Palpite de empréstimo: Nahim reeleito por unanimidade

Ao discorrer sobre algumas observações (aqui) da eleição de amanhã na Câmara, que definirá sua nova mesa diretora e, a reboque, os destinos da Prefeitura de Campos, o blog arriscou duas afirmações (aqui e aqui), para em seguida fazer duas indagações (aqui e aqui). Ora, as perguntas finais  “Para Matoso se eleger, quem rói a corda com Rosinha?” e “E se Matoso não se eleger?” podem ser respondidas pelas próprias constatações iniciais: “Nahim tem apoio de Garotinho” e “Oposição a Rosinha no mesmo barco de Garotinho”.

Ao confluir o apoio da oposição a Rosinha com o de Garotinho, a quem emparedou com habilidade, Nelson Nahim está virtualmente reeleito presidente da Câmara. Consequentemente, será mantido como prefeito interino a partir de 1º de janeiro de 2011,  continuidade que, salvo grande surpresa, o credenciará como candidato do PR numa provável eleição suplementar. E, em ambos os casos, cumprir o acordo com Rogério Matoso (PPS) pela vice, para pacificar a Câmara e manter as boas relações com a oposição a Rosinha, tentando equilibrá-las com os interesses de Garotinho, é caminho até natural para quem tem pautado todos os seus passos com aguda inteligência política.

Ao demonstrar o mesmo pragmatismo do irmão, mas dissociado de megalomania, arrogância e revanchismo passional,  Nahim garante continuar com a caneta na mão. E, diante de tais perspectivas, pelo menos em relação à eleição de amanhã, o blog embarca no palpite de quem considera o melhor analista político da planície:  “Não se espante se Nahim ganhar amanhã por unanimidade”.

 

Atualização às 2h33 de 24/08/10: Quem quiser a origem da fonte em mais detalhes nelsonrodrigueanos, por favor, clique aqui

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Odisséia confirma o blog: Oposição unida com Nahim/Matoso

 

Em seu blog (aqui), a veradora Odisséia Carvalho (PT) confirmou há pouco que a oposição a Rosinha caminha fechada na eleição da mesa diretora de amanhã para reeleger Nelson Nahim (PR) a presidente e Rogério Matoso a vice. Além de solar a canela de alguns chutadores compulsivos, que apostavam na abstenção da petista, a edil confirmou o que este blog antecipou aqui desde ontem.

Como o post foi extenso, vale o destaque:

“Na dúvida, uma certeza: com os votos praticamente certos de todo o bloco de oposição a Rosinha, uma chapa concorrente na sessão de terça terá Nahim na cabeça e Matoso na vice”.

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4º) E se Matoso não se eleger?

Em quarto e último lugar, enquanto seu irmão ainda sonha com a possibilidade cada vez mais remota da presidência da República, Nelson Nahim nunca escondeu de ninguém sua maior ambição: ser prefeito de Campos. E ele tem jogado com habilidade e pragamatismo não só para se manter no cargo que o acaso lhe legou, como para credenciar-se a ganhá-lo pelo voto da população, caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirme a condenação de Rosinha também no mérito do recurso e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) marque as novas eleições, provavelmente em 2011, numa possibilidade cada vez mais real.

Para chegar lá, acordos à parte, Nahim não dará abraço de afogado em nenhum candidato a vice, seja dos aliados de Rosinha, seja da oposição à prefeita cassada. Mesmo que as coisas hoje pareçam favoráveis a este último bloco, que faria o vice para ter o presidente da Câmara, mas e se Rogério Matoso não conseguir se eleger?

Baseado no pragmatismo demonstrado por Nahim, inclusive ao usar O Diário para furar a Folha na edição impressa de ontem, o blog fica com o dito preferido de um dos caras mais pragmáticos que conhece: “O que vale é bola na rede ”. Ao abrir mão de uma candidtura própria à presidência, se não eleger Matoso pelo menos na vice, a dita oposição ficará marcada por ter se oposto às suas próprias chances de identidade e caminho próprios.

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3º) Para Matoso se eleger, quem rói a corda com Rosinha?

Em terceiro lugar, confiando no apoio da oposição a Rosinha (ora no mesmo barco de Garotinho), Rogério Matoso está claramente jogando o jogo de Nahim, na aposta em se manter vice-presidente de direito e presidente de fato da Câmara. No entanto, mesmo com carta branca dos seis colegas de bancada, ele precisa contar ainda, por necesidade matemática, com o voto de no mínimo dois vereadores de Rosinha.

Com Nahim cumprindo uma acordo negado, mas cada vez mais claro, ainda ficaria faltando um. Pode ser que, como líder da bancada do PPS,  Matoso conte com a fidelidade partidária imposta por lei à sua colega de legenda, a ex-governista Dona Penha. Pode ser que a negociação pelas primeira e segunda secretarias atraia do grupo de Rosinha outros nomes considerados mais sucetíveis à mudança, como os atuais ocupantes dos cargos, respectivamente Altamir Bárbara (PSB) e Papinha (PP). Em relação a estes, é preciso contar ainda com a possibilidade de um ou outro estar ocupando a Prefeitura, seguindo a linha sucessória, enquanto Nahim disputa sua reeleição.

