Paulo Cassiano: “Carla era a líder da quadrilha!”

Paulo Cassiano Júnior, na coletiva de hoje (foto de Thiago Macedo)
Paulo Cassiano Júnior, na coletiva de hoje (foto de Thiago Macedo)

“Machadada”. Esta foi o nome dado pela Polícia Federal (PF) de Campos à operação que, na noite de ontem, prendeu a prefeita sanjoanense Carla Machado (PMDB) e o candidato a vice na chapa governista, vereador Alexandre Rosa (PMDB). Segundo informou o delegado titular da PF, Paulo Cassiano Júnior, na coletiva da manhã de hoje, Carla e Rosa foram presos pelo Art. 288 (formação de quadrilha), não pelo 41 A (compra de voto), como chegou a ser aventado durante a madrugada de hoje, quando ainda não havia informações oficiais sobre o caso. O delegado identificou a prefeita como “líder de uma quadrilha criada para manipular o resultado das eleições”. Ela foi liberada na manhã de hoje, após pagar fiança de R$ 60 mil, enquanto Rosa foi posto em liberdade mediante pagamento de R$ 50 mil. Carla teria se negado a responder qualquer pergunta, se resguardando ao seu direito de só falar em juízo, muito embora, depois de liberada, ela tenha dado uma entrevista na rádio sanjoanense Barra FM, na qual deu sua versão sobre o caso. Segundo Cassiano, a operação de ontem foi montada para prender também outras três pessoas: Elísio Motos, Renato Timóteo e Alex Firme, candidatos governistas a vereador.

Líder na corrida à sucessão de Carla, com 55,1% das intenções de voto, segundo pesquisa do GPP, Neco também será indiciado pelo mesmo crime (formação de quadrilha), mas só amanhã, quando o delegado prometeu também divulgar CDs de áudio e vídeo que trariam evidências da prática de crime eleitoral. Contestado pela defesa de Carla quanto à falta da condição de flagrante no momento da prisão, Cassiano disse “para haver crime de formação de quadrilha, não é necessário que o grupo esteja no ato de uma ação de delito, sendo o estado permanente”, justificando a ausência do mandado de prisão. Sobre a prefeita, o delegado ainda comentou:

— Ela asfixiava a oposição, mediante oferta de vantagens econômicas, benefícios em cargos, ou facilidades em licitações, para que os candidatos da oposição abrissem mão das suas candidaturas, declarando publicamente o apoio aos candidatos governistas. Ela estava confortável do ponto de vista da vitória na Prefeitura, mas queria eliminar a oposição política na Câmara.

Apontado por fontes a este blog como um dos candidatos a vereador da oposição que teria gravado uma conversa com Carla Machado e Alexandre Rosa, numa negociação financeira para que mudasse de lado político, Rodrigo Rocha teve participação elogiada por Paulo Cassiano: “Fomos procurados por ele e outros. Mas elogio a colaboração de Rodrigo Rocha”.

Prisão de Carla e Rosa por gravação de pedido de R$ 80 mil e oferta de R$ 60 mil

Segundo informações apuradas agora com uma fonte, as prisões da prefeita de São João da Barra, Carla Machado (PMDB), e do vereador Alexandre Rosa (PMDB), vice na chapa governista encabeçada pelo também vereador Neco (PMDB), teriam motivadas por uma gravação feita por Rodrigo Rocha, candidato a vereador do PR, mesmo partido do deputado federal Anthony Matheus, o Garotinho, e do candidato a prefeito Betinho Dauaire. A partir dela, a prefeita e o candidato a vice teriam sido presos em flagrante pela Polícia Federal por formação de quadrilha (Art. 288) e compra de voto (Art. 41 A). Após 0 comício de Neco, em Grussaí, ontem à noite, Carla foi presa quando entrava na Pousada Mediterrâneo, em Atafona, onde iria dormir, enquanto Alexandre foi detido depois, na residência do próprio Neco.

Na gravação que motivou a prisão da prefeita e do candidato a vice, Rodrigo Rocha teria pedido R$ 80 mil para passar ao lado governista, proposta à qual Carla teria contraproposto R$ 60 mil. Alexandre Rosa também teria participado da conversa gravada.

