Os grafiteiros Vander Xchex, Ares Pillas e Nando Pontes boné com sua criação em homenagem a João, o vira-lara caramelo de Lagoa de Cima (Foto: Wellington Cordeiro)
Wellington Cordeiro, jornalista, repórter-fotográfico e presidente da Associação de Imprensa Campista (AIC)
João, o caramelo que virou arte às margens da Lagoa de Cima
Por Wellington Cordeiro
Três artistas visuais, de passagem por Lagoa de Cima, balneário de Campos dos Goytacazes, decidiram transformar em arte a lembrança de um morador muito especial. O homenageado, porém, não era uma personalidade do município, tampouco alguém conhecido nacionalmente. Era João, um cachorro vira-lata, típico caramelo, que durante cerca de 17 anos conquistou o carinho de toda a comunidade.
João morreu há aproximadamente três meses e deixou uma espécie de vazio entre aqueles que se acostumaram com sua presença tranquila pelas ruas e pelas margens da lagoa. Para eternizar sua imagem, os grafiteiros Nando Pontes, Vander Xchex e Ares Pillas escolheram um trailer localizado à beira da Lagoa de Cima como tela para uma homenagem que mistura memória, natureza e afeto.
Nascido em Itaperuna e radicado no Rio de Janeiro, Nando Pontes já conhecia o lugar, por manter laços familiares com um dos moradores. Já o paulista Xchex e o paraguaio Ares Pillas estavam conhecendo Lagoa de Cima pela primeira vez. Os três, acostumados a realizar grandes trabalhos de arte urbana em diferentes partes do país, haviam chegado a Campos com a intenção de descansar depois de concluírem um projeto em Itaperuna. Mas a história de João mudou os planos.
O encontro com os moradores e o relato sobre o cachorro despertaram nos artistas a vontade de fazer algo que fosse além de um simples grafite. A ideia foi eternizar João no lugar onde ele viveu boa parte de sua história. Nas paredes, João tem a companhia de uma garça e uma flor de Hibiscus.
Para construir a imagem do cachorro, Nando utilizou recursos tecnológicos, entre eles óculos 3D, para elaborar os traços e proporções do desenho. Depois, os três artistas entraram em ação com suas latas de spray, dando cores e vida à composição.
“João era um cão que toda a comunidade se acostumou a amar e proteger, apesar de ele preferir não ser de ninguém”, conta Afonso Celso, um dos moradores. Segundo ele, João tinha seu próprio jeito de se relacionar com as pessoas. “Ele visitava a todos a seu próprio tempo. Mas, nesses momentos de contato, existia uma intensa troca de carinho, na mais pura amizade canina com as pessoas.”
Para Nando Pontes, transformar essa história em arte foi também uma maneira de reconhecer esse vínculo. “É muito prazeroso registrar com arte um animal que tinha uma relação tão especial com as pessoas”, afirma o artista.
A história de João remete, guardadas as proporções, à trajetória de Hachiko, o famoso cão japonês que se tornou símbolo mundial de lealdade e ganhou uma estátua em uma estação de trem, além de ter sua história levada ao cinema. Hachiko ficou conhecido pela relação de fidelidade com seu tutor. João construiu uma história diferente: não pertencia a uma única pessoa. Pertencia, de certa forma, ao lugar.
Durante sua longa vida, a Lagoa de Cima foi sua casa. lá ele se banhava em suas águas, circulava pela comunidade e até se aventurava a pescar. Não tinha dono, mas tinha muitos amigos. Não obedecia a uma rotina imposta, mas fazia parte da rotina de todos.
Agora, sua presença ganhou outra forma. Está estampada para a admiração de todos, até de quem não teve a sorte de conhecê-lo. Mostrando que algumas presenças, mesmo depois da partida, nunca deixam de existir.
Geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE e analista estatístico do Núcleo de Pesquisa Econômica do Estado do Rio de Janeiro (Nuperj) da Uenf, William Passos é o convidado do Folha no Ar a partir das 7h25 da manhã desta quarta (23), ao vivo, na Folha FM 98,3.
Ele analisará os nomes de Campos, Norte e Noroeste Fluminense nas eleições a deputado federal e estadual, em eleição proporcional de projeção sempre mais difícil.
Com base nas pesquisas mais recentes, William tentará projetar as eleições majoritárias a governador (confira aqui, aqui e aqui) e às duas cadeiras ao Senado (confira aqui, aqui e aqui) do RJ.
Por fim, ele falará da crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e sua influência numa eleição presidencial que as pesquisas (confira aqui e aqui) revelam estar hoje indefinidas em empates técnicos entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto ao 1º e 2º turno e na rejeição.
Quem quiser participar do Folha no Ar desta quarta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebooke no YouTube.
Num pleito presidencial que tudo até aqui, a 12 dias eleitoralmente úteis do 1º turno de 4 de outubro, indica que será disputada voto a voto em dois turnos, quem é neles o (a) maior eleitor (a) de Lula (PT)? E o (a) de Flávio Bolsonaro (PL)?
