
Agora queremos o Mundo!
Por Hevertton Luna
De volta ao início dos anos 2000, naquele tempo das vacas magras, me lembro do meu tio-avô Cilinho. Foi ele quem fez meu pai e meu tio torcerem para o Flamengo. E, de quebra, eu também. Era Cilinho quem contava as glórias da geração de 80, os gols de Zico, os troféus levantados, a alegria simples de ser rubro-negro.
Lembro da casa da minha bisa. Ele sentado na varanda, falando com convicção: “Quando tinha uma falta na entrada da área, era gol de Zico”. Falava da geração de ouro rubro-negra enquanto eu ouvia, quieto, sonhando, em silêncio, com algo parecido algum dia.
Agora é a nossa vez.
Para a minha geração, ainda falta o Mundo. E, tal qual um jogo de War, estamos construindo o caminho, território por território. Já conquistamos as Américas, a África, a Ásia e a Oceania. Falta a última jogada, contra o Paris Saint-Germain, para selar este ano mágico.
E, mais uma vez, vou acreditar no que não posso ver, sentir o que não posso tocar, certo de que algo de bom vai acontecer.
Tio, obrigado por ser a raiz de todo o rubro-negrismo que há em mim. Obrigado por narrar momentos históricos que me fizeram sonhar e, hoje, sentir a alegria de ter o Flamengo na alma, em cada dia da minha vida.
Seremos campeões. E sei que, de onde estiver, você sempre estará comigo.

Muito bom e muito orgulhoso de você que nunca podemos esquecer nossas raízes.