Raposa felpuda faz raio X da política de SJB

O blogueiro conversou, no início da manhã de hoje, com uma raposa felpuda da política de São João da Barra, tanto sobre a definição da prefeita Carla Machado (PMDB) dos três pré-candidatos do seu grupo à sua sucessão em 2012 (o secretário Neco e os vereadores Aluizio Siqueira e Alexandre Rosa), quanto acerca da análise que o ex-prefeito e também pré-candidato Betinho Dauaire (sem partido, mas com rumo certo ao PR) fez dos possíveis adversários e da estratégia governista de lançá-los agora. 

Quem não tem acompanhado a movimentação intensa desta semana, basta conferir aqui e aqui. E para quem quiser saber mais dos efervescentes bastidores da política de San Juan, cuja tradicional polarização remete às acirradíssimas disputas carnavalescas entre Congos e Chinês, vale a pena conferir abaixo…

 

 

 

 

Neco — Segundo a tal raposa felpuda, é mesmo o candidato preferido de Carla, não só por ser do seu mesmo partido (o PMDB), como a prefeita justificou, mas por ser dos três o mais fiel à ela, com reiteradas provas desta lealdade endossadas em seus atos como vereador e secretário de Promoção Social. O que pesaria contra ele seria o pouco preparo intelectual, que poderia criar dificuldades ou embaraços ao lidar com os gigantescos interesses econônicos que atracaram de vez no município a partir do Porto do Açu.

Aluizio Siqueira — A raposa felpuda concorda com Betinho, no que diz respeito à possibilidade de lançar o líder governista candidato à Prefeitura ser encarada por Carla como uma espécie de plano B. Apesar de ser de outro partido (o PTB, que em Campos é aliado de Garotinho), também já deu provas de fidelidade à prefeita, muito embora, se eleito, tenha mais chances de tentar o vôo solo. É, no entanto, pessoalmente mais preparado do que Neco para representar o município diante de grandes empresários.

Alexandre Rosa — Aliado da prefeita no início da Legislatura, passou à oposição antes de retornar à situação, segundo dizem, por pressão da própria família. De qualquer maneira, seria considerado pela prefeita, não sem motivos, como o menos confiável dos três. Tanto na oposição, quanto na situação, nunca fez segredo do projeto de ser prefeito, que seria mantido em fogo brando por Carla em nome da manutenção da sua frágil maioria na Câmara.

Betinho — Ainda bem quisto por parcela considerável dos sanjoanenses, tem chances eleitorais reais, muito embora tenha motivos igualmente reais para não confiar em Anthony Garotinho, de quem foi opositor declarado em seus dois mandatos de prefeito, para conseguir se candidatar pelo PR. Embora não esteja errado em declarar que Neco é o preferido de Carla, bateria nessa tecla por considerar o secretário como o adversário mais fácil a ser enfrentado, sobretudo na hora que os candidatos de situação e oposição tiverem que abrir a boca publicamente para defenderem suas propostas de governo.

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Entre Roberto Henriques e Mauro Silva, a democracia

Para o desespero dos censores de si mesmos e dos ditadores semi-aposentados de instituições públicas de ensino, segue no blog a reprodução virtual do espaço democrático que a Folha traz à luz do sol real há 33 anos. Entre as opiniões distintas do deputado estadual Roberto Henriques e do secretário municipal de Comunicação, Mauro Silva, ambas impressas na edição de amanhã do jornal, que o leitor encontre toda a liberdade, desde hoje, para formar a sua própria…

 

Fio da história

Por Roberto Henriques

 

Abençoada pelas generosas riquezas que a natureza depositou em nossa região, a cidade de Campos dos Goytacazes vive uma situação paradoxal – para não dizer triste – quando nos perguntamos como estamos preparando o futuro de nosso município e o que deixaremos de legado para as próximas gerações.

