Crônica — Sem debate, Brasil de Lula e Flávio entre STF e Trump

 

 

— E aí? Vamos dar um tempo e tomar uma para afinar o sangue, como disse o Ciro depois de ficar no primeiro turno a presidente de 2018? — indagou Aníbal a Rosa Maria, os dois na cozinha do apartamento, onde ela estava em seus afazeres e ele entrou com uma lata de Spaten gelada. Como criança que busca a superfície em meio a um caldo no mar, seu corpo demandava pausa no trabalho diuturno de jornalismo político em semana de eleição, diante do laptop.

— Vamos! — respondeu ela com um sorriso, como se também buscasse a superfície, antes de enxugar as mãos com a tolha de prato e pegar duas tulipas na despensa.

— E o debate da Globo de ontem, que não teve, o que achou? — puxou assunto Aníbal, enquanto enchia as duas tulipas. Inclinadas, para fazer menos espuma.

— Um absurdo! O povo do ônibus só falava disso!

— Do que o povo falava?

— Que o país parece que não tem presidente. Que o Supremo só faz o que quer. Que esse velho, que fica tremendo o papo como sapo quando caça mosquito à beira do brejo, manda e desmanda no Brasil.

— Tem uma frase atribuída a Rui Barbosa: “Os canalhas também envelhecem”. Gilmar determinou que o maluco do Renan Santos fosse só para atacar Flávio no debate, já sem Lula. Os Bolsonaro não merecem defesa ou voto. Mas a turma do STF de Gilmar e Dino, mais Moraes e Zanin, perdeu a vergonha de agir como cabo eleitoral de Lula.

— Perderam a vergonha mesmo. Parece marido ou mulher que trai na frente do outro, na cama do casal.

— Gilmar usou um dos prepostos do seu grupo do STF na Câmara dos Deputados, o manjadíssimo Paulinho da Força, para se escolher como juiz numa ação que não tinha nada a ver com a questão, impor a ida de Renan e acabar de melar o debate.

— É isso que o povo falava no ônibus. Que estava todo mundo esperando pra ver o debate depois da novela da Globo e ficou com cara de tacho. Como em jogo do Brasil em Copa do Mundo quando falta luz. As pessoas falavam com muita raiva.

— É pra ter mesmo! Mas não foi só Gilmar. Apadrinhada de Dino e indicada do TSE por Lula, depois de trabalhar pra ele, a tal ministra Estela Aranha já tinha proibido a Globo de mostrar a cadeira vazia de Lula e que outros candidatos presentes fizessem a ele perguntas. Condições que o representante do PT aceitou e assinou em documento. E depois quiseram mudar só porque Lula decidiu não ir.

— Pois é, Aníbal. Que doideira, né?! Que Justiça é essa que não vale nem documento assinado de vontade?

— É a Justiça que tem Dino como líder político da bancada de Lula no STF. E olhe que eu gostava dele. Juiz federal de carreira, deputado federal, senador e governador bem avaliado do Maranhão. Achava um cara que poderia assumir o lugar de Lula como nova liderança da esquerda brasileira. Até que a máscara caiu no STF.

— É aquela história: quer conhecer alguém, dê poder a ele.

— Antes e depois do STF, Dino lembra a frase de Nelson Piquet sobre Rubinho Barrichello: “Até entrar na Fórmula 1, fez tudo certo. Depois fez tudo errado”.

— E o que você acha que vai dar no domingo, depois disso tudo?

— Ainda não temos pesquisas depois dos fatos de ontem. E já estamos a dois dias do 1º turno. O mais provável é que tenhamos segundo turno, disputado voto a voto. Mas e você, o que acha, Rosa Maria?

— Acho que o negócio do debate pegou muito mal pra Lula. Não voto mais nele.

— Pegou mal pra Lula, sim. Mas pra Flávio também. Votei em Lula duas vezes e não me arrependo. Se pudesse voltar no tempo, votaria de novo. Votei no segundo turno de 1989, contra Collor. E no segundo turno de 2022, contra Bolsonaro. Mas também não voto mais.

— Vi muita gente no ônibus dizendo a mesma coisa. Os bolsonaristas, então, diziam muito pior.

— Lula é refém dessa turma do STF. Não governa ou se reelege sem esses ministros que brigam pra sobreviver, pra não sofrer impeachment. É o que rola dentro da regra com ministros da Suprema Corte corruptos do nosso vizinho Chile. Aqui, ainda querem  botar mais quatro ministros para estrangular de vez a República. Difícil saber o que é pior: viver sob o tacão de quem manda no STF ou dos EUA de Trump.

— O Brasil está entre o fogo e a frigideira.

— Com tudo que está havendo, à luz do dia e com a falta de vergonha de quem trai na frente do parceiro, como você disse, só não dá pra torcer pra Lula e sua bancada no STF e no TSE arrebentem a cara no chapisco da urna porque do outro lado tem… Flávio Bolsonaro! — lamentou Aníbal como num samba-canção. Tomou o último gole de Spaten da tulipa com desesperança, lavou o rosto na pia e voltou ao trabalho.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Folha no Ar especial de eleições neste domingo, das 15h ao final da apuração

 

(Arte: Joseli Matias)

 

Neste domingo (4), a Folha FM 98,3 trará um Folha no Ar especial de cobertura da eleição e sua apuração. A partir das 15h, ao vivo, com o radialista Cláudio Nogueira e os jornalistas Aluysio Abreu Barbosa e Edmundo Siqueira. Que terão como convidados os estatísticos Eduardo Shimoda e William Passos, além do estrategista político carioca Orlando Thomé Cordeiro.

Quem quiser participar do Folha no Ar especial de eleições deste domingo poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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Boechat Júnior — O Guardião da erosão constitucional

 

 

Boechat Júnior, procurador-geral de Campos

O Guardião da erosão constitucional

Por Boechat Júnior

 

Viver na era da informação é, ao mesmo tempo, um fardo e um privilégio. Fardo, porque somos bombardeados por assuntos que nem sequer escolhemos, como saber se a roupa da Virgínia era adequada para um fim de semana de Fórmula 1 na Espanha. Privilégio, porque também podemos nos informar, com razoável profundidade, sobre aquilo que realmente importa.

