Pólo de Cinema em Campos

Hoje no Folha no Ar, discutindo cinema, Rodrigo Gonçalves, Carlos Alberto Bisogno, Nilza Portela e Aluysio Abreu Barbosa (Foto de Rodrigo Silveira)
Hoje no Folha no Ar, discutindo cinema, Rodrigo Gonçalves, Carlos Alberto Bisogno, Nilza Portela e Aluysio Abreu Barbosa (Foto de Rodrigo Silveira)

 

Participei, na tarde de hoje, do Folha no Ar, junto do também jornalista e blogueiro Rodrigo Gonçalves, para tratar da questão do pólo de cinema, resgatado no trabalho que a coordenadora do Projeto Ciência e Cidadania em Forma de Filme e Cinema da Uenf, Nilza Portela, tem consturado com habilidade entre a universidade e a comunidade. Além dela, recebemos o cineasta Carlos Alberto Bisogno. Os dois integram um grupo de trabalho, do qual eu também faço parte, que visa resgatar a história do pólo.

Como relembrei no programa, o cinema está na própria gênese da Uenf, no projeto idealizado por Darcy Ribeiro, pois foi para abrigar a Escola Brasileira de Cinema e Televisão (EBCTV), em regime de internato, nos moldes da Escola de Cinema de Cuba, que o Solar dos Jesuítas foi reformado, no governo estadual de Marcello Alencar(PSDB). Trabalhei na implantação do projeto de implantação da EBCTV, que, depois de abandonado, cedeu o Solar  do séc. 17 à instalação Arquivo Público Municipal. Depois, a questão do pólo foi levantada pelo gerente de Cultura Deneval Siqueira de Azevedo Filho, no final da gestão municipal de Alexandre Mocaiber (PSB), em parceria com a UFF-Campos, projeto abandonado pelo governo Rosinha.

Bom que agora, não só a Uenf e a UFF, mas também o Instituto Federal Fluminense (antigo Cefet-Campos), além da secretaria de Cultura e da Câmara Municipal, por iniciativa do seu vice-presidente, vereador Rogério Matoso (PPS), estejam abraçando um projeto abandonado por tantos ao longo do caminho. Ontem, às 17, na sede do Legislativo de Campos, ocorreu uma audiência pública para tratar do tema, convocado por Rogério. Ainda que além dele, só Odisséria Carvalho (PT) e Jorge Rangel (PSB) tenham comparecido, os demais edis devem ser arrastados à discussão a partir do momento que ela for ecoada pela própria comunidade.

Como o diretor de teatro Antonio Roberto Kapi lembrou ontem, na Câmara, assim como Nilze e Carlos Alberto, hoje, no Folha no Ar, cinema não é apenas cultura, mas uma indústria geradora de empregos e renda.

Vejamos, pois, o que 2010 revelerá como tela à sétima arte em Campos…

 

Ontem, na Câmara, o grupo de trabalho do Pólo de Cinema com os dois vereadores mais sensíveis à cultura em Campos, Rogério Matoso e Odisséia Carvalho (foto de Antônio Cruz)
Ontem, na Câmara, o grupo de trabalho do Pólo de Cinema com os dois vereadores mais sensíveis à cultura em Campos, Rogério Matoso e Odisséia Carvalho (foto de Antônio Cruz)
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Bastos, o campeão de audiência

 

Entre todos os 23 blogs que a Folha hospeda, alguns têm se destacado no número de acessos, sobretudo o Blog do Bastos (aqui) do Alexandre Bastos, jornalista por herança e vocação, não por diploma, que reputo como o mais talentoso da sua geração em Campos. Seja no impresso ou no virtual, como repórter ou opinador, Bastos tem demonstrado um faro de sabujo para rastrear as pegadas do sucesso.

