Diretores da Faculdade de Educação Tecnológica do Estado do Rio de Janeiro (Faeterj) de Campos, os professores Alzimar Gomes, Milena Nunes e Túlio Pinto são os entrevistados do Folha no Ar desta quinta (11), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.
Eles falarão da criação, neste ano de 2026, e dos objetivos do curso superior de tecnólogo em gestão portuária (confira aqui) da Faeterj-Campos e da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec).
O biólogo Túlio, a jornalista Milena e o engenheiro Alzimar também falarão da importância da formação de mão de obra qualificada, em Campos e região, para atividades offshore, como na prospecção marítima de petróleo e gás na Bacia de Campos (confira aqui), no Porto do Açu (confira aqui) e no projetado Complexo Logístico de Barra do Furado (confira aqui).
Por fim, analisando como cidadãos e com base nas pesquisas mais recentes, os três darão suas visões das eleições de outubro a presidente da República (confira aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), governador (confira aqui e aqui) e senadores (confira aqui e aqui) do RJ.
Quem quiser participar do Folha no Ar desta quinta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebooke no YouTube.
Na disputa presidencial cada vez mais cristalizada entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), este sentiu o impacto da sua relação com o hoje ex-banqueiro Daniel Vorcaro, revelada no último dia 13. Como em todas as demais pesquisas, a Quaest divulgada hoje (10) não foi exceção. Nela, Lula bateria Flávio no segundo turno por 44% a 38%.
Flávio cai 3 pontos no 2º turno contra Lula — Os 6 pontos são uma vantagem acima da margem de erro de 2 pontos para mais ou menos da nova Quaest. Que, comparada com a de maio (confira aqui), revelou que o petista oscilou 2 pontos para cima: de 42% aos atuais 44% em um segundo turno contra Flávio. Que, na mesma simulação, teve queda real de 3 pontos no período: de 41% aos atuais 38%.
Antes e depois de Vorcaro — A Quaest de maio foi divulgada no mesmo dia 13 em que o site Intercept revelou (confira aqui) o áudio e mensagens trocadas entre Flávio e Vorcaro. A Quaest de junho foi, portanto, a primeira pesquisa do instituto a medir a revelação. Se a de maio já indicava que Flávio tinha batido seu teto de intenção de voto, a de junho indica que ele bateu e recuou.
Flávio cresce 3 pontos na espontânea — No entanto, em sua consulta espontânea, na qual o eleitor fala da própria cabeça em quem vai votar, a Quaest de junho revelou que Flávio cresceu 3 pontos sua intenção de voto cristalizada: eram 14% de maio e passaram a 17%. No mesmo período, Lula só oscilou 1 ponto para cima: de 22% aos atuais 23%, também 6 pontos à frente de Flávio.
(Infográfico: Joseli Matias)
Lula tem 10 pontos sobre Flávio ao 1º turno — Na consulta estimulada, com a apresentação dos nomes dos candidatos, ao primeiro turno, Lula também lidera, com 39% de intenção. São 10 pontos acima de Flávio, que tem 29%. Ele veio seguido à distância por Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (União), com 3% cada; e por Aécio Neves (PSDB) e Romeu Zema (Novo), com 2% cada.
(Infográfico: Joseli Matias)
Aprovação ao Lula 3 sobe 4 pontos — O avanço de Lula na simulação do cada vez mais provável segundo turno com Flávio parece ter vindo da melhora na aprovação de governo. De abril a junho, a desaprovação caiu de 52% a 48%. É o mesmo movimento de 4 pontos em que cresceu sua aprovação no período: de 43% aos atuais 47%.
(Infográfico: Joseli Matias)
Flávio cresce 4 pontos na rejeição — A evolução da rejeição também traz tendência positiva a Lula na comparação com Flávio. Em abril, eram 55% os brasileiros que diziam conhecer e não votar no petista, número que oscilou 2 pontos para baixo, aos atuais 53% de junho. Já os 52% que rejeitavam Flávio em abril tiveram crescimento real de 4 pontos: hoje, são 56%.
Mais medo de Lula ou Bolsonaro? — “O que dá mais medo: Lula ou Bolsonaro?” É o que indaga mês a mês a série Quaest ao eleitor. Em junho, 44% responderam Bolsonaro, contra 40% que responderam Lula. É um empate técnico no limite da margem de erro, mas com Flávio estabilizado no maior medo que causa desde maio, enquanto Lula oscilou para baixo na métrica negativa.
