Como o Gustavo Matheus antecipou aqui, o movimento “Cabruncos Livres” realizou no Jardim São Benedito, na tarde de hoje, outra reunião aberta ao público para definir as próximas ações. Ficou decidido que eles farão uma nova manifestação, na próxima quarta-feira, dia 3, com concentração a partir das 16h, para confecção de cartazes, saindo em passeata pelas ruas da cidade, por volta das 18h, em roteiro mantido em sigilo, para se evitar novas tentativas de infiltração e sabotagem por parte do poder público municipal. Nascida do movimento nacional de protesto populares pela exigência da plenitude dos direitos do cidadãos, em todas as suas esferas, o movimento em Campos municipalizou sua pauta, que quer agora levar à discussão da Lei Orgânica do município. As principais reivindicações são:
1 – Orçamento participativo
2 – Ficha Limpa para todos os cargos de assessoramento e direção (secretários e DAS)
3 – Eleição direta para diretores das escolas municipais
4 – Fim do voto secreto na Câmara Municipal
5 – Paridade do aumento dos subsídios dos vereadores com o aumento salarial do funcionalismo público
6 – Isenção da taxa de iluminação
Atualização às 13h03 de 01/07/13: A partir do toque do leitor Dérik Pereira, em comentário a esta postagem, para se conhecer outras reivindicações dos “Cabruncos Livres”, clique aqui.
Infográfico da Folha de São Paulo da pesquisa Datafolha (clique na imagem para ampliá-la)
Pesquisa Datafolha finalizada ontem mostra que a popularidade da presidente Dilma Rousseff desmoronou.
A avaliação positiva do governo da petista caiu 27 pontos em três semanas.
Hoje, 30% dos brasileiros consideram a gestão Dilma boa ou ótima. Na primeira semana de junho, antes da onda de protestos que irradiou pelo país, a aprovação era de 57%. Em março, seu melhor momento, o índice era mais que o dobro do atual, 65%.
A queda de Dilma é a maior redução de aprovação de um presidente entre uma pesquisa e outra desde o plano econômico do então presidente Fernando Collor de Mello, em 1990, quando a poupança dos brasileiros foi confiscada.
Naquela ocasião, entre março, imediatamente antes da posse, e junho, a queda foi de 35 pontos (71% para 36%).
Em relação a pesquisa anterior, o total de brasileiros que julga a gestão Dilma como ruim ou péssima foi de 9% para 25%. Numa escala de 0 a 10, a nota média da presidente caiu de 7,1 para 5,8.
Neste mês, Dilma perdeu sempre mais de 20 pontos em todas regiões do país e em todos os recortes de idade, renda e escolaridade.
O Datafolha perguntou sobre o desempenho de Dilma frente aos protestos. Para 32%, sua postura foi ótima ou boa; 38% julgaram como regular; outros 26% avaliaram como ruim ou péssima.
Após o início das manifestações, Dilma fez um pronunciamento em cadeia de TV e propôs um pacto aos governantes, que inclui um plebiscito para a reforma política. A pesquisa mostra apoio à ideia.
A deterioração das expectativas em relação a economia também ajuda a explicar a queda da aprovação da presidente. A avaliação positiva da gestão econômica caiu de 49% para 27%.
A expectativa de que a inflação vai aumentar continua em alta. Foi de 51% para 54%. Para 44% o desemprego vai crescer, ante 36% na pesquisa anterior. E para 38%, o poder de compra do salário vai cair — antes eram 27%.
Os atuais 30% de aprovação de Dilma coincidem, dentro da margem de erro, com o pior índice do ex-presidente Lula. Em dezembro de 2005, ano do escândalo do mensalão, ele tinha 28%.
Com Fernando Henrique Cardoso (PSDB), a pior fase foi em setembro de 1999, com 13%.
Em dois dias, o Datafolha ouviu 4.717 pessoas em 196 municípios. A margem de erro é de 2 pontos para mais ou para menos. (Ricardo Mendonça)
Na blogosfera local, o primeiro a reproduzir a nova pesquisa DataFolha (aqui) foi o jornalista Saulo Pessanha, aqui, na Folha Online.
