de conduzir a sua vida e não entregá-la ao poder do Estado como um ser que não é capaz de responder por si e conduzir sua vida, já este o homem inferior.
    Então votemos sempre pela liberdade e nunca percamos a fé em nosso poder de responder pela nossa própria vida. A religião é a crença na espiritualidade, no mistério da existência.Sem radicalismo, livre. Estado é o condutor ou impositor legalista.

  18. James

    Não acredito no comentário da Senhora Ana Moura, na minha opinião, ela não é católica, mas se for, quer ficar bem com a sua consciência votando nulo, provavelmente deve ter votado em algum candidato que não foi ao segundo turno e deve ter conflitado o que leu com os seus princípios. Não concordo, mas respeito todos os posicionamentos. Mesmo assim, bom voto e viva a democracia, que infelizmente, obriga ainda o brasileiro votar.

  19. AFONSO CLÁUDIO

    A Igreja é Casa de Deus, seja qual for a denominação, Pertence a Deus.
    O homem, toma sua frente e se julga poderoso suficientemente para falar em nome de Deus.
    A banalização da Palavra de Deus, o que é uma blasfêmia e pecado contra o Espírito Santo, transforma Sua Casa em reduto comerciário de voto.
    Jesus Cristo expulsou vendilhões da Casa de Seu Pai.
    Eu não voto em religião, pois, uma por uma tem suas maneiras diferente de professar sua fé no Único Deus.
    O meu lado político é popular.
    O meu lado religioso é sagrado.
    Se for misturar os dois, estarei em falta com Deus e com as leis dos homens.

  20. Ivs

    “Aprendi a não tentar convencer ninguém. O trabalho de convencer é uma falta de respeito. É uma tentativa de colonização do outro”.
    (José Saramago)

  21. Fabricia

    A igreja católica tem por hábito querer mandar nos fiéis e viver em adoração à santos! Tanto que eles dizem Deus ser único, mas vivem em adoração à um monte de imagens! E não venham me dizer que não adoram, senão já teriam retirado todas elas do altar! Um absurdo os bispos e padres não estarem voltados a arrebanhar pessoas pra Deus, isso sim, é que muda um país. Fazem apologia à Pezão, mas esquecem-se do bispo Waldomiro de declara seu apoio à ele e é ex-Universal! Não voto em ngm, eles não passam credibilidade pra isso!

  22. Leandro

    Fico triste em ver como os oportunistas misturam as coisas! Nada a ver ficar comparando um candidato a seu tio ou sei lá o que de grau parentesco.
    As pessoas são dotadas de livre arbítrio e não devem pagar o preço de erros de pessoas próximas ou com grau parentesco.

    Se seu filho for assassino você também será???? Se ele rouba e comete algo de errado você por genética cometerá os mesmos erros.
    Muita ignorência de quem pensa desta forma.

    Falar que um candidato é melhor que o outro em projetos tudo bem mais comparar com atitudes de outros é um absurdo.

  23. Ana Moura

    Eu estou surpresa com a importância dada a um pequeno comentário meu.
    Vejo que os que me citaram na verdade entraram para apoiar o candidato da igreja.
    Quanto a minha religião , não preciso mentir aqui ou em qualquer lugar.
    Sou tolerante e democrática. Aceito as crenças diferentes da minha em meu rol de amizades . Minha cabeleireira é uma grande empresária , consciente e é da igreja universal e em nenhum momento meses citou nada sobre seu candidato

    Eu não preciso declarar meu voto em defesa de candidatos como vocês.
    Um grande chefe de família religioso está pagando por um crime e a nossa igreja está calada. Pp?

  24. Rodrigo

    AS RELIGIOES FICAM BRIGANDO ENTRE SI E OS POLITICOS TAMBEM TODOS ELES VISANDO O SEU PROPRIO UMBIGO. INFEZLIMENTE É O POVO QUE SOFRE. CADA ANO QUE PASSA UM NOVO PARTIDO E UMA NOVA RELIGIAO QUE SAO CRIADOS. ESSE É O NOSSO BRASIL, “É QUE NEM UM FAROESTE”.

  25. Rodrigo

    TUDO QUE CRIAMOS É TAMBEM É COPIADOS, PORQUE NO BRASIL NAO COPIA QUE NEM OS ESTADOS UNIDOS AONDE SAO DOIS PARTIDOS “DEMOCRATAS E REPUBLICANOS” E OS VOTOS NAO É OBRIGATORIO. SÓ ASSIM O POVO BRASILEIRO VAI TER UMA QUALIDADE DE VIDA DECENTE. AONDE OS POLITICOS VÃO TER QUE FAZER PARA CONQUISTAR OS VOTOS DO POVO..ISSO QUE É MUDANÇA..PORQUE VIVEMOS NUM BRASIL DE PROMESSAS.

