
Eu sou um leitor voraz, eu não me reconheço como indivíduo se não for praticando o ócio da leitura e de releituras e também cultivo o ócio da escrita, eu me relaxo lendo ou escrevendo, apesar de admitir que minha escrita seja menor, mas mesmo assim eu insisto.
A Arte da Guerra é um antigo tratado militar chinês, atribuído a um estrategista militar, o general Sun Tzu, ele foi escrito lá por volta do século V a.C.
Mas não é um simples tratado militar, apenas de estratégias, é mais do que isso, dentro dele encontramos coisas diversas, relativas à psicologia, meteorologia, topografia, política, economia, história, filosofia, literatura, ciências naturais…
É um tratado militar, mas remonta a uma época que a China não existia como uma nação, um ente unificado, a “terra do meio” vivia em permanente conflito numa interminável guerra civil.
Mas é um fato que adversário não é o mesmo que inimigo. São duas coisas distintas.
Adversários divergem essencialmente no campo das ideias, dentro daquilo que chamamos de contraditório, daquilo que denominamos de debate e sempre vale a pena repetir que todo debate é necessário, ou melhor, dizendo ele, o debate é essencial.
Já o inimigo é aquele que odeia alguém… E por odiar, procura prejudicar. O inimigo não quer o diálogo, ele quer a guerra. Ao inimigo, o debate não é uma coisa necessária, essencial. Para o inimigo o que vale é a aniquilação do outro, ao inimigo só interessa o extermínio…
Para esse escrevinhador, o que interessa mesmo é discutir ideias, cultivar o debate, estimular o contraditório e não o conflito físico ou o extermínio do outro, pois só consigo me (re)conhecer como indivíduo, quando me identifico no outro, o meu espelho é o outro e se exterminar o outro, automaticamente me extermino.
Lá no tratado aludido, encontramos muitos ensinamentos, dentre alguns, Sun Tzu disse o seguinte: “Energia é o que tensiona o arco; decisão é o que solta a flecha”.
Eu vim ao mundo para decidir, e você? Quer fazer a diferença ou ficar aí imóvel? Prefere ser adversário ou inimigo?
Eu já me decidi, sou adversário… Carpe diem.

Combater os bons combates, lutar as chamadas causas perdidas, respeitar os adversários, não amealhar inimigos e principalmente preservar os amigos, essas deveriam ser as metas de todos os guerreiros. Carpe diem.
Perfeito.