Pré-candidatos de oposição aos Garotinho reagem às previsões de Wladimir

Da esquerda à direita, de cima para baixo: Wladimir, Nahim, Nildo, Carla, Peixoto, Makhoul, Henriques, Marcão, Fabricio, Schunk, Odete e Alexandre (montagem de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Da esquerda à direita, de cima para baixo: Wladimir, Nahim, Nildo, Carla, Peixoto, Makhoul, Henriques, Marcão, Fabricio, Schunk, Odete e Alexandre (montagem de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Nos 11 posts abaixo, os pré-candidatos a deputado federal e estadual não alinhados aos Garotinho, em Campos e na região, reagiram à previsão feita por Wladimir Garotinho, em entrevista publicada aqui no domingo, onde o presidente municipal do PR disse que a oposição regional ao grupo do seu pai vai eleger apenas um deputado estadual e nenhum federal, no pleito de outubro. Pré-candidato à Câmara Federal, tio de Wladimir e irmão de Garotinho, Nelson Nahim ressalvou não ser “mãe Diná” para fazer previsões eleitorais, que foram também ironizadas por Fabricio Lírio (PRP) e condenadas por Odete Rocha (PCdoB), respectivamente pré-candidatos a deputado federal e estadual.

Deputado estadual candidato à reeleição, João Peixoto preferiu não polemizar, se limitando a dizer que a oposição em Campos pode fazer mais, desempenho arriscado por Alexandre Lourenço (PT), também pré-candidato à Alerj, que acredita na eleição de um deputado federal e dois estaduais entre os oposicionistas locais.Também pré-candidatos a estadual, a ex-prefeita Carla Machado (PT) e o deputado Roberto Henriques (PSD) lembraram de previsões eleitorais equivocadas feita pelos Garotinho no passado. Já Makhoul Moussallem (PT) e os vereadores Nildo Cardoso (PMDB) e Marcão (PT) — os dois primeiros, pré-candidatos a federal; o terceiro, a estadual — preferiam devolver as previsões, apostando que o deputado federal Anthony Garotinho (PR) vai desistir de ser candidato a governador do Rio, ou não chegará ao segundo turno. Por sua vez, Erik Schunk, pré-candidato do Psol à Alerj, advertiu: “o jovem presidente do PR, como sua família, ainda acha que vive num feudo”.

Abaixo, em seus links respectivos, o que disse cada um dos 11 pré-candidatos da oposição:

1 – João Peixoto: “Acho que a oposição em Campos pode mais”

2 – Nelson Nahim: “Como não sou mãe Diná, prefiro conversar com a população”

3 – Erik Schunk: “Eles ainda acham que vivemos num feudo”

4 – Odete Rocha: “Tentar antecipar resultados é descaso com o eleitor”

5 – Alexandre Lourenço: “Oposição vai eleger um deputado federal e dois estaduais”

6 – Fabricio Lírio: “Será que os candidatos do governo vão se eleger?”

7 – Roberto Henriques: “O filho comete o mesmo erro de Garotinho em 2010”

8 – Marcão: “PR só faz um estadual e Garotinho desiste de ser governador”

9 – Makhoul Moussallem: “Acho que Garotinho não será candidato a governador”

10 – Nildo Cardoso: “O PR não vai ao segundo turno para governador”

11 – Carla Machado: “Um festival de besteiras!”

 

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Carla Machado reage a Wladimir: “Um festival de besteiras!”

