Rafael Diniz: “Alberto Dauaire é uma grande perda para toda nossa região”

Rafael Diniz (boneco)
Vereador Rafael Diniz

 

 

“Com certeza uma grande perda para toda a nossa região, pois Alberto Dauaire era uma figura expressiva, sempre em defesa dos interesses dos municípios do Norte Fluminense, mas especialmente de sua amada cidade São João da Barra. Não poderia deixar de citar a grande amizade dele com meu avô Zezé Barbosa, o que só nos faz sentir ainda mais a sua partida. Nossos sentimentos a toda família”.

 

Rafael Diniz (PPS), vereador e pré-candidato a prefeito de Campos

 

 

 

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Pezão: “O Estado do Rio perdeu um grande político”

Governador licenciado Luiz Fernando Pezão
Governador licenciado Luiz Fernando Pezão

 

“Alberto Dauaire era um grande amigo e um companheiro de muito tempo. Conhecemos-nos em 1982, quando entrei na política. O Estado do Rio perdeu um grande político”.

 

Luiz Fernando Pezão (PMDB), governador licenciado do Estado do Rio de Janeiro

 

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Fernando Leite: “Alberto Dauaire tinha a fleuma dos lordes ingleses”

Ex-deputado estadual Fernando Leite (foto: reprodução de Facebook)
Ex-deputado estadual Fernando Leite (foto: reprodução de Facebook)

 

 

 

“Alberto Dauaire tinha a fleuma dos lordes ingleses. Até sua figura física lembrava esse traço de sua personalidade política. Era discreto, elegante, falava manso. Quando eu cheguei na Alerj, em 1990, encontrei no jardim frontal do prédio anexo, uma placa que fazia referência aos seus sete mandatos consecutivos. Tratávamos-nos com cordialidade. Encaminho meus sentimentos à família”.

 

Fernando Leite (sem partido), jornalista, poeta e ex-deputado estadual

 

 

 

 

 

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Paulo Feijó: “Alberto Dauaire cumpriu sua missão como político, homem, pai e avô”

Deputado federal Paulo Feijó (foto: divulgação)
Deputado federal Paulo Feijó (foto: divulgação)

 

“Alberto teve toda uma vida dedicada à política. Era uma homem educado, habilidoso, jeitoso no trato pessoal, e de grande espírito público. Acho que sou um dos poucos que posso falar que fiz campanha com ele, com seu filho Betinho Dauaire (PR) e seu neto Bruno Dauaire (PR). Então, tive a oportunidade de ter uma ligação muito grande, pessoal e politicamente, com ele e sua família. Alberto vai deixar saudade em todo mundo, mas deixa seu legado de dedicação e honradez na vida pública. Cumpriu sua missão como político, homem, pai e avô”

 

Paulo Feijó (PR), deputado federal

 

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Moreira Franco: “Alberto Dauaire é uma perda para todo o Estado do Rio”

Nos tempos de Moreira governador, Zezé Barbosa prefeito de Campos e Alberto Dauaire deputado estadual (foto: arquivo de família)
Nos tempos de Moreira governador, Zezé Barbosa prefeito de Campos e Alberto Dauaire deputado estadual (foto: arquivo de família)

 

“Alberto foi um grande deputado estadual. Foi secretário estadual tanto do antigo, quanto do novo Estado do Rio. Ao longo da sua vida soube personificar a tradição política do Norte do Estado. Sempre foi muito fiel ao MDB, depois ao PMDB. Esteve entre aqueles que desenharam o desenvolvimento sócio-econômico do seu município e da sua região. É uma perda para todo o Estado do Rio não poder mais contar com homens públicos com a fidelidade e a integridade de Alberto Dauaire. Por isso, meu abraço afetuoso a toda sua família”.

 

Moreira Franco (PMDB), ex-governador, ex-ministro da República e presidente da Fundação Ulysses Guimarães

 

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Morre o ex-deputado Alberto Dauaire

Ex-deputado Alberto Dauaire
Ex-deputado Alberto Dauaire

Acabou de falecer nesta manhã de sexta-feira (08/04) o ex-deputado estadual Alberto Dauaire, de 89 anos. Ele estava internado na UTI do Hospital Dr. Beda, desde 29 de fevereiro, com uma infecção pulmonar. O velório será a partir das 13h, na capela mortuária diante ao Cemitério de São João da Barra, onde ocorrerá o entrerro, às 17h. O prefeito de São João da Barra, José Amaro Martins de Souza, o Neco (PMDB), decretou luto oficial no município por três dias.

Chefe do clã dos Dauaire, pai do ex-prefeito sanjoanense Betinho Dauaire (PR) e avô do deputado estadual Bruno Dauaire (PR), Alberto é considerado uma lenda da política fluminense. Ex-vereador por três mandatos e ex-prefeito em São João da Barra entre as décadas de 50 e 60 do século passado, ele teve sete mandatos consecutivos de deputado estadual, de 1966 a 1995. Foi também secretário estadual de Assistência Social e Trabalho, na gestão Jeremias de Matos Fontes (1968) no antigo Estado do Rio, e na antiga pasta da Viação (responsável pela atual DER), no governo Leonel Brizola (1983).

“Meu pai foi um homem que viveu a vida pública por completo, se doou até o final à causa pública. Seu legado é o da honestidade, do comprometimento com a causa púbica e a valorização da família”, ressaltou o ex-prefeito Betinho Dauaire, ainda consternado pela perda.

Alberto era casado com Maria Thereza, com quem teve dois filhos, Betinho e Cacá. Era avô de Bruno, Bebeto, Guilherme e Gustavo e bisavô de Antonia e Maria.