Quem é eleitora de Lula no 1º turno? — Segundo a pesquisa Nexus divulgada hoje (confira aqui), a maior eleitora de Lula no 1º turno, proporcionalmente, é mulher (49%), tem 60 anos ou mais (53%), do Nordeste (52%), cursou até o ensino fundamental (51%), tem renda familiar mensal até 1 salário mínimo (50%) e não tem religião (52%).
Quem é o eleitor de Flávio no 1º turno? — Por sua vez, o maior eleitor de Flávio no 1º turno, proporcionalmente, é homem (46%), tem entre 25 e 40 anos (42%), do Sul (43%), cursou até o ensino médio (45%), tem renda familiar mensal acima de 5 salários mínimos (46%) e é evangélico (51%).
(Infográfico: Joseli Matias)
Quem é a eleitora de Lula no 2º turno? — Na projeção do provável 2º turno entre Lula e Flávio, o perfil do (a) eleitor (a) majoritário (a) de cada candidato não muda muito. A de Lula continuará sendo mulher (56%), de 60 anos ou mais (58%), do Nordeste (58%), com escolaridade até o fundamental (59%) e sem religião (57%).
Lula lidera no eleitor mais pobre — Porém, no que se refere à faixa de renda, há uma mudança no perfil da maior eleitora de Lula entre 1º e 2º turno. Neste, ela tem renda familiar mensal de 1 a 2 salários mínimos (56%). A provar a popularidade do petista entre os mais pobres, ele também teria hoje, em um 2º turno contra Flávio, 54% do voto do eleitor até 1 salário mínimo.
Quem é o eleitor de Flávio no 2º turno? — No provável 2º turno contra Lula, o perfil do eleitor majoritário de Flávio tem o mesmo perfil do 1º turno: homem (57%), de 25 a 40 anos (52%), do Sul (57%), com escolaridade até o ensino médio (53%), renda familiar mensal acima de 5 salários mínimos (55%) e evangélico (62%).
(Infográfico: Joseli Matias)
Peso dos evangélicos e católicos — A particularidade proporcional merece ressalva à projeção dos números absolutos que definirão a eleição. Apesar do avanço evangélico nas últimas décadas, eles são hoje, segundo o IBGE, 26,95% da população. Cuja maior parte ainda é católica: 56,75%. E, entre eles, Lula lidera sobre Flávio: 44% a 34% no 1º turno e 51% a 40% no 2º turno.
(Infográfico: Joseli Matias)
Sudeste: 41,78% do eleitorado e empate entre Flávio e Lula — Em termos absolutos, a região Sudeste tem a maior parte do eleitorado: 41,78%, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). E, no Sudeste, a Nexus projeta um empate exato entre Flávio e Lula no 1º turno: 39% a 39%. E um empate técnico no 2º turno, com vantagem numérica de apenas 1 ponto para Flávio: 46% a 45% de Lula.
(Infográfico: Joseli Matias)
Dados da pesquisa — A nova pesquisa Nexus entrevistou por telefone 2.006 eleitores de todo o Brasil, entre os dias 18 e 20 de setembro. Com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, teve o registro BR-00485/2026 no TSE.
Passada a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) na última terça (15), com pedido de vista do ministro Flávio Dino sobre (confira aqui e aqui) a investigação do colega Alexandre de Moraes, a indefinição também se dá na eleição presidencial. Na pesquisa Nexus divulgada hoje (21), Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) estão empatados tecnicamente no 1º e 2º turnos.
Lula e Flávio em empate técnico no 1º e 2º turno — Com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, a consulta estimulada ao 1º turno, daqui a apenas 13 dias, deu Lula com 40% de intenção de voto, contra 37% de Flávio, 3 pontos atrás. No provável 2º turno entre os dois, em 25 de outubro, a diferença é de apenas 1 ponto: o presidente teria hoje 46% contra 45% do senador.
Tendências ao 1º e 2º turno — Na comparação com a pesquisa Nexus de 14 de setembro (confira aqui), Lula oscilou 2 pontos para baixo na última semana, de 42% aos atuais 40%, enquanto Flávio tinha e manteve os mesmos 37%. Já ao 2º turno, ambos oscilaram 1 ponto para baixo: Lula de 47% aos atuais 46%, Flávio de 46% aos atuais 45%.
Certeza matemática de 2º turno — Ao 1º turno, atrás de Lula (40%) e Flávio (37%), vieram Augusto Cury (Avante), com 6%; Ronaldo Caiado (PSD), com 5%; Renan Santos (Missão), com 3%; e Romeu Zema (Novo) e Samara (UP), com 1% cada. Somados, os candidatos de oposição têm 53% de intenção, 13 pontos a mais do que Lula, o que dá certeza matemática ao 2º turno.
(Infográfico: Joseli Matias)
A força do antipetismo também com Caiado e Cury — Embora os demais estejam muito distantes dos dois líderes na corrida do 1º turno, nas simulações de 2º turno com outros candidatos, Lula teria hoje um empate exato com Caiado (45% a 45%) e técnico, só por 1 ponto, com Cury (44% a 43%). O que revela que, mais que o bolsonarismo ou Flávio, a maior força eleitoral da oposição é o antipetismo.