A receita fácil, advinda dos royalties e participação especial, ao invés de servir de fomento para reinserirmos Campos no lugar de vanguarda que historicamente ocupou no cenário político e econômico nacional, tem sido alvo da cobiça desenfreada de grupos políticos sem quaisquer compromissos com a população campista e desprovidos de escrúpulos para se perpetuarem no poder municipal.

Eleições aqui estão deixando de ser a festa máxima da democracia para virar um autêntico vale-tudo. A política mesquinha do ódio, da perseguição e do compadrio tem prevalecido. Escândalos se sucedem, muitas vezes com os mesmos personagens que apenas migram de um grupo ao outro.

Desperdiçamos oportunidades históricas por falta da prevalência da impessoalidade na condução política municipal. Vejam que, além do crescimento exponencial da receita – que chegará a R$ 2 bilhões este ano – nenhum outro município do interior do Estado do Rio teve dois governadores em sequência. Não podemos deixar de nos perguntar qual melhoria concreta isso resultou para o povo de Campos.

A política isolacionista e de confronto raivoso contínuo só tem trazido prejuízo para nossa população. A não separação de interesses políticos pessoais do institucional não cabe mais em nenhum lugar do Brasil, muito menos numa cidade da importância de Campos.

Precisamos encerrar este ciclo e retomarmos, como diria Leonel Brizola, o fio da história, onde o povo de Campos – que é verdadeiramente a maior riqueza de nossa terra – retome o protagonismo que sempre teve no cenário estadual e nacional. Felizmente este momento está muito mais próximo do que gostariam alguns dos que vivem às expensas dos desmandos que pontuam nossa história recente.

 

 

Boas e merecidas férias

Por Mauro Silva

 

Um merecido descanso com a família. Uma pausa na estafante rotina administrativa. E um período, embora curto, de 15 dias, para renovação de energia. Pois 2011 continuará sendo de intensas atividades. E, 2012, mais ainda, com muitas inaugurações e eleições em novembro.

Nada mais do que isso. As curtas férias da governadora Rosinha Garotinho não interrompem a rotina administrativa do Município. Bem confiada ao vice-prefeito Dr. Chicão. Com a agenda de inaugurações e audiências integralmente mantidas.

Apesar de malfadadas especulações, típicas das aves de mau augúrio, que sempre voam baixo procurando carniça, e da tentativa de onda de boataria que tentaram impregnar nos ares de Campos, a licença de Rosinha Garotinho nada mais é do que um breve intervalo na execução e condução de sua vibrante e intensiva administração.

Aliás, trabalho, muito trabalho, dedicação, persistência, obstinação e contínua cobrança e estímulo aos seus auxiliares administrativos sempre foram a marca da prefeita, desde os tempos de governadora.

Foi assim também durante toda a sua vida, desde muito jovem trabalhando como revendedora Avon, atuando no teatro e como radialista em várias emissoras em Campos e no Rio de Janeiro.

Dona de casa de fibra, sempre cuidou minuciosamente de todos os detalhes, dispensando o mesmo carinho, atenção e formação aos nove filhos: Clarissa, Wladimir, Anthony e Clara, que teve com o Garotinho; e os outros cinco que são do coração: Aparecida, Altamir, Amanda, Wanderson e David.

Mais. Embora sem grande evidência, pela discrição que também é traço de sua forte personalidade, sempre trabalhou intensamente, ao lado do marido, dentro e fora de mandatos sucessivos, mantendo a mesma garra e disposição em sua atual missão à frente da Prefeitura de Campos.

Raramente repousando antes das duas horas e já de pé antes do sol raiar, todos os dias,  Rosinha Garotinho parece incansável.

Contudo, mesmo os maiores guerreiros encontram, no breve repouso, a renovação de sua energia para novas e sucessivas batalhas, e não poderia ser diferente com a nossa governadora prefeita, que nunca deu tréguas ao cansaço ou ao esmorecimento.

Em respeito à população de Campos e aos seus milhares de eleitores e admiradores, queríamos apenas imprimir essas linhas tranqüilizadoras, banindo para o lugar que merece a insânia daqueles que regurgitam fel, ao invés de reconhecerem a exemplar vida pessoal e modelo de gestão de administração pública que a governadora prefeita de Campos dá ao Brasil. 

