Apesar da maioria do eleitor brasileiro desaprovar (confira aqui) seu governo (53%) e achar que Lula (PT) não deveria se candidatar à reeleição (58%), o presidente continua liderando numericamente todas as consultas às urnas de 4 de outubro de 2026. Foi o que revelou a nova pesquisa Quaest divulgada na última quinta (17) e feita entre 10 e 14 de julho, com 2.004 eleitores brasileiros.
Só Tarcísio tem empate técnico com Lula
Na margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, Lula lidera em empate técnico com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a consulta espontânea, sem apresentação dos nomes dos candidatos, por 15% a 11%. Já na estimulada ao 2º turno, só quem conseguiria um empate técnico com o petista é o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (REP), de 41% a 37%.
Lula bateria Bolsonaro, Michelle, Ratinho Jr. e Leite
Em maio, além de Tarcísio, Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e os governadores do Paraná, Ratinho Jr. (PSD); e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD); também empatariam tecnicamente com Lula no 2º turno. O que mostra o estrago que a ameaça de tarifar o Brasil pelo presidente dos EUA, Donald Trump, causou à direita brasileira.
De maio a julho, Lula abre sobre adversários
Em maio, o 2º turno entre Lula e Tarcísio era 41% a 40%. Em julho, seria 41 a 37%. Contra Bolsonaro, era 41% a 41%. Hoje, seria Lula 43% a 37%. Contra Michelle, era 43% a 39%. Hoje, seria Lula 43% a 36%. Contra Ratinho Jr., era 40% a 38%. Hoje, seria Lula 41% a 36%. Contra Leite, a projeção de 2º turno era 40% a 36%. E, hoje, Lula o bateria por 41% a 36%.
Direita do Brasil paga tarifa de Trump
Se aproveitou a reação do povo brasileiro à ameaça de Trump, para se descolar de quase todos os possíveis adversários no 2º turno, Lula também tem vantagem ainda maior nas consultas estimuladas ao 1º turno. Na quais bateria Bolsonaro por 32% a 26%, Michelle por 30% a 19% e Tarcísio por 32% a 15%. A tarifa de Trump já está sendo paga pela direita brasileira.
Análise do especialista
“A Quaest de julho mostra ampliação do apoio à reeleição de Lula, que venceria no 2º turno todos os demais candidatos, à exceção de Tarcísio, com quem empataria tecnicamente no limite da margem de erro de 2 pontos. Tarcísio, ao lado de Michelle, é o candidato favorito da direita”, resumiu William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.
Cláudio Castro foi a Brasília para reerguer suas pontes com o bolsonarimso, através do senador Flávio Bolsonaro, e com o PL, através do seu presidente nacional, Valdemar da Costa Neto (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Após ter o apoio eleitoral em 2026 retirado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por conta da exoneração de Washington Reis (MDB) da secretaria estadual de Transportes, o governador Cláudio Castro (PL) esteve ontem em Brasília. E se reuniu com o senador Flávio Bolsonaro (PL) e com o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto.
Castro e Flávio teriam afinado o discurso de que os candidatos do PL ao Senado e até ao Governo do Estado serão decididos só em 2026. O objetivo do atual governador é deixar o cargo até 4 de abril do próximo ano, para se candidatar a senador em outubro, em dobradinha com Flávio, que todas as pesquisas apontam como favorito à reeleição.
Tudo isso já estava aparentemente acertado. Até que, no dia 3, o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), como governador em exercício, exonerou do secretariado estadual o bolsonarista Washington, ex-prefeito e muito popular em Duque de Caxias. A decisão foi tomada sem avisar antes a Castro, que estava viajando.
Após se encontrar com Bacellar em Búzios no dia 4, para tentar remediar a crise, Flávio chegou a costurar com Castro a volta de Washington à pasta estadual dos Transportes. Mas, pressionado pelo presidente da Alerj e sua tropa de choque, o governador recuou. O que Jair teria encarado como traição e respondeu no dia 16:
— Não vou apoiar Cláudio Castro para o Senado, nem Bacellar para o governo. Pode avisar lá. Vou esperar as coisas acontecerem e decidir com calma o que vamos fazer no Rio em 2026.
Além de ter retirado seu apoio a Castro e Bacellar, Bolsonaro teria pedido ao PL para testar alternativas ao Senado em 2026, junto com o filho mais velho. As opções do ex-presidente seriam os deputados federais Sóstenes Cavalcante e Hélio Lopes.
Escanteado por Bolsonaro na sexta, Castro foi a Brasília na quarta, sem Bacellar, para tentar reerguer suas pontes com o PL, junto a Valdemar; e com os Bolsonaro, junto a Flávio. E teve aparente sucesso. Com o 01, teria acordado que a decisão do bolsonarismo sobre o RJ, berço do movimento político, só sairá em 2026.
