Ex-assessor do STF: “Lula tinha que pedir a renúncia de Moraes”

 

 

Por Aluysio Abreu Barbosa, Hevertton Luna e Cláudio Nogueira

 

“Moraes praticou advocacia administrativa. É incontestável que ele foi remunerado pelo Vorcaro. A saída honrosa dele era pedir renúncia (do cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal, STF). O Lula tem que pedir a renúncia de Moraes. E quanto ao Procurador-Geral da República (PGR, Paulo Gonet), o que o Lula tem que fazer? Tem que recomendar sua exoneração e jogar para o Senado decidir se aceita ou não. E as investigações estão a cabo da Polícia Federal (PF), cujo chefe (Andrei Rodrigues) também está envolvido. Mas esse o Lula resolve facilmente: é só exonerar”. Foi o que recomendou no Folha no Ar da manhã de ontem (10), sobre a crise no STF com as revelações do caso do Banco Master, o advogado Carlos Alexandre de Azevedo Campos, professor da Uerj e ex-assessor do STF.

 

Carlos Alexandre de Azevedo Campos, advogado, professor da Uerj e ex-assessor do STF

 

Lula pedirá renúncia de Moraes? — “O Alexandre Moraes, para mim, muito decepcionante, bastante decepcionante. O Moraes praticou a advocacia administrativa, e até brinquei, como que o Vorcaro é burro, porque se ele tivesse feito contrato de risco, ele não teria pago nada, porque nada deu certo: o cara está preso, a bomba explodiu. Moraes praticou advocacia administrativa. É incontestável que ele foi remunerado pelo Vorcaro. A saída honrosa dele era pedir renúncia. O Lula tem que pedir a renúncia de Moraes.”

Paulo Gonet e Andrei Rodrigues serão exonerados? — “E quanto ao Procurador-Geral da República, o que o Lula tem que fazer? Tem que recomendar sua exoneração e jogar para o Senado decidir se aceita ou não. E as investigações estão a cabo da Polícia Federal (PF), cujo chefe também está envolvido. Mas esse o Lula resolve facilmente: é só exonerar”.

Impeachment? — “Pela lei do impeachment, todo e qualquer cidadão pode propor um pedido de impeachment no Senado, e eles decidem se vai prosseguir ou não. Esperar do Alexandre Moraes, um cara que se revelou advogado administrativo do Vorcaro, renunciar, não acredito que ele vai ter essa atitude, digamos, moral e institucionalmente adequada até para preservar a Corte; não acredito. O processo passaria por um impeachment perante o Congresso, mas quem tem que pedir pela decisão do Gilmar e que foi corroborada pela Corte, é o Procurador-Geral da República, que é outro que tinha que ser afastado. Gonet não vai pedir esse impeachment.”

Caminho para a solução — “O primeiro ponto, a gente tem um conserto institucional que a possível solução jurídica passa pelo próprio Supremo, presidente da República e Congresso.  É difícil para quem é professor de constitucional, acho até para quem é cientista político, prever o que pode vir a acontecer. Quais são os meios legítimos para a gente chegar a alguma solução? A solução volta para o próprio Supremo e a leitura desse relatório na terça-feira.”

Contrato com esposa de Moraes — “Fato incontestável, advocacia administrativa do Alexandre Moraes via contrato com o escritório da esposa (Viviane Barci de Moraes), que já deveria ser o absurdo dos absurdos. O ministro Marco Aurélio (Mello) falava que quando você aceita ser ministro Supremo, assina um atestado de pobreza. É um exagero, mas ele quis fazer comparação com o que poderia você ser como advogado de grande projeção. Acho que isso inclui a família. Você não pode ter uma esposa e filho advogando para empresas envolvidas em escândalo.”

Sem condenação da Corte — “Existe um número absurdo de pessoas que querem condenar os ministros do Supremo nesse momento. Que condenem, mas não condenam a instituição, o Tribunal. Nenhuma democracia hoje, no modelo de constitucionalismo que a gente vive, sobrevive sem um tribunal constitucional.”

Bang-bang no Supremo — “Vejo que o Fachin tomou as rédeas, como nenhum outro poderia ter feito, é o presidente, mas demorou a fazê-lo, percebeu que se ele tivesse exigido a condução institucional do Supremo e não individual de ministros, essa crise poderia ter sido minimizada, não sei se evitada, mas minimizada, não sei se tudo que a gente tá vendo, esse bang-bang”.

Atitude deplorável de Flávio Dino — “Deplorável a atitude do Dino, um cara com o qual eu tinha um voto favorável pela experiência que ele tem republicana, de ter passado por todos os Poderes, de ter um cabedal jurídico sempre muito elogiado, mas entrou no jiu-jitsu, entrou no bang-bang e tomou uma decisão monocrática das mais lamentáveis que foi suspender a decisão do Mendonça (de afastar Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da PF, com maioria formada na Segunda Turma do STF), que acabou gerando a intervenção, de certa forma, do Fachin.”

