Opiniões de poesia — Kapi
Para sair um pouco do rame-rame da política, este “Opiniões” volta a abrir espaço à cultura no resgate de textos sobre poesia escritos pelo blogueiro. Afinal, muito melhor do que falar da política local, é tratar dos versos paridos nesta terra de planície cortada pelo Paraíba…
Kapi — O caçador de andróides
Por aluysio, em 10-11-2009 – 4h49
Mais conhecido como diretor de teatro, Antonio Roberto de Góis Cavalcanti, o Kapi, é também um dos grandes poetas de Campos. Quem acompanha o FestCampos de Poesia Falada, sabe se tratar de um dos seus maiores ganhadores, merecido dono do primeiro lugar em duas edições mais recentes: a de 2002, com “Canção amiga”, e a de 2005, com “Goya Tacá Amopi”, quando levou ainda a terceira colocação , com “Sangue na cidade”. Estes dois últimos constam do belo livro “Campos dos Goytacazes — Aspectos culturais — Literatura: contos e poesia”, único editado pelo poder público municipal com os vencedores tanto do tradicional festival de poesia, quanto do Festival de Contos José Cândido de Carvalho, nos anos de 2005 e 2006.
Kapi também já tirou um segundo lugar no FestCampos, realizada no antigo Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) de Campos, hoje Instituto Federal Fluminense (IFF), ainda que não se lembre do ano. Mas como nem a atual administração da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL) consegue historiografar direito o festival, insistindo em contabilizá-lo apenas a partir de 1999, mesmo depois que eu lembrei publicamente tê-lo vencido em 1992, e o Marcelo Sampaio revelou que dele já participava desde 1985, não há como cobrar do poeta memória melhor do que de uma instituição pública que deveria zelar pelo registro correto da participação de todos, mas não o faz e nem diz por quê.
Além do FestCampos, Kapi também arrebatou o 1º lugar num festival aberto de poesia do Cefet, que lhe valeu uma viagem para Arraial do Cabo, e a 2ª colocação no Festival Sesc de Poesia, em 1999. Fora de Campos, ficou em 5º lugar no XI Festival de Poesia Falada de Macaé, em 2005.
Como não se recorda também com quais poemas conquistou as premiações nos quatro últimos concursos citados — o FestCampos no Cefet, o do Cefet, o do Sesc e o de Macaé — a lembrança que fica do seu currículo exitoso é determinada por “Canção amiga”, “Goya Tacá Amopi”, e “Sangue na cidade”. São todos poemas de fôlego longo, mas marcados pela respiração ligeira dos versos curtos, ditada pelo ritmo, característica de oralidade típica de poetas com experiência do palco, numa analogia entre o que há de comum em Kapi e na também poeta (e atriz) campista Adriana Medeiros com nosso maior romântico, o baiano Castro Alves (1847/1871).
Com essa impressão, gravada mais no tímpano que na retina, reli “Manual da criação de ratos”, livro publicado em 1984 na partilha entre Kapi e a também poeta Eloah Marconi. Lá estão “Canção amiga” e “Sangue na cidade”. Apesar de considerar ambos bons trabalhos, sobretudo o segundo — que hoje julgo superior mesmo a “Goya Tacá Amopi”, diferente do que opinei como jurado daquele festival de 2005 —, a obra que me capturou, nas várias releituras do livro, foi “Aquarela”.
O inesperado do poema curto foi encontro certo com outra marca do poeta: o lirismo. Possível consequência negativa desta característica, o derramamento ganha poda de bonsai, não da catana do canavial, na concisão suave dos versos, quase como um haikai. Tão expressa em suas concepções cênicas, mas às vezes sacrificada na sua poesia em nome do ritmo e/ou da rima, toda a capacidade imagética de Kapi brilha com uma nitidez que cega para o que há além daquele bar, daquela ausência, daquela chuva. Dela, misturada com sangue, cachaça ou tinta, como o caçador de andróides ao final do filme, todos nós bebemos um dia.
AQUARELA
Pintei um quadro
pra você,
mas choveu…
era aquarela.
Num bar,
olhando a sua ausência
eu bebo a chuva.
