Opiniões

Por que Chicão cresceu e deve crescer mais, mas sem levar em turno único

Ponto final

 

 

Governo puxou Chicão

Nos últimos dois meses, o governo Rosinha Garotinho (PR) conseguiu melhorou sua imagem, bastante desgastada no segundo mandato. E isso puxou o crescimento de seu vice, Dr. Chicão (PR), nas intenções de voto pela sucessão da prefeita. Essa é a conclusão inequívoca da análise da segunda parte da pesquisa Pro4 — feita em 6 de agosto e publicada na página anterior desta edição — com os dados análogos colhidos pelo mesmo instituto entre 8 a 10 de junho. Ambas as consultas foram encomendadas pela Folha da Manhã e realizadas com 620 campistas das sete zonas eleitorais do município.

 

Relembrando

Ontem, na publicação da primeira parte da pesquisa pela Folha, foi revelada (aqui) a liderança que Chicão assumiu na corrida à Prefeitura, tanto na espontânea (4,8%), quanto na estimulada (17,6%) — nesta, empatado dentro da margem de erro (3,9% para mais ou menos) com Caio Vianna (PDT, 13,7%), Rafael Diniz (PPS, 13,2%) e Geraldo Pudim (PMDB, 11,1%). E na comparação com os números de junho, antes da definição (e redução) das candidaturas, o crescimento de Chicão foi o maior entre os seis que ficaram: 9,2 pontos percentuais a mais que os 8,4% que teve em junho.

 

Crescimento é fato

Se dúvida havia sobre esse crescimento expressivo de Chicão, ela se desvanece na sua confirmação por cruzamentos entre outros dados aferidos pelo Pro 4 entre junho e agosto. Por exemplo, aqueles que neste período responderam “sim” à pergunta “O melhor é votar em outro candidato para que ele faça as mudanças que Campos precisa?”, sofreram redução de 70,8% para 62,7% — ainda uma maioria destacada dos campistas, mas que decresceu 8,1 pontos percentuais.

 

Mais exemplos

Outros exemplos? Se, em junho, 62,4% desaprovavam a maneira como a prefeita Rosinha vinha administrando Campos, o número em agosto baixou a 52,1% — diferença percentual de 10,3. Com números distintos, mas bem próximos na diferença, pode se comparar quem disse confiar na prefeita: os 23,5% de dois meses atrás, hoje são 31,8% — 8,3 pontos. A mesma coisa na diminuição dos que disseram não confiar na prefeita: os 73,2% de junho caíram para os atuais 60,2% — diferença de 13 pontos percentuais.

 

Marco zero: 28,7%

Não é preciso entender de estatística, nem de margem de erro em pesquisa, para perceber que, num universo de 100%, 9,2 pontos percentuais de crescimento na intenção de voto de um candidato governista correspondem na média aos 8,1, aos 10,3, aos 8,3 e aos 13 pontos, respectivamente, de melhora na imagem do seu governo. Foi suficiente para dar a liderança a Chicão. Se o governo continuar a melhorar, seu candidato pode até ampliar a vantagem, já que os campistas que querem a continuidade do primeiro hoje são 28,7% — 11,1 pontos acima do que deveria ser, pela lógica, o “marco zero” das intenções de voto de Chicão.

 

Milagre eleitoral?

Todavia, mesmo que migrem para Chicão todos os 27,3% de indecisos que, na consulta estimulada, não souberam ou quiseram fazer nenhuma opção entre os seis candidatos a prefeito postos, isso não bastaria para que o atual líder vencesse em turno único — aposta na qual o governo parece empilhar todas as suas fichas. Ainda que, miraculosamente, ocorresse essa alta improbabilidade matemática e eleitoral, excetuados os 10% que disseram preferir votar branco ou nulo, Chicão não ultrapassaria os 49,9% dos votos válidos no primeiro turno.

 

Rejeição

Não custa lembrar de novo que, embora tenham diminuído, ainda são 62,7% — ou mais de seis entre cada 10 — os campistas que querem “votar em outro candidato para que ele faça as mudanças que Campos precisa”. E ainda que Chicão consiga a proeza de pontuar entre estes com 5,2%, a preferência acima da margem de erro para encarnar a mudança são os jovens Rafael (20,3%) e Caio (18,1%). No caso de segundo turno, ambos têm taxas de rejeição (respectivamente, 3,2% e 5,3%) bem inferiores aos 17,4% que Chicão também herdou do governo, no índice negativo em que só fica atrás — por motivos bem parecidos — de Pudim.

 

Publicado hoje (12) na Folha da Manhã

 

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Este post tem 6 comentários

  1. DEstruiram a cidade, sumiram com o dinheiro do povo e ainda lideram ?

    das duas uma…

    Ou o povo é muito imbecil,

    Ou esta totalmente equivocada essa pesquisa.

    O fato é que é inacreditavel !!!

    1. Caro Alexsandro,

      Se a história prova algo é que o equívoco — imbecilidade seria forte — geralmente está com quem pretende dividir o mundo entre em uma coisa, ou outra.

      Abç e grato pela chance de chutar a bola rolada!

      Aluysio

  2. Caros leitores,boa noite!

    Existem alguns eleitores,que não gosta de politico honesto!

    Ai depois vem o arrependimento,ai o povo fica sem a politica do bem social!

    Porque pra mim politica é um bem social,mas tem alguns politico que faz da politica um mal social.

    Até breve falando a verdade!
    Abraços!

  3. QUEM VIVER…VERÁ!!!
    CHICÃO VAMAI GANHAR NO 1 TURNO!!

  4. As urnas são que foram se o senhor Garotinho está certo ou não no seu jeito de governar. Se o candidato dele vencer…. Quem é contra, gostando ou não, aprovando ou não…. Terá que admitir que ele está certo. Já, se ele perder… Aí terá que rever os conceitos, pois uma coisa é concorrer contra a máquina, e outra é com ela nas mãos.

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