(Infográfico: Joseli Matias)
Rejeição: Flávio 50% a 49% Lula — Fundamental à definição do 2º turno, a rejeição da Nexus de hoje repete o mesmo de todas as demais pesquisas: um empate técnico entre Flávio, com 50% de brasileiros que não votariam nele de jeito nenhum, e Lula, com 49%, só 1 ponto atrás no índice negativo. Em 3º lugar, Zema e Renan ficaram em empate exato: 41% de rejeição cada.
(Infográfico: Joseli Matias)
Lula 3: 50% desaprovam, 46% aprovam — Obstáculo à reeleição de Lula, os 50% que hoje desaprovam o seu trabalho como presidente seguem liderando numericamente, mas em empate técnico, no limite da margem de erro, com os 46% que aprovam. Na série Nexus, durante a última semana, a desaprovação oscilou 1 ponto para cima e a aprovação 1 ponto para baixo.
(Infográfico: Joseli Matias)
William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE
Dados da pesquisa — A nova pesquisa Nexus entrevistou por telefone 2.006 eleitores de todo o Brasil, entre os dias 18 e 20 de setembro. Com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, teve o registro BR-00485/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Análise do especialista — “Na Nexus, Lula e Flávio estão em empate técnico, dentro da margem de erro, no 1º e 2º turno, assim como a rejeição aos candidatos. Ao 1º turno, a vantagem numérica de Lula sobre Flávio é de 3 pontos. No 2º turno, a vantagem de Lula é de apenas 1 ponto”, resumiu William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.
Estátua da Justiça, Flávio Dino, Alexandre de Moraes, André Mendonça, Gilmar Mendes, Lula e Flávio Bolsonaro
Aristóteles, o STF, a máfia e as pesquisas
O filósofo grego Aristóteles foi muito citado pelo ministro Flávio Dino na sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) da última terça-feira (15). Que, transmitida ao vivo em rede nacional de TV, deu vergonha a todos os brasileiros que a tenham na cara.
Aristóteles foi usado por Dino como jurisprudência para, no final, pedir vista e ganhar tempo ao também ministro Alexandre de Moraes. Que o pleno do STF deveria decidir se seria ou não investigado por suas relações no mínimo questionáveis com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, hoje preso, e seu liquidado Banco Master.
Já se sabia do contrato de R$ 130 milhões do escritório da esposa de Moraes, e de dois dos três filhos do casal, com o Master de Vorcaro. O que não se sabia até este mês de setembro é que o próprio Moraes redigiu o contrato. E que outro, no valor de mais R$ 50 milhões, foi celebrado entre outra empresa de Vorcaro e o mesmo escritório.
Isso veio a público quando o ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF, levantou no dia 1º o sigilo de um relatório da Polícia Federal (PF) de 218 páginas. No qual também se soube que o escritório Barci de Moraes solicitou e Vorcaro autorizou cartões de crédito, com limite de R$ 300 mil cada, para dois filhos de Moraes.
Nessa relação pecuniária, Moraes teve, segundo a PF, pelo menos oito encontros pessoais com Vorcaro. Que, já investigado e ameaçado de prisão, teve 188 interações de mensagem de celular com Moraes. Inclusive em consultas próprias a um advogado criminal, não a um ministro do STF, em crime de advocacia administrativa.
Como o relatório da PF revelado no dia 1º, Moares contra-atacou no dia 3. Ainda como relator do inquérito das fake news, acusou Mendonça dos mesmos abusos que lá praticou por sete anos. E pediu a investigação do colega pelos crimes de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.
Entre os dois fatos, no dia 2 o jornalista William Waack revelou na CNN que a ala pró-Moraes no STF, composta pelo próprio, Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, teria mandado recado a Lula: “Nem pense em se afastar do STF, um pedaço do PT da Bahia (envolvido com o Master) está na nossa mão e você governa porque o STF ajuda.”
Como a ala pró-Moraes no STF é a mesma ala pró-Lula, sendo Dino seu ex-ministro da Justiça e Zanin seu ex-advogado pessoal, a intimidação não terminou aí. Horas antes da sessão do dia 15, começaram a ser vazadas mensagens de Vorcaro dando conta de repasse mensal de R$ 500 mil ao advogado Kevin de Carvalho Marques.
Kevin é filho do ministro Kassio Nunes Marques, que era contabilizado como voto certo no STF pela abertura de investigação contra Moraes. A intimidação deu certo. Nunes Marques se julgou impedido, alegando ser também presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e sequer ficou para acompanhar pessoalmente o resto da sessão.
Após tirar a relatoria de Mendonça do processo que tratava das mensagens de Vorcaro e Moraes e de tirar deste a relatoria do inquérito das fake news, puxando-as para si como presidente do STF, o ministro Edson Fachin tentou presidir a sessão. Mas teve a função roubada por Dino, que começou a citar Aristóteles e o regimento da Casa.
