Rota de colisão (V)
- Autor do post:Aluysio Abreu Barbosa
- Post publicado:19 de julho de 2011 - 18:29
- Categoria do post:Sem categoria
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A pretensão maior é transformar a Frente Democrática de Oposição num movimento estadual, não mais só de Campos e região, a partir da reunião de todos seus parlamentares, no Estado do Rio, com o governador Sérgio Cabral (PMDB), em data que deve ser marcada amanhã. Outros detalhes da reunião de hoje com o presidente da Alerj, deputado Paulo Melo (PMDB), foram repassados por telefone ao blogueiro, pela vereadora petistas Odisséia Carvalho e a presidente municipal do PCdoB, Odete Rocha. Conheça-os abaixo…
Odisséia — Paulo Melo se mostrou solidário à nossa causa, assim como o deputado André Corrêa (do PPS, líder do governo na Alerj) e o vice-governador Pezão já tinham feito, em encontros anteriores. Ele se dispôs a ser mais um elo na ligação do nosso movimento com Sérgio Cabral, sobretudo depois que a Frente tem ampliado seus espaços, com a entrada da prefeita Carla Machado (PMDB) e o deputado João Peixoto (PSDC). A confirmação do novo encontro, agora com o governador, deve acontecer amanhã. Para participar dele, além dos companheiros de Campos, estaremos convidando o senador Lindenberg Farias (PT), além de todos os deputados federais, estaduais e prefeitos, em todo o Estado do Rio, das 12 legendas que integram a Frente.
Odete — Nosso processo está avançando no acúmulo de todas essas lideranças de nível estadual. A cada nova reunião, em Campos e no Rio, cresce nossa lista de apoio e se consolida o nosso movimento. Paulo Melo se comprometeu a ajudar nesse agendamento da reunião com o governador Sérgio Cabral, para o qual também vamos convocar todos os representantes parlamentares fluminenses de todos os partidos que estão conosco. A Frente, hoje, está além da cidade de Campos. É um movimento de caráter estadual.

Adiado de última hora na semana passada, acabou agora há pouco, na Assembléia Legislativa, o encontro entre lideranças da Frende Democrática de Oposição e o deputado estadual Paulo Melo (PMDB), presidente da Casa. Definição mais importante da reunião, ela servirá de ponte para uma outra, com o governador Sérgio Cabral (PMDB), na qual serão convidados não só os integrantes da Frente em Campos e região, como todos os deputados federais e estaduais fluminenses dos 12 partidos que a integram, além do senador Lindenberg Farias (PT).
Segundo a vereadora petista Odisséia Carvalho, além de PT, PMDB, PDT, PPS, PCdoB, PV, PSL, PRP, a Frente passou a contar ainda com a participação do PSPC, PSC e o PSDC do deputado estadual João Peixoto. Para fechar a conta em 12, ela também não descarta a participação do DEM, mesmo com a possibilidade de aliança do partido do ex-prefeito carioca César Maia com o deputado federal Anthony Garotinho (PR).
Que tipo de coerência pode se esperar de um pobre coitado que tenta provocar num blog anônimo, apanha e tenta reagir em blog ortônimo?
Se você mudou e resolveu, finalmente, se assumir e se bastar naquilo que é obrigado a encarar todo dia, diante do espelho, ótimo! Assim, pelo menos, deveria ser a vida.
Mas será que a convivência democrática, quando sem aspas, permite conceitos tão sui generis quanto a auto-censura? Sobretudo quando bem evidenciada em quem publicou e depois “despublicou”, sem a menor satisfação ao leitor, fatos ligados à utilização de meios e recursos públicos para atender interesses políticos e projetos pessoais de poder inconfessáveis, com consequências, inclusive, investigadas pelo Ministério Público Federal?
Bom, no lugar de blogueiro de coleira ou mercenário da mídia, a preferência é por chamar simplesmente de canalha!
Mas, enfim, quem faz vista grossa para tentativas de achaque ligadas à prostituição alheia, não se incomodará em prostituir (novamente sem aspas) a “notícia” que publica. Ao menos, neste caso, há certa corerência.

