Opiniões

Imprensa internacional não vê golpe no impeachment de Dilma

Depois que os vice-líderes do governo no Senado, Hélio José ( PMDB-DF) e Wellington Fagundes (PR-MT), revelaram que votarão favoráveis ao entendimento das “pedaladas” fiscais de Dilma Rousseff (PT) como crime de responsabilidade, parece haver pouca dúvida de que o afastamento da presidente se consumará, provavelmente, ainda na primeira quinzena de maio. Assim como, à luz do sol real, não pode haver dúvida sobre a legalidade do processo de impeachment, depois que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Carmem Lúcia, Celso de Melo, Gilmar Mendes e até Dias Toffoli, ex-advogado do PT, endossaram a constitucionalidade do rito.

Então, por que a imprensa estrangeira estaria ecoando a versão do “golpe” em andamento no Brasil? A resposta é simples: Não está! Na verdade, se trata de falácia travestida de veraz pela repetição preconizada por Joseph Goebbels (1895/1945), ministro da propaganda nazista, permeando a opinião de quem a forma apenas na guerra de contrainformação das redes sociais. Nestas quem vem desempenhando (aqui) um trabalho fantástico é o jornalista Pedro Doria, espargindo as sombras do achismo passional com a luz da informação e do equilíbrio.

Para quem sabe discernir dentro da mídia o que é noticiário (narração impessoal do fato) e o que é opinião (análise do fato) e, dentro desta, é capaz de distinguir entre a opinião do veículo e uma opinião individual do opinador, o artigo do Doria transcrito abaixo é definitivo. Tanto mais se o leitor conseguir sê-lo em inglês, castelhano, alemão e francês, para conferir em cada link, por conta própria, como o processo de impeachment de Dilma tem, de fato, repercutido no mundo que enxerga uma crise profunda do Brasil, não “golpe” — com as aspas devidas dadas pela revista inglesa The Economist e os jornais estadunidenses Washington Post e New York Times.

Leia:

 

A imagem que ilustra o editorial desta semana da The Economist
A imagem que ilustra o editorial desta semana da The Economist

 

 

Pedro Doria, jornalista
Pedro Doria, jornalista

A imprensa estrangeira não vê Golpe

Por Pedro Doria

 

Há uma imensa confusão rondando as redes sociais a respeito do que dizem ou não os jornais estrangeiros a respeito da crise brasileira. Tornou-se comum, por algum motivo misterioso, afirmar que lá fora há um movimento condenando o que a presidente Dilma Rousseff chama de “golpe”. Não é verdade.

Qualquer jornal ocidental divide o que publica em dois grupos. Há notícia e há opinião. Notícias são matérias (mais curtas) ou reportagens (longas, em geral com apuração de fôlego) que saem do trabalho de um ou mais repórteres que tentam relatar os fatos e como as opiniões se dividem a seu respeito. Opinião é outra coisa. Há editoriais (a opinião do jornal), colunas (pessoas que o jornal contrata para manifestar sua opinião com frequência) e artigos avulsos, para quando alguém tem uma opinião para manifestar. Por fim, ali no meio do caminho entre a notícia e a opinião, estão as análises, que sem manifestar uma preferência pessoal tentam ajudar o leitor a compreender o contexto no qual um fato se dá.

É assim que se organizam jornais brasileiros, do resto das Américas e da Europa.

Um dos textos que mais vem circulando é The Real Reason Dilma Roussef’s Enemies Want Her Impeached (aqui), publicado pelo Guardian. É um artigo de opinião avulso, assinado por um cidadão brasileiro, David Miranda. Não é a opinião do jornal. É a opinião de um brasileiro.

O Guardian manifestou sua opinião em editorial: A Tragedy and a Scandal (aqui). Nele, o jornal aponta aqueles que considera responsáveis pela crise em que nos encontramos: “transformações da economia global, a personalidade da presidente, o PT ter abraçado um sistema de financiamento partidário baseado em corrupção, o escândalo que estourou após as revelações e uma relação disfuncional entre Executivo e Legislativo”. Sem poupar a Câmara ou Eduardo Cunha, em nenhum momento o jornal britânico sequer cita o termo “Golpe”.

Outros dois órgãos de imprensa importantes se manifestaram em editoriais.

O do Washington Post (aqui) começa assim: “A presidente brasileira Dilma Rousseff insiste que o impeachment levantado contra ela é um ‘golpe contra a democracia’. Certamente não o é.” A partir daí, desanca tanto o governo Dilma quanto o Congresso Nacional. O único elogio que os editorialistas do Post conseguem fazer ao Brasil é que, no fundo, “este é um preço alto a pagar pela manutenção da lei — e, até agora, esta é a única área na qual o Brasil tem ficado mais forte.”