Boas e merecidas férias, Rosinha!

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Opiniões de poesia — Kapi

Para sair um pouco do rame-rame da política, este “Opiniões” volta a abrir espaço à cultura no resgate de textos sobre poesia escritos pelo blogueiro. Afinal, muito melhor do que falar da política local, é tratar dos versos paridos nesta terra de planície cortada pelo Paraíba…

 

Kapi — O caçador de andróides

Por aluysio, em 10-11-2009 – 4h49

 

Kapi 3

 

Mais conhecido como diretor de teatro, Antonio Roberto de Góis Cavalcanti, o Kapi, é também um dos grandes poetas de Campos. Quem acompanha o FestCampos de Poesia Falada, sabe se tratar de um dos seus maiores ganhadores, merecido dono do primeiro lugar em duas edições mais recentes: a de 2002, com “Canção amiga”, e a de 2005, com “Goya Tacá Amopi”, quando levou ainda a terceira colocação , com “Sangue na cidade”. Estes dois últimos constam do belo livro “Campos dos Goytacazes — Aspectos culturais — Literatura: contos e poesia”, único editado pelo poder público municipal com os vencedores tanto do tradicional festival de poesia, quanto do Festival de Contos José Cândido de Carvalho, nos anos de 2005 e 2006.  

Kapi também já tirou um segundo lugar no FestCampos, realizada no antigo Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) de Campos, hoje Instituto Federal Fluminense (IFF), ainda que não se lembre do ano. Mas como nem a atual administração da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL) consegue historiografar direito o festival, insistindo em contabilizá-lo apenas a partir de 1999, mesmo depois que eu lembrei publicamente tê-lo vencido em 1992, e o Marcelo Sampaio revelou que dele já participava desde 1985, não há como cobrar do poeta memória melhor do que de uma instituição pública que deveria zelar pelo registro correto da participação de todos, mas não o faz e nem diz por quê.

Além do FestCampos, Kapi também arrebatou o 1º lugar num festival aberto de poesia do Cefet, que lhe valeu uma viagem para Arraial do Cabo,  e a 2ª colocação no Festival Sesc de Poesia, em 1999. Fora de Campos, ficou em 5º lugar no XI Festival de Poesia Falada de Macaé, em 2005.

Como não se recorda também com quais poemas conquistou as premiações nos quatro últimos concursos citados — o FestCampos no Cefet, o do Cefet, o do Sesc e o de Macaé — a lembrança que fica do seu currículo exitoso é determinada por “Canção amiga”, “Goya Tacá Amopi”, e “Sangue na cidade”. São todos poemas de fôlego longo, mas marcados pela respiração ligeira dos versos curtos, ditada pelo ritmo, característica de oralidade típica de poetas com experiência do palco, numa analogia entre o que há de comum em Kapi e na também poeta (e atriz) campista Adriana Medeiros com nosso maior romântico, o baiano Castro Alves (1847/1871).

Com essa impressão, gravada mais no tímpano que na retina, reli “Manual da criação de ratos”, livro publicado em 1984 na partilha entre Kapi e a também poeta Eloah Marconi. Lá estão “Canção amiga” e “Sangue na cidade”. Apesar de considerar ambos bons trabalhos, sobretudo o segundo — que hoje julgo superior mesmo a “Goya Tacá Amopi”, diferente do que opinei como jurado daquele festival de 2005 —, a obra que me capturou, nas várias releituras do livro, foi “Aquarela”.

O inesperado do poema curto foi encontro certo com outra marca do poeta: o lirismo. Possível consequência negativa desta característica, o derramamento ganha poda de bonsai, não da catana do canavial, na concisão suave dos versos, quase como um haikai. Tão expressa em suas concepções cênicas, mas às vezes sacrificada na sua poesia em nome do ritmo e/ou da rima, toda a capacidade imagética de Kapi brilha com uma nitidez que cega para o que há além daquele bar, daquela ausência, daquela chuva. Dela, misturada com sangue, cachaça ou tinta, como o caçador de andróides ao final do filme, todos nós bebemos um dia.

