Antes do Fluminense, Mundial de Clubes no Folha no Ar desta 3ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A Copa do Mundo de Clubes entra em campo com o advogado Fábio Bastos e o formando em Engenharia e administrador de empresas João Marcelo Coutinho, fãs de futebol e convidados do Folha no Ar nesta terça (8), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.

Os dois darão suas expectativas do Fluminense, não só contra o inglês Chelsea, às 16h de terça, quanto da presença do clube carioca em meio a três grandes da Europa nas semifinais do Mundial. Que serão completas às 16h desta quarta (9), entre o espanhol Real Madrid e o francês Paris Saint-Germain.

Além do Fluminense, João Marcelo e Fábio também analisarão o desempenho, entre erros e acertos, dos demais brasileiros na Copa do Mundo de Clubes: Palmeiras, Botafogo e Flamengo. Por fim, os dois tentarão projetar a influência e as lições do Mundial ao futebol de clubes do Brasil e da América do Sul.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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Matheus José — Modelo absolutista de Maquiavel em questão

 

Campos dos Goytacazes e os pensadores Platão, Nicolau Maquiavel, Deepak Chopra e Lenio Streck (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Matheus José, advogado

Carta aos políticos, gestores e assessores da República

Por Matheus José

 

Trago esta carta a todos vocês depois de um seminário atemporal onde estiveram presentes Platão (427-347 – a.C., filósofo da Grécia antiga), Nicolau Maquiavel (1.469-1.527, filósofo e cientista político Italiano), Deepak Chopra (1946, médico indiano radicado nos Estados Unidos, escritor com ênfase em espiritualidade) e Lenio Streck (1955, jurista brasileiro, com ênfase em filosofia no direito – atualmente o segundo jurista mais citado em Teoria do Direito no mundo).

Eis o título do seminário: “Métodos atemporais para liderar, gerir e decidir”. Iniciados os trabalhos, buscando certo protagonismo, Nicolau Maquiavel pede a palavra e inicia sua apresentação com ênfase nos ensinamentos descritos em sua obra “O Príncipe”:

— Um governante deve ser cortês, mas sempre estar pronto para fazer o mal, se necessário. Há sempre que dividir para melhor reinar. E na primeira oportunidade, aniquilar seus inimigos, e, talvez, até mesmo seus amigos. São formas de manter a condução de poder e temor de todos os demais.

Sabedor que Nicolau se inspirou em seus ensinamentos, Platão pede a palavra e sustenta:

— Você, Nicolau, trilhou uma linha muito pragmática em suas orientações. Não vi em momento algum cotejar os referidos ditames com as quatro principais virtudes que devem ser os alicerces daqueles que gerem a coisa pública: (I) a sabedoria, (II) a coragem, (III) a moderação e (IV) a justiça. Não consigo visualizar o desenvolvimento e organização de uma sociedade justa sem estes elementos. Você focou apenas na detenção do poder pelo poder. Desta forma, não conseguiremos inspirar os governados, em especial as novas gerações. Reveja, pois, os seus ensinamentos.

Com certo constrangimento, ante à pública reprimenda, Nicolau tenta explicar:

— Minha função é orientar o detentor do poder, aquele que lidera, a continuar com o poder e liderar. Nada mais que isso.

Tentando acalmar os ânimos, coube ao filósofo Deepack Chopra lançar no debate primados de linha espiritual, que, segundo o médico, incidem na vida de todos:

— Ao longo de nossas vidas, fazemos atos que reverberam em outras pessoas e, ouso a dizer-lhes que, inevitavelmente, voltará para nós na mesma proporção da bondade ou maldade emanada. Conceituo isso como Karma. A causa e efeito que emanamos aos próximos em nossas vidas. Uma certa lei de doação, a qual vincula o que receberemos, na proporção do que emanamos. Governantes e líderes têm grandes oportunidades de fazer o bem e muita das vezes, por soberba e demasiada ambição, se perdem em suas carreiras e gestões.

Maquiavel atravessa a fala de Deepack Chopra:

— Ah, pronto! Isso aqui transformou-se em palestra sobre compaixão. Sobre empatia. Não é esta minha função ao assessorar reis e príncipes. Minha função é garantir o poder, fazendo até o mal, se necessário, como falei:

Platão entra para moderar e repreende seu aluno:

— Maquiavel, talvez faltem aos líderes os ensinamentos aqui esposados por Chopra. As questões por ele aqui expostas, numa linha de “dar e receber” e “lei do retorno” se alinham com as quatro virtudes que anteriormente eu aqui sustentei, em especial com a referente a justiça nas tomadas de decisões… Sugiro uma breve pausa e retornemos em seguida.