Primeiro a votar na condição de decano, após Fachin como relator, Gilmar tabelou com Dino para tirar Moraes da linha do impedimento e propor questão de ordem. Para que os julgamentos dos pedidos de investigação de Moraes e Mendonça, que já estava marcado para o dia 23, fossem conjuntos.
Em ação orquestrada, Gilmar conseguiu o grande objetivo do grupo pró-Moraes e pró-Lula que integra no STF. A partir dali a votação não foi mais sobre investigar ou não Moraes, mas se ele deveria ou não ser investigado junto com Mendonça. E quando o placar estava em 4 votos a 4, Dino pediu vista em jogada ensaiada com Gilmar.
Acusado pelo ex-colega Joaquim Barbosa de “estar destruindo a Justiça deste país” desde 2009, definido pelo ex-colega Luís Roberto Barroso como “uma pessoa horrível, uma mistura do mal com atraso e pitadas de psicopatia” em 2018, o Gilmar de 2026 não citou Aristóteles. Preferiu impor ao STF o código da máfia para atacar Mendonça:
— Não se pode (Mendonça) expor um colega (Moraes), mesmo que ele esteja envolvido (em corrupção). Até a máfia tem mais ética — foi a pregação moral de Gilmar em transmissão de TV, ao vivo e a cores, para todo o país.
Aristóteles, discípulo de Platão e mestre de Alexandre
“Nosso caráter é o resultado da nossa conduta”, legou Aristóteles como argumento central do seu “Ética a Nicômaco”. E o caráter do STF, fruto da sua conduta sem constrangimento que não o de Cármen Lúcia, é hoje questionado abertamente pela grande maioria dos brasileiros, muito além de uma bolha de extrema-direita golpista.
Discípulo de Platão, Aristóteles dele se distanciou ao buscar um saber mais aplicado ao homem do que à alma. Mas sempre devotou respeito ao seu mestre. Ainda assim, também em “Ética a Nicômaco”, legou do séc. 4 a.C. aquilo que deveria inverter os comportamentos de seita e suas “narrativas” do séc. 21: “Embora ambos (Platão e a verdade) nos sejam caros, o dever moral nos impõe preferir a verdade.”
A verdade é que, feita entre 11 e 16 de setembro, a nova pesquisa presidencial AtlasIntel divulgada no dia 17 foi a que primeiro pegou os efeitos eleitorais da sessão de terça. Para 49,5% dos brasileiros, a crise do STF prejudica mais a Lula. Menos da metade, 20,9% acham que prejudica mais a Flávio Bolsonaro.
(Infográfico: Joseli Matias)
Entre as pesquisas AtlasIntel de 9 e 17 de setembro, com a sessão do STF no meio, Flávio teve crescimento real de 5 pontos nas intenções de voto ao 1º turno: de 37% aos atuais 42%. Enquanto Lula oscilou 1 ponto para cima, de 43% aos atuais 44%. Só 2 pontos atrás, Flávio chegou ao empate técnico com o petista já no 1º turno.
(Infográfico: Joseli Matias)
No cenário de 2º turno entre os dois, Flávio oscilou 0,8 ponto para cima entre as AtlasIntel de 9 e 17 de setembro: de 46,4% aos atuais 47,2%. Atrás numericamente nas duas pesquisas, Lula manteve o empate técnico na margem de erro e oscilou 0,6 ponto para cima: foi de 46,2% aos atuais 46,8%.
(Infográfico: Joseli Matias)
Entre as AtlasIntel de 9 e 17 de setembro, a vantagem de Lula sobre Flávio ao 1º turno caiu de 6 pontos a 2 pontos. Em um 2º turno entre os dois, a vantagem de Flávio sobre Lula era de 0,2 ponto e oscilou para cima, a 0,4 ponto. Com a crise do STF, as tendências de hoje, a exatos 15 dias da urna de 4 de outubro, são favoráveis a Flávio.
Aristóteles foi citado, digamos, platonicamente pelo maranhense Dino. Enquanto a ação deste para tentar acobertar Moraes foi oposta aos princípios mais concretos do sábio de Estagira. “Cuja cabeça sustenta ainda hoje o Ocidente”, no canto do baiano Caetano.
Feita de 11 a 16 de setembro, a nova pesquisa presidencial AtlasIntel divulgada hoje (17) foi a 1º que pegou os efeitos da crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e da sua tumultuada sessão (confira aqui) da última terça (15). Para 49,5% dos brasileiros, ela prejudica mais a Lula (PT). Menos da metade, 20,9% acham que prejudica mais a Flávio Bolsonaro (PL).
Lula lidera numericamente em empate técnico com Flávio ao 1º turno — Os efeitos eleitorais da crise do STF também foram nítidos. Entres as pesquisas AtlasIntel de 9 e 17 de setembro, Flávio teve crescimento real de 5 pontos ao 1º turno: de 37% aos atuais 42%. Enquanto Lula oscilou 1 ponto para cima, de 43% aos atuais 44%. Só 2 pontos atrás, Flávio chegou ao empate técnico com o petista já no 1º turno.
