“Rolo compressor” nega informações sobre a GAP

A bancada da prefeita Rosinha (PR) negou o pedido de informação da bancada de oposição sobre a empresa GAP. Os oposicionistas tentavam descobrir uma série de pontos envolvendo os contratos entre a empresa investigada e a Prefeitura de Campos. De acordo com os oposicionistas, os contratos com a GAP superam a casa dos R$ 30 milhões.

Para o líder do governo na Câmara, Paulo Hirano (PR), a oposição está tentando politizar o tema com o objetivo de prejudicar a prefeita Rosinha e o deputado Anthony Matheus (PR). “Querem politizar o caso e, por isso, solicito que a bancada governista vote contra”.

Após o pedido ser negado, o vereador Rafael Diniz (MD) desabafou: “O governo diz que é transparente, diz que busca a verdade e nega essas informações. Na minha opinião trata-se de uma grande incoerência. Não estamos fazendo acusação alguma. Só estamos cobrando transparência”, disse Rafael.

O vereador Fred Machado (PSD) também protestou contra a decisão: “Não se trata de perseguição política. Estamos aqui fazendo o nosso trabalho. Não podemos nos omitir. Precisamos dar respostas aos cidadãos. Afinal de contas, todo o dinheiro envolvido é público”, disparou Fred.

Matéria do Alexandre Bastos, publicada aqui, na Folha Online. Amanhã, na Folha impressa, leia a reportagem completa, pelo Gustavo Matheus, de mais um dia no desenrolar do novelo entre a GAP e a o governo Rosinha, no contraste entre as informações negadas na Câmara de Campos e as novas denúncias sobre o caso feitas na mídia nacional.

Quer saber da GAP? Siga o Ricardo André!

Depois de aprovado em concurso público federal como servidor do INSS, Ricardo André Vasconcelos volta e meia enche o saco com a ladainha de ter desistido do jornalismo. Balela! Se precisasse ainda provar seu talento como jornalista, necessidade que seu currículo deixou para trás já há algum tempo, a cobertura que ele tem liderado na blogosfera goitacá, desde o início, acerca das denúncias de fraude e lavagem de dinheiro da empresa GAP Comércio e Serviços, além de suas ligações suspeitas com o deputado federal Anthony Matheus, o Garotinho, o PR e a Prefeitura de Campos, bastariam para evidenciar a vocação pujante de qualquer “foca” (iniciante em jargão jornalístico) nesse experiente repórter, referencial profissional para mim e muita gente nessa lida honrosa e ancestral de contar as histórias da tribo.

Não por outro motivo, confira aqui, no blog “Eu penso que”, a reprodução das gravações feitas pelo repórter Hudson Correa e divulgadas aqui em nova matéria da revista Época, que indicam ser o empresário Fernando Trabach a mesma pessoa que se fez passar por George Augusto Pereira (GAP), proprietário fantasma da empresa que continua alugando 80 ambulâncias para o governo Rosinha (PR), a despeito das promessas feitas por Anthony Matheus, o Garotinho, em entrevista à rádio CBN (confira aqui), na qual bravateou suspender o serviço em Campos num prazo de 10 dias, que expirou desde o último dia 31, na sexta-feira passada.

Mais rápido que este blogueiro, o Alexandre Bastos foi o primeiro na Folha Online a fazer aqui o que todo colega desta planície cortada pelo Paraíba, para se manter atualizado sobre o caso, está sendo obrigado (de bom grado) a também fazer: seguir o Ricardo André.

Atualização às 18h25: Na blogosfera local, o primeiro a repercutir a nova matéria da Época, com as sete perguntas que Anthony Matheus, o Garotinho, permanece sem responder sobre suas ligações com a GAP de Fernando Trabach/George Augusto Pereira, foi o Gervásio Cordeio Neto, aqui, no “Sociedade Blog”. À divulgação anterior da reportagem, Ricardo acresceu a reprodução das gravações de áudio.

