Réu no Petrolão, Vaccari vai encarnar Leão da Montanha e pedir para sair do Tesouro do PT

Sucessor de Delúbio Soraes como tesoureiro do PT, João Vaccari Neto (foto de Felipe Rau - Estadão)
Sucessor de Delúbio Soraes como tesoureiro do PT, João Vaccari Neto (foto de Felipe Rau – Estadão)

 

 

Denunciado (aqui) por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, irá se licenciar do partido, segundo informou nesta quarta-feira a coluna do GLOBO “Panorama Político”, de Ilimar Franco.

De acordo com o colunista, Vaccari vai alegar que precisa se concentrar na sua defesa depois que virou réu. Deputados que integram a coordenação da bancada do PT na Câmara já tinham defendido, há uma semana, em reunião com o presidente do partido, Rui Falcão, o afastamento do tesoureiro para tentar aplacar o desgaste político decorrente da Operação Lava-Jato.

Embora muitos petistas sejam contra a medida, ela evitaria um desgaste na reunião do Diretório Nacional do PT, na próxima segunda-feira. O comando petista espera que, sem Vaccari no cargo, haverá uma redução da pressão política contra a presidente Dilma.

A Justiça Federal aceitou na última segunda-feira a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra Vaccari e o ex-diretor de Serviços e Engenharia da Petrobras, Renato Duque, além de outras 25 pessoas. O tesoureiro, segundo o MPF e o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, teria recebido propina do clube de empreiteiras que se organizou para ganhar licitações da Petrobras por meio de acordos criminosos. Ainda segundo a acusação, Vaccari teria sido responsável pela negociação de doações oficiais de campanha para o PT oriundas de pagamento de propina.

 

Denúncia: Vaccari ‘comandava’ ações

Em depoimento à Força-Tarefa da Lava-Jato, o vice-presidente da Camargo Corrêa, Eduardo Leite, disse que Vaccari exigiu uma doação de mais de R$ 10 milhões ao PT a título de propinas atrasadas da Diretoria de Serviços. Leite fechou um acordo de delação premiada com MPF.

“Não apenas o conhecia (o esquema de corrupção), mas o comandava, direta ou indiretamente”, disse a denúncia do MPF.

Em 2010, Vaccari teria procurado Leite para acertar “as contas” da Camargo Corrêa. A empresa estaria devendo parte do pagamento de propina acertado com o ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco e o ex-diretor de Serviços da estatal Renato Duque. O trecho está na denúncia apresentada contra Vaccari, Duque e outras 25 pessoas.

“Dentro desse contexto relatado e com base nos depoimentos, confissões e documentos, não há qualquer dúvida de que João Vaccari tinha plena ciência, na qualidade de tesoureiro e representante do Partido dos Trabalhadores, do esquema ilícito e, portanto, da origem espúria dos valores”, afirma a denúncia.

 

Publicado aqui, na globo.com

 

 

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Presidente nacional do PT: “É um governo de merda, mas é meu governo”

Jornalista Vera Magalhães
Jornalista Vera Magalhães

Por Vera Magalhães

 

É coisa nossa 

O presidente do PT, Rui Falcão, citou a queda de Salvador Allende no Chile, em 1973, para pedir na noite de segunda-feira apoio do partido a Dilma Rousseff. “Como diziam os chilenos pré-queda do Allende: ‘É um governo de merda, mas é o meu governo’”, discursou. Em seguida, emendou: “[O governo] não é de merda, mas é o nosso governo, e temos de defendê-lo”. Na reunião, com cerca de 150 pessoas, o PT decidiu apoiar ato da CUT no dia 31 em defesa da democracia e da Petrobras.

 

Contexto 

Em 1973, meses antes do golpe do general Augusto Pinochet no Chile, um cartaz ficou famoso numa passeata pró-Allende com os dizeres: “Este é um governo de merda. Mas é o meu governo, merda!”

 

Saia-justa 

O prefeito de Bragança Paulista, Fernão Dias, fez o discurso mais duro da reunião. Disse que apoiou os condenados no mensalão, mas que “não dá mais para defender José Dirceu” depois que sua consultoria recebeu R$ 29,3 milhões em oito anos.

 

Publicado aqui, na coluna Painel, na folhadesaopaulo.com

 

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Renan ironiza o “Mais Médicos” e cobra publicamente a Dilma o “Menos Ministérios”

O presidente do Senado, Renan Calheiros (foto de Ueslei Marcelino - Reuters)
O presidente do Senado, Renan Calheiros (foto de Ueslei Marcelino – Reuters)

 

 

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), voltou a alfinetar o Palácio do Planalto nesta terça-feira ao defender a redução do ministério da presidente Dilma Rousseff. Em tom irônico, ele afirmou que o governo precisa lançar o programa ‘menos ministérios’. “Se nós aplaudimos o Mais Médicos, está na hora do ‘menos ministérios’. Nada mais justo, em tempo de sacrifícios para a sociedade, que o governo dê o exemplo”, afirmou durante um evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O discurso reforça o posicionamento da bancada do PMDB na Câmara dos Deputados, que propôs na semana passada uma emenda à Constituição (PEC) para enxugar o número de ministérios de 39 para 20.