Carla Machado
Carla Machado

 

“Há pouco tempo atrás Wladimir Garotinho achava que poderia ser candidato a deputado estadual e lhe foi tirada a oportunidade de mostrar seu potencial político. Na eleição de 2010, se falava que Pudim havia deixado de ser candidato a deputado federal para ser o mais votado na disputa para a Alerj, mas este acabou ficando só como suplente. Nos comícios em 2012, criticavam muito meu irmão Fred, e ele acabou sendo o quarto mais votado para a Câmara de Campos. Afirmavam que nosso grupo perderia a eleição em SJB, enfim, foi um festival de besteiras! Em pesquisas divulgadas no fim do ano passado, meu nome apareceu bem posicionado nos municípios de Campos, São Francisco e São João da Barra. Nem por isso me arrisco hoje a fazer qualquer previsão e me considerar eleita. Após as convenções é que seremos candidatos de fato e a eleição será daqui a seis meses, onde ainda muita água passará embaixo da ponte. O eleitor a cada ano está mais crítico, mais desapontado com a política e já conhece as práticas retrógradas utilizadas por alguns para alcançar seus objetivos. Acredito que deverão levar em consideração o passado e as propostas de cada candidato. Não basta discurso bonito e vazio e muito menos ‘previsões’ (aqui). É necessário, trabalho e consciência política”.

(Carla Machado, pré-candidata a deputada estadual pelo PT)

 

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Nildo reage a Wladimir: “O PR não vai ao segundo turno para governador”

Vereador Nildo Cardoso
Vereador Nildo Cardoso

 

“Dou o desconto porque o rapaz é novo, não tem experiência. Na sua projeção passada, para vereador, ele disse que a oposição não faria nenhum. Fez quatro e teria até oito, se muitos não estivessem dos dois lados. Nisso, até o pai dele errou. Pergunta ao pai dele se sabia que a oposição, além de eleger quatro, faria o mais votado, posição que 6.339 eleitores me permitiram conquistar. Para o pai dele, os dois mais votados seriam “Tô Contigo” (Alexandre Tadeu) e Mauro Silva. Se o pai dele errou, quanto mais o menino que está começando agora. O rapaz está acompanhando os pré-candidatos do PR, que é o único partido que está fazendo campanha. Vamos deixar a campanha ir para a rua. É muito cedo ainda, as costuras estão começando agora, faltam coligações, como dizer quem será eleito? Ele errou antes e vai errar de novo. O cálculo dele (aqui) está errado. Mas vou fazer uma previsão também: O PR não vai para o segundo turno na eleição a governador. Vamos ver quem vai acertar”.

(Nildo Cardoso, vereador e pré-candidato a deputado federal pelo PMDB)

 

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Makhoul reage a Wladimir: “Acho que Garotinho não será candidato a governador”

Makhoul Moussallem
Makhoul Moussallem

 

“Fechamos as eleições de 2012 com 103 mil eleitores que fizeram questão de votar na oposição. Este fato, por si só, já credencia que é possível sim eleger ao menos um deputado federal da oposição em 2014. Fica evidente que Wladimir está querendo induzir (aqui) o eleitor que naturalmente, pela distância do pleito, ainda não sabe em quem vai votar no próximo pleito. Agora, opinião por opinião, acho que o pai dele provavelmente não será candidato a governador e se o for, provavelmente não irá para o segundo turno”.

(Makhoul Moussallem, pré-candidato a deputado federal pelo PT)

 

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Marcão reage a Wladimir: “PR só faz um estadual e Garotinho desiste de ser governador”

Vereador Marcão
Vereador Marcão

 

“Ainda bem que dessa vez Wladimir foi mais prudente e falou (aqui) ‘acho’, pois, da última vez que ele foi fazer previsões, falou que o seu grupo político iria fazer os 25 vereadores e a oposição nenhum. Na realidade, acabou fazendo 19 vereadores, e a oposição, seis. Se for para ‘achar’, eu acho que o PR só faz um deputado estadual de Campos e também acho que Garotinho desiste de ser candidato a governador. Com certeza o objetivo político de seu pai é pulverizar os votos em Campos e eleger quem ele realmente quer com os votos de outros municípios, tentando impedir o surgimento de novas lideranças em Campos, seja dentro ou fora de seu grupo, pois, lançou vários candidatos de sua base. Analisando as possibilidades da oposição com certeza o PSDC tem a possibilidade de eleger um deputado estadual na região, o PSD dependendo do cargo que o deputado Wagner Montes irá disputar, pode eleger deputados nas sobras de votos na região, assim como o PSOL também pode eleger deputados com a sobra dos votos do Marcelo Freixo. Temos ainda candidatos do PMDB, do PRB e do PT com reais possibilidades de eleger dois deputados estaduais e um deputado federal na região. Com a candidatura de Lindbergh a governador, teremos muitos votos na legenda para deputados e isso fará com que as nossas bancadas aumentem de tamanho”.

