Depois do panelaço, Dilma é vaiada e hostilizada pessoalmente em São Paulo

Por Daniel Lima

 

A presidente Dilma Rousseff (PT) foi recebida com vaias e gritos de “fora Dilma” e “fora PT” ao chegar no Salão Internacional da Construção em São Paulo na manhã desta terça-feira (10).

A equipe da presidente chegou a modificar o trajeto da petista na tentativa de afastá-la dos expositores e trabalhadores que estavam no local.

No entanto, não conseguiram. Enquanto passeava pelos estandes, Dilma era hostilizada. Em meio às vaias, as pessoas gritavam “PT ladrão!” e “Eu não voto no PT”.

Quando a presidente chegou, apenas trabalhadores e expositores estavam no local, que ainda não havia sido aberto para visitação.

Do lado de fora, ouvindo as vaias, visitantes também xingavam a presidente com palavrões, como “vagabunda”.

Diante da recepção, a presidente fez uma visita de menos de cinco minutos e deixou o local em direção à cerimônia de abertura do evento, quando deve discursar a um público limitado a convidados.

 

Publicado aqui, na folhadesaopaulo.com

 

Confira o vídeo:

 

 

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Crítica de cinema — De boas intenções, o inferno está cheio

Cinematógrafo

 

 

Renascida do inferno

 

 

Mateusinho 3Renascida do inferno — Sobrenatural e medo. Esta a combinação para um filme de terror. Se ele tem apenas sobrenatural, como nos filmes espíritas, não é terror. Se ele tem somente o medo, pode ser considerado suspense, mas não é terror. Normalmente, as pessoas pensam em “Frankenstein” como uma história de terror que deu origem a vários filmes do gênero. Primeiro, o mostro nem tem esse nome, mas sim o médico transtornado que o criou. Mary Shelley, a autora do livro no início do século XIX, na verdade, estava expressando o medo que assolava os intelectuais com relação aos avanços da ciência. Com pedaços de corpos sem vida, o Dr. Frankenstein cria um homem tão somente com o recurso à ciência. Talvez, Lobisomem se enquadre em ficção científica de suspense. Já não se pode dizer o mesmo com relação ao Conde Drácula, amaldiçoado por sua crueldade, e imortal até que seu segredo seja descoberto.

“Renascida do inferno” é um filme que discute as relações entre ciência e religião, mas é um filme de terror. Zoe é católica e namora Frank, cientista ateu. Zoe, em grego significa vida. Suas experiências no laboratório são filmadas por Eva, que, em hebraico, tem por significado “a que vive”, “a vivente”, “a que tem vida”, ou “cheia de vida”. O nome de Frank, um dos chefes da pesquisa, pode aludir a “Frankenstein”.  O nome do projeto — “O Efeito Lázaro” —, sem dúvida é bíblico e sugestivo. Olivia Wilde, no papel de Zoe, domina o filme do princípio ao fim, tanto mostrando sua face normal quanto seu lado diabólico. Já Sarah Bolger, no papel de Eva, tem papel apagado no início do filme, só crescendo no final. Numa equipe de cientistas liderada por Frank e Zoe, procura-se recuperar pessoas em estado de coma profundo. Daí, em segredo, o grupo usa o laboratório para tentar a ressurreição de animais declaradamente mortos.

Com um soro inoculado no cérebro do cadáver e com estímulos elétricos de alta voltagem, tenta-se com sucesso, ressuscitar um cão. No princípio, ele se mostra dócil, mas começa a ter comportamento agressivo. A católica Zoe, sempre com seu crucifixo, indaga-se sobre o céu e o inferno dos cães. Terá ele retornado do inferno canino? Claro que uma pergunta como essa só pode arrancar risadas do ateu Frank.

O filme também mostra como a pesquisa nas universidades é norteada por poderosas empresas, que a dirigem para atender seu interesse imediatista. Sob pressão de interromper a pesquisa, a equipe dá prosseguimento a ela na clandestinidade e de forma oculta durante a última noite que lhe resta. É então que um acidente mata Zoe. Materialista, Frank não se conforma em perder sua amada tão jovem e de forma tão estúpida. Ela é ressuscitada, mas volta muito estranha à vida. Sua impressão é que, quando morta, ela mergulhou no inferno cristão. Parece que ela viveu o aterrorizante sonho que vem da sua infância e que parece se tornar realidade.