O senador pediu humildade do governo federal para reconhecer as dificuldades. “O momento é difícil, o momento é grave. Só os aliados divergem da magnitude desse diagnóstico. O problema é complexo e não será resolvido com uma visão simplista”, disse, frisando que o pacote de ajuste fiscal enviado ao Congresso dificilmente será aprovado no formato em que foi encaminhado. “O fim da desoneração, como quer o governo, será um colapso no aumento da produtividade e do emprego no Brasil. O ajuste é necessário, mas não pode ser um fim em si mesmo”, completou.

Segundo Renan, o trâmite das medidas provisórias (MPs) que alteram regras trabalhistas e previdenciárias ocorrerá de forma semelhante ao do reajuste na tabela do Imposto de Renda (IR): com negociação. O senador também afirmou que definirá uma pauta comum entre o Senado e a Câmara que priorize as “urgências nacionais” na economia.

 

Publicado aqui, na veja.com

 

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Câmara impõe outra derrota a Dilma na renegociação da dívida de Estados e municípios

Renan Calheiros e Eduardo Cunha se reuniram para discutor votação do projeto com novas regras de cálculo de dívidas com a União (foto de Ailton de Freitas - Agência O Globo)
Renan Calheiros e Eduardo Cunha se reuniram para discutor votação do projeto com novas regras de cálculo de dívidas com a União (foto de Ailton de Freitas – Agência O Globo)

 

 

Por Júnia Gama

 

Em uma demonstração de força contra o governo, a Câmara aprovou nesta terça-feira, por 389 votos e duas abstenções, o Projeto de Lei Complementar 37/15, do deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), que permite a renegociação do índice de correção das dívidas estaduais e municipais com a União, independentemente de regulamentação. A matéria ainda deve ser analisada pelo Senado.

Na tarde desta terça-feira, a presidente Dilma Rousseff disse que o governo federal não tem condições, neste momento, de negociar as dívidas dos estados, conforme prevê a lei aprovada no ano passado. O governo vem adiando a aplicação da nova regra, que mudou o indexador das dívidas, negociada com governadores e prefeitos. Segundo Dilma, em um momento de ajuste fiscal, a União não pode bancar essa despesa.

Renan e Cunha se reuniram na tarde de hoje para definir os termos do projeto e fechar as brechas para o texto aprovado e sancionado no final do ano passado, que autoriza o governo a rever os contratos. No final da tarde, a Câmara aprovou a urgência para votar o projeto e, horas depois, o plenário aprovou, inclusive com voto de deputados petistas, preocupados com a situação de governos do PT, como a cidade de São Paulo, onde o prefeito Fernando Haddad (PT) enfrenta dificuldades para honrar a dívida do município.

Na opinião de técnicos da equipe econômica, o texto sancionado pela presidente Dilma Rousseff no ano passado não obriga automaticamente a aplicação do novo indexador, que aliviaria os pagamentos mensais de estados e municípios com o serviço da dívida. Para os parlamentares, a lei deve ser aplicada já.

— Está havendo um equívoco de interpretação de burocracia do governo que acha que a lei depende de regulamentação para ser aplicada. Não dá agora para ela ser interpretada. Tem que ser executada. Fizemos a lei, o governo poderia ter vetado, mas não vetou. Se sancionou, queremos que seja cumprida — disse Cunha.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, obteve decisão liminar na Justiça para garantir a aplicação da lei. Ontem, em reunião no Palácio do Jaburu, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse à cúpula peemedebista que o governo continuará a briga na Justiça. Levy argumentou que o governo precisa de um prazo para corrigir esses valores, sem que isso signifique comprometer o ajuste fiscal.

Segundo Leonardo Picciani, que participou da reunião, Eduardo Paes fez uma proposta conciliatória, que foi recusada por Levy. O prefeito do Rio ofereceu que o município fizesse em juízo os depósitos até o final do ano, com o valor do serviço atual, até que o governo regulamentasse a cobrança pelo novo indexador. Mas Levy, por discordar “conceitualmente” da lei sancionada por Dilma, não aceitou.

— Levy foi intransigente. De forma ilegítima, sentou em uma lei que foi aprovada pelo Congresso e sancionada pela presidente. É uma questão institucional, não dá para escolher qual ele gosta para aplicar, tem que cumprir — disse o líder do PMDB.