 

 

AQUARELA

 

Pintei um quadro

pra você,

mas choveu…

era aquarela.

Num bar,

olhando a sua ausência

eu bebo a chuva.

 

Kapi, Antonio Roberto. “Manual da criação de ratos”, com Eloah Marconi de Souza, edição de Carlos Araújo, Edições Clarear (1984), pág. 17

 

 

Lágrimas na chuva

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Betinho confirma pré-candidatura pelo PR, cobra Ari e crava Neco pelo governo

Por telefone, o ex-prefeito e pré-candidato à Prefeitura de São João da Barra, Betinho Dauaire (sem partido), revelou ao blog suas impressões sobre a definição das pré-candidaturas governistas do secretário de Promoção Social, Neco (PMDB), e dos vereadores Alexandre Rosa (PPS) e Aluizio Siqueira (PTB). Betinho confirmou seu ingresso no PR de Anthony Garotinho, em quem diz confiar para conseguir se candidatar. Sobre os possíveis opositores, ele lembrou a ausência entre eles do empresário Ari Pessanha, mas apostou que o candidato da prefeita Carla Machado será Neco, ficando Aluizio como “segunda opção”. Para ele, Rosa só concorrerá à Prefeitura em 2012 se vier como via alternativa.

Abaixo, em detalhes, as análises de Betinho…

 

 

  

 

Candidato governista — Na realidade, essa é uma questão do governo, na qual eu não posso me intrometer. Só acho que faltou ali o nome de Ari Pessanha.

Neco, Aluizio ou Rosa? — Neco será o candidato da prefeita. Todo mundo em São João da Barra já sabe disso. O Alexandre não vai ser o candidato. Ele não une as lideranças governistas, quem une é o Neco. Alexandre pode até resolver vir candidato, mas pelo PPS, como via alternativa. Ele mesmo já chegou a cogitar isso no passado.

E Aluizio? — Como Neco, Aluizio também une as lideranças do governo. Mas acho que está sendo trabalhado como uma segunda opção, talvez como vice na chapa.

Pesquisa para definir candidato governista — Quando era governo, já usei isso para definir o candidato, em 2004, entre o Ari Pessanha e o (então) vereador Adilson Almeida. Mas foi doloroso, trouxe consequências negativas que não aconselho. Na verdade, acho que a prefeita está buscando lentamente uma maneira de fazer o Neco candidato.

Ingresso no PR — Tenho a pretensão de ser candidato a prefeito em São João da Barra. Estou sem partido e tenho que ter um para me candidatar. Meu caminho natural é o PR. É para lá que eu vou.

Aval de Garotinho — Eu vou me filiar ao PR e ele é o presidente do partido. Como tal, acho que ele vai buscar candidatos a prefeito que tenham chances de vencer em seus municípios. Até porque fui prefeito lá duas vezes, acho que é o meu caso em São João da Barra.  

Problemas com a Justiça — A atual prefeita, quando era concorreu contra mim em 2008, fez essas mesmas ressalvas quanto às possibilidades de que eu não pudesse me candidatar. E o fato é que consegui o registro e concorri normalmente.

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Com chance à Alerj em 2013, Pudim nega DEM na Frente ou ser vice de Rosinha

(Foto de Antonio Cruz)
(Foto de Antonio Cruz)

 

Para o secretário municipal de Governo Geraldo Pudim (PR), a conta da vereadora petista Odisséia Carvalho está errada ao somar o DEM aos partidos que compõem a Frente Democrática de Oposição. Para ele, o acordo do PR com a legenda do ex-prefeito carioca César Maia está fechado. Nesse caso, seriam 11, não 12 os partidos da Frente.