A revista The Economist (aqui) também se manifesta a respeito do impeachment. “Em manifestações diárias, a presidente brasileira Dilma Rousseff e seus aliados chamam a tentativa de impeachment de Golpe de Estado. É uma afirmação emotiva que move pessoas além de seu Partido dos Trabalhadores e mesmo além do Brasil.” Seguem os editorialistas: “A denúncia de Golpes tem sido parte do kit de propaganda da esquerda.” O tom é este. O título: When a “coup” is not a coup. Aspas da revista. Para a Economist, o problema é que Dilma perdeu a capacidade de governar e, em regimes presidencialistas, quando isso ocorre a crise é sempre grave.

O principal jornal espanhol, El País, não publicou editorial a respeito do Brasil. Mas seu antigo correspondente e ainda colaborador, Juan Arias, escreveu (aqui) uma análise. “Aquilo que para o governo e seus seguidores no PT é visto como um Golpe, para a oposição parece uma oportunidade de mudança de rumo político após 13 anos de poder.” Arias ressalta que Eduardo Cunha está envolvido em escândalos de corrupção, observa que há polarização política cada vez mais aguda mas, em momento algum, endossa a versão do Governo. Esta é a opinião do PT e pronto, não que a oposição seja inocente. Juan Arias, aliás, além de muito simpático está naquele time A de correspondentes estrangeiros, que conhece o Brasil profundamente.

A cobertura estrangeira é boa, é detalhista, com muita frequência põe o dedo em nossas feridas mais abertas. Nenhum dos editoriais de grandes veículos é superficial. E nenhum compra a ideia de que há um Golpe em curso. Basta lê-los.

Atualização em 24 de abril:

Desde que este texto foi publicado, comentaristas trouxeram algumas outras menções na imprensa estrangeira como contra-argumento. As mais relevantes envolvem um “pedido de desculpas” do francês Le Monde, um artigo na revista alemã Spiegel e a entrevista que Glenn Greenwald concedeu a Christiane Amanpour, da CNN.

A CNN não publica editoriais, não manifesta opinião formal. Amanpour, nascida na Inglaterra de família iraniana, é uma de suas principais estrelas e tem, como de praxe, autonomia editorial. Ninguém dá pitaco no que aparece em seu programa. Sua experiência de cobertura se concentra em leste europeu e, principalmente, mundo islâmico, na faixa entre norte da África e Ásia Central. O relevante, na entrevista (aqui), não é sua opinião (que, aliás, ela não dá). É a opinião de Glenn Greenwald, um jornalista americano premiado e que mora no Brasil.

Greenwald tornou-se conhecido após dar valor e trazer a público as revelações de Edward Snowden a respeito da espionagem digital da NSA americana. O Prêmio Pulitzer, mais do que merecido, não é o único de sua carreira. Seu tipo de jornalismo vem de uma longa e importante tradição americana, a dos muckrakers, de militância não raro solitária de reportagem investigativa. Em geral, seu lema é speak truth to power. Correm risco pessoal para desafiar o poder instituído, principalmente governos. Sua especialidade jornalística está no encontro entre liberdades civis e tecnologia.

Glenn vive no Brasil, conhece o país e fala português com bastante fluência. Seu marido, David Miranda, é quem assina o artigo no Guardian. Quase todas as menções que se posicionam ao lado do governo brasileiro no endosso do termo ‘golpe’ na imprensa estrangeira vêm de ambos. Não é a opinião da imprensa. É a opinião de Greenwald e Miranda, que são simpáticos aos governos de Lula e Dilma e concordam com a leitura que o PT faz do Brasil. Eles não veem uma briga entre bandidos. O que veem é uma briga em que há mocinhos e bandidos. Seu direito, mas opinião minoritária na imprensa.

A revista Der Spiegel é o mais influente órgão de imprensa em língua alemã. Seu correspondente no Brasil também vê um Golpe de Estado e a revista abriu espaço, em seu site, para que ele publicasse um artigo de opinião (aqui) a este respeito. Aqui vou com bastante cautela: não há nenhum indício de que a revista tenha publicado o artigo, não há editorial com posição formal do Spiegel — mas não falo alemão e, portanto, posso estar errado. Ao que parece, é a opinião pessoal do correspondente. Tem peso, ele é o jornalista escolhido para compreender o Brasil. Mas segue sendo uma opinião pessoal.