Garotinho comanda previsões da PF na região — Carla Machado e Alexandre Rosa presos em SJB

O deputado federal Anthony Matheus, o Garotinho (PR), tem mesmo uma bola de cristal infalível sobre as ações da Polícia Federal (PF) na região que domina politicamente. Exatamente de acordo com suas previsões, feitas aqui, no último dia 30 de junho, durante a convenção do PR de São João da Barra, uma operação da PF acabou de ser realizada, entre às 22h30 e 23h de ontem, na qual foram presos por agentes federais a prefeita Carla Machado (PMDB) e o vice na chapa governista, o vereador Alexandre Rosa (PMDB).

Até o presente momento sem ter o motivo da prisão revelado, nem no local, nem na delegacia regional da PF em Campos à qual os dois foram em seguida encaminhados e se encontram incomunicáveis, até do contato com seus advogados, Carla e Alexandre foram detidos após o comício de Neco na noite passada, em Grussaí. Segundo a última pesquisa, do insituto GPP, feita entre os dias 26 e 27 de setembro e divulgada aqui, a chapa Neco/Alexandre lidera com folgas a corrida eleitoral em São João da Barra, com 55,1% das intenções de voto, contra 33,5% do ex-prefeito Betinho Dauaire (PR), candidato de Anthony Matheus, o Garotinho.

Quando Garotinho fez sua “previsão” sobre operação da PF, contra seus adversários políticos em São João da Barra, que só agora, a cinco dias da eleição, finalmente aconteceu, o blog do advogado Cláudio Andrade, assessor do deputado estadual Roberto Henriques (PSD), divulgou um vídeo que circulava no Youtube, com trechos do discurso do ex-governador e, no final, com imagens do documento da nomeação do dentista Paulo Cassiano para a superintendência da secretaria de Saúde de Campos, no governo Rosinha Garotinho (PR). Ele é pai do delegado titular da Polícia Federal (PF) em Campos, Paulo Cassiano Júnior.

Ouvido à época pela repórter da Folha Suzy Monteiro, Paulo Cassiano Júnior classificou o discurso de Garotinho como “bravata”, dizendo:

— Faz parte do processo eleitoral e todos conhecem o estilo do ex-governador, que usa discursos desse tipo para intimidar ou conquistar as pessoas. Nos três anos e meio que estou em Campos não houve vazamento de informações em nenhuma de nossas operações. Ele está jogando, se acontecer estava certo. Se não, poderá justificar de outra maneira.

Na matéria, Cassiano Júnior também ressaltou que seu pai é funcionário da Prefeitura de Campos há quase 37 anos, passando pelos governos de Rockfeller, Garotinho, Sérgio Mendes, Arnaldo Vianna, Mocaiber e agora Rosinha: “Ele sempre cumpriu expediente normal, foi chamado pelo secretário para a superintendência, um serviço burocrático e não é ordenador de despesas como colocaram ali”, garantiu, não sem assegurar que investiga denúncias que chegam à delegacia sem se importar com “cor partidária”.

Postado aqui no Youtube, quem foi condenado como quadrilheiro (aqui) pela Justiça Federal, acusa a prefeita sanjoanense como “chefe de quadrilha”, no vídeo reproduzido abaixo…

Atualização às 3h15: A primeira divulgação da notícia da prisão de PF de Carla Machado e de Alexandre Rosa, foi feita (aqui) pelo portal sanjoanense de notícias OZK.

Atualização às 3h24: Segundo o blog “Quatro elementos” (aqui), da jornalista Thais Aguiar, primeira hospedada na Folha Oline a divulgar a notícia, advogados de Carla Machado classificaram a prisão da prefeita como “ilegal e abusiva”.