GAP promete esquentar sessão de hoje na Câmara de Campos

Confirmado: as denúncias envolvendo a empresa GAP Comércio e Serviços e a Prefeitura de Campos entrarão na pauta de debate da sessão da Câmara, que se inicia daqui a pouco, às 17h. Tema adiado nas duas sessões da semana passada, como tem sido a prática ditada pelo controle governista da Casa, visando esfriar as discussões e/ou dar aos vereadores da situação mais tempo para se prepararem aos enfrentamentos políticos em defesa da Prefeitura, o requerimento da entrada do assunto na pauta, visando pedidos de informação ao governo Rosinha (PR), já havia sido protocolado pelos quatro vereadores de oposição desde o dia 22 de maio.

Ao que parece, após as denúncia iniciais, envolvendo a GAP, o deputado federal Anthony Matheus, o Garotinho (PR), e a Prefeitura de Campos,  feitas aqui e aqui pela revista Época, pertencente às Organizações Globo, depois que ontem até a Rede Record, braço midiático da Igreja Universal do Reino de Deus, divulgou aqui o caso em rede nacional, a Câmara de Campos não pôde mais ignorar o assunto. Diferente do Anthony Matheus, o Garotinho, que atacou a Globo, mas até agora não disse palavra sobre a repercussão da mesma denúncia na Record, o Legislativo goitacá não pode ser seletivo naquilo que (à sua maioria) interessa ou não discutir, pelos motivos que todos sabem.

Abaixo, a reprodução do pedido da oposição para colocar o debate da GAP na pauta e pedir informações sobre ele ao governo Rosinha…

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Militante imaginário: desejo de ignorantes ou pequenos burgueses

Arnaldo Jabor 1O militante imaginário

Por Arnaldo Jabor

O Brasil está infestado de ‘militantes imaginários’. Mas, o que é um “militante imaginário”? (Ouvi essa expressão do José Arthur Gianotti — na mosca. Já escrevi sobre isso e volto). O militante imaginário (MI) é encontrado em universidades, igrejas, conventos, jornais, bares. O militante imaginário é um revolucionário que não faz nada pelo bem do povo; ele se julga em ação, só que não se mexe. A revolução imaginária não tem armas, nem sangue, nem dificuldades estratégicas, nem soldados. Trata-se apenas de um desejo ou de ignorantes ou de pequenos burgueses que sonham com uma vitória sem lutas. É uma florescência romântica, poética que nos espera numa ‘parusia’ (Google, gente boa) ao fim da história.

O militante imaginário precisa de algo que ilumine sua vida, uma fé, como os evangélicos — o ‘bem’ de um futuro, o bem de uma sigla, de um slogan. Pensando assim, tudo lhe é permitido e perdoado. “Sou de esquerda” — berra o publicitário, o agiota, o lobista. É tão prático… O grande poeta Ferreira Gullar, ex-exilado, perseguido na ditadura, foi dar uma palestra na USP e ficou perplexo com a obviedade ideológica dos jovens, como se estivéssemos ainda na chegada de Fidel a Havana. Tudo comuna. Ser ‘de esquerda’ dá um charme extra a ignorantes de política. Não há mais esquerda e direita; certo seria falar em ‘progressistas e reacionários’. Com essa dualidade antiga, o PT é ‘de direita’. Mas o MI não quer saber disso — continua sonhando com o surgimento mágico de Lula, com seu dedinho cortado.

A revolução do imaginário militante é uma herança modernista que ficou, desde a coragem de barbudos de Cuba, dos Panteras Negras, dos vietcongues. Nós, no Brasil, amantes do gesto abstrato, inventamos a “revolução cordial”. Preferimos o mundo da teoria. A realidade atrapalha, com suas vielas, esgotos e becos sem saída. Bem ou mal, um militante do PT trabalha, luta por seus ideais delirantes. Mas o militante imaginário é o revolucionário que não gosta de acordar cedo. É muito chato ir para a porta da fabrica panfletar. Militantes imaginários espalham-se pelo país torcendo por uma ‘esquerdaֹ’ como por um time. Isso garante-lhes um charme de revolta, de serem ‘contra o Sistema’. Os jovens por exemplo preferem o maniqueísmo de uma ‘esquerda’ que desconhecem às complicadas equações para entender o mundo atual. (A propósito, não percam na internet o manifesto a favor da Coreia do Norte no site do PC do B. É caso de hospício).