Frank Nouchi, editor responsável por intervir em nome dos leitores no francês Le Monde critica (aqui) o segundo editorial (aqui) publicado pelo jornal a respeito do Brasil, Brésil: ceci n’est pas um coup d’Etat, que afirma não haver um Golpe em curso no país. Nouchi considera a cobertura boa mas o editorial pouco equilibrado. Suas críticas, porém, não questionam a conclusão. Sugerem o jornalisticamente óbvio: os editorialistas não levaram em conta o outro lado e passaram batidos pelo envolvimento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, em escândalos seus. Nouchi não pede desculpas, como sugerem alguns. Tampouco o Monde mudou de opinião. O que o ombudsman cobra é um editorial mais parecido com o dos outros veículos, capaz de mostrar por inteiro a cara do fundo do poço brasileiro.

O New York Times, em nota dos editorialistas (aqui) aqui, limita-se a informar que Dilma considera seu impeachment um “golpe”, aspas do jornal.

A opinião da imprensa internacional segue sendo a mesma: o Brasil está no fundo do poço, mas não há golpe em curso.

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Este post tem 18 comentários

  1. Vale a pena também ler o que o Mentor Neto escreveu hoje nesse sentido:

    Amigos meus petistas insistem há meses nesta bobagem de Golpe.
    Quando escrevi aqui, meses atrás, que me parecia absurda a ideia de que a Globo, os jornais, o Congresso e o STF estariam todos mancomunados articulando um golpe, não tive nenhuma resposta adequada destes mesmos petistas.
    Me incomoda muito o fato da Presidente e seus amigos não responderem a todas acusações e ao invés disso se resumirem a afirmar, aqui e lá fora, que se trata de um Golpe.
    Impressionante a clareza de Demétrio Magnoli.
    De novo, explicou tudo direitinho.
    Segundo ele, a retórica do Golpe não existe para convencer os opositores de Dilma ou a imprensa internacional.
    Para esses é evidente o que aconteceu: Dilma perdeu o apoio popular, perdeu o apoio do Congresso, cometeu crimes de responsabilidade e sofreu o impeachment.
    A idéia do “Golpe”, portanto, é uma invenção petista para reunir seus militantes ao redor de uma mesma causa. E por consequência, ao redor de Lula.
    Segundo essa narrativa: o governo petista dos últimos 13 anos não fracassou. O que aconteceu foi que a intransigência das elites decidiu tomar o poder através de um golpe.
    Pronto.
    Com essa narrativa montada, não é mais necessário responder a acusação nenhuma.
    E você aí, amigo petista, repetindo essa bobagem feito um papagaio.

    1. Caro Marcelo,

      Perfeita a análise do Mentor, tradução do atropelamento dialético do sociólogo Demétrio Magnoli sobre o ativista Guilherme Boulos, coordenador nacional do MTST. Para quem quiser conferir por conta própria:

      https://www.youtube.com/watch?v=yPdR8uSiXlI

      Abç e grato pela chance do complemento!

      Aluysio

  2. Mentir é inerente aos comunistas portanto.
    Criação de narrativa para consumo internos de militantes lesados e cortina de fumaça no exterior.

    Ela disse que vai usar o Mercosul para punir o Brasil. Torcemos que aconteça, já pensou se a Aliança do Pacífico nos aceita e na sequencia o 1o mundo?

    1. Caro Jaci,

      Infelizmente, mentir é inerente ao ser humano, independente da ideologia.

      Abç e grato pela chance do reforço!

      Aluysio

  3. Ou seja, a tal tática de repetir uma mentira mil vezes para que ela se transforme em “verdade”, não deu certo “no estrangeiro”! É querer subestimar a inteligência alheia!

    Mas, o mais preocupante é a constante instigação à violência, seja por parte do Lula, seja pela Dilma. Agora, a burrice está em alto nível! Querer que o (quase falido) Mercosul e o Unasur adotem barreiras comerciais ao Brasil, é prova cavalar de burrice! Tanto para os países envolvidos quanto para o Brasil! Ou seja, boicotar transações comerciais quando os países estão em crise, me parece atitude suicida!

    Depois, coitado, o Mercosul anda numa dificuldade danada!

    Mas, não tem mesmo jeito, esta senhora estragou o privilégio de ter sido eleita uma presidente da república! Aliás, com ela “caindo”, o tal erro grosseiro de Português, “presidenta”, deve também desaparecer, já não era sem tempo!

  4. (Trecho excluído pela moderação) Na verdade os “fatos” serão julgados pela história. Além do mais, qualquer pessoa ser julgada por (trecho excluído pela moderação), como o que acontece nesta pantomima, deixa no ar um aroma de golpe sim!! (Trecho excluído pela moderação)
    Cordiais saudaçoes

  5. Se não há crime de responsabilidade é golpe.

  6. Se não há crime de responsabilidade é golpe.

    1. Caro Paulo Henrique,

      Pensei ter deixado claro no texto de abertura ao artigo do Pedro Doria, mas parece que não ficou para vc: crime de responsabilidade é justamente o que o Senado vai julgar se foi cometido ou não pela presidente. Se houver, não será golpe, só impeachment.

