Palpite divugado aqui às 8h30 da manhã, meia hora antes do início dos trabalhos na Câmara, a partir da informação de uma fonte, o nome de Dante Lucas (PDT) para líder do governo de Nahim não só foi descaradamente copiado sem o devido crédito em outros blogs (às 15h17), como muito antes disso já havia caido como uma bomba na sessão de hoje. Após seu término, por volta das 11h, Nahim se reuniu com os seis vereadores que restaram a Rosinha: Albertinho, Magal, Papinha, Gil Vianna (PSDC), Jorge Rangel (PSB) e Kelinho.
Segundo Albertinho revelou no Folha no Ar, o presidente eleito e prefeito interino garantiu que o líder do seu governo sairia deles. A promessa tiraria Dante do páreo, muito embora Albertinho tenha dito no programa que aceitaria o pedetista, se fosse a decisão do seu grupo, além de revelar que aceitaria ele mesmo a liderança, caso seu nome fosse o escolhido.
Relevante também ressaltar que a garantia de Nahim à manutenção da liderança entre os vereadores de Rosinha, descartando Dante, se deu após a aparente leitura de alguns blogs, cujas cópias estavam em sua mesa, nessa reunião que se estendeu até o horário do almoço. Se algum deles chegou a influenciar a decisão, só pode ter sido quem escreveu a tempo de ser lido antes, como fizeram vários blogueiros não praticantes do Ctrl+C/Ctrl+V.
Um deles, na minha opinião o mais bem informado dos bastidores da Câmara, cobertura que exerce em noticiário de tempo real até aqui insuperável, é o Alexandre Bastos. É dele o raciocínio que o blog, com o devido crédito, faz questão de externar: não são seis os vereadores que darão o líder, mas sete, somada a entrada de Edson Batista (PTB), cuja assunção no lugar de Nahim volta à pauta a partir de terça-feira.
Com Magal praticamente fora da briga, por conta da reincidência em seus ataques de mau-perdedor, que nome melhor para concluir o processo de pacificação na Câmara do que Edson? Famoso por sua fidelidade a Garotinho, a escolha seria inquestionável entre os demais vereadores de Rosinha, demonstraria generosidade por parte de Nahim e, sobretudo, agradaria a quem o prefeito interino ainda precisa para se fazer candidato pelo PR numa eventual eleição suplementar.
Com a oposição a Rosinha satisfeita pela vitória esmagadora na mesa diretora e uma situação apaziguada pelo nome de mais confiança do líder maior, mas num cargo que pode passar a valer pouco na prática (já que a maioria agora está na antiga oposição a Rosinha), Nahim, se optar ou simplesmente aceitar o nome de Edson, estará dando o mesmo tapa com luva de pelica desferido ao votar em Magal na disputa à vice-presidência, quando seu voto já não significava mais nada.