Na opinião do “Opiniões”, quem serão os próximos vereadores de Campos

Que a prefeita Rosinha irá se reeleger no próximo domingo, liquidando a fatura eleitoral em turno único, a despeito das suas muitas contas jurídicas ainda em aberto, ninguém em sã consciência discute mais. Sejam com os 55,5% do Iguape (02/10), ou os 62% que lhe deram o Precisão (27/09) ou o Ibope (18/09), não há projeção racional que aponte a existência de segundo turno. Mas e os vereadores que serão eleitos em 7 de outubro?

Na opinião deste “Opiniões”, formada no bom e velho trabalho jornalístico de observações e conversas com representantes dos mais variados segmentos políticos de Campos, no lugar das 25 cadeiras da Câmara que o presidente municipal do PR Wladimir Matheus chegou a projetar aqui, em setembro de 2011, como domínio exclusivo dos governistas a partir de 2013, os partidos que apoiam a candidatura da prefeita deverão fazer apenas 17, ou 72% do novo Legislativo. Seria mais proporcionalmente, mas não muito, do que os 64,7% representados pelos 11 vereadores eleitos em 2008 pelas legendas que apoiaram Arnaldo Vianna (PDT).

Mas como Rosinha, que da última vez elegeu consigo apenas seis edis, termina sua administração municipal com o dobro de vereadores, na dúzia deles (ou 70,6%) que hoje lhe dá sustentação, nem a imposição da fidelidade partidária pelo Supremo Tribunal Federal pode garantir que ela, se conseguir assumir e desempenhar até o fim o novo mandato quase certo nas urnas, não acabe conquistando mais apoios, mesmo que velados, entre os oito vereadores ditos de oposição que aqui serão projetados com boas chances de eleição no próximo domingo.

Abaixo, coligação a coligação, partido a partido, abaixo seguem os palpites do blog, submetidos aos riscos de quaisquer outros palpites, mas muito pior quando se trata das complicadas contas do coeficiente eleitoral dos pleitos proporcionais. Votos depositados nas urnas e apuração totalizada, depois será só conferir para sentar a pua sobre os erros de avaliação mais que prováveis do blogueiro…

PR/PRB

A coligação do partido dos Garotinho deve fazer seis vereadores, sem sobra. Os mais prováveis são:

1 – Tadeu Tô Contigo (PRB)

2 – Jorge Magal (PR)

3 – Kellinho (PR)

4 – Dr. Abdu Neme (PR)

5 – Dr. Paulo Hirano (PR)

6 – Gil Vianna (PR)

Também estariam na briga: Thiago Ferrugem (PR), Carlos Alberto do Canaã (PR), Adriano Limpa Fossa (PR), Fábio Ribeiro (PR) e Dayvison Miranda (PRB).

PP

Correndo sozinho, o partido do senador Francisco Dornelles deve reeleger, também sem sobra, dois da atual Legislatura,:

1 – Papinha

2 – Albertinho

Também na disputa: Miguelito e Orlando Portugal.

PSB

Os socialistas de legenda, mas não necessariamente próximos ao ideário em suas práticas, devem eleger dois, um de maneira direta, com outro na sobra:

1 – Jorge Rangel

2 – Diego Dias

Também com chances: Altamir Bárbara.

PTC

Outro partido a correr sozinho, também tende a fazer dois vereadores, um deles também na sobra:

1 – Thiago Virgílio

2 – Ozéas

Também disputam: Geraldinho, Renatinho Eldorado, Charles Pipiu e Geraldinho de Santa Cruz.

PT do B e PRTB

A coligação deve fazer também duas cadeiras, uma igualmente na sobra:

1 – Mauro Silva (PT do B)

2 – Eduardo Crespo (PT do B)

Também apresentam chance: Linda Mara (PRTB) e Chico da Rádio (PT do B).

PTB e PSDB

Tradicionalmente de oposição aos Garotinho, o partido do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso pode ter se aliado ao governo de Campos para não colher resultado eleitoral algum, pois as prováveis duas vagas da coligação, uma direta, uma na sobra, devem ficar para a legenda do ex-presidente Getúlio Vargas:

1 – Luiz Azeredo (PTB)

2 – Dr. Edson Batista (PTB)

Também disputam: Neném (PTB), Beto Cabeludo (PTB) e Pedro Nízio (PTB).