Inquérito das fake news é patologia — “O mais importante de tudo, tirou a relatoria do inquérito das fake news do Alexandre Moraes, um inquérito que já tinha sido encerrado há muito tempo. Uma patologia desse individualismo, uma patologia do tribunal. A questão fica em conversa de corredor. O presidente pediu para o Alexandre encerrar. O Alexandre não encerra, tira a relatoria ou submete ao plenário a extinção do inquérito. O presidente tem essa prerrogativa. Explique para nós qual é o objeto desse inquérito que está em aberto, que está mais parecendo que você tem uma bomba armada pra ameaçar todos e usar quando você quer. Foi o que ele fez, buscando a investigação do Mendonça. Quer dizer, a sucessão de abusos de poder, de forma, de autoridade, acabando com a imagem do Supremo, já muito arranhada por razões de polarização política. O ministro Marco Aurélio dizia que o presidente é um algodão entre os cristais.”

Supremo derretendo por dentro — “Hoje, a questão não é de um Executivo hipertrofiado, nem de um Congresso cortando prerrogativas, é uma briga interna. O que vai ser resolvido é a autofagia. É o Supremo se derretendo por dentro. Isso é muito inédito. É uma crise diferente. Antes você tinha crise de impotência do Supremo, uma impotência natural. O Alexander Hamilton (advogado, estadista, acadêmico, comandante militar, político, banqueiro e economista que participou da Guerra de Independência e da formação dos EUA), talvez o primeiro a teorizar o Poder Judiciário, nos Federalist Papers (série de 85 artigos para ratificar a Constituição dos EUA) ele dizia: “O Poder Judiciário e a Suprema Corte é o Poder menos perigoso, virou nome de livro famoso, porque ele não tem nem a espada, nem a bolsa. Ele não tem nem o exército, nem o orçamento”.

“Mais baixo nível de bandidagem” — “Houve uma ascensão institucional do Supremo, penso eu, que a partir 2003, 2004, 2005, e que começaram as críticas ao que seria um excesso interpretativo do Supremo e era uma discussão que ficava na academia. Será que o Supremo não está extrapolando interpretação no sentido de, em vez de definir o alcance das normas constitucionais, ele está criando norma constitucional? Ele está saindo do campo da interpretação para o campo da integração? Ele está saindo do campo de definir alcance para preencher lacuna, portanto, para criar norma do zero? Que momento bacana, que momento romântico, da gente discutir se havia ou não havia abuso interpretativo. E, com isso, a gente chegava à discussão sobre separação de Poderes, se o Supremo está legislando no sentido hermenêutico. Hoje não é isso. Dói o coração de você ver que 20 anos de pesquisa de muita gente foi para o chão, e hoje o que você tem é a mais baixa várzea política e institucional. O problema não é hermenêutico, o problema é de ministros que estão atravessando a rua e atuando como Executivo, presidente de Senado, presidente de Congresso, tomando medidas de caçar, advocacia administrativa, você já passa para mais baixo nível de bandidagem mesmo.”

Favorável a Flávio — “Antes do escândalo do Alexandre de Moraes, eu falava que o Flávio via ganhar essa eleição. Não vejo um momento de não alternar. Se o Lula 3 tivesse sido um sucesso, já seria algo para falar: Vamos para um quarto mandato? É um (Franklin Delano) Roosevelt (presidente dos EUA eleito quatro vezes seguida e que, depois dele, criou no seu país o limite de dois mandatos presidenciais) da vida? O governo não deu certo. Então, tem todo um cenário possível de maior crescimento próximo do Flávio do que do Lula. Agora vem esse escândalo e, se o Lula quiser salvar, a campanha dele, ele tem que tomar uma atitude radical.”

 

Confira abaixo o vídeo com a íntegra da entrevista no Folha no Ar:

 

 

 

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STF decide se investiga Moraes na terça em prévia do voto a presidente

 

André Mendonça, Alexandre de Moraes, Flávo Bolsonaro e Lula (Montagem: Joseli Matias)

 

Com tendência de crescimento de Flávio Bolsonaro (PL) em empate no 2º turno com Lula (PT), quatro pesquisas nacionais abriram a semana. As quatro foram feitas após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça levantar no dia 1º o sigilo do relatório da Polícia Federal (PF) que revelou as ligações no mínimo questionáveis (confira aqui) entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, hoje preso, e o ministro Alexandre de Moraes.

