Prefeitura x Magistério

 

(Foto de Mariana Ricci)

 

A depender do governo Rosinha, as chances que a pauta de reivindicações do magistério público municipal têm de ser atendidas, são as mesmas que o protesto de hoje, para marcar as 24h de paralisação parcial do setor, encontrou diante da sede da Prefeitura, quando ninguém do lado de dentro se dignou a receber os representantes da categoria, que cantavam do lado de fora: “Educação na rua/ Rosinha, a culpa é sua”.

Da pauta de reivindicações dos professores, cujo apoio do Sepe foi questionado e politizado por parte do governo, a única coisa que a Prefeitura, por enquanto, se mostra disposta a rever é o decreto 305/11. Ainda assim, de maneira apenas parcial, no sentido de estabelecer critérios às sanções propostas às licenças da categoria, julgadas execessivas pelo poder público municipal.

Dos 4.690 professores, segundo números do governo, hoje 915 estariam de licença, sendo 420 de forma permanente, por aposentadoria ou abandono da matrícula. Os 495 restantes, seriam por motivos de saúde, que a Prefeitura propõe revisar, a partir de 120 dias de ausência, com base nos critérios estabelecidos na lei federal 12.008/09, da qual foi relator o então deputado federal Geraldo Pudim, hoje secretretário municipal de Governo. 

Com base no decreto municipal, o professor que não justificar sua licenças nos critérios preconizados pela lei federal, ficaria sujeito a perda de vale transporte, vale alimentação e da lotação. Todavia, por entender que o decreto trata de matéria que deveria, ou não, ser aprovada como pela Câmara Municipal, o vereador Rogério Matoso (PPS) arguiu (aqui) sua inconstitucionalidade junto ao Ministério Público.

Na dúvida sobre um dos pontos da queda de braço entre governo e magistério, as demais reivindicações do segundo, ainda sem nenhuma perspectiva de atendimento pelo primeiro, são: 30% de aumento, convocação dos concursados aprovados em 2008, eleição direta dos diretores das unidades de ensino, além da utilização da verba do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) para gratificação e não pagamento dos professores.

Pelo menos quanto às duas últimas, divididas parecem estar as razões…

Segundo matéria da repórter Fernanda Moraes, publicada hoje na versão impressa da Folha, a própria conselheira municipal do Fundeb, Margareth Bissonho, afirmou que é prerrogativa do município usar até 100% das verbas do Fundo para pagamento dos professores. Ponto, pois, para Rosinha.

Já em relação à eleição direta para os diretores das escolas municipais, vale lembrar que a reivindicação democrática dos professores foi promessa de campanha da própria Rosinha, impressa preto no branco em seu programa de governo. Após eleita, porém, a prefeita preferiu manter o viciado esquema de indicações políticas, usado e abusado por vereadores da situação e outros aliados, com a genérica atenuante de que sua promessa era “inconstitucional”.

Diante da pergunta lógica  “Se era inconstitucional, prometeu por quê?”, ponto cravado para os professores.

Enquanto a queda de braço ainda parece longe de mostrar um vencedor, segundo a repórter Fernanda Moraes apurou agora há pouco com uma das diretoras do Sepe, Graciete Santana (pré-candidata à Prefeitura pelo PCB), uma nova paralisação da categoria  já está programada para a primeira semana de agosto, mas dessa vez por 72h.

Rosinha anuncia candidatura à reeleição na virada do ano

(Foto de Antonio Cruz)

 

Por que Rosinha não assume publicamente sua candidatura à reeleição, erguida como bandeira por todos seus aliados e que o blogueiro Christiano Abreu Barbosa, com a lucidez e objetividade comuns às suas análises, elencou (aqui) nove motivos para dar como certa?