Os parasitas da nação estão em festa. Os efeitos dos protestos de rua estão tomando o melhor caminho possível (para eles): constituinte, plebiscito, pré-sal… Os parasitas estão gargalhando em seus gabinetes. Sempre souberam que embromariam a multidão, mas não esperavam que fosse assim tão fácil. Ao fim da primeira semana de manifestações, Dilma foi à TV. Nas ruas, os protestos contra o aumento das passagens de ônibus mostravam o óbvio: a volta da inflação enfim tirara os brasileiros de casa. O transporte era só o item mais visível da escalada de preços em todos os setores. A vida ficou mais apertada — e a paciência acabou. Como todos sabem (ou deveriam saber), o governo popular abandonou a meta de inflação para irrigar sua formidável máquina de duas dezenas de ministérios. Mas na TV, Dilma parecia uma porta-voz dos revoltosos.
A presidente disse que os anseios das ruas eram os mesmos do seu governo. É preciso coragem para soltar um disparate desses sem gaguejar. O tal governo que anseia por mudanças governa o país há dez anos. E Dilma não deu uma palavra sobre gastos públicos — ou, em português, sobre a orgia orçamentária que seu partido preside no Estado brasileiro. Pregou a melhoria dos serviços públicos (supostamente os do Brasil), no momento em que seu governo bate mais um recorde de despesas — como sempre reduzindo os investimentos e aumentando o custeio (a verba dos companheiros). É preciso muita desinibição.
O projeto parasitário é desinibido porque a opinião pública é trouxa. E o pronunciamento da presidente foi engolido pelos brasileiros, incapazes de relacionar a inflação e a queda dos serviços com a administração perdulária e inepta da grande gestora.
Se o movimento que encanta o país fosse minimamente lúcido, cercaria o Palácio do Planalto depois desse pronunciamento. Poderia anunciar, pacificamente, que só sairia de lá com a extinção de pelo menos cinco ministérios inúteis, mantidos para alimentar correligionários. Ou com o compromisso da presidente de voltar a respeitar a meta de inflação. Ou denunciando o escândalo da “contabilidade criativa”, pelo qual o governo do PT passou a fraudar seu próprio balanço — seguindo a escola Kirchner-Chávez —, escondendo dívidas para poder gastar mais com cargos e propaganda.
Será que os heróis das ruas não percebem que é isso o que mais infla o custo de vida (e as passagens de ônibus)?
Não, não percebem. Uma líder do movimento declarou ao “Jornal Nacional” que a próxima prioridade era a reforma agrária… Aí os parasitas estouraram o champanhe. Era a senha para mandarem Dilma tirar da cartola uma constituinte: reforma política! (mesmo balão de ensaio usado por Lula quando estourou o mensalão). E o truque colou. Tiraram a constituinte de cena, mas deixaram o Brasil entretido no debate lunático sobre um plebiscito do crioulo doido. De brinde, Dilma prometeu transformar a “corrupção dolosa” em crime hediondo. Eles venceram de novo.
Enquanto gritam por cidadania, educação, dinheiro do pré-sal e felicidade geral, os revoltosos urbanos estão absolvendo Rosemary Noronha — a protegida de Lula e Dilma na invasão fisiológica das agências reguladoras (responsáveis pelos serviços que a presidente promete melhorar…). Estão absolvendo as quadrilhas que dominaram o PAC — reveladas pela CPI do Cachoeira, que Dilma abafou e nenhum manifestante reclamou. Estão chancelando todos os denunciados na época da faxina imaginária que continuam dando as cartas no governo, como o ministro do Desenvolvimento Fernando Pimentel. Os revoltosos estão sancionando a sucção e cantando o Hino Nacional.
Fica então uma sugestão de pergunta para o plebiscito: o Brasil prefere ser roubado por corrupção dolosa ou indolor?
O presidente do STF, Joaquim Barbosa, prepara-se para convocar por volta de 15 de agosto a continuação do julgamento do mensalão em clima totalmente diferente daquele do fim de 2012, quando 25 dos 38 réus foram condenados.
