PSB e PT — Leal do nome ao adjetivo nas disputas da política goitacá

Ponto final

 

 

Leal?

Leal! Raras vezes o nome próprio esteve mais distante do significado do adjetivo, quanto no deputado federal batizado Hugo, que ora preside o PSB fluminense. No jogo de golpes e contragolpes entre PDT e PR pelo PSB de Campos, adiantado (aqui) desde sexta-feira (05) pelo blog “Opiniões”, se estendendo (aqui, aqui e aqui) pelo final de semana, quem parece ter levado a melhor no final foi (aqui) o presidente estadual do PR Anthony Garotinho.

 

Trabalho coletivo

De longe o melhor que há na blogosfera alinhada aos rosáceos, o Ralfe Reis foi ontem (8) o primeiro a adiantar (aqui) que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia oficializado a nova executiva goitacá do PSB. Indicada pessoalmente por Garotinho, ela veio presidida por Altamir Bárbara Junior, filho e homônimo do decano vereador da base governista. E para provar que jornalismo é trabalho coletivo mesmo na competição, a postagem de Ralfe se fez ilustrar com uma montagem da Folha da Manhã, assinada por seu editor de arte, Eliabe de Souza.

 

Boi voou

Se desde domingo (07) a reportagem da Folha tentou contato com Leal, por seus números do Rio e Brasília, sem sucesso ou retorno, o deputado estadual João Peixoto (PSDC), aliado de Caio, teve mais “sorte”. Oposto mais uma vez ao nome, disse Leal: “Isso tudo é muito constrangedor, porque eu participei (aqui) da convenção do PSB em Campos que deu o apoio do partido à candidatura de Caio (Vianna, PDT) a prefeito e seu vice na chapa (vereador Gil Vianna). E estamos sofrendo toda essa pressão (de Garotinho) para mudar o diretório. Mas vou reverter isso”. Indagado se acreditou, Peixoto respondeu: “Vou repetir Paulo Feijó (PR): ‘Só falta boi voar’!”.

 

Mesmo adjetivo

Poucas horas depois, o jornalista Alexandre Bastos publicou a ata da nova convenção do PSB, na qual o partido se lançava sozinho na proporcional, dando apoio na majoritária à candidatura de Dr. Chicão (PR). Curioso que, como Leal e referendado pelo mesmo adjetivo, Caio não retornou às ligações da Folha feitas desde sexta por quem revelou a disputa. Assim como fez ontem Gil Vianna, talvez amargando o mesmo gosto que já proporcionara (aquiaqui e aqui) a Rafael Diniz, candidato a prefeito do PPS com quem antes havia empenhado a palavra de compor chapa. À espera do senador Romário (PSB), Gil acabou só, na linha do impedimento.

 

Lições

Se tiver melhor sorte com o PT, cujo apoio também disputa nos bastidores com Garotinho, Caio deverá essa aos petistas locais como André Oliveira, Alexandre Lourenço e, sobretudo, a ex-vereadora Odisséia Carvalho — que ontem ganharam o apoio do senador Lindbergh Farias, como a Folha revela em reportagem na página 2. Definido se terá ou não o generoso tempo de propaganda do PT, o jovem pedetista poderá aprender que a pré-campanha acabou. E, como seus aliados mais experientes já lhe cobram, que campanha se faz é na rua.

 

Espaço reduzido

Este ano, quem passou pela nona edição da Bienal do Livro de Campos, que acontece no Centro de Eventos Populares Osório Peixoto (Cepop), se surpreendeu com a redução do espaço destinado aos estandes — 27, enquanto em 2014 eram 56 — e aos debates, que estão sendo promovidos apenas na Arena Cultural e no Café Literário.

 

Nomes

A ausência de nomes do cenário nacional — principalmente após o cancelamento da participação da jornalista Leda Nagle — e de mesas sobre assuntos pouco relacionados à literatura, como moda, crise e beleza, também foram outros aspectos criticados pelos visitantes campistas. À parte dessas críticas, o público tem elogiado os valores dos livros à venda no Cepop. Obras sobre diversos assuntos, como jornalismo, direito e medicina, e de literatura podem ser encontrados a partir de R$ 5.

 

Com a colaboração das jornalistas Suzy Monteiro e Paula Vigneron

 

Publicado hoje (09) na Folha da Manhã

 

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