Como a Folha antecipou, Bacellar chega a 2026 como governador

 

Thiago Pampolha, Rodrigo Bacellar e Cláudio Castro (Foto: Facebook de Rodrigo Bacellar)

 

 

Como a Folha antecipou, Pampolha sai para Bacellar

“Pampolha mais perto da renúncia e Bacellar de vir a governador no cargo”. Foi o título da matéria (confira aqui) do blog Opiniões, no dia 9. Que explicou: “Thiago Pampolha (MDB) deve renunciar ao cargo de vice-governador. Para o governador Cláudio Castro (PL) renunciar e concorrer a senador em 2026. Quando Rodrigo Bacellar (União) deve vir a governador já no cargo”.

 

Acordo detalhado 10 dias antes

“Além da nomeação a conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), em 19 de maio, Pampolha receberia também a Cedae”. Foram os termos do acordo revelados pela Folha no dia 9. Que, no dia indicado da segunda-feira de 19 de maio, foi confirmada (confira aqui) 10 dias depois de ser aqui antecipada, com a nomeação de Pampolha ao TCE.

 

Wladimir: “Rodrigo, eu não vou te apoiar”

Além da confirmação de Pampolha no TCE, a segunda também foi marcada por uma declaração do prefeito Wladimir Garotinho (PP). Que disse sobre a possibilidade de apoiar o presidente da Alerj a governador: “Rodrigo, eu não vou te apoiar. Não adianta você me pedir, pressionar, porque não vou te apoiar. Pronto, se alguém tinha dúvida, já está dito”.

 

Provocação e recibo pago

Feita na inauguração das obras do Bairro Legal no Jardim das Acácias, no Parque Guarus, a declaração de Wladimir teve contexto. Misturados a populares, três cabos eleitorais do vereador Marquinho Bacellar (União), irmão de Rodrigo, teriam provocado o prefeito. Que teria identificado a origem das provocações. E pagou recibo.

 

Bruno Dauaire tenta apaziguar

Secretário de Habitação de Castro e deputado estadual licenciado, Bruno Dauaire (União), dedicou o dia de ontem a tentar botar panos quentes na situação. Aliado de Wladimir, mas também de Rodrigo, ele foi se encontrar com este na Alerj. Para passar o contexto da isca que teria sido jogada e mordida no Jardim das Acácias.

 

Cupido com taxa de insalubridade

Em entrevista ao Folha no Ar de 28 de março, Bruno se assumiu como casamenteiro político (confira aqui) entre Wladimir e Rodrigo para 2026. Mas admitiu, aos ouvintes da Folha FM, a dificuldade na tarefa: “Meu papel de cupido, que foi sempre equilibrar essas duas pessoas (Wladimir e Rodrigo), cada qual com as suas características peculiares”.

 

RJ represa Saúde de Campos?

Já na última sexta (16), foi a vez de Wladimir dizer (confira aqui) em entrevista ao Folha no Ar: “Ano passado, a expectativa de receita do Fundo de saúde do Estado a Campos era R$ 150 milhões. Sabe quanto foi pago? 27 milhões. E só foi pago porque eu tive que ir à Justiça. Este ano, até agora, não veio um centavo do Fundo Estadual de Saúde para Campos”.

 

Mídia carioca três dias depois da Folha

Três dias depois, ao noticiar a declaração de Wladimir na segunda, a jornalista carioca Berenice Seara (confira aqui) reproduziu: “O prefeito reclama da falta de repasses do estado ao município. Diz que a média era de R$ 150 milhões por ano à Saúde de Campos. Mas que no ano passado recebeu só R$ 27 milhões, e porque judicializou. Este ano, até agora, nada”.

 

“Especialista em derrotar Bacellar”

Antes do Jardim das Acácias na segunda, Wladimir também aproveitou o Folha no Ar da sexta anterior para alfinetar Rodrigo. Quando disse, falando de si como possível candidato a governador, ou a vice-governador numa chapa encabeçada pelo prefeito carioca Eduardo Paes (PSD): “Rapaz, você é especialista em derrotar Bacellar, você tem que ser candidato”.

 

Em 2020, 2022 e 2024

“Eu venci dele (Bacellar) em 2020, quando ele lançou Bruno Calil (a prefeito). Eu venci em 2022, ele candidato (a deputado estadual) contra Bruno Dauaire (União), que ganhou dele (em Campos). E ele, agora (em 2024), lançou (a prefeita) a Madeleine (União) e eu também ganhei”, disse Wladimir na sexta, no microfone da Folha FM 98,3.

 

Garotinho indica Bacellar com Bolsonaro

Já na segunda, após ser confirmada a indicação de Pampolha ao TCE que a Folha antecipou, quem acionou sua metralhadora giratória foi (confira aqui) o ex-governador Anthony Garotinho, pai de Wladimir. Ele criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL). E indicou que, além de concorrer a governador no cargo, Rodrigo pode ter, como busca, o apoio do clã do ex-presidente em 2026.

 

Coerência política?

“Sinceramente não sei onde Flávio Bolsonaro quer levar seu pai. O grupo político se formando no Rio é o que há de pior na política do estado. Quem vai acreditar em honestidade, amor pátria, em família, com Bacellar candidato a governador e Castro a senador?”, questionou Garotinho. Que começou na política no antigo Partido Comunista do Brasil (PCB), no PT e PDT.

 

Castro sai em outubro, abril ou janeiro?

Enquanto Garotinho atira, o jornalista Lauro Jardim, ontem (20), em O Globo, tratava (confira aqui) de quando Bacellar assumirá como governador: já em outubro deste ano, como ele quer; no prazo legal de abril de 2026, como quer Castro; ou o meio-termo de janeiro do próximo ano? Não é sábio duvidar que o obstinado político de Campos conseguirá mais uma vez o que quer.

 

Pezão 2014, Castro 2022 e Bacellar 2026?

Wladimir está certo. As três últimas eleições mostraram que ele é mais popular em Campos do que Rodrigo. Como Eduardo Paes é na cidade do Rio de Janeiro. Mas, lembrado o caso de Luiz Fernando Pezão (MDB) em 2014 ou o do próprio Castro em 2022, eleitos governadores por concorrerem já sentados na cadeira, Bacellar entra com força no jogo para 2026.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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