Artigo do domingo — “Ou dá, ou desce” a meio milhão de campistas

Ou-dá-ou-desce

 

Uma mosca que estivesse presente na famosa “casinha na Lapa que papai deixou”, entre a noite do último domingo (23/03) e a madrugada seguinte de segunda, teria várias histórias para contar. E muitas foram as moscas presentes que zumbiriam, fora e depois dali, tudo que foi discutido na tensa reunião de mais de cinco horas, entre o deputado federal e pré-candidato a governador do PR, Anthony Garotinho, e quase todos os vereadores da base da prefeita Rosinha (PR).

Assim como faz na Câmara, onde se esforça para dar a aparência mínima de razão, até na defesa do indefensável, o líder da bancada governista Paulo Hirano (PR) foi o porta-voz do descontentamento generalizado dos vereadores da situação. Além de todos, sem exceção, julgarem estar sendo pouco valorizados, seja nas benesses do Executivo municipal, seja nas pretensões de muitos deles de se candidatarem a cargos mais altos em outubro, Hirano também se queixou da desorganização do governo Rosinha até para lhe municiar das informações necessárias para defendê-lo.

E o nível de organização no qual a coisa se encontra foi atestado por quem, de fato, toma todas as macro-decisões administrativas na Prefeitura de Campos. Confrontado com a cobrança dos vereadores, Garotinho se queixou de não ter sido procurado por nenhum deles, durante o atraso da votação de 7% de aumento dos servidores municipais, na sessão da Câmara do último dia 19 (relembre aqui). Se fosse, alegou que poderia ter concedido um reajuste maior de 10%. Ao que Hirano respondeu: “Porque muitas vezes eu ligo e você não atende, Garotinho”.

Mais que a engolida em seco de quem falou o que quis e ouviu o que não quis, como o aumento de 10% acabaria sendo finalmente anunciado (aqui) na última sexta (28/03), pelo casal Garotinho, na solenidade do Cepop para comemorar os 179 anos do município, fica a pergunta óbvia: por que cargas d’água (como aquelas que naquele mesmo dia inundariam a cidade) o reajuste de 10% não foi proposto desde o início, para ser aprovado pelo mesmo rolo compressor governista que nove dias antes havia imposto apenas 7%, sob protesto inútil dos quatro vereadores de oposição? Erro de cálculo? Incompetência? De quem?

De qualquer maneira, para se consumar a correção tardia e travestida de bondade com o servidor, que palco melhor do que Cepop, símbolo maior do desperdício do dinheiro público de Campos? Afinal, não é lá que ocorrerá, daqui a uns poucos dias, o carnaval fora de época do município, sem que nenhum cidadão ainda possa saber (confira aqui) quanto custou ao seu próprio bolso a folia do ano passado?

Os vereadores que negaram esses e quase todos os outros pedidos de informação da oposição, são os mesmos que na tensa reunião com Garotinho, apesar de queixosos, tiveram que entubar diante aos ditames do líder sobre quem será e não será candidato em outubro. Entre os edis, Hirano e Gil Vianna (PR) ganharam vaga para disputar a deputado estadual. Por sua vez, Jorge Magal (PR), pressionando para ver cumprido um acordo com Garotinho (aqui) que lhe garantiria presidir a Câmara Municipal no biênio 2015/16, ou se candidatar à Alerj em 2014, teve que se contentar em ser jogado aos leões numa disputa de pouquíssimas chances à Câmara Federal.

E para quem como Magal, ou Albertinho (Pros) — limado da disputa a deputado estadual, a não ser que seu partido apoie Garotinho a governador (aqui) —, ou qualquer outro dos 17 vereadores governistas que não tiver gostado, três dias após a reunião, a resposta do político da Lapa foi impressa, preta no branco, numa entrevista não assinada e publicada em O Diário, jornal que existe para ecoá-lo: “ninguém é obrigado a permanecer em um grupo político. Uma porta serve tanto para entrar, como para sair, e se não existe maçaneta enguiçada, ninguém terá dificuldade para acioná-la”.

E para garantir que o “ou dá, ou desce” de Garotinho aos parlamentares, temperando seu discurso de campanha para governador, fosse conhecido muito além da circulação do jornal, o primeiro caderno da edição, contendo a entrevista, foi no mesmo dia distribuído gratuitamente pelas ruas e atirado nos quintais das casas em vários pontos do município, em ato ilegal de campanha extemporânea à luz do dia (flagrado aqui), sob a completa passividade do Ministério Público e da Justiça Eleitoral de Campos.