PHS

Um partido, mais uma provável vaga à situação:

1 – Professora Auxiliadora

Também na briga: Manoel Alves da Costa, Robinho Barbosa, Luiz Augusto Abençoado, Vinícius Madureira e Dudu de Custodópolis.

PPL, PPS e PDT

Todos os mundos e fundos movidos pelo deputado federal Anthony Matheus, o Garotinho, contra a reeleição do próprio irmão, não devem surtir o resultado esperado pelo presidente regional do PR. Além disso, a coligação da oposição tende a eleger mais um vereador na sobra:

1 – Nelson Nahim (PPL)

2 – Rafael Diniz (PPS)

Também têm chance: Abu (PPL), Cordeiro (PPL) e Toninho Vianna (PPL).

PMDB e PSD

A coligação do partido do governador fluiminense Sérgio Cabral com a legenda criada pelo prefeito paulistano Gilberto Kassab também deve fazer duas cadeiras, uma direta, uma na sobra:

1 – Nildo Cardoso (PMDB)

2 – Fred Machado (PSD)

Também disputam: Dr. Admardo (PSD), Joilso Melo (PSD) e Jorginho Virgílio (PSD).

PT e PSL

Outra coligação da oposição que também tem boas chances de eleger dois, contando um na sobra:

1 – Alessandra Faez (PT)

2 – Marcão (PT)

Também na briga: Odisséia Carvalho (PT), Claudeci das Ambulâncias (PSL) e Professor Alexandre (PT).

PSDC e PMN

Embora oficialmente na oposição, nesta coligação, que também pode eleger dois, sendo um na sobra, devem sair os vereadores mais sucetíveis à mudança de lado ao governo municipal, confirmada a eleição e o exercício do poder por Rosinha:

1 – José Carlos do Detran (PSDC)

2 – Enock Amaral (PSDC)

Também disputam: Kelynho Povão (PSDC), Álvaro César (PMN), João da Égua (PSDC) e Gerusa Peixoto (PSDC).

Obs: Outras coligações e partidos, embora com alguns candidatos bem votados individualmente, na opinião deste blog, montada nas necessidades de legenda e na lógica apresentada nestas eleições, não conseguirão eleger representantes.

Debate na Record por Bastos e Matheus

Com a ressalva devida de que este blogueiro, chegado de viagem no final da noite de ontem, não assitiu ao debate promovido pela Record com os cinco prefeitáveis de Campos, o pedido de licença é devido para a reprodução abaixo da leitura que dele fizeram os olhos sempre atentos e, até por questão de idade, menos cansados dos blogueiros Alexandre Bastos (aqui) e Gustavo Matheus (aqui)…

Balanço do debate na Record

Por Alexandre Bastos

O debate da TV Record, realizado na noite de ontem (01), não acrescentou muito ao eleitor campista. A oposição repetiu as mesmas queixas sobre os mesmos temas e a prefeita Rosinha Garotinho (PR) rebateu as críticas com os mesmos argumentos. Além disso, assim como ocorreu no debate do IFF, o candidato José Geraldo (PRP) se destacou pela boa dicção, firmeza e conhecimento de causa sobre as mais variadas áreas. Abaixo, faço uma breve análise sobre o desempenho de cada candidato:

Arnaldo Vianna (PDT) — O ex-prefeito, que na eleição de 2008 não foi nada bem nos debates, melhorou um pouco nesta eleição. Porém, no meu ponto de vista, não foi o suficiente para agradar a grande maioria dos espectadores. Faltou firmeza tanto na apresentação das suas propostas como nas críticas ao atual governo. Travou uma espécie de duelo com o mediador por conta do relógio. No entanto, em muitas respostas, desperdiçou tempo.

Erik Schunk (PSOL) — Entrou no debate com a missão de se colocar como oposição aos governos municipal, estadual e federal. Escolheu a Saúde e a indefinição jurídica como seus principais ganchos. Tendo em vista a proposta inicial, creio que ele cumpriu a sua missão. Para os eleitores mais radicais, Schunk causa mais impacto do que José Geraldo. Isso porque o segundo foca muito as suas críticas no atual governo e fala pouco sobre as gestões anteriores. Pelo lado negativo, faltou um pouco de desenvoltura.