Ao presidente nacional do PL, Castro disse que não deseja sair do partido. E ouviu que a recíproca é verdadeira. Neste sentido, Valdemar teria prometido ao governador achar uma solução que contemple todos os lados na eleição ao Senado no RJ, em 2026.
Além de Trump, a nova Quaest pesquisou o embate de Lula contra o Congresso, que derrubou seu decreto presidencial para aumentar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Do qual a maioria mínima que ficou sabendo: 51% dos brasileiros. Dentro da margem de erro, é um empate técnico com os 48% que disseram não estar sabendo, com 1% que não soube opinar.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Não viram conteúdo contra Hugo Motta: 72%
Sobre o alvo preferencial do Lula 3, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (REP/PP), apenas 25% dos brasileiros chegaram a ver algum conteúdo crítico produzido contra ele. A grande maioria de 72% não viu, com 3% que não opinaram.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Não viram vídeos do PT contra o Congresso: 83%
Frutos da ação do misto de marqueteiro e ministro da Comunicação de Lula, Sidônio Palmeira, os vídeos do PT, usando Inteligência Artificial (IA) para atacar Motta e chegar a classificar o Congresso de “inimigo do povo”, também não foram vistos por uma maioria ainda maior: 83% dos eleitores. São apenas 17% os que viram, sem que ninguém tenha deixado de opinar.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Taxar mais os ricos e menos os pobres: 63%
Apesar do pouco conhecimento das iniciativas do governo na questão tributária, a pesquisa Quaest revelou que existe espaço para ser explorado pelo Lula 3 no tema junto ao eleitor. Perguntados se o governo deve aumentar imposto dos mais ricos para diminuir o dos mais pobres, 63% acham que sim. Uma minoria de 33% disse que não, com 4% que não opinaram.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
“Ricos contra pobres” não está certo para 53%
Nas campanhas publicitárias das suas investidas tributárias, o Lula 3 talvez tenha que pensar melhor na forma. A maioria de 53% acha que “o discurso que coloca ‘ricos contra pobres’ não está certo, porque cria mais briga e polarização no país”. A minoria de 38% acha que “está certo, porque chama a atenção para os privilégios de alguns”, com 9% que não opinaram.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Violência ainda é o maior problema do Brasil
Quanto à maior preocupação do eleitor sobre o Brasil, a violência continua liderando, mas oscilou para baixo de maio a julho: de 27% a 25%. Em 2º lugar, os problemas sociais oscilaram para cima no período, de 19% a 20%. E ficou em empate técnico com 3º) a economia, que oscilou para baixo, de 19% a 17%; e 4º) a corrupção, que cresceu de 13% a 16%.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE
Análise do especialista
“Ainda no resultado da avaliação do governo Lula trazido pela Quaest de julho, em menor grau, cabe considerar o efeito positivo dos 63% que acreditam que o governo deve aumentar imposto dos mais ricos. Como diminuir a carga tributária sobre os mais pobres“, destacou William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.
O presidente Lula (PT) melhorou a aprovação ao seu governo após a ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de taxar os produtos do Brasil em 50% por conta do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por tentativa de golpe de Estado, no Supremo Tribunal Federal (STF). Mas, mesmo assim, o Lula 3 segue desaprovado pela maioria dos brasileiros.
Lula 3: 53% desaprovam, 43% aprovam
Na nova pesquisa Quaest divulgada ontem (16) e feita de 10 a 14 de julho, após a ameaça de Trump ao Brasil no dia 9, o Lula 3 oscilou para baixo na desaprovação: de maio a julho, foi de 57% a 53%. E cresceu na aprovação: de 40% a 43%. Ainda assim, fora da margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, o governo continua desaprovado pela maioria.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Trump incorreto para 63% dos brasileiros
Maioria mais folgada dos brasileiros é a que considera que Trump está equivocado quando fala que a relação comercial entre EUA e Brasil é injusta ao primeiro país. O que está incorreto para 63% dos brasileiros e correto para 25%, com 12% que não souberam ou quiseram opinar.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Contra o Brasil por Bolsonaro é errado para 72%
Maior ainda é o número de brasileiros que acha que Trump está errado ao impor sanções ao Brasil por conta de uma alegada perseguição a Bolsonaro. Isso está errado para a maioria expressiva de 72% dos brasileiros. Apenas 19% acham certo, enquanto 9% não opinaram.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Carta de Trump é conhecida por 66%
Enviada a Lula no dia 9, a carta de Trump com a ameaça ao Brasil é conhecida por 66% dos brasileiros, maioria incomum a temas geopolíticos. Outros 33% disseram não saber e só 1% não opinou. Perguntados se o aumento de tarifas aos produtos brasileiros afetará sua vida, expressivos 79% disseram que sim, com apenas 17% dizendo que não e 4% que não opinaram.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Para 55%, Lula provocou Trump
Há maioria também nos 55% dos brasileiros que acham que Lula provocou Trump ao criticá-lo no encontro dos Brics. Outros 31% acham que o presidente do Brasil não provocou o dos EUA, com 14% que não opinaram. Mas, nesse embate, 44% acham que Lula e o PT estão fazendo o mais certo, contra 29% que acham que Bolsonaro e seus aliados fazem o certo.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Felipe Nunes, cientista político e CEO da Quaest
Análise do especialista (I)
“Confronto com Trump ajuda governo Lula a recuperar popularidade: aprovação sai de 40% para 43% (+3) e desaprovação para de 57% para 53% (-4) entre maio e julho. Saldo negativo passa de 17 para 10 pontos”. Foi como resumiu a nova pesquisa Quaest o CEO do instituto, o cientista político Felipe Nunes.