Segundo fontes muito próximas à prefeita, a resposta é relativamente simples: porque ela não precisa. Dentro de um raciocínio prenhe de lógica, antecipar a discussão eleitoral de 2012, além da possibilidade de atrapalhar o que resta deste ano administrativo, seria fazer o jogo de uma oposição que previamente surge pulverizada em nada menos que nove opções partidárias: 1) PT, com Odisséia Carvalho; 2) PSDB, com Geraldo Goutinho; 3) PDT, com Arnaldo Vianna; 4) PCdoB, com Odete Rocha;  5) PV, com Andral Tavares Filho; 6) PSDC, com João Peixoto; 7) PCB, com Graciete Santana; 8) PPS com Sérgio Diniz ou Rogério Matoso; e 9) PMDB, com as alternativas de Fernando Leite, Nildo Cardoso, Ivanildo Cordeiro e, mais recentemente, até a prefeita sanjoanense Carla Machado.

Além de acertada politicamente, as mesmas fontes classificam a espera de Rosinha como questão de estilo. “Se fosse Garotinho — garantem — ele já teria anunciado seu nome”. Como a opção, até pela ainda alta rejeição do ex-governador em sua cidade natal, é por Rosinha, o certo, além da sua candidatura, é o seu devido anúncio: na virada do ano.

Decepção de Brasil, Argentina e Uruguai — Explicações

(Foto: Fifa)Depois da Argentina (1 A 1 com a Bolívia) e do Brasil (0 a 0 com a Venezuela), ontem foi a vez do também favorito Uruguai igualmente decepcionar em sua estréia na Copa América, empatando em 1 a 1 o jogo em que o Peru abriu a contagem.  E este último exemplo torna-se ainda mais emblemático, lembrado que a seleção uruguaia foi a sul-americana de melhor desempenho na última Copa do Mundo (4º lugar, tendo Diego Forlán eleito como melhor jogador), enquanto a peruana foi a última colocada nas Eliminatórias do continente à África do Sul.

(Foto: Mowa Press)Ou seja: no primeiro confronto oficial de 2011, entre o melhor e o pior da América do Sul em 2010, o placar final de ontem não expressou nenhuma diferença. E quem assistiu ao jogo pôde constatar que o resultado foi fruto da justiça aplicada no que se viu dentro das quatro linhas, não do acaso.

santiagoacasietediegoforlan_reu62Ao blogueiro, três parecem ser as explicações para esse rendimento continental abaixo do esperado das três seleções de maior tradição da América do Sul, que, juntas, conquistaram nove Copas do Mundo, só uma a menos do que os cinco ganhadores europeus (Itália, Alemanha, Inglaterra, França e Espanha)…

1) A primeira é de que, diante do regulamento da Copa América, as seleções teoricamente mais fortes poderiam estar se poupando para o mata-mata a partir das quartas-de-final, à qual se classificam oito das 12 seleções presentes na Argentina.

Ou seja, dos três grupos de quatro seleções cada, têm passagem garantida à próxima fase os três primeiros, três segundos e dois melhores terceiros colocados. Pai da independência da maioria dos países da América do Sul, Simón Bolívar não seria mais maternal…

2) Outra explicação possível advém do fato de que o Brasil, principal força do continente e único país do globo a disputar todas as Copa do Mundo, não disputará as próximas Eliminatórias, posto ter sua vaga garantida na condição de país-sede do Mundial que se avizinha. Isso abrirá mais uma vaga nas Eliminatórias sul-americanas aos times tidos como inferiores, que estão usando a Copa América como tubo de ensaio à tática que a maioria usará na tentativa de se classificar para 2014: se fechar atrás para garantir o empate fora de casa e, quando com o apoio da torcida, buscar a vitória na base dos contra-ataques.

E, pelo menos no que se viu na primeira rodada desta Copa América, o recurso pareceu acertado ao sonho com a próxima Copa do Mundo.

3) Por fim, a última explicação reside em algo que passa despercebido à maioria: o confronto tático. Argentina, Brasil e Uruguai hoje jogam no antigo 4-3-3, “reinventado” no 4-2-1-3 do famoso quadrado mágico brasileiro (Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Fenômeno e Adriano) que naufragou diante do gênio de Zinedine Zidane, na Copa de 2006. Em contrapartida, tanto Bolívia, Venezuela e Peru, como todas as demais forças consideradas menores, atuam no velho 4-4-2, com duas claras linhas defensivas de quatro homens no seu próprio campo. Foi o esquema, por exemplo, adotado em 1994, na conquista do Tetra brasileiro pelo time de Carlos Albero Parreira (coincidência, ou não, o mesmo técnico de 2006).