O militante imaginário é uma variante do “patrulheiro ideológico”. Só que o patrulheiro vigia a liberdade dos outros. O militante imaginário só pensa em si — para ele, todos somos burgueses, malvados, contra o bem. Ele nem nos dá a esmola de uma crítica. Ele sorri de nossos argumentos, olhando-nos, superior, complacente com nossa ‘alienação’.

O militante imaginário (MI) tem uma espécie de saudade. Saudade de um mundo que já foi bom. Só que ninguém sabe dizer quando o mundo foi bom. Quando o mundo foi bom? Durante a guerra de 14, no stalinismo, nos anos 40, quando? O MI tem saudade de um tempo quando se achava que o mundo “poderia” ser bom; é a saudade de uma saudade.

Muitos pensam que são ‘marxistas’. Não são. São restos de um mal entendimento da herança de Hegel, que nos brindou com as “contradições negativas”, ou seja, o erro é apenas o inevitável caminho para uma vitória futura do Espírito. Quanto mais erro houver, mais comprovação de sucesso; quanto mais derrota, mais brilha a solidão da esperança.

Não me esqueço de um debate do grande intelectual liberal José Guilherme Merquior com dois marxistas sérios e sinceros. Eles faziam “autocrítica” de todos os erros sucessivos do socialismo real: 1956 na Hungria foi um erro, 1968 em Praga foi um erro, terrível a matança de Pol Pot no Camboja, na revolução cultural da China, 64 e 68 foram duas subestimações do inimigo. E concluíram: continuaremos tentando, chegaremos lá. Merquior atalhou na hora: “Mas, por que vocês não desistem?”. É isso. Mesmo com todas as evidências de ilusões perdidas, os militantes produzem mais fé – como evangélicos. Não são de partido algum, mas com sua torcida ridícula, desinformada, ajudam a eleição dos velhos bolcheviques tropicais.

O MI não quer a vitória, pois seria o fim do sonho e o inicio de um inferno administrativo. Já pensou? Ter de trabalhar na revolução? O militante imaginário detesta contas, balanços, safras de grãos, estatísticas, tudo que interessa à chamada ‘direita’ concreta. Por isso, ela ganha sempre. A esquerda tem “princípios” e “fins”. Mas a direita tem “meios”; a direita é um fim em si mesma. A esquerda é idealista, franco-alemã. A direita é “materialista histórica”.

A esquerda sonha com o “futuro”. A direita sonha com o “mercado futuro”.

A esquerda é contra a social democracia — deu em Hitler. A direita é contra a social democracia — deu em Hitler.

Esquerda e direita se unem numa coisa: nunca são culpados e nunca pagam a conta, como os usineiros.

Estamos vivendo um momento histórico gravíssimo. Estão ameaçadas todas as realizações do governo de FHC, que modernizou institucionalmente o país, enquanto pôde, sob a mais brutal oposição do PT. Seus líderes diziam: “Se o Fernando Henrique for pela ajuda a criancinhas com câncer, temos de ser contra”. As obras do medíocre PAC estão todas atrasadas, as concessões à iniciativa privada são lentas e aleijadas, a inflação está voltando, os gastos públicos subiram 20% e os investimentos caem, o estimulo ao consumo em vez do estimulo à produção vai produzir a catástrofe, e tem muita gente da própria “esquerda” querendo que a Dilma se ferre para a volta do mais nefasto homem do país: o Lula.

Não É possível que homens inteligentes não vejam este óbvio uivante, ululante.

Mas qual intelectual ou artista famoso teria coragem, peito, cu, para denunciar isso publicamente? Quem?

É melhor ficarem quietos e não se comprometerem. O mito da esquerda impede que se pense o país, trava a análise crítica.

Deus vai castigá-los.

Publicado hoje na edição impressa de O Globo.