(Marcão, vereador e pré-candidato a deputado estadual pelo PT)

 

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Henriques reage a Wladimir: “O filho comete o mesmo erro de Garotinho em 2010”

Deputado estadual Roberto Henriques
Deputado estadual Roberto Henriques

 

“O jovem político possui o direito de apresentar as suas opiniões (aqui) acerca do cenário eleitoral da região. Todavia, ao afirmar que a oposição não terá grande êxito no pleito para deputado estadual, Wladimir comete o mesmo erro do seu pai, o deputado federal Garotinho, que na última eleição geral aventurou-se a prever o resultado das urnas. Na ocasião, Garotinho disse que Geraldo Pudim seria o deputado mais votado, inclusive cunhou a célebre frase em que afirmou que se tivesse dois votos, um seria de sua filha e o outro de Pudim. Porém, após o fechamento das urnas e conseguinte contagem, eu acabei sendo o mais votado para deputado estadual, com 32.369 mil votos, ao passo que Geraldo Pudim, a promessa de Garotinho, obteve 24.492, não se elegendo, ficando na segunda suplência e enterrando as previsões garotistas”.

(Roberto Henriques, deputado estadual do PSD e pré-candidato à reeleição)

 

Resposta dada aqui, pelo blogueiro e advogado Cláudio Andrade, também assessor do deputado, em comentário feito ao blog.

 

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Fabricio Lírio reage a Wladimir: “Será que os vários candidatos do governo vão se eleger?”

Fabricio Lírio
Fabricio Lírio

 

“Acredito sinceramente que o aprendiz de vidente está se precipitando (aqui). A eleição é difícil para qualquer candidato, seja ele ligado a qualquer partido. É claro que os candidatos ligados ao PMDB e PSD precisam  de em torno 70 mil votos para se elegerem a deputado federal. Isto não é fácil também para o PR, que sem Garotinho como puxador de voto, também precisará de 70 mil votos para garantir a eleição de qualquer candidato a deputado federal, o que não ocorre no PT, que tem como pré-candidato o Makhoul Moussallem, numa legenda eleitoral que precisará em torno de 50 mil votos para se eleger, ou no PRP, meu partido, que poderá fazer um deputado federal com cerca de 25 mil votos. Portanto, quando Wldimir diz que a oposição talvez não eleja nenhum candidato a deputado federal, ele está completamente equivocado, faz parte do seu jeito eloquente de atirar. Com certeza temos chances eleitorais reais e o quadro de pré-candidatos ainda esta indefinido. Quanto à campanha de deputado estadual, será que esses vários candidatos postulados e ligados ao governo, irão ter coeficiente eleitoral para se eleger? Eu acredito que não. É muita divisão”.

(Fabricio Lírio, pré-candidato a deputado federal pelo PRP)

 

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Alexandre reage a Wladimir: “Oposição vai eleger um deputado federal e dois estaduais”

Alexandre Lourenço
Alexandre Lourenço

 

“Não concordo com a análise do Wladimir Garotinho (aqui), penso um pouco diferente, acho que a oposição em Campos e região vai eleger um deputado federal e dois estaduais. Será uma campanha muito difícil e bem disputada, os candidatos e militantes do Partido dos Trabalhadores estão animados para eleger pela primeira vez um governo petista no Rio de Janeiro. O Garotinho é muito forte, mas tem muita rejeição e o Pezão representa o governo falido e impopular do Sérgio Cabral. Temos chances reais de eleger um governo verdadeiramente popular no estado do Rio”.