Dados da pesquisa — A nova pesquisa Quaest entrevistou presencialmente 2.004 eleitores de todo o Brasil, em seus domicílios, entre os dias 5 e 8 de junho. Com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07661/2026.
Três últimos presidentes do TSE: ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e o atual, Kassio Nunes Marques
TSE suspende pesquisa registrada no… TSE
Causou muita estranheza a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, de suspender na última segunda-feira, 8 de junho, a pesquisa presidencial AtlasIntel (confira aqui e aqui) feita entre os dias 13 e 18 de maio. Que consultou digitalmente 5.032 eleitores e foi registrada sob protocolo BR-06939/2026 no… TSE.
Mais do mesmo
Com análises próprias, o blog Opiniões e a Folha divulgaram aquela e outras pesquisas presidenciais sérias (confira aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui). E, com metodologias diferentes, todas revelaram que Flávio Bolsonaro (PL) sentiu o impacto da revelação (confira aqui), no dia 13, do áudio e mensagens que trocou com o hoje ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do liquidado Banco Master.
Cadeado em porta arrombada?
Flávio e o PL representaram contra a pesquisa porque, ao final do seu questionário digital, ela colocou o áudio de Flávio a Vorcaro. Só que aquela AtlasIntel foi divulgada desde 19 de maio. Suspendê-la em junho, como fez Nunes Marques, tem o valor de quem questiona pesquisas para depois chorar com o resultado da urna: nenhum!
“Direito xandônico”
Também causa estranheza que Nunes Marques tenha se autonomeado juiz do caso, que já tinha sido distribuído. No que lembrou a onipotência do “direito xandônico”, em referência aos excessos do ministro Alexandre de Moraes tanto no Supremo Tribunal Federal (STF) quanto no TSE, que presidiu na eleição presidencial de 2022.
Padrinhos e contradições
Moraes foi indicado ao STF pelo ex-presidente Michel Temer (MDB). Este, chamado de “golpista” pelos mesmos lulopetistas que depois elegeram o primeiro como “herói da democracia” no enfrentamento à tentativa de golpe de Estado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Que, por sua vez, indicou Nunes Marques ao STF e, por rodízio, ao TSE.
Comentar virou parcialidade?
Como Moraes em alguns de seus atos jurídicos, Nunes Marques inovou ao suspender em junho uma pesquisa divulgada em abril. Para tentar justificar sua decisão monocrática e inutilmente retroativa, disse que o CEO da AtlasIntel, o cientista político Andrei Roman, teria revelado parcialidade ao comentar a pesquisa na CNN.
A parcialidade do 2 + 2 = 4
Dizer que a revelação do áudio de Flávio pedindo dinheiro a Vorcaro causa danos à pré-candidatura do primeiro a presidente da República é, no popular, chover no molhado. Fato atestado em todas as pesquisas, é tão parcial quanto constatar que a soma de 2 e 2 é 4. E tão sábio quanto culpar o carteiro pelo teor da correspondência.
“Fascista” ou “comunista”?
Quem trabalha no Brasil com pesquisas eleitorais sérias, sua análise objetiva e divulgação já está acostumado desde 2018. Se a pesquisa favorece a um Bolsonaro, quem a divulga é chamado de “fascista” pelos lulopetistas. Se a pesquisa favorece a Lula ou alguém do PT, quem a divulga é chamado de “comunista” pelos bolsonaristas.
Mínimo que se espera do TSE
Na impossibilidade lógica de ser “fascista” e “comunista” ao mesmo tempo, essas classificações dizem mais da desinteligência cognitiva e emocional de quem classifica. O mínimo que se pode esperar da instância máxima da Justiça Eleitoral no Brasil ou do seu presidente de turno é que não passem a julgar no mesmo diapasão de torcida.
O treinador italiano Carlo Ancelotti convocou hoje Neymar entre os 26 jogadores da Seleção Brasileira que levará para a Copa do Mundo
Copa do Mundo a partir de amanhã
Amanhã (11) começa a 23ª edição da Copa do Mundo de futebol. Pela primeira vez em três países, a bola rola às 16h no Estádio Azteca, na Cidade do México, com a seleção da casa contra a África do Sul, pelo grupo A. Às 16h de sexta (12), será a vez do Canadá, outro país sede, contra a da Bósnia e Herzegovina, no Toronto Field, pelo Grupo B.