 

Publicado aqui, no globo.com

 

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Primeiro delator do Petrolão: “Eu era o dono do orçamento”

Nos tempos em que “era o orçamento” na Petrobras, Paulo Roberto Costa assinava por Dilma, que assinava por Sergio Gabrilelli, enquanto Graça Foster observava tudo
Nos tempos em que “era o dono do orçamento” na Petrobras, Paulo Roberto Costa assinava por Dilma, que assinava por Sergio Gabrilelli, enquanto Graça Foster observava tudo

 

 

Por Julia Affonso, Beatriz Bulla, Ricardo Brandt e Fausto Macedo

 

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, primeiro delator da Operação Lava Jato, disse à força-tarefa do Ministério Público Federal e da Polícia Federal que chegou à unidade estratégica da estatal para substituir um diretor indicado pelo PSDB no cargo. De acordo com Costa, a primeira reunião que teve com o ex-deputado José Janene (PP) — morto em 2010 — , foi em 2004 no Aeroporto Santos Dumont. Desse encontro, afirmou o delator, teria participado também o ex-deputado federal Pedro Correa (PP-PE).

O relato foi gravado em vídeo pela força-tarefa da Lava Jato em 11 de fevereiro deste ano. O ex-diretor é o primeiro delator do esquema de corrupção e propina instalado na estatal petrolífera e desbaratado pela força-tarefa da Lava Jato.

Segundo Costa, o processo de cartelização das empreiteiras no setor de Abastecimento começou em 2006. Isto porque não havia obras sendo feitas por sua diretoria.

“Esse processo de cartelização começou não foi na minha área, porque eu não tinha obra. Esse processo de cartelização começou na área de plataformas, navios, sondas de perfuração, que tinham os recursos. Eu não ia fazer processo de cartelização de uma obra de R$ 20 milhões. O cara ia fazer processo de cartelização numa obra que custava R$ 500 milhões, R$ 1 bilhão”, disse.

O delator afirmou que entre 2004 e 2006, a interação entre ele e os ex-parlamentares foi ‘mínima’. Sem obras, não haveria como receber propina. O PP, com PT e PMDB, são suspeitos de lotear diretorias da Petrobras para arrecadar entre 1% e 3% de propina em grandes contratos, mediante fraudes em licitações e conluio de agentes públicos com empreiteiras organizadas em cartel.

“Fiquei lá esse período, pouca coisa a ser feita. Obviamente que os políticos chegavam: ‘E aí, Paulo, quando vai ter (obra)?’. (Ele dizia) ‘Está fazendo projetos, deve ter licitação, possivelmente em 2006 pode começar a ter os projetos maiores e tal’”, afirmou. “Nesse meio de tempo, estava ocorrendo Mensalão, então, tinha recursos de outras fontes. O Mensalão estava em vigor, tinha outros recursos. De 2006 para frente começaram a aparecer outros projetos na minha área.”

À força-tarefa da Lava Jato, Costa disse que nenhuma empreiteira o procurou até 2006 para falar de cartel. Segundo o delator, ele ‘não tinha importância’.

“Você faz o que na área de Abastecimento? Eu era o dono do orçamento. Eu sou o responsável pelo orçamento, mas eu não sou o responsável pela contratação, pela execução, pelos aditivos”, afirmou. “A importância que o cara tem é orçamento, é dinheiro. Eu não tinha dinheiro, por que eles iam me procurar?”

Costa decidiu firmar um acordo de delação premiada em agosto do ano passado. Ele considerou que não tinha a menor chance de sair da carceragem de Polícia Federal, em Curitiba, onde ficou detido, tão cedo. Após contar o que sabia, ele deixou a prisão em setembro. Hoje, cumpre prisão domiciliar.

 

Confira a íntegra do depoimento do delator:

 

 

Publicado aqui, no Blog do Fausto Macedo

 

 

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Após pregar porrada e ver o PT apanhar, Quaquá joga a toalha: “Ou governo Dilma muda, ou cai”

Quem se lembra do polêmico e boquirroto Washington Quaquá, prefeito de Maricá e presidente do PT fluminense? Depois do ex-presidente Lula ter ameaçado (aqui) colocar na rua o “exército de Stédile”, em manifestação pró-Dilma dentro da sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Centro do Rio, em 25 de fevereiro, enquanto do lado de fora militantes do PT e CUT agrediam covardemente, a socos e pontapés, qualquer passante que ousasse criticar o governo federal e cobrar a apuração do Petrolão, no dia seguinte (26/02) foi Quaquá quem usou a democracia irrefreável das redes sociais na condenável tentativa de apoiar com mais violência física os delírios do mestre:

 

Quaquá

 

Pois é, depois das históricas (e pacíficas) passeatas de 15 de março por todo o país (aqui, aqui e aqui), além da divulgação das últimas pesquisas Datafolha (aqui), no dia 18, e CNT/MDA (aqui e aqui), liberada ontem, segundo a jornalista Berenice Seara divulgou hoje em sua coluna no jornal Extra, Quaquá, quem diria, resolveu reaparecer mansinho, mansinho. No fundo, confirma que todo “aloprado” petista, alcunha dada pelo próprio Lula aos militantes mais inconsequentes do seu partido, pode ser resumido naquilo que Pezão — o lutador de MMA, não o governador do Rio — disse sobre o holandês Alistair Owereem, após nocauteá-lo: “Batendo é um leão, apanhando é um gatinho”.