William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE
Análise do especialista (II)
“A Quaest captou o efeito da carta de Trump a Lula (conhecida por 66% dos brasileiros) e sua elevação de tarifa aos produtos brasileiros nos EUA (prejudiciais para 79%). Entre os eleitores, 44% também consideraram Lula e o PT o lado mais certo no embate com Trump”, destacou William Campos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.
Até aqui, todas as mudanças advindas da ameaça do tarifaço de Trump são ruins à direita brasileira. Que rachou. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (REP), tentou mediar um acordo com os EUA. E foi atacado pelo deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL). Que faz lobby nos EUA, bancado pelo pai, e agradeceu a Trump por ameaçar o Brasil.
Lula melhora aprovação de governo
Ao entregar de bandeja a defesa dos interesses do Brasil à esquerda, como esta tinha entregue desde 2018 a bandeira do Brasil à direita, o resultado já começou a ser medido pelas pesquisas. Ontem, a AtlasIntel soltou uma nova, feita entre 11 e 13 de julho. Na qual Lula oscilou para cima sua aprovação popular: dos 47,3% de junho aos 49,7% atuais.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Empate técnico com desaprovação
Lula também oscilou para baixo em desaprovação na nova AtlasIntel: dos 51,8% de junho aos 50,3% de julho. Embora, numericamente, a maioria da população ainda o desaprove, há um empate técnico com a aprovação na margem de erro de 2 pontos para mais ou menos da consulta. Que ouviu 2.841 eleitores brasileiros.
Política externa aprovada pela maioria
Centrada na reação do brasileiro à ameaça de tarifaço de Trump, após esta, Lula deu um salto de 10,6 pontos, acima de qualquer margem de erro, na aprovação da sua política externa. De novembro de 2023, quando essa pergunta foi feita pela última vez na série AtlasIntel, a aprovação passou de 49,6% dos eleitores à maioria consolidada de 60,2% em julho de 2025.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
E desaprovada pela minoria
No mesmo período de 1 ano e 8 meses na série AtlasIntel, despencou em 8,4 pontos a desaprovação à política externa do Lula 3. Dos 47,3% que desaprovavam em novembro de 2023, decresceu aos 38,9% de julho de 2025. É uma minoria fora de qualquer margem de erro.
Lula melhor ao mundo que Bolsonaro
Em novembro de 2023, eram 51% dos brasileiros que achavam que o Lula 3 representava o Brasil melhor no plano internacional do que Bolsonaro. Opinião que, hoje, é da maioria expressiva de 61,1% — 10,1 pontos de crescimento. Já os que achavam o governo atual pior que o anterior no plano internacional caíram 5,5 pontos: de 44,3% aos 38,8% de hoje.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Ameaça de Trump injustificada para 62,2%
Perguntados pela AtlasIntel diretamente sobre a ameaça de Trump de taxar em 50% os produtos do Brasil, outra maioria expressiva de 62,2% dos brasileiros acha que é injustificada. Enquanto 36,8% acham justificada. Só 1% disse não saber.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Trump tem imagem negativa para 63,2%
A despeito da vitória eleitoral consagradora que teve em 5 de novembro de 2024, Trump tem hoje imagem negativa a 63,2% dos brasileiros. Desde que assumiu os EUA, em janeiro de 2025, quando tinha 52% de imagem negativa, esta cresceu 11,2 pontos. Já sua imagem positiva despencou 12,1 pontos no mesmo período: de 44% a atuais 31,9% dos brasileiros.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Mau negócio à direita no Brasil
A série AtlasIntel revela que apoiar Trump é mau negócio eleitoral no Brasil. Correlação que tende a se agravar se ele consumar a ameaça de taxação por conta do julgamento de Bolsonaro. Para quem, como Tarcísio, posou com o boné vermelho do “Make America Great Again” (Maga), isso pode se tornar material radioativo na eleição presidencial de 2026. A ver.
