Defesa de Moraes tem paralelo: 8 de janeiro de 2023

 

Do seu camarote, ministro do STF Alexandre de Moraes exibe o dedo do meio como resposta à arquibancada que o vaiava no jogo Conrinthias e Palmeiras, pelas oitavas de final da  Copa do Brasil, na noite de 30 de julho de 2025

 

 

Defesa de Moraes tem paralelo: 8 de janeiro de 2023

Por Aluysio Abreu Barbosa

 

“Inacreditável o que fez Alexandre de Moraes. Acho que nem mesmo a imaginação mais fértil e pessimista poderia antever esse tipo de atitude. O ministro tenta arrastar o STF (Supremo Tribunal Federal) para o subsolo da podridão.” Foi o que disse no início da manhã de ontem (4) o advogado criminalista Felipe Drumond.

Felipe foi o convidado do programa Folha no Ar na manhã de quinta-feira (3), quando analisou juridicamente o relatório da investigação da Polícia Federal sobre o caso Master. Que trouxe fortes suspeitas sobre o envolvimento no mínimo suspeito entre o ministro do STF Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, hoje preso.

No Brasil em que o STF virou protagonista político da República e defensor dos interesses pessoais de seus ministros, muito além (e muito aquém) do papel de defensor da Constituição, os fatos se sucedem “numa velocidade estonteante”, como cantou Caetano. A análise da crise no STF pelo criminalista seria aproveitada na edição da Folha deste sábado (5). Mas ficou velha com os novos fatos.

Ainda na noite de quinta, como relator do inquérito das fake news, Moraes pediu ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, a investigação de Mendonça por improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade na divulgação das mensagens do celular de Vorcaro. Que têm Moraes posto a nu como advogado do responsável pelo maior rombo do sistema financeiro na história do país.

“Primeiro, Moraes se coloca como vítima de atos que seriam nulos por violarem o sistema acusatório. Atos de Mendonça que foram muito menos contundentes que todas as providências investigatórias que Moraes vem tomando na presidência de inquéritos no STF. E que a Corte tem referendado como supostamente convergentes com a Constituição”, analisou o criminalista Felipe Drumond na manhã de sexta.

Ainda na noite de quinta, após Moraes dobrar a aposta, Mendonça a cobriu. O ministro do STF “terrivelmente evangélico” indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também pediu ao presidente Fachin que Xandão, “herói da democracia” indicado pelo ex-presidente “golpista” Michel Temer (MDB), fosse afastado cautelarmente do STF.

Em movimento de pinça com Moraes, na noite de quinta foi revelado que Gilmar Mendes, decano do STF, tinha se reunido com Lula (PT) na tarde de terça. Foi logo depois de o relatório da PF com base no celular de Vorcaro desnudar Moraes. Ao estilo Jair Bolsonaro e Renan Santos (Missão), Gilmar aconselhou o atual presidente da República a “reagir” a ordens de Mendonça à PF que considerasse “ilegais”.

“Como assim?!?! Um ministro do STF defendendo explicitamente que decisões de magistrados podem não ser cumpridas?! Sem contar que, mais uma vez, Gilmar extrapola como assessor especial do Poder Executivo! É inaceitável esse tipo comportamento de um ministro do STF”, delimitou ainda na noite de quinta o estrategista político carioca Orlando Thomé Cordeiro.

Quem reagiu foi Fachin. Primeiro, na manhã de ontem, tirou o pedido de Moraes para investigar Mendonça do inquérito das fake news. Pouco depois, em reunião com Lula mais republicana que a de Gilmar na terça, o presidente do STF anunciou urgência em acabar com o próprio inquérito das fake news e impor um código de ética à Corte.

Desde terça, quando Mendonça levantou o sigilo da investigação da PF, já cabia a Fachin decidir se e quando encaminhará ao plenário da Corte a decisão de investigar ou não Moraes pela promiscuidade da sua relação com Vorcaro, revelada no celular deste. Agora o presidente do STF vai conduzir pessoalmente os dois inquéritos com o chumbo trocado entre Moraes e Mendonça.

Alheio ao ordenamento jurídico brasileiro, o inquérito das fake news foi aberto de ofício em 2019 pelo então presidente do STF, ministro Dias Toffoli. Que, sem o sorteio regimental, nomeou Moraes relator. O objetivo foi rasgar a Constituição para censurar matéria da revista Crusoé, em que o empresário Marcelo Odebrecht afirmava ser Toffoli “o amigo do amigo do meu pai”, destinatário de propina revelado na Lava Jato.

Procuradora-Geral da República (PGR) à época, Raquel Dodge classificou o STF como “tribunal de exceção” pela instalação do inquérito das fake news. Que, segundo seu parecer, servia para acumular em um mesmo órgão as funções de investigar, acusar e julgar. Ela tentou arquivar e declarar a nulidade do inquérito ainda em 2019. O ex-promotor de Justiça Moraes ignorou a manifestação da PGR.