Retornando com superpoderes, ela os usa para matar seus companheiros de equipe. Quem escapará? Será que Eva, a que dá a vida, será salva do poder de destruição de Zoe, a vida, e agora a morte? Este é o primeiro filme de ficção de David Gelb, ainda com pouca currículo no cinema. Sua câmara é correta, embora não criativa e barata como “REC”, de Jaume Balagueró e Paco Plaza. Seu estilo no gênero é nitidamente norte-americano, com sustos provocados por cenas inesperadas. Mas ele começa bem em outro gênero que não o documentário, em que se saiu muito bem com “Jiro Dreams of Sushi”.

 

Mateusinho viu

 

Publicado na edição de hoje da Folha Dois

 

Confira o trailer do filme:

 

 

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Desnorteados como cegos no meio do panelaço

CLAUDIO HUMBERTO

 

 

Dilma quer caracterizar protestos com “golpismo”

O Brasil vive a mais grave crise econômica e institucional da História recente, e a sociedade reage como é adequado em democracia, manifestando-se contra o roubo de dinheiro público, estelionato eleitoral e incompetência gerencial. Mas Dilma apenas conseguiu imaginar (aqui) bobagens como “golpismo” ou pretendido “terceiro turno” das eleições ou atribuir o panelaço de domingo a “terceiro turno” eleitoral.

 

Lorota

O panelaço protestou contra a roubalheira e um governo ruim, mas Dilma recorre à velha lorota de “ameaça de ruptura democrática”.

 

Começou a onda

Dilma subiu nas tamancas ao perceber que o panelaço de domingo (aqui) garante o êxito dos protestos do domingo que vem (15).

 

Ele não merece

Após mais de um mês sem ser recebido por Dilma, o porta-voz Thomas Traumann agora precisa virar papagaio de pirata para ser visto por ela.

 

Mercapedante

Quem tem Aloizio Mercadante como chefe da Casa Civil não precisa de oposição. E o ministro reagiu ontem com a arrogância de sempre, sem contribuir para amenizar o clima ou se aproximar dos parlamentares.

 

Desnorteados

Dilma e Mercadante, aquele que nas palavras de Lula “sequestrou o governo”, ficaram “feito baratas tontas”, segundo um assessor palaciano, com o impactante panelaço no domingo.

 

Nova derrota

O PMDB faz das derrotas impostas a Dilma sua principal diversão no Congresso. A sigla já aposta que derrubará, nesta quarta (11), o veto à Medida Provisória que corrige em 6,5% a tabela do imposto de renda.

 

Publicado aqui, no diariodopoder.com

 

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Siga o dinheiro: Advogados do Mensalão foram pagos por empreiteiras do Petrolão

Alberto Youssef

 

 

Por Jailton de Carvalho

 

Em um dos depoimentos da delação premiada, o doleiro Alberto Youssef disse que empreiteiras acusadas de desviar dinheiro da Petrobras fizeram pagamentos mensais de até R$ 70 mil à defesa dos ex-deputados José Janene (PP-PR) e Pedro Corrêa (PP-PE) no processo do mensalão. Os pagamentos foram intermediados pelo próprio Youssef. A revelação do doleiro indica que, num gesto de extrema ousadia, réus investigados na Operação Lava-Jato usaram um esquema de corrupção para escapar à punição em outro processo por corrupção.

Youssef falou sobre o assunto em dos depoimentos da delação premiada no dia 11 do mês passado. Um dos investigadores perguntou se o doleiro conhecia o advogado Eduardo Ferrão. O tema eram as relações entre o advogado, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e o deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE). Youssef disse que nada sabia dos vínculos entre Eduardo Ferrão e Renan Calheiros, mas conhece muito bem o advogado. Segundo ele, Ferrão fazia a defesa de Janene e Pedro Corrêa, réus no mensalão.

“Que questionado se conhece o escritório Ferrão, o declarante afirma que conhece, pois se trata de um escritório do advogado Eduardo Ferrão, que era advogado de José Janene no caso do mensalão e que também advogava para o Partido Progressista e para deputados deste partido”, disse Youssef. Para completar a afirmação, o doleiro disse que “fez vários pagamentos em dinheiro vivo, proveniente das empreiteiras, para pagar honorários que o advogado Ferrão, cobrava tanto do Partido Progressista quanto de José Janene e Pedro Corrêa”.

Youssef disse ainda que os pagamentos eram feitos no escritório do advogado em Brasília. “Que era entre 40 mil e 70 mil reais por mês”, sustenta. O doleiro foi chamado a prestar depoimento em fevereiro, depois da longa série de depoimentos da delação premiada do ano passado, para explicar detalhes sobre o envolvimento de parlamentares com fraudes na Petrobras. Na primeira série de depoimentos, o doleiro falou dos parlamentares de forma genérica.