Cara a cara com Alexandre de Moraes no STF, em 10 de junho, Jair Bolsonaro pediu desculpas ao ministro e o convidou a ser seu vice em 2026, mesmo inelegível até 2030. Moraes declinou do convite (Foto: André Borges/EPA)
Ameaça de Trump tem resposta da PGR e nas pesquisas
A ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de tarifar em 50% os produtos do Brasil por conta do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF) surtiu efeitos. Melhorou o presidente Lula (PT) nas pesquisas e a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação Bolsonaro e mais sete por tentativa de golpe de Estado.
Pela condenação de Bolsonaro, 3 generais e 1 almirante
No final da noite de segunda (14), a PGR pediu ao STF a condenação de Bolsonaro. Que só passou a capitão do Exército na reserva. Como dos generais Braga Netto (ex-ministro da Defesa e candidato a vice de Bolsonaro), Augusto Heleno (ex-ministro do GSI) e Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa). E do almirante Almir Garnier (ex-comandante da Marinha).
Mauro Cid e os 2 civis no alvo
A PGR também pediu a condenação tenente-coronel do Exército Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, na condição atenuada de réu colaborador, com redução de 1/3 da pena. E de dois civis: o deputado federal Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin) e Anderson Torres (ex-ministro da Justiça).
Inédito na História do Brasil
Desde a sua proclamação da República, em 1889, houve vários golpes militares de Estado e tentativas na História do Brasil. Mas, nos seus últimos 136 anos, é a primeira vez que um ex-presidente, três generais do Exército e um almirante da Marinha podem ser condenados a cumprirem pena em regime fechado por atentarem contra a democracia do país.
Coluna antecipou PGR
No último sábado (12), três dias após a ameaça de Trump ao Brasil, a coluna alertou (confira aqui): “O procurador-geral da República, Paulo Gonet, entregará nos próximos dias o parecer no qual deve pedir a condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado”. Na segunda, dois dias depois, a projeção virou realidade.
Próximos passos no STF
Após o pedido de condenação da PGR, vários veículos de mídia nacional projetaram os próximos passos no STF. “O julgamento do ex-presidente e de aliados pode ocorrer entre agosto e setembro. Considerando a soma de todos os prazos, a previsão é de que todas as alegações estejam concluídas até 11 de agosto”, disse também (confira aqui) o site Metrópoles.
Projeção a setembro desde março
Desde 29 de março, sem nenhuma expressão de desejo, a coluna tinha projetado (confira aqui): “Bolsonaro será condenado por tentativa de golpe de Estado no STF. Possivelmente, em setembro deste ano, com pena que pode chegar a 40 anos de prisão”. A ameaça de Trump ao Brasil, em carta endereçada a Lula, não mudou essa projeção em absolutamente nada.
Jair Bolsonaro não vai mais apoiar Rodrigo Bacellar a governador ou Cláudio Castro a senador nas eleições de 2026 (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) decidiu que não vai apoiar mais o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), na pré-candidatura deste a governador em 2026. Nem o atual governador Cláudio Castro (PL), que deixaria o cargo até 4 de abril para concorrer a senador. Como o blog Opiniões, hospedado no Folha1, noticiou (confira aqui) na última sexta (11)
A decisão é uma resposta de Bolsonaro a Bacellar e Castro pela exoneração do ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis (MDB) da secretaria estadual de Transportes. Governador em exercício, Rodrigo exonerou (confira aqui) Washington no dia 3, sem avisar a Castro. Que, mesmo assim, anunciou (confiraaqui) no dia 10 que manteria a exoneração.
Filho de Jair, o senador Flávio Bolsonaro (PL) tentou convencer Bacellar a voltar atrás na exoneração de Washington, em almoço em Búzios no dia 4, mas não teve sucesso. Depois, com a volta de Castro ao Brasil e ao cargo de governador, Flávio chegou a obter dele a promessa da reintegração de Reis. Mas, pressionado por Bacellar e sua tropa de choque na Alerj, Castro recuou e manteve a exoneração.
Comunicado pelo filho senador da manutenção da exoneração de Washington, Bolsonaro respondeu:
— Não vou apoiar Cláudio Castro para o Senado, nem Bacellar para o governo. Pode avisar lá. Vou esperar as coisas acontecerem e decidir com calma o que vamos fazer no Rio em 2026.
Ao analisar a exoneração de Washington por Rodrigo, o blog Opiniões e a coluna Ponto Final, da Folha da Manhã, tentaram advertir (confira aqui) o político de Campos no dia 5. Em texto intitulado “Fígado x cérebro: Bacellar exonera Reis e dificulta sua eleição a governador”, foi antecipado:
— Com a exoneração de Washington, como ao cortar (confira aqui) o cofinanciamento do RJ à Saúde Pública de Campos, Rodrigo agiu como Ciro Gomes no 2º turno presidencial de 2022: com o fígado. E a maior virtude do político de Campos, sua capacidade de articulação, reside em outro órgão: o cérebro. Por este, sem Washington, o caminho de Bacellar pode ter ficado mais difícil. A ver.