(Alexandre Lourenço, pré-candidato a deputado estadual pelo PT)

 

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Odete reage a Wladimir: “Tentar antecipar resultados é descaso com o eleitor”

Odete Rocha
Odete Rocha

 

“A prática de especulações e a fomentação de boatos nos períodos que antecedem a um pleito eleitoral, é comum em nossa cidade. Vejo isto (aqui) como forma rasa de confundir e conduzir a opinião pública, visto serem avaliações precocemente construídas, pois ainda há uma série de indefinições quantos às coligações e mesmo aos nomes que concorrerão. Sendo assim, mesmo com fundamentos baseados em pesquisas de opinião ou simples expectativas políticas, qualquer previsão não ultrapassa o campo da especulação. O quadro político não é estático, muda. E aí encontra-se a fragilidade ao tentar se avaliar de maneira objetiva e unilateral quais candidatos tem possibilidade ou não de se elegerem deputados federais e estaduais em nossa região. A tentativa de antecipar resultados pode parecer um descaso com o direito democrático de escolha do voto do eleitor. Olhando o resultado da eleição em 2012, vemos que o vereador mais votado foi do campo da oposição”.

(Odete Rocha, pré-candidata a deputada estadual pelo PCdoB)

 

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Erik Schunk reage a Wladimir: “Ele ainda acha que vivemos num feudo”

Erik Schunk
Erik Schunk

 

“O presidente do PR está sendo extremamente otimista (aqui) para os interesses do grupo dele. Mas não é isso que a gente tem visto nas ruas. Mesmo com todo poder de manipulação que têm os detentores da máquina municipal, é impossível que os desmandos verificados na Saúde, Educação e Transportes, só para ficar nas três áreas mais sensíveis, não se materializem nas urnas, porque a insatisfação da população é muito grande. Ainda temos pacientes no chão dos hospitais de emergência, continuamos no último lugar no Ideb em todo o Estado e os professores estão mostrando sua insatisfação nas ruas. Atualmente, o calcanhar de Aquiles do governo Rosinha é o caos em que deixou ficar o transporte urbano. A oposição mostrou crescimento nas eleições de 2012, quando seus candidatos, juntos, fizeram cerca de 70 mil votos, sem contar os do candidato do PDT, Arnaldo Vianna. O desgaste desses cinco anos de governo Rosinha mostra que o jovem presidente do PR, como sua família, ainda acha que vive num feudo ou num pequeno principado, onde eles vão se revezando na Prefeitura. Que continue pensando assim porque vai ter uma surpresa em outubro”.

(Erik Schunk, pré-candidato a deputado estadual pelo Psol)

 

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Nahim reage a Wladimir: “Como não sou mãe Diná, prefiro conversar com a população”

Nelson Nahim
Nelson Nahim

 

“Qualquer pessoa pode ter a opinião que quiser. Mas essa afirmativa feita pelo presidente municipal do PR (aqui), só me dá mais força para continuar buscando apoio de pessoas que querem políticos que não dependam da estrutura da máquina pública para se eleger, pois quem banca esses políticos somos todos nós. Queria muito ver alguns candidatos que estão dando como certa a sua eleição, se não tivessem uma estrutura gigantesca por trás de suas candidaturas. Como eu não sou mãe Diná e não tenho bola de cristal, prefiro humildemente continuar conversando com a população e mostrar que os nossos representantes não podem pertencer a grupos que querem se perpetuar no poder, mas que tenham capacidade e independência para defender o interesse coletivo. Eleição não é loteria para ficar dando palpite, pois o que vale mesmo é o resultado das urnas em 5 de outubro”.

(Nelson Nahim, pré-candidato a deputado federal pelo PSD)

 

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