Pelas investigações da Lava-Jato, Youssef era um dos chefes da distribuição da propina relacionada às fraudes em contratos de empreiteiras com a Petrobras. Segundo o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, empreiteiras se socorriam do doleiro para fazer o dinheiro chegar a políticos, que davam apoio aos diretores e a outros funcionários corruptos da estatal.

Procurado pelo GLOBO, Ferrão confirmou os pagamentos mencionados por Youssef, mas disse que não conhece o doleiro. O advogado sustenta que foi advogado do PP de 2003 a 2007 e que, de fato, atuou na defesa de parlamentares do partido nos processos do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Conselho de Ética da Câmara. Neste período, ele recebia valores mensais. No início eram R$ 30 mil. Depois, os pagamentos chegaram a R$ 70 mil.

— Quem me pagava era o PP, de quem eu era advogado desde 2003. Se o dinheiro vinha dele (Youssef) eu não posso saber. Eu emitia notas para o PP – disse Ferrão.

O advogado disse que defendeu vários deputados bancados pelo PP. Na lista dos ex-clientes está também o ex-deputado Vadão Gomes. Ferrão não soube dizer, no entanto, como eram feitos os pagamentos. Esta parte estaria a cargo de uma outra pessoa.

— Não sei se eram transferências bancárias, cheque ou dinheiro vivo. Mas não teve nenhum pagamento que não teve nota emitida para o PP — disse o advogado.

 

Publicado aqui, no globo.com

 

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Dólar bate sua cotação mais alta desde 2004, afeta inflação e PIB do Brasil

Câmbio Real-Dólar

 

Até onde vai o dólar? É a pergunta que ronda os investidores nas últimas semanas. Na abertura desta terça-feira, a moeda americana mostrou que tem força para subir mais um pouco. Já começou o pregão em R$ 3,168, na cotação máxima. Na segunda-feira, o dólar havia fechado em R$ 3,12.

A moeda americana não atingia esta cotação desde 14 de junho de 2004, quando fechou em R$ 3,17. No ano, a moeda já sobe mais de 19% e em 12 meses, mais de 34%.

A crise política continua no radar dos investidores, assim como a deterioração da economia. Com a alta do dólar os analistas já começam a rever projeções para inflação, crescimento do PIB e juros em 2015.

Na agenda política, um dos destaques do dia é a reunião entre o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), marcada para as 11 horas. Levy foi destacado pela presidente Dilma Rousseff para ajudar na reaproximação do Palácio do Planalto com Calheiros.

O mercado teme que sem esta aproximação o ajuste fiscal necessário nas contas públicas demore a acontecer. Incluído oficialmente na lista de investigados da Operação Lava Jato, o presidente do Senado definiu como estratégia atacar o Planalto, a quem acusa de influenciar o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de abrir inquérito contra ele pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Ainda na manhã desta quarta-feira, a presidente Dilma Rousseff deve apresentar uma nova proposta em relação ao reajuste da tabela do Imposto de Renda. Ontem, em jantar com líderes do PT na Câmara e no Senado, ela pediu ajuda na aprovação das medidas de ajuste fiscal no Congresso e, segundo relatos dos presentes, admitiu que “vai ser uma proposta boa” com um novo índice de correção do IRPF. Porém, tal iniciativa tem forte impacto orçamentário e tende a realimentar incertezas em relação ao cumprimento da meta fiscal.

 

Publicado aqui, no estadao.com

 

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Branco, rico e golpista

Jornalista e blogueiro Ricardo Noblat
Jornalista e blogueiro Ricardo Noblat

Por Ricardo Noblat

 

Rico não pode se manifestar. A não ser por escrito. Ou dentro de casa. Ou em pequenas reuniões com amigos. Sem fazer alarde.

Caso resolva aderir a uma manifestação de massa, saiba que a desqualificará. Seu lugar não é na rua protestando.

Se for visto na rua protestando poderá ser acusado pelo PT de ser golpista. Certamente o será.

Não há nenhum dispositivo na Constituição que proíba o rico de pensar e de dizer o que pensa, mas ele que suporte as consequências.

Da mesma forma o branco. Pior ainda se ele for branco e rico.

É fato que a elite branca e rica lucrou uma enormidade com os governos de Lula e de Dilma. E que os mais ricos e brancos da elite pressionaram Lula para que ele voltasse a ser candidato no ano passado.

Não importa. A eles deve apenas ser assegurado o direito de apoiar o PT. De preferência sem condições. E de financiar o PT tirando dinheiro do seu próprio bolso ou desviando recursos públicos.

Quantos negros e pobres você vê no comando das maiores empreiteiras envolvidas com a corrupção na Petrobras?