Entre a covardia do um que submete e a dos 17 que se deixam submeter, resta saber até quando estarão submissos quase meio milhão de campistas.

 

Publicado na edição impressa de hoje da Folha.

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Bolo de festa e de lama nos 179 anos de Campos

O bolo oficial no Cepop, antes da chuva, com 179 metros
O bolo oficial no Cepop, antes da chuva, com 179 metros (foto: Secom)

 

Um bolo de festa e um de lama dividiram hoje em fatias bem distintas as comemorações do aniversário de 179 anos da cidade. O primeiro no Cepop, com festa e palco bancados pelo governo Rosinha, serviu para o casal Garotinho abrir seu “pacote de bondades”, como definiu aqui o jornalista Alexandre Bastos, cuja maior foi elevar o reajuste do funcionalismo municipal de 7% para 10%, como adiantou aqui o jornalista Cilênio Tavares. Já o segundo bolo, sem nenhuma programação oficial e debaixo da forte chuva que hoje voltou a inundar vários trechos da cidade, nasceu da fornada espontânea dos populares do Pq. Santa Helena, em Guarus. Revoltados com o alagamento por conta de obras municipais atrasadas na av. Nazário Pereira Gomes, eles fecharam a BR 101 no trecho entre o IFF-Guarus e a primeira passarela, além da ponte Alair Ferreira, e juntaram a lama acumulada da chuva para fazer seu próprio bolo, com direito às mesmas velas oficiais.

Entre uma iniciativa e outra, entre o glacé dos governantes e a lama dos governados, cada campista que escolha para o que deve bater palmas pela data de hoje.

 

Com o fogo da barricada com que fecharam a BR 101, populares de Guarus acenderam as velas do seu bolo de lama (foto de Valmir Oliveira - Folha da Manhã)
Com o fogo da barricada com que fecharam a BR 101, populares de Guarus acenderam as velas do seu bolo de lama (foto de Valmir Oliveira – Folha da Manhã)

 

Atualização à 0h05 de 29/03: A apuração da manifestação popular que fechou a BR 101 e a ponte Alair Ferreira coube à jornalista da Folha Larissa Jasbick.

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PT, PSB e PSDB de Campos avaliam queda na popularidade de Dilma

A queda de 7% da aprovação do governo da presidente Dilma Rousseff (PT), de 43% para 36% nos últimos três meses, segundo pesquisa Ibope encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada ontem (confira aqui), foi refletida também em Campos, pelas lideranças locais dos principais partidos que devem polarizar a disputa da presidência da República na eleição de outubro. Entre Robson Colla, vice-presidente municipal do PSDB do senador Aécio Neves (MG); o vereador Altamir Bárbara, presidente local do PSB do governador Eduardo Campos (PE) e da ex-senadora Marina Silva (AC); e mesmo no PT presidido em Campos pelo pré-candidato a deputado federal Makhoul Moussallem, a queda revela desacertos do governo federal. Makhoul, no entanto, ressalvou que os erros “se dão pelas falhas de alguns ministros, cuja culpa não deve necessariamente recair sobre a presidente Dilma”.

Realizada entre os dias 14 e 17 de março, a pesquisa não foi feita a tempo de refletir o escândalo da crise na Petrobras,  que tem uma CPI proposta no Senado para apurar as denúncias de corrupção relacionadas à compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Ainda assim, o número daqueles que consideram o governo Dilma “bom ou ótimo”, que em dezembro era de 43%, em outra pesquisa Ibope/CNI, e já havia caído para 39% em fevereiro, em levantamento do Ibope encomendado pelo jornal O Estado de São Paulo,  baixou para os atuais 36% de março. A exemplo das anteriores, a pesquisa mais recente ouviu 2.002 eleitores em 141 cidades, com margem de erro de dois pontos percentuais. As áreas relacionadas à economia do país sofreram as maiores quedas na popularidade foram combate ao desemprego, combate à inflação, taxa de juros e impostos.