A tentativa dos advogados de defesa de reabrir o julgamento através dos embargos infringentes parece fadada ao insucesso neste momento em que as ruas se manifestam contra a corrupção e exigem, tanto do Congresso quanto do Judiciário, um tratamento duro no seu combate.
Transformar a corrupção em crime hediondo, como o Congresso está em vias de fazer, dá uma dimensão política nova ao seu combate que, embora seja populista, ajuda a barrar tentativas de postergação das penas a que os réus de colarinho branco foram condenados.
A prisão do deputado Natan Donadon, decretada pelo STF após dois anos de embargos em cima de embargos, é demonstração de que o tempo de conseguir evitar a cadeia com chicanas jurídicas está com os dias contados.
Num sistema de Justiça equilibrado, não haveria qualquer problema em que a pena do ex-ministro José Dirceu fosse reduzida em eventual revisão de julgamento sobre o crime de formação de quadrilha, por exemplo.
De qualquer maneira, a condenação dele e dos demais réus do mensalão já está dada. Só aceitar uma pena que o coloque em regime fechado, como é a dele, seria apenas vingança política.
Mas a triste realidade brasileira é que a transformação da condenação em regime semiaberto significa na prática manobra para que o réu de colarinho branco acabe escapando da cadeia, pois não há no país prisões-albergues suficientes. Os condenados a regime semiaberto acabam mesmo em prisão domiciliar, com todas as regalias inerentes.
Ainda mais se essa eventual revisão de pena vier a ser alcançada através dos embargos infringentes, figura que só é cabível num julgamento do Supremo fazendo-se um malabarismo jurídico. Essa condescendência do tribunal na verdade significaria novo julgamento e seria percebida pela população como manobra para livrar os principais réus políticos da cadeia.
Ainda mais depois que dois novos ministros participarão do julgamento, Teori Zavascki, nomeado na vaga de Cezar Peluso, e Luís Roberto Barroso, que tomou posse ontem na vaga de Ayres Britto.
No momento, o STF é percebido pela população como uma barreira contra a corrupção, assim como o Ministério Público. Não foi por acaso que o fim da PEC 37 foi uma das reivindicações que ganharam as ruas.
O comentário de Barroso de que aquele julgamento foi “um ponto fora da curva”, antes de ser uma crítica, pode ser uma constatação de que o Supremo atuou dentro do espírito dos novos tempos que o país vive, conectando-se às necessidades da sociedade, e até mesmo antecipando-se a elas.
É essa percepção que faz de Barbosa um possível candidato à Presidência da República e, mais realisticamente, o vice ideal tanto para a chapa do PSDB, com Aécio Neves, quanto para a do PSB, com Eduardo Campos.
Mesmo, porém, a possibilidade de vir a ser vice de alguém é considerada remota, pois Barbosa não demonstra estar seduzido pelo apelo popular que o coloca como um candidato dos sonhos de uma parcela ponderável da população.
Apesar de dizer-se lisonjeado pelo resultado do Datafolha que o apontou como o preferido de 30% dos entrevistados em uma das manifestações de São Paulo, Barbosa tem confidenciado a amigos que considera mais importante seu papel de ministro do Supremo, e presidi-lo no momento de “grave crise” por que o país passa, do que participar de uma aventura política a esta altura de sua vida pública.
Mesmo com essa predisposição, Barbosa não nega munição para aqueles que não se sentem representados e saiu defendendo menos poder para os partidos políticos e a “necessidade no Brasil de se incluir o povo nas discussões sobre reforma. O Brasil está cansado de conchavos de cúpula”.
Ao defender as candidaturas avulsas, independentes dos partidos políticos, Barbosa acendeu a imaginação dos que querem vê-lo na disputa presidencial.
Antes, os políticos justificavam o baixo nível do Congresso dizendo que, para o bem e para o mal, ele era um reflexo do Brasil, representava o que os brasileiros tinham de melhor e de pior. Ou seja, não se podia almejar um Congresso de primeira com um povinho de quinta. E durante muito tempo nos fizeram acreditar que os representantes não eram piores do que os representados. Na semana passada, o povo nas ruas provou o contrário.