Kapi, Antonio Roberto. “Manual da criação de ratos”, com Eloah Marconi de Souza, edição de Carlos Araújo, Edições Clarear (1984), pág. 17
Betinho confirma pré-candidatura pelo PR, cobra Ari e crava Neco pelo governo
Por telefone, o ex-prefeito e pré-candidato à Prefeitura de São João da Barra, Betinho Dauaire (sem partido), revelou ao blog suas impressões sobre a definição das pré-candidaturas governistas do secretário de Promoção Social, Neco (PMDB), e dos vereadores Alexandre Rosa (PPS) e Aluizio Siqueira (PTB). Betinho confirmou seu ingresso no PR de Anthony Garotinho, em quem diz confiar para conseguir se candidatar. Sobre os possíveis opositores, ele lembrou a ausência entre eles do empresário Ari Pessanha, mas apostou que o candidato da prefeita Carla Machado será Neco, ficando Aluizio como “segunda opção”. Para ele, Rosa só concorrerá à Prefeitura em 2012 se vier como via alternativa.
Abaixo, em detalhes, as análises de Betinho…
Candidato governista — Na realidade, essa é uma questão do governo, na qual eu não posso me intrometer. Só acho que faltou ali o nome de Ari Pessanha.
Neco, Aluizio ou Rosa? — Neco será o candidato da prefeita. Todo mundo em São João da Barra já sabe disso. O Alexandre não vai ser o candidato. Ele não une as lideranças governistas, quem une é o Neco. Alexandre pode até resolver vir candidato, mas pelo PPS, como via alternativa. Ele mesmo já chegou a cogitar isso no passado.
E Aluizio? — Como Neco, Aluizio também une as lideranças do governo. Mas acho que está sendo trabalhado como uma segunda opção, talvez como vice na chapa.
Pesquisa para definir candidato governista — Quando era governo, já usei isso para definir o candidato, em 2004, entre o Ari Pessanha e o (então) vereador Adilson Almeida. Mas foi doloroso, trouxe consequências negativas que não aconselho. Na verdade, acho que a prefeita está buscando lentamente uma maneira de fazer o Neco candidato.
Ingresso no PR — Tenho a pretensão de ser candidato a prefeito em São João da Barra. Estou sem partido e tenho que ter um para me candidatar. Meu caminho natural é o PR. É para lá que eu vou.
Aval de Garotinho — Eu vou me filiar ao PR e ele é o presidente do partido. Como tal, acho que ele vai buscar candidatos a prefeito que tenham chances de vencer em seus municípios. Até porque fui prefeito lá duas vezes, acho que é o meu caso em São João da Barra.
Problemas com a Justiça — A atual prefeita, quando era concorreu contra mim em 2008, fez essas mesmas ressalvas quanto às possibilidades de que eu não pudesse me candidatar. E o fato é que consegui o registro e concorri normalmente.
Com chance à Alerj em 2013, Pudim nega DEM na Frente ou ser vice de Rosinha

Para o secretário municipal de Governo Geraldo Pudim (PR), a conta da vereadora petista Odisséia Carvalho está errada ao somar o DEM aos partidos que compõem a Frente Democrática de Oposição. Para ele, o acordo do PR com a legenda do ex-prefeito carioca César Maia está fechado. Nesse caso, seriam 11, não 12 os partidos da Frente.
Indagado pelo blogueiro se, diante da quase certeza de Rosinha se candidatar à reeleição pelo PR, haveria a chance dele ser seu vice na chapa, como se especula nos bastidores, Pudim negou qualquer possibilidade. O projeto do secretário é voltar ao Congresso Nacional, como deputado federal, na eleição de 2014, vaga que seria aberta com a candidatura de Anthony Garotinho a governador ou senador.
Caso Garotinho tenha que se contentar mais uma vez com a disputa da Câmara Federal, Pudim tentaria se eleger mais uma vez à Assembléia Legislativa. Mas como ele mesmo ressalva, poderia se tratar de uma reeleição, já que como terceiro suplente do PR em 2010, ele pode ganhar a vaga em 2013, caso se confirmem as boas possibilidades de Altineu Cortes e Miguel Giovane, deputados estaduais da legenda, vencerem as disputas, respectivamente, às Prefeituras de Itaboraí e Araruama.