Só vê ricos e brancos. E todos parceiros do PT. Deram mais dinheiro para o PT ganhar as eleições do ano passado do que para outros partidos.

Bem, se além de rico e de branco o cidadão morar em São Paulo, aí qualquer margem de tolerância com ele deve ser abolida.

Dilma e o PT perderam feio em São Paulo. O candidato de Lula ao governo colheu ali uma votação humilhante.

O que venha de lá, portanto, não deve ser levado em consideração. Antigamente foi a saúva. Agora, o paulista rico e branco é a praga que mais infelicita o Brasil.

Quem sabe o Congresso não aprova alguma lei que desconsidere o voto de São Paulo na hora de se contar os votos para presidente da República?

O radicalismo da proposta talvez possa ser suavizado com a restrição ao voto apenas nos bairros povoados por uma maioria branca, rica e golpista.

Burgueses!

Há quanto tempo eu não enchia a boca para chamar de “burgueses” os adversários das mudanças sociais, que só fazem enriquecer à custa dos miseráveis.

É verdade que a maior parte dos miseráveis ascendeu socialmente e compra o que os brancos e ricos lhe oferecem. E que quanto mais ascenderem e comprarem, mais os brancos e ricos se tornarão mais ricos.

Mas esse é um dilema que a esquerda corporativa, ávida por emprego público e órfã de ideologia, não sabe ainda como resolver.

 

Lula: Algoz da elite branca e rica do Brasil?
Lula: Algoz da elite branca e rica do Brasil?

 

Publicado aqui, no Blog do Noblat

 

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FHC não acha impeachment solução, mas adverte: “Se Lula insistir na divisão, fica com 20%”

Fernando Henrique Cardoso usando a democracia irrefreável das redes sociais para responder com ironia ao fetichismo de Lula e o PT têm sobre ele
Fernando Henrique Cardoso usando a democracia irrefreável das redes sociais para responder com ironia ao fetichismo que Lula e o PT têm sobre ele

Por Eliane Catanhêde

 

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, principal líder do PSDB e, portanto, da oposição, já tem uma posição clara diante da crise: nem apoio ao impeachment, nem pacto com o PT. Em entrevista ao Estado, ontem, FHC disse que o horizonte mais provável é de que o governo “fique cozinhando o galo em fogo brando” nos próximos quatro anos. Mas ressalvou que, em política, “nada é impossível”. E criticou Lula: “Ele quer é acusar. Ele é o bom, nós somos os maus. Então, não há como dialogar com quem não quer dialogar”.

 

Como o sr. vê a situação hoje?

Como todo brasileiro, com muita preocupação. Sem esperança, não vendo uma saída. É um momento bastante sombrio.

 

A ponto de ter impeachment?

Impeachment não é uma coisa desejável e ninguém se propõe a liderar isso. O PT usa o impeachment para dizer que o PSDB quer, mas não é verdade. Impeachment é como bomba atômica, é para dissuadir, não para usar.

 

O panelaço de domingo (aqui) e a manifestação de 15 de março podem mudar alguma coisa?

Essa manifestação vai ser realmente grande, mas é produto das redes sociais, de vários setores da sociedade, independentes uns dos outros, por motivos diferentes. E totalmente independente dos partidos.

 

Dá para comparar com 2013?

Sociologicamente, vai ser uma comparação interessante. Em 2013, era contra tudo, agora é direcionada contra o governo. Mas vamos esperar para ver. O PSDB faz bem em não chamar para a rua. A rua, neste momento, não é dos partidos, é do povo. É o povo que vai para a rua.

 

Se as manifestações forem num crescendo, o sr. não vê horizonte de impeachment?

Eu não posso dizer que seja impossível, porque as coisas não são assim em política. Mas o horizonte mais provável não é que vá para esse lado. A conexão (de Dilma) com o Collor é que ele não sabia como manejar com o Congresso. Mas só nisso.

 

E o peso da Petrobras na crise?

É muito grande. A Petrobras é uma empresa vital para o Brasil. A despeito das intrigas do PT, sobretudo do Lula, de que queríamos privatizar a Petrobrás, isso tudo era uma grande mentira. Não cabe privatizar a Petrobrás. Cabe, sim, despolitizá-la, despartidarizar a Petrobrás.

 

Como o sr. vê agora a venda de R$ 39 bilhões em ativos?

Vai vender na bacia das almas, no pior momento. Isso, sim, é contra o interesse da Petrobrás e do Brasil. No limite, a crise real é política, é de confiança. Sem confiança, não se cria esperança. Sem esperança, a recessão é só recessão, o ajuste é só o ajuste, só um mal estar.