Fatura entre os milhões e os bilhões — Entre as revelações, Moraes redigiu um contrato de R$ 131 milhões do escritório de advocacia da sua esposa, Viviane Barci, com o Banco Master de Vorcaro. Que depois celebrou outro contrato, de mais R$ 50 milhões, com o mesmo escritório. E Moares passou a ser consultado regularmente como advogado criminal, em ilícito de advocacia administrativa, pelo banqueiro. Que foi preso pela fraude de R$ 50 bilhões no sistema financeiro, maior da história do país.

Glenn Greenwalds, jornalista e advogado constitucionalista dos EUA radicado no Brasil

Esquerda finge que não tem a ver com Moraes — O que isso tem a ver com a reeleição de Lula? “Todos os campos políticos às vezes manipulam a verdade e os fatos. Mas certo tipo de enganação é tão extremo que parece pertencer a outro universo: como a esquerda, de repente, fingindo que não tem nada a ver com Moraes”, advertiu (confira aqui) no dia 2, entre a revelação do relatório da PF e as novas pesquisas, o jornalista estadunidense Glenn Greenwald, radicado no Brasil.

Quem transformou Xandão em herói? — “E quanto àquela tentativa de proibir críticas a ‘Xandão’, rotulando seus críticos de fascistas (…) enquanto comemoravam quando ele censurava e até prendia seus críticos? Foi a esquerda que transformou Moraes em sua divindade e herói. Agora que a situação se tornou constrangedora para eles, nenhuma pessoa racional acreditará nessa tentativa repentina de fingir que isso nunca aconteceu”, conclui o jornalista.

Juízo tem imparcialidade da Vaza Jato — Moraes passou a “herói da democracia” para muitos lulopetistas por ter conduzido o julgamento e condenação de Jair Bolsonaro (PL) pelo STF em 11 de setembro de 2025, por tentativa de golpe de Estado. Glenn Greenwald foi o jornalista à frente da Vaza Jato em 2019, quando revelou (relembre aqui) mensagens entre juízes e procuradores da Lava Jato que ajudariam a anular no STF, em 2021, a condenação de Lula por corrupção.

Flávio sangrou com Vorcaro — Greenwald comandou jornalisticamente a Vaza Jato no site Intercept Brasil, que ajudou a fundar em 2016 e do qual se afastaria em 2020. Foi o mesmo site que, no último dia 11 de maio, revelou o áudio de Flávio pedindo R$ 134 milhões a Vorcaro (confira aqui) para o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). E causou, de maio a agosto de 2026, a queda nas intenções de voto do filho 01 de Jair.

Lula sangrou com Lulinha — O que estancou a queda de Flávio em agosto? Lula também começou a sangrar nas pesquisas com o vazamento de mensagens (confira aqui) entre seu filho Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger. Além de suspeita do envolvimento de ambos com a quadrilha que fraudou o INSS em R$ 6,3 bilhões, Roberta fez repasses em espécie e joias ao então chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, mais conhecido como Marcola.

Resultado do 2º turno, hoje, é imprevisível — Gradativamente, Flávio passou a reduzir a vantagem de Lula nas intenções de voto. Até que, após Mendonça levantar o sigilo do relatório da PF que expôs a relação entre Vorcaro e Moraes e abriu uma crise sem precedentes nos 135 anos de história do STF, o provável 2º turno entre Lula e Flávio, marcado para 25 de outubro, passou a ter resultado imprevisível nas pesquisas.

Quatro pesquisas da semana — Nas projeções de 2º turno, a Quaest de segunda (7) deu Lula 41% a 41% Flávio. A Nexus de terça (8): Flávio 46% a 45% Lula. A Ideia de quarta (9): Lula 46% a 46% Flávio. A AtlasIntel de quinta (10): Flávio 46,4% a 46,2% Lula. Em todas as quatro pesquisas da semana, comparadas com as anteriores dos mesmos institutos, Lula apareceu em leve tendência de queda e Flávio de crescimento.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Moraes e Vorcaro: 75,5% sabem — Dos quatro levantamentos, só o da Ideia fez perguntas relativas à crise no STF, à relação de Vorcaro com Flávio, ao caso Lulinha e suas influências nas eleições. “Ficou sabendo da relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro?”, perguntou a pesquisa. A maioria de 75,5% dos brasileiros respondeu: “Já ouvi falar”. Uma minoria de apenas 11,8% respondeu: “Não ouvi falar”. Outros 12,7% não souberam responder.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Problema do STF, de Moraes ou dos dois? — A Ideia também perguntou: “O que pensa da relação entre Moraes e Vorcaro?”. Ao que 30,0% responderam: “É um problema do STF como instituição”. Outros 18,2% responderam: “É um problema de um ministro (Moraes) em particular”. A maior parte de 40,5% respondeu: “É um problema dos dois (STF e Moraes) igualmente”. Outros 11,3% não souberam responder.