Assim é que, para qualquer cidadão brasileiro, ao assistir ao espetáculo grotesco do Supremo Tribunal Federal nos últimos dias, é possível procurar entender para que serve a suprema corte, e ir além de sua alcunha mais retumbante: a de Guardião da Constituição, a regra mais importante de um país.

Basta uma consulta à internet ou às IAs, que cada vez mais falam por nós, para saber que leis, decisões de governo e atos de autoridade devem obediência à Constituição.

Dito de outro modo, é como o regulamento de um condomínio, que nenhum morador, nem mesmo o síndico, pode desobedecer.

Veja, a analogia é interessante: o síndico é, antes de tudo, o guardião do regulamento. Dá a última palavra sobre ele.

Se ele começa a desrespeitá-lo, passar por cima dele, fazer amizade e degustação de whisky, e participar de festas com desfiles de astronautas com moradores que têm pendências com a administração condominial, ou se a esposa ou filho dele recebem milhões de reais desses mesmos moradores, o regulamento passará a ser cada vez menos uma norma, e cada vez mais um texto sem força, dada a ausência de imparcialidade de quem deveria por ele zelar.

Parece-nos lógico que aquele a quem é dado o poder de decidir sobre determinada norma seja imparcial.

Ocorre que nossa Constituição, veja só, em nenhum de seus mais de duzentos e cinquenta artigos impõe, expressamente com a palavra, a um Juiz ou Ministro de Tribunal o dever de ser imparcial.

É óbvio que a imparcialidade é um dever e decorre, entre outros, do princípio do devido processo legal e da garantia da ampla da defesa, mas é curioso verificar que a imparcialidade do julgador resulta de um esforço hermenêutico, e não de uma determinação expressa da lei mais importante da nação.

Às vezes, o óbvio precisa ser dito. E também lembrado!

E quando o próprio síndico se torna parcial, o regulamento não é revogado: continua afixado no quadro de avisos, de ciência de todos, mas ninguém mais o leva a sério. Um Juiz parcial não precisa revogar a Constituição para enfraquecê-la. Basta deixar de cumpri-la, aos poucos. É exatamente esse o fenômeno que os próprios Ministros do Supremo já batizaram, quando os outros dois Poderes, Executivo e Legislativo, começaram a esvaziar a Lei Maior.

Em mais de uma ocasião, Ministros do Supremo Tribunal Federal utilizaram em seus votos e manifestações a expressão “erosão constitucional”, expressão que designa o enfraquecimento gradual de uma ordem constitucional democrática sem ruptura formal, ou seja, a Constituição continua em vigor, as eleições continuam acontecendo, os tribunais continuam funcionando, mas, por dentro, as garantias que sustentam a democracia vão sendo desgastadas, uma medida de cada vez.

Lembro que, em sessão plenária em 26/10/2022, no contexto de desagravo à Ministra Cármen Lúcia, à época agredida por sua atuação destemida como Ministra do TSE, o Ministro Gilmar Mendes usou a expressão para destacar que, mesmo diante dos ataques dos últimos anos e do cenário que se impunha naquele momento, o Estado brasileiro mostrava tenacidade, dignidade e autoridade. E, diga-se, o Judiciário é parte importante nessa manutenção.

Ocorre que, com os últimos acontecimentos, a pergunta que o cidadão comum se faz não é mais “para que serve o Supremo Tribunal Federal”, mas “a quem ele serve”? Com um vazamento seletivo de informações, às vésperas de um pleito democrático que a Corte deveria proteger, o cidadão brasileiro fica na dúvida de quantos “Vorcaros” existem, quais seus meios de atuação, quantas e quais autoridades com eles fumam charutos, quantos contratos com parentes de Ministros existem…

Se a determinação de imparcialidade não é expressa, parece que a alguns é dado o direito de ignorá-la…

E assim, aqueles que outrora foram, com razão, chamados de guardiões da Constituição, vão se tornando protetores interessados da erosão constitucional. A Constituição sangra exatamente pelas mãos daqueles que deveriam curar as feridas que lhe são infligidas.

Não se trata aqui de uma crítica ao Supremo ou ao Judiciário, instituição e Poder essenciais ao Estado Democrático de Direito que a Constituição declara logo em seu artigo 1º, mas sim de um convite à reflexão sobre a crise provocada pela conduta de alguns Ministros pode causar.

Se nada for feito, se nada for investigado, se tudo acabar em pizza, estaremos concedendo poderes ilimitados a quem deveria zelar pela contenção do poder (fim primeiro de uma Constituição), e isso tem nome: ditadura!

E como bem advertiu o grande constitucionalista Daniel Sarmento, a ditadura de toga não tende a ser melhor que a ditadura de farda. Clamamos, pois, pela interrupção da erosão constitucional, principalmente por parte de quem tem o dever de protegê-la!

 

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Nelson Lellis — Milagre nas urnas: O feriado evangélico de Porciúncula

 

 

Nelson Lellis, doutor em sociologia política pela Uenf

Milagre nas urnas: O que o feriado evangélico de Porciúncula revela sobre a nossa política?

Por Nelson Lellis

 

Em sua clássica conferência A Política como Vocação, Max Weber nos deixou um alerta que não envelhece: “Quem busca a salvação da alma, sua e dos outros, não deve buscá-la no caminho da política…”. O sociólogo alemão compreendia, já no início do século XX, que a lógica do Estado e do poder flerta muito mais com pactos mundanos (ou até “diabólicos”, em suas palavras) do que com virtudes celestiais. Essa reflexão weberiana vem a calhar quando observamos as recentes adições ao calendário oficial do município de Porciúncula, cidade onde nasci.

