STF manterá Couto governador até outubro por Lula e Paes?

 

 

Ministro de STF Flávio Dino, desembargador e governador interino Ricardo Couto, Lula e Eduardo Paes (Montagem: Joseli Matias)

 

STF mantém Couto governador

No último dia 15, o blog projetou (confira aqui): “Uma intervenção do Supremo Tribunal Federal (STF) no sentido de manter o desembargador Ricardo Couto governador do estado do Rio de Janeiro até as eleições diretas ao cargo em outubro”. Passado quase um mês, nada indica que a projeção vá se alterar nos quatro meses e 22 dias até a urna.

 

Beneficiários: Lula e Paes

A manutenção de Couto, que passou a ser bem vista pela população pelas quase duas mil exonerações que promoveu (confira aqui, aqui e aqui) na máquina estadual, tem dois beneficiários políticos: o presidente Lula (PT), pré-candidato à reeleição; e seu aliado e ex-prefeito carioca Eduardo Paes (PSD), pré-candidato a governador.

 

Lula apertado, Paes folgado

Em todas as pesquisas até aqui, as situações presentes de Lula e Paes são diferentes. O petista aparece em empate técnico com Flávio Bolsonaro (PL) num provável segundo turno (confira aqui, aqui e aqui) em todos os levantamentos. Já o ex-prefeito lidera com folga todas as pesquisas estaduais, com possibilidade de se eleger (confira aqui) em turno único a governador.

 

Como Paes pode expor Lula?

Se tivesse sua vantagem na corrida a governador encurtada pelo deputado estadual bolsonarista Douglas Ruas (PL), Paes tenderia a esconder o apoio a Lula. Que precisa encurtar a vantagem que os Bolsonaro tiveram sobre ele no RJ de 2022, para tentar compensar um encolhimento do PT no Nordeste e vencer a disputa nacional em 2026.

 

Vantagem dos Bolsonaro no RJ

No segundo turno presidencial de 2022, Jair Bolsonaro (PL) perdeu nacionalmente por apenas 1,8 ponto para Lula. Mas o venceu no RJ por 13,06 pontos: 56,53% a 43,47% dos votos válidos. Na pesquisa Quaest de abril, a vantagem se mantém (confira aqui) em 2026: Flávio tem hoje 45% de intenção no RJ, os mesmos 13 pontos à frente dos 32% de Lula.

 

Ruas fora do governo por vista de Dino

Couto é mantido governador, a despeito de Ruas ter sido eleito presidente da Alerj (confira aqui) e entrado na linha sucessória para concorrer a governador no cargo após a renúncia de Cláudio Castro (PL), por um pedido de vista no STF (confira aqui) do ministro Flávio Dino. Que era ministro da Justiça de Lula antes de ser indicado por ele ministro do STF.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Cinema sem som e com luz acesa em sala no Partage

 

Cine Araújo do Partage Campos (Foto: Divulgação)

 

É precário o preparo de pessoal do Cine Araújo no Partage Shopping. Na sessão das 13h20 de “Zico, o samurai de Quintino”, dirigido por João Wainer, primeiro começaram a exibir os trailers no último sábado (9) sem som. E, depois, a exibir o filme com as luzes acesas. As falhas sucessivas só foram sanadas após reclamações dos clientes.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Lideranças e cinema negros e eleições no Folha no Ar desta 4ª

 

(Arte: Joseli Matias)

 

Antropóloga, socióloga, professora da UFF, diretora e roteirista de curtas-metragens e militante do movimento negro, Luane Bento dos Santos é a convidada do Folha no Ar desta quarta-feira (13), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.

Ela falará das “Trajetórias de Vidas e Lutas das Lideranças Negras de Campos dos Goytacazes” como projeto de iniciação científica que coordena na UFF. E do projeto de extensão desta nas escolas públicas de Campos, usando o cinema negro brasileiro para falar de intolerância e liberdade religiosa, além da sua própria experiência como diretora e roteirista dos curtas-metragens “Memórias Trançadas” (confira aqui) e “Manifesto Omolu” (confira aqui).

Por fim, com base nas pesquisas mais recentes, Luane dará suas impressões das eleições de outubro a presidente da República (confira aqui, aqui, aqui e aqui), governador (confira aqui), senadores (confira aqui) e deputados federal e estadual do RJ.