 

 

Flávio e Vorcaro: 76,3% sabem — Em contrapartida, a Ideia também perguntou: “Ficou sabendo da relação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro?”. A maioria de 76,3% dos brasileiros respondeu: “Já ouvi falar”. Uma minoria de apenas 11,2% respondeu: “Não ouvi falar”. Outros 12,5% não souberam responder.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Vorcaro diminui voto em Flávio: 47,9% — A Ideia perguntou depois: “A relação com Vorcaro muda sua chance de votar em Flávio?”. Em problema ao candidato de oposição, a maior parte de 47,9% respondeu: “Diminui a chance de votar em Flávio”. Resilientes 32,2% responderam: “Não muda a chance de votar em Flávio”. Outros 9,3% responderam: “Aumenta a chance de votar em Flávio”. Não souberam responder 10,7%.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Dino em novo capítulo do “Dark Horse” — Feita entre 4 e 7 de setembro, a pesquisa Ideia não pôde captar o efeito eleitoral do novo capítulo no caso “Dark Horse”, no dia 10. Quando o ministro do STF Flávio Dino levantou o sigilo das investigações da PF, que cumpriu 49 mandados de busca e apreensão, e determinou cautelarmente que o deputado federal Mário Frias (PL/SP) não possa deixar o país. Ele é produtor-executivo e roteirista da cinebiografia. E Flávio passou à condição de investigado da PF no caso, por suspeita de lavagem de dinheiro.

Caso Lulinha: 80,3% sabem — Mais que das relações de Moraes e Flávio com Vorcaro, o eleitor pareceu estar ciente do caso de Lulinha. A Ideia perguntou: “Ficou sabendo das denúncias contra o filho de Lula?”. A maioria de 80,3% dos brasileiros respondeu: “Já ouvi falar”. Uma minoria de apenas 9,5% respondeu: “Não ouvi falar”. Outros 10,2% não souberam responder.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Lulinha diminui voto em Lula: 24,5% — No entanto, a resiliência dos eleitores de Lula em relação às denúncias contra o filho foi ainda maior que dos eleitores de Flávio por sua relação com Vorcaro. A Ideia perguntou: “O caso do filho de Lula muda sua chance de voto em Lula?”. E 39,9% responderam: “Aumenta a chance”. Outros 26,1% responderam: “Não muda a chance”. Para 24,5%: “Diminui a chance de votar em Lula”. Não souberam responder 9,5%.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Fachin anula decisões de Mendonça e Dino sobre Andrei — Há outros fatos cujo impacto eleitoral só as próximas pesquisas revelarão. No dia 9, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, anulou as decisões de Mendonça e Dino, para tirar e reconduzir o delegado Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da PF. Sobre Andrei e o Procurador-Geral da República (PGR), Paulo Gonet, pesam suspeitas de relações não republicanas com Vorcaro, regadas a degustação de charutos e whisky em Londres.

Fachin tira inquérito das fake news de Moraes — Também no dia 9, Fachin tirou de Moraes a relatoria do inquérito das fake news. Que foi aberto por ofício em 2019, em ato alheio ao ordenamento jurídico brasileiro, pelo então presidente do STF, ministro Dias Toffoli. Ele nomeou o relator sem sorteio, dando a Moraes seu maior instrumento de poder nos últimos 7 anos. Que usou contra simples críticos à sua atuação e, por fim, para pedir a investigação de Mendonça após este levantar o sigilo do relatório da PF.

Pleno do STF decide se investiga Moraes na terça. E Mendonça? — Também no dia 9, Fachin marcou para a próxima terça (15) o julgamento do pedido de investigação de Moraes, feito por Mendonça, no pleno do STF. Moraes reagiu e pediu ontem (11) a Fachin que também seja julgado na terça seu pedido para investigar Mendonça. Enquanto este, também ontem, teve de Fachin prazo de 24h para levantar todo o sigilo do caso Master. Como, acuados pela opinião pública, Lula e Flávio passaram a pregar.

Pouca ou nenhuma confiança no STF: 49,7% — Antes desses novos fatos em cascata, a pesquisa Ideia perguntou ao eleitor: “Qual a sua confiança no STF?”. Praticamente a metade dos brasileiros, ou 49,7% deles, respondeu “pouca” (28,4%) ou “nenhuma” (21,3%). Os que disseram confiar, mesmo que só parcialmente, foram 38,5%, divididos entre os 31,2% que responderam ter “alguma” confiança e a minoria de apenas 7,3% que disse ter “muita”. Outros 11,7% não souberam responder.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Prévia no STF da eleição a presidente — Com base nessa divisão entre as denúncias que afetam as candidaturas de Lula e Flávio, suas tendências eleitorais e a confiança do brasileiro no STF, o pleno deste decidirá na próxima terça mais que a investigação ou não de Moraes e Mendonça. A apenas 19 dias do 1º turno, com outros 21 dias depois ao 2º turno, a decisão dos ministros terá o poder de definir a disputa acirrada pelo voto popular a presidente da República.