Confira abaixo:

 

Berenice Seara - Quaquá

 

 

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Ponto final — Dilma e Lula sangram sua popularidade nos idos de março. E em abril?

Ponto final

 

Idos de março

Segundo Shakespeare, com base em Plutarco e Suetêonio, fontes da Antiguidade, Júlio César desdenhou dos adivinhos e não conseguiu sobreviver aos idos de março. Com uma semana para terminar o mês, ninguém espera que Dilma Rousseff (PT) chegue ao 1º de abril sem continuar na presidência da República. Mas, ao menos metaforicamente, seu governo tem deixando publicamente um rastro de sangue tão abundante quanto aquele que correu das 23 facadas desferidas contra César dentro do Senado de Roma.

 

Recordes de impopularidade

Segundo pesquisa CNT/MDA divulgada ontem (aqui), Dilma vem quebrando recordes de impopularidade. Se na Datafolha liberada dia 18 (aqui), 62% dos brasileiros consideravam o governo da presidente ruim ou péssimo, no pior desempenho amargado desde Fernando Collor de Mello (então PRN, atual PTB), em 1992, antes deste sofrer o impeachment, Dilma cresceu mais 2,8 pontos percentuais de rejeição na consulta mais recente. Agora, 64,8% acharam o governo do Brasil ruim ou péssimo, próximo do pior índice registrado pelo instituto, em 1999, no segundo governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

 

Queda abissal

É uma queda abissal, sobretudo se lembrado que, na última pesquisa CNT/MDA, feita em setembro, antes das eleições de outubro, só 24% dos brasileiros desaprovavam o governo federal que seria reeleito. O mais espantoso, porém, vem de outras consultas feitas na mesma pesquisa. Ela mostrou, por exemplo, que 77% dos brasileiros desaprovam pessoalmente a presidente.

 

Aécio 55,7% x 16,6% Dilma

Nessa queda de popularidade de quase 200% nos seis últimos meses entre uma pesquisa e outra, se o segundo turno de 2014 entre Dilma e Aécio Neves (PSDB) fosse hoje, a presidente levaria uma coça eleitoral como “nunca na história deste país”: 16,6% contra 55,7% do tucano. Tanto pior quando constatado que, entre os 2002 entrevistados pelo instituto, de 16 a 19 de março, em 137 municípios de 25 Estados, 41,6% deles votaram na reeleição da presidente em 26 de outubro de 2014, quando apenas 37,8% optaram pelo tucano, que ganhou de lá para cá uma transferência de votos de quase 50%, avançando sem pedir licença sobre o eleitorado da adversária.

 

Petrolão sangra Dilma e Lula

Os motivos para essa impopularidade tão grande, e tão rápida de Dilma, surgem em outras consultas da pesquisa. Para 84%, a presidente reeleita descumpriu suas promessas de campanha, deixando forte a sensação do estelionato eleitoral. Ademais, 68,8% dos entrevistados consideram que Dilma é pessoalmente culpada pelo desvio bilionário de dinheiro público na Petrobras. E para as viúvas de Lula, que sonham com seu retorno sebastianista em 2018, a notícia também não é das melhores: para 67,9% dos brasileiros (quase a mesma coisa de Dilma), o ex-presidente também é culpado pelo Petrolão.

 

Olho vivo no Judiciário

A pesquisa também mostrou como melhorou o grau de informação da população, visto que 75,7% sabem da lista dos políticos denunciados ao Supremo Tribunal Federal (STF) e Superior Tribunal de Justiça (STJ) pela Procuradoria Geral de Justiça (PGR), por suspeita de envolvimento no Petrolão. E aqui fica patente a distorção entre o senso de justiça do povo brasileiro e a capacidade (ou vontade) de fazê-la por parte do Poder Judiciário que deveria representá-lo: embora 90,1% dos entrevistados acreditem na culpa dos denunciados, só 28,4% acham que eles serão punidos.

 

Idos de abril?