 

Na TV, a presidente disse que tudo isso é passageiro, até o final do ano. Há condições?

A quebra de confiança foi grande. Não se refaz do dia para a noite.

 

E a crise no Congresso?

O governo criou caso com a própria base, então fica difícil. A presidência do Senado devolveu a medida provisória das desonerações. Foi um ato de rebeldia e força. É um sinal de que o processo congressual está descontrolado e não vejo como este governo tenha como reagir à altura. É muito ruim que o governo não reconheça nenhum erro.

 

Foi o FHC (aqui)?

Foi o FHC! É patético, mas eu fico até envaidecido, porque, depois de mais de 12 anos, eu até fico pensando: “Meu Deus, que força que eu tive!”

 

O envolvimento de 47 políticos na Lava Jato (aqui) ajuda o Planalto?

De certo ponto, sim. Mas acho que o importante para o Planalto é dar eficiência ao Congresso, para conseguir as votações do ajuste. Isso não dá eficiência ao Congresso, muito pelo contrário. Dá é paralisia.

 

Alguma comparação histórica com o momento atual?

Eu só vi uma situação parecida em 1963, quando houve um descolamento entre o Congresso e o governo, e o governo foi perdendo a capacidade de governar. Quando o Congresso percebe que o Executivo não tem agenda, está tonto, fazendo uma agenda que não é a dele, o Congresso fica mais inerte. E, se você perde a força aqui, você perde a força no mundo.

 

Alguma conexão com Collor?

Não creio. A conexão com o Collor é que ele não sabia como manejar com o Congresso, não tinha amor pelo Congresso, ficava isolado. Nesse sentido, há alguma similitude, mas só nisso. Na época, a sociedade sancionou o impeachment, Collor não reagiu e os partidos tinham condição de operar a transição. Não vejo a mesma coisa hoje.

 

A crise joga o PMDB para o PSDB (aqui)?

Não para o PSDB, mas para a oposição. O PMDB já está na oposição e com razão. Que ministérios eles têm? Qual o peso deles? Não tem. O PMDB não participa da negociação política, das decisões do governo.

 

O senador Aloysio Nunes fala em “deterioração controlada” nos próximos quatro anos. Se as ruas são movidas pelas redes sociais e faltam lideranças políticas, quem pode controlar o quê?

O PSDB está digerindo a crise, tentando entender até onde vai ela. O que ele quis dizer é que não haverá uma ruptura, as coisas vão ficando mais desengonçadas, mas se mantêm.

 

Quatro anos não é muito?

É uma possibilidade. Nós já vimos outras fases assim, quando os governos vão cozinhando o galo em fogo brando. A novidade é que a sociedade está mais inquieta, mais ativa. Se os partidos e os líderes políticos não responderem, eles perdem força. Um desafio para todos nós.

 

Na redemocratização, no Collor, nos momentos graves, havia grandes líderes no Congresso, na sociedade, no empresariado, na Igreja, na área militar. E hoje?

Esse ponto é muito importante. A crise hoje não é só dos partidos, é mais ampla. Você tem dificuldade até de diálogo com a sociedade. Um exemplo. No passado, você tinha cardeais que sabia o nome, conhecia pessoalmente, como o d. Paulo. Até hoje, você fala e todo mundo sabe quem são. Agora, não. E isso vale para a OAB, ABI. A UNE virou departamento de um partido. Mesmo na área empresarial, não vejo quem são as lideranças com quem você possa dialogar num momento como este.

 

No Congresso, não é pior? Os presidentes da Câmara e do Senado estão sendo investigados.

Bem, até que esses dois atuam e, no próprio PSDB, raramente nós tivemos uma bancada de senadores tão poderosa. Só não sei no que vai dar tudo isso da Lava Jato. E tem uma coisa: a circunstância é que faz as lideranças. O desafio é tão grande que vai empurrar as lideranças, senão para controlar a onda, porque às vezes é impossível, pelo menos surfar nela.

 

A inclusão do senador Anastasia enfraquece o PSDB?

Ele foi posto lá para isso.

 

Por quem, presidente?

Ora, quem? O responsável final é o procurador. A acusação é vaga, parece história da carochinha. Se encontrarem, vale aquilo: errou, pagou. Mas acho que não vai chegar a isso.

 

Qual a viabilidade de conversas entre o sr. e o ex-presidente Lula (aqui) e de um pacto PT-PSDB?