Quem quiser participar do Folha no Ar desta quarta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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Prefeito Frederico recebe PT de Campos e Sindipetro NF

 

Tezeu Bezerra, Guilherme Cordeiro, Frederico Paes, Sergio Borges e Danilo Dutra, em reunião na tarde de hoje, no gabinete do prefeito (Foto: Divulgação)

Uma reunião da tarde de hoje aproximou o governo municipal Frederico Paes (MDB) e o PT de Campos. Com o prefeito, se reuniram o presidente municipal da legenda Danilo Dutra, e os petroleiros Sergio Borges, Tezeu Bezerra e Guilherme Cordeiro, respectivamente, coordenador geral, diretor financeiro e diretor administrativo do Sindipetro NF, todos também petistas.

Na conversa, foram elencadas possibilidades de parceria. Como a assistência aos assentados rurais do município pela secretaria de Agricultura de Campos e uma parceria técnica entre o Sindipetro NF e a Ompetro (Organização dos Municípios Produtores de Petróleo e Gás Natural da Bacia de Campos), do qual Frederico também é presidente.

Os petistas também indagaram sobre a liberação dos seus secretários e subsecretários à campanha presidencial de outubro, polarizada em todas as pesquisas entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que cada um apoiar pessoalmente. E tiveram sinal verdade de Frederico. Ele lembrou que há petistas e bolsonaristas fervorosos em sua equipe de governo. E que todos poderão apoiar quem quiserem a presidente.

Por fim, Tezeu também lembrou sobre a adequação do município à possível aprovação do Projeto de Lei Complementar nº 185/2024, que regulamenta a aposentadoria especial dos agentes comunitários de saúde e de combate às endemias. A proposta garante aposentadoria com salário integral e reajustes iguais aos da ativa aos agentes que cumprirem requisitos mínimos de idade e tempo de serviço. Frederico ficou de colocar seu chefe de gabinete, o ex-procurador Matheus José, para estudar o caso.

 

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Lula em empate técnico no 2º turno com Flávio, Ciro, Caiado e Zema

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Primeira pesquisa presidencial após o Senado recusar no dia 29 (confira aqui) o nome de Jorge Messias, feita por Lula (PT), ao Supremo Tribunal Federal (STF), o Real Time Big Data trouxe hoje a primeira pesquisa presidencial de maio, a menos de 5 meses da urna de 4 de outubro. Numericamente atrás de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, mas na margem de erro, Lula hoje teria empate técnico com outros três nomes: o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) e os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).

Segundo turno: Flávio 44% a 43% Lula —  Hoje, a exatos 5 meses e 20 dias da urna do segundo turno, de 25 de outubro, na sua simulação pela Big Data, Flávio teve 44% contra 43% do atual presidente. A vantagem de 1 ponto do filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está na margem de erro da pesquisa, de 2 pontos percentuais para mais ou menos.

Flávio cresce, Lula oscila — Na comparação da série Big Data, após a recusa da indicação de Lula ao STF no Senado, o senador Flávio teve crescimento real (acima da margem de erro) de 3 pontos sobre os 41% que tinha em março em um segundo turno contra Lula. Este, por sua vez, oscilou (dentro da margem) 1 ponto para cima dos 42% que tinha há dois meses.

Lula 43% a 43% Ciro — Atrás numericamente de Flávio no segundo turno, Lula teve na simulação deste um empate exato com Ciro Gomes: 43% a 43%. Mesmo lançado a presidente pelo PSDB, Ciro, no entanto, lidera as pesquisas para tentar voltar a ser governador do Ceará.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Lula em empate técnico no segundo turno também com Caiado e Zema — Na mesma simulação de segundo turno presidencial, Lula ficou numericamente à frente de Ronaldo Caiado (43% a 42%, 1 ponto de vantagem) e de Romeu Zema (43% a 39%, 4 pontos de vantagem, no limite da margem de erro) em empates técnicos.

Lula, acima da margem de erro no segundo turno, só de Renan —  Nas cinco simulações de segundo turno testadas pela Big Data de maio, Lula só teve superioridade além da margem de erro contra o presidenciável Renan Santos (Missão). A quem o petista bateria por 48% a 24%, 24 pontos de vantagem.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Lula lidera ao primeiro turno — Lula, no entanto, continua liderando, fora da margem de erro, todos os cenários de primeiro turno. Tanto na consulta espontânea, no qual o eleitor fala da própria cabeça em quem vai votar, revelando intenção de voto consolidada, quanto nos dois cenários de consulta estimulada, com a apresentação dos nomes dos possíveis candidatos.