Mas se sobrevive agoniando em praça pública, como bem definiu o jornalista Ricardo Noblat, após o vexatório episódio em que o PMDB na Câmara Federal exigiu e teve ofertada a cabeça do então ministro da Educação Cid Gomes, alguém pode dizer que o pior já passou para Dilma? Com uma nova manifestação marcada para 12 de abril em todo o país, contra a presidente, seu governo e seu partido, os dados mais alarmantes aos donos do poder no Brasil talvez sejam aqueles que indicam o apoio de 83,2% dos brasileiros ao movimento que tomou as ruas do país em 15 de março. E, por enquanto, só 3,9% deles participaram.

 

Info CNT-MDA
Infográfico de Eliabe de Souza, o Cássio Jr, publicado hoje na capa da Folha

 

Publicado hoje na Folha da Manhã

 

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Hora da verdade se impõe sobre Duque e Vaccari, os homens do PT no Petrolão

ratos encurralados

 

 

Jornalista e blogueiro Ricardo Noblat
Jornalista e blogueiro Ricardo Noblat

Complica-se a situação de Duque, ex-diretor da Petrobras ligado ao PT, e de Duque, tesoureiro do partido

Por Ricardo Noblat

 

Estreita-se o cerco em torno de Renato Duque, ex-diretor da Petrobras ligado ao PT, e de João Vaccari Neto, tesoureiro do partido.

O juiz Sério Moro, responsável pela Operação Lava-Jato, aceitou a denúncia da Procuradoria da República contra Duque e o enviou para a cadeia do Complexo Médico-Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

Pesam contra Duque e Vaccari novas revelações feitas por Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras, que trabalhava com Duque. Barusco está fornecendo detalhes que comprovam que doações “legais” feitas ao PT por empreiteiras nada tiveram de “legais”.

As doações funcionaram como lavagem de dinheiro desviado de negócios superfaturados entre empreiteiras e a Petrobras. As empreiteiras acertavam negócios com Duque. E parte do dinheiro que recebiam da Petrobras ia parar no caixa do PT.

Em outras palavras, isso significa que a Justiça Eleitoral, responsável por avalizar doações registradas em nome de partidos, foi usada para lavrar dinheiro da roubalheira.

Barusco entregou a Moro planilhas de distribuição de propinas com as datas em que elas foram pagas. Bem como os dias e locais de reuniões das quais participou junto com Duque e Vaccari. A quebra do sigilo telefônico dele poderá comprovar o que diz.

O juiz Moro ainda tem esperança de que Duque confesse os crimes que cometeu em troca da delação premiada, o que reduziria seu tempo de cadeia. Duque está sob pressão da família para que conte pelo menos parte do que sabe.

 

Publicado aqui, no Blog do Noblat

 

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Cerco se fecha sobre lavagem de dinheiro desviado da Petrobras com chancela do TSE

animal encurralado

 

 

Jornalista e escritor Merval Pereira
Jornalista e escritor Merval Pereira

O cerco se fecha

Por Merval Pereira

 

O juiz Sérgio Moro, responsável pelas ações judiciais da Operação Lava-Jato, tomou ontem medidas que podem ser decisivas para que novas provas surjam no processo do petrolão: aceitou a denúncia da Procuradoria da República contra o ex-diretor da Petrobras Renato Duque, e o enviou para a cadeia do Complexo Médico Penal em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

Não que tenham sido decisões isoladas contra Duque, ele está no grupo de 26 pessoas que passaram a ser réus da ação penal, e das 13 que foram transferidas da Polícia Federal para a cadeia pública. Mas Duque é a figura central neste momento em que a Operação Lava-Jato chega a um ponto crucial das investigações para provar que as doações “legais” ao PT pelas empreiteiras não passaram de um instrumento de lavagem do dinheiro desviado da Petrobras.

O ex-gerente Pedro Barusco, subordinado de Duque na Petrobras, está fornecendo detalhes que tornam verificáveis suas acusações, como as planilhas de distribuição de propinas com as datas, o que está permitindo ao Ministério Público comparar os dias de desembolso de verbas para as obras da Petrobras e a chegada de dinheiro na conta do PT, por exemplo.

Em novo depoimento tornado público ontem, deu detalhes sobre reuniões em hotéis no Rio e em São Paulo onde ele, Duque e o tesoureiro do PT João Vaccari faziam a divisão das verbas, e nas quais Vaccari trazia as demandas dos empreiteiros para a Petrobras. Como deu dia e hora das reuniões, a investigação poderá pedir aos hotéis as fitas de vigilância para constatar as reuniões.

E como disse que antes de chegar aos locais geralmente enviava mensagens de texto para Vaccari, será razoavelmente fácil verificar, com a quebra do sigilo, se as mensagens foram realmente trocadas, no dia e na hora das reuniões citadas. Como se vê, aos poucos o Ministério Público vai fechando o cerco para conseguir provas do que, a princípio, parecia difícil demonstrar: a lavagem de dinheiro desviado da Petrobras com a chancela do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O fato de apenas o presidente da UTC, Ricardo Pessoa, ter ficado na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, a pedido do Ministério Público, pode indicar que a delação premiada daquele que é apontado como o presidente do Clube das Empreiteiras está a caminho.

