Ainda em relação ao trabalho gráfico e editorial desenvolvido pela Folha, o leitor mais atento do jornal deve ter percebido a repetição da manchete e as semelhanças de diagramação entre as capas que anunciaram as vitórias de Rosinha Garotinho e Dilma Rousseff nos últimos pleitos, respectivamente, à Prefeitura de Campos e à presidência da República. Além da importância superlativa das conquistas em si, ambas tiveram o aspecto histórico reforçado pelo ineditismo das primeiras mulheres eleitas prefeita da cidade e presidente (ou presidenta) do Brasil.
Os sempre belicosos seguidores do lulo-petismo hão de ressaltar que, na analogia, o perfil técnico de Dilma é bem superior. Ao que os não menos radicais defensores do garotismo poderiam argumentar que, politicamente, Rosinha tinha um nome bem mais consolidado junto ao eleitor comum. Do que nem uns, nem outros poderão discordar, é que por trás do sucesso das duas mulheres, na inversão do ditado popular, capitais foram a presença e a ação de dois homens: Lula e Garotinho.
A questão do gênero e tudo que possa haver de justo nas teses feministas, pelo menos em Campos, parece ter perdido espaço não só diante da boa aceitação popular ao governo interino de Nelson Nahim, como pelo fato de que, aqui, Serra ganhou de Dilma. Agora, como esta minoria dos eleitores locais da petista parece ser majoritariamente favorável à manutenção do afastamento de Rosinha, relevante ressaltar que qualquer análise desapaixonada concluiria que, se a Justiça Eleitoral adotasse o mesmo rigor aplicado com a prefeita eleita, em relação a abusos cometidos durante a campanha, Dilma correria sério risco de também perder o mandato conquistado ontem.
Por e-mail, recebi aviso da nova postagem do jornalista Guilherme Belido, que fui conferir em seu site Opinião (aqui). Na verdade, se tratam de dois textos que, embora com títulos diferentes, se completam. De tudo que pude ver no horizonte virtual da planície, foi o que achei de mais sensato neste dia seguinte à vitória de Dilma. Não por motivo diverso, o blog toma a liberdade de republicar abaixo…
PT saudações
Confirmando o que todos os institutos de pesquisa apontavam, Dilma Rousseff venceu a eleição e acançou 56% dos votos, cerca de 12 milhões de vantagem sobre o tucano José Serra.
Não convém seguir o que fazem alguns ‘analisólogos’ que sem a menor cerimônia explicam o óbvio e ‘ensinam’ que Dilma venceu porque fez isso, assim, assado e Serra perdeu por ter feito assado, assim e isso…
Dilma Rousseff, se não fosse uma mala tão sem alça, teria vencido no 1º turno. Não venceu, mas colocou 14,5 milhões de vantagem — diferença que dificilmente se tira em um mês a mais de campanha.
Eleitoralmente falando, contudo, Dilma não é a candidata dos sonhos de partido algum. Pesa toneladas e venceu por circunstâncias que passam longe dela própria. Venceu porque Lula venceu. Da mesma forma que o presidente venceu há quatro anos quando conseguiu escorregar do “Mensalão” — o maior esquema de propina da história do Brasil, mas que ele, Lula, não tinha a menor idéia que existia. Não sabia, não viu nem ouviu. O esquemão se passara ali, na Casa Civil, e ali, no PT. Mas, enfim, Lula não sabia de nada e reelegeu-se.
Atitude
Mas, voltando ao pleito de ontem, já não interessa se Dilma ganhou ou se “ganharam para ela”. Tampouco se é pesada ou leve. O que conta a partir de agora é que a presidente eleita tenha capacidade, força política e determinação para fazer o governo que o Brasil espera. E para isso ela não precisa ser boa de palanque ou de televisão. Precisa, sim, ter o propósito e a atitude de querer fazer.
Aliás, fazer acontecer, na prática, o que o PT diz ter feito na propaganda.
Quanto a José Serra, ele fez o que pôde. Fez o que sabia e foi mais longe do que a maioria imaginava. Vai continuar na política e disputar outros cargos. Talvez a própria Presidência.
Agora, dizer que com Aécio seria diferente… E que se fosse Aécio a Dilma não ganhava… é entrar nas “profundezas” dos “ses”, com a científica descoberta que se vovó fosse homem seria vovô.