(Infográfico: Joseli Matias)
Flávio lidera numericamente em empate técnico com Lula ao 2º turno — No cenário de 2º turno entre os dois, Flávio oscilou 0,8 ponto para cima entre as AtlasIntel de 9 e 17 de setembro: de 46,4% aos atuais 47,2%. Atrás numericamente nas duas pesquisas, Lula manteve o empate técnico na margem de 1 ponto para mais ou menos. O petista oscilou 0,6 ponto para cima e foi de 46,2% aos atuais 46,8%.
(Infográfico: Joseli Matias)
Vantagem de Lula no 1º turno cai e a de Flávio no 2º turno sobe — Entre as AtlasIntel de 9 e 17 de setembro, a vantagem de Lula sobre Flávio ao 1º turno era de 6 pontos e hoje, a 17 dias da urna de 4 de outubro, caiu para 2 pontos. Em um 2º turno entre os dois, a vantagem de Flávio sobre Lula era de 0,2 ponto e oscilou para cima, a 0,4 ponto. Com a crise do STF, as tendências são hoje favoráveis a Flávio.
Narrativa fracassada — Os lulopetistas que agora lembram que o ministro Alexandre de Moraes foi indicado ao STF pelo ex-presidente “golpista” Michel Temer (MDB), não conseguem se afastar de quem celebravam como Xandão, o “herói da democracia”. Nem do fato de que ele foi salvo na terça pelo pedido de vista de Flávio Dino, ex-ministro da Justiça de Lula.
Dados da pesquisa — A nova pesquisa presidencial AtlasIntel entrevistou 5.018 pessoas entre 11 e 16 de setembro. Com margem de erro de 1 ponto para mais ou menos, teve o registro BR-06221/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
As advogadas Pryscila Marins e Sana Gimenes, esta também socióloga, são as convidadas para fechar a semana do Folha no Ar a partir das 7h25 da manhã desta sexta (18), ao vivo, na Folha FM 98,3.
Elas analisarão a crise do STF que culminou com a tumultuada sessão (confira aqui) da última terça-feira (15), suas consequências jurídicas e eleitorais.
Sana e Pryscila também tentarão projetar, com base nas pesquisas mais recentes, a eleição a governador (confira aqui, aqui e aqui) e às duas cadeiras ao Senado (confira aqui, aqui e aqui) do RJ. E analisarão as candidaturas de Campos e região a deputado federal e estadual.
Por fim, também já com base nas pesquisas feitas após a sessão do STF de terça (confira aqui), as duas tentarão projetar a eleição a presidente da República, a 16 dias da urna do 1º turno de 4 de outubro e, depois, mais 21 dias ao 2º turno de 25 de outubro.
Quem quiser participar do Folha no Ar desta sexta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebooke no YouTube.
Braulino Teixeira, figura emblemática de Atafona, em uma de suas ruas com a sua inseparável bicicleta (Foto: Viviane de Aquino)
Morreu na noite de ontem, aos 79 anos, Braulino Teixeira. Conhecido e querido por gerações de moradores e veranistas da praia sanjoanense de Atafona, onde facilmente se cruzava com ele nas ruas, quase sempre pedalando sua bicicleta, estava internado na Santa Casa de São João da Barra, onde veio a óbito em decorrência de metástase de um câncer de próstata.
Seu corpo está sendo velado na Capela Mortuária de São João da Barra, de onde seguirá ao sepultamento às 17h. Ele deixa viúva Joselina da Silva Teixeira e três filhos, Márcio, Mauro e Manuela; além de nove netos e quatro bisnetos. A Irmandade N. S. da Penha, tradicional em Atafona, lamentou em nota o falecimento de “um dos irmãos mais antigos da Nossa Irmandade, com uma fé inabalável em Nossa Senhora da Penha”.
Conheci Braulino quando saí do apartamento dos meus pais em Campos, em 1994, após passar em concurso público para a auxiliar de fonoteca na Uenf, e aluguei a casa de Anginha Andrade, hoje do seu filho Orêncio Aquino, em Atafona. Preto, alto, elegante no trato com todos, ele trabalhava para a família Aquino. E se tornou meu primeiro amigo em Atafona, onde moraria, também em outras casas, por 11 anos.
Rito de passagem marcante para qualquer um, quando se tem 21 anos e se sai da casa dos pais para morar em outro município, Braulino, ou Brau, como o chamava carinhosamente, foi minha primeira amizade da vida adulta. Que me orgulho de ter conservado enquanto a dele durou. Sempre foi muito carinhoso também com meu único filho, Ícaro, desde bebê até seu falecimento precoce, com 23 anos, em 2023.
Tanto com Ícaro, quanto com sua mãe, Dora Paula, quanto com as demais companheiras que tive ao longo dos anos, confidenciava sempre após encontrar Brau ao acaso numa rua de Atafona, botar o papo em dia e me despedir: “Se os budistas e kardecistas estiverem certos, preciso evoluir ainda umas 10 vidas para chegar a Braulino”. Cuja elevação de alma se estampava em seu riso fácil e acolhedor.