Pelo visto seis dias depois, com a retirada do apoio de Bolsonaro a Castro e Bacellar, a pré-candidatura deste a governador em 2026 realmente ficou mais difícil. Mas, em relação ao atual governador, outras portas partidárias foram abertas a partir da decisão do ex-presidente:
— Segundo aliados, Castro foi procurado, nos últimos dias, por dirigentes e lideranças do PP, União Brasil, MDB, Republicanos e até do PSD de Gilberto Kassab (e também do prefeito carioca Eduardo Paes, prefeito da cidade do Rio de Janeiro e favorito em todas as pesquisas, até aqui, a governador) — noticiou (confira aqui) o jornalista Igor Gadelha, no site Metrópoles, no dia 14.
Diretor de conteúdo da Band, o jornalista Rodolfo Schneider analisou (confira aqui) ontem (15) no programa BandNews Rio 1º edição:
— Quando você acha que está como o “rei da cocada preta”, você pode dar grandes escorregões. Tem uma frase que diz: “Ninguém, além de Maria, mãe de Jesus, teve o rei na barriga”. Os que se acham melhores que os outros, no máximo, têm dentro de si gases de arrogância e prepotência. Acho que isso define bem o momento do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar. Porque, ao exonerar Washington Reis como governador em exercício, chegou onde chegou, deu no que deu.
Em contrapartida, o jornalista Cláudio Magnavita, do jornal carioca Correio da Manhã, questionou (confira aqui) no dia 14:
— Se o deputado estadual Rodrigo Bacellar é truculento e desagregador, como ele conseguiu a proeza de ser reeleito por unanimidade à presidência da Alerj, com os votos de todos os seus pares, inclusive dos deputados da esquerda?
Donald Trump, Jair Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Eduardo Bolsonaro com o boné vermelho do “Make America Great Again” (Maga) e a carapuça vestida da ameaça de taxação de 50% à venda dos produtos do Brasil aos EUA (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
“Coisa de mafiosos”: Trump apoia Bolsonaro
“Coisa de mafiosos”. Assim foi classificada a carta do presidente dos EUA, Donald Trump, enviada na quarta (9) ao presidente do Brasil, Lula (PT). A associação mafiosa dos seus termos não partiu de nenhum setor da esquerda, mas foi o título do editorial (confira aqui) do jornal O Estado de S. Paulo. Que, há 150 anos, é bastião editorial do liberalismo econômico no Brasil.
Ou dá ou desce
Na carta, Trump diz que Lula “deve acabar imediatamente” com o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF). Corte que acusa de emitir “censura a plataformas de redes sociais dos EUA”. E ameaçou: “a partir de 1º de agosto de 2025, cobraremos uma tarifa de 50% sobre qualquer produto brasileiro”.
Lula já vinha se recuperando
Como revelou a pesquisa AtlasIntel do final de junho e divulgada na terça (8), um dia antes da carta de Trump, Lula começava (confira aqui) a recuperar sua popularidade, após meses (confira aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui) de queda. E nada, a pouco mais de 1 ano e 2 meses da eleição brasileira de 4 de outubro de 2026, poderia acelerar mais esse processo de recuperação do que a carta, ou a “coisa de mafioso” de Trump.
O impacto do IOF na reação
Parte da recuperação de Lula, cujo governo a maioria do eleitor brasileiro ainda desaprova, se deu com a reação do seu governo, com vídeos de Inteligência Artificial (IA) que viralizaram na internet contra o Congresso Nacional. Porque este derrubou, em 25 de junho, o decreto presidencial pelo aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Onda do IOF, tsunami do tarifaço
A reação do Lula 3 no IOF, que se torna danosa à democracia quando classifica o Congresso de “inimigo do povo”, parece ter sido o início de uma onda. Mas a carta, ou “coisa de mafioso” de Trump, em defesa de Bolsonaro e das Big Techs, tem o potencial de um tsunami.
Reação de Lula na visão liberal
“A reação de Lula foi correta. Lembrou que o Brasil é um país soberano, que os Poderes são independentes e os processos contra os golpistas são de inteira responsabilidade do Judiciário. E, também corretamente, informou que qualquer elevação de tarifa dos EUA será seguida de elevação de tarifa brasileira, pelo princípio da reciprocidade” resumiu o editorial do Estadão.
Trump enterrou conservadores no Canadá
Quando Trump assumiu nos EUA em 20 de janeiro de 2025, os conservadores do seu vizinho Canadá tinham 20 pontos de vantagem sobre os progressistas nas pesquisas às eleições do sistema parlamentarista do país. E, após Trump tarifá-lo e ameaçar anexá-lo aos EUA, a centro-esquerda canadense virou o pleito, elegendo Mark Carney primeiro-ministro em 28 de abril.