Brasil e Marrocos no sábado
Também no dia 12, se dará a estreia no 3º país sede da Copa, os EUA. Cuja seleção encara a do Paraguai às 22h, SoFi Stadium, em Los Angeles, pelo Grupo D. Entre os grupos dos países que sediam a Copa, está o Grupo C, do Brasil. Que estreia às 19h de sábado (13) contra a forte seleção do Marrocos, no estádio MetLife, em Nova Jersey.
Desfalques de Neymar e Wesley
Neymar, que há anos não apresenta grande futebol e cuja convocação à Copa dividiu o país, já se apresentou lesionado e não jogará. Carente de laterais, o Brasil ainda perdeu Wesley, ex-Flamengo que tem brilhado no Roma atuando na posição, por contusão no amistoso vencido por 2 a 1 contra o Egito, no último sábado (6), já nos EUA.
Qual a formação de Ancelotti?
A maior dúvida do técnico italiano Carlo Ancelotti ao Brasil na Copa, no entanto, é a formação tática do time. Atuará com quatro atacantes e dois meias, como entrou no amistoso anterior, em 31 de maio, no Maracanã, contra o Panamá? Ou reforçará o meio de campo com um 3º homem, no time que goleou o Panamá no 2º tempo?
Depois Haiti e Escócia
Na dúvida da formação tática, escalação e do resultado na estreia contra seu adversário mais forte no grupo, o Brasil depois pegará o fraco Haiti, às 22h do dia 19, no Lincoln Financial Field, em Filadélfia. E fechará a fase de grupos contra a Escócia, às 19h do dia 24, no estádio Hard Rock, em Miami.
Dilema de 24 anos do Brasil
Se passar pela fase de grupos, o Brasil deve encarar o seu maior dilema, nos últimos 24 anos, em Copas do Mundo de futebol. Nas quais a última vez em que a seleção brasileira bateu uma europeia em jogo eliminatório foi em 2002: nos 2 a 0 da final daquela Copa em que bateu a Alemanha. E já tem quase um quarto de século.
Cientista político, professor do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) e autor do recém-lançado livro “Na grande área do poder: O futebol além das quatro linhas na Argentina e no Brasil (1930/2002)”, Jefferson Ferreira do Nascimento é o convidado do Folha no Ar desta quarta (10), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.
Ele falará da correlação entre futebol e política retratada na sua tese de doutorado transformada em livro, no Brasil, na Argentina e também no mundo.
Jefferson também falará das suas perspectivas ao Brasil de Neymar e Lula e da Argentina de Messi e Milei na Copa do Mundo que se inicia na quinta (11). Por fim, com base na ciência política e nas pesquisas eleitorais mais recentes (confira aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), ele tentará projetar a eleição a presidente da República em outubro.
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Ex-deputado federal, ex-vereador e secretário de Patrimônio de Campos, Marcão Gomes (MBD) é o entrevistado do Folha no Ar desta terça (9), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.
Amante de futebol e torcedor do Flamengo, ele falará do Brasil do técnico italiano Carlo Ancelotti com a polêmica convocação de Neymar e das expectativas para a Copa do Mundo que se inicia nesta quinta (11), nos EUA, Canadá e México.
Marcão também falará da transição do governo Wladimir Garotinho (PL) ao Frederico Paes (MDB) em Campos. E analisará as pré-candidaturas de Campos e região a deputado federal e estadual à eleição de 4 de outubro, daqui a 3 meses e 26 dias.
Por fim, com base nas pesquisas mais recentes, ele tentará projetar as eleições a presidente da República (confira aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), governador (confira aqui e aqui) e senadores (confira aqui e aqui) do RJ.
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Aliado político do presidente Lula (PT) e de Paes, o desembargador do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-RJ) Ricardo Couto teve 51,8% de aprovação como governador interino. Outros 38,2% desaprovam sua gestão, mantida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para (confira aqui e aqui) não deixar o bolsonarista Ruas assumir como governador antes da eleição.
(Infográfico: Joseli Matias)
Castro nem governador nem senador
Couto assumiu como governador após Cláudio Castro (PL) renunciar ao cargo (confira aqui) em 23 de março, véspera de ser condenado à cassação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no caso Ceperj. Castro desistiu da pré-candidatura a senador (confira aqui) em 28 de maio, após ser alvo das operações da Polícia Federal Sem Refino (confira aqui) e Compliance Zero (confira aqui), em 15 e 26 de maio.