Até então, tínhamos três feriados religiosos locais: dia 20 de janeiro, Dia de São Sebastião (se não me engano, considerado copadroeiro do município); dia 13 de junho, Dia de Santo Antônio, padroeiro da cidade; e 11 de agosto, Dia de Santa Clara. No entanto, como bem me lembrou um amigo advogado, Dr. Leonel Narde, há um quarto feriado municipal garantido pela Lei federal nº 9.093/95, que em seu Art. 2º estabelece: “São feriados religiosos os dias de guarda, declarados em lei municipal, de acordo com a tradição local e em número não superior a quatro, neste incluída a Sexta-Feira da Paixão” (grifo meu).

Como se pode notar, todos esses feriados estão ligados à religião católica. Isso é natural, pois a organização do nosso calendário segue uma formação cultural fortemente atrelada a esse processo histórico. No Brasil, existem quatro feriados católicos nacionais e dois no estado do Rio de Janeiro (embora seja difícil mapear com precisão como os 5.570 municípios brasileiros e os 92 do estado do Rio lidam com o restante dessas datas, dada a falta de um banco de dados unificado).

Apesar dessa hegemonia católica histórica, a dinâmica política tem se movimentado para refletir outras realidades. Retomando a regra da Lei 9.093/95 (que limita taxativamente os municípios a quatro feriados religiosos e um civil), fui surpreendido com a notícia de que Porciúncula instituiu um quinto feriado religioso. Através da Lei Municipal nº 2.818/2026, a cidade: “Institui o dia do EVANGÉLICO e FERIADO municipal na última sexta-feira do mês de setembro…”.

Após conversa com um vereador local, fui informado que a nova iniciativa do Executivo atropelou uma lei ordinária que estava em vigor desde 2005 (a Lei 1.588/05), que já instituía o Dia do Evangélico no último sábado de setembro. Em seu Art. 1º, lê-se: “Fica instituído o ‘Dia do Evangélico’, no âmbito do Município de Porciúncula, a ser comemorado no último sábado do mês de setembro de cada ano”. Neste caso, quem sabe fazer pequenos ajustes em diálogo com a comunidade evangélica, sem precisar alterar o calendário do município? Mas… como não há mais espaço para adições frente à legislação vigente, se a matemática e a lei federal forem aplicadas à risca, certamente o novo feriado será considerado inválido.

A provável invalidade legal da data não anula o mérito da homenagem que se pretendeu. Não vejo problemas em pensar em um dia e em um espaço para se comemorar a cultura evangélica na cidade. Diga-se de passagem, segundo o último Censo (2022), os evangélicos já possuem um número expressivo no município, embora abaixo da metade dos católicos. Segue o retrato religioso de Porciúncula:

  • Católica: 59%
  • Evangélicas: 27,73%
  • Espírita: 1,48%
  • Umbanda e Candomblé: 0,63%
  • Tradições indígenas: 0%
  • Outras religiosidades: 2,12%
  • Sem religião: 8,82%
  • Sem declaração: 0,22%

É justamente a força dessa representatividade demográfica que ajuda a explicar a criação de legislações do tipo. Na prática, impulsionadas por pressões populares ou de lideranças eclesiásticas, parece que diversas Câmaras de Vereadores pelo Brasil ignoram a lei federal e acabam extrapolando o limite estipulado, aprovando novos “feriados municipais” mesmo quando a cidade já atingiu sua cota.

Um dos entraves dessa manobra política é o impacto no setor produtivo e na organização social, provocando, por exemplo, mudança no calendário escolar. Quando um município cria um feriado além do limite em um dia útil (neste caso, sexta-feira), ele interfere diretamente nas relações trabalhistas (ao obrigar empresas a pagarem hora extra ou fecharem as portas) e na rotina das famílias, sem possuir competência legal para tal. A maneira que muitas gestões encontram de driblar o (diria “inevitável”) conflito jurídico posterior é transformar o que foi anunciado como feriado em ponto facultativo.

Nesse contexto, é impossível ignorar o timing dessa aprovação. O crescimento contínuo dos evangélicos não é uma exclusividade de Porciúncula, mas um fenômeno demográfico nacional que consolidou as igrejas como eficientes bases de organização e engajamento comunitário. Em pleno período eleitoral, a instituição de um feriado como esse, mesmo sob o risco de ser derrubado juridicamente amanhã, ganha contornos eleitoreiros muito nítidos hoje. Muitos grupos evangélicos se tornaram alvo de políticos de ambos os espectros. No caso do executivo, tanto (a família) Bolsonaro quanto Lula sabem desse valor.

Em relação a Porciúncula, mais do que apenas reconhecer a cultura de um segmento, a medida funciona como uma vitrine conveniente para o atual governo lançar luz e transferir capital político aos seus candidatos aliados ao Legislativo, usando a fé como um estratégico cabo eleitoral a poucos dias das urnas. Sublinho: ainda que essa não tenha sido a intenção original, todo o discurso político e eleitoral de agora ganhará um forte apelo dentro de parte desse grupo.

No fim das contas, o milagre dessa lei não é a instituição de um dia de descanso ou de celebração genuína da presença dos evangélicos na cidade, mas a tentativa de multiplicação de votos às vésperas do pleito. Esse movimento ilustra o dilema brasileiro entre a “casa” e a “rua”, trabalhado pelo antropólogo Roberto DaMatta. Possivelmente, ao aprovar um feriado ao arrepio da legislação federal apenas para se aproximar de um eleitorado específico, o poder municipal transformaria a “rua” (o espaço da lei impessoal, do mercado de trabalho e do Estado laico) em um puxadinho da “casa” (o domínio das relações íntimas, da religião, do compadrio e da troca de favores).

Distribuir folgas com a caneta do poder e o orçamento dos empregadores prova que, na nossa política, a legislação frequentemente serve para oficializar o clientelismo. Resta saber se, diante da urna, o eleitor aceitará essa lei como “presente” ou se perceberá que a sua fé foi rebaixada a cabo eleitoral – confirmando o velho alerta de Weber de que, quando se mistura a salvação das almas com o jogo político, o único milagre costuma ser a salvação do mandato alheio. E, convenhamos, desse assunto deus e o diabo entendem muito bem.