Na certeza de que Matoso precisa contar com deserções do lado oposto para se eleger, assumida a impossibilidade da revelação pública dos motivos reais para essa mudança, fica a dúvida que será respondida na votação aberta da eleição de amanhã: quem vai roer a corda com Rosinha?

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2º) Oposição a Rosinha no mesmo barco de Garotinho

Em segundo lugar, o blog divulgou aqui, a partir de fonte segura, que todos os sete vereadores de oposição estariam fechados com a candidatura de Nahim à presidente e a de Rogério a vice. Em relação ao novo presidente e virtual ocupante da Prefeitura a partir de 2011, isso significa dizer que Garotinho está no mesmo barco dos seus opositores mais ferrenhos na Câmara, como Marcos Bacellar (PTdoB), Ilsan Vianna (PDT), Odisséia Carvalho (PT) e Abdu Neme (PSB).

Será que todos os sete da antiga oposição a Rosinha se deram conta do lado de quem estão? Se estão cientes, assumem os riscos e o ônus político da aliança?

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1º) Nahim tem apoio de Garotinho

Em primeiro lugar, já foi destacado aqui o mérito jornalístico na exclusividade do anúncio da eleição na Câmara, em matéria do jornalista Paulo Renato Porto com o prefeito interino Nelson Nahim (PR), publicada na edição impressa domincal de O Diário. Creio que o reconhecimento deixa o blog à vontade para, noves fora o elogio devido, fazer a ponderação lógica: à exceção de alguém que trabalhe naquele jornal, alguém afirmaria que uma manchete de capa de O Diário, numa edição de domingo, em assunto capital para os destinos da política em Campos, iria contra os interesses de Anthony Garotinho (PR)?

Publicamente conhecida, a resposta lógica evidencia que a reeleição de Nahim à presidência passou a contar com a anuência do seu irmão, talvez sem alternativa a partir do adiamento da discusão sobre a posse de Edson Batista (PTB) para quarta-feira (aqui), dia seguinte à eleição no Legislativo.

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Sobre a eleição de amanhã na Câmara, ver acima…

Sobre a eleição da mesa diretora da Câmara, na sesão de amanhã, incluídos o novo presidente que fica à frente da Prefeitura de Campos, a partir de 1º de janeiro de 2011, bem como o vice que assume o Legislativo no mesmo período, o blog tem algumas observações pontuais a fazer.

Por questão didática, elas serão debulhadas nos posts seguintes…

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Esclarecimento pós-entrevista de Matoso

Para matar saudades após mais de 30 dias de ausência, estava ontem em Atafona, onde não recebo os jornais impressos e o sinal da net varia com as marés. Avisado da marcação da eleição à mesa diretora da Câmara na sessão de amanhã, liguei em seguida ao presidente em exercício, vereador Rogério Matoso (PPS), que, por coincidência, também estava no balneário sanjoanense. Precisava falar com ele, sobretudo para esclarecer porque mesmo depois de já haver assinado a convocação do pleito, publicado hoje em Diário Oficial (DO), e já ter avisado ao presidente eleito e prefeito em exercício Nelson Nahim (PR), Matoso ainda assim respondeu, no início da noite de sexta, ainda não ter nenhuma definição do pleito no Legislativo, em entrevista publicada no dia seguinte, pelo blog (aqui), e no domingo, pela Folha.

Encontramo-nos ainda no início da tarde de ontem, quando, em conversa pessoal (na entrevista as perguntas foram feitas e respondidas por e-mail), Rogério confessou o óbvio: já havia definido a data da eleição quando respondeu na entrevista ainda não haver definição. O motivo da inverdade diante da pergunta direta, de acordo com ele, foi querer avisar todos os vereadores oficialmente e ao mesmo tempo, através da publicação no DO, muito embora tenha admitido que conversou com alguns deles (inclusive, segundo outras fontes, com vereadores ligados a Rosinha) antes de marcar a eleição da mesa diretora para amanhã.  Matoso, inclusive, ressalvou que não era nem obrigado a avisar aos colegas, numa questão que considera omissa na Lei Orgânica do Município e no Regimento Interno da Câmara, mas o fez por questão de respeito. 

Quanto à revelação em matéria assinada pelo jornalista Paulo Renato Porto, na edição impressa dominical de O Diário, da marcação da eleição, informação que optou em sonegar ao blog e à Folha, Rogério argumentou que quem soltou a divulgou foi Nelson Nahim, não ele. Embora considerasse que o aviso oficial de hoje fosse a maneira mais correta e impessoal de proceder, o presidente em exercício da Câmara disse não ter firmado nenhum acordo com o prefeito interino para segurar a informação até sua publicação no DO de hoje.