  26. Carmne

    NA VERDADE, ESTAMOS VIVENDO UM MOMENTO DE EMERGÊNCIA. É TEMERÁRIA MESMO A LIGAÇÃO DO CRIVELLA COM A UNIVERSAL, O MELHOR É NÃO ARRISCAR E VER ESSE CIDADÃO COMANDANDO O ESTADO. NÃO CONFIO NO BISPO MACEDO POR TRÁS DELE. A UNIVERSAL É UMA IGREJA POR DEMAIS VISIONÁRIA E MERCENÁRIA. ELES VENDEM A FÉ, A “CURA”, A SALVAÇÃO. JÁ FUI DESSA IGREJA E SAÍ POR NÃO CONCORDAR COM QUE VIA E OUVIA. QUEM TEM ESCLARECIMENTO, JAMAIS FICA POR MUTO TEMPO. DEUS NOS LIVRE DO CRIVELLA NO PODER… ESSE HOMEM SE VESTE DE CORDEIRO, MAS É UM LOBO FEROZ. SINTO MUITO ESTAR FALANDO ASSIM, MAS GOSTO DE QUALQUER IGREJA, MENOS DA UNIVERSAL. PERDOE SE OFENDO ALGUÉM AQUI. PERDÃO. MAS VI E OUVI COISAS QUE MINHA MENTE NÃO PROCESSOU COMO CERTA.

  27. Edilson

    Pessoal, infelizmente vivemos num período onde esta claro e evidente que a grande maioria dos grupos políticos se apropriam dos mandatos que são proclamados pela nossa vontade no grande ato do direito cívico, com os únicos e exclusivos objetivos de obter poder e dinheiro. Por tanto independente da religião que eles pratiquem é certo que os objetivos são os mesmos. Se pararmos para analisar o grande poder econômico que alguns políticos são proprietários em hipótese alguma estes se engajariam nesta política que só nos decepciona, pois podem fazer diferença e beneficiar diversas pessoas fora dela. Grande exemplo negativo é o Paulo Maluf em São Paulo que a sua vida toda mesmo com tamanha riqueza sempre envolvido na política para adquirir mais poder e na outra vertente positivamente o saudoso Antônio Ermínio de Morais que nunca ingressou na política, mas a vida toda se dedicou a ela com o único intuito de melhorar a vida do próximo seja dentro da sua empresa ou usando de sua influencia para implementar ações que beneficiaria muitas pessoas. Para concluir acho que não devemos nos abater de votar, não devemos ficar encima do muro e a minha opinião é que nenhum grupo político pode ficar no poder por mais de um mandato, pois quanto mais tempo no poder maior é o índice de corrupção.

  28. Edilson

    Corrigindo :Para concluir acho que não devemos nos “ABSTER” de votar

  29. Fernando Moraes

    Vinculação a uma agrupação religiosa? Só se for o cabral e Pezão (trecho excluído pela moderação).

    Quanta hipocrisia.

    Que falsa democracia que vivemos

    Decepcionado

    Fernando

  30. marta

    Acho que a igreja não deveria intervir neste assunto, eu ou católica, este tipo de observação vinda da igreja católico parecer discriminação a outra religião o que devemos independente de religião é orar para um pais melhor para todos. Qualquer tipo de intolerância é horrível que seja religiosa, racial ou pela opção sexual,
    O que devemos ter são conceitos e não preconceitos.
    E mas parece que a igreja católica esta ligado ao outro partido, deixe cada um dos fieis seja de que religião ser livre para votar

  31. Franco

    Estão de parabéns os Bispos por orientar os seus fiéis, gostaria de saber se esta universal aceitaria apoiar se fosse um padre candidato. Todos sabemos o que está por trás desta candidatura. Não tenho nada contra as pessoas que participam desta instituição e sim com os seus líderes.