Indagado pelo blogueiro se, diante da quase certeza de Rosinha se candidatar à reeleição pelo PR, haveria a chance dele ser seu vice na chapa, como se especula nos bastidores, Pudim negou qualquer possibilidade. O projeto do secretário é voltar ao Congresso Nacional, como deputado federal, na eleição de 2014, vaga que seria aberta com a candidatura de Anthony Garotinho a governador ou senador.

Caso Garotinho tenha que se contentar mais uma vez com a disputa da Câmara Federal, Pudim tentaria se eleger mais uma vez à Assembléia Legislativa. Mas como ele mesmo ressalva, poderia se tratar de uma reeleição, já que como terceiro suplente do PR em 2010, ele pode ganhar a vaga em 2013, caso se confirmem as boas possibilidades de Altineu Cortes e Miguel Giovane, deputados estaduais da legenda, vencerem as disputas, respectivamente, às Prefeituras de Itaboraí e Araruama.

 

Atualização às 18h44: Mais de Pudim sobre as eleições municipais de 2012, aqui, no Blog do Bastos.

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Frente quer além da cidade de Campos

A pretensão maior é transformar a Frente Democrática de Oposição num movimento estadual, não mais só de Campos e região, a partir da reunião de todos seus parlamentares, no Estado do Rio, com o governador Sérgio Cabral (PMDB), em data que deve ser marcada amanhã. Outros detalhes da reunião de hoje com o presidente da Alerj, deputado Paulo Melo (PMDB), foram repassados por telefone ao blogueiro, pela vereadora petistas Odisséia Carvalho e a presidente municipal do PCdoB, Odete Rocha. Conheça-os abaixo…

 

Odisséia — Paulo Melo se mostrou solidário à nossa causa, assim como o deputado André Corrêa (do PPS, líder do governo na Alerj) e o vice-governador Pezão já tinham feito, em encontros anteriores. Ele se dispôs a ser mais um elo na ligação do nosso movimento com Sérgio Cabral, sobretudo depois que a Frente tem ampliado seus espaços, com a entrada da prefeita Carla Machado (PMDB) e o deputado João Peixoto (PSDC). A confirmação do novo encontro, agora com o governador, deve acontecer amanhã. Para participar dele, além dos companheiros de Campos, estaremos convidando o senador Lindenberg Farias (PT), além de todos os deputados federais, estaduais e prefeitos, em todo o Estado do Rio, das 12 legendas que integram a Frente.

 

 

Odete — Nosso processo está avançando no acúmulo de todas essas lideranças de nível estadual. A cada nova reunião, em Campos e no Rio, cresce nossa lista de apoio e se consolida o nosso movimento. Paulo Melo se comprometeu a ajudar nesse agendamento da reunião com o governador Sérgio Cabral, para o qual também vamos convocar todos os representantes parlamentares fluminenses de todos os partidos que estão conosco. A Frente, hoje, está além da cidade de Campos. É um movimento de caráter estadual.

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Encontro com Paulo Melo para reunir todos os deputados da Frente com Cabral

Entre a vereadora Odisséia Carvalho e comunista Odete Rocha, o presidente da Alerj, Paulo Melo (foto de Felipe Melo)
Entre a vereadora Odisséia Carvalho e a comunista Odete Rocha, o presidente da Alerj, Paulo Melo (foto de Felipe Melo)

 

Adiado de última hora na semana passada, acabou agora há pouco, na Assembléia Legislativa, o encontro entre lideranças da Frende Democrática de Oposição e o deputado estadual Paulo Melo (PMDB), presidente da Casa. Definição mais importante da reunião, ela servirá de ponte para uma outra, com o governador Sérgio Cabral (PMDB), na qual serão convidados não só os integrantes da Frente em Campos e região, como todos os deputados federais e estaduais fluminenses dos 12 partidos que a integram, além do senador Lindenberg Farias (PT).