Quem se deu ao trabalho, mais de sete anos depois, de ler na terça as 218 páginas do relatório da PF, sobre o que havia no celular de Vorcaro, tem perguntas óbvias.

Por que um ministro do STF redigiu um contrato de R$ 129 milhões entre o escritório de advocacia da sua esposa e um banco que dava um rombo estimado em mais de R$ 50 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC)?

Por que, depois disso, o dono do banco buscou nesse ministro do STF as orientações de um advogado criminal, dois dias antes de ser preso pela PF?

Por que, depois do contrato de R$ 129 milhões, outra empresa do dono do banco firmou outro contrato, de outros R$ 50 milhões, com o mesmo escritório da mesma esposa do mesmo ministro, tentando pagar com um jatinho e um helicóptero?

Por que o dono do banco mandou emitir cartões de crédito com limite de R$ 300 mil para dois filhos dos três filhos do mesmo ministro do STF e da mesma advogada?

Por que o ministro do STF e um banqueiro já investigado pela PF, a pedido do Ministério Público Federal (MPF), se encontraram pessoalmente, no mínimo, seis vezes? Por que interagiram 187 vezes por celular?

Por que, numa dessas quase duas centenas de interações, o banqueiro se declarou ao ministro do STF: “Estamos juntos sempre. Você sabe que tenho gratidão da minha vida a você. Toda minha família, funcionários, parceiros, amigos que dependem de nós têm uma dívida de vida contigo e com a sua família. Muito obrigado por tudo. Agora é continuar na pegada pra conseguir concluir, se Deus quiser”?

Quem ainda relativiza a necessidade dessas respostas ao Estado Democrático de Direito no Brasil tem seu paralelo. Com qualquer um que tenha participado ou apoiado a invasão à Praça dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Flávio lidera no RJ em empate técnico com Lula e aquém de Jair

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Flávio Bolsonaro (PL) lidera numericamente a corrida presidencial no estado do Rio de Janeiro (RJ), mas em empate técnico com Lula (PT), nas consultas estimuladas (com a apresentação dos nomes dos candidatos) ao 1º e 2º turno. A pouco mais de 30 dias da urna de 4 de outubro, foi o que revelou a pesquisa Real Time Big Data de setembro.

RJ: Flávio 45% a 41% Lula no 2º turno — Na estimulada ao 1º turno, Flávio tem 36% de intenção de voto entre os eleitores fluminenses, 2 pontos acima dos 34% de Lula. A liderança numérica, em empate técnico na margem de erro de 2 pontos para mais ou menos da pesquisa, se repete no cenário de 2º turno: Flávio 45% a 41% Lula.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Peso nacional do RJ — Estado capital à definição nacional de uma eleição a presidente que todas as pesquisas recentes projetam apertada e em dois turnos, o RJ tem 12,857 milhões de eleitores aptos a votar. Atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais, é o 3º maior colégio eleitoral do país, com 8,1% de todos os eleitores brasileiros.

Flávio 2026 aquém de Jair 2022 — A vantagem numérica de Flávio ao 1º e 2º turno no RJ é inferior ao desempenho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra Lula em 2022. Quando o capitão perdeu nacionalmente por 1,8 ponto, mas bateu o petista no RJ por 10,41 pontos no 1º turno (51,09% a 40,68% dos votos válidos) e por 13,06 pontos no 2º turno (56,53% a 43,47%).

Filho 01 mais de 11 pontos abaixo do pai — Pela pesquisa Big Data, Flávio teria hoje 15,09 pontos de intenção de voto a menos do que os votos que seu pai de fato teve no 1º turno presidencial de 2022 do RJ. O filho 01 também teria hoje 11,53 pontos de intenção de voto a menos do que os votos que Jair de fato teve no 2º turno presidencial de 2022 do RJ.

Cury chega a 13% no RJ a presidente — A Big Data captou no RJ o reflexo da principal mudança da semana (confira aqui e aqui) nas pesquisas presidenciais. Na consulta estimulada ao 1º turno, Augusto Cury (Podemos) teve 13% de intenção de voto entre os fluminenses. Junto com Flávio e Lula, mas abaixo destes, Cury é o único no estado e no país a pontuar em dois dígitos a presidente.

Rejeição no RJ: Lula 50% a 49% Flávio — Como ocorre nacionalmente, Lula e Flávio também lideram no RJ entre os candidatos a presidente na rejeição, índice negativo e fundamental à definição do 2º turno. Não votariam em Lula 50% dos fluminenses, em empate técnico e apenas 1 ponto a mais com os 49% que não votam em Flávio. Cury tem só 26% de rejeição no estado.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Lula 3 desaprovado por maioria de 55% do RJ — Um dos principais obstáculos à reeleição de Lula nas pesquisas nacionais, a desaprovação ao seu trabalho como presidente chega à maioria de 55% dos eleitores fluminenses. Os que aprovam, 13 pontos abaixo, são 42%.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Dados da pesquisa — A pesquisa Real Time Big Data a presidente entrevistou 2.000 eleitores do RJ, entre 28 de agosto e 1º de setembro. Com margem de erros de 2 pontos para mais ou menos, teve o registro BR-02209/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

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Espancamento na UFRJ, eleições e Master no Folha no Ar desta 6ª

 

(Arte: Joseli Matias)

 

Sociólogo e professor da Uenf, Roberto Dutra é o convidado para fechar a semana do Folha no Ar, a partir das 7h da manhã desta sexta (4), ao vivo, na Folha FM 98,3.