Record divulga em rede nacional investigações sobre a GAP

Sempre à frente na apuração jornalística, em mídia local, das denúncias e investigações das relações entre a empresa GAP Comércio e Serviços, o deputado federal Anthony Matheus, o Garotinho (PR), e o governo Rosinha (PR), o jornalista Ricardo André Vasconcelos divulgou aqui, em primeira mão na blogosfera goitacá, o vídeo com a reportagem sobre o caso, veiculada hoje (03/06) à noite em rede nacional, no Jornal da Record, que este “Opiniões” pede licença para também reproduzir abaixo…

Depois disso, duas dúvidas. A primeira, se o deputado, também evangélico, após hoje (03/06) dizer aqui, em seu blog, que o jornalismo da Globo merecia ir para o lixo, será que agora vai afirmar o mesmo da Record, braço midiático da Igreja Universal do Reino de Deus e seu numeroso rebanho de fiéis eleitores? Ademais, em nível provinciano, será que o apresentador local da Record e vereador Alexandre Tadeu (PRB), motivado jornalisticamente pela matéria nacional da sua emissora, irá se antecipar aos vereadores de oposição, finalmente colocando as denúncias sobre a GAP na pauta de discussão da Câmara de Campos, na sessão de amanhã?

Atualização às 12h26 de 04/06: Na Folha Online, o vídeo postado pelo Ricardo André foi replicado primeiro aqui, no blog da sempre antenada jornalista Suzy Monteiro.

GAP: “Caça-Fantasma” no Rio, enquanto ambulâncias rodam e são pagas em Campos

Os fantasmas da empresa GAP Comércio e Serviços, denunciada aqui e aqui pela revista Época, que tanto têm assombrado o deputado Anthony Matheus, o Garotinho (PR), e o governo Rosinha (PR), começaram a ser exorcizados. Não só nas cidades de Duque de Caxias, na sede da GAP, e do Rio de Janeiro, onde a Delegacia Fazendária (Delfaz) da Polícia Civil cumpriu ao todo quatro mandados de busca e apreensão, na Operação “Caça-Fantasma”, como informaram na blogosfera local os experientes e sempre atentos jornalistas Suzy Monteiro (aqui), Ricardo André Vasconcelos (aqui e aqui) e Jane Nunes (aqui).

Prazo de Anthony descumprido — Também em Campos, mesmo depois de vencido desde a última sexta-feira (31/06) o prazo de 10 dias dado no último dia 21, em entrevista à rádio CBN, por Anthony  Matheus, o Garotinho (confira aqui, no blog do próprio deputado, e aqui e aqui, no site da CBN), para que a empresa  justificasse a falsificação de documentos revelada pela Época, o fato é que hoje as 80 ambulâncias da GAP, contratadas a R$ 32 milhões/ano, ainda estão nas ruas do município, a serviço da Prefeitura de Campos.

Confira abaixo, no destaque da reprodução, o prazo dado à CBN e descumprido…

Reprodução e destaque por Eliabe de Souza, o Cássio Jr. (clique na imagem para ampliá-la)
Reprodução e destaque por Eliabe de Souza, o Cássio Jr. (clique na imagem para ampliá-la)

Pagamentos continuam a ser feitos — E, ao contrário do que afirmou a Procuradoria do Município, em nota feita sob encomenda para o blog de Anthony Matheus, o Garotinho (que a divulgou aqui), os pagamentos cuja suspensão foi anunciada desde março, continuaram a ser feitos à GAP. No mês de abril, a Prefeitura de Campos pagou R$ 522.928,00 à empresa denunciada (confira aqui), enquanto em maio, quando o governo Rosinha pagou mais R$ 1.277.025,75, totalizando quase R$ 1,8 milhão, ou mais precisamente R$ 1.799.953,75 dos cofres públicos do município (relembre aqui).

Confira abaixo, nos destaques das reproduções da nota da Procuradoria de Campos e do próprio Portal da Transparência da Prefeitura, o anúncio da suspensão dos pagamentos desde março, mas efetuados de fato em abril e maio…

Reprodução e destaque por Eliabe de Souza, o Cássio Jr. (clique na imagem para ampliá-la)
Anúncio da Procuradoria de Campos da suspensão dos pagamentos da Prefeitura à GAP desde março, na reprodução e destaque de Eliabe de Souza, o Cássio Jr. (clique na imagem para ampliá-la)
Pagamento da Prefeitura à GAP em abril, na reprodução e destaque de Ricardo André Vasconcelos e Eliabe de Souza, o Cássio Jr. (clique na imagem para ampliá-la)
Pagamento da Prefeitura à GAP em 30 de abril, na reprodução e destaque de Ricardo André Vasconcelos e Eliabe de Souza, o Cássio Jr. (clique na imagem para ampliá-la)
Pagamento da Prefeitura à GAP em maio, na reprodução e destaque de Eliabe de Souza, o Cássio Jr. (clique na imagem para ampliá-la)
Pagamento da Prefeitura à GAP em 10 de maio, na reprodução e destaque de Eliabe de Souza, o Cássio Jr. (clique na imagem para ampliá-la)