Com a participação da prefeita sanjoanense Carla Machado (PMDB), acabou agora há pouco, no edifício Cidade de Campos, a reunião da Frente Democrática de Oposição. De acordo com o repórter da Folha Thiago Andrade, Carla não só usou o encontro para marcar sua entrada no movimento de oposição campista, como pregou sua ampliação. Além do deputado federal Anthony Garotinho (PR), ela disse querer outros nomes do grupo político do ex-governador, como a prefeita Rosinha (sem partido), também transformados em alvos das críticas.
Como novidade, além do ingresso do PSPC na Frente que já era integrada por PMDB, PT, PDT, PPS, PV, PCdoB, PSL e PRP, a confirmação da remarcação, para às 15h de amanhã, novamente a Assembléia Legislativa, da reunião com o presidente daquela casa, deputado Paulo Melo (PMDB), adiada em cima da hora, na última quinta, dia 14, por conta da greve dos professores estaduais.
Como o Moraes de ontem não pode virar o “Imoraes” de hoje, para desaparecer misteriosamente amanhã, sem a menor satisfação ao leitor, só para voltar a ser referência moral de depois de amanhã — revelando a moral no mínimo duvidosa de quem se presta a este tipo de manobra que, mesmo anônima, tem nome bem conhecido —, seguem abaixo dois artigos, um publicado na edição impressa de hoje da Folha e o outro que, na mesma página de Opinião, será publicado amanhã, numa convivência entre contrários que, muito além do discurso, só se constrói com os atos do dia-a-dia.
Na prática democrática em todas as vozes que a Folha ecoou ao longo de 33 anos de existência, a garantia de que nenhum dos dois textos vai simplesmente desaparecer depois de amanhã…
Cuidado: você pode estar sendo manipulado!
Por Betinho Dauaire
Ao receber um e-mail de um amigo chamado Paulo Juca, vou agora navegar com vocês no mundo da manipulação de massa. Ao ler as estratégias do linguista estadunidense Noam Chomsky, relativo à manipulação através da mídia, passei a ver à minha frente que não só as empresas privadas mais modernas, por intermédio de seus departamentos publicitários, se utilizam delas, mas também a classe política.
A estratégia da distração tem por objetivo desviar sua atenção para que o poder possa tomar decisões mediante as técnicas das desgraças, catástrofes ou noticias de grande de impacto, impedindo assim a população de se interessar pelo conhecimento, nas suas mais variadas formas. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real”. Como exemplo, a prefeita de São João se lançar à Prefeitura de Campos. Esse fato é impossível de acontecer, mas enquanto isso pode estar aí uma estratégia para mudar o foco dos acontecimentos negativos do município.
Outra estratégia é a de criar problemas para depois oferecer soluções. Neste caso, é criada uma situação que irá causar grande manifestação de alerta junto à população e então o poder consegue implantar suas políticas. Exemplo citado por Chomsky: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos. No popular, é representado de forma primária, como nos tempos dos coronéis de antigamente, quando o delegado prendia para o político soltar.
Nada hoje em dia é feito no acaso. Veja como a estratégia da gradação funciona: para criar uma medida completamente impossível de ser aceita pela população, basta aplicá-la vagarosamente, sem que a sociedade perceba. Pensando bem, me veio à mente a política da seguridade social, que aumenta a idade da aposentadoria gradativamente, cria redutores com o argumento da longevidade, quando o certo seria conter gastos desnecessários e combater a corrupção, para que o dinheiro do contribuinte não suma pelos ralos burocráticos do serviço público. No próximo artigo completaremos as 10 estratégias de Noam.
A política do bem
Por Carla Machado
Tem sido uma experiência muito interessante a proximidade com lideranças de Campos. Temos conversado e debatido a respeito da importância de políticas públicas regionais, que alavanquem de forma homogênea o desenvolvimento econômico e social de toda a Região Norte do Estado do Rio. São conversas em que acima de pretensões políticas está o interesse coletivo, pontuando com propostas claras os principais problemas que temos encontrado.
