Genial/Quaest: vantagem de Lula a Bolsonaro cai a 8 pontos

 

(Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

Desde o polêmico 7 de setembro que capturou em atos de campanha, o presidente Jair Bolsonaro (PL) encurtou ou aumentou sua desvantagem para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida às urnas de 2 de outubro, daqui a exatos 18 dias? Feitas após os 200 anos da Independência do Brasil, as pesquisas Datafolha de sexta (9) e BTG/FSB de segunda (12) indicaram que a diferença entre os dois líderes da corrida encurtou. Só a Ipec (antigo Ibope) de segunda deu que a vantagem de Lula aumentou. O que foi desmentido pela Genial/Quaest feita de sábado (10) a ontem (13) e divulgada hoje (14). Na série histórica das suas pesquisas, desde julho de 2021, Lula chegou à sua menor vantagem sobre Bolsonaro: apenas 8 pontos, com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos. Na consulta induzida ao 1º turno, no espaço de uma semana, o petista caiu de 44% aos atuais 42% das intenções de voto, enquanto o capitão permaneceu estável com os mesmos 34%.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Na projeção para o 2º turno de 30 de outubro indicado em todas as últimas pesquisas, em dúvida apenas na Ipec, Lula também continuaria batendo Bolsonaro na Genial/Quaest, por 48% a 40%. No espaço de uma semana, o petista perdeu 2 pontos dos 51% que tinha, enquanto o capitão somou 1 ponto aos 39% anteriores. A diferença atual de 8 pontos entre os dois no 2º turno, exatamente a mesma do 1º turno, é também a menor já registrada na série histórica de mais de um ano das pesquisas. Índice considerado fundamental à definição do 2º turno, a rejeição do atual presidente e do ex também alcançou a menor diferença já registrada até aqui pela Genial/Quaest. Nos últimos sete dias, Bolsonaro caiu de 53% aos atuais 52% dos brasileiros que não votariam nele de maneira nenhuma, enquanto Lula cresceu no índice negativo fora da margem de erro, de 44% aos 47% de hoje. Fora minimamente do limite da margem de erro, a diferença na rejeição do capitão ao petista hoje é de apenas 5 pontos. Se as rejeições dos dois se igualarem, qualquer resultado ao 2º turno passa a ser aritmeticamente possível.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Como a coluna Ponto Final, publicada hoje na Folha da Manhã, antecipou ainda sem a nova Genial/Quaest desta quarta, mas já com base nos resultados anteriores da Datafolha de sexta e da BTG/FSB e da Ipec de segunda: “Bolsonaro acertou ao modular seu discurso, por ora apenas subliminar no golpismo, para centrar fogo no PT e em Lula. Estes subestimaram o antipetismo. E aumentar essa rejeição é a única chance real do capitão para tentar vencer o 2º turno. Em que Lula o bateria por 53% a 39% na Datafolha, por 51% a 38% na BTG/FSB e por 53% a 36% na Ipec. O motivo? Bolsonaro tem 51% de rejeição na Datafolha, contra 39% de Lula; 56% contra 47% na BTG/FSB; e 50% contra 35% na Ipec Sobre todas as outras eleições presidenciais no Brasil desde 1989, a de 2022 tem a singularidade de ser uma batalha entre rejeições. Na qual vencerá o menos odiado”.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

William Passos, geógrafo com especialização doutoral em Estatística pelo IBGE

— A divulgação da Quaest de hoje permite a comparação dela com a Ipec de segunda, duas pesquisas de intenção de voto que aplicam exatamente a mesma metodologia: entrevistas individuais face a face realizadas em domicílios sorteados. Na Ipec de ontem, a diferença entre Lula e Bolsonaro na pesquisa estimulada era de 15 pontos (46% a 31%), enquanto na Quaest de hoje caiu para 8 pontos (42% a 34%), uma diferença significativa e fora da margem de erro de 2 pontos. A divergência mais significativa, porém, está na pesquisa espontânea. Nela, a diferença de 14 pontos em favor de Lula na Ipec de segunda (44% a 30%) cai para apenas 4 pontos na Quaest de hoje (33% a 29%), ou seja, de acordo com a margem de erro, Lula e Bolsonaro poderiam estar numericamente empatados na pesquisa espontânea. Com a divulgação da Datafolha na próxima sexta, que também aplica entrevistas presenciais individuais face a face, porém realizadas na rua, em vez de nos domicílios, será possível a comparação dos resultados das três principais pesquisas que trabalham com aquela que é considerada a metodologia de captação de intenção de votos com maior precisão — observou William Passos, geógrafo com especialização doutoral em Estatística do Setor Público, da População e do Território na Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence) do IBGE.

 

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