José Geraldo (PRP) — Como já ocorreu nas entrevistas da InterTV e no debate do IFF, o candidato do PRP mostrou que conhece os problemas da cidade apresentou propostas. Tirando um exagero aqui e outro ali, ele foi muito bem. Tranquilo, irônico na dose certa e firme. Sua performance lembrou a presença no Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) na eleição presidencial de 2010. Mesmo com 1% nas pesquisas, roubou a cena.

Makhoul Moussallem (PT) — Logo após o debate o comentário nas redes sociais era sobre o fraco desempenho de Makhoul. Nervoso, travado e com dificuldade para completar os raciocínios, o médico não foi bem. No meu ponto de vista, o grande problema foi o fato do candidato estar muito ensaiado, seguindo uma espécie de roteiro. E foi exatamente esse roteiro que atrapalhou o candidato. Preso aos papéis, ele não conseguiu se soltar para perguntar e responder com tranquilidade.

Rosinha Garotinho (PR) — Quem acompanha a trajetória da prefeita Rosinha sabe que ela raramente desliza em entrevistas e debates. Dessa vez, ela se atrapalhou um pouco no início do debate. Depois, colocou o carro novamente na pista e voltou a guiar com tranquilidade. Usou o tempo para defender o seu governo e apresentar propostas. É importante ressaltar que, em outras cidades, muitos candidatos que estão disparados nas pesquisas optaram por não ir aos debates. Então, a prefeita já merece destaque por ter participado.


Os três patetas

Por Gustavo Matheus

Tosses, pigarros e o grande astro do debate, o relógio. Nessa roda de amigos, onde entre diversos afagos, e pouquíssimos confrontos, somente dois dos cinco candidatos se mostraram prontos para responder e perguntar sem a clássica frase pronta, que como sempre ainda segue vazia.

O candidato Arnaldo Vianna manteve o retrospecto ruim que sempre o acompanhou em debates. Não disse nada, e sem nenhuma agressividade, até mesmo vivacidade, parecia estar embriagado em sono.

A candidata rosinha por sua vez, utilizou do mesmo macete chulo que muitos outros sustentam. Utilizando constantemente as mesmas palavras, esquivava das perguntas, com os mesmos dizeres sem fala. “ Avançar, Melhorar ainda mais, para você que tá em casa”. Mais que isso, a prefeita assassinou o plural por diversas vezes. Sem responder sequer uma pergunta.

O médico sanitarista Erik Shunk, está, a meu ver, entre os dois que buscaram um verdadeiro debate. Questionou a candidata a reeleição diversas vezes, assim como o fez com Arnaldo Vianna e Makhoul, que pareciam se conhecer em uma mesa de bar, trocando carícias e desinformações.

José Geraldo foi sem dúvidas, o destaque positivo. Mostrou vontade, gana, e acima de tudo preparo ao falar, se revelando o único orador em questão. Pisando com veemência no gogó da prefeita, expondo-a ao vazio intelectual que a mesma possui, ele não deu descanso para ninguém. Demonstrando querer divulgar seus planos de governo, e a fraca governabilidade atual, foi ele o único a requerer o tempo perdido pelo louco relógio da TV Record.

E por fim, a parte cômica do debate, se assim podemos nomeá-lo. Makhoul Moussalem, foi ele o dono de uma das piores apresentações públicas de um prefeitável já vista por esses meus olhos. Ficou claro o nervosismo dele, pigarreando, tossindo, e não falando absolutamente nada que fizesse o mínimo de sentido. Foi digna de pena, a atuação do segundo colocado na ultima pesquisa Precisão. Não sei depois desta ridícula aparição, se essa colocação seguirá assegurada.

No fim, vimos coisas incríveis, como Arnaldo soltando coraçãozinho para câmera, garotinho caminhando em direção a rosinha para lhe proferir um sonoro esporro, “Arthur Bernardes sua anta!!”, retirando seu fantoche rosa da bancada. Makhoul trocando as pilhas do ponto tarde demais, e muitos outros pífios fatos.