Apesar de ser campista de nascimento e ter vivido metade da minha vida nesta cidade, tornei-me, ao longo desses últimos 28 anos, uma cidadã apaixonada por São Joao da Barra, cidade aonde tive o meu primeiro emprego. Com muito orgulho, me tornei professora da rede municipal e posteriormente da rede estadual, compartilhando com os profissionais da Educação momentos extremamente importantes na formação de nossos jovens.
São Joao da Barra me deu o mais importante diploma, ao me eleger a primeira prefeita da Região Norte e posteriormente renovando o mandato por meio de uma vitória jamais vista, ganhando em todas as seções eleitorais e obtendo mais de 60% dos votos válidos. Recentemente, uma pesquisa realizada no Município nos deu uma aprovação de quase 80%, mostrando que a linha que temos seguido, voltada à melhoria das condições de vida da população, é aquela compartilhada também pela maioria.
Continuo a cumprir a minha missão, confiada por Deus e pela população, oportunizando novos horizontes para esse povo tão amado. Ontem, na reunião promovida pela Frente Democrática, tive mais uma oportunidade de aprendizado e de crescimento ao lado de pessoas comprometidas com uma proposta de desenvolvimento regional. A união daqueles que têm visão progressista, agindo de forma democrática e respeitosa, é o caminho para que possamos consolidar ações que transformem os investimentos que a região está recebendo em novos horizontes para esta população que anseia por dias melhores.
O nosso PMDB, unido aos demais partidos integrantes desse movimento suprapartidário, seguirá em frente, rumo ao seu objetivo principal que é dar condições dignas de vida à população. Em todas as nossas ações, seja do partido, em nível nacional e estadual, seja em São João da Barra, por meio do nosso governo, temos demonstrado a preocupação com políticas públicas consequentes, visando o desenvolvimento com justiça social, única forma de proporcionarmos a redução dos contrastes sociais e estabelecermos a cidadania e a democracia. Essa é a política do bem.
Além da prefeita Carla Machado (PMDB), o blogueiro também falou por telefone com os vereadores Alexandre Rosa (PPS) e Aluizio Siqueira (PTB), sobre a sucessão de São João da Barra em 2012. Jornalisticamente, o dado mais revelante foi revelado pelo líder da bancada governista: entre os três pré-candidatos, ele, Rosa e Neco, o escolhido será o que estiver melhor nas pesquisas de opinião.
Abaixo, o que falaram os dois vereadores pré-candidatos a prefeito…

Alexandre Rosa — “A matéria da Folha foi equivocada, no sentido de colocar um dos pré-candidatos, no caso eu, como preferido da prefeita Carla Machado. São três os nomes do grupo, todos capazes de vencer a eleição: o de Neco, o do vereador Aluizio e o meu. E todos eles saem em pé de igualdade nessa disputa. Conversei recentemente com o presidente do meu partido (o PPS), deputado (estadual) Comte Bittecourt, e ele me disse que estamos trabalhando para consolidar essa aliança com o PMDB. Uma coisa, ele me garantiu: não há a menor chance de caminharmos junto com o PR, com o casal Garotinho”.

Aluizio Siqueira — “Não está certo dizer que Neco é o ex-preferido da prefeita, assim como afirmar que Rosa é o atual. A prefeita nunca disse isso. Pelo contrário, sempre afirmou que se tivesse que ter um preferido, ele seria do seu partido. Na pesquisa mais recente, feita pelo IGPP, até apareceram outros nomes, mas os mais bem cotados foram os nossos. Até termos esses resultados, eu nem colocava meu nome nessa disputa, como Neco e Rosa já haviam feito. Agora, passarei a também trabalhar nesse sentido, mas sem nunca perder de vista que é a candidatura de um grupo, não de um partido político, em que é necessária a composição de uma chapa forte. A prefeita disse que a escolha não será dela, por imposição, mas da própria população, através de pesquisas. Quem estiver melhor, sai candidato com o apoio dos outros dois”.

