Após prisão por celular, três celulares de Bulhões apreendidos

 

À esquerda, chefe de gabinete de Bacellar exonerado ontem do cargo na Alerj, Rui Bulhões sai da Superintendência da PF no Rio após ter três celulares apreendidos pela PF em sua residência (Foto: Henrique Coelho/G1 Rio)

 

 

Macário a Bacellar: “Te amo”

A intimidade das conversas entre Bacellar e Macário, revelado ontem (confira aqui) pela PF, deixou o parlamentar campista, licenciado (confira aqui) após liberado da prisão (confira aqui e aqui) pela Alerj, e o magistrado preso em situação delicada.  Em outubro, Macário enviou a Bacellar: “Te amo”. O então presidente da Alerj respondeu: “Deus te abençoe irmão. Sou teu fã”. O magistrado reforçou: “Recíproco”.

 

Histórico do desembargador

Em 2005, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) abriu processo criminal (confira aqui) contra Macário para apurar fraudes em sentenças e envolvimento com a máfia dos caça-níqueis do Espírito Santo. Ele foi afastado das funções à época. Cerca de 10 anos depois, o plenário do TRF 2 o aposentou compulsoriamente. Mas a decisão foi revogada pelo… Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

 

Mais celulares apreendidos

Conhecido em Campos pelo trabalho anterior como personal trainer, antes de ascender com o grupo de Bacellar, Rui Bulhões também foi alvo da operação Unha a Carne 2. Chefe de gabinete do ex-presidente da Alerj, ele foi exonerado do cargo ontem. Alvo de busca e apreensão da PF, teve em sua residência três celulares apreendidos.

 

Aflição entre 2025 e 2026

É princípio de qualquer Estado Democrático de Direito: “Todos são inocentes até que se prove em contrário”. Mas quem estiver em conversas pouco republicanas em todos esses celulares apreendidos pode passar as festas de final de ano com a aflição de, no lugar do Papai Noel, ter agentes da PF batendo à porta da sua casa. Sem que nada, até aqui, indique um 2026 melhor.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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