      Abç e grato pela chance do reforço!

      Aluysio

    2. Sr. Paulo Henrique, o sr. lê em outro idioma sem ser o português? Se sim, por gentileza, veja os comentarios do NY Time, Washington Post, El País, The Economist, Fortune Magazine e outros. Se não quer, consulte a Constituição do Brasil, vilipendiada por este imoral governo, mas ainda vigente, e as Leis que qualificam a popular “pedalada” como crime de responsabilidade. Se outros fizeram, não justifica este argumento por parte dela. Muitos assaltam e matam, por isto vamos justificar um assassinato? Claro q não.

  7. Na verdade o que vimos através da imprensa internacional depois do vexame da votação do ipitman foi o contrário dessa matéria, a mesma denunciou o golpe.

    1. Caro Paulo Henrique,

      Por favor, leia o que pretende criticar, antes de fazê-lo. O artigo, não reportagem, traz a listagem criteriosa dos artigos, análises e reportagens sobre o processo de impeachment na mídia internacional. Nela, só quem falou em golpe, na emissão de opiniões pessoais, foram o brasileiro David Miranda e o estadunidense Glenn Greenwald, o primeiro em artigo no The Guardian, o segundo, em entrevista na CNN.

      Abç e grato pela chance do reforço!

      Aluysio

    1. Caro Paulo Henrique,

      As fontes elencadas pelo Bob Fernandes são praticamente as mesmas citadas pelo Pedro Doria. A diferença é que este faz os links de todas, para conferência em separado de cada uma. De qualquer maneira, Doria não nega que existam críticas pesadas a parlamentares brasileiros ficha-suja, encarnados em Eduardo Cunha, até porque eles são tão ou mais criticados na mídia local, do que na estrangeira. O que ele nega é o entendimento da imprensa internacional de um golpe no Brasil, raciocínio restrito à opinião pessoal do jornalista estadunidense Glenn Greenwald, dada numa entrevista à CNN, bem como do seu marido, o brasileiro David Miranda, em artigo publicado no The Guardian.

      Abç e grato pela chance do reforço!

      Aluysio

    2. Paulo, leia bem isso com atenção, são os artigos 85 e 86 da constituição que fala sobre os crimes de responsabilidade a qual Dilma cometeu:
      Art. 85. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e, especialmente, contra:

      I – a existência da União;

      II – o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação;

      III – o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;

      IV – a segurança interna do País;

      V – a probidade na administração;

      VI – a lei orçamentária;

      VII – o cumprimento das leis e das decisões judiciais.

      Parágrafo único. Esses crimes serão definidos em lei especial, que estabelecerá as normas de processo e julgamento.

      Art. 86. Admitida a acusação contra o Presidente da República, por dois terços da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade.

      § 1º O Presidente ficará suspenso de suas funções:

      I – nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Supremo Tribunal Federal;

      II – nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo pelo Senado Federal.

      § 2º Se, decorrido o prazo de cento e oitenta dias, o julgamento não estiver concluído, cessará o afastamento do Presidente, sem prejuízo do regular prosseguimento do processo.

      § 3º Enquanto não sobrevier sentença condenatória, nas infrações comuns, o Presidente da República não estará sujeito a prisão.

      § 4º O Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções.

  8. Não é possível que cidadãs e cidadãos brasileiros não se apercebam que a dupla Luma, Lula e Dilma, quer promoção pessoal, quer poder e enriquecimento a qualquer custo e por qualquer meio. Pessoas que se dizem estadistas, vivem falando em democracia, que querem o bem do povo concordem em que façam boicotes e barreiras comerciais ao Brasil, visando tão somente interesses próprios e sem levar em conta o que pode acontecer num futuro ao desenvolvimento da Nação. Para mim isso antipatriotismo e prática de crime de lesa-pátria. Está a prova concreta de que só interessa a eles o bem estar pessoal e o bem estar do povo e da Nação que vá pro inferno.

  9. Caro(s?) “Marcio” e “Halisson”, respectivo(s?) comentarista(s?) das 12h08 e 12h26 de 25/04, ambos(?) sob o IP 164.85.23.108,

    O mesmo IP, com nomes e e-mails diferentes, em comentários sequenciais e na mesma toada, indica a utilização de perfis fake. E, por motivos de ordem ética e legal, nenhum blog hospedado na Folha Online publica comentários anônimos. Como reza a Constituição tão debatida nestes dias, em seu Art. 5ª, inc. IV: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”. Se quiser(em?) repetir os seus, bem como fazer quaisquer outros, sobre este ou qualquer outro post, por favor, utilize(m?) nome(s?) e e-mail(s?) verdadeiro(s?).

    Abç(s?) e grato pela chance da lembrança!

    Aluysio

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