 

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Empate técnico ao Senado nas pesquisas: Jordy e Portinho sobem, Bené patina

 

(Arte: Joseli Matias)

 

Nas duas cadeiras que o RJ elegerá neste domingo (4) ao Senado, as pesquisas Real Time Big Data de quarta (30) e Datafolha de quinta (1º) apontam posições e números diferentes. Mas, na margem de erro de cada uma, revelam o mesmo empate técnico na liderança entre Carlos Jordy (PL), Benedita da Silva (PT) e Carlos Portinho (PL).

Na Big Data, Jordy, Benedita e Portinho lideram — Na Big Data, Jordy teve 18% de intenção de intenção de voto, seguido de Benedita com 15% e de Portinho, com 14%. Os três lideram a disputa em empate técnico na margem de erro de 2 pontos para mais ou menos da pesquisa.

Na Datafolha, Bendita, Jordy e Portinho lideram — Na Datafolha, Benedita teve 19% de intenção, seguida de Jordy e Portinho, com 13% cada. Os três lideram a disputa em empate técnico na margem de erro de 3 pontos para mais ou menos da pesquisa.

Jordy e Portinho crescem, Benedita patina — Nas duas pesquisas, a tendência foi de ascensão dos bolsonaristas Jordy e Portinho na reta final à urna. Por sua vez, a petista Benedita parece patinar no teto de intenção de votos.

Jordy cresce 3 pontos e Portinho 4 na Big Data — Na série de pesquisas Big Data, Jordy teve crescimento real (acima da margem de erro) de 3 pontos: de 15% em 14 de setembro aos atuais 18% de intenção. Portinho teve crescimento ainda maior, de 4 pontos: de 10% aos atuais 14%. Já Benedita tinha e manteve os mesmos 15%.

Jordy e Portinho ganham 1 ponto na Datafolha — Na série de pesquisas Datafolha, Jordy e Portinho oscilaram (movimento dentro da margem de erro) 1 ponto para cima. Ambos tinham 12% de intenção cada em 24 de setembro e hoje têm 13% cada. A tendência de Benedita também foi de estagnação: tinha e manteve os mesmos 19%.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Abaixo dos líderes na Big Data — Na Big Data, depois dos três líderes pelas duas cadeiras ao Senado pelo RJ, vieram Pedro Paulo (PSD), com 12%; Marcelo Crivella (REP), com 10%; Monica Benicio (Psol), com 8%; e Waguinho (REP) e Hélio Secco (Missão), com 3% cada.

Abaixo dos líderes na Datafolha — Na Datafolha, depois dos mesmos três líderes pelas duas cadeiras ao Senado pelo RJ, vieram Pedro Paulo (8%), Monica (7%), Crivella (5%), e Waguinho e Marcos Dias (Podemos), com 2% cada.

Dados da Big Data — A nova pesquisa Real Time Big Data ao Senado entrevistou 2.000 eleitores fluminenses, entre 25 e 29 de setembro. Como margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, teve registro RJ-08712/2026 no TSE.

Dados da Datafolha — A nova pesquisa Datafolha ao Senado entrevistou 1.204 eleitores fluminenses, entre 28 de setembro e 1º de outubro. Com margem de erro de 3 pontos para mais ou menos, teve o registro RJ-02070/2026 no TSE.

 

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Paes oscila, Ruas cresce e chances de 2º turno com ou sem Garotinho

 

(Arte: Joseli Matias)

 

Líder a governador do RJ nas pesquisas, Eduardo Paes (PSD) patina nas intenções de voto, com Douglas Ruas (PL) em ascensão e tirando diferença. Tentar definir a eleição já no 1º turno deste domingo (4) é a meta de Paes. No que conta com a nulidade dos votos de Anthony Garotinho (REP) dada hoje (confira aqui) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Paes oscila, Ruas cresce — Nas três últimas pesquisas divulgadas, Real Time Big Data na quarta (30), Datafolha na quinta (1º) e Paraná na sexta (2), Paes demonstrou tendências diferentes nas consultas estimuladas ao 1º turno. Oscilou para cima na Big Data e para baixo na Datafolha e Paraná. Por sua vez, Ruas apresentou tendência de crescimento em todas as três.

Big Data: Paes 37% a 31% Ruas no 1º turno — Na Big Data, Paes tem hoje 37% de intenção de voto contra 31% de Ruas, 6 pontos atrás. Em relação à pesquisa anterior do mesmo instituto, de 14 de setembro, Paes tinha 35% e oscilou (dentro da margem de erro) 2 pontos para cima, enquanto Ruas tinha 25% e teve crescimento real (além da margem de erro) de 6 pontos.

Datafolha: Paes 42% a 31% Ruas no 1º turno — Na Datafolha, Paes tem hoje 42% de intenção ao 1º turno contra 31% de Ruas, 11 pontos atrás. Em relação à pesquisa anterior do mesmo instituto, de 24 de setembro, Paes tinha 43% e oscilou 1 ponto para baixo, enquanto Ruas tinha 30% e oscilou para cima o mesmo 1 ponto. Foi a única série em que ele não teve crescimento real.

Paraná: Paes 41,9% a 30,1% Ruas no 1º turno — Na pesquisa Paraná, Paes tem hoje 41,9% de intenção ao 1º turno contra 30,1% de Ruas, 11,8 pontos atrás. Em relação à pesquisa anterior do mesmo instituto, de 23 de setembro, Paes tinha 43,1% e oscilou 1,2 ponto para baixo, enquanto Ruas Tinha 26,7% e teve crescimento de 3,4 pontos.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Vantagem de Paes sobre Ruas cai em três pesquisas — Em resumo, a vantagem de Paes para Ruas, na reta final do 1º turno, caiu nas séries dos três institutos: era de 10 pontos e hoje é de 6 (4 pontos a menos) na Big Data, era de 13 pontos e hoje é de 11 (2 pontos a menos) na Datafolha, e era de 16,4 pontos e hoje é 11,8 (4,6 pontos a menos) na Paraná.