Como Castro liderava ao Senado
Até desistir no final do mês passado, Castro liderava todas as pesquisas por uma das duas cadeiras que o RJ elegerá ao Senado desde 28 de outubro de 2025. Quando era governador e autorizou a Operação Contenção, da Polícia Civil e do Bope, nos complexos de favelas cariocas do Alemão e Penha, com saldo de 121 mortos.
Sem Castro, Benedita lidera ao Senado
Todas as pesquisas seguintes à operação revelaram que a ação policial mais letal da história fluminense, contra a facção criminosa Comando Vermelho, teve (relembre aqui, aqui, aqui, aqui e aqui) amplo apoio popular. Que foi herdado por Castro a senador. Como ele agora fora do páreo, quem assume a liderança na corrida ao Senado é a deputada federal Bendita da Silva (PT).
Pesquisas divulgadas em outubro e novembro de 2025 revelaram grande apoio popular à opreação policial no Alemão e Penha, com 121 mortos (Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Bené fora da margem de erro
A pesquisa do instituto Paraná de junho, primeira feita no RJ após Castro desistir da sua pré-candidatura, trouxe dois cenários estimulados ao Senado, com o eleitor podendo escolher dois nomes entre os apresentados. E Benedita liderou os dois cenários fora da margem de erro, entre 34% a 35% de intenções de voto.
Benedita, Crivella e Canella
No cenário 1 da pesquisa Paraná de junho ao Senado pelo RJ, Benedita teve 34,2%. São 8,2 pontos a mais que os 26,0% do deputado federal Marcelo Crivella (REP). Que, por sua vez, ficou em empate técnico na 2º colocação com o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União), com 21,3%. O deputado federal Pedro Paulo (PSD) teve 20,7%.
(Infográfico: Joseli Matias)
Benedita, Canella e Pedro Paulo
No cenário 2 da pesquisa ao Senado, sem Crivella, Benedita teve 35,9% de intenção. São 12,3 pontos a mais que os 23,6% de Canella. Que, por sua vez, ficou em empate técnico e quase numérico na 2ª colocação com Pedro Paulo, que teve 22,8%.
(Infográfico: Joseli Matias)
Eleição ao Senado também aberta
Assim como na mesma pesquisa a governador (confira aqui), com favoritismo de Paes nos cenários estimulados e eleição aberta na consulta espontânea, esta ao Senado mostrou uma eleição indefinida, a menos de 4 meses da urna. Falando da própria cabeça, 85,1% dos fluminenses ainda não sabem em quem votarão às duas cadeiras ao Senado.
Bené também lidera espontânea
Entre o eleitorado fluminense que, falando da própria cabeça, sabendo em quem votará em 4 de outubro ao Senado, Benedita também liderou, com 3,0% de intenção consolidada. Na qual foi seguida por Canella, com 1,3%; e Crivella, com 0,8%.
(Infográfico: Joseli Matias)
Dados da pesquisa
A nova pesquisa do instituto Paraná foi feita do dia 1º a 3 de junho, com 1.680 eleitores de 62 dos 92 municípios fluminenses, entrevistados presencialmente. Com margem de erro de 2,4 pontos para mais ou menos, ela foi registrada do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo RJ05645/2026.
Na primeira pesquisa de junho a governador do RJ, o ex-prefeito carioca Eduardo Paes (PSD) segue com larga margem de vantagem, mais de 35 pontos, nas consultas estimuladas ao primeiro e segundo turno. Foi o que revelou a pesquisa do instituto Paraná divulgada hoje (4) às eleições de 4 outubro, daqui a exatos quatro meses.
Ao 1º turno, Paes tem 35,7 pontos de vantagem — Na consulta estimulada ao primeiro turno, Paes teve 48,3% de intenção de voto a governador. Com 35,7 pontos à frente, ele foi seguido pelo presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL), com 12,6%. Que ficou em empate técnico, dentro da margem de erro, com o ex-governador Anthony Garotinho (REP), com 9,2%.
(Infográfico: Joseli Matias)
Ao 2º turno, Paes tem 35,5 pontos de vantagem — A despeito de Garotinho estar empatado tecnicamente na 2ª colocação, a pesquisa do instituto Paraná de junho só simulou o segundo turno a governador do RJ entre Ruas e o líder Paes. No qual este tem hoje 60% de intenção, 35,5 pontos à frente dos 24,5% de Ruas ao segundo turno.