Vá em paz amigo Brau. Daqui a umas 10 vidas, o alcanço. Para colocarmos o papo em dia numa rua de Atafona, entre o Atlântico e a foz do rio Paraíba do Sul.
Lula, seu ex-ministro da Justiça Flávio Dino e Alexandre de Moraes
Era para julgar Moraes
A sessão de ontem (15) do Supremo Tribunal Federal (STF) seria para definir se o ministro Alexandre de Moraes seria investigado por suas relações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Mas virou um ringue de vale-tudo, com transmissão em rede nacional de TV e consequências diretas na urna de 4 de outubro, daqui a exatos 18 dias.
E foi para atacar Mendonça
O ministro André Mendonça foi frontalmente atacado por Moraes e pelo decano do STF, ministro Gilmar Mendes. E bateu boca com os dois. Foi ele, Mendonça, quem levantou no dia 1º o sigilo do relatório da Polícia Federal (PF) que revelou as ligações no mínimo questionáveis entre Vorcaro, hoje preso, e Moraes.
Advocacia administrativa a R$ 181 milhões?
Moraes redigiu um contrato de R$ 131 milhões do escritório de advocacia da esposa com o Master de Vorcaro. Que depois celebrou outro contrato, de mais R$ 50 milhões, com o mesmo escritório. E Moraes passou a ser consultado regularmente como advogado criminal pelo banqueiro, em crime de advocacia administrativa.
Moraes e o PT, Flávio e Vorcaro
“Herói da democracia” para boa parte dos petistas, por seu papel na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por tentativa de golpe de Estado, em setembro de 2025, Moraes contaminou Lula nas pesquisas eleitorais de setembro de 2026. Como se deu com Flávio Bolsonaro (PL) em maio, por um áudio seu pedindo dinheiro a Vorcaro.
Vorcaro com Flávio e Moraes
Flávio pediu US$ 24 milhões a Vorcaro para o filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair. E depois se encontrou com o banqueiro em sua casa, quando ele já cumpria prisão domiciliar. Por sua vez, segundo a PF, Moraes e Vorcaro se encontraram pessoalmente, no mínimo, oito vezes. E tiveram 188 interações por celular.
Jantar de Moraes com Lula e Alcolumbre
A relação de Lula e Moraes, nítida a grande parte do eleitorado, se reforçou no último dia 4 de agosto. Quando, ao lado do colega Cristiano Zanin, Moraes recebeu, em seu apartamento, Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União/AP). O objetivo? Um juiz atuar politicamente para selar a paz entre chefes de outros dois Poderes.
Eleição a presidente indefinida
Antes da sessão de ontem no STF, duas pesquisas eleitorais registraram não só a indefinição do provável 2º turno presidencial entre Lula e Flávio em 25 de outubro, como o descrédito popular da mais alta Corte do país. A pesquisa Ideia divulgada no dia 9, trouxe empate nas intenções de voto entre Lula 46% a 46% Flávio no 2º turno.
Pouca ou nenhuma confiança no STF: 49,7%
A pesquisa Ideia também perguntou ao eleitor: “Qual a sua confiança no STF?” Metade dos brasileiros, ou 49,7% deles, respondeu “pouca” (28,4%) ou “nenhuma” (21,3%). Os que disseram confiar, mesmo que só parcialmente, foram 38,5%, entre os 31,2% que disseram ter “alguma” confiança e a minoria de apenas 7,3% que disse ter “muita”.
Mais indefinição na eleição a presidente
Na última segunda-feira (14), véspera da sessão de ontem no STF para definir se Moraes seria ou não investigado, foi divulgada a nova pesquisa Quaest. Com a projeção de 2º turno em empate técnico, na margem de erro, no 2º turno, mas com Flávio numericamente à frente: 42% a 40% de Lula.
Não confiam no STF 56% dos brasileiros
A Quaest também perguntou se o eleitor confia no STF. E a maioria de 56% dos brasileiros afirmou não confiar. Outros 30% disseram confiar pouco, com uma minoria de apenas 9% que disseram confiar muito na sua mais alta Corte. Na série Quaest, foi o maior percentual de desconfiança popular no STF desde dezembro de 2022.
Kassio sai à francesa
O ministro do STF Kassio Nunes Marques tinha seu voto cogitado favoravelmente à investigação de Moraes. Mas se julgou impedido de analisar a questão antes de pedir para deixar a sessão, após vazamentos do celular de Vorcaro darem conta de repasses de R$ 500 mil mensais ao advogado Kevin Marques, filho do ministro Kassio.
Toffoli assume suspeição
Após ter sido obrigado pela opinião pública a deixar em fevereiro deste ano a relatoria do caso Master, que passaria por sorteio a Mendonça, o ministro Dias Toffoli se julgou suspeito de atuar agora no caso. Entre 2021 e 2024, através de um fundo, o Master adquiriu por R$ 35 milhões uma parte do resort Tayayá, no Paraná, da família de Toffoli.