Em Campos, o que pensam sobre a queda da popularidade de Dilma o PSB, o PSDB e o PT locais:

 

Queda de Dilma foi analisada por Altamir, Robson e Makhoul (montagem de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Queda de Dilma foi analisada por Altamir, Robson e Makhoul (montagem de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Altamir Bárbara (PSB) — Tenho 52 anos de vida pública. Comecei em 1962, dois anos antes da Revolução (Golpe Militar de 1964), e posso dizer que nunca vi um governo com tanta corrupção quanto este do PT. A queda de Dilma era uma coisa prevista, pois seu partido e seu governo estão até o pescoço num mar de lama. É o Mensalão, é a CPI na Petrobras, é a inflação galopante de volta, são as divisões que se multiplicam na base governista no Congresso. Até por acreditar no potencial eleitoral de Eduardo Campos e de Marina, o PSB já entregou seus cargos no governo federal. Outros partidos ainda os mantêm, mas até o PMDB do vice-presidente Michel Temer já perdeu o medo de votar contra Dilma na Câmara dos Deputados.

Robson Colla (PSDB) — Acho ainda muito cedo para cravarmos numa tendência de queda de Dilma. Temos que primeiro saber onde vão parar as divisões no Congresso, a CPI da Petrobras que ainda nem entrou nessa pesquisa, como serão as manifestações na Copa do Mundo. Lógico que essa sucessão de escândalos de corrupção, com a volta da inflação e o descontrole do déficit público acabam afetando o governo, mas muita água ainda vai passar embaixo da ponte até outubro. Se essa tendência de queda se confirmar ou se acentuar, muito provavelmente o PT colocará na rua seu plano B, com a volta de Lula, que sempre foi a vontade da grande maioria do partido. Mas com um ou com outro, acredito que haverá segundo turno.

Makhoul Moussallem (PT) — Acho que o governo tem falhas, algumas pontuais, algumas estruturais, dentro do sistema de coalisão necessário a qualquer partido que chegue ao poder no Brasil. Alguns setores do governo não atendem à demanda da população e isso acaba se refletindo no governo como um todo. Não há como se negar que há falhas, mas elas muitas vezes se dão por parte de alguns ministros, cuja culpa não deve necessariamente recair sobre a presidente Dilma. Há que se reformular o que está errado no governo para que a popularidade da presidente não caia mais. Acho que o PT e o governo federal devem encarar essa pesquisa como um puxão de orelhas.

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Magal a federal = Edson mantido na presidência + Garotinho em dúvida da vitória

Magal, Garotinho e Edson (montagem de L. Gomes)
Magal, Garotinho e Edson (montagem de L. Gomes)

 

Em política, sobretudo quando os interesses coletivos ficam subordinados a um projeto pessoal de poder, raramente uma coisa significa apenas esta única coisa. Não por outro motivo, é até desnecessário maior esforço à leitura para perceber que a novidade de lançar o vereador Jorge Magal (PR) aos lobos numa candidatura a deputado federal em outubro, na realidade sinaliza que Edson Batista (PTB) deve mesmo continuar a ocupar a presidência da Câmara de Campos no segundo biênio do governo Rosinha (PR). E, por sua vez, este movimento revela que o deputado federal Anthony Garotinho (PR) tem menos certezas do que busca aparentar nas suas reais chances de vitória na corrida ao Palácio Guanabara.

Senão, vejamos: na última segunda (24/03), a jornalista da Folha Suzy Monteiro, revelou aqui não só a tensa reunião da noite e madrugada anteriores, entre Garotinho e os vereadores rosáceos, como a definição por parte do primeiro de quem no seu grupo seria candidato em outubro, e a quais cargos. À parte a insatisfação generalizada da base governista, uma das maiores surpresas foi a pré-candidatura de Magal à Câmara Federal. Aqui, no dia 21, o próprio Magal havia relevado a este “Opiniões” ter um acordo com Garotinho, que garantiria ao vereador, neste ano de 2014, ou a candidatura a deputado estadual, ou a presidência da Câmara Municipal no segundo biênio. Esta última, também segundo Magal, teria sido garantida para ele desde outra reunião entre Garotinho e os vereadores da base, ainda em dezembro de 2012, na qual Edson foi definido como presidente do Legislativo goitacá no primeiro biênio.