Como ficam os motoristas? — Enquanto isso, neste exato momento, acontece no Ministério Público do Trabalho (MPT) de Campos uma audiência em caráter de urgência, solicitada no último dia 27, pelo sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Cargas e Passageiros, como a Folha Online antecipou aqui, para saber o que será feito dos 400 motoristas que prestam serviço nas 80 ambulâncias da GAP, cuja suspensão dos serviços e pagamentos continuam sendo feuitos, a despeito das aparentes inverdades proferidas em tom oficial pela Procuradoria do Município e pelo deputado Anthony Matheus, o Garotinho.

Confira abaixo, no flagrante fotográfico do repórter da Folha Edu Prudêncio, uma das 80 ambulâncias da GAP rodando hoje pelas ruas de Campos…

Atualização às 20h16: Aqui, baseado na competente apuração do repórter da Folha Bruno Almeida, sobre a audiência de agora há pouco no MPT de Campos, o também jornalista Gustavo Matheus informou que o advogado da GAP garantiu que a rescisão do contrato com a empresa por parte da Prefeitura de Campos, anunciado por Anthony Matheus, o Garotinho, é “só boato”. Pelos gritantes contrastes entre o dito e o feito em relação ao caso, o jurisconsulto está prenhe de razão.

Parlamento Regional do NF define infraestrutura como prioridade

Com 22 vereadores de oito município, o Parlamento Regional se reuniu hoje na Câmara de Campos (foto de Thiago Freitas)
Com 22 vereadores de oito municípios, o Parlamento Regional se reuniu hoje na Câmara de Campos (foto de Thiago Freitas)

Reunindo 22 vereadores de oito municípios do Norte Fluminense, o Parlamento Regional Legislativo, realizou nesta segunda-feira (03-06), a quarta reunião, em Campos dos Goytacazes. Definiu como prioridade a luta por melhor infraestrutura, especialmente no que se relaciona a rodovias, ferrovias, energia e saneamento, como forma de garantir a continuidade do desenvolvimento da região com sustentabilidade e inserida nas prioridades de ações do Governo Federal.

A próxima sessão do Parlamento Regional será realizada em 01 de julho, às 10h, na Câmara de Vereadores de Quissamã. Na pauta, a avaliação das obras e impactos do Porto do Farol-Barra do Furado; os investimentos nas melhorias e duplicação da BR 101 e a viabilidade da implantação da Rodovia Translitorânea, ligando diretamente todos os municípios da orla marítima, entre Macaé e São Francisco de Itabapoana.

A reunião em Campos foi realizada no plenário da Câmara de Municipal, sob a presidência do vereador Edson Batista (PTB), com o secretário executivo, vereador Mauro Silva (PT do B). Além dos representantes legislativos de oito municípios, contou com palestras feitas pelo gerente do Centro de Informações e Dados de Campos (Cidac), economista Ranulfo Vidigal e do engenheiro Renato Alves Teixeira, da Anson Fundação e Geotecnia Limitada.

O economista informou que a região é uma das que mais gera empregos formais no Brasil, com índices acima de 50% ao ano. Mas, a maioria na faixa de um a 1,5 salário mínimo. Destacou que a massa de salários injeta na economia regional cerca de R$ 600 milhões/mês no mercado regional contra R$ 200 milhões há 13 anos.

De acordo com as projeções feitas por Ranulfo Vidigal ainda existem 100 mil trabalhadores na informalidade. Acrescentou que para a continuidade do processo de desenvolvimento é indispensável a consolidação do Superporto do Açu (com a sua retroárea ocupada por indústrias) e do Porto de Farol-Barra do Furado. Mas, que, para isso, é imprescíndivel a ampliação da infraestutura existente, sobretudo rodovias (inclusive a Translitorânea e aceleração das obras e duplicação da BR-101) e ferrovias.