Quando se tem 2º turno — Essa diminuição da vantagem entre os dois líderes da corrida no 1º turno é suficiente para garantir a realização do 2º turno no dia 25? Quando nenhum candidato consegue ter no turno inicial pelo menos um voto a mais que a soma dos dados a todos os demais, há o turno extra. É necessário saber a soma dos votos dos demais no 1º turno.

Conta do 1º turno na Big Data — Ao 1º turno na Big Data, depois de Paes (37%) e Ruas (31%), vieram Garotinho, com 7%; William Siri (Psol), com 3%; Coronel Busnello (Missão) e André Marinho (Novo) com 2% cada; e Cyro Garcia (PSTU) e Juliete Pantoja (UP) ficaram com 1% cada. A soma dos candidatos de Ruas a Pantoja daria 47%, 10 pontos a mais que os 37% de Paes.

Conta do 1º turno na Datafolha — Ao 1º na Datafolha, depois de Paes (42%) e Ruas (31%), vieram Garotinho, com 7%; William Siri (Psol), com 3%; Cyro Garcia (PSTU), com 2%; e Juliete (UP), André Marinho (Novo), Coronel Busnello (Missão) e Luan Monteiro (PCO), com 1% cada. A soma dos candidatos de Ruas a Luan daria 47%, 5 pontos a mais que os 42% de Paes.

Conta do 1º turno na Paraná — Ao 1º turno do RJ na pesquisa Paraná, depois de Paes (41,9%) e Ruas (30,1%), vieram Garotinho (8,2%), Siri (1,9%); Marinho (1,7%); Juliete (1,3%), Cyro (1,2%), Busnello (0,8%) e Luan (0,5%). A soma dos mesmos candidatos de Ruas a Luan daria 45,7%, 3,8 pontos a mais que os 41,9% de Paes.

Possibilidade de 2º turno na Big Data — Na Big Data, o 2º turno entre Paes e Ruas é uma certeza matemática, por 10 pontos, com Garotinho. Se os votos dados a ele não forem validados, a tendência numérica ainda seria de 2º turno, por 3 pontos, mas em empate técnico na margem de erro de 2 pontos para mais ou menos da pesquisa.

Possibilidade de 2º turno na Datafolha —Na Datafolha, o 2º turno entre Paes e Ruas é a tendência numérica, por 5 pontos, com Garotinho. Mas seria um empate técnico na margem de erro de 3 pontos para mais ou menos da pesquisa. Se os votos de Garotinho não foram validados, a tendência seria de conclusão em turno único, por 2 pontos, mas em outro empate técnico.

Possibilidade de 2º turno na Paraná —Na Paraná, o 2º turno entre Paes e Ruas é a tendência numérica, por 3,8 pontos, com Garotinho. Mas seria um empate técnico na margem de erro de 2,5 pontos para mais ou menos da pesquisa. Se os votos de Garotinho não foram validados, a tendência seria de conclusão em turno único, por 4,4 pontos, em mais um empate técnico.

Sem Garotinho, 2º turno a três empates técnicos — Certeza na Big Data, a tendência na DataFolha e Paraná também é de um 2º turno entre Paes e Ruas se os votos de Garotinho forem dados e validados. Mesmo que fossem anulados, o 2º turno seria definido na incerteza de três empates técnicos, de  três pesquisas diferentes, de institutos diferentes, com metodologias diferentes.

Big Data: 41% Paes a 36% Ruas no 2º turno — Em caso de 2º turno, Paes também seria hoje o favorito. Na Big Data, ele bateria no 2º Ruas por 41% a 36%, 5 pontos atrás e a apenas 1 ponto do limite da margem de erro da pesquisa. A diferença mostra tendência de queda em relação aos 9 pontos (Paes 42% a 33%) da Big Data de 14 de setembro.

Datafolha: Paes 52% a 38% Ruas no 2º turno — Na Datafolha, Paes hoje bateria Ruas no 2º turno por 52% a 38% de Ruas, 14 pontos de vantagem. Mas a diferença também mostra tendência de queda em relação aos 16 pontos (Paes 54% a 38%) da Datafolha de 24 de setembro. Já a pesquisa Paraná não testou cenário de 2º turno.

Dados da Big Data — A nova pesquisa Real Time Big Data a governador entrevistou 2.000 eleitores fluminenses, entre 25 e 29 de setembro. Como margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, teve registro RJ-08712/2026 no TSE.

Dados da Datafolha — A nova pesquisa Datafolha entrevistou 1.204 eleitores fluminenses, entre 28 de setembro e 1º de outubro. Com margem de erro de 3 pontos para mais ou menos, teve o registro RJ-02070/2026 no TSE.

Dados da Paraná — A nova pesquisa Paraná entrevistou 1.600 eleitores fluminenses, entre 29 de setembro e 1º de outubro. Com margem de erro de 2,5 pontos para mais ou menos, teve o registro RJ-07095/2026 no TSE.

 

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Empate técnico de Lula e Flávio já no 1º turno em duas pesquisas

 

(Arte: Joseli Matias)

 

Diferente da ampliação da vantagem de Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) ao 1º turno nas pesquisas Nexus, Quaest e AtlasIntel (confira aqui, aqui e aqui) do início da semana, as novas pesquisas Ideia e Real Time Big Data projetaram o empate técnico entre os dois candidatos já na urna deste domingo (4). Como todas as pesquisas projetam ao 2º turno do dia 25.

Ideia: Lula 39,4% a 38,4% Flávio no 1º turno — Divulgada ontem (31), a Ideia deu 39,4% Lula a 38,4% Flávio no 1º turno. Esse 1 ponto de diferença não é só um empate técnico, na margem de erro de 2,2 pontos para mais ou menos da pesquisa, como quase numérico.