  32. GOMES

    Parabéns a igreja representada pelos Bispos.quem realmente é católico entende que devemos respeitar e amar as pessoas independente do seu credo:MAIS NÃO PODEMOS NOS ESQUECER QUE PESSOAS LIGADA A ESSA SEITA CHAMADA UNIVERSAL,CHOCOU O MUNDO CHUTANDO A IMAGEM DE NOSSA SENHORA DE APARECIDA E RECENTEMENTE ARRENDARAM UM VEICULO DE COMUNICAÇÃO ONDE MUITAS IGREJAS EVANGÉLICAS TINHAM PROGRAMAS, PARA PODER CALAR A VÓS DESSES QUE ELES CHAMAM DE IRMÃOS:O PROBLEMA É QUE EXISTEM CATÓLICOS QUE NÃO SABEM NEM PROFESSAR O SEU CREDO E SE DIZ CATÓLICOS:E POR ISSO É CONTRA OS BISPOS.

  33. MARIA CRESPO

    Penso que a Igreja cumpre o seu papel de esclarecer as verdades que existem por trás desta situação. Acho inclusive que os próprios católicos que aqui se apresentaram estão fazendo muita tempestade em copo d`água. Vale salientar que na porta da Igreja Universal, em toda a cidade, havia ontem centenas de militante( ao que tudo indica da igreja) levantando bandeiras de Crivella. Não é fazer o mesmo jogo,mas sim relembrar o que muita gente esquece com o passar do tempo… Não vejo nada de errado em discutir e tornar bem clara as verdadeiras intenções desse grupo religioso que sonha em alcançar o poder, porque a final de contas o que vale para eles, inclusive Crivella, é o poder. Por que ele não desfaz de uma parte dos bens que tem e beneficia os pobres. Por que não desfaz de parte de sua fortuna e dá o exemplo. Continuo achando que este documento não é nenhuma coisa fora do comum, apenas uma forma de alertar a população sobre a opinião da Igreja. Cada um vote em quem quiser e assuma no futuro as consequências…

  34. Luiz Machado

    Sou católico e voto em Pezão, em um bispo desta (trecho excluído pela moderação) que quer ser governador nunca. Não devemos misturar politica com religião nunca.

  35. Fernando Moraes

    Porque excluíram a parte que citei o (trecho excluído pela moderação)?

    Fernando

  36. Lenieverson

    Aluysio, um texto de minha autoria, baseado na bíblia e na doutrina catolica, para esclarecer alguns pontos.

    A cidadania católica e as eleições de segundo turno para Governo do Estado e, também, para presidente. Ou: desfazendo mitos e repudiando grosserias contra o direito da Igreja e leitos de orientar seus fiéis.