Além das provocações do deputado Anthony Garotinho (PR), a prefeita sanjoanense Carla Machado (PMDB) também respondeu à matéria do jornalista Rafael Vargas, publicada na edição impressa da Folha do último domingo, ou pelo menos a parte dela na qual o vereador Alexandre Rosa (PPS), que trocou a oposição pela bancada governista na Câmara, é identificado como seu preferido pessoal à sua sucessão na Prefeitura, em 2012.
Segundo ela, diferente do exposto na reportagem, são três apenas os pré-candidatos do seu grupo: Neco (PMDB), secretário municipal de Promoção Social, além dos vereadores Aluizio Siqueira (PTB), líder da situação, e Alexandre Rosa (PPS). “E dos três, se tivesse que ter um preferido, seria o Neco, que é o único do meu partido. Mas como a gente faz política em grupo, não apenas em um partido, precisamos discutir isso entre todos que compõem nossa aliança”, frisou a prefeita.
Pelo que disse Carla, Roberto D’Afonseca e Victor Aquino, respectivamente seus secretários de Fazenda e Planejamento, também listados pela Folha como possíveis pré-candidatos, estariam fora da disputa.
“O que Garotinho fala não me diz nada! Estou fazendo meu papel como pessoa, como prefeita e como política que se preocupa com os destinos da região”. Agora há pouco, em ligação com o blogueiro, foi assim que a prefeita de São João da Barra, Carla Machado, reagiu ao desafio eleitoral que lhe teria sido feito publicamente pelo deputado federal Anthony Garotinho (PR), em programa de rádio do último sábado. Segundo noticiou aqui o blogueiro e jornalista Alexandre Bastos, após Carla ter a possibilidade de se candidatar à Prefeitura de Campos negada pelo prefeito em exercício de Campos, Chicão de Oliveira, o ex-governador provocou: “Venha, Carla. Pode juntar todo mundo. Vamos ganhar no voto”.
Carla confirmou sua participação, às 19h de hoje, na reunião da Frente Democrática de Oposição. Será o segundo encontro político, no município vizinho, da prefeita sanjoanense com a oposição ao casal Garotinho, depois que o estande do seu município serviu, na 54ª ExpoAgro de Campos, de ponto de encontro para prefeitos do PMDB na região e lideranças de outros partidos que compõem a Frente, no último dia 9. Além disso, na quinta da semana passada, dia 14, Carla também conseguiu com que o vice-governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) recebesse no Rio integrantes da oposição campista, que viajaram à capital do Estado para uma reunião desmarcada em cima da hora, com o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Paulo Melo (PMDB).
Aqui e aqui, mais detalhes dos dois últimos encontros de Carla com a oposição de Campos.

Como o blog apostou aqui antes do jogo, baseado nas estatísticas dos últimos confrontos entre Brasil e Paraguai, prevaleceu o equilíbrio nas quartas-de-final que eliminou o time de Mano Menezes da Copa América. O que ninguém, no entanto, poderia prever, seria o desperdício dos quatro pênaltis cobrados pela Seleção Brasileira. Fruto da megalomania canastrona do ex-presidente Lula, tão afeita aos demais brasileiros quando o assunto é nossa pretensa superioridade mundial no futebol, o “nunca antes na história deste país” pôde ser perfeitamente aplicado ao que todos viram após o empate sem gols nos 90 minutos da partida, mantido nos outros 30 da prorrogação.
Culpar o péssimo estado do gramado do estádio Ciudad de La Plata, que levantava golfos de areia do solo, após cada toque mais firme na bola, não pode valer, simplesmente porque não valeu para os paraguaios Estigarribia e Riveros. Ambos conseguiram achar o caminho das redes de Júlio César com a mesma bola e da mesma marca do pênalti em que se deram as cobranças desperdiçadas por Elano, Thiago Silva (único brasileiro que, pelo menos, bateu em gol), André Santos e Fred.
Coletivamente, o Brasil conseguiu superar a “proeza” individual de Martin Palermo, atacante e ídolo do Boca Juniors recentemente aposentado, que perdeu três pênaltis pela seleção argentina, na Copa América de 1999. E quando se constata que os batedores brasileiros estavam entre os jogadores mais experientes do jovem time de Mano, também a atenuante da inexperiência do grupo se desfaz.