 

Página 2 da edição de hoje (12) da Folha da Manhã

 

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Crise do STF, interferência no RJ e eleições no Folha no Ar desta 6ª

 

(Arte: Joseli Matias)

 

Advogado, professor da Uerj e ex-assessor do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Alexandre de Azevedo Campos é o convidado para encerrar a semana do Folha no Ar, a partir das 7h25 da manhã desta sexta (11), ao vivo, na Folha FM 98,3.

Ele analisará a crise no STF que arrasta o país (confira aqui, aquiaqui, aqui e aqui), cuja reprodução da polarização política entre lulopetismo e bolsonarismo parece refletida no embate aberto entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, assim como a interferência da Corte (confira aqui, aqui, aqui e aqui) na política do RJ.

Carlos Alexandre também tentará projetar, com base nas pesquisas mais recentes, a eleição a governador (confira aqui, aqui e aqui) e das duas cadeiras ao Senado (confira aqui, aqui e aqui) do RJ. E avaliará as candidaturas de Campos e região a deputado federal e estadual.

Por fim, o jurista tentará ainda projetar, com as consequências da crise do STF já registradas nas pesquisas mais recentes (confira aqui e aqui), a eleição a presidente da República.

Quem quiser participar do Folha no Ar desta sexta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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Na incerteza de 2º turno no RJ, Paes patina e Ruas cresce

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Com Eduardo Paes (PSD) líder em todas as pesquisas, a eleição a governador do RJ terá ou não 2º turno? Na pesquisa Real Time Big Data (confira aqui) no dia 2, a projeção é de uma disputa em dois turnos. Nas pesquisas Quaest (confira aqui) e do instituto Paraná, divulgadas ontem (8), há possibilidade matemática da fatura ser definida em turno único.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Paes 43,5% a 20,3% Ruas no 1º turno — Na consulta estimulada (com os nomes dos candidatos) da pesquisa Paraná a governador do RJ, Paes teve 43,5% de intenção de voto. Ele foi seguido por Douglas Ruas (PL), com 20,3%; Anthony Garotinho (REP), com 9,8%; André Marinho (Novo), com 3,4%; Cyro Garcia (PSTU), com 2,3%; e Coronel Busnello (Missão), com 1,6%.

Na margem de erro para o 2º turno — Também pontuaram a governador Juliete (UP), com 1,4%; William Siri (Psol), com 1,1%; e Luan Monteiro (PCO), com 0,3%. Somadas as intenções de voto de todos os demais candidatos são 40,2 pontos, 3,3 abaixo dos 43,5% de Paes. O que, na margem de erro de 2,5 pontos para mais ou menos da pesquisa, deixa incerta a existência de 2º turno.

Tendência: Paes patina, Ruas cresce — No entanto, a comparação da série de pesquisas Paraná no RJ, a tendência não foi favorável a Paes. Indicando que bateu em seu teto de votos, ele oscilou 1 ponto para baixo entre os 44,5% de intenção que tinha em agosto aos 43,5% de setembro. No mesmo período, Ruas teve crescimento real de 4,8 pontos: de 15,5% aos atuais 20,3%.

Garotinho sob o fantasma da inelegibilidade — Na 3ª colocação e sob o fantasma da inelegibilidade (confira aqui, aqui e aqui), Garotinho oscilou para baixo como Paes na série de pesquisas Paraná a governador. O político de Campos perdeu 1,8 ponto entre os 11,6% de intenção que tinha em agosto e dos 9,8% que tem hoje.

Garotinho lidera rejeição — A pesquisa Paraná de setembro a governador do RJ não fez simulação de 2º turno. Mas no índice negativo que o define, Garotinho liderou a rejeição, com 38,0%. Ele foi seguido, 14,9 pontos atrás, por Paes, com 23,1%. Em 3º lugar no índice negativo, ficaram em empate numérico Ruas e Cyro, com 13,5% de rejeição cada.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Eleição matematicamente aberta — A consulta espontânea, em que o eleitor fala da própria cabeça em quem vai votar e revela intenção de voto cristalizada, mostrou uma eleição matematicamente aberta. A maioria de 57,5% dos fluminenses diz não saber em quem votará a governador. Nos que sabem, Paes liderou com 21,1% de intenção; seguido de Ruas, com 9,0%.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Dados da pesquisa — A nova pesquisa Paraná a governador ouviu presencialmente 1.600 eleitores de 57 dos 92 municípios fluminenses, entre 5 e 7 de setembro. Com margem de erro de 2,5 pontos para mais ou menos, teve o registro RJ01671/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

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Efeito Moraes: Lula e Flávio em empate no 1º e 2º turno

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Empatados numericamente em 46% a 46% na projeção ao 2º turno presidencial, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) estão também tecnicamente empatados nas consultas ao 1º turno, daqui a 25 dias. Na consulta estimulada: Lula 38,4% a 37,3% Flávio, apenas 1,1 ponto atrás. Na espontânea: Lula 30,7% a 28,0% Flávio, 2,7 pontos atrás.

