Sem ajuda do município, PM não consegue conter bandalha no Pq. Tamandaré

Diante da passividade dos órgãos fiscalizadores do poder público municipal, como a Guarda Civil e a superintendência de Postura, a bandalha generalizada se repete impunemente na rua Pero de Góis, no Parque Tamandaré, em todos as noites e madrugadas de eventos na boate Luxx. Antes restrita aos finais de semana, os potentes sons dos carros parados na rua pelos frequentadores da casa noturna agora também perturbam o sono do bairro residencial nas noites de quarta e madrugadas de quinta. Como foi flagrado em vários vídeos na noite de ontem (22) e madrugada de hoje (23).
Diferente do que ocorria no governo Rosinha (hoje, Patri), a Guarda Civil Municipal (GCM) na gestão Rafael (Cidadania) tem se mostrado durante três anos incapaz de enviar uma única viatura ao local, para tentar resolver o problema que se arrasta. A ausência de fiscalização da GCM se repete em todas as noites e madrugadas em que não residentes do Tamandaré formam filas duplas, às vezes até triplas, nas duas vias da Pero de Góis. E as interditam parcial ou totalmente.
Já a Postura se limita a informar que sua responsabilidade é sobre o som da Luxx, cujo funcionamento autoriza a cada novo evento. Brecha explorada por quem aprendeu — ou foi ensinado — a seguir interrompendo impunemente o sono de todo um bairro residencial. Para lucrar com isso. Toda noite de evento, como um fogueteiro do tráfico, o ronco alto do motor de uma moto passa para dar sinal verde à bandalha dos carros da clientela da boate.
Único órgão fiscalizador do poder público a demonstrar interesse com a reincidência do problema, a Polícia Militar (PM) tem enviado viaturas ao local, sobretudo sob comando do tenente-coronel Henrique no 8º BPM. Quando elas cruzam a Pero de Góis, os carros dos frequentadores da boate abaixam o som, que voltam a aumentar ao máximo volume, tão logo a presença policial se afasta.
O mesmo ocorreu na madrugada de hoje com um veículo parado na contramão na Pero de Góis. Que abaixou o som quando duas viaturas da PM passaram no local, mas permaneceu com o carro estacionado na contramão.
Confira abaixo os vários flagrantes de vídeos com os carros da clientela da Luxx, que transformam as noites e madrugadas de um bairro residencial em baile funk a céu aberto. E é silenciado, apenas momentaneamente, quando passam as viaturas da PM:
Confira nos flagrantes abaixo o som alto do carro parado diante à boate Luxx, na contramão da Pero de Góis. Que silencia o som quando passam duas viaturas da PM, cuja presença é saudada com um “Oi!” por quem permanece impunemente com o veículo parado na contramão:

Informado na noite de ontem da reincidência dos ilícitos cometidos pelos frequentadores da boate Luxx, o comandante da PM em Campos, tenente-coronel Henrique, determinou envio de viaturas ao local. Após receber hoje os vídeos com as duas viaturas que passaram pela madrugada no local, permitindo que o veículo permanecesse parado na contramão, ele esclareceu:
— Eu vi essa filmagem das viaturas passando pelo carro parado na contramão. Na realidade, não percebi som alto quando as patrulhas passaram. Percebi que eles falaram alguma coisa, não sei se com o condutor, mas com as pessoas que estavam próximas do veículo. Isso não é desculpa, mas esse tipo de infração, estacionamento na contramão da direção, ela é uma competência do município. Não estou dizendo que a gente não possa melhorar nada, que não podemos fazer nada. Mas os demais poderes públicos têm que comparecer, têm que se fazer presentes também. A Guarda Municipal tinha que ter ido lá, infracionado. Tá complicado de ir sozinho? Pede o auxílio da Polícia Militar. Mas nós estamos aqui para atender. E vamos ajustar os processos. Mas a Polícia Militar não vai ser a única ferramenta para acabar com esse problema. Somos apenas um elo, para conseguir com os demais órgãos, para poder ajudar os moradores. Quando fui comunicado, mandei a viatura lá naquela mesma hora.









“1917”
Motivo de crítica por Luiz Fernando Veríssimo em “Dunkirk” (
Ganhador dos Oscar de melhor diretor e melhor filme por “Beleza Americana” (2009), filme de estreia de Sam Mendes e clássico recente do cinema, o diretor inglês traz em “1917” uma comentada novidade estética: seu novo filme é todo em plano-sequência, sem cortes. Outro inglês, o mestre Alfred Hitchcock já havia feito isso em “Festim Diabólico” (1948), todo filmado dentro de um apartamento. Ao levar a ousadia técnica a campo aberto, Mendes foi agraciado com o Globo de Ouro de melhor diretor em 5 janeiro. É sempre um forte indicativo ao Oscar, que será entregue em 9 de fevereiro.
“PARASITA”
Questão emblemática desde sempre no conceito marxista da “luta de classes” — que o excelente roteiro sul-coreano não busca nivelar no proletariado, apenas tomar o lugar do patrão —, o “cheiro do povo” tem sua universalidade independente de Ocidente e Oriente, hemisférios Norte ou Sul. É ele que ativa o turning point contundente da história, ao transformar uma comédia na mais extremada tragédia. Tragédia no sentido grego do termo, que não serve de base ao Extremo Oriente, não de fazer tragédia. De fato, esse “cheiro do povo” evoca uma frase marcante de um bom filme brasileiro, “Linha de Passe” (2008), dirigido por Walter Salles Júnior e Daniela Thomas, sobre desigualdades sociais muito semelhantes: “Olha pra minha cara, porra!”.
Com suas surpresas subterrâneas, “Parasita” talvez seja um filme ainda mais revolucionário e marcante do que o frenético “Oldboy” (2003), de Park Chan-wook. Foi com ele, numa leitura oriental de Tarantino em suas bases no cinema de kung-fu de Hong Kong, que a Coréia do Sul impactou o mundo do cinema no novo milênio. Se não dedicado à violência estilizada de “Oldboy”, o sangue derramado em “Parasita” pode chocar ainda mais. Tanto quanto a antológica cena da jovem e bela mulher sentada sobre a privada que regurgita esgoto durante uma inundação no porão onde habita, enquanto fuma seu cigarro “mentolado” de fezes. E é choque necessário para tirar o espectador de classe média da sua zona de conforto, em qualquer parte do mundo.


Em mais um episódio de espantosa gravidade, o País foi dormir na quinta-feira e acordou na sexta assombrado por um pesadelo: num vídeo de composição macabra, o então secretário nacional de Cultura, Roberto Alvim, recitava com excitação indisfarçada e olhos vidrados um texto com trechos copiados de Joseph Goebbels, o mais fanático dos ideólogos do nazismo, que foi com Hitler até o final e morreu e matou a mulher e os seis filhos para não fazer nenhuma concessão e não abdicar da ideologia mortífera que ajudou a implementar.