Empate no voto
Com os ministros Kassio e Toffoli de fora, e com a aposentadoria precoce e ainda pouco explicada do ex-ministro Luís Roberto Barroso, os oito ministros votantes empataram em 4 votos a 4 sobre a questão de ordem posta por Gilmar: julgar junto se Moraes e Mendonça, que estava na pauta para o próximo dia 23, serão investigados.
Dino pede vista coordenado com Gilmar
Como Dino pediu vista sobre o caso, que tem prazo de 90 dias e visa jogar a decisão para depois da eleição, seu voto pelo julgamento conjunto dos pedidos de investigação foi anulado. Foi um movimento coordenado com a questão de ordem de Gilmar, que integra a ala do STF pró-Moraes, mais Zanin. Que é também a ala do STF pró-Lula.
A urna desculpará?
Suspeito de corrupção, Moraes acusa Mendonça de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. Dino pediu vista antes da ministra Cármen Lúcia ser a voz mais sensata do STF e pedir desculpas ao povo brasileiro. Que deve se manifestar na urna sobre quem pensa poder adiar as satisfações que lhe são devidas.
Na série Nexus, Lula (PT) teve discreta recuperação, em oscilações positivas dentro da margem de erro. Ele ampliou em 1 ponto a vantagem da sua liderança na corrida ao 1º turno de 4 de outubro, daqui a 20 dias. E reagiu ao 2º turno de 25 de outubro, mas segue em empate técnico, só 1 ponto à frente de Flávio Bolsonaro (PL): 47% a 46%.
Há seis dias, empate técnico de Lula e Flávio no 1º turno — Foi o que revelou a pesquisa Nexus divulgada hoje (14), na comparação com a pesquisa do mesmo instituto (confira aqui) do último dia 8. Que tinha dado na consulta estimulada ao 1º turno Lula com 39% e Flávio com 35% em intenção de voto, um empate técnico no limite da margem de erro de 2 pontos para mais ou menos da pesquisa.
Hoje, Lula tem 5 pontos sobre Flávio no 1º turno — Seis dias depois, Lula cresceu 3 pontos, aos atuais 42% de intenção na mesma consulta estimulada ao 1º turno. Por sua vez, Flávio oscilou 2 pontos para cima, aos 37% atuais. E hoje está 5 pontos atrás do petista, 1 ponto acima do limite da margem de erro.
(Infográfico: Joseli Matias)
Os demais ao 1º turno — Entre as Nexus de 8 e 14 de setembro ao 1º turno, Augusto Cury (Avante) caiu 3 pontos, de 9% aos atuais 6%; Ronaldo Caiado (PSD) oscilou 1 ponto para cima, de 4% aos atuais 5%; Renan Santos (Missão) oscilou 2 pontos para baixo, de 4% aos atuais 2%; e Romeu Zema tinha e manteve 1%, enquanto Samara (UP) também teve 1%.
Certeza matemática de 2º turno — Somados, todos os candidatos de oposição têm hoje 52 pontos de intenção de voto na consulta estimulada ao 1º turno. São 10 pontos a mais que os 42% de Lula, o que garante matematicamente, bem além da margem de erro, a realização do 2º turno.
Vantagem de 1 ponto vai de Flávio a Lula no 2º turno — Na projeção do 2º turno, Flávio estava numericamente à frente de Lula por 1 ponto, mas em empate técnico, na Nexus de 8 de setembro: 46% a 45%. Na Nexus de hoje, seis dias depois, Flávio manteve seus 46% no 2º turno contra Lula, mas este oscilou 2 pontos para cima a 47%, tomando no período a vantagem numérica de 1 ponto.
Lula em empate técnico também com Cury no 2º turno — Lula também apareceu na Nexus de hoje em liderança numérica, mas empate técnico, em um 2º turno contra Cury: 45% a 42%, 3 pontos de vantagem do petista. Que, para além da margem de erro, liderou as demais simulações de 2º turno contra Caiado (47% a 41%, 6 pontos), Zema (49% a 38%, 11 pontos) e Renan (48% a 37%, 11 pontos).
(Infográfico: Joseli Matias)
Rejeição: Flávio 50% a 48% Lula — Índice fundamental à definição do 2º turno, a rejeição na série Nexus segue liderada numericamente por Flávio, com 50%; em empate técnico com Lula, com 48% de brasileiros que não votariam nele de jeito nenhum. O índice negativo seguiu com Renan, com 43%; Zema, com 42%; Caiado, com 39%; e Cury, com 33% de rejeição.
(Infográfico: Joseli Matias)
Lula 3: 49% desaprovam, 47% aprovam — Tida como obstáculo à reeleição, a aprovação ao governo Lula também teve tendência de melhora. Na Nexus de 8 de setembro, eram 50% os que desaprovavam o trabalho de Lula como presidente, 5 pontos mais que os 45% que aprovavam. Na Nexus de hoje, a diferença caiu ao empate técnico de 2 pontos: 49% desaprovam e 47% aprovam.