 

Atualização às 11h30 para acréscimo de informações do velório e entrerro.

Atualização às 11h35: O primeiro na Folha Onine a noticiar, aqui, a morte do ex-deputado Alberto Dauaire, foi o jornalista Arnaldo Neto.

 

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Por que tanto medo da Lava Jato?

Ponto final

 

 

Por que tanto medo?

Depois da quarta sessão da Câmara Municipal esvaziada ontem numa nova manobra rosácea para evitar o debate sobre o envolvimento dos Garotinho (pai, prefeito de fato; mãe, de direito; e filha deputada) na lista de doações da empreiteira Odebrecht, na operação Lava Jato, a pergunta de qualquer um capaz de somar dois com dois e projetar o quatro ao final da equação, é uma só: por que tanto medo?

 

Exposto ao ridículo

Bem verdade que, no afã de agradar o líder do seu grupo político, seus seguidores acabam expostos publicamente ao ridículo. Caso contrário, como explicar que o próprio presidente da Câmara, vereador Edson Batista (PTB), tenha se dado ao trabalho de tentar negar, desde terça (05), a manobra governista que no mesmo dia impediu a realização da sessão, sendo obrigado a repeti-la menos de 24 horas depois, expondo-se ao constrangimento público da sessão igualmente esvaziada de ontem (06)?

 

Preço da defesa

Nos bastidores, dois motivos fáticos surgem para explicar a aparente covardia governista. O primeiro é que, em ano eleitoral, os vereadores não vão para um debate desgastante, tentando proteger seus líderes da citação na Lava Jato, que tem amplo apoio popular, sem levar nada em troca. E, numa Prefeitura inexplicavelmente falida como a de Campos, fica mais difícil de “ajudar” aqueles cuja ajuda se faz necessária.

 

Cor de sangue

O segundo motivo é que, além dos “honorários” da defesa, falta ainda sua forma. Consta que o líder governista Mauro Silva (PSDB) foi levar ao líder (e prefeito) de fato a demanda pela organização da tática de defesa. Só que, afora ameaçar com processos quem nãos os teme, Garotinho ainda não teria definido quem vai dizer o quê. Assim, à covardia de se fugir de quatro sessões seguidas, soma-se entre os vereadores garotistas uma outra, talvez ainda pior: aquela de quem não tem coragem para falar do vermelho com alguém que sangra.

 

Publicado hoje (07/04) na Folha da Manhã

 

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Guilherme Carvalhal — Orgulho de Mãe

Carvalhal 06-04-16

 

 

Talvez a distância do filho produzisse uma relação melhor do que se convivessem próximos. Constatar o mérito dele naquele terno impensável anos atrás encheria qualquer mãe de orgulho, caso o tivesse criado ao seu lado, acompanhando seu passo a passo cotidiano, vendo os dentes de leite crescer, acolhendo-o em suas dificuldades na escola ou nas decepções com a primeira namorada. O orgulho dela, estranhamente, se redobrava, potencializado seu amor materno em decorrência do afastamentos precoce.

Imiscuída entre convidados desconhecidos, peixe fora d’água entre as finezas tão alheias a ela, ao longe averiguava o calor da mãe adotiva, o olhar igualmente contente por suas conquistas, a expressão feliz de quem cumpriu perfeitamente a tarefa na condução do filho ao longo da vida, guiando-o pelos caminhos obscuros até ele atingir certo grau de maturidade, no qual soltou sua mão para trilhar sozinho os seus passos. Embarcava de gaiata entre comensais com suas taças de espumante e garçons com acepipes nomeados por palavras nunca antes ouvidas — o mundo no qual seu menino embarcava.

Aquela mãe substituta não a incomodava, não provocava inveja nem nenhum reação negativa. Não lançava sobre ela ranhuras de alma em busca de cicatrização pelo embate violento ou pela injúria, comedida em sua simplicidade honrada. Pelo contrário, comparava-se a ela e nela enxergou as competências não presentes em si mesma, a segurança, a estabilidade material e emocional, a dedicação paciente. Delegou-a a função com propriedade: suas características a tornavam uma mãe bem mais eficiente. E abdicou de suas atribuições sem prejuízo.

Ao longo da vida, testemunhou alguns momentos do rapaz, perdida entre os muitos observadores, mais uma na multidão sem nenhum valor especial perante ele. Quando levou a medalha de ouro no judô, lá ela mordia os próprios dedos em nervosismo. Quando saiu a aprovação no vestibular, ela se estabanou com o celular na mão querendo acessar o resultado online e naquela noite se ajoelhou diante da Virgem agradecendo por concretizar suas preces. E, agora, presenciava o rompimento maior, apenas esperando vê-lo mais e mais realizado futuramente.

Em outras mulheres na sua situação, os sentimentos tenderiam a um pêndulo. A maioria se arrependeria de suas escolhas passadas e se ajoelharia diante do filho pedindo perdão pelo abandono, recebendo sua cara trunfada como resposta, revertendo alguma mácula de indesejado remoída intimamente. A minoria abortaria afetivamente a criança, rompendo-a de sua memória, lançado o embrião intangível na privada para depois dar descarga.

Já ela enchia o peito pela congruência do destino. Lançou suas fichas há pouco mais de duas décadas e agora recebia o prêmio por sua aposta. Não se lamentava, tampouco esquecia. Mantinha acesa a chama de seu afeto materno, alimentada cotidianamente pela memórias e pela esperança. A mãe adotiva o abraçava e ela sabia de seu merecimento em cada pequeno alento. Saía dali com uma forte sensação de dever cumprido, agora que finalmente soltava a mão de seu filho.

 

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