Espontânea — Na espontânea ao primeiro turno da Big Data, Lula teve 31% de intenção de voto consolidada, contra 24% de Flávio, 7 pontos de vantagem. Mas, como Jair Bolsonaro, mesmo preso por tentativa de golpe de Estado, teve 3% de intenção, estes somados naturalmente a Flávio, configurariam outro empate técnico deste com Lula.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Primeiro turno sem Ciro — Nos dois cenários de consulta estimulada ao primeiro turno, sem Ciro, Lula teve 40% de intenção. Foi seguido por Flávio (34%, 6 pontos atrás), Caiado (5%), Zema (4%) e Renan (3%). Os últimos três, em empate técnico.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Primeiro turno com Ciro — No cenário estimulado de primeiro turno com Ciro, Lula caiu dois pontos, ainda na liderança fora da margem de erro, e teve 38% de intenção. Foi seguido por Flávio (33%, 5 pontos atrás), por Ciro, Caiado e Zema (com 4% cada um), e Renan (3%). Os últimos quatro, em empate técnico.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Lula e Flávio lideram também rejeição — Índice considerado fundamental à definição do segundo turno, por limitar o teto de crescimento dos dois candidatos que passam pelo turno inicial, a rejeição é liderada numericamente por Lula, com 44%. Ficou em outro empate técnico com Flávio, com 41% de rejeição, 3 pontos a menos. Em 3º lugar ficou Ciro, com 5% no índice negativo.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Lula 3 desaprovado por 52% dos brasileiros — A dificuldade à reeleição de Lula, antes e depois de o Senado rejeitar sua indicação ao STF, permanece reflexo da desaprovação popular ao seu governo. Que hoje, na Big Data, é desaprovado pela maioria apertada de 52% dos brasileiros, 10 pontos a mais do que a minoria ainda relevante de 42% que aprova. Outros 6% não souberam responder.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Dados da pesquisa — A pesquisa Real Time Big Data ouviu 2.000 eleitores, de todas as regiões do Brasil, entre 2 e 4 de maio. Com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-03627/2026.

William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE

Análise do especialista — “A Real Time Big Data de maio testou dois cenários de primeiro turno e cinco de segundo turno. Ao primeiro turno, Lula lidera por diferença entre 6 e 5 pontos. Já nos cenários de segundo turno, Lula empata tecnicamente com Flávio Bolsonaro, Ciro Gomes, Ronaldo Caiado e Romeu Zema. Já com Renan Santos, tem vantagem de 24 pontos. Ainda nos cenários de segundo turno, Flávio aparece na frente de Lula, com vantagem numérica de 1 ponto. Lula empata numericamente com Ciro Gomes, abre vantagem de 1 ponto sobre Caiado e de 4 pontos sobre Zema. Fator importante na definição do voto no segundo turno, Lula e Flávio também empatam tecnicamente na rejeição, mas Flávio aparece com vantagem de 3 pontos”, resumiu William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.

 

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Senado encomenda funeral do Lula 4 com Lula 3 ainda vivo

 

Lula e Alcolmbre trocam segredos ao pé do ouvido no tempo ainda recente em que os presidentes da República e do Senado eram aliados políticos

 

Na noite da última quarta-feira (29), Lula (PT) sofreu a maior derrota política dos seus três governos. O Senado presidido por Davi Alcolumbre (União/AP) recusou (confira aqui) a indicação do presidente da República, do seu Advogado-Geral da União (AGU), Jorge Messias, para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O que não acontecia no Brasil República desde o séc. 19.

Messias chegou a ter sua indicação ao STF aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, por 16 votos a 11. Mas não foi recebido pelo presidente da Casa, praxe quebrada que anunciava o porvir. No plenário da Câmara Alta da República, a indicação de Lula foi recusada por 42 votos contra, 34 a favor e uma abstenção.

Histórico é um adjetivo muito vulgarizado. Mas classificar como histórico o que aconteceu na noite de quarta, independe de simpatia política. Seu contexto e possibilidade foram antecipados na coluna Ponto Final (confira aqui) em 22 de novembro de 2025; portanto, exatos cinco meses e uma semana antes do fato:

“Em seu auge, nos dois primeiros governos, entre 2003 e 2010, Lula dificilmente cometeria o erro pragmático de perder as duas Casas Legislativas da República. A última vez que o Senado rejeitou uma indicação presidencial ao STF foi em 1894, há 131 anos (132 em 2026), no governo Floriano Peixoto. É um peso histórico relevante. Como Davi Alcolumbre é um relevante contrapeso presente.

