
Lula de Trump à operação no Rio
Especialista em História Política da América Latina, Aggio também foi indagado no Folha no Ar sobre recuperação da popularidade de Lula, de julho a outubro (confira aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), na onda do tarifaço de Trump. E sobre sua queda nas pesquisas em novembro (confira aqui, aqui, aqui e aqui), após ter chamado de “matança” a megaoperação policial do dia 28 no Rio, com 121 mortos e (confira aqui, aqui, aqui, aqui e aqui) amplo apoio popular.

A dificuldade da criminalidade
“O Lula, no início de 2025, era um político em declínio e o Trump (com o tarifaço) acende uma luz muito favorável à sua reeleição. Logo depois vem essa operação, que desmonta essa configuração benfazeja ao presidente. E revela a grande dificuldade dos governos democráticos, não só do PT, em lidar com a criminalidade”, ponderou Aggio.
Por que Lula caiu nas pesquisas?
“Nós estamos diante de um enorme desafio (na segurança pública). E, lamentavelmente, isso começa a ser trabalhado do ponto de vista eleitoral, a partir de uma lógica do tudo ou nada. Que é manifestada pela resposta da população, os pesquisados, em cair o percentual de apoio que o Lula havia conseguido (a partir de Trump)”, avaliou o historiador.
“Lula não é Jara; Lula não é Boric”
“Houve uma reunião em que quatro governadores (Tarcísio de Freitas, Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Romeu Zema) poderiam sair (a presidente em 2026) e, no 2º turno, juntam as forças. Como o que acontece no Chile agora. Só que Lula não é Jeannette Jara; Lula não é Boric. Lula tem uma popularidade alta. O que não acontece (com a esquerda) no Chile”, advertiu Aggio.
Publicado hoje na Folha da Manhã.