Ele explicou que Governo Federal definiu três macro-prioridades  para o ciclo expansivo da Presidente Dilma Roussef: 1) mercado de consumo de massa; 2) melhor aproveitamento das matérias primeiras exportadas e, 3) infraestrutura — “Mas, este é o ponto mais vulnerável do Norte Fluminense. Sem ela, não consolidamos nosso desenvolvimento”, afirmou o economista.

Essas questões foram consideradas prioritárias para continuidade de debate e formulação das ações prioritárias do Parlamento Regional, na Sessão de Quissamã, acrescentando uma questão também definida como imediata, que é a manutenção dos acessos existentes de Conceição de Macabu a Macaé, na BR-101, cuja eliminação acrescentaria mais 32 quilômetros aos atuais 45 km.

Participaram da reunião do Parlamento Regional, vereadores dos municípios de Campos dos Goytacazes, Carapebus, Cardoso Moreira, Conceição de Macabu, Quissamã, São Fidélis, São Francisco do Itabapoana e São João da Barra.

Fonte: Assessoria do vereador Mauro Silva.

Neymar, em Barcelona: “Quero ajudar Messi a continuar a ser o melhor do mundo!”

De Neymar, agora há pouco, em sua apresentação como jogador do Barcelona, no Camp Nou: “Quero ajudar Messi a continuar a ser o melhor do mundo!”. Além da habilidade com as chuteiras, que finalmente será lapidada na convivência diária com os melhores jogadores do mundo, todos atuando na Europa, chegar calçando as sandálias do pescador dão alvissareiros sinais a este começo de vida do ex-jogador do Peixe no seu novo Velho Mundo.

Após Clarissa, Wladimir também fala com a Folha

Wladimir: “A hora é essa!”

Por Suzy Monteiro, em 03-06-2013 – 13h05

Presidente do PR em Campos, Wladimir Garotinho está pleiteando uma vaga de candidato do seu partido a deputado, mas não há nada decidido. Tudo vai depender do que o grupo decidirá no próximo ano.

Mas ele lembra que, se não for agora, pode demorar a ser. Isso porque, caso tudo der muiiito certo em 2014, a mãe já prefeita e se forem eleitos a irmã Clarissa deputada federal e o pai governador, Wladimir não poderá se candidatar, pois estará “engessado” juridicamente: “A hora é essa”, diz Wladimir.

Leia mais sobre candidaturas, na edição impressa de hoje da Folha da Manhã ou no Folha Online.

GAP e Expoente de volta à pauta


Por Ricardo André Vasconcelos, em 02-06-13 – 21h43

A semana que começa promete novidades do Caso GAP. Já venceu na última sexta-feira o prazo de 10 dias que teria sido dado pela Prefeitura de Campos para a empresa se pronunciar sobre as denúncias da Revista Época (aqui). No dia 21, o deputado Garotinho anunciou (aqui), em entrevista à CBN e repercutida em seu próprio blog, que a prefeita Rosinha iria cancelar o contrato e fazer nova licitação para alugar as 80 ambulâncias que hoje são locadas da GAP, além de abrir sindicância para que investigar o contrato assinado com a empresa desde 2009 e prorrogados cinco vezes consecutivas.

Na terça-feira (amanhã), dia 4, os vereadores da oposição (Nildo Cardoso, Fred Machado, Marcão Gomes e Rafael Diniz) devem apresentar pedido de informações sobre o assunto.

Além do caso GAP, que tem todos os ingredientes de um escândalo, outro tema volta à cena política e à pauta da mídia esta semana: as investigações sobre a compra de material didático à empresa paranaense Expoente, enquanto o Ministério da Educação disponibilizava material semelhante, e de graça. O vereador Marcão Gomes (PT) apresentou pedido de informações que foi negado pela maioria governista na Câmara. Com base na lei de acesso à informação, o vereador requereu à Prefeitura as tais informações, também sem êxito e já recorreu aqui ao Tribunal de Justiça (TJ). Esta semana podem surgir novidades.

Tem também a expectativa de nomeação dos titulares das cinco novas secretarias criadas pela prefeitaRosinha.