Hoje improvável, a rejeição do Senado à indicação de Messias ao STF seria catastrófica a Lula na busca da reeleição (…)

Messias é o ‘Bessias’ que a divulgação da ligação da então presidente Dilma Rousseff (PT) e Lula, para tentar livrar este da Lava Jato, tornou famoso em 2016. O fato de o indicado de hoje ao STF ser tão ‘terrivelmente evangélico’ quanto André Mendonça por Jair Bolsonaro (PL) em 2021, pode ter pragmatismo eleitoral. Se mais ou menos que a pauta do Senado, o tempo dirá (…)

No mundo dos homens, parece prevalecer hoje em Lula o trauma da prisão. Pelo qual ter nomes da sua confiança pessoal no STF parece garantir um sono mais tranquilo. Às portas da cadeia, Bolsonaro (seria encarcerado horas depois, naquele mesmo dia 22 de novembro) que o diga. Mas perder o apoio do Senado, com a Câmara já perdida, pode gerar muita intranquilidade até 2026 ao atual ocupante do Palácio do Planalto. A ver.”

Pelo visto na quarta, já em 2026, logo após as duas pesquisas eleitorais divulgadas esta semana, Atlas e Nexus, indicarem que Flávio Bolsonaro (PL) tinha (confira aqui) batido no teto de intenção de voto a presidente, enquanto Lula começava, ainda que timidamente, a recuperar aprovação de governo, o Senado desceu a marreta sobre a cabeça do petista. E não faria isso com o presidente da República se projetasse a sua reeleição.

Em aliança com Flávio, entre bolsonarismo e Centrão, Alcolumbre agiu por preferir que o indicado ao STF fosse o aliado e ex-presidente do mesmo Senado, Rodrigo Pacheco (PSB/MG). Que, por incrível que pareça, é também aliado de Lula. Que trabalha para lançar o ex-senador a governador em Minas. E ter um palanque no estado em que o último que perdeu lá e conseguiu se eleger presidente foi Getúlio Vargas, em 1950.

A derrota histórica de Lula no Senado não tem só as digitais de Alcolumbre e Flávio. Por incrível que pareça, segundo os próprios governistas, o ministro do STF Alexandre de Moraes também trabalhou pela recusa de Messias. Porque este se aliou ao também ministro do STF André Mendonça, indicado por Bolsonaro e que trabalhou abertamente para tentar virar votos de senadores evangélicos de direita a favor do AGU de Lula.

Além de evidenciar o racha dentro do STF, no qual Mendonça é visto como antagonista por Moraes, ficou a didática lição à esquerda que aclamava o último como “herói da democracia”. Por quê? Porque foi vítima e algoz, na transposição do limite entre justiça e justiçamento, da tentativa de golpe de Estado de Bolsonaro. A despeito de Moraes ter sido indicado ao STF pelo ex-presidente “golpista” Michel Temer (MDB).

E por que Mendonça é visto como opositor por Moraes na mais alta Corte da República? Porque o primeiro assumiu no STF a relatoria do escândalo do Banco Master. No qual estão enfiados até o pescoço não só Moraes, cuja esposa recebeu módicos R$ 80,2 milhões do Master por supostos serviços de advocacia, como seu colega de toga Dias Toffoli.

Reprovado duas vezes em concurso para juiz de primeira instância em São Paulo, Toffoli foi indicado ao STF por Lula em 2009. Por quê? Porque também tinha sido antes seu AGU. Antes de Toffoli ter sido expelido da relatoria do caso Master no STF pela opinião pública em fevereiro deste ano, o resort Tayayá, da sua família, no Paraná, teve uma parte adquirida por um fundo ligado ao Master, por também módicos R$ 35 milhões.

Como meia Brasília, de ministros do STF a grandes nomes do Centrão ao PT, Alcolumbre também está ligado ao Master. Presidido em 2024 por seu aliado e ex-tesoureiro de campanha, Jocildo Lemos, e com seu irmão Alberto Alcolumbre no Conselho Fiscal, o Amapá Previdência (Amprev) investiu também módicos R$ 400 milhões do dinheiro dos seus servidores estaduais no hoje falido Master.

Noves fora qualquer juízo moral, foi o Master, estúpido!

Lula sempre foi conhecido pela inteligência política. E sua insistência com Messias ao STF pode ter sido tudo, menos inteligente. Atributo que, em seu desfecho histórico na quarta, não faltou a Alcolumbre, a Flávio e, quem diria, ao “herói da democracia” Moraes. Com novo episódio no Congresso na quinta (30), que derrubou (confiar aqui) o veto de Lula ao PL da Dosimetria, a favor dos condenados no STF por tentativa de golpe de Estado.

O Senado encomendou o funeral de um Lula 4 com o Lula 3 ainda vivo. Como fez em 1894, quando recusou a indicação de Barata Ribeiro, hoje nome de rua em Copacabana, ao STF e sedimentou naquele mesmo ano o fim do governo do “Marechal de Ferro” Floriano Peixoto. No Brasil de 132 anos depois? Saberemos nos próximos cinco meses e poucos dias, até o voto popular de outubro.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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