Ele analisará o caso do espancamento de um aluno do curso de História da UFRJ por colegas de esquerda (confira aqui e aqui) na última terça (25), por conta de uma alegada (confira aqui) apologia ao nazismo, e o clima de intolerância política entre os corpos discente e docente das instituições de ensino superior no Brasil, sobretudo as públicas.

Com base nas pesquisas mais recentes, Roberto também tentará projetar as eleições a governador (confira aqui, aqui, aqui e aqui) e senadores (confira aqui, aqui e aqui) do RJ. E analisará os candidatos de Campos e região a deputado federal e estadual.

Por fim, o sociólogo analisará a investigação da Polícia Federal (PF) sobre o caso Master, que revelou suspeitas de envolvimento do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes (confira aqui, aqui, aqui e aqui) e do procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet (confira aqui e aqui). E que influência isso poderá ter na eleição a presidente da República que as pesquisas (confira aqui, aqui e aqui) projetam apertada.

Quem quiser participar do Folha no Ar desta sexta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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Benedita, Crivella, Pedro Paulo e Jordy lideram ao Senado

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Benedita da Silva (PT) e Marcelo Crivella (REP) lideram numericamente, com 14% de intenção de voto cada, a corrida pelas duas cadeiras que o RJ elegerá em 4 de outubro. Na margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, eles ficaram em empate técnico com Pedro Paulo (PSD), que teve 13%; e Carlos Jordy (PL), com 11%.

Abaixo de Benedita, Crivella, Pedro Paulo e Jordy — Foi o que revelou o agregado entre 1º e 2º votos a senador da consulta estimulada (com a apresentação dos nomes dos candidatos) da pesquisa Real Time Big Data divulgada hoje (2). Dividem a 5ª colocação na corrida Carlos Portinho (PL), Monica Benicio (Psol), com 9% cada; ambos em empate técnico com Waguinho (REP), com 8%.

Benedita e Crivella lideram no 1º voto ao Senado — No 1º voto ao Senado pelo RJ, Benedita e Crivella lideraram a pesquisa Big Data em empate exato: 18% de intenção cada. Na 3ª colocação, vieram depois, em empate técnico, Pedro Paulo e Jordy, com 11% cada; Portinho e Monica, com 9% cada; e Waguinho, com 7%.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Pedro Paulo, Jordy, Bené e Crivella lideram 2º voto — No 2º voto ao Senado pelo RJ, Pedro Paulo liderou numericamente a pesquisa Big Data, com 14% de intenção. Ele ficou em empate técnico, na margem de erro, com Jordy, que teve 11%; e com Benedita e Crivella, que tiveram 10% cada. Portinho, Monica e Waguinho empataram na 5ª colocação, com 9% cada.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Dados da pesquisa — A nova pesquisa Real Time Big Data a governador do RJ ouviu 2.000 eleitores fluminenses entre 28 de agosto e 1º de setembro. E teve o registro RJ-08350/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE

Análise do especialista — “Na disputa ao Senado, a Real Time Big Data aferiu a intenção do 1º e do 2º voto dos fluminenses. Na síntese dos cenários, Benedita e Crivella empatam técnica e numericamente com 14%”, explicou William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.

“Benedita e Crivella vieram seguidos na pesquisa por Pedro Paulo, com 13%, Carlos Jordy, com 11%, Carlos Portinho e Monica Benicio, ambos com 9%; Waguinho, com 8%, Marcos Dias (Podemos), com 3%; e Comandante Ribeiro Afonso (DEM) e Ó Clemente (DEM), ambos com 1%”, completou o estatístico.

 

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Moraes e Gonet no Master e eleições no Folha no Ar desta 5ª

 

(Arte: Heverton Luna)

 

Advogado criminalista, Felipe Drumond é o convidado do Folha no Ar a partir das 7h25 da manhã desta quinta (3), ao vivo, na Folha FM 98,3.

Ele analisará o teor das investigações do escândalo do liquidado Banco Master pela Polícia Federal (PF), cujo sigilo foi levantado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre Mendonça, com suspeitas de envolvimento do também ministro do STF Alexandre de Moraes (confira aqui, aqui, aqui e aqui) e do procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet (confira aqui e aqui).

Com base nas pesquisas mais recentes, Felipe também tentará projetar as eleições a governador (confira aqui, aqui, aqui e aqui) e senadores (confira aqui, aqui e aqui) do RJ. E analisará os candidatos de Campos e região a deputado federal e estadual.