Nahim também adere ao Campos Ficha Limpa

Depois dos candidatos a prefeito de Campos Erik Schunk (Psol), Makhoul Moussallem (PT) e José Geraldo (PRP), do candidato a vereador Rafael Diniz (PPS) e da prefeita sanjoanense Carla Machado (PMDB) — como o blog noticiou aqui, aqui e aqui —, hoje é a vez do vereador candidato à reeleição Nelson Nahim (PPL) aderir oficialmente ao Movimento Campos Ficha Limpa, que pede o fim da instabilidade jurídica advinda do indeferimento da candidatura do pedetista Arnaldo Vianna (aqui) e da prefeita Rosinha Garotinho (PR), que mesmo depois do deferimento da sua chapa, no último domingo, pelo ministro do TSE Marco Aurélio de Mello, ainda corre riscos de ter o registro novamente indeferido, ou de não ser diplomada, caso se reeleja (aqui). O presidente da Câmara de Campos assina o abaixo-assinado do movimento, endereçado ao TSE, no Calçadão, daqui a pouco, às 15h.

Comemoração de Rosinha da decisão de Marco Aurélio

Por motivos pessoais, viajei no início da manhã de hoje ao Rio, de onde cheguei agora há pouco à planície goitacá. Amanhã, as atividades do blog voltarão, espero, à normalidade. Por ora, este “Opiniões” reproduz as fotos publicadas aqui, no blog do deputado federal Anthony Matheus, o Garotinho (PR), da celebração na noite de ontem, à porta da sua famosa “casinha na Lapa que papai deixou”, de Rosinha Garotinho (PR) em meio aos seus militantes, após a decisão monocrática do ministro do TSE Marco Aurélio de Mello, que deferiu o registro da candidatura da prefeita à reeleição, antes negado pelo TRE.

A prefeita, como se vê, estava acompanhada do seu filho e presidente municipal do PR, Wladimir Matheus, e do seu vice, Dr. Chicão de Oliveira. Anthony Matheus, o Garotinho, estava no Rio. De lá, ele disse: “Agradecemos a Deus por mais esse livramento e ao povo por todo o apoio que sempre nos dá”.

Dom Roberto ensina como ser cristão na discordância

Capa da Folha Dois de 24/09/12
Capa da Folha Dois de 24/09/12

No meio de toda a febril atividade eleitoral, elevada em vários graus pela incerteza jurídica que ainda nubla a escolha do próximo prefeito de Campos, foi um bálsamo ler na edição de ontem da Folha o excelente artigo do bispo de Campos, Dom Roberto Ferrería Paz, o mesmo que chegou a estas plagas criticando publicamente o fisiologismo (aqui) que, não sem razão, vê generalizado na política do município. Em defesa dos seus dogmas de fé, mas sem se furtar à colheita dialética dos frutos maduros da árvore do conhecimento (Gênesis 2:17), o clérico teceu suas restrições à pintura “A origem do mundo”, do realista francês Gustave Coubert (1819/77), que causou polêmica depois que o historiador Jorge Coli teve uma palestra interrompida na Academia Brasileira de Letras (ABL), a partir da sua exposição, episódio cuja repercussão chegou também à planície goitacá, nas páginas da Folha Dois, num artigo da professora Analice Martins e na capa do caderno da última quarta-feira (acima), em matéria da jornalista Talita Barros (aqui).

Concorde-se ou não com as opiniões do bispo católico, não há como duvidar da sinceridade das suas posições sobre o tema. Acima de tudo, ele evidenciou, no mesmo jornal de Campos que trouxe o assunto à baila, como se pode discordar com elegância e fundamento. Numa cidade onde há quem fale de Deus, numa mistura sempre lamentável de religião e política, enquanto busca de todas as maneiras o poder terreno, atacando da maneira mais virulenta todos que ousem discordar, Dom Roberto deu um belo exemplo de como as idéias podem se confrontar, sem se perder o respeito e o amor ao semelhante, grande barato do cristianismo, que apenas pensa diferente.