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Programação dos shows de verão em Campos

Em matéria dos colegas Sérgio Cunha e Frânio Abreu, a Prefeitura de Campos divulgou em seu site (aqui), a aguardada programação dos shows do verão, com datas, locais, horários e valores. Segue abaixo a íntegra da agenda…

 

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Diálogo na Felipe Uébe

Além do ridículo de um torturador se julgar um ente desagradável ao injusto, quanto à presunção de não gelar ou amarelar, foi ouvido hoje, numa conversa entre vizinhos de um condomínio da Felipe Uébe:

— O babaca chegou virado no prédio, alucinado como de hábito e começou a discussão. Mesmo errado, partiu cheio de marra para cima do vizinho. Mas depois que este deu uma trolha para a carteirada de policial e o encarou, a figura se borrou toda. Se não fosse puxar a arma paga com o dinheiro do Estado para “resolver” a situação pessoal, iria levar uma surra.

— Bem, se não levou foi mesmo graças a arma,  não por falta de torcida!!!…

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Em homenagem a Brecht e as mulheres

Com o título “Carta de intenções (e atos) de Jaba, the Hut”, que abriu a série no blog, a charge do José Renato já havia sido publicada neste “Opiniões”, no último dia 19 (aqui). A republicação hoje se dá em homenagem ao alemão Bertold Brecht (1898/1956), cujo talento como dramaturgo e poeta sobreviveu ao anacronismo do seu ideário nos dias de hoje, bem como também numa homenagem à mulher em geral, mas sobretudo àquelas que tem a coragem de se impor à violência dos próprios maridos.

 

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Franco-atirador exposto entra em desespero…

Para compensar o hiato de ontem, retomemos a publicação de texto no blog com um diálogo aberto ontem, por um comentarista da charge “Guerra nas estrelas sem brilho do PT” (aqui), analisando o desespero que se abateu sobre quem pretendia conquistar no PT de Campos, na base da intimidação e ridicularização dos próprios companheiros de partido, aquilo que nunca conseguiu no voto…
Igor Siqueira

Tem gente perdendo a linha por causa das críticas, hein. Tá ficando tenso pelo lado de lá porque foi descoberto. Ele está desesperado. Atirando, quase que literalmente, para todos os lados. Escondido é machão, né!

 

  • Aluysio

    Caro Igor,

    O franco-atirador é capaz de de provocar sérios danos no inimigo, mas só enquanto sua posição é desconhecida. Descoberto, além de nulo taticamente, se torna uma presa fácil. É o caso do nosso Jaba, que, aliás, seja com a própria esposa, ou com quem quer que seja, só tem coragem para dar uma de “machão” quando está com a arma em punho.

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    Resumo da “Operação Sanatório” da PF em Campos

    PF cumpriu hoje mandado de busca e apreensão na agência central do INSS em Campos, na Praça São Salvador (foto de Leonardo Berenger)
    PF cumpriu hoje mandado de busca e apreensão na agência central do INSS em Campos, na Praça São Salvador (foto de Leonardo Berenger)

     

    A Polícia Federal de Campos divulgou há pouco o resumo da “Operação Sanatório”, que mobilizou 50 homens da delegacia local e da Superintendêncida da PF, contra um esquema de fraude no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) em Campos e na região, num rombo estimado em R$ 1,2 milhão. No município foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, sete de quebra de sigilos bancário e fiscal, ocorrendo ainda três prisões, uma preventiva, uma em flagrante e um por ameaça a testemunha. Nove pessoas foram denunciadas à Justiça Federal, entre elas dois médicos particulares e um perito do INSS.

