Quaest: Flávio bate teto e Lula tem recuperação de abril a maio

Em 28 de abril, com base nos números das pesquisas presidenciais Atlas e Nexus daquele fim do mês passado, a Folha perguntou (confira aqui): “Flávio Bolsonaro (PL) bateu teto nas intenções de voto contra Lula (PT)?”. Segundo a pesquisa Quaest de maio divulgada hoje (13) parece mostrar não só que Flávio bateu teto, como a recuperação de Lula.
Segundo turno: Lula oscila para cima e Flávio para baixo — Na série Quaest, após ser passado numericamente por Flávio em abril (confira aqui), Lula surge em maio à frente de um provável segundo turno: 42% do petista a 41%. O primeiro oscilou 2 pontos para cima, sobre os 40% que tinha em abril, enquanto Flávio oscilou 1 ponto para baixo, dos 42% de abril. Os dois estavam e se mantêm em empate técnico.
Cai reprovação e cresce aprovação ao Lula 3 — Dentro da margem de erro de 2 pontos para mais ou menos da Quaest, os movimentos eleitorais são reflexo de outros. Fora da margem de erro, o governo Lula teve queda real de 3 pontos na desaprovação: dos 52% de abril aos 49% de maio. E sua aprovação cresceu os mesmos 3 pontos no mesmo período: de 43% aos atuais 46%.
Empate técnico entre desaprovação e aprovação — Hoje, a exatos 4 meses e 22 dias da urna de 4 de outubro, o Lula 3 tem um empate técnico entre desaprovação (49%) e aprovação (46%). Pode não ser o ideal para uma reeleição, mas os 3 pontos de diferença atuais são menos preocupantes que os 9 pontos a mais de desaprovação (52% a 43%) ao atual Governo Federal em abril.
Lula à frente dos demais no segundo turno — Lula ficou à frente, fora da margem de erro, dos demais possíveis adversários testados em um segundo turno. No qual o petista liderou por 44% a 37% (7 pontos à frente) de Romeu Zema (Novo), 44% a 35% (9 pontos à frente) de Ronaldo Caiado (PSD) e 45% a 28% (17 pontos à frente) de Renan Santos.
Estimulada ao primeiro turno — Lula também liderou, fora da margem de erro, as consultas espontânea e estimulada ao primeiro turno. Na estimulada, com apresentação dos nomes dos candidatos, o petista tem 39% das intenções de voto, contra 33% de Flávio (6 pontos atrás). Ambos seguidos por Zema e Caiado, 4% cada, e Renan, com 2%, estes três em empate técnico.

Lula cresce na espontânea — Houve oscilação para cima de Lula (37% a 39%, 2 pontos) e Flávio (32% a 33%, 1 ponto) na estimulada ao primeiro turno. Mas foi na espontânea, onde o eleitor fala da própria cabeça em quem vai votar e revela a intenção de voto consolidada, que o petista teve crescimento real: 3 pontos dos 19% de abril aos 22% de maio.

Flávio e Lula lideram rejeição — Índice negativo considerado fundamental à definição do segundo turno, por fixar o teto de crescimento dos dois candidatos que passam pelo primeiro turno, a rejeição passou a ser liderada numericamente por Flávio: 54% dos brasileiros que o conhecem, não votariam nele. Ficou em empate técnico com Lula, só 1 ponto atrás: 53% de rejeição.

Dados da pesquisa — A Quaest ouviu presencialmente 2.004 eleitores entre 8 e 11 de maio, com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos na pesquisa. Que foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-03598/2026.

Análise do especialista — “A Quaest de maio de 2026 mostra o retorno da liderança numérica de Lula sobre Flávio no segundo turno, que permanecem tecnicamente empatados dentro da margem de erro. Flávio tinha 2 pontos de vantagem em abril. Ainda no segundo turno, Lula abre 7 pontos de vantagem para Zema, 9 pontos de vantagem para Caiado e 17 pontos para Renan Santos. Outra novidade da pesquisa de maio é que a rejeição de Flávio está 1 ponto acima da de Lula, que estava estava 3 pontos acima da rejeição de Flávio em abril. A aprovação ao governo Lula subiu 3 pontos com a desaprovação caindo 3 pontos na comparação com a pesquisa do mês passado”, resumiu William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística na IBGE.






