De centro-esquerda, Mark Carney comemora sua eleição a primeiro-ministro do Canadá, após Trump tarifar, ameçar anexar o país e erodir em três meses os 20 pontos de vantagem que os conservadores canadenses tinham nas pesquisas
Do Canadá ao Brasil
A situação de Lula nas pesquisas de 2025 era bem menos desfavorável que a dos progressistas do Canadá, antes de Trump. Na AtlasIntel, Lula ficaria no empate técnico no 2º turno com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (REP); e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Mas à frente, fora da margem de erro, dos demais potenciais adversários elegíveis.
“Barata-voa” na direita tupiniquim
Só as próximas pesquisas dirão se Trump terá no Brasil o peso de meteoro que teve no Canadá. Mas já provocou um “barata-voa” na direita tupiniquim. Quem usou o boné vermelho do “Make America Great Again” pode ter problema para continuar posando de patriota. Defesa da pátria, quem diria, virou discurso da esquerda no Brasil após a ameaça de Trump.
Se Trump não amarelar, e SP de Tarcísio?
Se o tarifaço de 50% aos produtos brasileiros não for mais um blefe Taco, abreviação de “Trump Always Chickens Out“ (“Trump Sempre Amarela”) da expressão criada e popularizada nos EUA, o maior afetado pode ser o estado de São Paulo. Que é um dos poucos no Brasil que ainda tem os EUA, não a China, como maior parceiro comercial. E é governado por Tarcísio.
Taco é uma expressão criada e popularizada nos EUA pelas constantes ameaças seguidas de recuos do seu presidente, para abreviar o “Trump Always Chickens Out“ (“Trump Sempre Amarela”)
Taxação? “Obrigado, Trump”
Além de ter como governador o nome elegível mais bem avaliado nas pesquisas a presidente contra Lula, São Paulo tem como deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). Que, licenciado e autoexilado nos EUA desde 27 de janeiro, para fazer lobby bancado pelo pai, reagiu à ameaça de taxação de 50% aos produtos do Brasil: “Obrigado, presidente Donald J. Trump”.
Bombas atômicas sobre o Brasil?
No mesmo delírio subserviente, o senador Flávio Bolsonaro (PL) disse à CNN na quinta (10): “A gente vai continuar no orgulho do ‘somos brasileiros’? Na II Guerra Mundial, o que os EUA fizeram com o Japão? Lançam uma bomba atômica sobre Hiroshima. A reação do Japão? ‘Vamos resistir’. A consequência três dias depois? Uma segunda bomba atômica em Nagasaki”.
Bombas atômicas lançadas pelos EUA sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, respectivamente, em 6 e 9 de agosto de 1945, com 226 mil mortos
Do delírio à realidade da PGR e STF
Na reação real, a jornalista Malu Gaspar noticiou (confira aqui) ontem (11), em O Globo, que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, entregará nos próximos dias o parecer no qual deve pedir a condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. Gonet sinalizou a interlocutores que a carta de Trump não afetará seu trabalho. Como nada indica que afetará o STF.
Trump e Bolsonaro na visão liberal
“Esse episódio demonstra o caráter absolutamente daninho do trumpismo e do bolsonarismo. Os interesses dos EUA e do Brasil são confundidos com os interesses particulares de Trump e Bolsonaro. Não é ‘América em 1º lugar’ ou ‘Brasil acima de tudo’, e sim as ambições pessoais desses irresponsáveis”, disse o Estadão, voz do pensamento liberal no jornalismo brasileiro.
Charge do Duke
Nelson Rodrigues
Os vira-latas e os idiotas de Nelson
Politicamente conservador, Nelson Rodrigues foi o maior nome da crônica esportiva brasileira. Nesta, cunhou a expressão “complexo de vira-latas”, que designa o brasileiro com tendência de inferioridade reverente a outros países. E previu na sua crônica “A revolução dos idiotas”: “Nos coube por fatalidade uma das épocas débeis mentais e das mais espantosas da história”.
Jair Bolsonaro não vai mais apoiar Rodrigo Bacellar a governador ou Cláudio Castro a senador nas eleições de 2026 (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) decidiu que não vai apoiar mais o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), na pré-candidatura deste a governador em 2026. Nem o atual governador Cláudio Castro (PL), que deixaria o cargo até 4 de abril para concorrer a senador.
A decisão é uma resposta de Bolsonaro a Bacellar e Castro pela exoneração do ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis (MDB) da secretaria estadual de Transportes. Governador em exercício, Rodrigo exonerou Washington no dia 3 (confira aqui), sem avisar a Castro. Que, mesmo assim, anunciou ontem, dia 10 (confiraaqui), que manteria a exoneração.