Da mesma maneira, ter se tornado réu do processo faz com que Renato Duque esteja mais próximo do que nunca do momento de decisão sobre sua própria delação premiada. Indicado pelo PT, ele é a ligação direta das falcatruas com o partido governista, e pode revelar detalhes sobre a cadeia de comando do esquema ainda não desvendados totalmente nas investigações até agora.

Quando esteve na CPI da Petrobras e decidiu ficar em silêncio, Duque só saiu da postura combinada com seus advogados duas vezes: para falar sobre sua família, desmentindo que sua mulher tenha procurado a ajuda do ex-presidente Lula, e para pedir, quase com raiva, que não o confundissem com Pedro Barusco, seu ex-gerente que declarou tomar conta até das próprias finanças de Duque que, segundo ele, era muito desorganizado.

A raiva que Duque demonstrou ter de seu agora companheiro de processo penal só revela a indignação do ex-diretor com as revelações que Barusco tem feito. Enquanto este está em liberdade devido à delação premiada, Renato Duque está na cadeia, próximo de uma condenação que será mais rigorosa do que a do próprio delator.

A preocupação revelada por alguns ministros do STF com relação ao descasamento dos julgamentos dos políticos e dos empreiteiros só vai aumentar, pois a previsão é que até o meio do ano as primeiras sentenças do juiz Sérgio Moro estejam dadas, enquanto o STF ainda demorará a receber as denúncias do Procurador-Geral da República contra os políticos.

Isso significa que os empreiteiros e ex-dirigentes da Petrobras têm pouco tempo para decidir revelar seus segredos antes de serem condenados em primeira instância.

 

Publicado aqui, no Blog do Noblat

 

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A crise nos mostra que existem fascistas de direita e de esquerda

Crise - receita

 

 

Cineasta, escritor e jornalista Arnaldo Jabor
Cineasta, escritor e jornalista Arnaldo Jabor

O lado bom da crise

Por Arnaldo Jabor

 

A crise é boa. Nada melhor do que uma crise para nos dar a sensação de que a vida muda, que a História anda, que a barra pesa. A crise nos tira o sono e nos faz alertas. A crise nos faz importantes, nós, a opinião pública, nós, o “povo”, nós, os ex-babacas que viviam na sombra, na modorra e que de repente saíram batendo panelas nas ruas. Na crise no Brasil, a política fica visível para a população. A crise nos lembra a maldição chinesa: “que você viva em tempos interessantes” — por “tempos interessantes” se entenderia uma época de calamidade, guerras e instabilidade. A crise é boa porque acabaram as antigas crises cegas, radiofônicas, anos 1950. Hoje as crises são on-line, na internet, nos celulares com todos as roubalheiras ao vivo, imediatas, na velocidade da luz. A crise é uma aula, quase um videogame. A crise é um thriller em nossas vidas. A crise nos permite ver a verdade. Mas como — se todos mentem o tempo todo? A crise nos ensina a ver a verdade de cabeça para baixo, nos ensina que a verdade é o contrário de tudo o que dizem os depoentes, testemunhas e réus. A verdade está em tudo o que os políticos negam.

A crise é boa para conhecer tipos humanos. Temos de tudo — uma galeria de personas, de máscaras, de bonecos de engonço, temos um reality show sobre o Brasil, temos o desfile de caras, de bocas, de mãos trêmulas, temos as vaidades na fogueira, os clamores de honradez, os falsos testemunhos, a lama debaixo das dignidades, temos os intestinos, os nós nas tripas, os miasmas que nos envenenam, sujeiras escorrendo pelas frestas da lei.

E tudo vai diplomando o povo em Ciência Política. A crise é boa para acabar com a crença de que um operário tem uma aura de santidade e mostra que para ser presidente tem, sim, que estudar e ter competência. E nos mostra também o mal que um sujeito egoísta e deslumbrado pode fazer a um país.