Qual seria o significado de um encontro meu com o presidente Lula? Ele tem que, primeiro, pacificar lá a situação do partido dele. E qual é a pauta? Nunca me neguei a discutir uma pauta. Agora, essa discussão não pode ser um conchavo, tem que ser uma discussão sobre como melhorar a situação política, econômica e social. Quais são os itens? Dá para convergir? Não dá? Mas a visão do presidente Lula não é essa, ele quer o contrário, quer acusar. Ele quer dizer quem são os bons, quem são os maus. Ele é o bom, nós somos os maus. Então, é quase impossível. Não há como dialogar com quem não quer dialogar.

 

E a convocação que ele fez (aqui) ao “exército do Stédile”?

É uma retórica preocupante, porque quem foi presidente da República não tem o direito de brincar com questões sérias. Convocar para a briga e menosprezar inclusive o Exército (aqui), porque citou um outro exército, é indesculpável. Todo mundo está vendo o que está acontecendo aqui. Um descalabro.

 

A crise pode dividir o Brasil como na Venezuela?

Espero que não e espero que aqui não seja meio a meio. Se o Lula insistir na divisão, ele vai ficar com 20%.

 

Publicado aqui, no estadao.com

 

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No dia seguinte aos panelaços, Dilma diz que não vê motivo para seu impeachment

larga o osso

 

 

Por Mariana Haubert

 

Após ter sido xingada e vaiada com panelaços e buzinaços na noite deste domingo (8) enquanto fazia um pronunciamento na televisão e no rádio pelo Dia da Mulher, a presidente Dilma Rousseff pediu que o país tenha estabilidade e minimizou as críticas nesta segunda-feira (9) ao defender o direito de qualquer cidadão de se manifestar. Dilma, no entanto, afirmou que os protestos não podem ser violentos e disse que um “terceiro turno” não é motivo para um pedido de impeachment do seu mandato, o que causaria uma “ruptura democrática” no país.

“Acredito que o Brasil tem uma característica que eu julgo muito importante e todos nós temos que valorizar que é o fato de que aqui as pessoas podem se manifestar, tem espaço para isso e tem direito a isso. Chegamos à democracia e temos de conviver com a diferença. O que não podemos aceitar é a violência. Mas manifestações pacíficas são da regra democrática”, afirmou após a cerimônia no Palácio do Planalto em que sancionou a lei que torna o feminicídio crime hediondo.

Durante o pronunciamento, houve buzinaço, panelaço e vaias em ao menos 12 capitais: São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Vitória, Curitiba, Porto Alegre, Goiânia, Belém, Recife, Maceió e Fortaleza. Nas janelas dos prédios, moradores batiam panelas e xingavam a presidente, enquanto piscavam as luzes dos apartamentos. “Não acredito que brasileiros são a favor do quanto pior, melhor. Os que são a favor do quanto pior, melhor, não tem compromisso com o país”, disse.

Questionada se considerava o movimento que pede seu impeachment também legítimo, a presidente afirmou que neste caso, a diferença é de conteúdo. “Eu acho que há que caracterizar razões para o impeachment e não o terceiro turno das eleições. O que não é possível no Brasil é a gente não aceitar a regra do jogo democrático. A eleição acabou, houve primeiro e segundo turno. Terceiro turno das eleições para qualquer cidadão brasileiro não pode ocorrer a não ser que se queira uma ruptura democrática”, disse.

Dilma também afirmou que as manifestações convocadas pela oposição para o próximo dia 15 em várias cidades do país não têm legitimidade para pedir seu impeachment. “Quem convocar, convoque do jeito que quiser. Ninguém controla o jeito que convoca. Ela [manifestação] vai ter as características que tiver seus convocadores. Agora, ela em si não representa nem a legalidade e nem a legitimidade de pedidos que rompem com a democracia”, afirmou.

A petista voltou a defender o seu ajuste fiscal como forma de equilibrar a situação econômica do país. Dilma disse esperar que a economia volte a crescer até o fim do ano. “É muito prudente o país perceber que ele precisa de estabilidade. Ele precisa amainar todas as situações de conflito porque nós estamos enfrentando uma fase aprofundada da crise econômica. […] Vamos ter um esforço agora para sermos compensados depois”, disse.

A presidente repetiu o argumento apresentado pelo ministro da Casa Civil, Aloízio Mercadante, horas antes da cerimônia. Ambos disseram que países como a China estão tendo taxas de crescimento muito menores do que as registradas em anos anteriores em decorrência da crise econômica internacional e que o Brasil conseguiu ter resultados positivos em comparação com outras nações.

“Na minha fala ontem na televisão, o que eu queria deixar claro é que o Brasil não está vivendo hoje um momento como aquele do passado em que ele quebrava. Ele está passando por um ajuste momentâneo que caminha para a retomada do crescimento econômico. Lutamos para manter emprego e renda e conseguimos. Nos últimos seis anos, enquanto eles desempregavam, nós mantivemos o emprego”, afirmou a presidente fazendo referência aos governos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB.