No retorno dos trabalhos coube a palavra ao jurista filósofo Lenio Streck:

— Antes do mais, agradeço a oportunidade de trazer algumas colaborações neste seminário de exposições de ideias que visa orientar governantes e líderes na tomada de decisões. Nessa linha, sempre sustentei que a filosofia e a literatura devem colaborar na tomada de decisões, sejam elas de natureza jurídicas ou de gestão. Consegui, conjugando estas premissas, inserir no ordenamento jurídico que as decisões devem ser íntegras e coerentes. Em outros escritos, visando colaborar com a teoria da decisão, novamente, seja ela jurídica ou administrativa, afirmo que não há decisão correta que não seja universalizável. Nessa linha se garante a coerência e a integridade estará alinhada com a justeza da medida.

Ante ao andar da hora, Platão pede a palavra visando encerramento dos trabalhos, dirigindo especial fala a Maquiavel:

— Nicolau, atualize, pois, a tua obra, seus escritos referem-se a um modelo absolutista que não encontra guarida nos dias atuais. Que incentivemos os políticos, governantes, membros e detentores de poder, e respectivos assessores daqueles a atuarem com Sabedoria, visando o bem da coletividade. Que tenham coragem, não para aniquilar seu inimigo, mas para enfrentar as pautas em prol das governados. Que tenham moderação e temperança, visando não abusar do poder, com domínio próprio, se cercando daqueles que consigam impedir erros em tomadas de decisões desviadas e açodadas em errôneos ímpetos. E tenham sempre como norte o inalienável senso de Justiça, com tomada de decisão pautada em integridade e coerência.

Foram essas linhas que consegui resumir em meu cansado caderno. Forte abraço,

Matheus José, advogado.

 

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Lula 3 sai das cordas batendo no Congresso com “nós contra eles”

 

Presidente da República e da Câmara de Deputados, respectivamente, Lula e Hugo Motta (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Lula 3 sai das cordas com “nós contra eles”

Acuado pela queda de popularidade em todas as pesquisas de 2025  (confira aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui) às urnas de 2026, daqui a pouco mais de 1 ano e 2 meses, o presidente Lula e o PT conseguiram sair das cordas. Para tanto, elegeram como inimigo o Congresso, sobretudo o presidente da Câmara de Deputados, Hugo Motta (REP/PB), no conceito marxista da luta de classes, o popular “nós contra eles”.

 

Como Collor antes do impeachment

Tudo por conta da proposta do governo de aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Cujo decreto presidencial foi o primeiro a ser derrubado no Congresso em 33 anos. E não é pouco coisa, lembrado que o presidente em 1992 era Fernando Collor de Mello, hoje em prisão domiciliar e, à época, à beira de sofrer impeachment pelo Congresso.

 

Esquerda no caminho da extrema direita

Inferior na batalha das ruas desde as Jornadas de Junho de 2013, que iriam num crescendo até o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2016, finalmente a esquerda parece ter aprendido o caminho da extrema direita nas redes sociais. Nas quais viralizaram vídeos de IA como “Hugo nem se importa”, ou classificando o Congresso de direita de “inimigo do povo”.

 

 

 

Culpa real dividida

Com o mesmo descompromisso com a verdade da extrema direita, que colou a pecha de “Taxadd” no ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e no governo Lula 3, a esquerda contra-atacou na guerra de narrativas. Mesmo que a demanda de arrecadação tenha culpa real dividida entre Executivo e Legislativo: um propôs e o outro aprovou um orçamento fictício.

 

A verdade e a narrativa

Também não é verdade que o aumento do IOF é a expressão do lema de Robin Hood: “tirar dos ricos para dar aos pobres”. Micro e pequenos empreendedores serão tão penalizados quanto os magnatas da Faria Lima, avenida da cidade de São Paulo que simboliza o andar de cima do capitalismo tupiniquim. Mas, verdade à parte, o fato é que a narrativa do PT colou.