    Leniéverson Azeredo Gomes

    A Diocese de Campos dos Goytacazes e a Administração Apostólica São João Maria Vianney (Tradicionalistas), ambas no Estado do Rio de Janeiro, divulgaram, em conjunto, um comunicado aos seus fiéis, referente às eleições de segundo turno para Governo do Estado, onde no corpo da mesma, orienta que não se deve votar no candidato do PRB, o Senador Marcelo Crivella, que tem uma ligação com a Igreja Universal do Reino de Deus.
    Alguns diocesanos, destacadamente leigos estranharam a postura do comunicado, julgando, sob os mais diversos aspectos e motivos, que a Igreja Católica local não deveria se submeter ou sugerir algo desse tipo às suas ovelhas. Sobre isso, é importante sublinhar alguns pontos, mas antes um detalhe.
    No espectro político, há, por aí, uma confusão sobre o termo “Estado Laico” e o caráter institucional da Igreja. De fato, o Brasil não tem uma religião oficial, mas tem um povo religioso, em sua maioria, feita de católicos, cujo direito a profissão de fé e de crença, é assegurada pela Constituição Federal.
    A Igreja Católica não é apenas um conjunto de templos; aspectos doutrinários; de fiéis ou; de conjunturas históricas, ela é uma instituição social que, em tese, deveria ter o direito sinérgico, ou seja, de interagir com outras instituições como o Estado. E iria mais além: a Igreja deve ter o direito de chamar para si o título de Mãe e Mestra, no sentido de orientar os batizados, que são fiéis ou não tão fiéis a Santa Missa e a Vida Eclesial, sobre questões politico partidárias.
    Em primeiro aspecto, temos que compreender um conceito paulino de Igreja, que define a mesma como “coluna e sustentáculo da verdade” (I Tm 3,15). Aqui, o vocábulo “Verdade” não é uma mera oposição a “Mentira” ou “Doutrina Embusteira”. Faz menção a necessidade de “não omissão”, ou seja, trazer luzes aonde existe trevas.
    Vejamos, segundo o Código de Direito Canônico, “compete à Igreja anunciar sempre e por toda parte os princípios morais, mesmo referentes à ordem social, e pronunciar-se a respeito de qualquer questão humana, enquanto o exigirem os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas” (CIC, Cân 747,2).
    Para nós, enquanto leigos, de acordo com o Catecismo da Igreja Católica, compete “inventar meios para impregnar as realidades sociais, políticas e econômicas com as exigências da doutrina e da vida cristã. Esta iniciativa é um elemento normal da vida da Igreja” (Cat. Ig. Cat, nº 899).
    Quando se estabelece aquilo que compete a Igreja, enquanto instituição, e aos leigos, enquanto sujeitos de uma comunidade eclesial, no tocante a questões sociopolíticas, traz ou coloca-se na berlinda a ideia da responsabilidade social ou do compromisso inalienável e obstinado com o bem comum.
    No dia 26 de Outubro, nós católicos não podemos votar em alguém, a partir de critérios subjetivos, intimistas e individualistas, mas sim, a partir daquilo que nos orienta à Igreja. O saudoso Papa João XXIII, recém-canonizado, elaborou, em abril de 1963, uma encíclica chamada Pacem in Terris. No artigo 51, desse documento diz que “uma autoridade só será exercida legitimamente se procurar o bem comum do grupo em questão e se, para atingi-lo, empregar meios moralmente lícitos. Se acontecer de os dirigentes promulgarem leis injustas ou tomarem medidas contrárias à ordem moral, estas disposições não poderão obrigar as consciências. “Nesse caso, a própria autoridade deixa de existir, degenerando em abuso de poder””.
    Uma autoridade não adquire para si mesma sua legitimidade moral. Não deve comportar-se de maneira despótica, mas agir para o bem comum, assim diz o cânon 1901, do Catecismo da Igreja Católica.
    Ao escolher um candidato, temos de saber se ele “terá sempre em vista – novamente (grifo meu) – o bem comum e se conformará com a mensagem evangélica e com a Doutrina da Igreja(Cat. Ig. Cat, nº 2442). Ao votarmos, ajudamos a “reanimar as realidades temporais com o zelo cristão e comportar-se como artesão da paz e da justiça” (Cat. Ig. Cat, idem).
    Diante de tudo isso, vamos voltar ao texto da Diocese de Campos dos Goytacazes. Quando ela recomenda, que, o católico não deve votar em Crivella para ocupar o “trono” do Palácio das Laranjeiras, não o faz sob um critério subjetivo de quem assinou. Há critérios de ordem doutrinária; do respeito a religiosidade alheia – infringido, por exemplo, no caso do Chute de Nossa Senhora (12 de outubro de 1995) e da intolerância a religiões de matiz africanas – ; das liberdades individuais, dentre outras coisas.
    O mesmo raciocínio usado no plano estadual vale – nas entrelinhas – para as eleições presidenciais também. Muitos padres e leigos imploram para que não se votem no PT – leia-se Dilma Rousseff -. É importante ressaltar, que, igualmente, nesse caso a imploração não se dá por critérios subjetivos, mas sim; doutrinais, sociológicos, políticos, econômicos, dialéticos, retóricos, etc.
    Caminhando para o fim, é importante dizer que sim, há pessoas dentro da Igreja, e não me refiro só a leigos, mas alguns padres e também um ou outro bispo, pelo Brasil afora, tem alguma resistência e hostilidade a esse tipo de entendimento. Eles costumam dizer que, posturas como essa da diocese fluminense, promove uma ingerência, uma interferência na vida do eleitor. Nada mais falso, nada mais arrogante, nada mais falacioso e nada mais intolerante.

  37. Aluysio

    Caro Fernando,

    Porque a moderação entendeu que vc ultrapassou o limite entre a ironia e a ofensa, fronteira ainda mais tênue qd se trata da religiosidade alheia.

    Abç e grato pela chance da explicação!

    Aluysio

  38. Lenieverson

    “Nosso Estado Brasileiro é laico, o que significa dizer, não religioso”.
    José Geraldo, vc comete um equívoco. Sim, o Estado é laico e, por isso, não tem uma religião oficial, mas é formado de um povo, em sua grandiosa maioria religiosa, que tem seu direito a manifestação de fé e de crença garantidos pela constituição.

  39. Nialva

    Concordo e obrigada por alertar pois eles dizes que estao todos dominados!. Agora queren dominar nosso Estado do Rio d9e Janeiro?!

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