Por fim, ele tentará projetar a eleição a presidente da República polarizada entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), mas que teve nas últimas pesquisas (confira aqui e aqui) o 1º candidato da chamada 3ª via, o escritor, psiquiatra e professor Augusto Cury (Avante), a também pontuar acima dos dois dígitos de intenção de voto.

Quem quiser participar do Folha no Ar desta quinta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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Paes lidera a governador e Ruas cresce com 2º turno à vista

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Eduardo Paes (PSD) continua liderando a corrida a governador do RJ, com 35% de intenção de voto ao 1º turno. Mas está em tendência de baixa: caiu 2 pontos dos 37% que tinha em julho. Douglas Ruas (PL) tem 14 pontos a menos, com 21% ao 1º turno. Mas está em tendência de alta: cresceu 5 pontos sobre os 16% que tinha em julho.

Garotinho desidrata — É o que revelou a consulta estimulada (com a apresentação dos nomes dos candidatos) do 1º turno da pesquisa Real Time Big Data a governador divulgada hoje (2). Na qual Anthony Garotinho (REP), sob ameaça de inelegibilidade (confira aqui, aqui e aqui) perdeu os 5 pontos que Ruas ganhou: o político de Campos tinha 12% de intenção em julho e hoje tem 7%.

Em empate técnico com Garotinho — Em empate técnico com Garotinho na 3º colocação a governador, na margem de erro de 2 pontos para mais ou menos da nova Big Data, ficaram William Siri (Psol), com 5%; Coronel Busnello (Missão), com 4%; e André Marinho (Novo), com 3%.

Big Data aponta 2º turno a governador — A possibilidade de Paes definir a eleição no 1º turno não existe mais na Big Data de setembro. As intenções de voto de todos os demais candidatos somadas dão 42%. São 7 pontos a mais, fora da margem de erro, que os 35% de Paes. Na Big Data de julho, Paes tinha empate de intenção nos mesmos 37% da soma dos demais candidatos.

Ruas tira 5 pontos de diferença para Paes no 2º turno — Apesar do crescimento de Ruas ao 1º turno, enquanto oscilou para baixo na margem de erro, Paes bateria o adversário em um eventual 2º turno por 41% a 30%, 11 pontos de diferença. No entanto, na Big Data de julho, a simulação de 2º turno deu Paes 43% a 27% Ruas. Esta diferença de 16 pontos caiu 5 pontos no início de setembro.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Paes e Garotinho no 2º turno — Hoje, Paes também bateria Garotinho no 2º turno por 45% a 25%, 20 pontos de diferença. Que só oscilou 1 ponto desde a Big Data de julho, quando Paes bateria Garotinho no 2º turno por 44% a 25%, 19 pontos de diferença.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Garotinho lidera rejeição, que Ruas tem menos que Paes — Considerada fundamental à definição do 2º turno, a rejeição segue liderada por Garotinho, com proibitivos 61% no índice negativo. No qual foi seguido, a 19 pontos de distância, por Paes, que teve 42% de rejeição. Com apenas 29%, 13 pontos a menos, Ruas pode ter nisso uma vantagem no 2º turno contra Paes.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Ainda desconhecido por 30%, Ruas tem espaço para crescer — Ruas tem outra vantagem a ser explorada nos 32 dias de campanha até a urna do 1º turno em 4 de outubro: 30% dos eleitores fluminenses dizem ainda não conhecê-lo o suficiente para opinar. Só 4% dizem o mesmo sobre Paes, com 26 pontos a menos de espaço para crescer. Sobre Garotinho, 8% ainda dizem não conhecer para opinar.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Dados da pesquisa — A nova pesquisa Real Time Big Data a governador do RJ ouviu 2.000 eleitores fluminenses entre 28 de agosto e 1º de setembro. E teve o registro RJ-08350/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE

Análise do especialista — “Paes lidera com diferença de 14 pontos sobre Ruas. Garotinho, William Siri, Coronel Busnello, André Marinho, Cyro Garcia e Juliete somam 21 pontos. Nos dois cenários de 2º turno, Paes perfaz 11 pontos de vantagem sobre Ruas e 19 pontos sobre Garotinho”, resumiu William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.

“A pesquisa Real Time Big Data mediu a rejeição múltipla dos candidatos a governador, quando os eleitores entrevistados podem informar mais de um nome. Garotinho, Paes e Ruas lideram com, respectivamente, 61%, 42% e 29% de rejeição”, completou o estatístico.

 

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Juristas de Campos veem excesso na decisão de Toffoli contra Renan

 

Candidato a presidente Renan Santos (Missão) e ministro do STF e TSE Dias Toffoli (Montagem: Joseli Matias)

 

Na segunda-feira (31), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, como relator do registro de candidatura de Renan Santos (Missão) a presidente da República no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tomou mais uma decisão polêmica. Por conta de atraso na informação de perfis e sites e contas usados pelo candidato, determinou o bloqueio da sua campanha digital, uso de Fundo Partidário e participação em debates.