Empate de Lula e Flávio em três pesquisas — Foi o que revelou a pesquisa presidencial Ideia revelada hoje (9), com margem de erro de 2,5 pontos para mais ou menos. O empate no 2º turno não era novidade (confira aqui). Na Quaest de segunda (7) ficou em Lula 41% a 41% Flávio. E na Nexus de terça (8), em empate técnico com Flávio numericamente à frente: 46% a 45% de Lula.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Tendência favorável a Flávio no 2º turno — Se os números indicam indefinição, a comparação com pesquisas anteriores dos mesmos institutos revela tendência favorável a Flávio. Na Ideia de agosto, a vantagem de Lula sobre Flávio no 2º turno era de 5,5 pontos: 48,5% a 43%. Na Ideia de setembro, Lula caiu 2,5 pontos, Flávio cresceu 3 e a diferença deixou de existir.

Tendência favorável a Flávio no 1º turno — A tendência se repete ao 1º turno. Na consulta espontânea, onde o eleitor fala da própria cabeça em quem vai votar e revela intenção de voto consolidada, a vantagem de Lula sobre Flávio era de 11,4 pontos na Ideia de agosto: 34,4% a 23%. Na Ideia de setembro, Lula perdeu 3,7 pontos, Flávio cresceu 5 e a diferença caiu para 2,7 pontos.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Custo Moraes à campanha de Lula — A tendência favorável a Flávio apareceu em todas as pesquisas feitas após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça levantar, no dia 1º, o sigilo do relatório da Polícia Federal (PF) do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Que revelou relações (confira aqui) no mínimo questionáveis com outro ministro do STF: Alexandre de Moraes.

Empate técnico de Lula e Flávio no 1º turno — Na consulta estimulada, com os nomes dos candidatos, a Ideia de setembro projetou um único cenário, em que incluiu Pablo Marçal (PRTB). Como não fez isso em agosto, impossibilita aferir tendências. Mas, após Lula (38,4%) e Flávio (37,3%), vieram Augusto Cury (Avante), com 6,6%; e Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD): 4% cada.

Empate técnico de Lula e Flávio na rejeição — Fundamental à definição do 2º turno, a rejeição também revela leve tendência favorável a Flávio. Se ele liderou numericamente o índice negativo em agosto, com 48%, perdeu 2,3 pontos na Ideia de setembro, com 45,7% de rejeição. Que hoje, em outro empate técnico, é liderada por Lula, com 46,6%.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Lula 3: 48,4% desaprovam, 46,5% aprovam — Considerado um dos principais obstáculos à reeleição de Lula, sua aprovação de governo caiu 2 pontos na série Ideia: de 48,5% de agosto aos 46,5% em setembro. O que é outro empate técnico com os 48,4% que hoje (0,6 ponto a menos que os 49,0% de agosto) desaprovam o Lula 3.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Dados da pesquisa — A pesquisa Ideia de agosto entrevistou 1.500 eleitores por telefone, entre 4 e 7 de setembro. Com margem de erro de 2,5 pontos para mais ou menos, teve o registro BR-07935/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Flávia Tavares, jornalista e editora-chefe do Meio

Empate triplo de Lula e Flávio — “Após uma sequência de escândalos, Lula e Flávio aparecem triplamente empatados: na sondagem de 1º turno espontânea e estimulada e na rejeição. O eleitor só quer um dos dois na mesma medida em que não quer o outro de forma alguma”, resumiu a jornalista Flávia Tavares, editora-chefe do Meio, que encomendou a pesquisa Ideia.

William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE

Análise do especialista — “A 25 dias da eleição, Lula e Flávio aparecem tecnicamente empatados no 1º turno, no 2º turno e na rejeição. No 1º turno, a vantagem numérica de Lula é de apenas 1,1 ponto percentual no cenário estimulado”, resumiu William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.

“No 2º turno, Lula e Flávio registram empate numérico de 46%. E na rejeição, a desvantagem numérica de Lula é de apenas 0,9 pontos percentuais. Ainda dentro do cenário projetado pela pesquisa, a aprovação de governo de Lula é de 46,5%, sendo superada pela sua rejeição: 48,4%”, completou o estatístico.