Cada eleição é uma eleição e certamente que para Aécio Neves, cuja trajetória política tem sido excepcional, chegará a vez. O ex-governador e senador é um nome em potencial para disputar a sucessão de 2014.
Ex-jornalista da Folha, o Thiago Freitas pediu e o blog republicou (aqui) a capa gráfica da Folha Dois de 28/08/04, com o vazio estampado às propostas de Geraldo Pudim à cultura de Campos, já que o então candidato a prefeito pelo PMDB se recusou a externar as suas diante do gravador, diferente de todos os demais concorrentes. Pois nos comentários àquela postagem, o Maycon Prado, a Francielly Pessoa e o Diego, alunos do Instituto Federal Fluminense (IFF), pertinentemente lembraram que o mesmo recurso gráfico foi também utilizado pela Folha, na página 6 da sua edição de 28/03/10.
No caso mais recente, o recurso serviu de contraste entre as respostas dadas pelo candidato de oposição à direção do campus Campos-Centro do IFF, Jefferson Manhães de Azevedo, e o silêncio adotado pela candidato da situação, Hélio Júnior de Souza Crespo. Dentro do princípio de equidade que sempre orientou a Folha nas coberturas eleitorais, a ambos foram feitas as mesmíssimas perguntas, elaboradas pelo jornalista Thiago Gomes, cujas respostas (inclusive as que não foram dadas) mereceram igual espaço e destaque.
Levado em consideração que tanto Pudim e o grupo de Garotinho, quanto Hélio e o grupo da reitoria do IFF, perderam suas respectivas eleições, por motivos e práticas políticas muito semelhantes, a conclusão lógica é que, embora sirva de prato cheio para quem tem um pouco de imaginação gráfica, o silêncio tem se revelado bastante indigesto para quem dele pretende fazer sua pièce de resistánce.
Abaixo, a página gráfica com as duas entrevistas, a respondida e a sonegada…
Um dos que trabalhou pela vitória folgada de Dilma em Macaé (62,07% a 37,93%), assim como Garotinho parece ter sido importante à vantagem de Serra em Campos (52,85% a 47,15%), o deputado federal eleito Aluízio Júnior (PV) enviou e-mail ao blogueiro, revelando seu voto no segundo turno e o motivo para defini-lo pela candidata petista. Vamos à declaração do deputado verde e pré-candidato à Prefeitura de Macaé, endossando que seus desejos se cumpram em relação ao novo governo federal, escolhido pela vontade da maioria, ainda que necessidades como as reformas tributária e previdenciária tenham sido solenemente ignoradas nos oito anos da gestão Lula, mesmo com níveis estratosféricos de aprovação popular…
(Foto de Jorge Ronald)
Boa tarde, Aluysio, agradeço mais uma vez pelo espaço cedido pela Folha.
Durante todo o segundo turno me mantive independente, conforme sugestão do Partido Verde.
Em 1989, votei em Leonel Brizola e, desde então, sempre votei em candidaturas com compromissos sociais. A ausência da Marina no segundo turno evidenciou um processo eleitoral monótono, sem grandes debates.
Como cidadão e homem público, não poderia deixar de definir o meu voto.Votei em Dilma e espero que eleita faça as reformas necessárias ao país. Destaco a reforma política, a reforma tributária, a reforma da previdência. Que invista em educação.Valorize os professores e prepare nossos jovens como cidadãos e como profissionais através da qualificação profissional. Anseio que aproveite as oportunidades e transforme o Brasil numa nação sustentável, onde o lucro de hoje não seja a miséria do amanhã. Ofereça água potável e esgoto tratado a todos os brasileros. Por fim, acredito que faça a opção por um mandato ético, que valorize a vida em toda sua plenitude e diversidade.
Em sua rádio, ao querer justificar a vitória expressiva de Serra em São Francisco de Itabapona, munícipio que já governou e não deixou saudades, o radialista Barbosa Lemos creditou a votação do candidato tucano ao apoio de Garotinho, confissão que o próprio ex-governador e deputado federal eleito tem evitado fazer.
Quer acompanhar a melhor cobertura (disparda) sobre eleição na blogosfera de Campos e região. Acesse aqui o Ponto de Vista do Christiano Abreu Barbosa…
Entre os anos 80 e 90, eram famosas as festas nos aniversários de Liana, na casa dos seus pais e avós, em Grussaí. Em setembro, velas enfunadas de vento sul, oposto ao nordeste dominante na maior parte do ano, a praia tinha pouca gente, o que a fazia mais nossa, naqueles churrascos regados a cerveja, fraternidade e violão.