Em outras palavras, se Magal não fosse candidato a nada em outubro, pelo acordo com Garotinho, teria que suceder Edson na presidência. Ocorre que como o vereador Marcão (PT) alertou aqui, desde 18 de janeiro, por temer a derrota para governador e a consequente debandada na bancada já insatisfeita de Rosinha, Garotinho erraria se permitisse que seu vereador mais fiel, e ninguém tem dúvidas de que seja Edson, saísse da presidência no biênio 2015/16. Sem a conquista do Palácio Guanabara pelo PR em 2014, a política de Campos nos dois anos seguintes tendem a se transformar num verdadeiro inferno. E, sem o controle da mesa diretora, ninguém se arriscaria mais a arder nas chamas do que as hostes garotistas-rosáceas enfraquecidas por qualquer insucesso estadual.

Na dúvida de vencer em outubro, reforçada por sua enorme rejeição confirmada a cada nova pesquisa (confira aqui), Garotinho tem em Edson a única certeza de que dispõe para tentar manter algum controle sobre a Câmara Municipal nos últimos dois anos de governo Rosinha, decisivos na eleição do novo prefeito. Magal, que recentemente colocou aqui a deputada estadual Clarissa Garotinho (PR) em contradição, depois de já ter usado tribuna da Câmara para criticar aqui as condições do Hospital São José e até para publicamente indagar aqui, “Quem comanda o jornal O Diário?”, terá que se contentar com os muitos cargos que já têm na Prefeitura e uma candidatura a deputado federal, suficiente para manter a palavra do seu líder, mas na qual o liderado sabe ter pouca ou nenhuma chance.

Mesmo abertamente contrariado nos bastidores, Magal publicamente entubou, como revelou aqui a Suzy Monteiro, e vai para o sacrifício em outubro, na esperança, quem sabe, de ser beneficiado pela capacidade de puxadora de votos de Clarissa à Câmara Federal, como Paulo Feijó (PR), hoje deputado federal candidato à reeleição, foi em 2010 por Garotinho. Mas se este (ou Rosinha?) não puder ser candidato a governador, ou se for e não vencer, a história será outra.

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Sesi divulga suas alternativas de abril ao “pão e circo”

Aqui, na democracia irrefreável das redes sociais, o incansável administrador do Teatro do Sesi em Campos, Fernando Rossi, divulgou a programação da instituição para abril. Numa cidade em que a cultura pública têm se resumido a um “pão e circo” com muitas suspeitas de superfaturamento de shows e nenhuma satisfação por parte do governo Rosinha (confira aqui), divulgar e prestigiar a programação do Sesi já se tornou um ato de resistência. Confira abaixo…

 

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Insatisfação dos vereadores: Garotinho tem sósia ou simplesmente mentiu?

GoebbelsNa entrevista não assinada e publicada na edição de O Diário de ontem (26/03), que no mesmo dia teve seus exemplares distribuídos gratuitamente pelas ruas de Campos (confira aqui), o deputado federal e pré-candidato a governador pelo PR, Anthony Garotinho, ao ser perguntado sobre a “insatisfação dos vereadores da base do governo Rosinha”, respondeu: “Desconheço, mas todos têm o direito de discordar e ninguém é obrigado a permanecer em um grupo político. Uma porta serve tanto para entrar, como para sair, e se não existe maçaneta enguiçada, ninguém terá dificuldade para acioná-la”.

Bem, como se pressupõe que a dita entrevista foi feita após a reunião do último domingo (23/03), de mais de cinco horas, que Garotinho teve em sua casa com os vereadores rosáceos, cuja insatisfação geral foi colocada diretamente, na frente de todos, pelo líder governista Paulo Hirano (PR), a conclusão possível oscila entre três opções lógicas:

A) Um sósia de Garotinho, mas péssimo informante do real, participou da reunião com os vereadores de Rosinha?

B) Um sósia de Garotinho, mas pessimamente informado pelo real, concedeu a entrevista?

C) Garotinho era real na reunião e na entrevista, só que simplesmente mentiu, antes de usar a última para bancar seu “ou dá, ou desce” aos vereadores?

Levado-se em consideração que, na mesma entrevista, o deputado (ou sósia?) também disse as “as escolas e creches de Campos são modelos”, enquanto a educação pública do município administrado por sua esposa tem a pior avaliação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), entre todos os 92 municípios do Estado do Rio, qual seria a opção mais próxima da verdade?

