Benedita, Crivella, Pedro Paulo e Jordy lideram ao Senado

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Benedita da Silva (PT) e Marcelo Crivella (REP) lideram numericamente, com 14% de intenção de voto cada, a corrida pelas duas cadeiras que o RJ elegerá em 4 de outubro. Na margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, eles ficaram em empate técnico com Pedro Paulo (PSD), que teve 13%; e Carlos Jordy (PL), com 11%.

Abaixo de Benedita, Crivella, Pedro Paulo e Jordy — Foi o que revelou o agregado entre 1º e 2º votos a senador da consulta estimulada (com a apresentação dos nomes dos candidatos) da pesquisa Real Time Big Data divulgada hoje (2). Dividem a 5ª colocação na corrida Carlos Portinho (PL), Monica Benicio (Psol), com 9% cada; ambos em empate técnico com Waguinho (REP), com 8%.

Benedita e Crivella lideram no 1º voto ao Senado — No 1º voto ao Senado pelo RJ, Benedita e Crivella lideraram a pesquisa Big Data em empate exato: 18% de intenção cada. Na 3ª colocação, vieram depois, em empate técnico, Pedro Paulo e Jordy, com 11% cada; Portinho e Monica, com 9% cada; e Waguinho, com 7%.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Pedro Paulo, Jordy, Bené e Crivella lideram 2º voto — No 2º voto ao Senado pelo RJ, Pedro Paulo liderou numericamente a pesquisa Big Data, com 14% de intenção. Ele ficou em empate técnico, na margem de erro, com Jordy, que teve 11%; e com Benedita e Crivella, que tiveram 10% cada. Portinho, Monica e Waguinho empataram na 5ª colocação, com 9% cada.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Dados da pesquisa — A nova pesquisa Real Time Big Data a governador do RJ ouviu 2.000 eleitores fluminenses entre 28 de agosto e 1º de setembro. E teve o registro RJ-08350/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE

Análise do especialista — “Na disputa ao Senado, a Real Time Big Data aferiu a intenção do 1º e do 2º voto dos fluminenses. Na síntese dos cenários, Benedita e Crivella empatam técnica e numericamente com 14%”, explicou William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.

“Benedita e Crivella vieram seguidos na pesquisa por Pedro Paulo, com 13%, Carlos Jordy, com 11%, Carlos Portinho e Monica Benicio, ambos com 9%; Waguinho, com 8%, Marcos Dias (Podemos), com 3%; e Comandante Ribeiro Afonso (DEM) e Ó Clemente (DEM), ambos com 1%”, completou o estatístico.

 

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Moraes e Gonet no Master e eleições no Folha no Ar desta 5ª

 

(Arte: Heverton Luna)

 

Advogado criminalista, Felipe Drumond é o convidado do Folha no Ar a partir das 7h25 da manhã desta quinta (3), ao vivo, na Folha FM 98,3.

Ele analisará o teor das investigações do escândalo do liquidado Banco Master pela Polícia Federal (PF), cujo sigilo foi levantado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre Mendonça, com suspeitas de envolvimento do também ministro do STF Alexandre de Moraes (confira aqui, aqui, aqui e aqui) e do procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet (confira aqui e aqui).

Com base nas pesquisas mais recentes, Felipe também tentará projetar as eleições a governador (confira aqui, aqui, aqui e aqui) e senadores (confira aqui, aqui e aqui) do RJ. E analisará os candidatos de Campos e região a deputado federal e estadual.

Por fim, ele tentará projetar a eleição a presidente da República polarizada entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), mas que teve nas últimas pesquisas (confira aqui e aqui) o 1º candidato da chamada 3ª via, o escritor, psiquiatra e professor Augusto Cury (Avante), a também pontuar acima dos dois dígitos de intenção de voto.

Quem quiser participar do Folha no Ar desta quinta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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Paes lidera a governador e Ruas cresce com 2º turno à vista

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Eduardo Paes (PSD) continua liderando a corrida a governador do RJ, com 35% de intenção de voto ao 1º turno. Mas está em tendência de baixa: caiu 2 pontos dos 37% que tinha em julho. Douglas Ruas (PL) tem 14 pontos a menos, com 21% ao 1º turno. Mas está em tendência de alta: cresceu 5 pontos sobre os 16% que tinha em julho.

Garotinho desidrata — É o que revelou a consulta estimulada (com a apresentação dos nomes dos candidatos) do 1º turno da pesquisa Real Time Big Data a governador divulgada hoje (2). Na qual Anthony Garotinho (REP), sob ameaça de inelegibilidade (confira aqui, aqui e aqui) perdeu os 5 pontos que Ruas ganhou: o político de Campos tinha 12% de intenção em julho e hoje tem 7%.

Em empate técnico com Garotinho — Em empate técnico com Garotinho na 3º colocação a governador, na margem de erro de 2 pontos para mais ou menos da nova Big Data, ficaram William Siri (Psol), com 5%; Coronel Busnello (Missão), com 4%; e André Marinho (Novo), com 3%.

Big Data aponta 2º turno a governador — A possibilidade de Paes definir a eleição no 1º turno não existe mais na Big Data de setembro. As intenções de voto de todos os demais candidatos somadas dão 42%. São 7 pontos a mais, fora da margem de erro, que os 35% de Paes. Na Big Data de julho, Paes tinha empate de intenção nos mesmos 37% da soma dos demais candidatos.