 

Aposta na antipolítica

Tenha maioria de direita, de esquerda ou de centro, chamar o Congresso de “inimigo do povo” é tão danoso à democracia quanto chamar o Supremo Tribunal Federal (STF) do mesmo, como fazem os bolsonaristas. Como estes, é apostar na antipolítica que encheu o Congresso de imbecis. Que trocam o papel de legislar pela caça de cortes para lacrar nas redes sociais.

 

Para além dos já convertidos?

O “Lulinha paz e amor” dos seus dois primeiros governos vinha naufragando no terceiro como o presidente da “frente democrática”. Que o elegeu por apenas 1,8 ponto de vantagem nos votos válidos em 2022. O giro de 180º do Lula 3 insuflou a militância de esquerda, que andava acanhada. Se vai funcionar para além dos já convertidos, só as próximas pesquisas dirão.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Fígado x cérebro: Bacellar exonera Reis e dificulta sua eleição a governador

 

Rodrigo Bacellar, Eduardo Cunha, Washington Reis e Eduardo Paes (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Cunha, Reis e Bacellar

“Com a gente, vocês vão ao 2º turno a governador. Sem nós, Eduardo Paes (PSD) leva no 1º turno”. Foi o que o ex-presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha disse, dias atrás, ao presidente da Alerj, governador em exercício e pré-candidato a governador, Rodrigo Bacellar (União). E Cunha pode ser acusado de tudo. Menos de não entender muito de política real.

 

Rodrigo exonera Washington

O “nós” de Cunha se referia a Washington Reis (MDB), ex-prefeito e muito popular em Duque de Caxias, segundo maior colégio eleitoral do RJ, atrás apenas da cidade do Rio, onde Paes é prefeito e teria a maioria dos votos a governador em 2026. E Rodrigo, assim que assumiu como governador na quinta (3), exonerou (confira aqui) Washington da secretaria estadual de Transportes.

 

A 1º variável de Bacellar a governador

Desde 12 de março, sob o título “As variáveis da equação de Rodrigo Bacellar a governador”, esta coluna listou (relembre aqui) as três principais. A primeira era tirar o ex-vice-governador Thiago Pampolha (MDB) do seu caminho na sucessão do governador Cláudio Castro (PL). O que se consumou (confira aqui) em 19 de maio, como a coluna antecipou, com (confira aqui) detalhes do acordo, 10 dias antes.

 

A 2ª variável de Bacellar a governador

A segunda variável necessária às chances de Rodrigo a governador seria o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Que todas as pesquisas mostram ser ainda mais popular entre o eleitor fluminense do que já tinha sido em sua vitória estadual no 2º turno presidencial de 2022 sobre Lula (PT), a despeito deste ter vencido o pleito nacionalmente.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Malafaia quer Washington

Além de colocar, desde 12 de março, a variável Bolsonaro como necessidade de Rodrigo, a coluna reforçou (confira aqui) em 24 de maio: “Após Pampolha, Bacellar precisa conquistar o bolsonarismo”. Quando registrou a posição do pastor bolsonarista Silas Malafaia: “Eu apoio o Washington Reis. Não tenho compromisso com outro. Se não for o Washington, não contem comigo”.

 

Promessa de apoio do capitão

Ainda assim, fruto da sua obstinação, Rodrigo conseguiu a promessa de apoio de Bolsonaro em 23 de maio. Como O Globo registrou (confira aqui) no dia 26 daquele mês, o blog Opiniões repercutiu (confira aqui) no dia 27 e a coluna detalhou (confira aqui) no dia 28, o capitão impôs duas condições: que não surja nenhum fato que desabone o político de Campos e indicar o vice na sua chapa a governador.

 

A 3ª variável de Bacellar a governador

O fato é que, na promessa de apoio de Bolsonaro, Rodrigo passou com louvor também na segunda variável à consolidação da sua pré-candidatura a governador, como a coluna adiantou desde 12 de março. Quando elencou a terceira variável: “O apoio de Washington Reis, aliado de primeira hora dos Bolsonaro, é disputado para 2026. Tanto por Paes, quanto por Bacellar”.