    Abaixo, a nota da PF:Doc1

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    Esdras, com exclusividade…

    Os ataques de baixo nível e covardemente anônimos não são exclusividade dos próprios companheiros do PT. Como Esdras noticiou, com exclusividade, em sua coluna, na revista Somos Assim, do último domingo, até os incautos que se aventuram a comentar nesses espaços virtuais se expõem ao avacalhamento público, pontuados com o despotismo digno do lado de lá do Muro de Berlim, antes deste vir abaixo para a felicidade do mundo. Senão, vejamos…

    esdras-interna

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    Sofisma de títere

    Títere

     

    Primeiro foi o resultado da eleição no diretório do PT em Campos, no último dia 22, quando este blog noticiou com exclusividade (aqui) a vitória acachapante do professor Eduardo Peixoto, com mais de 60% dos votos. Depois foi o segundo turno da presidência petista no Estado do Rio, na última segunda, dia 7, quando o blog novamente noticiou, novamente com excluividade (aqui), a confirmação oficial da vitória apertada do deputado federal Luiz Sérgio, muito embora seu triunfo parcial em Campos tenha sido antecipado, desde o dia 6, pelo blog “Nós mulheres”, da Odisséia Carvalho (aqui). A vereadora de Campos apoiou a chapa vencedora, ainda que defenda a candidatura própria do partido ao Palácio Guanabara, ao contrário de Luiz Sérgio, que é favorável à aliança com o governador Sergio Cabral (PMDB), como este blog, aliás, já havia ressalvado.

    Pena que essa tomada de posição clara de Odisséia, independente das diferenças, não se reflita em alguns de seus companheiros de partido mais críticos, cujos insucessos sucessivos nas urnas do PT e fora dele merecem até uma listagem à parte, com exclusividade… Pela  inevitável ressaca de mais uma derrota no voto martelando à cabeça, até se entende a exclusividade da omissão dessa turma com a notícia de suma importância ao seu próprio partido. O que não dá para entender é que a bílis persista no dia seguinte, quando o silêncio diante ao fracasso do dia anterior seja transformada em cólera contra quem noticiou a vitória de Luiz Sérgio, mesmo sem ser do PT — ainda que venha multiplicando seus leitores petistas em escala geométrica… (rs) 

    Mas, falando sério, pretender atacar quem noticiou ou questionar os motivos pelos quais noticiou, um dia após sua própria omissão em noticiar, é repetir um sofisma milenar, diagnosticado e condenado desde a Grécia antiga. Ademais, em plano e tempo locais, evidencia no boneco de títere a digital indelével daquele a quem se se presta de arauto no PT de Campos.

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    Entre o que diria Lenilson e o que disse Renato

     

    Sim, colocar palavras na boca dos mortos é mais fácil, pois morto não fala e não desmente, ao contrário das testemunhas (no plural) que sobreviveram para lembrar suas histórias e estão aí para não deixar mentir quem as revela, baseado na exceção da verdade. Todavia, dissociado dos atos e ditos terrenos, o que dizer de usar o nome dos póstumos para endossar intenções e táticas diametralmente opostas à dignidade com que estes levaram suas vidas? 

    Não por outro motivo, aguça a curiosidade pensar no que diria o saudoso professor e petista Lenilson Chaves, ao ver seu nome postumamente tomado de empréstimo para batizar um grupo, cujo auto-intitulado “escrivão de bordo”, numa tática de guerrilha virtual e covardemente anônima contra os próprios companheiros de partido, tentou publicamente ridicularizar Odisséia Carvalho como “Odorsséia”, Hugo Diniz como “Dinzinho fez Totô”, Hélio Anomal como “Anormal” e (o hoje ex-petista) Makhoul Moussalém como “Makhoul, o Médico e o Monstro”…

    Embora o tenha conhecido suficientemente bem para prefaciar seu livro, a seu pedido, reunindo uma coletânea de artigos publicados da Folha, só posso imaginar o que diria Lenilson, sobre ter seu nome vinculado, sem sua autorização, na tentativa de endossar esses ataques de nível abissal. Já sobre o não menos saudoso vereador Renato Barbosa, só posso repetir o que ele me disse em vida, mais de uma vez, diante de testemunhas variadas, após ter sido vítima de igual tentativa de ridicularização, a partir de uma confidência pessoal: “São uns canalhas!”

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