Real Time Big Data: Lula 43% a 39% Flávio no 1º turno — Divulgada hoje (1º), a pesquisa Real Time Big Data deu Lula 43% a 39% Flávio. É uma diferença mais larga de 4 pontos, mas ainda assim outro empate técnico no limite da margem de erro de 2 pontos para mais ou menos da pesquisa.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Vantagem de Lula ao 1º turno menor do que na Nexus e Quaest — A vantagem de Lula sobre Flávio ao 1º turno na Ideia (1 ponto) na quarta e Big Data (4 pontos) de quinta foi menor do que a de 5 pontos medida pela Nexus (42% a 37%) e Quaest (39% a 34%) na segunda (29). Que ficou 1 ponto acima da margem de erro de 2 pontos para mais ou menos das duas primeiras pesquisas.

Vantagem maior x margem de erro menor — Em aparente paradoxo, o empate técnico nos 4 pontos de vantagem de Lula sobre Flávio ao 1º turno da Big Data ficou numericamente acima dos 3,1 pontos da AtlasIntel: 45,3% a 42,2%. Na qual não houve empate técnico pela margem de erro menor, de só 1 ponto para mais ou menos, dado o universo maior de eleitores pesquisados.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Sem tendências na Ideia — A comparação entre os cenários estimulados ao 1º turno das duas últimas pesquisas presidenciais Ideia não pode ser feita para se extrair as tendências dos candidatos. Porque a consulta anterior do instituto, de 9 de setembro, incluiu o nome do inelegível Pablo Marçal (PRTB).

Tendências iguais de Lula e Flávio na Big Data — Entre os mesmos cenários de 1º turno das pesquisas Big Data de 24 de setembro e de 1º de outubro, Lula e Flávio tiveram a mesma tendência de ascensão. Lula tinha 41% de intenção e oscilou 2 pontos para cima, aos atuais 43%. Flávio também oscilou 2 pontos para cima, de 37% aos atuais 39%. A diferença era e se manteve em 4 pontos.

Indefnição entre Lula e Flávio no 1º tunro — Segundo as cinco pesquisas da semana, todas de institutos de credibilidade e com metodologias diferentes, a vantagem numérica de Lula sobre Flávio varia de 1 a 5 pontos à urna do 1º turno. E, na margem de erro das duas sondagens mais recentes, é uma diferença que tanto pode não existir, quanto ser levemente favorável a Flávio.

Dados da Ideia — A nova pesquisa presidencial Ideia entrevistou 2.000 eleitores por telefone, entre 25 e 28 de setembro. Com margem de erro de 2,2 pontos para mais ou menos, teve o registro BR-08706/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE

Dados da Big Data — A nova pesquisa Real Time Big Data também entrevistou 2.000 eleitores por telefone, entre 26 e 30 de setembro, Com margem de erro de 2,0 pontos para mais ou menos, teve o registro BR-09503/2026 no TSE.

Análise do especialista — “As duas pesquisas entrevistaram 2.000 eleitores. A diferença é a margem de erro: 2,2 pontos na Ideia e 2,0 pontos na Real Time Big Data. No 1º turno da Ideia, a vantagem numérica de Lula é mais apertada: apenas 1 ponto, contra 4 pontos na Big Data”, resumiu William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.

 

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Declaração de voto pessoal na urna do domingo de 4 de outubro

 

Hoje é quinta-feira, 1º de outubro. A três dias da urna deste domingo (4), penso ser o momento de declarar meus votos, como fiz em outras eleições nacionais e estaduais.

Acho justo quem me lê, ouve e vê saber como penso enquanto cidadão. Com a ressalva de zelo quase religioso: nenhum desses votos pessoais interferirá um milímetro na minha atuação profissional como jornalista político, analista eleitoral e/ou diretor de redação do Grupo Folha. Quer seja em blog, site, jornal, rádio e/ou televisão.

 

(Arte: Joseli Matias)

 

Isso bem posto, segue abaixo o que penso justificar minhas decisões de voto:

 

DEPUTADO FEDERAL — Por afinidade e admiração à sua trajetória política de uma esquerda corajosa, não dogmática e autocrítica, desejaria votar em Heloísa Helena (Rede), 1818, a deputada federal. Mas enquanto o Brasil não adotar um sistema próximo ao distrital misto alemão, em que se permite votar em deputados por seu distrito eleitoral e por seu estado, votarei sempre em candidatos locais.

WLADIMIR GAROTINHO (PSD), 2258, desempenhou bom mandato como deputado federal, mesmo em curto espaço de tempo, de 2019 a 2020. Liderou a emenda de bancada que permitiu a conclusão do novo prédio da UFF-Campos, reunindo assinaturas de pares bolsonaristas e psolistas. E foi autor do projeto para inclusão do Norte e Noroeste Fluminense na classificação climática de semiárido. Que facilitaria acesso a crédito aos produtores rurais de 22 municípios da região, foi aprovado na Câmara e no Senado e, anda assim, acabou vetado pelo governo Lula (PT). Como prefeito de Campos, fez um primeiro governo muito bem avaliado, embora não tão bom na gestão que entregou a Frederico Paes (MDB). Mas tem compromisso com Campos e amor à cidade.

 

DEPUTADO ESTADUAL — Com coragem pessoal semelhante à de Heloísa Helena, THIAGO VIRGÍLIO (REP), 10611, é um lutador. Às vezes, pode exagerar, mas tem amadurecido em sua trajetória política e pessoal. Na qual soube dar a volta por cima após ser preso na Operação Chequinho, chegando a se formar em Direito. Enquanto esteve impedido de concorrer, foi fundamental na eleição do primo e principal aliado, Juninho Virgílio (Podemos), duas vezes, a vereador. A despeito de críticas que eu possa ter a Anthony Garotinho (REP), admiro também a lealdade de Thiago ao ex-governador. É a mesma lealdade e capacidade de luta que, a meu ver, ele devota a Campos.