(Infográfico: Joseli Matias)
Dados da pesquisa — A nova pesquisa presidencial Nexus entrevistou por telefone 2.003 eleitores, entre os dias 11 e 13 de setembro. Com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, teve o registro BR-04076/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Benedita da Silva (PT) e Carlos Jordy (PL) lideram, com 15% de intenção de voto cada, a corrida por uma das duas cadeiras que o RJ elegerá ao Senado. Na margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, os dois ficaram em empate técnico com Marcelo Crivella (REP), com 13%; e Pedro Paulo (PSD), com 12%.
Abaixo dos 4 primeiros — Foi o que revelou a pesquisa Real Time Big Data revelada hoje (14), na consolidação dos 1º e 2º votos do eleitor fluminense a senador. Depois dos quatro primeiros, vieram empatados tecnicamente na 5ª posição Carlos Portinho (PL), com 10% de intenção; e Monica Benicio (Psol), com 9%.
(Infográfico: Joseli Matias)
Bené, Jordy, Crivella e Pedro Paulo entre 1º e 2º voto — Ao 1º voto a senador, Benedita liderou numericamente, com 19% de intenção, mas empatada tecnicamente no limite da margem de erro com Jordy e Crivella, com 14% cada. No 2º voto a senador, Jordy liderou com 16%, mas em empate técnico com Pedro Paulo, com 14%.
(Infográfico: Joseli Matias)
Dados da pesquisa — A nova pesquisa Big Data ao Senado no RJ entrevistou 2.000 eleitores fluminenses, entre 9 e 12 de setembro. Com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, teve o registro RJ-03902/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Eduardo Paes (PSD) segue liderando corrida a governador do RJ, mas patinou nos mesmos 35% de intenção de voto na consulta estimulada ao 1º turno das pesquisas Real Time Big Data de 2 (confira aqui) e 14 de setembro. Em 2º lugar, Douglas Ruas (PL) teve crescimento real de 4 pontos no mesmo período: de 21% aos atuais 25%, 10 pontos atrás de Paes.
Ameaçado de inlegibilidade, Garotinho patina — Na 3ª posição na corrida e ameaçado pela inelegibilidade (confira aqui) e o indeferimento da sua candidatura (confira aqui), Anthony Garotinho (REP) patinou nos mesmos 7% de intenção na consulta estimulada ao 1º turno a governador. Na qual hoje, a 20 dias da urna de 4 de outubro, o político de Campos está 18 pontos atrás de Ruas e 28 pontos atrás de Paes.
Garotinho em empate técnico com pelotão de baixo — Na margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, Garotinho ficou tecnicamente empatado com William Siri (Psol, 5%), Coronel Busnello (Missão, 4%) e André Marinho (Novo, 3%). Hoje, a soma das intenções de todos os demais candidatos no 1º turno dá 46 pontos, 11 pontos a mais que os 35% de Paes, o que indica claramente a realização do 2º turno.
Paes lidera ao 2º turno, mas Ruas diminui diferença — Na simulação de 2º turno marcado para 25 de outubro, daqui a 41 dias, Paes bateria Ruas na Big Data de 14 de setembro por 9 pontos: 42% a 33%. Na Big Data de 2 de setembro, essa diferença era de 11 pontos: Paes 41% a 30% Ruas. Nos últimos 12 dias, Paes oscilou 1 ponto para cima, enquanto Ruas teve crescimento real de 3 pontos.
(Infográfico: Joseli Matias)
Garotinho a 21 pontos de Paes no 2º turno — Paes e Garotinho A Big Data de 14 de setembro também simulou o 2º turno entre Paes e Garotinho: 45% a 24% do político de Campos, 21 pontos atrás. A intenção de voto dos dois candidatos em um eventual 2º turno é praticamente a mesma da Big Data de 12 dias atrás, quando Paes bateria Garotinho no 2º turno por 45% a 25%, 20 pontos de diferença.
(Infográfico: Joseli Matias)
Garotinho lidera rejeição: 62% — Fundamental à definição do 2º turno, a rejeição segue liderada por Garotinho, com 62% de fluminenses que não votariam nele. Paes ficou na 2ª colocação, com 43% no índice negativo. Em 3º lugar, em empate técnico, ficaram Cyro Garcia (PSTU), com 28%; Siri, com 27%; e Ruas, com 26% e 17 pontos de rejeição a menos que Paes.
(Infográfico: Joseli Matias)
Paes lidera, mas Ruas diminui diferença na espontânea — A pesquisa espontânea, em que o eleitor fala da própria cabeça em que vai votar e revela a intenção de voto consolidada, Paes continua liderando, com 23% contra 16% de Ruas, 7 pontos atrás. Essa diferença diminuiu 3 pontos em relação à espontânea da Big Data de 2 de setembro, quando Paes teve 20% na espontânea, contra 10% de Ruas.
(Infográfico: Joseli Matias)
Dados da pesquisa — A nova pesquisa Big Data a governador entrevistou 2.000 eleitores fluminenses, entre 9 e 12 de setembro. Com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, teve o registro RJ-03902/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).