Depois que ela foi morar em Rio das Ostras e passou a moderar na bebida, assim como tantos de nós, ficaram as memórias mais dos bons momentos, do que das ressacas do dia seguinte. Não por outro motivo, volta e meia, quando passo por Grussaí, vindo de Campos, com destino a Atafona, cruzo por aquela rua ainda de terra, para rever a casa e reviver as lembranças.
Liana tinha um amigo mineiro, o Marcelo, que acabou se tornando também meu, muito embora não o veja desde seu casamento, em meados dos anos 90, na cidade de Turmalina, quase na fronteira das Minas Gerais com Bahia. A estrada Turmalina/Diamantina, serpenteando pelos imponentes cânions da Chapada batizada com o nome da segunda cidade, está entre as mais belas que já vi, ao lado daquela que liga Esparta a Olímpia, cruzando o Peloponeso de Leste a Oeste, na Grécia; de quase todas os caminhos das regiões rurais do Sul da Toscana, na Itália; e das Highlands, no Norte da Escócia. Mas essas são outras estórias…
O fato é que Marcelo, além de costumar aparecer nos aniversários de Liana, tinha o hábito de trazer alguns amigos da sua Belo Horizonte. Dessa vez, ele levara um sujeito pequeno e falante, cujo nome perdi na memória, e umas duas ou três meninas, cujas graças também se apagaram da lembrança. Saímos todos da casa de Liana, já tarde da noite, e fomos à casa do Marcelo, ali por perto, também em Grussaí, onde continuamos a beber as cervejas que havíamos “roubado” da festa.
O papo, a música e os flertes com as meninas se estenderam por toda a madrugada, até que, em dado momento, naquela ausência de motivo típica dos bêbados, levantei-me do chão da sala, atravessei a cozinha, peguei mais uma cerveja na geladeira e saí pela porta que dava ao quintal dos fundos, divisando sobre o muro aquele horizonte com cheiro de maresia que já anunciava a aurora nos “dedos róseos” de Homero. Sem que tivesse visto, Marcelo me seguiu. Apoiados no muro do quintal, passamos a dividir a cerveja e um cigarro, enquanto engatávamos num daqueles papos inteligentíssimos dos quais nunca ninguém se lembra.
Distante do som da sala, pude distinguir, sobre a voz de Marcelo, os assobios das marrecas irerê, que voavam acima de nós. Mesmo que não pudesse vê-las na imensidão ainda escura do céu, impossível não reconhecer aquele típico piado: fi-fi-fiu/fi-fi-fiu/fi-fi-fi-fi-fi-fi-fi-fiu…
Pedi a Marcelo que fizesse silêncio e passei a imitar o assobio, gerando um diálogo com as marrecas, com estas voando em torno da origem do som em terra, recurso geralmente utilizado por caçadores, já que elas tendem a encará-lo como convite de um semelhante para descer, provalmente numa lagoa ou outro olho d’água qualquer. A única coisa que cacei foi a atenção de Marcelo, em seu fascínio tipicamente urbano por aquele contato íntimo e inesperado com a natureza.
Após alguns minutos de assobios trocados entre mim e as marrecas, Marcelo entra de novo na casa e anuncia na sala, em alto e bom som, a grande novidade: “Gente, Aluysio está falando com marrecas voando no céu. E o pior é que elas respondem”. A gargalhada geral como resposta se repetiu durante todo o dia seguinte, aliás o mesmo, interrompido apenas pelo necessário sono até o despertar e a ressaca, em parte aliviada pelo rememorar dessa e outras estórias igualmente divertidas.
Como o nome do amigo do Marcelo e das meninas que os acompanhavam, havia esquecido essa passagem até ver, na bela foto publicada no blog Imaginar (aqui), algumas irerê em pleno vôo, “caçadas” pela lente do Diomarcelo Pessanha. Segundo ele informou no post, o pássaro tão marcado pelas manchas brancas em contraste com bico, olhos e pescoço negros, como pelo som dos seus pios, é conhecido também por vários outros nomes.
Pois para mim, a partir da imagem do Dio e da lembrança revisitada daquele diálogo ébrio com a natureza, o nome certo é saudade.