Atualização às 18h44: Mais de Pudim sobre as eleições municipais de 2012, aqui, no Blog do Bastos.
Frente quer além da cidade de Campos
A pretensão maior é transformar a Frente Democrática de Oposição num movimento estadual, não mais só de Campos e região, a partir da reunião de todos seus parlamentares, no Estado do Rio, com o governador Sérgio Cabral (PMDB), em data que deve ser marcada amanhã. Outros detalhes da reunião de hoje com o presidente da Alerj, deputado Paulo Melo (PMDB), foram repassados por telefone ao blogueiro, pela vereadora petistas Odisséia Carvalho e a presidente municipal do PCdoB, Odete Rocha. Conheça-os abaixo…
Odisséia — Paulo Melo se mostrou solidário à nossa causa, assim como o deputado André Corrêa (do PPS, líder do governo na Alerj) e o vice-governador Pezão já tinham feito, em encontros anteriores. Ele se dispôs a ser mais um elo na ligação do nosso movimento com Sérgio Cabral, sobretudo depois que a Frente tem ampliado seus espaços, com a entrada da prefeita Carla Machado (PMDB) e o deputado João Peixoto (PSDC). A confirmação do novo encontro, agora com o governador, deve acontecer amanhã. Para participar dele, além dos companheiros de Campos, estaremos convidando o senador Lindenberg Farias (PT), além de todos os deputados federais, estaduais e prefeitos, em todo o Estado do Rio, das 12 legendas que integram a Frente.
Odete — Nosso processo está avançando no acúmulo de todas essas lideranças de nível estadual. A cada nova reunião, em Campos e no Rio, cresce nossa lista de apoio e se consolida o nosso movimento. Paulo Melo se comprometeu a ajudar nesse agendamento da reunião com o governador Sérgio Cabral, para o qual também vamos convocar todos os representantes parlamentares fluminenses de todos os partidos que estão conosco. A Frente, hoje, está além da cidade de Campos. É um movimento de caráter estadual.
Encontro com Paulo Melo para reunir todos os deputados da Frente com Cabral

Adiado de última hora na semana passada, acabou agora há pouco, na Assembléia Legislativa, o encontro entre lideranças da Frende Democrática de Oposição e o deputado estadual Paulo Melo (PMDB), presidente da Casa. Definição mais importante da reunião, ela servirá de ponte para uma outra, com o governador Sérgio Cabral (PMDB), na qual serão convidados não só os integrantes da Frente em Campos e região, como todos os deputados federais e estaduais fluminenses dos 12 partidos que a integram, além do senador Lindenberg Farias (PT).
Segundo a vereadora petista Odisséia Carvalho, além de PT, PMDB, PDT, PPS, PCdoB, PV, PSL, PRP, a Frente passou a contar ainda com a participação do PSPC, PSC e o PSDC do deputado estadual João Peixoto. Para fechar a conta em 12, ela também não descarta a participação do DEM, mesmo com a possibilidade de aliança do partido do ex-prefeito carioca César Maia com o deputado federal Anthony Garotinho (PR).
Bem pensado
Que tipo de coerência pode se esperar de um pobre coitado que tenta provocar num blog anônimo, apanha e tenta reagir em blog ortônimo?
Se você mudou e resolveu, finalmente, se assumir e se bastar naquilo que é obrigado a encarar todo dia, diante do espelho, ótimo! Assim, pelo menos, deveria ser a vida.
Mas será que a convivência democrática, quando sem aspas, permite conceitos tão sui generis quanto a auto-censura? Sobretudo quando bem evidenciada em quem publicou e depois “despublicou”, sem a menor satisfação ao leitor, fatos ligados à utilização de meios e recursos públicos para atender interesses políticos e projetos pessoais de poder inconfessáveis, com consequências, inclusive, investigadas pelo Ministério Público Federal?
Bom, no lugar de blogueiro de coleira ou mercenário da mídia, a preferência é por chamar simplesmente de canalha!