As palavras de (des)ordem atingiram frontalmente os partidos, com sua cultura patrimonialista, seus privilégios afrontosos e seu distanciamento da indignação popular, como uma corporação que se apossou do Estado e se une quando seus interesses são ameaçados — como agora. Mas eles querem mais dinheiro (nosso) para os seus partidos.
Contra a corrupção eleitoral, eles propõem o financiamento público das campanhas, com a bolada sendo distribuída proporcionalmente às bancadas dos partidos no Congresso. Ou seja, PT e PMDB, enquanto para a oposição sobraria uma verba do tamanho da sua pequenez. É a forma mais fácil, e cínica, de um partido se eternizar no poder às custas do dinheiro publico. Por que o Zé Dirceu e o Rui Falcão não mandam a militância para a rua defender esta proposta?
O horário eleitoral e os fundos partidários — que já nos custam muito caro — bastam para equalizar as oportunidades e garantir eleições democráticas. Empresas não votam, só têm interesses, investem e depois cobram a conta. São os eleitores que devem ajudar as campanhas de seus candidatos com doações individuais limitadas. Na Itália, o Movimento Cinco Estrelas fez 25% dos votos sem verbas públicas, só com pequenas doações individuais. E ideias.
Se a histórica semana passada tivesse acontecido antes, Renan não teria sido eleito presidente do Senado, os juizes não ousariam se dar dez anos retroativos de vale-refeição, os partidos não apresentariam projetos para afrouxar o Ficha Limpa e a Lei de Responsabilidade Fiscal, não dariam a Comissão de Direitos Humanos a Marco Feliciano, e os condenados do mensalão já estariam na cadeia. Foi por essas e outras que ela aconteceu.
Na segunda-feira (dia 01/07) haverá uma concentração a partir das 14h na Praça São Salvador, para uma caminhada até a Câmara de Vereadores de Campos. Estaremos reivindicando os direitos e a valorização da classe. Essa luta é de todos!
Compareçam!!!
Atualização às 19h45:Aqui e aqui, respectivamente, os blogueiros e jornalistas Sérgio Mendes e Joca Muylaert já haviam antes reproduzido a postagem da Branca.
Desde ontem, a Folha Online conta com um blog novo em sua ágora virtual: o ArteFatos, da jornalista Lívia Nunes, nossa editora da Folha Dois. Do que pretende nesse novo espaço, deixemos que ela fale em voz própria…
Estreio o novo canal de comunicação onde esta jovem jornalista pretende comentar e divulgar os eventos e movimentos artísticos que acontecem (ou não acontecem), principalmente, em Campos. Por aqui também vão aparecer muitas opiniões sobre cinema, literatura, música — tudo que faz parte da minha listinha pessoal de interesses. Vamos navegar e desbravar mais este espaço.
Como podem ver estão programadas hoje manifestações em 18 cidades, entre elas, Rio de Janeiro, Rio das Ostras e Teresópolis, nesta última a revolta do povo contra Cabral e Pezão pelo desvio das verbas emergenciais é muito grande. E muita gente vai protestar contra a Globo, que é lobo, agora vestindo pele de cordeiro, para tentar enganar mais uma vez os brasileiros.
O problema de se passar algum tempo sem ler o Ricardo André Vasconcelos é perder coisa boa, dita sempre com precisão, coragem e poucas palavras. É um dos que levam adiante o estilo elevado ao seu nível mais alto pelo escritor e jornalista estadunidense Ernest Hemingway (1899/1961). Abaixo, com Caetano Veloso e a Grécia Clássica em diálogo lacônico, adjetivo derivado da região da Lacônia, onde habitavam os espartanos, criados desde crianças para usarem sempre poucas, mas contundentes palavras, o jornalista e blogueiro revela o “aiatolá-chefe” da planície goitacá, que em muito tem a ver com o “rei dos reis” persa que 300 espartanos deram a vida para depois derrotar, num espírito de coragem presente nas ruas de todo o Brasil, incluindo a Campos dos “Cabruncos Livres”…
Traumatizados por serem excluídos e, mais que isso, alvo dos Cabruncos Livres nas duas passeatas promovidas em Campos, os seguidores da seita garotista não descansam enquanto não implodirem o movimento. Eles não sabem lidar com rejeição, odeiam concorrência e vão repetir ad nauseam a catilinária do aitolá-chefe nas redes sociais e microfones amigos.