Parlamentares do Missão, outros candidatos de oposição e analistas na imprensa denunciaram excesso do ministro. E Renan ligou a decisão ao fato de ter participado de manifestações públicas cobrando a renúncia de Toffoli do STF por seu suposto envolvimento com o escândalo do Banco Master. Que, através de um fundo, adquiriu por R$ 35 milhões uma parte do resort Tayayá, no Paraná, da família do ministro.

Enquanto as restrições eleitorais impostas por Toffoli não forem julgadas no plenário do TSE, o ganho político parece ser do candidato do Missão. Na semana em que Augusto Cury (Avante) foi o 1º presidenciável, além de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), a ter dois dígitos de intenção de votos nas pesquisas, Renan virou a pauta. Que tenta capitalizar como nova vítima dos excessos do STF e do TSE, sobretudo, com a oposição.

Mas, à parte simpatia política por Renan e suas polêmicas propostas, ele foi vítima de excesso na decisão monocrática de Toffoli? Sim, foi! É que se pode concluir das análises que a Folha buscou de sete juristas da comarca: o juiz aposentado Elias Pedro Sader Neto, a presidente da OAB-Campos, Mariana Lontra Costa; e os advogados com experiência na área eleitoral José Paes Neto, Pryscila Marins, Andral Tavares Filho, João Paulo Granja e Filipe Estefan:

Juiz aposentado Elias Pedro Sader Neto

“Não precisa de grandes luzes para se perceber a desproporção entre o malfeito e a consequência jurídica adotada de modo draconiano na decisão do ministro. A sanção comum para a propaganda antecipada sempre foi a multa. Forçou bastante, notadamente em relação ao aspecto formal da informação extemporânea dos perfis em redes sociais pelo pré-candidato. Quando uma decisão é marcada por adjetivos e ancorada em argumentos não coincidentes com o caso, dispensa comentários. Quero ver manter a mesma régua contra os demais candidatos”, questionou Elias Sader Neto.

Marian Lontra Costa, advogada e presidente da OAB Campos

“Os prazos estabelecidos pela legislação eleitoral devem ser observados, pois integram um sistema voltado à lisura do processo eleitoral. A apresentação intempestiva das informações não deve ser desconsiderada e pode ensejar responsabilização. Sua apuração deve ocorrer pelos meios processuais cabíveis, com a aplicação das consequências previstas em lei. Sob esse aspecto, é questionável a via adotada para impor restrições tão amplas aos direitos do candidato. Em análise preliminar, a medida aparenta desproporcionalidade, sobretudo porque havia outras providências possíveis e menos gravosas”, sugeriu Mariana Lontra Costa.

José Paes Neto, advogado

“Houve descumprimento e a remoção do conteúdo veiculado antes da regularização teria base normativa. O problema é o que foi decidido além disso: a lei prevê uma única consequência para informação em atraso: a impossibilidade de uso do perfil por 48 horas. Bloqueio de Fundo Eleitoral, proibição de debates e suspensão de perfis já regularizados não têm previsão legal. A própria decisão diz que os benefícios são irreversíveis. Se são, a medida não previne nada, apenas compensa. Isso é pena, não cautela. Eventual uso indevido dos meios de comunicação se apura em AIJE, com contraditório, não no processo de registro”, explicou José Paes Neto.

Pryscila Marins, advogada

“No bolo de um processo de registro de candidatura, impedir o acesso ao Fundo Eleitoral e a participação em debates é restringir o próprio exercício da campanha. Esta é a maior contradição: a legislação eleitoral assegura ao candidato com registro sub judice o direito de realizar todos os atos relativos à campanha enquanto aguarda a decisão definitiva. Se a lei preserva esse direito em situação de incerteza sobre o registro, como justificar restrições tão severas por irregularidade relacionada à informação tardia de redes sociais? Cria-se um precedente temerário ao processo eleitoral e à própria democracia”, advertiu Pryscila Marins.

Andral Tavares Filho, advogado

“O instituto jurídico da suspeição, expresso no código de processo civil, tem sido banalizado no Supremo Tribunal Federal. Depois de tudo o quanto denunciou o político e hoje candidato a presidente da República Renan dos Santos, especialmente em desfavor do juiz Dias Toffoli, este jamais poderia atuar em um processo judicial envolvendo o candidato. É duro ser professor de Direito no Brasil e ter que explicar por que certas leis não valem no STF. Por outro lado, a decisão, pelo seu alcance excessivo, é indefensável”, concluiu Andral Tavares Filho.

João Paulo Granja, advogado

“A suspensão da candidatura de Renan Santos revela evidente desproporção entre a falta e a punição. Para omissão de endereços eletrônicos preexistentes no requerimento de registro, o art. 28, § 1º-B, da Res.-TSE nº 23.610/2019 prevê uma única consequência: tais canais ‘somente poderão vir a ser utilizados em campanha 48 horas após seu registro na Justiça Eleitoral’. Não há ali bloqueio do Fundo Eleitoral, vedação a debates, derrubada de perfis ou ameaça de indeferimento do registro. A norma busca manter o candidato na disputa, não excluí-lo. A decisão criou sanção que nem a lei e a resolução criaram”, frisou João Paulo Granja.