A crise nos mostra que o crime político não é um defeito, mas uma instituição. A crise nos espanta: como um partido consegue esquecer qualquer resquício de grandeza e contaminar as instituições? A crise nos ensina o horror do narcisismo totalitário. A crise nos ensina que os velhos “revolucionários” ficaram iguais aos piores políticos oligárquicos — ambos trabalham na sombra, na dissimulação, no cabresto dos militantes. A crise nos lembra que a burrice é uma “força da natureza’, como os ciclones e terremotos. Crise também é cultura. A crise é Brecht, Shakespeare e revista “Caras”. A crise acabou com a mistificação de que o PT era o partido dos “puros”, como muitos intelectuais acreditaram e continuam acreditando, com a fé inquebrantável do “mesmo assim”— quebraram a Petrobras e o país, mas “mesmo assim”, continuam acreditando, como religiosos: “Credo quia absurdum”(Creio mesmo sendo absurdo). A crise nos mostra que o petismo maculou as ideias de uma verdadeira esquerda no país, sequestraram as palavras, a linguagem romântica d’antanho. A crise prova que a velha esquerda ancorada no petismo não tem programa, nem projeto; tem um sonho que vira pesadelo. A crise acaba com os fins justificando os meios. A crise acaba com o “futuro” e nos traz o doce, o essencial presente. A crise nos ensina que ninguém se define apenas como “companheiros”, “comandantes”, “aventureiros”, “guerreiros do povo brasileiro”, pois as pessoas são compulsivas, agressivas, invejosas, narcisistas, fracassadas e com problemas sexuais. A crise nos ensina mais Freud do que Marx. A crise ensina que revolução no país tem de ser administrativa e não de ruptura e utopia.

A “contemporaneidade”, esse “faz-tudo” do novo vocabulário, inventou a “utopia da distopia”. Nada como uma boa distopia para saciar nossa fome de certezas. A crise ensina que não adianta mostrar apenas os horrores da miséria dos desvalidos; a verdadeira miséria está nos intestinos da própria política.

A crise nos mostra que existem fascistas de direita e de esquerda, que a verdadeira esquerda está em tudo o que é profundo e que a direita está em tudo o que é superficial — logo, o PT é de direita.

A crise nos revela que o país (e a vida) é mais complexo do que a divisão “opressores e oprimidos” e que o capitalismo não é uma pessoa malvada para conscientemente nos destruir; capitalismo não é um regime político — é um modo de produção.

A crise nos ensinou que a corrupção de hoje não é um pecado contra a lei de Deus — é um sistema, uma ferramenta de trabalho. A crise nos mostra que não há mais inocentes em Brasília — todos são cúmplices. E aprendemos que mesmo com terríveis expectativas para 2015, as ruas provaram que a história é intempestiva (Nietzsche) e marcha no escuro, quando nós dormimos. A crise nos lembra a frase de Baudrillard tão citada por mim: “O comunismo hoje desintegrado tornou-se viral, capaz de contaminar o mundo inteiro, não através da ideologia nem do seu modelo de funcionamento, mas através do seu modelo de disfuncionamento e de desestruturação da vida social”, vide o estrago do PT e o novo eixo do mal da América Latina. A crise está abrindo nossos olhos.

Ouso dizer que por vielas escuras e mal frequentadas a crise fará bem ao Brasil. A crise também é útil porque nos dá uma porrada na cara para deixarmos de ser bestas.

 

Publicado aqui, no globo.com

 

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Delação e recibos do PT evidenciam desvio da Petrobras ao partido entre 2008 e 2012

 

Por Fausto Macedo, Julia Affonso e Ricardo Brandt

 

O delator Augusto Mendonça, do grupo Setal, entregou à Justiça Federal os recibos de doações partidárias e eleitorais feitas por suas empresas para o PT entre 2008 e 2012 como forma de ocultar dinheiro de propina desviado da Petrobrás.

O tesoureiro petista, João Vaccari Neto, e o ex-diretor de Serviços da estatal Renato Duque — preso pela segunda vez há uma semana, na décima fase da Operação Lava Jato – teriam sido as peças centrais da lavagem de dinheiro, que transformava recursos ilegais em legais dentro do sistema oficial de repasses para partidos e campanhas.

 

Tesoureiro do PT João Vaccari, que virou réu em processo da Lava Jato (foto de Sérgio Castro - Estadão)
Tesoureiro do PT João Vaccari, que virou réu em processo da Lava Jato (foto de Sérgio Castro – Estadão)

 

Os documentos foram anexados à denúncia criminal aceita nesta segunda-feira, 23, pelo juiz federal Sérgio Moro – que conduz os processos da Lava Jato -, contra Duque, Vaccari, o lobista Adir Assad, e outras 24 pessoas.

No material estão quatro recibos emitidos pelo PT de doações para o Diretório Nacional do partido de R$ 500 mil, em 2010. O valor repassado em 7 de abril, quando era dada a largada para a campanha da presidente Dilma Rousseff, foi o mais alto doado dentro de uma lista de 24 repasses partidários e de campanha listados pelo delator.

São quatro recibos, com números sequenciais, datados de 7 de abril de 2010. Três com valores de R$ 150 mil e um de R$ 50 mil.