 

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Eleições de Campos e SJB ao Brasil no Folha no Ar desta 5ª

 

(Arte: Joseli Matias)

 

Administrador público e assessor da Câmara Municipal de São João da Barra (SJB), José Vitor Silva é o convidado do Folha no Ar a partir das 7h20 desta quinta (10), ao vivo, na Folha FM 98,3.

Ele analisará as candidaturas de Campos e região à Câmara dos Deputados e à Alerj, que tem dois deputados estaduais ligados a SJB como candidatos à reeleição: Bruno Dauaire (União) e a ex-prefeita sanjoanense Carla Machado (PSD).

Com base nas pesquisas mais recentes (confira aqui, aqui e aqui), José Vitor tentará projetar a eleição a governador, na dúvida de conclusão em um ou dois turnos, e às duas cadeiras (confira aqui, aqui e aqui) ao Senado do RJ.

Ele analisará a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e sua influência na eleição a presidente da República, que também tentará projetar (confira aqui e aqui) a partir das pesquisas mais recentes.

Quem quiser participar do Folha no Ar desta quinta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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Diferente da Big Data, Quaest reabre Paes governador no 1º turno

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

A eleição a governador do RJ terá 2º turno? Na pesquisa Real Time Big Data divulgada no dia 2, sim, terá. Na pesquisa Quaest divulgada hoje (8) seria definida em turno único pelo líder Eduardo Paes (PSD). Que, na consulta estimulada ao 1º turno, teve 39% de intenção, seguido de Douglas Ruas (PL), com 18%; e Anthony Garotinho (REP), com 8%.

Pela Quaest, Paes pode levar no 1º turno — A eleição é definida no 1º turno quando nele um candidato tem, pelo menos, um voto a mais que a soma dos outros candidatos. Na pesquisa Quaest, os 39% de Paes são 8 pontos a mais, fora da margem de erro de 3 pontos para mais ou menos, que os 31 da soma dos demais: 18% de Ruas + 8% de Garotinho + 5% de quatro outros candidatos.

Pela Real Time Big Data, haverá 2º turno — No entanto, na pesquisa Real Time Big Data (confira aqui) da semana passada, Paes teve 35% de intenção de voto na consulta estimulada. Foram 7 pontos a menos que os 42 dos demais candidatos: 21% de Ruas, 7% de Garotinho, 5% de William Siri (Psol), 4% de Coronel Busnello (Missão), 3% de André Marinho e 2% de outros candidatos.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Movimentos da Quaest — Com metodologia e conclusões diferentes da Big Data, a Quaest trouxe uma oscilação de 2 pontos para cima de Paes entre os 37% de intenção de voto que tinha em agosto e os 39% deste mês. No mesmo período, Ruas cresceu 4 pontos, de 14% aos 18% de setembro. Garotinho oscilou 1 ponto para cima: de 7% aos atuais 8%.

Paes bate Ruas e Garotinho no 2º turno — Apesar de apontar possibilidade de conclusão no 1º turno, a Quaest teve dois cenários de 2º turno. Nos quais Paes bateria tanto Ruas, por 52% a 26%; quanto Garotinho, por 53% a 17%. A vantagem de 26 pontos de Paes em um 2º turno contra Ruas é grande, mas caiu 4 pontos em relação aos 30 da Quaest de agosto: Paes 50% a 20% Ruas.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Garotinho lidera rejeição: 68% —  Fundamental à definição do 2º turno, a rejeição entre os candidatos a governador do RJ segue liderada por Garotinho: 68% dos eleitores que o conhecem não votariam nele. À distância, ele foi seguido no índice negativo por Cyro Garcia (PSTU), com 39%; Paes, com 38%; e Ruas, com 26% de rejeição.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Dados da pesquisa — A nova pesquisa Quaet a governador do RJ ouviu 1.302 eleitores fluminenses, entre os dias 4 e 7 de setembro. Com margem de erro de 3 pontos para mais ou menos, teve o registro RJ-04768/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

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Crise no STF, afastamento na PF e eleições no Folha no Ar desta 4ª

 

(Arte: Josei Matias)

 

Geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE, William Passos é o convidado do Folha no Ar a partir das 7h25 da manhã desta quarta (9), ao vivo, na Folha FM.

Ele analisará a crise (confira aqui) no Supremo Tribunal Federal (STF) e seu mais recente capítulo: o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, por determinação (confira aqui) do ministro do STF André Mendonça, que já conta com maioria na 2ª Turma da Corte.