Filho de Jair, o senador Flávio Bolsonaro (PL) tentou convencer Bacellar a voltar atrás na exoneração de Washington, em almoço em Búzios no dia 4, mas não teve sucesso. Depois, com a volta de Castro ao Brasil e ao cargo de governador, Flávio chegou a obter dele a promessa da reintegração de Reis. Mas, pressionado por Bacellar e sua tropa de choque na Alerj, Castro recuou e manteve a exoneração.
Comunicado pelo filho senador da manutenção da exoneração de Washington, Bolsonaro respondeu:
— Não vou apoiar Cláudio Castro para o Senado, nem Bacellar para o governo. Pode avisar lá. Vou esperar as coisas acontecerem e decidir com calma o que vamos fazer no Rio em 2026.
No dia 5, ao analisar a exoneração de Washington por Rodrigo, este blog e a coluna Ponto Final, da Folha da Manhã, tentaram advertir o político de Campos, em texto intitulado (confira aqui) “Fígado x cérebro: Bacellar exonera Reis e dificulta sua eleição a governador”:
— Com a exoneração de Washington, como ao cortar (confira aqui) o cofinanciamento do RJ à Saúde Pública de Campos, Rodrigo agiu como Ciro Gomes no 2º turno presidencial de 2022: com o fígado. E a maior virtude do político de Campos, sua capacidade de articulação, reside em outro órgão: o cérebro. Por este, sem Washington, o caminho de Bacellar pode ter ficado mais difícil. A ver.
Pelo visto só seis dias depois, com a retirada do apoio de Bolsonaro, a pré-candidatura de Rodrigo a governador em 2026 parece realmente ter ficado mais difícil.
Donald Trump e Jair Bolsonaro em 19 de março de 2019, e Lula e Cristina Kirchner em 3 e julho de 2025 (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Efeito das campanhas de IA?
A nova pesquisa AtlasIntel do final de junho (confira aqui) só pegou o início da campanha petista (confira aqui) “Hugo nem se importa”, contra o presidente da Câmara de Deputados, Hugo Motta (REP/PB), eleito com apoio do PT. Como a genérica “Congresso inimigo do povo”, tão danosa à democracia quanto chamar o Supremo Tribunal Federal (STF) do mesmo, como fazem os bolsonaristas.
Antes do apoio de Trump a Bolsonaro (I)
A AtlasIntel não pegou a troca de farpas entre Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump. Que, na segunda (7), postou em sua rede social, Truth Social: “O Brasil está fazendo uma coisa terrível com seu ex-presidente Jair Bolsonaro (…) Sua eleição (que Lula venceu no 2º turno de 2022) foi muito apertada (por 1,8 ponto dos votos válidos) e, agora, ele lidera nas pesquisas”.
Antes do apoio de Trump a Bolsonaro (II)
“O grande povo do Brasil não aceitará o que estão fazendo com seu ex-presidente. Estarei assistindo à caça às bruxas contra Jair Bolsonaro, sua família e milhares de seus apoiadores, muito de perto. O único julgamento que deveria estar acontecendo é nas urnas — isso se chama eleição. Deixem Bolsonaro em paz”, pregou Trump.
Lula rebate Trump
Lula reagiu ainda na segunda. Primeiro em nota nas redes sociais: “Somos um país soberano. Não aceitamos interferência ou tutela de quem quer que seja”. E, no mesmo dia, se pronunciou em coletiva na cúpula dos Brics, no Rio: “Este país tem lei, este país tem regra e tem um dono chamado povo brasileiro. Portanto, dê palpite na sua vida e não na nossa”.
EUA não têm Justiça Eleitoral (I)
Trump não é conhecido por seu apego à verdade. Tampouco por seus conhecimentos sobre o Brasil. Que, diferente dos EUA, tem Justiça Eleitoral. Foi através do seu Tribunal Superior Eleitoral (TSE), condenou Bolsonaro à inelegibilidade duas vezes, em 2023, até 2030. No que independe do seu julgamento no STF, ainda em curso, por tentativa de golpe de Estado.
EUA não têm Justiça Eleitoral (II)
Se houvesse algo como TSE nos EUA, provavelmente, Trump seria impedido de concorrer e se eleger novamente à Casa Branca em 2024. Após incitar seus militantes a invadirem o Capitólio, para tentar impedir a posse de Joe Biden, em 6 de janeiro de 2021. Inspirou os bolsonaristas a fazerem o mesmo na Praça dos Três Poderes de Brasília, em 8 de janeiro de 2023.
Crítica pertinente de Trump
Mesmo sem ser também conhecido por seu saber jurídico, Trump pode não estar de todo errado ao denunciar “caça às bruxas” contra Bolsonaro. Em nenhum Estado Democrático de Direito do planeta Terra, vítima pode julgar algoz. Pela parcialidade óbvia da primeira, como é o caso (confira aqui) do ministro Alexandre de Moraes no caso do qual é relator e inquisidor no STF.