Eleição matematicamente aberta — Apesar da grande vantagem de Paes nas consultas estimuladas, a Paraná de junho mostrou que a eleição a governador do Rio, a quatro meses da urna, está aberta matematicamente. Na consulta espontânea, na qual o eleitor fala da própria cabeça em que vai votar, a expressiva maioria de 71,6% dos fluminenses disse ainda não saber.
(Infográfico: Joseli Matias)
Paes também lidera espontânea — Entre eleitores do RJ os que disseram da própria cabeça um nome a governador, Paes liderou, com 15,5% na consulta espontânea. Na qual também veio seguido de Ruas, com 2,7%; e Garotinho, com 1,2%. Mais de 10 pontos abaixo de Paes, os dois também ficaram abaixo dos 6,7% que disseram que não votarão em ninguém, branco ou nulo.
Garotinho lidera a rejeição — Considerada fundamental à definição do segundo turno, a rejeição tem Garotinho como líder isolado entre os pré-candidatos a governador, com 42,4% no índice negativo. No qual ele foi seguido, com mais de 14 pontos a menos de rejeição, pelo também ex-governador Wilson Witzel (DC), com 27,9%; e por Paes, com 22%.
(Infográfico: Joseli Matias)
Governo interino de Couto aprovado por 51,8% — Considerado aliado político do presidente Lula (PT) e de Paes, o desembargador do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-RJ) Ricardo Couto teve 51,8% de aprovação como governador interino. Outros 38,2% desaprovam sua gestão, mantida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para (confira aqui e aqui) não deixar Ruas assumir como governador antes da eleição.
(Infográfico: Joseli Matias)
Dados da pesquisa — A nova pesquisa do instituto Paraná foi feita do dia 1º a 3 de junho, com 1.680 eleitores de 62 dos 92 municípios fluminenses, entrevistados presencialmente. Com margem de erro de 2,4 pontos para mais ou menos, ela foi registrada do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo RJ05645/2026.
William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE
Análise do especialista (I) — “A Paraná de junho mostra liderança de Eduardo Paes ao Palácio Guanabara, seguida do empate técnico entre Douglas Ruas e Anthony Garotinho. Mas só testou o cenário de segundo turno entre Paes e Ruas, não entre o ex-prefeito do Rio e o ex-governador”, frisou William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.
Análise do especialista (II) — “No único cenário de segundo turno testado pela Paraná, Paes tem vantagem de 35,5 pontos percentuais sobre o atual presidente da Alerj. Ainda na disputa para governador, cabe destacar que Anthony Garotinho lidera na rejeição múltipla estimulada do eleitorado fluminense”, concluiu o estatístico.
Procurador de Justiça Cláudio Henrique da Cruz Viana foi reeleito para o 4º mandato como presidente da Amperj (Foto: Divulgação)
Campista, o procurador de Justiça Cláudio Henrique da Cruz Viana foi reeleito (confira aqui), na última segunda-feira (1º), para outro biênio como presidente da Associação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Amperj). É o seu quarto mandato, conquistado em chapa única, pela chapa União. Que teve 90% dos votos válidos de 783 promotores e procuradores de Justiça.
O colégio eleitoral da Amperj do pleito realizado na segunda, com votação física na sede da Associação e remotamente, por celular ou computador, superou a adesão da eleição anterior. Além da diretoria, também foram eleitos os integrantes dos Conselhos Consultivo e Fiscal da Amperj para 2027 e 2028.
Em discurso após a confirmação do resultado, divulgado após a apuração dos votos na plataforma Eleja Online, Cláudio Henrique agradeceu a confiança dos colegas em sua gestão:
— A participação expressiva da classe nesse momento crucial demonstra nossa unidade e fortalece nossa atuação em defesa dos direitos e prerrogativas de todos os membros do Ministério Público do Rio de Janeiro. O movimento associativo existe para nos apoiar em todos os momentos, em especial diante de adversidades. Muito obrigado pela confiança no trabalho da Chapa União. Nos próximos dois anos, seguiremos juntos, com serenidade e união, lutando pela valorização de nossa carreira e pela proteção da sociedade fluminense — pregou o procurador campista, que teve passagem marcante pelo Ministério Público goitacá nos anos 1990.
