A oito meses da urna, Lula lidera cenários de 1º e 2º turno e rejeição

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Na primeira pesquisa nacional de fevereiro, do instituto Ideia, o presidente Lula (PT) liderou fora da margem de erro seis cenários estimulados de 1º turno. Mas em empate técnico com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (REP), e em um dos três cenários diferentes com o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Lula tem três empates técnicos ao 2º turno — Nas nove simulações de 2º turno, além de Flávio e Tarcísio, Lula também ficou em empate técnico com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Apesar da liderança numérica em todos os cenários de 1º e 2º turno, Lula tem outros problemas além dos empates técnicos com Flávio, Tarcísio e Michelle.

Obstáculos à reeleição — Entre todos os presidenciáveis, Lula lidera a rejeição: 44% dos brasileiros não votariam nele de jeito nenhum. E, em maiorias numéricas, 51% acham que ele não merece continuar presidente e 51,4% desaprovam seu governo.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

A exatos oito meses da urna — Divulgada hoje (4), a exatos oito meses da urna de 4 de outubro, a pesquisa Ideia foi feita de 30 de janeiro a 2 de fevereiro, com 1.500 eleitores e margem de erro de 2,5 pontos para mais ou menos. E foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08425/2026.

Lula e Flávio em empate técnico no 1º turno — Em três cenários de 1º turno com Flávio, Lula só ficou em empate técnico em um: com 38,7% de intenção de voto, 3,4 pontos acima dos 35,3% do filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Eles foram seguidos à distância pelos governadores mineiro, Romeu Zema (Novo), com 5,1%; e gaúcho, Eduardo Leite (PSD), com 3,4%.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Lula e Tarcísio em empate técnico no 1º turno — No único cenário de 1º turno com Tarcísio como candidato de oposição, Lula teve outro empate técnico no limite da margem de erro. Com 40% de intenção, ele foi seguido do governador paulista, com 35%. À distância, os acompanharam Zema, com 6,5%, e o pré-candidato a presidente do MBL, Renan Santos (Missão), com 1%.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Empates técnicos no 2º turno — Além de Flávio e Tarcísio, Michelle também ficou no empate técnico com Lula nas nove simulações de 2º turno. No qual o presidente teria 45,8% contra 41,1% do senador, diferença de 4,7 pontos. Teria 44,7% a 42,2% contra Tarcísio, diferença de 2,5 pontos. E de 45% a 40,7% contra Michelle, diferença de 4,3 pontos.

Flávio cresce no 2º turno — Apesar da diferença menor de Tarcísio para Lula no eventual 2º turno, foi Flávio quem mais cresceu no último mês. Foram 5,1 pontos entre os 36% que tinha em janeiro aos 41,1% de fevereiro no 2º turno contra o petista. Que, contra Flávio, oscilou para 0,4 ponto baixo no mesmo período: de 46,2% aos atuais 45,8%.

Lula e Tarcísio patinam no 2º turno — Na série histórica das pesquisas Ideia, Lula e Tarcísio passaram o último mês patinando no cenário de um eventual 2º turno entre ambos. O presidente oscilou 0,3 ponto para cima: de 44,4% de janeiro aos 44,7% de fevereiro. Por sua vez, o governador paulista oscilou só 0,1 para cima no mesmo período: de 42,1% aos atuais 42,2%.

Lula e Michelle oscilam no 2º turno — Já na simulação de 2º turno entre Lula e Michelle, o primeiro oscilou 1 ponto para baixo entre janeiro e fevereiro: de 46% a 45% de intenção. Enquanto a ex-primeira-dama oscilou 1,7 ponto para cima no mesmo período: de 39% aos atuais 40,7%.

William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE

Análise do especialista — “A pesquisa Ideia testou sete cenários de 1º turno e nove de 2º turno com Lula. Ao 1º turno, ele oscila entre a liderança e o empate técnico com Flávio e Tarcísio. Nos cenários de 2º turno, Lula também lidera todos, mas também em empate técnico com Flávio e Tarcísio, além de Michelle. Nesse contexto, considerando que a rejeição de Lula é a maior, bem como o empate técnico entre aprovação e desaprovação de governo, podemos dizer que a pesquisa Ideia de fevereiro de 2026 revela indefinição” resumiu William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.

 

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