De volta
- Autor do post:Aluysio Abreu Barbosa
- Post publicado:7 de janeiro de 2014 - 19:08
- Categoria do post:Sem categoria
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Numa cidade na qual a necessidade urgente de um plano viário é sentida, na pele e diariamente, por todos os motoristas e caronas submetidos a engarrafamentos constantes nos horários de pico do trânsito, mesmo neste período de férias escolares, a coisa fica ainda mais complicada quando o poder público municipal, além da inação, é responsável também pelas bandalhas que só agravam o problema. É o caso, por exemplo, do flagrante feito pelo empresário Ruby Ribeiro Netto e divulgado aqui, na democracia irrefreável da redes sociais, numa das áreas de maior fluxo de Campos. No entorno do Jardim São Benedito, hoje, em plena luz do dia, um carro da Guarda Civil Municipal, responsável por coibir as irregularidades no trânsito, estava calmamente estacionada num das calçadas mais movimentadas (por pedestres, óbvio) da cidade.
Abaixo, como a imagem não deixa dúvidas sobre a bandalha oficial, bem como sobre a placa do carro da Guarda (KNB-7485), fica a dúvida sobre que medidas serão adotadas para punir os responsáveis.

Atualização às 17h15 de 06/01/14, para dar a versão da Guarda Municipal de Campos, creditada ao seu comandante, major Francisco Mello, e enviada por e-mail à jornalista Larissa Jabick, repórter da Folha. Mesmo que, na opinião do blogueiro, se trate de uma daquelas respostas em que nada é dito, em respeito ao contraditório, segue abaixo sua íntegra:
O secretário municipal de Paz e Defesa Social e comandante da GCM, major Francisco Mello, explicou que é equivocado qualquer parecer sem a devida apuração do fato, inclusive, com a apresentação das imagens registradas. Ele salientou que a presença de uma viatura do órgão em local irregular pode não significar infração cometida pelos agentes, uma vez que, de forma a não atrapalhar o trânsito de veículos no local, tenham parado para fiscalizar os carros que encontravam-se infringindo as leis de trânsito. F. Melo reiterou que, caso contrário, os agentes em situação de descumprimento da legislação de Trânsito são submetidos a sanções administrativas.
réveillon
dorso sobre o dorso das ondas
calmas, d’além da arrebentação
arrepiou ao cafuné de iemanjás
à deriva da última tarde do ano
despertou do sono dos peixes
na fisga doce da chuva à boca
mas joão, com valentia de água
sonhou acordado todas as cores
arpoador trespassou sua alma
em oferenda na ponta da pedra
e seu corpo no tato de um cego
doeu ouvidos atentos ao barco
pegou a areia do fundo na mão
rio, 02/01/14

Dos dois lados das pedras do Arpoador de Cazuza, no último pôr do sol de 2013, entre arco-íris e nuvens de chuva, o desejo sincero de que o sol renasça um ano melhor para todos, de dentro do Atlântico, amanhã…

Se o ano começou mal na cultura pública de Campos, conseguiu terminar mal, mesmo antes do réveillon de 2014. Confirmada hoje, amanhã sairá publicada em Diário Oficial a exoneração do superintendente do teatro Trianon, professor João Vicente Alvarenga. Com isso se amplia o processo de fortalecimento da presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL), Patrícia Cordeiro, considerada pessoa de confiança da prefeita Rosinha Matheus (PR), num triunvirato composto ainda pela vereadora Linda Mara (PRTB), e o enfraquecimento de quadros com currículo de serviços prestados à cultura da cidade. Neste último caso, com a saída de João Vicente, cujo motivo oficial ainda é um mistério, ainda “sobrevivem” no governo Rosinha o superintendente de Patrimônio Histórico, Orávio de Campos Soares (rebaixado do cargo de secretário de Cultura na reforma administrativa de junho, que concedeu plenos poderes a Patrícia Cordeiro na cultura pública de Campos) , e Maria Helena Gomes, coordenadora de teatro da FCJOL.