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Na repercussão de Carla, Odisséia revela que não será mais candidata à Alerj

Na repercussão com os três pré-candidatos à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) anunciados no PT de Campos, citados na entrevista da ex-prefeita Carla Machado, também pré-candidata petista a deputada estadual, publicada  aqui no último domingo, uma revelação: a ex-vereadora Odisséia Carvalho não concorrerá mais no pleito de outubro. Segundo ela, a decisão de abrir mão da candidatura à Alerj se deu após fazer várias reuniões com seu grupo político, na qual chegou à conclusão de que é “mais importante ver a floresta do que a árvore”. Assim como o vereador Marcão, ela também saudou a entrada de Carla no PT, enquanto o professor Alexandre Lourenço preferiu tratar mais genericamente das pretensões do partido para as próximas eleições.

Na entrevista a Carla, lhe foi perguntado: “No PT de Campos, há três nomes que lançaram pré-candidaturas à Alerj: o vereador Marcão, a ex-vereadora Odisséia Carvalho e o professor Alexandre Lourenço. Não é gente demais?”. Ao que a candidata petista a deputada respondeu: “Quanto ao grande número de pré-candidatos do partido, isso é uma verdade. Creio que para o PT da região fazer representantes, seria melhor termos menos candidatos. Porém, todos têm direito à disputa”. Abaixo o que pensam sobre a questão os três correligionários da ex-prefeita de São João da Barra no PT de Campos:

 

Odisséia Carvalho
Odisséia Carvalho

“O Partido dos Trabalhadores em Campos se tornou nas eleições de 2012 a segunda força política, com a candidatura de Dr. Makhoul a prefeito a cidade. Hoje nosso partido está unido a nível nacional, estadual e municipal, na conquista da reeleição da companheira Dilma e da eleição do senador Lindbergh Farias, pré-candidato ao governo do Rio. Precisamos também eleger uma bancada forte para deputado federal e estadual, que traga benefícios para nossa região, e não simplesmente dar votos a quem depois esquece da nossa existência. Dr. Makhoul como pré candidato a deputado federal representa esse projeto, não só em 2014, mas com planejamento e ações na área da saúde, educação, orçamento participativo, visando uma mudança real em nosso município, em 2016. No final de 20013, recebi um convite do senador Lindbergh Farias para coordenar sua campanha na região, fiz várias reuniões com o grupo que me acompanha ao longo dessa caminhada e chegamos à conclusão que neste momento é mais importante ‘ver a floresta do que a árvore’. Portanto, como nosso projeto é coletivo, vamos abrir mão da candidatura a deputada estadual para ajudar a fortalecer o partido na região. A companheira Carla Machado é muito bem vinda ao PT e com certeza vai fortalecer o partido na região, bem como as candidaturas dos companheiros Marcão e Professor Alexandre. Como a política é dinâmica somente a conjuntura traçará o futuro”.

 

 

Vereador Marcão
Vereador Marcão

“O município de Campos tem aproximadamente 345 mil eleitores, São João da Barra, 32 mil, e São Francisco do Itabapoana 35 mil. Trabalhando bem esse eleitorado, podemos eleger dois candidatos pelo PT na região, a exemplo de Carla que tem vínculo em Campos, também tenho raízes sanjoanenses, meus avós paternos são da localidade de Cajueiro, e maternos, de Casa Sincera. Tenho vários familiares em São João, assim como em São Francisco. Quanto ao número de candidatos penso que o professor Alexandre é um grande companheiro, um jovem com grande futuro na política, assim como a ex- vereadora Odisséia. Concordo com Carla e também acredito na tese de que com menos candidaturas na região, apesar de todas serem legítimas, o PT aumenta a possibilidade de termos êxito em 2014. Como pré-candidato sonho em ser eleito deputado estadual e espero poder  ter ao meu lado companheiros valorosos. Hoje tenho ao meu lado na oposição um representante da família, o meu amigo Fred Machado. Em 2015, quem sabe não poderemos reeditar essa dobradinha com a família Machado na Alerj?”

 

 

Alexandre Lourenço
Alexandre Lourenço

“O Partido dos Trabalhadores, sempre foi conhecido pelos grandes debates de temas importantes para a sociedade brasileira e por abrigar diferentes correntes políticas e ideológicas. O número de pré-candidaturas do PT da região, reflete o pluralismo ideológico do partido, e são estilos diferentes de fazer política. Nas próximas eleições, teremos candidato do PT ao governo do Rio de janeiro, será uma candidatura popular, de esquerda, progressista e com chances reais de vitória. Não será fácil, muito pelo contrário, tem o Pezão com a máquina estadual, o deputado Garotinho e o senador Crivella, que são populares e muito fortes, teremos uma eleição disputadíssima. Acredito que um maior número de pré-candidatos do partido a Alerj, significa mais opção aos eleitores e um maior número de colaboradores para a eleição de um governo petista no Rio de Janeiro e para a reeleição da presidenta Dilma”.