Por fim, Matoso negou existir um acordo entre ele e Nahim para impedir a posse de Edson no lugar do segundo, o que antes não negara na entrevista. Todavia, como foi nela que também negou haver uma definição que já existia, à parte toda sua solicitude e simpatia pessoais, o jovem vereador há de perdoar o blog e seus leitores mais inteligentes pelo apego à jurisprudência lógica da dúvida.

É aos mesmos leitores que peço as escusas devidas por não ter atualizado ainda ontem o blog com a conversa pós-entrevista com Rogério, mas o sinal da net à foz do Paraíba não permitiu mais que os dois custosos posts de ontem (aqui) e (aqui). Mais prementes, neles foi exposta a pauta prevista às sessões de amanhã (eleição da mesa com chapa Nahim/Matoso) e quarta (retorno à questão de Edson).

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Vereadores (por enquanto) de Rosinha terão que deixar Edson para 4ª

Preocupada agora em encontrar rapidamente um nome de consenso à disputa da presidência na Câmara, bem como em segurar as possíveis (e até prováveis) deserções rumo à oposição de Rosinha, fechada com a chapa Nelson Nahim/Rogério Matoso, os (por enquanto) nove vereadores da prefeita cassada vão ter que deixar de lado o assunto Edson Batista, que emperrou as últimas cinco sessões do Legislativo. Discutir Edson no lugar de Nahim, agora, só na sessão de quarta-feira, depois que o prefeito interino já tiver liquidado a fatura da sua reeleição na Câmara.

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Terça com Nahim/Matoso na eleição da Câmara

Com perguntas enviadas por e-mail à 1h11 da madrugada da última sexta e respondidas, também por e-mail, às 19h04 do mesmo dia, a entrevista publicada às 13h de ontem pelo blog (aqui), foi constituída da indagação direta ao presidente em exercício da Câmara, Rogério Matoso (PPS):

“Quando a eleição da nova mesa diretora será marcada? Nela, a quê você vai concorrer?”

Ao que Matoso respondeu: “Não existe uma definição. Posso dizer que acontecerá no tempo certo”.

Pois hoje, mesmo dia em que a entrevista do blog foi transcrita à edição impressa da Folha, seu concorrente, O Diário, numa matéria assinada pelo jornalista Paulo Renato Porto, com o prefeito em exercício Nelson Nahim (PR), deu o furo jornalístico. Presidente eleito, prefeito em exercício e candidato à reeleição na Câmara que o credencie como candidato à Prefeitura num pleito suplementar, o irmão de Garotinho revelou a definição da eleição à mesa diretora: a sessão da próxima terça-feira, dia 24.

Depois de amanhã, então, ficará definido, pelo voto dos 17 vereadores, o próximo presidente do Legislativo que será alçado a chefe do Executivo a partir de 1º de janeiro de 2011 e, daí, até que se consume a eleição suplementar a prefeito. A marcação desta pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), provavelmente no calendário do próximo ano, ainda depende da derrota de Rosinha no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também quanto ao mérito do seu recurso, que se tornou mais que provável após seu afastamento do cargo ter sido mantido por votação unânime, na última quinta, do mesmo TSE. Ou seja, capital para os destinos de Campos, a marcação da eleição da mesa da Câmara, que tinha prazo até 15 de dezembro, foi ocultada por Rogério Matoso, mesmo diante da pergunta direta deste jornalista, deste blog e da Folha, para ser revelada em O Diário, numa matéria corrida, por Nelson Nahim.

Quando enviou por e-mail suas respostas à entrevista, Matoso já sabia da definição dos fatos que afirmou estarem ainda indefinidos. Quando fez isto, na noite de sexta, ele não só já tinha assinado a convocação da eleição, cuja publicação em Diário Oficial se dará amanhã, como havia devidamente encaminhado a Nahim o aviso da convocação, cumprindo fielmente a condição antes ditada pelo dublê de presidente da Câmara e prefeito de Campos, no qual exigiu aviso com 72 horas de antecedência.

Difícil saber se quem temia a assunção de Edson Batista (PTB) na vaga de Nelson Nahim na Câmara, pela fidelidade extremada do primeiro ao irmão do segundo (Anthony Garotinho), passará a fazer a mesma ressalva em relação ao íntimo afinamento de Rogério Matoso com Nahim. Na dúvida, uma certeza: com os votos praticamente certos de todo o bloco de oposição a Rosinha, uma chapa concorrente na sessão de terça terá Nahim na cabeça e Matoso na vice.

Aliás, no blog “Na Geral”, do jornalista Luiz Costa, isso já tinha sido indicado claramente desde ontem, com a premonitória interpretação (aqui) daquilo que Matoso revelou e escondeu, quanto à verdadeira natureza da sua relação com Nahim, na entrevista dada a este blog.

Sem intenção de compensar o furo tomado (a eleição de terça na Câmara) com uma informação nova (a chapa Nahim/Matoso), mas no reconhecimento a uma trabalho jornalístico que levou a informação com antecedência ao seu leitor, ficam os parabéns ao jornalista Paulo Renato e ao jornal O Diário.

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