Abaixo, a pintura e o artigo…

“A origem da vida”, de Gustave Coubert
“A origem do mundo”, de Gustave Coubert

A Via Pulchritudinis e a pintura de Gustave Courbet : A Origem do mundo.

Participei nos dias 18 a 23 de Setembro em Buenos Aires do V Encontro de Centros Culturais Católicos do Cone Sul. Uma das iniciativas e propostas assumidas foi aderir novamente à linha diretriz do Conselho Pontifício da Cultura de anunciar e implementar a Via Pulchritudinis (o caminho da beleza ), para evangelizar e iluminar a cultura de hoje.

A pintura de Gustave Courbet, que coloca a genitália feminina num primeiro plano, na pintura denominada “A origem do mundo”, nos convida a posicionarmos e dar razão de nossa atitude e doutrina sobre a arte e a estética sob o olhar da Palavra de Deus.

Nem todo nu é pornográfico, porém depois do pecado original é necessário integrar com o pudor e a castidade o que o pecado esfacelou e dividiu.

O pudor serve de anteparo e resguardo do mistério da pessoa, para que ela não seja considerada um pedaço de carne ou ainda um órgão da genitália.

A arte contemporânea separou a beleza, da verdade e do bem, considerando realidade qualquer objeto retratado ou representado.

Ora o ser humano clama por contemplar a beleza e sabe muito bem que ela está ligada ao ser com maiúscula, ninguém por exemplo coloca uma lata de lixo na sala sob o pretexto que isso é real e estético.

Precisamos de um novo encantamento, para fruir o direito a beleza, a boniteza, a harmonia com  Deus e a criação, pois fomos pensados como um hino de amor à vida, não como um absurdo ou como participantes de um jogo sem sentido.

A pintura de Courbet é um grito desesperado para sair da banalização e da trivialização do sexo, a que somos levados pela cultura midiática hedonista e permissiva.

Caberá aos cristãos mostrar como o Evangelho nos conduz à beleza infinita, que o paraíso é um estado de união e posse de Deus, a fonte de todo bem, de toda luz, de toda realização e plenitude.

Não nos acomodemos à feiura do pecado, do mal, da desintegração da pessoa humana, existe sim um padrão objetivo de beleza e harmonia que podemos reconhecer contemplando a criação,  pois ela nos fala de Deus e de sua majestade e fascinação.

Necessitamos de pão e beleza para viver, pois  uma vida cinzenta, massificada, sem horizonte ou perspectiva não é digna de se seguir.

Jesus Cristo nos chama para uma vida plena, trasbordante, a uma aventura apaixonante criativa e inefável, sejamos com Ele portadores de alegria esperança e beleza para o mundo.

Deus seja louvado !

Leitura democrática do deferimento do registro de Rosinha no TSE

Seja na blogosfera goitacá ou na democracia irrefreável das redes sociais, é pertinente o contraste das repercussões do deferimento do registro da candidatura de Rosinha Garotinho (PR) pelo ministro do TSE Marco Aurélio de Mello, como as que deixaram resgistradas o deputado federal Anthony Matheus, o Garotinho (aqui); o advogado da prefeita, Francisco de Assis Pessanha Filho (aqui); o presidente municipal do PR Wladimir Matheus (aqui) e o advogado José Paes Neto (aqui), idealizador do Movimento Campos Ficha Limpa. Dentro do caráter democrático deste espaço virtual, o blog pede licença para reproduzir as quatro abaixo…

Anthony Matheus, o Garotinho:

Amanhã vou analisar aqui a decisão do ministro do TSE, Marco Aurélio Mello, que na sua decisão em dado momento, chega a usar a expressão “via crucis” para se referir ao que Rosinha tem passado, por conta das decisões absurdas do TRE – RJ, sem nenhuma coerência jurídica, que afrontam a lei, só com intuito de prejudicá-la.

Falei com Rosinha por telefone e ela estava emocionada, porém tranquila como sempre, nunca perdeu a fé em Deus, nem a confiança na Justiça em Brasília, apesar de triste com toda a perseguição do TRE – RJ.