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Diário com entrevista de Garotinho é distribuído gratuitamente em Campos

(Reprodução de Jorginho Virgílio)
(Reprodução de Jorginho Virgílio)

 

Em entrevista não assinada e publicada hoje em página inteira no jornal O Diário, o deputado federal Anthony Garotinho (PR) afirmou: “Estou pronto para ser governador novamente, mais maduro e mais experiente”. Curiosamente, a mesma edição de hoje do jornal que 12 em cada dúzia de campistas afirmam pertencer ao próprio Garotinho, foi distribuída gratuitamente em vários pontos da cidade. Na democracia irrefreável das redes sociais, o suplente de vereador Jorginho Virgílio (PSD) publicou aqui fotos do flagrante da distribuição, enquanto o servidor público Márcio de Aquino deu aqui seu testemunho: “Estranhamente um exemplar do jornal foi jogado em minha casa. E não foi o jornal inteiro, somente o caderno com a entrevista de Garotinho”.

Abaixo, os flagrantes da distribuição do jornal, em campanha eleitoral extemporânea e ilegal, a provar que apesar de fisicamente cada vez mais distante do apelido convertido em nome, Garotinho ainda precisa amadurecer muito nos seus métodos e práticas, se pretende mesmo superar até outubro os 60% de rejeição que tem junto ao eleitorado fluminense, na pesquisa da corrida a governador mais recente, feita pelo Ibope (confira aqui).

 

(Flagrante de Jorginho Virgílio)
(Flagrante de Jorginho Virgílio)

 

 

(Flagrante de Jorginho Virgílio)
(Flagrante de Jorginho Virgílio)

 

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Wladimir costura apoio do prefeito Pedro Cherene para Bruno à Alerj

Pedrinho Cherene e Bruno Dauaire (montagem de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Pedrinho Cherene e Bruno Dauaire (montagem de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Depois de ratificar seu apoio à reeleição de Paulo Feijó (PR) a deputado federal, no almoço em comemoração deste no último domingo (relembre aqui), o prefeito de São Francisco de Itabapoana (SFI), Pedrinho Cherene (PSC), fechou seu apoio à pré-candidatura de Bruno Dauaire (PR) a deputado estadual, na eleição de outubro. O acordo foi selado hoje, em SFI, onde o prefeito recebeu, além de Bruno, o pai deste, o ex-prefeito sanjoanense Betinho Dauaire (PR), e o presidente do PR em Campos, Wladimir Garotinho, que vem sendo o principal cabo eleitoral da pré-candidatura (confira aqui e aqui). Também hoje, Pedrinho recebeu o secretário da Terceira Idade do governador Sérgio Cabral (PMDB), Marcos Vinicius (PTB), que é pré-candidato à reeleição à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e terá em SFI o apoio de Patrícia Cherene, vereadora do seu partido e prima do prefeito.

Com 13 partidos e todos os 13 vereadores da Câmara em sua base, Pedrinho ainda não conversou com sua bancada parlamentar e secretariado sobre o apoio a Bruno. O PT, que não tem nenhum vereador do município, mais apoia o prefeito, segundo este explicou, vai ser liberado para trabalhar pelas candidaturas do seu partido a deputado estadual. Também o edis Fabinho do Estaleiro (Pros) e Kademar Cordeiro (PMDB) serão liberados por Cherene para caminharem juntos, respectivamente, das pré-candidaturas à Alerj da vereadora quissamaense Kitiely Freitas (PR) e do deputado campista João Peixoto (PSDC):

— Os partidos e vereadores que compõem a base serão respeitados em seus compromisso partidários e políticos assumidos previamente. Não vou atrapalhar o trabalho que farão no município e na região por seus candidatos. Aos demais, no entanto, chamaremos para trabalhar conosco na defesa de uma dobrada que entendo ser a melhor para São Francisco: Bruno Dauaire para deputado estadual e Feijó, para federal — defendeu o prefeito.

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