 

Fígado x cérebro

Com a exoneração de Washington, como ao cortar (confira aqui) o cofinanciamento do RJ à Saúde Pública de Campos, Rodrigo agiu como Ciro Gomes no 2º turno presidencial de 2022: com o fígado. E a maior virtude do político de Campos, sua capacidade de articulação, reside em outro órgão: o cérebro. Por este, sem Washington, o caminho de Bacellar pode ter ficado mais difícil. A ver.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Candidatos a presidente do PT de Campos no Folha no Ar desta 6ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Candidatos a presidente do PT de Campos nas eleições gerais do partido neste domingo (6), o assessor do Sindipetro NF Danilo Dutra e o professor e ex-reitor do IFF Jefferson Manhães serão os convidados para encerrar a semana do Folha no Ar desta sexta, ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.

Os dois falarão dos motivos para os militantes petistas votarem em um ou outro candidato a presidente do partido em Campos. Jefferson e Danilo também darão suas expectativas às eleições a presidente do PT nacional (com quatro candidatos: Edinho Silva, Valter Pomar, Romênio Pereira e Rui Falcão) e do Estado do Rio (com os candidatos Diego Zeidan e Reimont).

Por fim, os dois candidatos a presidente do PT de Campos analisarão a crise recente entre o governo Lula 3 e o Congresso Nacional, por conta do IOF. E tentarão projetar, a partir das pesquisas, as eleições de 2026 a presidente (confira aqui, aqui e aqui), governador (confira aqui), senador (confira aqui) e deputados, daqui a 1 ano e 3 meses.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta sexta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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Com ruptura do RJ, Saúde de Campos não atenderá vizinhos

 

Reformado com ajuda do governo Cláudio Castro, enquanto durou a pacificação entre Rodrigo Bacellar e Wladimir Garotinho, o HGG e os demais hospitais públicos de Campos podem deixar de atender doentes de municípios vizinhos com o rompimento do confinanciamento do RJ à Saúde goitacá (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Saúde golpeada na briga entre Wladimir e Rodrigo

A cisão entre o prefeito Wladimir Garotinho (PP) e o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), sobrou para a população de Campos. Sobretudo à maioria dos 519 mil campistas que não pode pagar um plano de saúde. No último dia 23, como governador em exercício, Rodrigo cancelou (confira aqui) o cofinanciamento do RJ à Saúde Pública de Campos.

 

Wladimir cobra na véspera da vinda de Rodrigo

O cancelamento veio depois que Wladimir cobrou publicamente o repasse do cofinanciamento estadual à Saúde de Campos, na condição de polo regional que recebe doentes dos municípios vizinhos. A primeira cobrança do prefeito veio (confira aqui) em 15 de junho, na véspera da visita de Rodrigo a Campos como governador em exercício, no dia 16.

 

Convite para reunião

No Farol, para inaugurar (confira aqui e aqui) o Destacamento do Corpo de Bombeiros da praia campista, Rodrigo respondeu (confira aqui): “Não vou ficar de briga”. Na noite do mesmo dia 16, Wladimir publicou (confira aqui) um vídeo no Instagram, dizendo que não estava de briga e para convidar o presidente da Alerj a uma reunião na Prefeitura de Campos, para resolver a questão.

 

Convite ignorado e “sangue nas mãos”

Procurada pela coluna na manhã do dia 17, a assessoria de Rodrigo afirmou (confira aqui) que ele não se manifestaria sobre o convite. Ao que Wladimir respondeu (confira aqui): “Ainda está em tempo de ele ajudar a Saúde de Campos. Ou vai deixar as pessoas morrerem pela omissão dele? O tempo passa e ele pode até fazer pose, mas vai ter sangue nas mãos”.

 

Vitória à Saúde de Campos na Justiça

Também no dia 17, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) decidiu (confira aqui) que o Governo do Estado teria que repassar R$ 9.179.734,34 à Saúde de Campos. A decisão, do desembargador José Roberto Portugal Compasso, determinou que a quantia fosse depositada na conta da Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Campos.

 

Campos sem regulação fora da PPI?

No dia 30, Wladimir enviou (confira aqui) um ofício ao governador Cláudio Castro (PL) e a Rodrigo, para tentar sanar a falta de repasse do cofinanciamento à Saúde. A Prefeitura deu prazo de 15 dias para resposta ou tomaria providências para não aceitar regulações fora da Programação Pactuada Integrada (PPI).

 

O que significa não aceitar fora da PPI?

Na prática, não aceitar regulação fora da PPI seria o primeiro passo prático para que os hospitais públicos de Campos, Ferreira Machado (HFM), Geral de Guarus (HGG) e São José (HSJ), não aceitem pacientes dos municípios vizinhos. Que a rede de Saúde Pública de Campos atende diariamente.