Na sede da Amperj, a eleição foi prestigiada por vultos do Ministério Público fluminense, como os ex-procuradores-gerais e ex-presidentes da Associação Antônio Carlos Biscaia e Eduardo Gussem. Outro ex-presidente da Amperj, Luiz Antônio Ferreira; a presidente do Centro dos Procuradores de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (Ceprojus), Fátima Melo; e o procurador aposentado Norton Esteves Pereira de Mattos, associado mais longevo aos 100 anos de idade, também votaram presencialmente.
Lula também liderou fora da margem de erro os dois cenários estimulados testados ao primeiro turno. No cenário 1, ele teve 38%, contra 31% de Flávio, 7 pontos atrás. Caiado e Renan vieram em 3º lugar, com 6% cada. Zema teve 4%, seguido de Aécio e do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, com 3% cada.
Intenção de voto consolidada
Na pesquisa espontânea, onde o eleitor fala da própria cabeça em quem vai votar, revelando a intenção de voto consolidada, Lula teve 33%. São 2 pontos acima dos 31% que tinha no início de maio. No início de junho, 8 pontos abaixo de Lula, Flávio teve 25%. Ele oscilou 1 ponto acima dos 24% que tinha na Big Data anterior.
(Infográfico: Joseli Matias)
Lula ameniza desaprovação
Dentro da margem de erro, a pesquisa trouxe tendência de diminuição da reprovação popular ao governo Lula. Na comparação das duas últimas Big Data, os que hoje desaprovam seu trabalho como presidente são 50%, 2 pontos abaixo dos 52% do início de maio. Os que hoje aprovam são 43%, 1 ponto acima dos 42% da pesquisa anterior.
(Infográfico: Joseli Matias)
Lula e Flávio lideram rejeição
Índice considerado fundamental à definição do segundo turno, por fixar o teto de crescimento dos dois candidatos que passam pelo primeiro, a rejeição traz um empate exato entre Lula e Flávio: 48% dos brasileiros não votariam nem em um nem no outro a presidente. Eles ficaram em empate técnico com Aécio, que teve 45% de rejeição.
(Infográfico: Joseli Matias)
Rejeição = cansaço da polarização
Os 48% que rejeitam Lula e Flávio se repetem nos 48% que disseram: “Estou cansado da polarização, gostaria de ver uma terceira via nessas eleições”. Os que disseram acreditar na polarização para só assim vencer o lulismo são 27%, empate técnico com os 25% que disseram acreditar na polarização para só assim vencer o bolsonarismo.
(Infográfico: Joseli Matias)
Dados da pesquisa
Divulgada no 1º dia de junho, a nova pesquisa Big Data foi feita entre os dias 29 e 30 de maio, com 2.000 eleitores de todo o Brasil entrevistados por telefone. Com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, ela foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-05864/2026.
William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE
Análise do especialista (I)
“A nova pesquisa Real Time Big Data testou dois cenários de primeiro turno e cinco de segundo turno. Nos dois cenários de primeiro turno, Lula lidera por diferença de 7 pontos sobre Flávio Bolsonaro. A quem superou por 5 pontos no segundo turno”, resumiu William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.
Análise do especialista (II)
“Em outros dois cenários de segundo turno, Lula empatou numericamente com Ronaldo Caiado e tecnicamente, na margem de erro, com Romeu Zema. Lula e Flávio têm a maior rejeição, com 48% cada. Eles foram seguidos por Aécio Neves, com 45%; por Caiado, com 39%; e Zema, com 35%”, completou o estatístico.
O mês de junho foi aberto com a nova pesquisa presidencial Real Time Big Data, divulgada na segunda (1º). Se, em 5 de maio, Flávio Bolsonaro (PL) batia Lula (PT) 44% a 43% na simulação do segundo turno, o petista não só virou menos de 30 dias depois, como abriu 5 pontos: 45% contra 40% do senador no segundo turno a presidente.
(Infográfico: Joseli Matias)
Antes e depois de Vorcaro
Entre as duas últimas pesquisas presidenciais Big Data, houve a revelação do áudio, mensagens de texto e do encontro pessoal de Flávio com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. No qual o primeiro pediu ao segundo dinheiro para o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Flávio e Trump dão soma zero
A nova pesquisa Big Data não fez perguntas sobre Flávio e Vorcaro, mas fez sobre o encontro do primeiro com o presidente dos EUA, Donald Trump, em 26 de maio. Que, aparentemente, deu soma zero à eleição de outubro no Brasil: foi negativo para 29% da população, positivo para outros iguais 29% e neutro para 42%.