Ruas tira 5 pontos de diferença para Paes no 2º turno — Apesar do crescimento de Ruas ao 1º turno, enquanto oscilou para baixo na margem de erro, Paes bateria o adversário em um eventual 2º turno por 41% a 30%, 11 pontos de diferença. No entanto, na Big Data de julho, a simulação de 2º turno deu Paes 43% a 27% Ruas. Esta diferença de 16 pontos caiu 5 pontos no início de setembro.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Paes e Garotinho no 2º turno — Hoje, Paes também bateria Garotinho no 2º turno por 45% a 25%, 20 pontos de diferença. Que só oscilou 1 ponto desde a Big Data de julho, quando Paes bateria Garotinho no 2º turno por 44% a 25%, 19 pontos de diferença.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Garotinho lidera rejeição, que Ruas tem menos que Paes — Considerada fundamental à definição do 2º turno, a rejeição segue liderada por Garotinho, com proibitivos 61% no índice negativo. No qual foi seguido, a 19 pontos de distância, por Paes, que teve 42% de rejeição. Com apenas 29%, 13 pontos a menos, Ruas pode ter nisso uma vantagem no 2º turno contra Paes.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Ainda desconhecido por 30%, Ruas tem espaço para crescer — Ruas tem outra vantagem a ser explorada nos 32 dias de campanha até a urna do 1º turno em 4 de outubro: 30% dos eleitores fluminenses dizem ainda não conhecê-lo o suficiente para opinar. Só 4% dizem o mesmo sobre Paes, com 26 pontos a menos de espaço para crescer. Sobre Garotinho, 8% ainda dizem não conhecer para opinar.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Dados da pesquisa — A nova pesquisa Real Time Big Data a governador do RJ ouviu 2.000 eleitores fluminenses entre 28 de agosto e 1º de setembro. E teve o registro RJ-08350/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE

Análise do especialista — “Paes lidera com diferença de 14 pontos sobre Ruas. Garotinho, William Siri, Coronel Busnello, André Marinho, Cyro Garcia e Juliete somam 21 pontos. Nos dois cenários de 2º turno, Paes perfaz 11 pontos de vantagem sobre Ruas e 19 pontos sobre Garotinho”, resumiu William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.

“A pesquisa Real Time Big Data mediu a rejeição múltipla dos candidatos a governador, quando os eleitores entrevistados podem informar mais de um nome. Garotinho, Paes e Ruas lideram com, respectivamente, 61%, 42% e 29% de rejeição”, completou o estatístico.

 

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Juristas de Campos veem excesso na decisão de Toffoli contra Renan

 

Candidato a presidente Renan Santos (Missão) e ministro do STF e TSE Dias Toffoli (Montagem: Joseli Matias)

 

Na segunda-feira (31), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, como relator do registro de candidatura de Renan Santos (Missão) a presidente da República no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tomou mais uma decisão polêmica. Por conta de atraso na informação de perfis e sites e contas usados pelo candidato, determinou o bloqueio da sua campanha digital, uso de Fundo Partidário e participação em debates.

Parlamentares do Missão, outros candidatos de oposição e analistas na imprensa denunciaram excesso do ministro. E Renan ligou a decisão ao fato de ter participado de manifestações públicas cobrando a renúncia de Toffoli do STF por seu suposto envolvimento com o escândalo do Banco Master. Que, através de um fundo, adquiriu por R$ 35 milhões uma parte do resort Tayayá, no Paraná, da família do ministro.

Enquanto as restrições eleitorais impostas por Toffoli não forem julgadas no plenário do TSE, o ganho político parece ser do candidato do Missão. Na semana em que Augusto Cury (Avante) foi o 1º presidenciável, além de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), a ter dois dígitos de intenção de votos nas pesquisas, Renan virou a pauta. Que tenta capitalizar como nova vítima dos excessos do STF e do TSE, sobretudo, com a oposição.

Mas, à parte simpatia política por Renan e suas polêmicas propostas, ele foi vítima de excesso na decisão monocrática de Toffoli? Sim, foi! É que se pode concluir das análises que a Folha buscou de sete juristas da comarca: o juiz aposentado Elias Pedro Sader Neto, a presidente da OAB-Campos, Mariana Lontra Costa; e os advogados com experiência na área eleitoral José Paes Neto, Pryscila Marins, Andral Tavares Filho, João Paulo Granja e Filipe Estefan:

Juiz aposentado Elias Pedro Sader Neto

“Não precisa de grandes luzes para se perceber a desproporção entre o malfeito e a consequência jurídica adotada de modo draconiano na decisão do ministro. A sanção comum para a propaganda antecipada sempre foi a multa. Forçou bastante, notadamente em relação ao aspecto formal da informação extemporânea dos perfis em redes sociais pelo pré-candidato. Quando uma decisão é marcada por adjetivos e ancorada em argumentos não coincidentes com o caso, dispensa comentários. Quero ver manter a mesma régua contra os demais candidatos”, questionou Elias Sader Neto.

Marian Lontra Costa, advogada e presidente da OAB Campos

“Os prazos estabelecidos pela legislação eleitoral devem ser observados, pois integram um sistema voltado à lisura do processo eleitoral. A apresentação intempestiva das informações não deve ser desconsiderada e pode ensejar responsabilização. Sua apuração deve ocorrer pelos meios processuais cabíveis, com a aplicação das consequências previstas em lei. Sob esse aspecto, é questionável a via adotada para impor restrições tão amplas aos direitos do candidato. Em análise preliminar, a medida aparenta desproporcionalidade, sobretudo porque havia outras providências possíveis e menos gravosas”, sugeriu Mariana Lontra Costa.