É como diz Caetano na clássica “Sampa”: “…é que Narciso acha feio o que não é espelho”.
Narciso, óleo sobre tela de Caravaggio, está na Galleria Nazionale d´Arte, Roma
Sobre a origem mitológica de Narciso e o narcisismo derivado veja aqui.
Ernest Hemingway (1899/1961) e F. Scott Ftizgerald (1896/1940) foram os dois maiores nomes da prosa no modernismo dos EUA, ambos auto-exilados durante a Lei Seca em seu país (1920/33), junto a outros conterrâneos, como os poetas Erza Pound (1885/1972) e T. S. Elliot (1888/1965), na internacional “Geração Perdida”, que reunia também gente como o pintor espanhol Pablo Picasso (1881/1973), ou o prosista irlandês James Joyce (1882/1941), na Paris dos “Loucos Anos 20” do século passado. Melhor descrição destes tempo e espaço de revolução nas artes, regados com excessos de vida e álcool, no hiato entre as duas Guerras Mundiais (1914/18 e 1939/45) e um pouco antes da crise mundial do capitalismo a partir de 1929, em seu biográfico “Paris é uma festa”, nunca concluído em vida e só publicado após sua morte, Hemingway assim descreve Fitzgerald:
Foto de Paola D’Angelo
“Seu talento era tão espontâneo quanto o desenho que o pó faz nas asas de uma borboleta. Houve uma época em que ele tinha tanta consciência disso quanto a borboleta, não ligando para o fato de que seu talento podia apagar-se ou desaparecer de todo. Mais tarde começou a preocupar-se com as asas feridas e sua estrutura. Aprendeu a refletir, mas já não conseguia voar porque o amor ao voo o abandonara. Restava-lhe apenas a lembrança dos dias em que voar fora um ato natural”.
O velho Santiago de Spencer Tracy na luta de vida e morte com seu peixe gigantesco
Para marcar a diferença entre os estilos de um e outro autor, um colega brasileiro e grande admirador de ambos, Luiz Fernando Verissimo diz que Fitzgerald era “um suculento”, ao passo que Hemningway, “um seco”. A grande obra deste é sem sombra de dúvida “O velho e o mar”, de 1952, na minha opinião pessoal, o maior romance escrito no século 20, apesar de ter gerado um filme fraco, mesmo dirigido por John Sturges (1910/92) e estrelado por Spencer Tracy (1900/67). Em curta de animação, uma versão mais recente e feliz foi produzida pelo diretor russo Alexander Petrov, que pode ser conferida na edição abaixo, com trilha sonora do Buena Vista Social Club, na “Chan chan” tão cubana quanto o Santiago de Hemingway, cuja casa, Finca La Vigía, é mantida até hoje como museu do escritor que a habitou, pelo regime dos Castro…
Já Fitzgerald, embora considerasse “Suave é a noite”, de 1934, como seu melhor romance, acabou tendo eleito por boa parte da crítica, até nossos dias, o seu “O grande Gatsby”, concluído na Paris de 1925, não só como sua obra prima, mas de todo o modernismo estadunidense. Ganhou três versões em filmes de Hollywood, em 1926, 1949 e 1975, até gerar aquela que considero a melhor, de 2012, estrelado por Leonardo Di Caprio e dirigido pelo australiano Baz Luhrmann, ora em cartaz nos cinemas do Rio, mas não de Campos.
Quem estiver mais próximo à Guanabara do que ao Paraíba do Sul, vale muito a pena a conferida, goste-se ou não de literatura. Ao fim e ao cabo, nas palavras que encerram livro e filme, gravadas nos túmulos contíguos de Fitzgerald e sua amada Zelda:
“E assim prosseguimos, barcos contra a corrente, arrastados incessantemente para o passado”
Para quem estiver no Rio, programa de cinema que vale a pena: “O grande Gatsby”