Flávio perdeu 4 pontos
Entre as duas últimas Big Data, Flávio teve perda real (movimento além da margem de erro) de 4 pontos: de 44% aos atuais 40% de intenção de voto em um eventual segundo turno contra Lula. Que, por sua vez, oscilou (movimento dentro da margem de erro) 2 pontos para cima, de 43% aos atuais 45% no segundo turno contra Flávio.
(Infográfico: Joseli Matias)
Empate exato com Caiado e técnico com Zema
Nos cinco cenários de segundo turno, apesar da recuperação acima da margem de erro sobre Flávio, Lula teve um empate numérico com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD): 43% a 43%. E um empate técnico em um segundo turno contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo): 40% contra 43% do petista.
Na oposição, só Flávio perdeu
Na comparação entre as duas últimas pesquisas Big Data, quase não houve alteração nas simulações de segundo turno de Lula com Caiado (de 43% a 42% para 43% a 43%) ou com Zema (de 43% a 39% para 43% a 40%). O que indica que, entre os principais nomes da oposição, só quem perdeu intenção de voto de maio a junho foi Flávio.
(Infográfico: Joseli Matias)
Lula bate Renan e Aécio
Como contra Flávio, Lula também teve vantagem acima da margem de erro nas outras duas simulações da nova pesquisa Big Data ao segundo turno. Contra Renan Santos (Missão), foram 16 pontos de vantagem do petista: 46% a 30%. Contra o deputado federal Aécio Neves (PSDB), Lula levaria o segundo turno por 24 pontos: 47% a 23%.
Após ser ultrapassado numericamente por Flávio Bolsonaro (PL) em maio, mas (confira aqui) em empate técnico, ao segundo turno presidencial, Lula (PT) entrou junho abrindo 5 pontos, vantagem fora da margem de erro, sobre seu principal competidor. Foi o que revelou a pesquisa Real Time Big Data divulgada hoje (1º).
Lula vira e abre sobre Flávio ao 2º turno — Na pesquisa Big Data anterior, divulgada em 5 de maio, Flávio tinha registrado 44% a 43% em um segundo turno contra Lula. No início de junho, o petista virou para 45% a 40% a mesma simulação. O senador teve queda real de 4 pontos em menos de um mês, período em que Lula oscilou 2 pontos para cima.
(Infográfico: Joseli Matias)
Lula empata com Caiado ao 2º turno — Nos cinco cenários de segundo turno, apesar da recuperação acima da margem de erro sobre Flávio, Lula teve um empate numérico com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD): 43% a 43%. E um empate técnico em um segundo turno contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo): 40% contra 43% do petista.
(Infográfico: Joseli Matias)
Pesquisa após Flávio e Vorcaro — A nova pesquisa Big Data ouviu 2.000 eleitores entre os dias 29 e 30 de maio, após a revelação das conversas entre Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master. Com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, a consulta foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) protocolo BR-05864/2026.
Lula bate Renan e Aécio ao 2º turno — Como contra Flávio, Lula também teve vantagem acima da margem de erro nas outras duas simulações da nova pesquisa Big Data ao segundo turno. Contra Renan Santos (Missão), foram 16 pontos de vantagem do petista: 46% a 30%. Contra o deputado federal Aécio Neves, Lula o bateria no segundo turno por 24 pontos: 47% a 23%.
(Infográfico: Joseli Matias)
Lula lidera ao 1º turno — Lula também liderou fora da margem de erro os dois cenários estimulados testados ao primeiro turno. No cenário 1, ele teve 38%, contra 31% de Flávio (7 pontos atrás). Caiado e Renan vieram em 3º lugar, com 6% cada. Zema teve 4%, seguido de Aécio e do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, com 3% cada.
William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE
Análise do especialista — “A Real Time Big Data testou dois cenários de primeiro turno e cinco de segundo turno. Nos cenários de primeiro turno, Lula lidera por diferença de 7 pontos sobre Flávio Bolsonaro. Já nos cenários de segundo turno, Lula empata com Ronaldo Caiado e tecnicamente com Romeu Zema. Ainda no segundo turno, Lula superou Flávio por 5 pontos, abriu 16 pontos sobre Renan Santos e impôs 24 pontos sobre Aécio Neves.”, resumiu William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.