José Paes Neto, advogado

“Houve descumprimento e a remoção do conteúdo veiculado antes da regularização teria base normativa. O problema é o que foi decidido além disso: a lei prevê uma única consequência para informação em atraso: a impossibilidade de uso do perfil por 48 horas. Bloqueio de Fundo Eleitoral, proibição de debates e suspensão de perfis já regularizados não têm previsão legal. A própria decisão diz que os benefícios são irreversíveis. Se são, a medida não previne nada, apenas compensa. Isso é pena, não cautela. Eventual uso indevido dos meios de comunicação se apura em AIJE, com contraditório, não no processo de registro”, explicou José Paes Neto.

Pryscila Marins, advogada

“No bolo de um processo de registro de candidatura, impedir o acesso ao Fundo Eleitoral e a participação em debates é restringir o próprio exercício da campanha. Esta é a maior contradição: a legislação eleitoral assegura ao candidato com registro sub judice o direito de realizar todos os atos relativos à campanha enquanto aguarda a decisão definitiva. Se a lei preserva esse direito em situação de incerteza sobre o registro, como justificar restrições tão severas por irregularidade relacionada à informação tardia de redes sociais? Cria-se um precedente temerário ao processo eleitoral e à própria democracia”, advertiu Pryscila Marins.

Andral Tavares Filho, advogado

“O instituto jurídico da suspeição, expresso no código de processo civil, tem sido banalizado no Supremo Tribunal Federal. Depois de tudo o quanto denunciou o político e hoje candidato a presidente da República Renan dos Santos, especialmente em desfavor do juiz Dias Toffoli, este jamais poderia atuar em um processo judicial envolvendo o candidato. É duro ser professor de Direito no Brasil e ter que explicar por que certas leis não valem no STF. Por outro lado, a decisão, pelo seu alcance excessivo, é indefensável”, concluiu Andral Tavares Filho.

João Paulo Granja, advogado

“A suspensão da candidatura de Renan Santos revela evidente desproporção entre a falta e a punição. Para omissão de endereços eletrônicos preexistentes no requerimento de registro, o art. 28, § 1º-B, da Res.-TSE nº 23.610/2019 prevê uma única consequência: tais canais ‘somente poderão vir a ser utilizados em campanha 48 horas após seu registro na Justiça Eleitoral’. Não há ali bloqueio do Fundo Eleitoral, vedação a debates, derrubada de perfis ou ameaça de indeferimento do registro. A norma busca manter o candidato na disputa, não excluí-lo. A decisão criou sanção que nem a lei e a resolução criaram”, frisou João Paulo Granja.

Filipe Estefan, advogado

“A legislação destaca a obrigatoriedade de candidatos (as) informarem à Justiça Eleitoral os endereços eletrônicos que usados na propaganda eleitoral. Via de regra, a principal penalidade daquele que não informar ou omitir suas redes sociais é aplicação de multa e a suspensão da propaganda nos perfis não declarados. A decisão cautelar de interromper repasse de recursos públicos de campanha e vedar participação em debates, imposta pelo ministro Dias Toffoli, foi desproporcional. O Art. 16-A da Lei Eleitoral (Lei 9.504/97) prevê que o candidato cujo registro esteja sub judice pode efetuar todos os atos de campanha eleitoral”, destacou Filipe Estefan.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Hoje, 2º turno a presidente é certeza de resultado incerto

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Hoje, 2º turno a presidente é certeza

A eleição a presidente da República terá 2º turno, marcado para 25 de outubro. É o que hoje, a 32 dias da uma do 1º turno, se revela como certeza matemática. Com base nas pesquisas presidenciais Nexus (confira aqui), divulgada na segunda-feira (31); e a Real Time Big Data (confira aqui), divulgada na terça-feira (1º).

 

Muito além da margem de erro

Na consulta estimulada, a soma dos nomes de oposição ao 1º turno na Nexus é 54%, 15 pontos a mais do que os 39% de Lula (PT). Na Big Data, a soma da oposição ao 1º turno é de 56%, 18 pontos a mais que os 36% de Lula. Sempre que um candidato não tem, ao menos, um voto a mais que a soma dos demais no 1º turno, há 2º turno.

 

Resultado do 2º turno é incerto

Nas duas pesquisas, o resultado de 2º turno é incerto. Entre Lula e Flávio, a diferença hoje seria de apenas 1 ponto na Nexus: 46% a 45%. Na Big Data, o 2º turno entre os dois seria um empate exato: 44% a 44%. O avanço de Augusto Cury (Avante) foi tão rápido ao 1º turno que os dois institutos não simularam 2º turno com seu nome.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Lula mal no 2º turno com Caiado

As duas pesquisas têm margem de erro de 2 pontos para mais ou menos. Dentro dela, Lula também ficaria no empate técnico no 2º turno, por apenas 1 ponto, contra Caiado: 45% a 44%. Na Big Data, Lula também ficou em empate técnico, mas numericamente 2 pontos atrás de Caiado: 43% do atual presidente a 45% do ex-governador de Goiás.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Flávio e Lula lideram rejeição

Fundamental à definição ao 2º turno, a rejeição tem Flávio e Lula como líderes. Na Nexus, 50% de brasileiros que não votariam em Flávio de jeito nenhum, apenas 1 ponto a mais que os 49% que não votariam em Lula. Na Big Data, a imensa rejeição aos dois é numericamente igual: 50% não votam em Lula, 50% não votam em Flávio.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Lula: 51% desaprovam na Nexus e Big Data

Lula teve mais notícias ruins. A aprovação ao seu trabalho como presidente caiu e a desaprovação cresceu. Na Nexus, os que desaprovam cresceram 2 pontos, de 49% a 51%. Já os que aprovam caíram os mesmos 2 pontos: de 48% a 46%. Na Big Data, os que desaprovam também são 51%, contra 45% que aprovam, 6 pontos a menos.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Dados das pesquisas

A Nexus entrevistou por telefone 2.005 eleitores de todo o Brasil, entre 28 e 30 de agosto, com registro BR-08900/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Big Data entrevisto também por telefone 2.000 eleitores de todo o Brasil, entre 27 e 31 de agosto, com registro BR-03490/2026 no TSE.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Espancamento na UFRJ e eleições no Folha no Ar desta quarta

 

(Arte: Hevertton Luna)

 

Professor do IFF, Henrique da Hora é o convidado do Folha no Ar desta quarta (2), ao vivo, a partir das 7h25 da manhã, na Folha FM 98,3.

