Desembargador federal preso na Unha e Carne de Bacellar

 

Celular apreendido do presidente afastado da Alerj Rodrigo Bacellar, preso no dia 3 pelo STF e solto no dia 9, levou a PF à prisão ontem (16) do desembargador do TRF 2 Macário Ramos Júdice Neto (Montagem: Joseli Matias)

 

 

Desembargador federal preso

Ontem (16), na operação Unha e Carne 2, o desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF 2) Macário Ramos Júdice Neto foi preso (confira aqui) pela Polícia Federal (PF). Porque teria vazado ao ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar (União) informações sobre a prisão do ex-deputado TH Joias. Este, preso em 3 de setembro por associação com o Comando Vermelho.

 

O fio da meada

Por ter repassado informações sigilosas a TH Joias e o orientado na eliminação de provas, Bacellar foi preso e afastado da presidência da Alerj (confira aqui) em 3 de dezembro, na operação Unha e Carne 1. Com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes à frente do caso, ontem a Unha e Carne 2 prendeu o desembargador que teria sido a fonte da informação.

 

Ligação revelada desde o dia 6

No último dia 6, o blog Opiniões revelou (confira aqui) a relação do desembargador do TRF 2 Macário Júdice Neto com o caso que gerou a prisão de Bacellar: “Moraes sinalizou que a investigação terá desdobramentos. Ele pediu o compartilhamento de informações da Operação Oricalco. Que, pelo menos publicamente, ainda não aconteceu. O processo está no TRF 2 e corre sob sigilo”.

 

O que pode vir pela frente? (I)

“‘Ao desembargador relator Júdice Neto (solicito) o compartilhamento de todos os elementos de convicção angariados em todos os procedimentos e processos relacionados à operação Oricalco’, pediu Moraes. Além de Bacellar, outros cinco deputados da Alerj seriam alvo da PF”, adiantou o blog no dia 6. Agora, com Macário preso e Moraes na cola, a coisa tende a andar.

 

Celular de Bacellar fez 1ª vítima

Pois ontem (16), exatos 10 dias depois, Moraes determinou a prisão de Macário. O desembargador federal parece ter sido a primeira vítima do celular de Bacellar, apreendido pela Polícia Federal (PF) na sua prisão. Como o blog Opiniões também advertiu no dia 6:

 

O que pode vir pela frente? (II)

“Preso após ser convidado pelo superintendente da PF no RJ, delegado Fábio Galvão, para uma reunião no dia 3, Bacellar teve também apreendidos R$ 91 mil em espécie que levava em seu carro blindado. Como o seu celular pessoal. Cujo conteúdo é temido por muitos na cúpula política fluminense. E tem o poder de ser o definidor eleitoral (e policial) do RJ”. Dito e feito.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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