Foto de Diomarcelo Pessanha, publicada no blog Imaginar, em 27/10/10
Capa do livro da ANJ, com as melhores capas do jornalismo brasileiro
Enquanto a eleição presidencial não se define, aproveito a expectativa que ainda possa existir, diante da provável vitória de Dilma, para cumprir uma promessa que fiz ao também jornalista e blogueiro Rodrigo Gonçalves, na edição de sexta do Folha no Ar. Entrevistado junto com o editor de Arte da Folha, Eliabe de Souza, o Cássio Júnior, e a editora-executiva do jornal, Suzy Monteiro, sobre a capa da Folha escolhida entre as melhores da história do jornalismo brasileiro, pela Associação Nacional de Jornai (ANJ)s, aceitei a sugestão de Rodrigo para publicar, aqui no blog, algumas outras primeiras páginas de jornais brasileiros igualmente selecionadas.
Começo, pois, com duas capas que julgo providencialíssimas ao dia de hoje. A primeira, de O Diário do Norte do Paraná, de 1º e 2 de janeiro últimos, elencava as grandes decisões que o ano traria, entre elas: Dilma ou Serra?
Já a segunda, de O Estado de São Paulo, quando o jornal ainda se chamava A Província de São Paulo, nome de acordo com as divisões do país nos tempos do Império, é de 16 de novembro de 1889, dia seguinte à proclamação da República. Além da sua importância histórica e da clara mensagem republicana (adjetivo com o qual os petistas, pelo menos no discurso, gostam de classificar as ações federais), a capa impressiona pela ousadia gráfica, mesmo 121 anos depois.
Enquanto não começa a apuração, vamos a elas…
Capa de O Diário do Norte do Paraná de 1º e 2 de janeiro de 2010
Garotinho votando no Ciep da Lapa (foto de Silésio Corrêa)
Segundo informou Aloysio Balbi, jornalista da Folha e de O Globo, que entrevistou Garotinho e Rosinha em seus locais de votação, respectivamente no Ciep da Lapa e na Faculdade de Direito de Campos, o ex-governador e deputado federal eleito descartou a possibilidade de ser candidato a prefeito de Campos numa eleição suplementar. De acordo com ele (e também ela), o processo que cassou a prefeita, e cujo mérito do recurso aguarda julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), voltaria ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o que permitiria a Rosinha recorrer no cargo, retorno que ambos estimam para ocorrer ainda em novembro, como a Folha Online já havia adiantado aqui.
Pela primeira vez, sob pressão das perguntas de Balbi, Garotinho comentou a atuação do irmão, Nelson Nahim, como interino à frente da Prefeitura: “Ao seu modo, ele vem administrando bem a cidade, sem conflitos”.
Sobre o rompimento com Geraldo Pudim, Garotinho negou, apesar da neutralidade do PR ter sido quebrada pelo apoio à candidata Dilma Rousseff dado pelo deputado federal que não conseguiu se eleger a estadual, espremido entre as candidaturas vitoriosas do líder à Câmara Federal e da filha deste, Clarissa, à Alerj. O ex-governador disse que passou à noite em claro, devido a morte de uma vizinha de rua, na Lapa. Ele viaja daqui a pouco, às 14h, para um hotel-fazenda.
Em comentário (aqui) ao post que anunciou a escolha da capa da Folha escolhida pela ANJ entre as melhores do jornalismo brasileiro, o jornalista Thiago Freitas, que hoje reside e trabalha em Nova Friburgo, lembrou da séria de entrevistas feitas por ele, quando era repórter da Folha Dois, durante a eleição de 2004, com todos os candidatos à Prefeitura de Campos, sobre as propostas de cada um à cultura do município. Como ele bem lembrou, o único que se recusou a gravar a entrevista foi Geraldo Pudim, então no PMDB.
Não por outro motivo, em obediência ao princípio de equidade, dedicamos o mesmo espaço que havia sido dado aos demais candidatos, na capa da Folha Dois, às propostas de Pudim diante do gravador: Nada! Abaixo da manchete “Propostas à CULTURA de CAMPOS gravadas por PUDIM”, usando o recurso da poesia concretista nos destaques gráficos, o espaço vinha todo em branco. Curioso que o candidato processou a Folha, exigindo direito de resposta pelo que se recusara a responder diante do gravador, mas acabou derrotado na Justiça, assim como perdeu aquela eleição no voto, insucesso bisado na eleição suplementar de 2006 e na mais recente, para deputado estadual, em 3 de outubro último.