Ele analisará o caso do espancamento de um aluno do curso de História da UFRJ por colegas de esquerda (confira aqui e aqui)  na última terça (25), por conta de uma alegada (confira aqui) apologia ao nazismo, e o clima de intolerância política entre os corpos discente e docente das instituições de ensino superior no Brasil, sobretudo as públicas.

Com base nas pesquisas mais recentes, Henrique também tentará projetar as eleições a governador (confira aqui, aqui e aqui) e senadores (confira aqui e aqui) do RJ. E analisará os candidatos de Campos e região a deputado federal e estadual.

Por fim, o professor tentará projetar a eleição a presidente da República polarizada entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), mas que nas últimas pesquisas (confira aqui e aqui) trouxe o 1º candidato da chamada 3ª via, o escritor, psiquiatra e professor Augusto Cury (Avante), a também pontuar acima dos dois dígitos de intenção de voto.

Quem quiser participar do Folha no Ar desta quarta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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Cury cresce a 11% em outra pesquisa, com Lula 44% a 44% Flávio no 2º turno

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

A 33 dias da urna de 4 de outubro, Augusto Cury (Avante) é a novidade da corrida presidencial liderada por Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Após a Nexus de ontem (confira aqui), hoje a Real Time Big Data confirmou: Cury é o 1º candidato da chamada 3ª via a pontuar acima dos dois dígitos ao 1º turno, com os mesmos 11% de intenção de voto.

Cury cresce a 11% em duas pesquisas — Com periodicidade mais espaçada que a Nexus, que faz sondagens semanais desde agosto, a Big Data presidencial anterior é de 21 de julho. Quando, com alguns nomes diferentes na consulta estimulada ao 1º turno, Cury teve 1%. E cresceu 10 pontos de lá para cá. Na Nexus, em uma semana, ele cresceu 9 pontos: de 2% para os mesmos 11%.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Lula lidera ao 1º turno — Na Big Data, Lula lidera a intenção de voto estimulada ao 1º turno neste início de setembro, com 38%. São 8 pontos a mais que Flávio, que tem 30%. Com 11%, Cury ainda está 19 pontos atrás do 2º colocado. E foi seguido por Renan Santos (Missão), com 7%; Ronaldo Caiado (PSD), com 4%; e Romeu Zema (Novo), com 2%.

Hoje, o 2º turno seria certo — Com outros 2% aos demais candidatos que pontuaram na consulta estimulada ao 1º turno, são 56 pontos na soma de todos os nomes da oposição, ou 18 pontos acima dos 38% de Lula. O que garante, para muito além da margem de erro de 2 pontos para mais ou menos da nova Big Data, a realização do 2º turno marcado para 25 de outubro.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Lula no 2º turno em empate exato com Flávio e atrás de Caiado — A Big Data revelou indefinição ao 2º turno. Nele, hoje, Lula ficaria no empate exato com Flávio (44% a 44%), atrás numericamente de Caiado (43% do petista a 45%) e no empate técnico com Zema (43% a 40%). Para além da margem de erro, Lula só bateria hoje no 2º turno a Renan, por 44% a 37%, 7 pontos de vantagem.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Vantagem de Lula sobre Flávio no 2º turno desaparece — A tendência da série Big Data também não foi positiva ao petista contra o seu ainda mais provável adversário no 2º turno. No qual Lula teve vantagem numérica, ainda que no empate técnico, contra Flávio na pesquisa de 21 de julho: 45% a 42%. Na de 1º de setembro, sumiram esses 3 pontos de diferença entre os dois candidatos no 2º turno.

Lula e Flávio têm 50% de rejeição cada — Índice fundamental à definição do 2º turno, a rejeição revela outro empate numérico exato entre Lula e Flávio: ambos têm 50% no índice negativo. Que, com escolha múltipla do eleitor, seguiu com Caiado e Renan (com 39% cada), e Zema (36%). Na 3º posição na intenção de voto e não testado ao 2º turno, Cury tem só 28% de rejeição.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Em duas pesquisas, 51% desaprovam o Lula 3 — Lula teve má notícia na avaliação popular do seu trabalho como presidente. Pela nova Big Data, ele é desaprovado por 51% dos brasileiros, 6 pontos a mais, diferença fora da margem de erro, do que os 45% que hoje aprovam. O resultado foi quase igual ao da Nexus de ontem: os mesmos 51% desaprovam e, 5 pontos abaixo, 46% aprovam.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Dados da pesquisa — A nova pesquisa presidencial Real Time Big Data entrevistou por telefone 2.000 eleitores de todo o Brasil, entre os dias 27 e 31 de agosto. Com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, teve o registro BR-03490/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

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Espancamento na UFRJ e eleições no Folha no Ar desta terça

 

(Arte: Joseli Matias)

 

Cientista político e professor da Uenf, Hamilton Garcia é o convidado do Folha no Ar a partir das 7h25 da manhã desta terça (1º), ao vivo, na Folha FM 98,3.