 

Lula

Dilma confirmou que irá conversar com o ex-presidente Lula nesta semana. O encontro deverá acontecer em um almoço nesta terça-feira (10) em São Paulo. Dilma irá para a capital paulistana pela manhã para participar da abertura do 21º Salão Internacional da Construção Feicom Batimat. Caso ela não viaje, Lula deverá ir a Brasília.

“Ele é uma liderança que sempre contribui. Ele tem noção de estabilidade e sempre contribui com o país. Ele não gosta de colocar fogo na cerca”, comentou Dilma sobre seu padrinho político.

 

Publicado aqui, na folhadesaopaulo.com

 

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Em nota oficial, Pezão classifica declarações de delator como “absurdas”

A secretaria de Comunicação do Estado do Rio acabou de enviar por e-mail a nota de resposta do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), sobre as declarações do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras e delator do Petrolão. Aqui, de maneira genérica, ele já tinha falado sobre a possibilidade do seu envolvimento no caso. Confira abaixo a nova gerada pela divulgação aqui de mais detalhes da delação de Costa, que envolvem o ex-governador fluminense e seu antecessor, Sérgio Cabral (PMDB):

Governo do Estado do Rio

Governo do Estado do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro, 09 de março de 2015

 Núcleo de Imprensa

 Pezão classifica como absurdas as declarações de Paulo Roberto Costa

 

O governador Luiz Fernando Pezão nega ter se reunido com o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa para solicitar recursos para campanha, conforme notícias veiculadas pela imprensa, nesta segunda-feira (9/3). Pezão classificou como absurdas as declarações do ex-executivo da Petrobras.

— Isso é um completo absurdo. Não tive nenhuma conversa com o senhor Paulo Roberto Costa, e nem com ninguém da Petrobras para pedir ajuda de campanha. Não pedi e não recebi nenhum recurso dele. Estou muito tranquilo desde o primeiro momento — reiterou o governador.

Pezão voltou a afirmar que está à disposição da Justiça e do Ministério Público, caso seja necessário.

— Nada chegou oficialmente para mim. Venho enfrentando as especulações sobre a citação do meu nome me colocando à disposição do STF, STJ e MP. Para mim, é uma surpresa muito grande ter meu nome mencionado. Tenho profundo respeito pela Justiça e torço para que essa investigação fortaleça a nossa democracia — declarou Pezão.​

 

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Delator do Petrolão disse que arrecadou R$ 30 milhões para Cabral e Pezão em 2010

O governador Pezão e o ex-governador Cabral no Palácio Guanabara, em 2014 (foto de Alexandre Cassiano - Agência O Globo)
O governador Pezão e o ex-governador Cabral no Palácio Guanabara, em 2014 (foto de Alexandre Cassiano – Agência O Globo)

 

 

Por Eduardo Bresciani

 

Brasília — O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou em depoimento de sua delação premiada que arrecadou R$ 30 milhões em recursos para “caixa dois” da campanha de Sérgio Cabral para governador e Luiz Fernando Pezão para vice, ambos do PMDB. Pezão é o atual governador, sucedendo Cabral.

Segundo o delator, os recursos vieram de empresas que atuavam na obra do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Ainda de acordo com Costa, o consórcio Compar, formado pelas empreiteiras OAS, Odebrecht e UTC, contribuiu com R$ 15 milhões. O restante foi pago por outras empresas, como Skanska, Alusa e UTC, disse o delator. O ex-diretor afirma que os pagamentos eram “propina”.

“Cada empresa deu ‘contribuição’, no total de R$ 30 milhões. O Consórcio Compar ‘pagou’ R$ 15 milhões; o restante foi dividido entre as outras empresas, entre elas Skanska, Alusa e UTC”, diz resumo do termo de declaração 4 de Costa.

De acordo com o depoimento de Paulo Roberto Costa, o então secretário da Casa Civil de Cabral, Régis Fichtner, foi quem fez a “operacionalização” dos repasses.

Costa contou que teve uma reunião no primeiro semestre de 2010 com Cabral, Pezão e Fitchner para tratar das contribuições à campanha. Posteriormente, o ex-diretor pediu às empreiteiras que fizessem doações para o “caixa dois” de Cabral.

 

Para cabral, denúncia é “mentira”. Para Pezão, “absurda”

Em nota, o ex-governador Sérgio Cabral declarou que a denúncia é “mentirosa”. “É mentirosa a afirmação do delator Paulo Roberto Costa. Essa reunião jamais aconteceu. Nunca solicitei ao delator apoio financeiro à minha reeleição ao governo do Estado do Rio. Todas as eleições que disputei tiveram suas prestações aprovadas pelas autoridades competentes. Reafirmo o meu repúdio e a minha indignação a essas mentiras”, afirmou Cabral.