Segundo a vereadora petista Odisséia Carvalho, além de PT, PMDB, PDT, PPS, PCdoB, PV, PSL, PRP, a Frente passou a contar ainda com a participação do PSPC, PSC e o PSDC do deputado estadual João Peixoto. Para fechar a conta em 12, ela também não descarta a participação do DEM, mesmo com a possibilidade de aliança do partido do ex-prefeito carioca César Maia com o deputado federal Anthony Garotinho (PR).

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Bem pensado

Que tipo de coerência pode se esperar de um pobre coitado que tenta provocar num blog anônimo, apanha e tenta reagir em blog ortônimo?

Se você mudou e resolveu, finalmente, se assumir e se bastar naquilo que é obrigado a encarar todo dia, diante do espelho, ótimo! Assim, pelo menos, deveria ser a vida.

Mas será que a convivência democrática, quando sem aspas, permite conceitos tão sui generis quanto a auto-censura? Sobretudo quando bem evidenciada em quem publicou e depois “despublicou”, sem a menor satisfação ao leitor, fatos ligados à utilização de meios e recursos públicos para atender interesses políticos e projetos pessoais de poder inconfessáveis, com consequências, inclusive, investigadas pelo Ministério Público Federal?

Bom, no lugar de blogueiro de coleira ou mercenário da mídia, a preferência é por chamar simplesmente de canalha!

Mas, enfim, quem faz vista grossa para tentativas de achaque ligadas à prostituição alheia, não se incomodará em prostituir (novamente sem aspas) a “notícia” que publica. Ao menos, neste caso, há certa corerência.

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Carla quer ampliar Frente nas críticas ao grupo de Garotinho

Marcos Bacellar, Carla Machado, João Peixoto, Ivanildo Cordeiro, Odisséia Carvalho e Rogério Matoso unidos em oposição aos Garotinho (foto de Mariana Ricci)
Marcos Bacellar, Carla Machado, João Peixoto, Ivanildo Cordeiro, Odisséia Carvalho e Rogério Matoso unidos em oposição aos Garotinho (foto de Mariana Ricci)

 

Com a participação da prefeita sanjoanense Carla Machado (PMDB), acabou agora há pouco, no edifício Cidade de Campos, a reunião da Frente Democrática de Oposição. De acordo com o repórter da Folha Thiago Andrade, Carla não só usou o encontro para marcar sua entrada no movimento de oposição campista, como pregou sua ampliação. Além do deputado federal Anthony Garotinho (PR), ela disse querer outros nomes do grupo político do ex-governador, como a prefeita Rosinha (sem partido), também transformados em alvos das críticas.

Como novidade, além do ingresso do PSPC na Frente que já era integrada por PMDB, PT, PDT, PPS, PV, PCdoB, PSL e PRP, a confirmação da remarcação, para às 15h de amanhã, novamente a Assembléia Legislativa, da reunião com o presidente daquela casa, deputado Paulo Melo (PMDB), adiada em cima da hora, na última quinta, dia 14, por conta da greve dos professores estaduais.

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Democracia que só se constrói no dia-a-dia

Como o Moraes de ontem não pode virar o “Imoraes” de hoje, para desaparecer misteriosamente amanhã, sem a menor satisfação ao leitor, só para voltar a ser referência moral de depois de amanhã — revelando a moral no mínimo duvidosa de quem se presta a este tipo de manobra que, mesmo anônima, tem nome bem conhecido —, seguem abaixo dois artigos, um publicado na edição impressa de hoje da Folha e o outro que, na mesma página de Opinião, será publicado amanhã, numa convivência entre contrários que, muito além do discurso, só se constrói com os atos do dia-a-dia.

Na prática democrática em todas as vozes que a Folha ecoou ao longo de 33 anos de existência, a garantia de que nenhum dos dois textos vai simplesmente desaparecer depois de amanhã…

 

 

Cuidado: você pode estar sendo manipulado!
 
Por Betinho Dauaire

 

Ao receber um e-mail de um amigo chamado Paulo Juca, vou agora navegar com vocês no mundo da manipulação de massa. Ao ler as estratégias do linguista estadunidense Noam Chomsky, relativo à manipulação através da mídia, passei a ver à minha frente que não só as empresas privadas mais modernas, por intermédio de seus departamentos publicitários, se utilizam delas, mas também a classe política.