Ele analisará o caso do espancamento de um aluno do curso de História da UFRJ por colegas de esquerda (confira aqui e aqui)  na última terça (25), por conta de uma alegada (confira aqui) apologia ao nazismo, e o clima de intolerância política entre os corpos discente e docente das universidades brasileiras, sobretudo as públicas.

Com base nas pesquisas mais recentes, Hamilton também tentará projetar as eleições a governador (confira aqui, aqui e aqui) e senadores (confira aqui e aqui) do RJ. E analisará os candidatos de Campos e região a deputado federal e estadual.

Por fim, o cientista político tentará projetar a eleição a presidente da República polarizada entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), mas que na última pesquisa (confira aqui) trouxe o 1º candidato da chamada 3ª via, o escritor, psiquiatra e professor Augusto Cury (Avante), a também pontuar acima dos dois dígitos de intenção de voto.

Quem quiser participar do Folha no Ar desta terça poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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Cury cresce a 11% no 1º turno, com Lula 46% a 45% Flávio no 2º turno

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Com Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) repetindo o empate técnico e quase numérico (46% do petista a 45%) ao 2º turno, a nova pesquisa Nexus divulgada hoje (31) traz mudanças ao 1º turno. No qual, além da queda dos dois líderes na corrida, outro candidato teve pela 1ª vez dois dígitos de intenção: Augusto Cury (Avante), com 11%.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Após debate e sabatinas, Cury cresce 9 pontos — Desde o início de agosto, a Nexus realiza pesquisas semanais. E fecha o mês com o crescimento de 9 pontos de Cury em uma semana. Que teve o debate na Band no dia 23, só com a presença de Cury, Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), e as sabatinas dos principais candidatos a presidente, do dia 24 ao 29, no Jornal Nacional.

Cury tira votos de Flávio, Lula e Zema — Na consulta estimulada ao 1º turno na Nexus, no espaço de apenas uma semana, Cury parece não só ter tirado voto de Lula (perdeu 2 pontos, de 41% a 39%) de Flávio (caiu 4 pontos, de 37% a 33%); e Romeu Zema (Novo, que perdeu 2 pontos, de 3% a 1%). Os que diziam votar branco e nulo caíram 2 pontos no mesmo período: 5% aos atuais 3%.

Saída e entrada — Somadas as quedas de 4 pontos de Flávio, 2 de Lula, 2 de Zema e 2 dos que diziam votar branco e nulo, mesmo diante dos nomes dos candidatos na consulta estimulada da nova pesquisa Nexus, são 10 pontos. Dentro dos quais Cury ganhou 9 pontos: tinha 2% e passou a 11% em uma semana.

Quem foi ao debate não perdeu voto — Os outros dois candidatos que não caíram nas intenções de voto ao 1º turno foram os também presentes ao debate da Band. Caiado tinha e manteve 5%, Renan tinha e manteve 3%. Lula, Flávio e Zema não foram e sangraram. Após ir ao estúdio da Band em São Paulo e ameaçar não participar, Cury parece ter acertado ao integrar o debate.

Lula e Flávio mais de 20 pontos à frente de Cury — Apesar do rápido crescimento no curto espaço de tempo, Cury ainda não parece ameaçar, a 34 dias da urna do 1º turno de 4 de outubro, o provável 2º turno entre Lula e Flávio, marcado para 25 de outubro. O filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem 22 pontos ainda à frente de Cury, a quem o petista supera por 28 pontos.

Lula em empate técnico com Flávio e Caiado no 2º turno — Além da manutenção do 46% a 45% com Flávio no 2º turno da série Nexus, Lula também teve empate técnico por apenas 1 ponto de vantagem na simulação do turno extra com Caiado: 45% a 44%. Para além da margem de erro de 2 pontos para mais ou menos da pesquisa, o petista só superou Renan (47% a 38%) e Zema (46% a 41%).

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Cury não foi testado ao 2º turno — Embora confirme o rápido avanço que Cury passou a ter nas buscas na internet e redes sociais, desde a sua participação no debate da Band, seu crescimento na intenção de voto ao 1º turno foi tão surpreendente que ele nem chegou a ser testado nas simulações de 2º turno na nova pesquisa Nexus.

Refeição: Flávio 50% a 49% Lula — Fundamental à definição do 2º turno, a rejeição revela outro empate técnico e quase numérico entre Flávio, com 50% dos brasileiros que não votariam nele de jeito nenhum; e Lula, com 49%, só 1 ponto abaixo. Zema, com 41%; Renan, com 40%; e Caiado, com 37%, seguiram o índice negativo. Cury também não teve rejeição medida.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Cury cresce 8 pontos na espontânea — A pesquisa espontânea ao 1º turno, onde o eleitor responde da própria cabeça em quem vai votar e revela intenção de voto cristalizada, também registrou perda de 1 ponto de Lula (de 38% aos atuais 37%) e Flávio (de 31% a 30%). E o crescimento de 8 pontos de Cury, de 0% a 8% de intenção de voto com pouca chance de mudança.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Lula 3: 41% desaprovam, 46% aprovam — Apesar de ter perdido menos que Flávio para Cury na consulta estimulada, Lula tem outros motivos de preocupação na nova Nexus. A desaprovação ao seu trabalho como presidente subiu de 49% a 51%, enquanto a aprovação caiu os mesmos 2 pontos: de 48% a 46%. Os 5 pontos a mais de reprovação, hoje, superam a margem de erro.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Dados da pesquisa — A nova pesquisa Nexus entrevistou por telefone 2.005 eleitores de todo o Brasil entre 28 e 30 de agosto. Com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, teve o registro BR-08900/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

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Os fins e os meios — “Estão querendo empossar logo Paes?”