Como se vê, a novidade alvissareira do aeromóvel não é suficiente para tirar os velhos e incômodos assuntos da pauta.

Faltou Dilma pedir desculpas pelo erro do seu governo no Bolsa Família

Salgaram a Santa Ceia

É um exagero sugerir que o governo deflagrou a maratona do Bolsa Família nos últimos dias 18 e 19 unicamente para atribuir sua autoria à oposição, responsável por ela mediante a difusão de boatos. O risco seria demasiado grande. E se a movimentação inesperada de cerca de um milhão de pessoas em 13 Estados tivesse resultado em mortos e feridos? E se ao invés de um milhão tivessem sido quatro, cinco ou seis a se movimentarem?

O vilão Félix, interpretado por Mateus Solano, da novela “Amor à vida”, cria bordões
O vilão Félix, interpretado por Mateus Solano, da novela “Amor à vida”, cria bordões

Tudo bem, como adiantou Gilberto Carvalho, secretário-geral da presidência da República: o bicho vai pegar este ano, véspera da reeleição de Dilma ou de uma improvável derrota dela. Está pegando. Faz-se o diabo para ganhar, disse a própria Dilma recentemente. Mas ninguém em sã consciência rasga dinheiro. Vence quem erra menos. Ousadia em excesso é para quem está desesperado. Ou aloprou.

Em 2006, candidato à reeleição, Lula bateria fácil Geraldo Alckmin no primeiro turno. Havia sobrevivido ao escândalo do mensalão graças ao erro de cálculo da oposição que, ao impeachment, preferiu esperar que ele sangrasse sozinho até a última gota. Mas aí funcionários da campanha de Lula alopraram, encomendando um falso dossiê contra Alckmin e José Serra.

Foi um lance com direito a mala abarrotada de dinheiro, batida da Polícia Federal em hotel no meio da noite e prisão do coordenador da campanha de Aloizio Mercadante, candidato ao governo de São Paulo e adversário de Serra. Para não responder sobre os aloprados, Lula fugiu ao último debate dos candidatos a presidente promovido pela TV Globo. Sua vitória acabou adiada.

O caso dos aloprados ficou por isso mesmo. Ao do Bolsa Família parece reservado o mesmo destino. Tudo indica que não estamos diante de um crime ardilosamente concebido. O mais provável é que tenha ocorrido na Caixa um absurdo erro administrativo. E que em seguida se tenha tentado aproveitá-lo para desgastar a oposição. Nada de surpreendente, por suposto.

O presidente da Caixa afirmou que só soube de parte do que acontecera na segunda-feira 20. Lorota: soube na tarde do sábado 18 que a Caixa adiantara na véspera o pagamento do benefício de maio de quase 700 mil pessoas. Por fim, disse que precisou de cinco dias para se inteirar dos detalhes do desastre. Lorota: bastou o fim de semana, dispensado até um pulo ao prédio da Caixa para uma reunião de emergência.

De quantos dias precisaria a oposição para armar uma operação de telemarketing capaz de atingir um milhão de pessoas distribuídas por 13 Estados? Vazou da Caixa o cadastro com os números de telefones de uma fatia dos clientes do Bolsa? Ou a empresa de telemarketing disparou telefonemas aleatórios, tendo a sorte de alcançar quem mais tarde disseminaria boca a boca o boato do fim do programa?

Há pontos obscuros de sobra a respeito do episódio. Um jornal paulista cobrou do governo respostas para todos eles. Ouviu de volta: os esclarecimentos já foram dados. Ora, evidente que não foram. Se a imprensa não existisse os governos seriam mais felizes. Em compensação, o distinto público seria mais enganado do que costuma ser – dia sim, outro não. Ou dia sim e outro também.

A dona do gatilho mais rápido do cerrado, a justiceira implacável que nada perdoa e cultiva o medo nos seus domínios, autorizou a publicação de uma nota em defesa da direção da Caixa. Se assim não procedesse reconheceria que seu governo erra – e como erra! A cada dia erra mais. O passo seguinte seria o de livrar-se de auxiliares tão descuidados. Um deles, o presidente da Caixa, pediu desculpas aos brasileiros. Dilma é quem deveria ter pedido.

Publicado hoje (03/06), aqui, no Blog do Noblat.