E, novamente pelo que se viu na primeira rodada desta Copa América, o esquema que deu a Copa do Mundo ao Brasil em 1994 tem criado sérias dificuldades àquele com o qual fracassamos em 2006.

Papo de bola

Após recesso de alguns meses deste blog, mantido pelo talento do traço do Zé Renato, retomei ontem, timidamente, as atividades virtuais, para falar de um dos assuntos nos quais tenho mais prazer em escrever: futebol. Publicada na edição de hoje da Folha impressa, a análise do decepcionante empate sem gols, na estréia da Seleção Brasileira na Copa América, diante da fraca, mas esforçada Venezuela, feita desde ontem neste Opiniões, permitiu aqui a tabela interativa, na qual a fala individual se torna diálogo, socialização ainda mais prazerosa quando o assunto é futebol.

Não por outro motivo, segue abaixo, na forma mais relevante de post, a conversa mantida entre este blogueiro e o leitor…

 

A Argentina continua jogando bem…. Não podemos dizer o mesmo do Brasil!

 

  • Aluysio

    Caro OverbOy,

    Não diria que a Argentina continua jogando bem… Em primeiro lugar, porque não tem convencido desde a Copa da África do Sul, da qual foi eliminada nas quartas-de-final, após um acachapante 4 a 0 imposto pela Alemanha do craque Bastian Schweinsteiger.
    Ademais, continuou não jogando bem em sua estréia na Copa América que ora sedia, no parco 1 a 1 diante da fraca Bolívia, que já havia lhe imposto um humilhante 6 a 1, na altitude de La Paz, em 2009, em jogo válido pelas Eliminatórias da Copa de 2010.
    A bem da verdade, seja nas Eliminatórias, na Copa do Mundo e, por enquanto, nesta Copa América, os hermanos têm demonstrado o mesmo problema: uma defesa pouquíssimo confiável, que não consegue ser atenuada enquanto time pelos muitos grandes jogadores que possui do meio para frente.
    O Brasil, ao contrário, desde a Era Dunga (como treinador) tem se destacado pela solidez da sua defesa, apesar desta ter falhado contra a Holanda, que nos eliminou de virada, por 2 a 1, nas mesmas quartas-de-final da África do Sul.
    Muito embora Mano tenha convocado promissores valores do meio para frente, inclusive a dupla Ganso-Neymar, deixada por Dunga no Brasil, o fato é que, pelo menos por enquanto, o esperado reencontro da nossa Seleção com o futebol lúdico e ofensivo que tanto a caracterizou no passado — sobretudo entre as Copas de 1938 e 1982, mas que hoje é marca do Barcelona e da seleção espanhola —, ainda não ocorreu.
    Em suma: por motivos diferentes, diria que tanto a Argentina como o Brasil continuam não jogando bem. Vejamos o que nos traz, daqui a pouco, o Uruguai de Diego Forlán, Luizito Soárez e Cavani, melhor sul-americano nos gramados africanos…

    Abraço e grato pela colaboração!

    Aluysio

  • Para quem riu da Argentina…

    Pouco visto em campo, Ganso sai de fininho da reclamação dos venezuelanos (Foto: Mowa Press)

     

    Durou menos de 48 horas a alegria dos brasileiros que ainda se prestam ao papel de torcer contra a Argentina. Se na noite de sexta, o empate de 1 a 1 com a Bolívia, no jogo de abertura da Copa América, deixou amarga a garganta dos hermanos, a curta tarde de inverno de hoje não reservou melhor sorte ao time de Mano Menezes, na abertura do Grupo B, encerrada num empate sem gols diante da fraca Venezuela, país no qual o futebol sequer é o esporte mais popular.