 

Estátua da Justiça, Rosinha Garotinho, Anthony Garotinho, Eduardo Paes, Douglas Ruas, Lula e Flávio Bolsonaro

 

Os fins e os meios — “Estão querendo empossar logo Paes?”

Por Aluysio Abreu Barbosa

 

“Acabei de saber que o TRE deixou o Garotinho ser candidato, mas tirou a oportunidade de ele participar dos debates e de programa eleitoral (…) atendendo a um pedido de Eduardo Paes, que é um frouxo, não quer enfrentar o Garotinho nos debates”, disse na quinta (27) a ex-governadora Rosinha, em vídeo (confira aqui) nas redes sociais.

O vídeo foi veiculado logo após, em decisão unânime, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do RJ impedir  (confira aqui) que Anthony Garotinho (REP), candidato a governador, também ex-governador e marido de Rosinha, use fundo partidário, propaganda eleitoral de rádio e TV ou participe de debates:

— O TRE está querendo o quê? Empossar logo (como governador) o Eduardo Paes? — questionou a ex-governadora e ex-prefeita de Campos.

Na verdade, não é que o TRE não deixou (ainda) Garotinho ser candidato, como alegou a esposa deste. O registro da candidatura do ex-governador para tentar voltar a ocupar o cargo tem previsão de ser julgado semana que vem no TRE. Até que isso aconteça, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu (confira aqui) na noite de sexta (28) as restrições do TRE ao político de Campos.

Líder isolado em todas as pesquisas, Paes não precisaria, em tese, de ajuda do TRE para se eleger governador. Ou do Tribunal de Justiça (TJ) do RJ, que no dia 11 determinou (confira aqui) o cumprimento da inelegibilidade de Garotinho, por 8 anos, pela Lei da Ficha Limpa, em decorrência de uma condenação por improbidade administrativa.

Pelo desvio de R$ 234 milhões da Saúde do RJ entre 2005 e 2006, quando era secretário de Governo da então governadora Rosinha, Garotinho foi condenado em decisão colegiada da 15ª Câmara Cível do TJ-RJ em julho de 2018. E teve seu último recurso no caso rejeitado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em julho de 2025.

Toda a discussão jurídica sobre Garotinho é cronológica. Os 8 anos de inelegibilidade contam a partir da sua condenação colegiada, como exige a Lei da Ficha Limpa, em julho de 2018? Se for, ele está elegível desde julho deste ano. Ou contam a partir do transitado em julgado no STF em 2025? Se for, ele estará inelegível até julho de 2033.

Como na inelegibilidade do natimorto ex-candidato a presidente Pablo Marçal (PRTB), a questão revela a morosidade da Justiça Eleitoral e a desinteligência na condição de inércia do Judiciário. Extrapolada no STF por inquéritos intermináveis e abertos de ofício para caber tudo que neles convier como arma política aos seus ministros.

Não cabe aqui juízo de valor sobre a elegibilidade ou não de Garotinho. Mas lembrar que a questão poderia estar resolvida desde julho de 2025. E que, retomada 13 meses depois, em agosto de 2026, soa oportunista. Sobretudo quando a questão é aberta em uma decisão do TJ-RJ cujo presidente Ricardo Couto é o governador em exercício.

No último dia 19, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, retirou de pauta a definição do comando do governo do RJ, porque não havia consenso na Corte. Na prática, deixou Couto governador até as eleições de outubro. O que foi estranhamente antecipado (confira aqui) pelo presidente Lula (PT) em evento na Fiocruz em 23 de maio:

— A Justiça tomou uma decisão que hoje acho correta, de colocar você como governador interino até as eleições — disse Lula, ao lado de Couto, pouco mais de três meses atrás.

Após a renúncia de Cláudio Castro (PL) em 23 de março, na véspera de não ser cassado pelo TSE, a questão do novo Executivo do RJ corria bem até abril. Os ministros Luiz Fux, André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia votaram para que a eleição do governador-tampão fosse indireta, pela Alerj, com voto secreto.

Por sua vez, para o ministro Cristiano Zanin, a escolha deveria ser por voto popular. Mas, em 9 de abril, o ministro Flávio Dino pediu vista no caso e adiou a conclusão do julgamento. Foi mais de um mês antes de Lula dizer, em evento público e diante de Couto, que este permaneceria governador até as eleições de outubro.

Antes de indicados por Lula a ministros do STF, Zanin era seu advogado pessoal e Dino seu ministro da Justiça. Para tentar vencer uma eleição que todas as pesquisas hoje projetam apertada, seria fundamental a Lula tentar diminuir no RJ, 3º colégio eleitoral do país, a vantagem que Jair Bolsonaro (PL) teve sobre ele no 2º turno de 2022.

Eleito presidente pela 3ª vez por apenas 1,8 ponto no 2º turno, Lula perdeu por 13,06 pontos no RJ: 43,47% a 56,53% de Jair nos votos válidos. Se, como queriam quatro ministros do STF, a definição do governador interino do RJ fosse pelo voto da Alerj, seu presidente eleito, Douglas Ruas (PL), concorreria a governador em outubro na cadeira.

Em 2º lugar na corrida a governador e crescendo, o bolsonarista Ruas foi apeado de concorrer no cargo pelo STF, como antecipado por Lula. Na 3ª colocação nas pesquisas, inclusive na Quaest de quinta, Garotinho passou a desidratar (confira aqui) nas intenções de voto sob o fantasma da inelegibilidade: de 10% de intenção em julho a 7% em agosto.