Mas, enfim, quem faz vista grossa para tentativas de achaque ligadas à prostituição alheia, não se incomodará em prostituir (novamente sem aspas) a “notícia” que publica. Ao menos, neste caso, há certa corerência.
Carla quer ampliar Frente nas críticas ao grupo de Garotinho

Com a participação da prefeita sanjoanense Carla Machado (PMDB), acabou agora há pouco, no edifício Cidade de Campos, a reunião da Frente Democrática de Oposição. De acordo com o repórter da Folha Thiago Andrade, Carla não só usou o encontro para marcar sua entrada no movimento de oposição campista, como pregou sua ampliação. Além do deputado federal Anthony Garotinho (PR), ela disse querer outros nomes do grupo político do ex-governador, como a prefeita Rosinha (sem partido), também transformados em alvos das críticas.
Como novidade, além do ingresso do PSPC na Frente que já era integrada por PMDB, PT, PDT, PPS, PV, PCdoB, PSL e PRP, a confirmação da remarcação, para às 15h de amanhã, novamente a Assembléia Legislativa, da reunião com o presidente daquela casa, deputado Paulo Melo (PMDB), adiada em cima da hora, na última quinta, dia 14, por conta da greve dos professores estaduais.
Democracia que só se constrói no dia-a-dia
Como o Moraes de ontem não pode virar o “Imoraes” de hoje, para desaparecer misteriosamente amanhã, sem a menor satisfação ao leitor, só para voltar a ser referência moral de depois de amanhã — revelando a moral no mínimo duvidosa de quem se presta a este tipo de manobra que, mesmo anônima, tem nome bem conhecido —, seguem abaixo dois artigos, um publicado na edição impressa de hoje da Folha e o outro que, na mesma página de Opinião, será publicado amanhã, numa convivência entre contrários que, muito além do discurso, só se constrói com os atos do dia-a-dia.
Na prática democrática em todas as vozes que a Folha ecoou ao longo de 33 anos de existência, a garantia de que nenhum dos dois textos vai simplesmente desaparecer depois de amanhã…
Cuidado: você pode estar sendo manipulado!
Por Betinho Dauaire
Ao receber um e-mail de um amigo chamado Paulo Juca, vou agora navegar com vocês no mundo da manipulação de massa. Ao ler as estratégias do linguista estadunidense Noam Chomsky, relativo à manipulação através da mídia, passei a ver à minha frente que não só as empresas privadas mais modernas, por intermédio de seus departamentos publicitários, se utilizam delas, mas também a classe política.
A estratégia da distração tem por objetivo desviar sua atenção para que o poder possa tomar decisões mediante as técnicas das desgraças, catástrofes ou noticias de grande de impacto, impedindo assim a população de se interessar pelo conhecimento, nas suas mais variadas formas. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real”. Como exemplo, a prefeita de São João se lançar à Prefeitura de Campos. Esse fato é impossível de acontecer, mas enquanto isso pode estar aí uma estratégia para mudar o foco dos acontecimentos negativos do município.
Outra estratégia é a de criar problemas para depois oferecer soluções. Neste caso, é criada uma situação que irá causar grande manifestação de alerta junto à população e então o poder consegue implantar suas políticas. Exemplo citado por Chomsky: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos. No popular, é representado de forma primária, como nos tempos dos coronéis de antigamente, quando o delegado prendia para o político soltar.
Nada hoje em dia é feito no acaso. Veja como a estratégia da gradação funciona: para criar uma medida completamente impossível de ser aceita pela população, basta aplicá-la vagarosamente, sem que a sociedade perceba. Pensando bem, me veio à mente a política da seguridade social, que aumenta a idade da aposentadoria gradativamente, cria redutores com o argumento da longevidade, quando o certo seria conter gastos desnecessários e combater a corrupção, para que o dinheiro do contribuinte não suma pelos ralos burocráticos do serviço público. No próximo artigo completaremos as 10 estratégias de Noam.
A política do bem
Por Carla Machado
Tem sido uma experiência muito interessante a proximidade com lideranças de Campos. Temos conversado e debatido a respeito da importância de políticas públicas regionais, que alavanquem de forma homogênea o desenvolvimento econômico e social de toda a Região Norte do Estado do Rio. São conversas em que acima de pretensões políticas está o interesse coletivo, pontuando com propostas claras os principais problemas que temos encontrado.
