Blog reproduz no domingo visão internacional do Brasil que Globo traz na terça

A imagem que ilustra o editorial desta semana da The Economist
A imagem que ilustra o editorial desta semana da revista britânica The Economist, que como os jornais estadunidenses Washington Post e New York Times só falam de “golpe” no Brasil com a ressalva das aspas (reprodução)

 

 

Um dos posts recentes do blog que mais geraram comentários, inclusive fakes, foi a republicação aqui, no último domingo (24/04), do artigo do jornalista Pedro Doria, intitulado “A imprensa estrangeira não vê Golpe” e introduzido por breve apresentação. Na análise criteriosa sobre os principais textos de noticiário e opinião produzidos na mídia internacional sobre a crise no Brasil, com link para conferência de cada um, Doria desnudou a versão do “golpe” restrita à opinião pessoal do jornalista estadunidense Glenn Greenwald, dada numa entrevista à rede de TV CNN, bem como do seu marido, o brasileiro David Miranda, em artigo publicado no jornal britânico The Guardian.

Na verdade, diante da certeza do impeachment, a fábula de “golpe” foi criada pelo PT para dar uma bandeira ao que restou da sua militância e evitar a autocrítica necessária à compreensão dos motivos reais da sua derrocada: condução desastrosa da economia, corrupção generalizada, incompetência administrativa, aparelhamento e inchaço da máquina pública, aposta propagandística na divisão do país, perda de apoio popular e parlamentar. Como disse aqui o sociólogo Demétrio Magnoli, ao atropelar dialeticamente o ativista Guilherme Boulos, do MTST, a intenção é creditar o impeachment não aos erros do PT, mas a “um golpe das elites contra o governo do PT”.

Por reduzir à real dimensão de duas vozes individuais o suposto eco internacional dessa narrativa de “golpe”, que não pode ser misturada com as críticas aos deputados federais fichas-suja encarnados em Eduardo Cunha (PMDB), feitas tanto pela imprensa estrangeira, quanto doméstica, o artigo do Doria foi também republicado em veículos de repercussão nacional. Mas só no dia seguinte, na segunda (25/04),  foi reproduzido aqui, no Blog do Noblat. E só hoje, nesta terça (26/04), aqui, em O Globo. Quem deixou para acompanhar por aqui a realidade da visão internacional sobre a grave crise brasileira, pelo menos neste caso, chegou antes.

Confira abaixo as republicações do texto do Doria por Noblat e O Globo, nos dias seguintes a este “Opiniões”:

 

Ricardo Noblat reproduziu Pedro Doria na segunda (reprodução)
Ricardo Noblat reproduziu Pedro Doria na segunda, dia 25 (reprodução)

 

 

Artigo do Doria hoje, terça, dia 26, na página 6 de O Globo (reprodução)
Artigo do Doria hoje, terça, dia 26, na página 6 de O Globo (reprodução)

 

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Este post tem 5 comentários

  1. Paulo Henrique

    Uma matéria fantasiosa.

    1. Aluysio

      Caro Paulo Henrique,

      Sim, sua matéria é a fantasia. Embora deva ser levado a sério como tática de quem bate a carteira e grita: pega ladrão!

      Abç e grato pela chance da constatação!

      Aluysio

    2. Leniéverson

      Paulo Henrique, eu costumo dizer que fanatismo partidário prejudica, e muito, a compreensão da realidade, então……

  2. Neusinha

    Como bem disse Ary Fontoura
    “Fala-se muito que impeachment é um golpe, sobretudo a presidente do Brasil. Eu gostaria de mandar um recado para ela: a senhora está empregando a palavra errada. Golpe quem deu foi a senhora. A senhora deu um golpe e foi golpe baixo, quando prometeu uma infinidade de coisas para seus eleitores e não cumpriu.”
    Ponto final

    1. Santos

      Desculpa Neuzinha, mas este recado nos temos que mandar pra todos políticos eleitos, eles não cumprem nada do que prometeram.

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