A estratégia da distração tem por objetivo desviar sua atenção para que o poder possa tomar decisões mediante as técnicas das desgraças, catástrofes ou noticias de grande de impacto, impedindo assim a população de se interessar pelo conhecimento, nas suas mais variadas formas. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real”. Como exemplo, a prefeita de São João se lançar à Prefeitura de Campos. Esse fato é impossível de acontecer, mas enquanto isso pode estar aí uma estratégia para mudar o foco dos acontecimentos negativos do município.

Outra estratégia é a de criar problemas para depois oferecer soluções. Neste caso, é criada uma situação que irá causar grande manifestação de alerta junto à população e então o poder consegue implantar suas políticas. Exemplo citado por Chomsky: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos. No popular, é representado de forma primária, como nos tempos dos coronéis de antigamente, quando o delegado prendia para o político soltar.

Nada hoje em dia é feito no acaso. Veja como a estratégia da gradação funciona: para criar uma medida completamente impossível de ser aceita pela população, basta aplicá-la vagarosamente, sem que a sociedade perceba. Pensando bem, me veio à mente a política da seguridade social, que aumenta a idade da aposentadoria gradativamente, cria redutores com o argumento da longevidade, quando o certo seria conter gastos desnecessários e combater a corrupção, para que o dinheiro do contribuinte não suma pelos ralos burocráticos do serviço público. No próximo artigo completaremos as 10 estratégias de Noam.

 

 

A política do bem

Por Carla Machado

 

Tem sido uma experiência muito interessante a proximidade com lideranças de Campos. Temos conversado e debatido a respeito da importância de políticas públicas regionais, que alavanquem de forma homogênea o desenvolvimento econômico e social de toda a Região Norte do Estado do Rio. São conversas em que acima de pretensões políticas está o interesse coletivo, pontuando com propostas claras os principais problemas que temos encontrado.

Apesar de ser campista de nascimento e ter vivido metade da minha vida nesta cidade, tornei-me, ao longo desses últimos 28 anos, uma cidadã apaixonada por São Joao da Barra, cidade aonde tive o meu primeiro emprego. Com muito orgulho, me tornei professora da rede municipal e posteriormente da rede estadual, compartilhando com os profissionais da Educação momentos extremamente importantes na formação de nossos jovens.

São Joao da Barra me deu o mais importante diploma, ao me eleger a primeira prefeita da Região Norte e posteriormente renovando o mandato por meio de uma vitória jamais vista, ganhando em todas as seções eleitorais e obtendo mais de 60% dos votos válidos. Recentemente, uma pesquisa realizada no Município nos deu uma aprovação de quase 80%, mostrando que a linha que temos seguido, voltada à melhoria das condições de vida da população, é aquela compartilhada também pela maioria.

Continuo a cumprir a minha missão, confiada por Deus e pela população, oportunizando novos horizontes para esse povo tão amado. Ontem, na reunião promovida pela Frente Democrática, tive mais uma oportunidade de aprendizado e de crescimento ao lado de pessoas comprometidas com uma proposta de desenvolvimento regional. A união daqueles que têm visão progressista, agindo de forma democrática e respeitosa, é o caminho para que possamos consolidar ações que transformem os investimentos que a região está recebendo em novos horizontes para esta população que anseia por dias melhores.

O nosso PMDB, unido aos demais partidos integrantes desse movimento suprapartidário, seguirá em frente, rumo ao seu objetivo principal que é dar condições dignas de vida à população. Em todas as nossas ações, seja do partido, em nível nacional e estadual, seja em São João da Barra, por meio do nosso governo, temos demonstrado a preocupação com políticas públicas consequentes, visando o desenvolvimento com justiça social, única forma de proporcionarmos a redução dos contrastes sociais e estabelecermos a cidadania e a democracia. Essa é a política do bem.

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