Nesta planície formada pelo rio Paraíba, entre o Atlântico e a Serra do Mar, olhando hoje para o oceano, diante da praia de Grussaí, ou em direção ao Imbé, do alto da avenida Alberto Torres, apenas uma certeza: o tempo firmou! E é de chuva!!!… Rs

Como você pode escolher o que semear, mas só colherá o que plantou, o blog divulga a semeadura do Cineclube Goitacá feita desde já num aluvião do Paraíba do Sul, planejando nova colheita em 2014, a partir da quarta-feira seguinte à das cinzas, num renascer cada vez mais coletivo de fênix…

Porque como vaticinou o Beto Angeiras (1968/1994), promissor poeta carioca, morto precocemente aos 25 anos: “Deixa que a poesia,/ ela própria,/ corrige a vida”…
Hoje, quarta-feira, dia 18, a partir das 19h30, na sala 507 do edifício Medical Center, cruzamento da rua Conselheiro Otaviano com av. 13 de Maio, o Cineclube Goitacá abre as portas para sua última sessão de 2013, fechando a mostra “Memória” com a exibição, seguida de debate, do filme “Crepúsculo dos deuses”, obra-prima do mestre Billy Wilder e um dos maiores clássicos da história do cinema. Antes, o incansável produtor cultural Tonico Baldan exibirá o curta “Farol”. Como sempre, a entrada é gratuita e sua participação no debate, inteiramente livre.
Atualização às 2h08 de 18/12/13
A ideia é do jornalista e contista Vitor Menezes, sugerida aqui, na democracia irrefreável das redes sociais. E como toda boa ideia, merece ser propagada. Tomando também de empréstimo outro escritor, o russo Leo Tolstoy (1828/1910): se quer ser universal, leia o que se escreve na sua aldeia, e presenteie com ela!
“E a bares e bordéis transporto-lhes
O gênio agudo de Aristóteles”
(Do poema “O santo ofício”, de James Joyce)
Até que enfim, nestes tempos de mediocrização geral, onde todos têm uma opinião para dar, mesmo sem entender absolutamente nada sobre o que pretendem opinar, surge alguém para pôr as coisas nos seus devidos lugares, ao defender um dos maiores escritores do séc. XX dos ataques (provavelmente de recalque) de um dos maiores charlatões literários do séc. XXI…

Cultura
Literatura
Crítico britânico detona Paulo Coelho após provocação a ‘Ulysses’, de James Joyce
“Uma mosca pode picar um cavalo, mas o cavalo continua a ser um cavalo, e a mosca não mais que uma mosca”, diz crítico inglês, sobre provocação do escritor brasileiro
por Redação Carta Capital — publicado 08/08/2012 17:31, última modificação 09/08/2012 12:06
“Os autores hoje querem impressionar seus pares. Um dos livros que fez esse mal à humanidade foi ‘Ulysses’ [clássico do irlandês James Joyce], que é só estilo. Não tem nada ali. Se você disseca ‘Ulysses’, dá um tuíte”. Muitos críticos literários e editores de livro tomaram sal de fruta para digerir essa frase do escritor brasileiro Paulo Coelho, dita à Folha de S. Paulo no sábado 4, sobre uma das obras clássicas da literatura mundial. Mas nenhum deles foi mais voraz que Stuart Kelly, crítico de literatura do Guardian, jornal e portal de notícias de Londres.
Kelly abre seu artigo no blog de literatura do site usando uma frase do escritor e pensador inglês Samuel Johnson, que respondia a um crítico no século XVIII: “Uma mosca pode picar um cavalo, mas o cavalo continua a ser um cavalo, e a mosca não mais que uma mosca”. E inicia uma ferina argumentação contra a frase e a carreira de Paulo Coelho, cujo verdadeiro insulto, segundo o crítico, “é sua crença de que devemos ceder a suas limitações” artísticas.
“Coelho está, claro, autorizado a emitir sua opinião burra, assim como eu estou autorizado a achar o trabalhar de Coelho um nauseabundo caldo de egomania e falso misticismo com o intelecto, empatia e destreza verbal do camembert vencido que ontem joguei fora”.
O crítico lembra que Paulo Coelho não é o primeiro a dizer que James Joyce “escreve para outros escritores, não para leitores”, diz que “sempre que um ataque reacionário surge na literatura contemporânea, um tiro em Joyce é necessário” e rechaça: “só alguém que faça uma leitura superficial em ‘Ulysses’ poderia dizer a obra ‘é só estilo’”.
“Coelho se gaba de ser ‘moderno’ porque ele consegue ‘fazer o difícil parecer fácil’”, diz. E conclui seu tijolaço no escritor brasileiro dizendo que qualquer coisa que aspire tornar o mundo e as pessoas menos complexos, menos paradoxais, menos variados comete uma pequena calúnia com a realidade.
O escritor brasileiro não gostou muito da crítica e demonstrou isso em seu perfil no Twitter. Passou a primeira metade do dia tentando argumentar contra a matéria do Guardian e a retuitar quem não concordou com a crítica. “Guardian diz que insultei leitores de Ulysses. E meus leitores, insultados todos estes anos?”, indignou-se.
A frase polêmica surge no momento em que Paulo Coelho se concentra na divulgação de seu último livro, “Manuscrito encontrado em Accra”.
Confira aqui a postagem original.