Filipe Estefan, advogado

“A legislação destaca a obrigatoriedade de candidatos (as) informarem à Justiça Eleitoral os endereços eletrônicos que usados na propaganda eleitoral. Via de regra, a principal penalidade daquele que não informar ou omitir suas redes sociais é aplicação de multa e a suspensão da propaganda nos perfis não declarados. A decisão cautelar de interromper repasse de recursos públicos de campanha e vedar participação em debates, imposta pelo ministro Dias Toffoli, foi desproporcional. O Art. 16-A da Lei Eleitoral (Lei 9.504/97) prevê que o candidato cujo registro esteja sub judice pode efetuar todos os atos de campanha eleitoral”, destacou Filipe Estefan.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Hoje, 2º turno a presidente é certeza de resultado incerto

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Hoje, 2º turno a presidente é certeza

A eleição a presidente da República terá 2º turno, marcado para 25 de outubro. É o que hoje, a 32 dias da uma do 1º turno, se revela como certeza matemática. Com base nas pesquisas presidenciais Nexus (confira aqui), divulgada na segunda-feira (31); e a Real Time Big Data (confira aqui), divulgada na terça-feira (1º).

 

Muito além da margem de erro

Na consulta estimulada, a soma dos nomes de oposição ao 1º turno na Nexus é 54%, 15 pontos a mais do que os 39% de Lula (PT). Na Big Data, a soma da oposição ao 1º turno é de 56%, 18 pontos a mais que os 36% de Lula. Sempre que um candidato não tem, ao menos, um voto a mais que a soma dos demais no 1º turno, há 2º turno.

 

Resultado do 2º turno é incerto

Nas duas pesquisas, o resultado de 2º turno é incerto. Entre Lula e Flávio, a diferença hoje seria de apenas 1 ponto na Nexus: 46% a 45%. Na Big Data, o 2º turno entre os dois seria um empate exato: 44% a 44%. O avanço de Augusto Cury (Avante) foi tão rápido ao 1º turno que os dois institutos não simularam 2º turno com seu nome.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Lula mal no 2º turno com Caiado

As duas pesquisas têm margem de erro de 2 pontos para mais ou menos. Dentro dela, Lula também ficaria no empate técnico no 2º turno, por apenas 1 ponto, contra Caiado: 45% a 44%. Na Big Data, Lula também ficou em empate técnico, mas numericamente 2 pontos atrás de Caiado: 43% do atual presidente a 45% do ex-governador de Goiás.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Flávio e Lula lideram rejeição

Fundamental à definição ao 2º turno, a rejeição tem Flávio e Lula como líderes. Na Nexus, 50% de brasileiros que não votariam em Flávio de jeito nenhum, apenas 1 ponto a mais que os 49% que não votariam em Lula. Na Big Data, a imensa rejeição aos dois é numericamente igual: 50% não votam em Lula, 50% não votam em Flávio.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Lula: 51% desaprovam na Nexus e Big Data

Lula teve mais notícias ruins. A aprovação ao seu trabalho como presidente caiu e a desaprovação cresceu. Na Nexus, os que desaprovam cresceram 2 pontos, de 49% a 51%. Já os que aprovam caíram os mesmos 2 pontos: de 48% a 46%. Na Big Data, os que desaprovam também são 51%, contra 45% que aprovam, 6 pontos a menos.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Dados das pesquisas

A Nexus entrevistou por telefone 2.005 eleitores de todo o Brasil, entre 28 e 30 de agosto, com registro BR-08900/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Big Data entrevisto também por telefone 2.000 eleitores de todo o Brasil, entre 27 e 31 de agosto, com registro BR-03490/2026 no TSE.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Espancamento na UFRJ e eleições no Folha no Ar desta quarta

 

(Arte: Hevertton Luna)

 

Professor do IFF, Henrique da Hora é o convidado do Folha no Ar desta quarta (2), ao vivo, a partir das 7h25 da manhã, na Folha FM 98,3.

Ele analisará o caso do espancamento de um aluno do curso de História da UFRJ por colegas de esquerda (confira aqui e aqui)  na última terça (25), por conta de uma alegada (confira aqui) apologia ao nazismo, e o clima de intolerância política entre os corpos discente e docente das instituições de ensino superior no Brasil, sobretudo as públicas.

Com base nas pesquisas mais recentes, Henrique também tentará projetar as eleições a governador (confira aqui, aqui e aqui) e senadores (confira aqui e aqui) do RJ. E analisará os candidatos de Campos e região a deputado federal e estadual.