    Assim como com a seleção de Messi e Tévez , o começo do Brasil de Neymar e Ganso chegou a dar a impressão de que seria questão de tempo para se confirmar em campo o amplo favoritismo do papel. Logo no minuto inicial, Robinho arriscou de fora da área, obrigando o goleiro Vega à primeira defesa. Aos cinco minutos, Lúcio encontrou Pato livre na esquerda, num belo passe em profundidade. O atacante matou com categoria e rolou para Neymar, que deu um drible a mais, mesmo já dentro da área, e desperdiçou a oportunidade.

    A resposta venezuelana veio aos 11 minutos, num cruzamento do lateral direito Rosales que o meia esquerda Arango mandou de cabeça por cima do gol de Júlio César. A tréplica se deu no minuto seguinte, quando Robinho recebeu de Neymar e chutou. Rebatida pela zaga, a bola sobrou para André Santos, que bateu cruzado, mas a  bola desviou em Robinho e foi para fora.

    O frio em La Plata pareceu arrefecer o ímpeto ofensivo dos brasileiros, que começaram a se ressentir da pouca inspiração do seu principal abastecedor de jogadas: Paulo Henrique Ganso. Sem ele, coube a Daniel Alves, aos 26, rolar da direita para Pato carimbar o travessão venezuelano. Cinco minutos depois, em bom passe de Ramires, Pato teve outra chance, mas concluiu para a defesa em dois tempos de Vega.

    Aos 38, num contra-ataque, Neymar  tocou para Robinho, que chutou a gol. Mesmo caído, o zagueiro Vizcarrondo salvou com o ombro. Num dos poucos bons passes de Ganso, aos 44, Neymar entrou pela esquerda e tentou colocar com a parte interna do pé no canto oposto, mas a bola abriu demais e saiu pela linha de fundo.

    Se a atuação brasileira foi aquém da esperada no primeiro tempo, conseguiu piorar no segundo. Já aos sete minutos, Mano mandou os reservas ao aquecimento. Aos nove, Daniel Alves achou Pato na área, que não conseguiu dominar e permitiu a defesa do goleiro.

    Como o Brasil pouco criava, a Venezuela começou a querer gostar do jogo. Aos 13, Arango cruzou da esquerda ao atacante Rondón, pondo Júlio César para trabalhar.  Aos  25, em triangulação de Arango com o lateral Cichero, a bola foi cruzada para Fedor, o outro atacante da Venezuela. Dois minutos após, foi ele quem fez o pivô, na entrada da área, diante de Lúcio, abrindo na esquerda novamente para Arango, que bateu para fora com perigo.

    Como a entrada de Fred no lugar de Robinho, desde os 19 minutos, não havia alterado o quadro, aos 30 Mano resolveu atender à torcida e mandar a campo a jovem promessa Lucas, no lugar de Pato, além de substituir Ramires por Elano.
    Aos 42, na única jogada que Neymar conseguiu acertar em todo segundo tempo, ele achou André Santos entrando pela esquerda, que bateu no canto oposto, com a bola saindo pela linha de fundo. No minuto seguinte, ouviram-se as primeiras vaias à Seleção Brasileira, bisadas após o apito final.

    Em coletiva durante a semana, Mano disse que não existem mais “galinhas mortas” no futebol. Pelo sim, pelo não, bom que Neymar e Ganso ressuscitassem, na Seleção, o futebol que jogam no Santos. Caso contrário, o Paraguai, que ontem também empatou sem gols contra o Equador, pode até querer cantar de galo no próximo sábado.

     

    No primeiro tempo, Neymar conseguiu acertar algumas jogadas. No segundo, nada! (Foto: Mowa Press)

     

    BRASIL

    JÚLIO CÉSAR — Mero espectador do jogo de um time que entrou para se defender contra outro que não soube atacar. NOTA 5.

    DANIEL ALVES — Tentou apoiar,  buscando triangulações com Lucas Leiva e Robinho. Mesmo sem maior efetividade, chegou a dar dois bons passes para Pato, um aos 26 do primeiro tempo, com o qual o 9 brasileiro carimbou o travessão, e numa boa enfiada, aos 9 da segunda etapa, que o atacante do Milan, mesmo dentro da área, não conseguiu dominar. NOTA 6.