Pezão classificou a acusação como “absurda” e disse que as afirmações precisam ser comprovadas.

— Continuo a reafirmar que nunca tive essa conversa sobre a qual ele fala. Isso nunca existiu. Sinceramente acho um absurdo. As pessoas com delação premiada têm de ter mecanismos que comprovem as acusações que fazem. Não podem jogar um negócio assim no ar — afirmou, acrescentando que aguardará a continuidade das investigações.

Fichtner também comentou a denúncia por meio de nota, em que diz ter ficado surpreso e indignado ao conhecer o conteúdo dos relatos de Paulo Roberto Costa, por meio da imprensa. “Nunca participei de nenhuma reunião em que o então Governador Sérgio Cabral tivesse solicitado ao Sr. Paulo Roberto Costa ajuda para a arrecadação de recursos para a sua campanha. Nunca participei de nenhuma reunião com o Sr. Paulo Roberto Costa e representantes das empresas Skanska, Alusa e Techint, muito menos para tratar de arrecadação de recursos para campanha.Nunca me reuni com representantes do Consórcio Compar para qualquer finalidade, muito menos para tratar de contribuições de campanha”, afirmou, acrescentando que tomará “medidas cabíveis” contra Costa.

Este depoimento do ex-diretor foi encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), foro dos governadores de estado. O Globo já revelou que o Ministério Público Federal pedirá abertura de inquérito contra Pezão no STJ.

 

Publicado aqui, na globo.com

 

Atualização às 17h29: Aqui e  aqui, respectivamente, o secretário de Governo de Campos, Anthony Garotinho, e o jornalista Alexandre Bastos foram os primeiros na blogosfera goitacá a divulgar as denúncias contra o governador do Rio e seu antecessor.

 

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Dólar dispara e chega a R$ 3,10 após pronunciamento de Dilma na TV

 

dólar

 

 

Por Luciana Antonello Xavier

 

O dólar abriu com alta firme nesta segunda-feira e há pouco subia quase 2%, refletindo o persistente ambiente de aversão a risco em relação ao País, agravado pela crise política. Para completar, a pesquisa Focus, divulgada mais cedo, mostrou piora em várias projeções, com destaque para o câmbio, IPCA e PIB.

Às 12h45, o dólar subia 1,67%, a R$ 3,1010. Na máxima do dia, atingiu R$ 3,109. Na abertura, a moeda era cotada em R$ 3,07. No ano, a alta do dólar ultrapassa 16% e em 12 meses, 32%.

O Relatório Focus apontou para uma inflação de 7,77% em 2015, uma retração da economia de 0,66% e o dólar cotado em R$ 2,95 no fim do ano.

No front político, após seu discurso em cadeia nacional de rádio e TV ter sido recebido com panelaço e buzinaço em várias capitais brasileiras, a presidente Dilma Rousseff prossegue em seu esforço para minimizar os conflitos com o Congresso.

Dilma se reúne nesta manhã com o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP), e ministros do núcleo duro do governo (Aloizio Mercadante, da Casa Civil; Miguel Rossetto, da Secretaria-Geral; Pepe Vargas, das Relações Institucionais; José Eduardo Cardozo, da Justiça, e Jaques Wagner, da Defesa). Às 17h30, Dilma recebe líderes dos partidos aliados no Senado.

Na pesquisa Focus, as projeções para o câmbio para fim de 2015 subiram de R$ 2,91 para R$ 2,95, e para 2016, mantidas em R$ 3,00. As projeções para IPCA 2015 foram elevadas de 7,47% para 7,77%, a décima semana consecutiva de alta das previsões. Para 2016, as estimativas para IPCA subiram de 5,50% para 5,51%. As projeções para PIB em 2015 passaram de retração de 0,58% para -0,66%. Para 2016, a projeção é de expansão de 1,40%, de 1,50% na semana anterior.

 

Bolsa

O mau humor toma conta da Bovespa nesta manhã, com o índice seguindo abaixo dos 50 mil pontos, perdidos na sessão da última sexta-feira, e sendo pressionado pela baixa das ações da Petrobrás, Vale e bancos. O movimento de queda é atribuído especialmente ao cenário político nacional conturbado. Às 12h45, o Ibovespa – principal índice de ações da Bolsa – recuava 1,78%, cotado em 49.089 pontos.

 

Publicado aqui, no estadao.com

 

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