Se Paes liquidar a fatura a governador no 1º turno, que as pesquisas apontam como possível, ficaria muito mais à vontade (confira aqui, aqui e aqui) para dar palanque a Lula no provável 2º turno presidencial contra Flávio Bolsonaro (PL). Na mesma pesquisa Quaest do dia 25, a vantagem no filho 01 de Jair sobre o petista no RJ, hoje, é só de 2 pontos: 31% a 29%.

Não há dúvida de que Paes é um gestor testado em quatro mandatos como prefeito da capital. Não há dúvida de que Garotinho e sua metralhadora-giratória colecionam polêmicas. Não há dúvida de que sobre o grupo político de Ruas, o mesmo de Castro e do ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar (União), pairam no mínimo suspeitas.

Não há dúvida de que parte do Judiciário, não é de hoje, atropela politicamente os limites de independência e harmonia entre os Três Poderes no Brasil. Os fins não justificavam os meios quando Sergio Moro, hoje favorito nas pesquisas como candidato do PL a governador do Paraná, era juiz da Lava Jato. Não deveriam justificar agora.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Fantasma da inelegibilidade já assombra Garotinho nas pesquisas

 

 

TRE alveja Garotinho

Na noite de quinta (27), o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do RJ impediu (confira aqui) o ex-governador e candidato a governador Anthony Garotinho (REP) de usar fundo partidário, propaganda eleitoral e participar de debates. Mesmo que o TRE vá analisar depois o registro de candidatura e que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tenha suspendido (confira aqui) até lá as restrições, o que já foi decidido tem o potencial de mudar o quadro eleitoral.

 

Por que Paes é favorecido?

Se Garotinho não puder concorrer, ou mais ainda se seu nome estiver na urna de 4 de outubro, mas seus votos não forem contabilizados como válidos, o favorecido será o ex-prefeito carioca Eduardo Paes (PSD), líder a governador em todas as pesquisas. Porque aumentaria matematicamente as suas chances de se eleger governador do RJ em turno único.

 

Após TJ, Garotinho caiu 3 pontos

Antes das restrições impostas pelo TRE na quinta, Garotinho já vinha desidratando após o Tribunal de Justiça (TJ) do RJ determinar sua inelegibilidade no último dia 11. No dia 25, duas semanas depois, a nova pesquisa Quaest registrou (confira aqui) a queda de 3 pontos de Garotinho na consulta estimulada a governador: tinha 10% de intenção em julho e teve 7% em agosto.

 

Entenda o caso

Garotinho foi condenado (confira aqui) por improbidade em 2018, por desvios na Saúde do RJ entre 2005 e 2006, quando era secretário da esposa e então governadora Rosinha. E condenado à inelegibilidade pela Lei da Ficha Limpa. O TJ determinou seu cumprimento, que transitou em julgado após o Supremo Tribunal Federal (STF) negar o último recurso em 2025.

 

Paes no 1º turno?

Com a decisão do TRE na quinta, será difícil Garotinho reverter a tendência de queda após a decisão do TJ. Também no cenário estimulado ao 1º turno, a Quaest de agosto deu a Paes 37% de intenção, 10 pontos a mais que os 27 da soma dos outros candidatos. Não há 2º turno quando um candidato tem, pelo menos, um voto a mais que a soma dos demais no 1º turno.

 

Paes oscila, Ruas cresce

Apesar da larga vantagem, Paes oscilou 1 ponto para baixo entre as pesquisas Quaest de julho e agosto: tinha 38% na consulta estimulada ao 1º turno e hoje tem 37%. Quem cresceu, além da margem de erro de 3 pontos da pesquisa, foi o presidente da Alerj Douglas Ruas (PL): tinha 10% de intenção e hoje tem 14% a governador.

 

Os demais

Os demais candidatos a governador também não decolaram até aqui, a 36 dias da urna. Na consulta estimulada ao 1º turno, abaixo de Paes (37%), Ruas (14%) e Garotinho (7%), empatado tecnicamente com este, veio o vereador carioca William Siri (Psol), com 3% de intenção. Coronel Busnello (Missão), Cyro Garcia (PSTU) e Juliete (UP) tiveram 1% cada.

 

Paes bate Ruas e Garotinho no 2º turno

No caso de 2º turno, marcado para 25 de outubro, a vantagem de Paes hoje também seria grande contra seus principais adversários a governador. Ele bateria Ruas por 50% a 20% de intenção, 30 pontos de diferença, em um turno extra. No qual Paes também bateria Garotinho por 53% a 12%, vantagem ainda maior de 41 pontos.

 

Ruas cresce ao 2º turno contra Paes

Na comparação entre as pesquisas Quaest de julho e agosto, Ruas confirmou sua tendência de crescimento e tirou parte da grande vantagem de Paes em um eventual 2º turno. Ao qual, em julho, a vantagem do candidato do PSD era de 36 pontos: 52% a 16%. Caiu 6 pontos aos atuais Paes 50% a 20% Ruas (30 pontos) em agosto.

 

Garotinho cai ao 2º turno contra Paes

As projeções de 2º turno da Quaest confirmam a desidratação de Garotinho entre as decisões judiciais desfavoráveis do TJ no dia 11 e do TRE no dia 27. Em julho, o ex-prefeito carioca bateria o ex-governador em um eventual turno extra por 48% a 18%. Esta vantagem de 30 pontos cresceu mais 11 pontos em agosto: Paes 53% a 12% Garotinho ao 2º turno.

 

Garotinho lidera rejeição: 68%

Considerada fundamental à definição do 2º turno, a rejeição tem Garotinho como líder isolado: 68% dos fluminenses que o conhecem não votariam nele a governador. Paes veio em 2º lugar, 27 pontos abaixo do político de Campos, com 41% de rejeição. Ele foi seguido de perto no índice negativo por Cyro Garcia (40%) e de longe por Ruas (21%).