    LÚCIO — Excelente passe longo, em ligação direta entre defesa e ataque, logo aos 5 minutos de jogo, que encontrou Pato livre, na esquerda. Bem no combate à isolada dupla de ataque da Venezuela. No final da partida, porém, quase se complica. NOTA 6.

    THIAGO SILVA — Também sem maiores problemas na marcação aos atacantes Rondón e Fedor. Levou cartão amarelo merecido, ao matar com falta um contra-ataque venezuelano, aos 37 do segundo tempo. NOTA 6.

    ANDRÉ SANTOS — Também tentou o apoio, junto a Ramires e Neymar, mas se perdeu na má atuação de ambos. Aos 42 da segunda etapa, arriscou chute de fora da área, que saiu pela linha de fundo, no canto oposto. Precisa melhoar nos cruzamentos. NOTA 5,5.

    LUCAS LEIVA — Na função de primeiro homem do meio-de-campo, buscou menos o jogo do que Ramires. Na marcação, sobretudo sobre o meia esquerda Arango, esteve bem. NOTA 6,5.

    RAMIRES — Na parte tática, cumpriu seu papel, tanto na marcação, quanto para prender o lateral direito Rosales. Tecnicamente, porém, foi um dos tantos brasileiros em dia infeliz. NOTA 5. Deu lugar, aos 30 do segundo tempo, a ELANO, que tentou armar o jogo pela direita e chegou a arriscar um chute, por cima do gol. NOTA 6.

    GANSO — De quem se esperava ser o cérebro do time de Mano Menezes, talvez seu “apagão” de hoje revele a causa da péssima atuação brasileira. Sem mobilidade física e metalmente embotado, errou até passes curtos.  NOTA 4.

    ROBINHO — Obrigou o goleiro Vega à sua primeira defesa, logo no minuto inicial, em chute de fora da área. Foi dele também a conclusão, aos 38, que o aguerrido zagueiro Vizcarrondo, mesmo caído, interceptou com o ombro. NOTA 5,5. Desapareceu no segundo tempo, sendo substituído, aos 19, por FRED, que não conseguiu ser a referência de área. NOTA 4.

    PATO — Ainda que tenha sido escalado por Mano como atacante de área, posição que no Milan é ocupada pelo sueco Ibrahimovic, de quem é um eficiente garçon, teve oportunidades e não soube aproveitar nenhuma, ou por dificuldade de domínio, ou por azar, como na bomba com a qual carimbou o travessão de Vega. NOTA 4. Saiu, aos 30 da segunda etapa, para a entrada de LUCAS, que mostrou, pelo menos, disposição. NOTA 5.

    NEYMAR — Chegou à Copa América na expectativa de se equiparar ao Messi do Barcelona, mas hoje jogou abaixo até do Messi da Argentina. Demonstrou seu maiores defeitos, com firulas excessivas e inúteis, sem evidenciar suas virtudes. Uma única conclusão a gol, aos 45 do primeira etapa, quando recebeu na esquerda um dos poucos passes que Ganso conseguiu acertar, tentou colocar no canto oposto do goleiro, mas mandou pela linha de fundo. No segundo, errou tudo que tentou NOTA 4.

    MANO MENEZES — Ainda é cedo para se avaliar seu trabalho, mas o jogo de hoje será um dos seus pontos baixos à frente da Seleção. Não teve ou terá na Copa América uma opção para Ganso, de quem seu esquema depende, assim como Dunga, por não levar o meia do Santos à África do Sul, não teve alternativa para Kaká na Copa do Mundo. Ademais, se Pato não conseguir se adaptar ao papel de pivô, que não exerceu no Internacional ou no Milan, dependerá de Fred, que não atravessa boa fase, ou de um Robinho improvisado de centro-avante. NOTA 4

    VENEZUELA

    O vigoroso zagueiro Vizcarrondo e o incansável volante Rincón foram os destaques positivos do time treinado por César Farias, folgado como Hugo Chávez.