Por fim, o professor tentará projetar a eleição a presidente da República polarizada entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), mas que nas últimas pesquisas (confira aqui e aqui) trouxe o 1º candidato da chamada 3ª via, o escritor, psiquiatra e professor Augusto Cury (Avante), a também pontuar acima dos dois dígitos de intenção de voto.

Quem quiser participar do Folha no Ar desta quarta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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Cury cresce a 11% em outra pesquisa, com Lula 44% a 44% Flávio no 2º turno

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

A 33 dias da urna de 4 de outubro, Augusto Cury (Avante) é a novidade da corrida presidencial liderada por Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Após a Nexus de ontem (confira aqui), hoje a Real Time Big Data confirmou: Cury é o 1º candidato da chamada 3ª via a pontuar acima dos dois dígitos ao 1º turno, com os mesmos 11% de intenção de voto.

Cury cresce a 11% em duas pesquisas — Com periodicidade mais espaçada que a Nexus, que faz sondagens semanais desde agosto, a Big Data presidencial anterior é de 21 de julho. Quando, com alguns nomes diferentes na consulta estimulada ao 1º turno, Cury teve 1%. E cresceu 10 pontos de lá para cá. Na Nexus, em uma semana, ele cresceu 9 pontos: de 2% para os mesmos 11%.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Lula lidera ao 1º turno — Na Big Data, Lula lidera a intenção de voto estimulada ao 1º turno neste início de setembro, com 38%. São 8 pontos a mais que Flávio, que tem 30%. Com 11%, Cury ainda está 19 pontos atrás do 2º colocado. E foi seguido por Renan Santos (Missão), com 7%; Ronaldo Caiado (PSD), com 4%; e Romeu Zema (Novo), com 2%.

Hoje, o 2º turno seria certo — Com outros 2% aos demais candidatos que pontuaram na consulta estimulada ao 1º turno, são 56 pontos na soma de todos os nomes da oposição, ou 18 pontos acima dos 38% de Lula. O que garante, para muito além da margem de erro de 2 pontos para mais ou menos da nova Big Data, a realização do 2º turno marcado para 25 de outubro.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Lula no 2º turno em empate exato com Flávio e atrás de Caiado — A Big Data revelou indefinição ao 2º turno. Nele, hoje, Lula ficaria no empate exato com Flávio (44% a 44%), atrás numericamente de Caiado (43% do petista a 45%) e no empate técnico com Zema (43% a 40%). Para além da margem de erro, Lula só bateria hoje no 2º turno a Renan, por 44% a 37%, 7 pontos de vantagem.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Vantagem de Lula sobre Flávio no 2º turno desaparece — A tendência da série Big Data também não foi positiva ao petista contra o seu ainda mais provável adversário no 2º turno. No qual Lula teve vantagem numérica, ainda que no empate técnico, contra Flávio na pesquisa de 21 de julho: 45% a 42%. Na de 1º de setembro, sumiram esses 3 pontos de diferença entre os dois candidatos no 2º turno.

Lula e Flávio têm 50% de rejeição cada — Índice fundamental à definição do 2º turno, a rejeição revela outro empate numérico exato entre Lula e Flávio: ambos têm 50% no índice negativo. Que, com escolha múltipla do eleitor, seguiu com Caiado e Renan (com 39% cada), e Zema (36%). Na 3º posição na intenção de voto e não testado ao 2º turno, Cury tem só 28% de rejeição.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Em duas pesquisas, 51% desaprovam o Lula 3 — Lula teve má notícia na avaliação popular do seu trabalho como presidente. Pela nova Big Data, ele é desaprovado por 51% dos brasileiros, 6 pontos a mais, diferença fora da margem de erro, do que os 45% que hoje aprovam. O resultado foi quase igual ao da Nexus de ontem: os mesmos 51% desaprovam e, 5 pontos abaixo, 46% aprovam.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Dados da pesquisa — A nova pesquisa presidencial Real Time Big Data entrevistou por telefone 2.000 eleitores de todo o Brasil, entre os dias 27 e 31 de agosto. Com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, teve o registro BR-03490/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

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Espancamento na UFRJ e eleições no Folha no Ar desta terça

 

(Arte: Joseli Matias)

 

Cientista político e professor da Uenf, Hamilton Garcia é o convidado do Folha no Ar a partir das 7h25 da manhã desta terça (1º), ao vivo, na Folha FM 98,3.

Ele analisará o caso do espancamento de um aluno do curso de História da UFRJ por colegas de esquerda (confira aqui e aqui)  na última terça (25), por conta de uma alegada (confira aqui) apologia ao nazismo, e o clima de intolerância política entre os corpos discente e docente das universidades brasileiras, sobretudo as públicas.

Com base nas pesquisas mais recentes, Hamilton também tentará projetar as eleições a governador (confira aqui, aqui e aqui) e senadores (confira aqui e aqui) do RJ. E analisará os candidatos de Campos e região a deputado federal e estadual.