 

1º VOTO A SENADORA — BENEDITA DA SILVA (PT), 131, talvez seja meu voto mais emocional. Porque repete o que dei a ela ao Senado no pleito hoje distante de 1994, quando se elegeu. Pressionada pelo escândalo do Banco Master em suas ligações milionárias com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), não agiu como uma esquerda que prefere a tática da avestruz. No lugar de enterrar a cabeça no chão, assumiu publicamente compromisso com a reforma do Judiciário, com a imposição de um código de ética e de mandatos de 12 anos aos ministros do STF. Cria das favelas cariocas, trabalhou desde adolescente, formou-se como auxiliar de enfermagem e, já aos 42 anos, em Serviço Social. Dos ex-governadores do RJ vivos, é a única sobre a qual jamais pesou nenhuma suspeita.

 

2º VOTO A SENADOR — Pelo bom trabalho em trazer emendas para Campos e região que desempenhou no Senado, quando assumiu como suplente o mandato de Arolde de Oliveira, vítima da Covid em 2020, cogitei votar em Carlos Portinho (PL), 222. Mas suas posições bolsonaristas mais radicais, que compreendo pragmaticamente, dele me afastam. Por isso, votarei em PEDRO PAULO (PSD), 555, que teve desempenho atuante em seus quatro mandatos de deputado federal e, como Benedita, não se escondeu da crise do STF. Defendeu a aplicação de impeachment de ministros do STF, que só pode ser feito no Senado, em casos de desvio de conduta, mandatos fixos ou aumento da idade mínima dos ministros, além da redução do alcance de decisões monocráticas.

 

GOVERNADOR — É uma escolha pragmática. EDUARDO PAES (PSD), 55, pode ser arrogante e por vezes politicamente inábil, mas é, sem dúvida, o melhor administrador entre os candidatos postos ao Palácio Guanabara. A quem, como eu, frequenta a cidade do Rio de Janeiro antes, durante e depois das suas quatro gestões como prefeito, salta aos olhos a transformação urbanística que ele implementou entre 2009 e 2026. E que desejaria ver espraiada a todo o estado.

 

PRESIDENTE — É outra escolha pragmática. Envelhecido como Lula, com quem disputou em 1989 a primeira eleição a presidente por voto popular após nossa última ditadura militar (1964/1985), RONALDO CAIADO (PSD), 55, entregou em 2026 uma gestão como governador de Goiás aprovada por 87% da população do estado. E, entre os candidatos da chamada 3ª via, é o que teria a maior base de apoio parlamentar se eleito presidente, fundamental à governabilidade do Brasil.

Conheci Goiás em abril de 2024, rodei de carro boa parte do estado, encontrei boas estradas, pujança econômica e uma população satisfeita com os serviços de saúde, educação e transporte públicos ofertados pelo estado. Aliado a isso, o motivo principal do meu voto, o mais à direita que já dei a presidente, mas uma direita que defendeu a vacina na pandemia da Covid, é simples: minha mãe, aos 82 anos, pode andar na rua de qualquer cidade goiana, mesmo à noite, e usar seu celular despreocupada. Sem o risco de ser assaltada, agredida ou até morta, como se dá na imensa maioria das cidades do país.

 

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Empate técnico ao Senado: Jordy e Portinho crescem, Benedita patina

 

(Arte: Joseli Matias)

 

Em ascensão nas pesquisas de setembro às duas cadeiras ao Senado que o RJ elegerá no domingo (4), Carlos Jordy (PL) assumiu a liderança numérica da disputa, com 18% de intenção de voto. Na margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, ficou em empate técnico com Benedita da Silva (PT), com 15%; e Carlos Portinho (PL), com 14%.

Atrás de Jordy, Benedita e Portinho — Foi o que revelou a pesquisa Real Time Big Data divulgada hoje (30), a quatro dias da urna. Atrás dos três líderes, vieram Pedro Paulo (PSD), com 12%; Marcelo Crivella (REP), com 10%; Monica Benicio (Psol), com 8%; e Waguinho (REP) e Hélio Secco (Missão), com 3% cada.

Tendências: Portinho e Jordy crescem, Benedita patina — Na comparação com a Big Data ao Senado de 14 de setembro, Jordy teve crescimento real de 3 pontos: de 15% aos atuais 18% de intenção. Portinho teve crescimento ainda maior, de 4 pontos no mesmo período: de 10% aos atuais 14%. Os dois entram na reta final em tendência de alta, enquanto Benedita patina: tinha e manteve os mesmos 15%

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Benedita e Jordy lideram 1º voto ao Senado — No 1º voto ao Senado pelo RJ, Benedita liderou numericamente, com 20% de intenção. Ela ficou em empate técnico com Jordy, que teve 19%. Atrás deles, vieram Portinho e Pedro Paulo, com 12% cada; Crivella, com 10%; e Monica, com 9%.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Jordy e Portinho lideram 2º voto ao Senado — No 2º voto ao Senado pelo RJ, Jordy liderou com 18% de intenção, mas em empate técnico e quase numérico com Portinho, que teve 17%. Atrás deles vieram Pedro Paulo, com 12%; Benedita e Crivella, com 9% cada; e Monica, com 8%.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Dados da pesquisa — A nova pesquisa Real Time Big Data às duas cadeiras ao Senado entrevistou 2.000 eleitores do RJ, incluindo de Campos, Macaé, Itaperuna, S. Fidélis, C. Frio, Casimiro, B. J. do Itabapoana e Pádua, dos dias 25 a 29. Como margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, teve registro RJ-08712/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

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Vantagem de Paes sobre Ruas no 2º turno a 1 ponto do empate técnico

 

(Arte: Joseli Matias)

 

Tendência mais provável pelos números das últimas pesquisas a governador do RJ (confira aqui e aqui), o 2º turno da disputa está marcado para o dia 25, a menos de um mês. E, como no 1º turno, também é liderado por Eduardo Paes (PSD). Ele bateria no 2º turno tanto a Douglas Ruas (PL), por 41% a 36%; quanto a Anthony Garotinho (REP), por 47% a 24%.