 

Eleição matematicamente aberta

Apesar da vantagem de Paes em todos os cenários, a consulta espontânea da Quaest de agosto mostra que a eleição de outubro está matematicamente aberta. Falando da própria cabeça em quem votarão a governador do RJ, a maioria relevante de 69% dos fluminenses se diz ainda indecisa.

 

Intenção de voto cristalizada

Entre os candidatos, no entanto, Paes também liderou a consulta espontânea, em que o eleitor fala da própria cabeça em quem vai votar, com 16% de intenção cristalizada. Ele foi seguido de Ruas, com 7% (9 pontos abaixo); de Garotinho e Siri, com 1% cada.

 

Cinco lideram ao Senado

Pela mesma pesquisa Quaest deste final de agosto, a corrida pelas duas cadeiras que o RJ elegerá ao Senado (confira aqui) está embolada no empate técnico entre 5 candidatos. Na consulta estimulada, Benedita da Silva (PT) liderou numericamente, mas em empate técnico com Carlos Jordy (PL), Marcelo Crivella (REP), Monica Benicio (Psol) e Carlos Portinho (PL).

 

Os números

Na consulta com a apresentação dos nomes dos candidatos, Benedita teve 10% de intenção de voto. Na margem de erro de 3 pontos para mais ou menos da pesquisa, ela ficou tecnicamente empatada com Jordy, que teve 7%; Crivella, com 6%; e Monica e Portinho, com 5% cada. Pedro Paulo (PSD) teve 3% e Waguinho (REP), 2%.

 

Benedita e Crivella lideram rejeição

Bem colocados em todas as pesquisas ao Senado, Crivella e Benedita lideraram mais uma vez a rejeição. Pela Quaest, 65% dos eleitores fluminenses que conhecem Crivella não votariam nele a senador, com 50% de rejeição a Benedita.

 

Eleição ainda mais aberta

Ainda mais que na eleição a governador, a consulta espontânea ao Senado revelou uma disputa completamente aberta. A esmagadora maioria de 88% dos fluminenses ainda estão indecisos sobre quem votar às duas cadeiras na Câmara Alta da República.

 

Dados da pesquisa

A nova pesquisa Quaest a governador e senador do RJ entrevistou pessoalmente 1.302 eleitores, de 29 municípios fluminenses, entre 21 e 24 de agosto. Com margem de erro de 3 pontos para mais ou menos, teve o registro RJ-08748/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Bené, Jordy, Crivella, Monica e Portinho lideram ao Senado

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Uma corrida pelas duas cadeiras que o RJ elegerá ao Senado embolada no empate técnico entre 5 candidatos. Na consulta estimulada da pesquisa Quaest divulgada esta semana, Benedita da Silva (PT) liderou numericamente, mas em empate técnico com Carlos Jordy (PL), Marcelo Crivella (REP), Monica Benicio (Psol) e Carlos Portinho (PL).

Juntos e misturados — Na consulta com a apresentação dos nomes dos candidatos, Benedita teve 10% de intenção de voto. Na margem de erro de 3 pontos para mais ou menos da pesquisa, ela ficou tecnicamente empatada com Jordy, que teve 7%; Crivella, com 6%; e Monica e Portinho, com 5% cada. Pedro Paulo (PSD) teve 3% e Waguinho (REP), 2%.

Crivella e Benedita lideram rejeição — Bem colocados em todas as pesquisas ao Senado, Crivella e Benedita lideraram mais uma vez (confira aqui) a rejeição. Pela Quaest, 65% dos eleitores fluminenses que conhecem Crivella não votariam nele a senador, com 50% de rejeição a Benedita.

Rejeição dos demais — O índice negativo ao Senado pelo RJ seguiu com Waguinho, com 43% de rejeição. Pedro Paulo teve 29%, enquanto Jordy, Portinho e André Monteiro (DEM) tiveram 13% cada. Estes três em empate técnico e quase numérico com Monica e Helio Secco (Missão), com 12% de rejeição cada.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Indecisão de 88% ao Senado — Ainda mais que na eleição a governador do RJ (confira aqui), a consulta espontânea (em que o eleitor fala da própria cabeça em quem votará) ao Senado revelou uma disputa completamente aberta. A esmagadora maioria de 88% dos fluminenses ainda estão indecisos sobre quem votar às duas cadeiras na Câmara Alta da República.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Candidatos com baixa intenção de voto cristalizada — Entre os candidatos, Benedita também liderou numericamente a consulta espontânea, mas com apenas 2% de intenção de voto cristalizada. Ela ficou em empate técnico com Jordy, Portinho, Crivella e Monica, que tiveram 1% cada.

Dados da pesquisa — A nova pesquisa Quaest ao Senado pelo RJ entrevistou pessoalmente 1.302 eleitores, de 29 municípios fluminenses, entre 21 e 24 de agosto. Com margem de erro de 3 pontos para mais ou menos, ela teve o registro RJ-08748/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE

Análise do especialista — “Na disputa ao Senado, o 1º e 2º voto foram combinados em consulta estimulada. Benedita da Silva teve 10%, seguida de Carlos Jordy com 7%, Marcelo Crivella com 6%, Monica Benicio e Carlos Portinho com 5%, Pedro Paulo com 3% e Waguinho com 2%”, explicou William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.

“Importante destacar que 65% rejeitam Crivella e 50% rejeitam Benedita ao Senado. Waguinho tem 43% de rejeição e Pedro Paulo 29%. Jordy, Portinho e André Monteiro aparecem com 13%, seguidos de Monica Benicio e Helio Secco com 12%”, destacou o estatístico.

 

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