 

Rodrigo x Wladimir em 2026

Rodrigo é pré-candidato a governador em 2026. E, como a Folha adiantou (confira aqui) desde 9 de maio, concorrerá ao cargo sentado na cadeira. Da qual Castro sai até 4 de abril, para concorrer a senador ou deputado federal. Como Wladimir, para disputar a deputado federal ou vice (confira aqui) na chapa do prefeito carioca, Eduardo Paes (PSD), a governador.

 

Erro de Wladimir

É essa disputa eleitoral, a 1 ano e 3 meses da urna, que gerou o problema da Saúde de Campos. Wladimir erra se acha que se oporá eleitoralmente a Rodrigo, mandando no Estado pelo menos até 2026, sem consequências. Foi com o apoio do RJ que o prefeito não só manteve a Saúde, como reformou o HGG e reabriu o Restaurante Popular.

 

Erro de Rodrigo

Mas, como campista, Rodrigo erra ainda mais ao colocar o povo de Campos e do Norte Fluminense como alvo direto das consequências. Conhecido pela capacidade de articulação, como pelo temperamento forte, ele deveria deixar a primeira prevalecer. Não assinar o rompimento unilateral do cofinanciamento do RJ à Saúde Pública goitacá.

 

Erros de Wladimir e Rodrigo

Erra também Wladimir se crê que sua proximidade com os irmãos Washington Reis e seu irmão, Ronsenverg Reis, ambos do MDB e, respectivamente, secretário estadual de Transporte e 1º secretário da Alerj, dará teflon a Rodrigo. Como este erra se aposta em vencer Paes a governador sem os votos dos Reis em Duque de Caxias, 2º maior colégio eleitoral do RJ.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Fluminense brilha e é o futebol do Rio nesta sexta ao mundo

 

Técnicos do Fluminense dentro e fora de campo, Thiago Silva e Renato Gaúcho comemoram a vitória histórica de 2 a 0 sobre a Inter de Milão e a classificação tricolor às quartas de final da Copa do Mundo de Clubes (Foto: Getty Images)

 

 

Fluminense é o futebol do Rio no Mundial

Menos badalado e com menos dinheiro do que Flamengo e Botafogo, o Fluminense é o futebol do Rio de Janeiro nas quartas de final da Copa do Mundo de Clubes nos EUA, nesta sexta (4), às 16h. Quando enfrentará o milionário Al-Hilal, da Arábia Saudita, com três bons jogadores brasileiros: o artilheiro Marcos Leonardo, o ponta Malcom e o lateral esquerdo Renan Lodi.

 

Palmeiras também é o Brasil na sexta

Também na sexta, nas outras quartas do chaveamento à semifinal, o consistente Palmeiras encara o inglês Chelsea, derrotado pelo Flamengo por 3 a 1 na fase de grupos. Mas é o Fluminense o time brasileiro que, até aqui, mais surpreendeu positivamente. Como fez na vitória histórica de 2 a 0 sobre a poderosa Inter de Milão, nas oitavas de segunda (30).

 

Destaques individuais e coletivo

Como de hábito, o colombiano Jhon Arias e o veterano Thiago Silva tiveram atuações monstruosas contra a Inter. Como o veterano goleiro Fábio e Ignácio, que brilhou no esquema de três zagueiros pensado por Renato Gaúcho para espelhar taticamente a vice-campeã da Champions deste ano e derrotá-la. Com superioridade tática sobre o decantado futebol italiano.

 

Flu e Al-Hilal brilham contra europeus

Curiosamente, o Fluminense fez seus melhores jogos contra grandes clubes da Europa. Em sua estreia contra o alemão Borussia, dia 17, dominou, mas empatou de 0 a 0. Assim como o Al-Hilal empatou com o gigante Real Madrid, em 1 a 1, dia 18. Antes de também impressionar nas oitavas de segunda, ao bater por 4 a 3 o poderoso Manchester City do técnico Pep Guardiola.

 

Brilho sem Neymar

Além de despacharem dois grandes da Europa e disputarem uma vaga na semifinal do Mundial, Fluminense e Al-Hilal têm mais algo em comum. O primeiro chegou a conversar com Neymar para levá-lo aos EUA, mas não rolou. Como o time árabe dispensou Neymar, em janeiro, por sua absoluta falta de compromisso enquanto jogador profissional de futebol.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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