
Hoje, faltam exatos 7 dias para a urna de 2 de outubro. E penso ser um bom espaço de tempo para declarar publicamente meus votos. Que se resumem à minha opção enquanto cidadão em busca de representação, sem a menor interferência na minha atuação profissional enquanto jornalista, radialista e diretor do Grupo Folha de comunicação. Mas penso ser justo com quem mê lê, ouve e vê, saber que tipo de indvíduo político sou.
A presidente, voto em Ciro Gomes (PDT), nº 12. Não acredito em “voto útil” no 1º turno. Penso que o sistema de dois turnos foi introduzido no país pelos constituintes de 1988 justamente para que o voto útil seja feito naturalmente no 2º turno. Ciro é, de longe, o candidato mais preparado para ser presidente da República. E o único a ter um projeto de governo. Tem experiência parlamentar como deputado estadual e federal, ajudou a implantar o Plano Real como ministro da Fazenda do governo Itamar Franco, foi ministro da Integração Regional do governo Lula e foi um excepcional governador do Ceará, sobretudo na educação pública. Se fizesse pelo menos metade no Brasil, não estaríamos neste abismo. É o meu voto mais convicto.
A governador, voto em Rodrigo Neves (PDT), nº 12. Pelo mesmo motivo que não faço “voto útil” no 1º turno entre a opção menos ruim e mais bem cotada nas pesquisas a presidente, não o faço para o comando de um dos estados mais complicados da União. Rodrigo teve um bom mandato parlamentar como deputado estadual e, como Ciro no Ceará, vem de duas excelentes administrações em Niterói, minha cidade natal, que gostaria de ver implantadas para todos os fluminenses.
A senador, na Casa Alta da República, dedicada ao debate e definição dos grandes temas nacionais, voto em Alessandro Molon (PSB), nº400. É um grande parlamentar, com dois mandatos de destaque na Assembleia Legislativa e três na Câmara de Deputados, onde cumpriu papel importante como líder da oposição ao governo Jair Bolsonaro. Aos amigos fãs de Marcelo Freixo, como quem já entrevistou ambos, dou testemunho: “Molon é o que vocês acham que Freixo é”. Junto com Ciro, Molon é o meu voto mais convicto enquanto cidadão.
A deputado federal, na Casa Baixa da República, dedicada ao eco dos interesses regionais no debate nacional, voto em Christino Áureo (PP), nº 1155. A despeito de pertencer ao PP do cangaceiro Artur Lira, presidente da Câmara Federal e pai do Orçamento Secreto, o macaense Christino conhece e representa bem o Norte Fluminense em Brasília. Merece um segundo mandato. De perfil técnico, teve três bons mandatos de deputado estadual e foi um proativo secretário estadual de Agricultura nos governos Anthony Garotinho, Benedita Silva, Rosinha Garotinho, Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão, sem se manchar por denúncia de corrupção.
A deputado estadual votarei no Professor Alexandre (PDT), nº 12050. Foi minha última definição de voto e o primeiro que darei a ele, embora sempre o tenha considerado uma boa opção em suas candidatuas anteriores a vereador, por seu compromisso com a educação pública. Estava em dúvida sobre minha opção à Alerj, pesando prós e contras de alguns nomes, até que há cerca de duas semanas saí do IFF, após participar de uma palestra sobre jornalismo, e encontrei com Alexandre e sua esposa panfletando. E com eles conversei um pouco. Ali defini meu voto, com o pensamento que só agora ecoo: “É isso que a política deveria ser! Onde foi que nós nos perdemos?”