Apesar de ser campista de nascimento e ter vivido metade da minha vida nesta cidade, tornei-me, ao longo desses últimos 28 anos, uma cidadã apaixonada por São Joao da Barra, cidade aonde tive o meu primeiro emprego. Com muito orgulho, me tornei professora da rede municipal e posteriormente da rede estadual, compartilhando com os profissionais da Educação momentos extremamente importantes na formação de nossos jovens.
São Joao da Barra me deu o mais importante diploma, ao me eleger a primeira prefeita da Região Norte e posteriormente renovando o mandato por meio de uma vitória jamais vista, ganhando em todas as seções eleitorais e obtendo mais de 60% dos votos válidos. Recentemente, uma pesquisa realizada no Município nos deu uma aprovação de quase 80%, mostrando que a linha que temos seguido, voltada à melhoria das condições de vida da população, é aquela compartilhada também pela maioria.
Continuo a cumprir a minha missão, confiada por Deus e pela população, oportunizando novos horizontes para esse povo tão amado. Ontem, na reunião promovida pela Frente Democrática, tive mais uma oportunidade de aprendizado e de crescimento ao lado de pessoas comprometidas com uma proposta de desenvolvimento regional. A união daqueles que têm visão progressista, agindo de forma democrática e respeitosa, é o caminho para que possamos consolidar ações que transformem os investimentos que a região está recebendo em novos horizontes para esta população que anseia por dias melhores.
O nosso PMDB, unido aos demais partidos integrantes desse movimento suprapartidário, seguirá em frente, rumo ao seu objetivo principal que é dar condições dignas de vida à população. Em todas as nossas ações, seja do partido, em nível nacional e estadual, seja em São João da Barra, por meio do nosso governo, temos demonstrado a preocupação com políticas públicas consequentes, visando o desenvolvimento com justiça social, única forma de proporcionarmos a redução dos contrastes sociais e estabelecermos a cidadania e a democracia. Essa é a política do bem.
Pesquisa vai definir candidato do governo de SJB
Além da prefeita Carla Machado (PMDB), o blogueiro também falou por telefone com os vereadores Alexandre Rosa (PPS) e Aluizio Siqueira (PTB), sobre a sucessão de São João da Barra em 2012. Jornalisticamente, o dado mais revelante foi revelado pelo líder da bancada governista: entre os três pré-candidatos, ele, Rosa e Neco, o escolhido será o que estiver melhor nas pesquisas de opinião.
Abaixo, o que falaram os dois vereadores pré-candidatos a prefeito…

Alexandre Rosa — “A matéria da Folha foi equivocada, no sentido de colocar um dos pré-candidatos, no caso eu, como preferido da prefeita Carla Machado. São três os nomes do grupo, todos capazes de vencer a eleição: o de Neco, o do vereador Aluizio e o meu. E todos eles saem em pé de igualdade nessa disputa. Conversei recentemente com o presidente do meu partido (o PPS), deputado (estadual) Comte Bittecourt, e ele me disse que estamos trabalhando para consolidar essa aliança com o PMDB. Uma coisa, ele me garantiu: não há a menor chance de caminharmos junto com o PR, com o casal Garotinho”.

Aluizio Siqueira — “Não está certo dizer que Neco é o ex-preferido da prefeita, assim como afirmar que Rosa é o atual. A prefeita nunca disse isso. Pelo contrário, sempre afirmou que se tivesse que ter um preferido, ele seria do seu partido. Na pesquisa mais recente, feita pelo IGPP, até apareceram outros nomes, mas os mais bem cotados foram os nossos. Até termos esses resultados, eu nem colocava meu nome nessa disputa, como Neco e Rosa já haviam feito. Agora, passarei a também trabalhar nesse sentido, mas sem nunca perder de vista que é a candidatura de um grupo, não de um partido político, em que é necessária a composição de uma chapa forte. A prefeita disse que a escolha não será dela, por imposição, mas da própria população, através de pesquisas. Quem estiver melhor, sai candidato com o apoio dos outros dois”.