 

Recibo de doação de R$ 50 mil da PEM Engenharia para o PT, do dia 7 de abril de 2010 (Reprodução)
Recibo de doação de R$ 50 mil da PEM Engenharia para o PT, do dia 7 de abril de 2010 (Reprodução)

 

Recibo de doação de R$ 150 mil da PEM para o PT, do dia 7 de abril de 2010 (Reprodução)
Recibo de doação de R$ 150 mil da PEM para o PT, do dia 7 de abril de 2010 (Reprodução)

 

A denúncia da força-tarefa da Lava Jato sustenta que R$ 4,26 milhões desviados de duas obras de refinarias (Repar, no Paraná, e Replan, em Paulínia) foram parar nas contas de diretórios do PT, entre 2008 e 2012.

Foram beneficiados: o Diretório Nacional, o Diretório da Bahia, o Diretório Municipal de Porto Alegre e o Diretório Municipal de São Paulo. Os pagamentos foram prioritariamente para o PT nacional, com liberações mensais.

Por meio de quatro empresas de Mendonça foram feitas 24 doações eleitorais para o PT. Primeiro executivo a fazer delação com a Lava Jato, em 2014, Mendonça confessou que pagou propinas “acertadas com Renato Duque” em forma de doações.

VEJA DOCUMENTOS ANEXADOS PELO DELATOR AUGUSTO MENDONÇA SOBRE DOAÇÕES AO PT

“Houve 24 doações eleitorais feitas ao longo de 18 meses por empresas vinculadas ao grupo Setal para pagamento de propina ao Partido dos Trabalhadores. Essas doações eleitorais foram feitas a pedido de Renato Duque e eram descontadas da propina devida à diretoria de Serviços”, declarou o procurador.

“João Vaccari indicava as contas dos diretórios, onde deveriam ser feitos esses depósitos”, sustenta o MPF. “Temos evidência de que João Vaccari Neto tinha consciência de que esses pagamentos eram feitos a título de propina, porque ele se reunia com regularidade com Renato Duque para acertar valores devidos”, explicou o procurador.

 

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A tabela que integra denúncia do MPF contra Duque e Vaccari

 

Delações — O empresário e operador de propinas Augusto Mendonça afirmou à Lava Jato que fez “supostas ‘doações’, que eram pagamentos de propina, a pedido de Renato Duque e com o auxílio de João Vaccari”.

“Cada pagamento era deduzido do montante de propina devido. O momento das propinas e os valores eram indicados por Renato Duque, enquanto as contas e Diretórios do PT que recebiam os pagamentos eram indicados por João Vaccari”.

“A vinculação entre as doações políticas e os pagamentos feitos pela Petrobrás aos Consórcios Interpar e Intercom pode ser comprovada pela comparação entre as datas em que a Petrobrás pagou os consórcios e as datas, subsequentes, em que empresas controladas por Augusto Mendonça promoveram a transferência de propina disfarçada de doações oficiais para partido político”, sustenta a denúncia do MPF.

Os consórcios Interpar e Intercom são formados pela Mendes Jr, MPE e SOG e atuaram em obras da Repar e Replan.

O tesoureiro foi denunciado por corrupção passiva – por conta dos desvios em obra da Petrobrás – e lavagem de dinheiro – por causa das doações partidárias.

Vaccari e Duque e outros 25 denunciados são apontados no desvio de R$ 136 milhões em quatro obras: na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, na Refinaria de Paulínia (Replan), no Gasoduto Pilar-Ipojuca (Alagoas-Pernambuco) e no Gasoduto Urucu-Coari (Amazonas).

 

Com a palavra, a defesa

“São Paulo, 23 de Março de 2015 – A respeito dos fatos veiculados hoje, a Secretaria de Finanças do Partido dos Trabalhadores gostaria de esclarecer o seguinte:

O secretário João Vaccari Neto não participou de nenhum esquema para recebimento de propina ou de recursos de origem ilegal destinados ao PT. Ressaltamos que o secretário Vaccari não ocupava o cargo de tesoureiro do PT no período citado pelos procuradores na ação aceita pela Justiça, uma vez que ele assumiu essa posição apenas em fevereiro de 2010.

O secretário Vaccari repudia as referências feitas por delatores a seu respeito, pois as mesmas não correspondem à verdade. Ele não recebeu ou solicitou qualquer contribuição de origem ilícita destinada ao PT, pois as doações realizadas por empresas legalmente estabelecidas foram efetuadas por meio de depósitos bancários, com toda a transparência e com a devida prestação de contas às autoridades competentes, observando sempre os parâmetros da legislação eleitoral.

O secretário Vaccari permanece à disposição das autoridades para todos os esclarecimentos necessários, como sempre esteve desde o início dessa investigação. E reitera que apresentará sua defesa demonstrando que as acusações que pesam contra ele não são verdadeiras.

Assessoria de Imprensa do PT Nacional”

Duque, por meio de seu advogado, Alexandre Lopes, também nega enfaticamente envolvimento com o esquema de propinas na estatal.

Duque está preso na PF em Curitiba e será transferido para um presídio do Estado.

 

Publicado aqui, no Blog do Fausto Macedo

 

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