Em Campos houve foguetório e comemoração, e vocês podem imaginar a loucura que vai ser o Comício da Vitória marcado para terça-feira, às 17h, na Praça São Salvador.

A oposição, Cabral e Lindberg que fizerem de tudo para tirar Rosinha do páreo, esses dois então se utilizando dos recursos mais baixos e escusos, apelando para pressões vergonhosas e nada republicanas no TRE – RJ, vão ter que aturá-la. Quero ver amanhã a cobertura jornalística na imprensa do Rio. Vai sair uma notinha de meio de página e olhe lá. Mas isso nós já estamos acostumados.

Lembrando aquela música de Chico Buarque feita para o general Médici, na ditadura militar, digo para Cabral, Lindberg e os golpistas de plantão do Rio de Janeiro: “Apesar de vocês, amanhã há de ser outro dia”.

Francisco de Assis Pessanha Filho:

Amanhã farei uma análise mais detida da decisão, mas não posso de deixar de dar publicidade as palavras do Ministro Marco Aurélio ao analisar a decisão do TRE/RJ que indeferiu o registro da Prefeita Rosinha Garotinho:

“Ao que tudo indica, a via-crucis é interminável. Acredito piamente que isso nada tenha a ver com o patronímico Garotinho.”

As palavras são do Ministro.

Wladimir Matheus:

Acabou de cair por terra o argumento usado pela oposição de Campos. O TSE anulou a decisão do TRE do RIo de Janeiro e DEFERIU de uma vez o registro de ROSINHA!

Mais uma vitoria contra a covardia!

Pra cima deles 22!


José Paes Neto:

Registro da candidata Rosinha deferido, através de decisão monocrática do Ministro Marco Aurélio. Diferenças ideológicas à parte, essa decisão é boa para o processo eleitoral da cidade, pois traz um pouco mais de estabilidade jurídica às eleições. Esse era um dos objetivos do movimento Campos ficha limpa.

Agora, fica uma pergunta: A instabilidade jurídica das eleições acabou? NÃO! Os processos que haviam ensejado o indeferimento do seu registro ainda continuam tramitando, isso sem contar no recente processo ajuizado pelo MPE em razão dos malfadados postes “roxos”. Ou seja, mais uma vez, ao longo do seu mandato – caso reeleita, como parece que acontecerá – a candidata poderá ser cassada, em razão de futuras decisões judiciais.

Resumindo, ao que tudo indica, teremos mais quatro anos de incertezas e indefinições. Cassações de mandato não poderão ser tidas como surpresas, mas consequência natural de uma política inapropriada que se faz no município ao longo dos últimos 20 anos.
Registro deferido ou não, reflita e pense nas consequências do seu voto nos próximos 4 anos. Depois, não adianta reclamar da interferência do judiciário na vida política da nossa Cidade.

Como o blog anteviu há 19 dias, Rosinha tem registro deferido pelo TSE

O ministro do TSE Marco Aurélio de Mello e a prefeita Rosinha Garotinho

Como o blog projetou aqui, desde o último dia 11, o ministro do TSE Marco Aurélio de Mello deferiu monocraticamente o registro da candidatura da prefeita Rosinha Garotinho (PR), restituindo a decisão de primeira instância, tomada no último dia 4 de agosto, pelo juiz Felipe Pinelli, titular da 99ª Zona Eleitoral (ZE) de Campos. A notícia foi divulgada em primeira mão aqui, pela blogueira Gianna Barcelos. Muito embora os problemas jurídicos de Rosinha estejam longe de acabar, como este blog também previu há 19 dias, quando ainda nem havia a nova ação do Ministério Público Eleitoral (aqui) pedindo que seu registro, caso deferido, fosse cassado, a decisão deve dar ainda mais gás à campanha governista nesta reta final eleitoral, solidificando ou até ampliando a larga vantagem com que a prefeita aparece em todas as pesquisas, mais que suficiente para garantir-lhe a vitória no primeiro turno, nesta semana que nos separa da consumação do pleito.