Paes bate Ruas no 2º turno a 1 ponto do empate técnico — Foi o que revelou a pesquisa Real Time Big Data divulgada hoje (30). Como no 1º turno, a vantagem de Paes sobre Ruas vem caindo também ao 2º turno. Na Big Data de 14 de setembro, Paes bateria Ruas no 2º turno por 42% a 33%, vantagem de 9 pontos. Que caiu aos atuais 5 pontos, 1 ponto além do empate técnico no limite da margem de erro.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Vantagem de Paes contra Garotinho no 2º turno sobe — Na simulação do 2º turno contra Garotinho, no entanto, a vantagem de Paes tem crescido. Na Big Data de 14 de setembro, o ex-prefeito carioca bateria o ex-governador em um turno extra por 45% a 24%, 21 pontos de diferença. Essa vantagem de Paes sobre Garotinho no 2º turno oscilou 2 pontos para cima, aos 23 pontos atuais.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Rejeição explica Garotinho, Paes e Ruas no 2º turno — Fundamental à definição do 2º turno, a rejeição explica porque nele a vantagem de Paes tem caído contra Ruas e subido contra Garotinho. Este lidera de longe o índice negativo: 63% dos fluminenses não votariam no político de Campos. Que veio seguido à distância por Paes, com 44% de rejeição, enquanto Ruas tem apenas 28%.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Dados da pesquisa — A nova pesquisa Real Time Big Data a governador entrevistou 2.000 eleitores fluminenses, incluindo de Campos, Macaé, Itaperuna, S. Fidélis, C. Frio, Casimiro, B. J. do Itabapoana e Pádua, dos dias 25 a 29. Como margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, teve registro RJ-08712/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

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Mesa diretora da Câmara e eleições no Folha no Ar desta 5ª

 

(Arte: Joseli Matias)

 

Vereador e presidente do MDB em Campos, Silvinho Martins é o convidado do Folha no Ar desta quinta (1º), a partir das 7h25 da manhã, ao vivo, na Folha FM 98,3.

Ele analisará a transição entre Wladimir Garotinho (PL) e Frederico Paes (MDB) como prefeito de Campos, bem como a eleição à mesa diretora da Câmara Municipal, na qual é cotado (confira aqui e aqui) para ser presidente no 2º biênio.

Com base nas pesquisas mais recentes, Silvinho tentará projetar as eleições a governador (confira aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui) e às duas cadeiras ao Senado (aqui, aqui, aqui e aqui) na urna deste domingo (4), daqui a apenas quatro dias. E analisará os nomes de Campos e região a deputado federal e estadual.

Por fim, o vereador de Campos tentará projetar a eleição a presidente da República, que todas as pesquisas mais recentes (confira aqui e aqui) projetam disputada voto a voto entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Quem quiser participar do Folha no Ar desta quinta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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Com ou sem Garotinho, 2º turno à vista entre Paes e Ruas

 

(Arte: Joseli Matias)

 

Possibilidade numérica, mas dentro da margem de erro das pesquisas AtlasIntel (confira aqui) e Quaest (confira aqui e aqui) divulgadas ontem (29), o 2º turno a governador do RJ é quase certo na pesquisa Real Time Big Data divulgada hoje (30). A quatro dias do 1º turno, Eduardo Paes (PSD) o lidera com 37% de intenção de voto, mas Douglas Ruas (PL) já tem 31%.

Menor diferença da série entre Paes e Ruas — Os 6 pontos de vantagem que Paes ainda mantém sobre Ruas é a menor diferença entre os dois na série Big Data a governador do RJ. Na pesquisa anterior do instituto, de 14 de setembro, Paes tinha 10 pontos de vantagem sobre Ruas ao 1º turno: 35% a 25%. Paes oscilou 2 pontos para baixo e Ruas teve crescimento real de 6 pontos.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Com Garotinho válido, 2º turno é certo — Na 3º colocação ao 1º turno e ameaçado de inelegibilidade, Anthony Garotinho (REP) patina em setembro nos 7% de intenção. Se seu nome estiver na urna e seus votos forem validados, a certeza de 2º turno se dá com a folga de 10 pontos. Que é a diferença dos 37% de intenção de Paes aos 47% da soma dos demais candidatos.

Votos válidos no 1º turno com Garotinho: Paes 44% a 37% Ruas — Nos votos que serão contabilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no domingo (4), sem os brancos e nulos, Paes teria hoje 44% dos votos válidos. São 6 pontos e 1 voto a menos do que precisaria para vencer no 1º turno. Nos votos válidos, Ruas teria 37%, seguido de Garotinho, com 8%; e dos demais candidatos somados, com 11%.

 

(Infográfico: Joseli Matias

 

Sem Garotinho: Paes 38% a 33% Ruas no 1º turno — A pesquisa Big Data também testou o cenário estimulado de 1º turno sem Garotinho. Que Paes também liderou, com 38% de intenção. Mas foi seguido 5 pontos atrás, só 1 ponto além do limite da margem de erro de 2 pontos para mais ou menos da pesquisa, por Ruas, com 33%. Os demais candidatos, somados, teriam 9%.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Sem Garotinho, 2º turno pelo limite da margem de erro — Sem Garotinho na urna, haveria um empate técnico na possibilidade de ter ou não o 2º turno a governador do RJ em 25 de outubro. Ele se realizaria, no limite da margem de erro, por 4 pontos. Que é a diferença dos 38% de Paes aos 42% dos demais candidatos somados no 1º turno.

Dados da pesquisa — A nova pesquisa Real Time Big Data a governador do RJ entrevistou 2.000 eleitores fluminenses, incluindo Campos, Macaé, Itaperuna, São Fidélis, Cabo Frio, Casimiro de Abreu, Bom Jesus do Itabapoana e Pádua, entre 25 e 29 de setembro. Como margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, teve registro RJ-08712/2026 no TSE.

 

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