Lula como Trump na Argentina
Mesmo que a defesa de Bolsonaro por Trump não mude nada no STF, Lula mostra dois pesos e medidas. Condenou Trump por se meter em decisões judiciais do Brasil e se meteu na condenação judicial de Cristina Kirchner na Argentina. Que visitou e por quem posou, no dia 3, com cartaz pela soltura. Da ex-mandatária do país vizinho, em prisão domiciliar por corrupção.
Em queda de aprovação (confira aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui) em todas as pesquisas recentes, o Lula 3 parece ter estancado a sangria. Ontem (8), foi divulgada a nova pesquisa nacional AtlasIntel. Em que a desaprovação ao atual Governo Federal oscilou para baixo, de 53,7% dos brasileiros em maio aos 51,8% do final de junho. E os que aprovam oscilaram para cima no período: de 45,4% aos atuais 47,3%.
Aprovação de governo e 2º turno
A maioria ainda desaprova o Lula 3. Mas, na margem de erro de 2 pontos para mais ou menos da AtlasIntel, é quase um empate técnico entre desaprovação e aprovação. Nas simulações de 2º turno, Lula ficaria no empate técnico contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (REP), por 47,6% a 46,9%; e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), por 48,0% a 47,5%.
Lula melhora sobre Tarcísio e Michelle
Numericamente à frente de Tarcísio e Michelle, Lula elevou sua perspectiva ao 2º turno. Entre a AtlasIntel de maio e a do final de junho, ele oscilou 2,5 pontos para cima (45,1% a 47,6%) contra Tarcísio, que oscilou 2 pontos para baixo (48,9% a 46,9%). Como oscilou 2,7 pontos para cima (45,3% a 48,0%) contra Michelle, que oscilou 2,3 pontos para baixo (49,8% a 47,5%).
Ainda é cedo
Feita com 2.621 eleitores, entre 27 e 30 de junho, a nova pesquisa AtlasIntel pegou só o início da reação do PT (confira aqui) nas redes sociais, com vídeos de IA, à derrubada pelo Congresso, no dia 25, do decreto presidencial para o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Mas só as próximas pesquisas serão capazes de dimensionar isso com precisão.
Atrás de Bolsonaro
Apesar da aparente recuperação, se a eleição fosse hoje, não daqui a 1 ano e 2 meses, Lula seguiria atrás do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Que, na consulta estimulada ao 1º turno, teve 46% de intenções de voto, contra 44,4% do petista. Como no 2º turno, Lula hoje teria 47,8% contra 48,6% de Bolsonaro, inelegível até 2030. Mas seriam dois empates técnicos.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Contra estepes da oposição
À exceção de Bolsonaro, Tarcísio e Michelle, Lula liderou fora da margem de erro todas as demais simulações ao 2º turno. Onde teria hoje grande vantagem sobre os atuais governadores de Minas Gerais, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul, respectivamente, Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (União), Ratinho Jr. (PSD) e Eduardo Leite (PSD).
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE
Análise do especialista (I)
“A nova AtlasIntel aponta Lula tecnicamente empatado com Tarcísio e Michelle. Embora numericamente atrás, o presidente também empata tecnicamente com um Bolsonaro inelegível. E, fora da margem de erro, bateria Zema, Caiado, Ratinho Jr. e Eduardo Leite”, resumiu William Passos, geógrafo com especialização doutoral em Estatística no IBGE.
Análise do especialista (II)
“Já na aprovação de governo, a AtlasIntel também aponta tendência de recuperação do governo Lula, embora a desaprovação permaneça na casa superior a 50%. Corrupção, criminalidade e tráfico de drogas e economia e inflação, na avaliação dos eleitores, continuam sendo os principais problemas do país”, concluiu o especialista.
Médico, presidente da Fundação Benedito Pereira Nunes, diretor do Hospital Escola Álvaro Alvim (HEAA) e torcedor do Fluminense, Geraldo Venâncio é o convidado do Folha no Ar desta quarta (9), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.
Independente do resultado da semifinal contra o inglês Chelsea, a partir das 16h de hoje, ele avaliará amanhã a campanha já histórica do Fluminense na Copa do Mundo de Clubes. E tentará projetar a outra semifinal, entre o espanhol Real Madrid e o francês Paris Saint-Germain, às 16h de quarta.
Geraldo avaliará a crise da Saúde Pública de Campos e dos municípios vizinhos cujos doentes atendia diariamente, gerada pela queda de braço política (confira aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui) entre o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), que cortou (confira aqui e aqui) o cofinanciamento estadual ao setor no município, e o prefeito Wladimir Garotinho (PP).
Por fim, com base nas pesquisas mais recentes, ele tentará projetar as eleições de 2026 a presidente (confira aqui, aqui e aqui), governador (confira aqui), senador (confira aqui) e deputados, daqui a pouco mais de 1 ano e 2 meses.
Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quarta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.