Por fim, o cientista político tentará projetar a eleição a presidente da República polarizada entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), mas que na última pesquisa (confira aqui) trouxe o 1º candidato da chamada 3ª via, o escritor, psiquiatra e professor Augusto Cury (Avante), a também pontuar acima dos dois dígitos de intenção de voto.

Quem quiser participar do Folha no Ar desta terça poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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Cury cresce a 11% no 1º turno, com Lula 46% a 45% Flávio no 2º turno

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Com Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) repetindo o empate técnico e quase numérico (46% do petista a 45%) ao 2º turno, a nova pesquisa Nexus divulgada hoje (31) traz mudanças ao 1º turno. No qual, além da queda dos dois líderes na corrida, outro candidato teve pela 1ª vez dois dígitos de intenção: Augusto Cury (Avante), com 11%.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Após debate e sabatinas, Cury cresce 9 pontos — Desde o início de agosto, a Nexus realiza pesquisas semanais. E fecha o mês com o crescimento de 9 pontos de Cury em uma semana. Que teve o debate na Band no dia 23, só com a presença de Cury, Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), e as sabatinas dos principais candidatos a presidente, do dia 24 ao 29, no Jornal Nacional.

Cury tira votos de Flávio, Lula e Zema — Na consulta estimulada ao 1º turno na Nexus, no espaço de apenas uma semana, Cury parece não só ter tirado voto de Lula (perdeu 2 pontos, de 41% a 39%) de Flávio (caiu 4 pontos, de 37% a 33%); e Romeu Zema (Novo, que perdeu 2 pontos, de 3% a 1%). Os que diziam votar branco e nulo caíram 2 pontos no mesmo período: 5% aos atuais 3%.

Saída e entrada — Somadas as quedas de 4 pontos de Flávio, 2 de Lula, 2 de Zema e 2 dos que diziam votar branco e nulo, mesmo diante dos nomes dos candidatos na consulta estimulada da nova pesquisa Nexus, são 10 pontos. Dentro dos quais Cury ganhou 9 pontos: tinha 2% e passou a 11% em uma semana.

Quem foi ao debate não perdeu voto — Os outros dois candidatos que não caíram nas intenções de voto ao 1º turno foram os também presentes ao debate da Band. Caiado tinha e manteve 5%, Renan tinha e manteve 3%. Lula, Flávio e Zema não foram e sangraram. Após ir ao estúdio da Band em São Paulo e ameaçar não participar, Cury parece ter acertado ao integrar o debate.

Lula e Flávio mais de 20 pontos à frente de Cury — Apesar do rápido crescimento no curto espaço de tempo, Cury ainda não parece ameaçar, a 34 dias da urna do 1º turno de 4 de outubro, o provável 2º turno entre Lula e Flávio, marcado para 25 de outubro. O filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem 22 pontos ainda à frente de Cury, a quem o petista supera por 28 pontos.

Lula em empate técnico com Flávio e Caiado no 2º turno — Além da manutenção do 46% a 45% com Flávio no 2º turno da série Nexus, Lula também teve empate técnico por apenas 1 ponto de vantagem na simulação do turno extra com Caiado: 45% a 44%. Para além da margem de erro de 2 pontos para mais ou menos da pesquisa, o petista só superou Renan (47% a 38%) e Zema (46% a 41%).

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Cury não foi testado ao 2º turno — Embora confirme o rápido avanço que Cury passou a ter nas buscas na internet e redes sociais, desde a sua participação no debate da Band, seu crescimento na intenção de voto ao 1º turno foi tão surpreendente que ele nem chegou a ser testado nas simulações de 2º turno na nova pesquisa Nexus.

Refeição: Flávio 50% a 49% Lula — Fundamental à definição do 2º turno, a rejeição revela outro empate técnico e quase numérico entre Flávio, com 50% dos brasileiros que não votariam nele de jeito nenhum; e Lula, com 49%, só 1 ponto abaixo. Zema, com 41%; Renan, com 40%; e Caiado, com 37%, seguiram o índice negativo. Cury também não teve rejeição medida.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Cury cresce 8 pontos na espontânea — A pesquisa espontânea ao 1º turno, onde o eleitor responde da própria cabeça em quem vai votar e revela intenção de voto cristalizada, também registrou perda de 1 ponto de Lula (de 38% aos atuais 37%) e Flávio (de 31% a 30%). E o crescimento de 8 pontos de Cury, de 0% a 8% de intenção de voto com pouca chance de mudança.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Lula 3: 41% desaprovam, 46% aprovam — Apesar de ter perdido menos que Flávio para Cury na consulta estimulada, Lula tem outros motivos de preocupação na nova Nexus. A desaprovação ao seu trabalho como presidente subiu de 49% a 51%, enquanto a aprovação caiu os mesmos 2 pontos: de 48% a 46%. Os 5 pontos a mais de reprovação, hoje, superam a margem de erro.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Dados da pesquisa — A nova pesquisa Nexus entrevistou por telefone 2.005 eleitores de todo o Brasil entre 28 e 30 de agosto. Com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, teve o registro BR-08900/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

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