Bem, o fato é que Thiago pediu e o blog resolveu atender, reproduzindo abaixo aquela capa de Folha Dois, criada por mim, em parceria, se não me falha a memória, com o designer gráfico Aldir Mata, outro dos tantos que mantém seus laços afetivos com a Folha, ainda que não trabalhe mais conosco…
Desde que foi anunciada ontem, pelo jornalista e blogueiro Fernando Leite (aqui), e amplificada na Folha Online, a partir do Ponto de Vista do Christiano Abreu Barbosa (aqui), a possibilidade de Anthony Garotinho (PR) disputar a eleição suplementar à Prefeitura de Campos tem movimentado todas as rodas de conversa política local, nestes três dias que nos separam do segundo turno à presidência da República. E, segundo este blog ficou sabendo de uma fonte, esta seria exatamente a intenção de quem teria gerado inicialmente a informação: o próprio Garotinho.
À parte as discussões jurídicas sobre seu impedimento de disputar a eleição, pelo parentesco com Rosinha e pela aprovação ontem do Ficha Limpa (detalhadas aqui no Blog do Bastos), a intenção do ex-prefeito, ex-governador e deputado federal eleito, além de manter Nelson Nahim na rédea curta, seria colocar um termômetro acerca da possibilidade. Afinal, não custa lembrar que, na última eleição municipal, em 2008, Rosinha chegou ao ridículo de processar a Folha (e perder), para que o nome Garotinho não viesse associado ao seu, dada a imensa rejeição do marido em sua cidade natal.
Em todo caso, é lógica a conclusão de que, ao especular seu nome à eleição suplementar, nem Garotinho parece acreditar mais na volta de Rosinha…
O blog ecoou aqui uma provocação do Alexandre Bastos (aqui), sobre o papel do PSDB de Campos na campanha de Serra na cidade, mas devido ao hiato nas atividades deste blogueiro, acabou não sendo conferido aqui o devido destaque à educada resposta, dada no dia seguinte, pelo presidente tucano local e também blogueiro da Folha, Robson Colla.
Bem, antes tarde do que nunca para garantir o princípio da equidade, e até porque ainda faltam quatro dias para o segundo turno da eleição presidencial, segue abaixo, na forma mais destacada de post, a satisfação dada pelo Robinho em comentário de 15 dias atrás, não sem as devidas ecusas pelo atraso tanto a ele, quanto a você, leitor…
Robson Colla
outubro 12th, 2010 em 23:03
Caro Aluysio,
O PSDB de Campos está estruturado e funcionando normalmente em sua sede no final da avenida Pelinca. Depois de um período conturbado que atravessamos (2006/2008), estamos cuidando de remontar a base do partido em nossa cidade, trabalho este que vem sendo executado por mim, como presidente, contando com a ajuda de nossa executiva e também de filiados históricos, como Gel Coutinho e Marcelo Mérida.
Entendo a provocação do jornalista Alexandre Bastos, mas o meu estilo é mais de trabalhar do que de criar factóides para aparecer na imprensa, como vimos em recentes episódios acerca da criação de uma pretensa terceira via para um eventual pleito suplementar.
Trabalhamos muito para o Serra no primeiro turno, inclusive tivemos a vinda do seu Vice, o Deputado Índio da Costa, à nossa cidade, onde cumpriu extensa agenda.
Só a titulo de curiosidade, informo que foram distribuídos/colocados cerca de 1.000 adesivos de Serra em todo o município, mas esse montante ainda é insuficiente para fazer aparecer uma campanha como estamos acostumados a ver.
Vamos nos esforçar mais ainda no segundo turno.
Quanto ao fato do Alckmin ter vindo a Campos em 2006 é exatamente porque a região contava, então, com o deputado federal do PSDB Paulo Feijó, que tinha tido em 2002 cerca de 111.000 votos. Quanto a isso, não há como negar a influência de Feijó para que tal evento acontecesse.
Em relação a questão de participarmos do Governo Municipal, afirmo que em momento nenhum recebi qualquer orientação contrária ao meu apoio ao Serra, até porque sabem de minha condição de presidente do PSDB, desde que ali adentrei.
Sou amigo pessoal de Feijó, seu companheiro principalmente nos momentos mais difíceis de sua vida política, mas não o segui para o PR quando de sua filiação e nem cogito fazê-lo.
Ele respeita minha decisão e jamais tentou me fazer agir ao contrário.
Sou filiado desde 1998 e o PSDB é o meu único partido até hoje e dele não pretendo sair.