Em coletiva no final da manhã de hoje, ainda na Argentina, Mano dividiu o mundo da bola, sobretudo no que se refere à crítica especializada e a torcida, em duas opiniões predominantes: os que privilegiam o resultado e aqueles que buscam a beleza do jogo. Para o técnico da Seleção, esse segundo grupo (no qual este blogueiro se inclui), à parte do placar final, deveria estar feliz com o volume de jogo apresentado ontem pelo Brasil. Bom, sim e não.
Sim, na medida em que penso que Mano está teoricamentre correto ao objetivar, sobre o resultado puro e simples, o reencotro com um estilo de jogo pelo qual ainda somos mundialmente conhecidos, mas que na verdade não praticamos, em Seleção, desde a Copa de 1982. Nesse período de quase três décadas, como já historiografei aqui, a queda de qualidade do meio-de-campo, em sua capacidade de criação, se deu em favor da marcação, da “pegada”. Na Copas que vieram depois, essa opção muito clara foi parcialmente disfarçada por uma linha direta de três atacantes extra-classe: Careca (Copas de 86 e 90), Romário (90, como reserva, e 94) e Ronaldo Fenômeno (94, como reserva, 98, 2002 e 2006) — os dois últimos, não por coincidência, protagonistas dos nossos últimos Mundiais conquistados.
Como também já disse ateriormente, embora bons jogadores, Luís Fabiano (centro-avante titular na Copa da África do Sul, em 2010) e Pato não têm a mesma capacidade de definição dos seus antecessores. Aliás, tituar de Mano, Pato sequer é centro-avante de ofício. Não exercia essa função em seus tempos de Internacional, tampouco agora, no Milan, onde se destaca como eficiente garçon do goleador sueco Ibrahimovic.
E foi justamente a carência de um homem de área que mais padeceu a Seleção Brasileira. Contra o Paraguai, Fred, único jogador com essas características entre os 23 convocados por Mano para a Argentina, não atravessa boa fase e talvez tenha entrado tarde demais, aos 35 do segundo tempo. Diante das estatísticas de um jogo no qual a Seleção tentou o gol paraguaio 22 vezes, com pelo menos nove oportunidades claras, não é nem preciso entender muito de futebol para saber o que ficou faltando.
Última Seleção Brasileira que, de fato, praticou o futebol-arte numa Copa do Mundo, até cair diante do futebol de resultados que deu aquela Copa à Itália, a inesquecível equipe de Telê Santana, em 1982, tinha como referência e base o Flamengo de Zico, campeão da Libertadores e Mundial Inter-Clubes no ano anterior. Quem quiser, como este blogueiro já teve a oportunidade de fazer, pergunte a Zico, ou a Leandro, ou a Júnior, ou a Andrade, ou a Adílio, ou a Mozer, ou a Tita, ou a Lico, naquele time cheio de jogadores habilidosos, com quem é que eles contavam na hora de colocar a bola para dentro: o limitado Nunes, quase sempre efetivo em seus galopes em incisão pela área.
Lógico que Nunes, contemporâneo de Careca, além de outro centro-avante de exceção, Reinaldo (ídolo do Atlético Mineiro e titular da Seleção na Copa de 1978), não pode ser a referência do centro-avante para uma equipe que busca se reencontrar com suas tradições lúdicas de jogo. Mas tecnicamente dotado ou não, o que a Seleção de Mano claramente precisa — além, logicamente, de não perder quatro pênaltis — é de uma referência de área.
Desclassificados precocemente da Copa América, os próximos amistosos que este ano ainda reserva ao Brasil, diante de Alemanha, Argentina, Itália e Espanha (esta, hoje, a melhor seleção do mundo) podem e devem servir para continuar buscando esse jogador, desde que todos estejam devidamente cientes de que não será alguém do mesmo nível de Romário ou Ronaldo.
Em relação aos quatro semi-finalistas da Copa América, nenhum deles favorito nas quartas-de-final, resta a quem, além da técnica, sabe apreciar também o que o futebol pode oferecer de épico, torcer pelo Uruguai de Diego Forlán e Luizito Suárez.