Com base nas pesquisas mais recentes, William também tentará projetar as eleições a governador (confira aqui e aqui) e senadores (confira aqui, aqui e aqui) do RJ. E analisará os candidatos de Campos e região a deputado federal e estadual.

Por fim, também como base das pesquisas mais recentes (confira aqui), o estatístico tentará projetar a eleição a presidente da República.

Quem quiser participar do Folha no Ar desta quarta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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Efeito Moraes prejudica Lula e favorece Flávio nas pesquisas

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

A associação entre o governo Lula (PT) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes parece afetar as chances de reeleição do primeiro. É o que sugerem as novas pesquisas presidenciais Quaest e Nexus, ontem (7) e hoje (8). No 2º turno da Quaest: Lula 41% a 41% Flávio. No 2º turno da Nexus: Flávio 46% a 45% Lula.

Após revelação das ligações de Moraes com Vorcaro — As duas pesquisas presidenciais foram feitas após o também ministro do STF André Mendonça levantar no dia 1º (confira aqui) o sigilo de um relatório da Polícia Federal (PF) que revelou ligações de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do liquidado Banco Master. Que é responsável pela maior fraude financeira na história do Brasil.

Vantagem de Lula de 8 pontos deixa de existir na Quaest — Na série de pesquisas Quaest, em 15 de julho, Lula bateria Flávio no 2º turno por 45% a 37%, 8 pontos de vantagem, além do limite da margem de erro de 2 pontos para mais ou menos. Em 7 de setembro, após a repercussão do caso Lulinha e, recentemente, das ligações de Vorcaro e Moraes, a vantagem de Lula a Flávio no 2º turno deixou de existir.

Na Nexus, vantagem numérica de Lula hoje é de Flávio — Na série de pesquisas Nexus, em 27 de julho, Lula bateria Flávio no 2º turno por 47% a 43%, 4 pontos de vantagem e um empate técnico no limite da margem de erro de 2 pontos para mais ou menos. Em 7 de setembro, o empate técnico se mantém, mas com Flávio numericamente à frente de Lula, por 1 ponto, no 2º turno.

“Herói da democracia”? — Após conduzir o julgamento e a condenação no STF, em 11 de setembro de 2025, do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado, Moraes passou a ser incensado como “herói da democracia” por boa parte dos lulopetistas. Menos de um ano depois, com as ligações de Moraes e Vorcaro, a conta eleitoral começou a vir.

Quaest: 50% desaprovam Lula 3, 43% aprovam — Esse preço também é pago na aprovação de governo. Pela Quaest de 7 de setembro, o Lula 3 é hoje desaprovado por 50% dos brasileiros, com 43% que aprovam, 7 pontos a menos. Essa diferença era de 3 pontos, menos da metade, há apenas cinco dias. Na Quaest de 2 de setembro, eram 48% os que desaprovavam e 45% os que aprovavam.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Nexus: 50% desaprovam Lula 3, 45% aprovam — Já na série Nexus, a diferença negativa na aprovação ao Lula 3 se manteve nos mesmos 5 pontos nos últimos 8 dias. Em 31 de agosto, 51% desaprovavam o governo, contra 46% que aprovavam. Em 8 de setembro, 50% desaprovam, enquanto 45% aprovam.

Glenn Greenwalds, jornalista e advogado constitucionalista dos EUA radicado no Brasil

Jornalista da Vaza Jato — Jornalista estadunidense radicado no Brasil, Glenn Greenwald ganhou notoriedade com a Vaza Jato em 2019. Quando ele revelou a promiscuidade de juízes e procuradores da operação Lava Jato e ajudou a anular suas condenações, inclusive de Lula. Que pôde voltar a se candidatar e se eleger presidente pela 3ª vez em 2022.

Preço da esquerda — Em 2026, após as revelações das relações de Moraes e Vorcaro, o mesmo Greenwald advertiu (confira aqui) no último dia 2: “Foi a esquerda que transformou Moraes em sua divindade e herói. Agora que a situação se tornou constrangedora para eles, nenhuma pessoa racional acreditará nessa tentativa repentina de fingir que isso nunca aconteceu.”

Dados das pesquisas — A pesquisa Quaest ouviu presencialmente 2.004 eleitores, de 3 a 6 de setembro, com o registro BR-01720/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A pesquisa Nexus ouviu por telefone 2.002 eleitores, de 4 a 7 de setembro, com o registro BR-06790/2026 no TSE. As duas pesquisas tiveram margem de erro de 2 pontos para mais ou menos.

 

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Prisão de Bacellar e eleições com Marquinho no Folha no Ar desta 3ª

 

(Arte: Joseli Matias)

 

Vereador de oposição em Campos, Marquinho Bacellar (União) é o convidado do Folha no Ar a partir das 7h da manhã desta terça (8), ao vivo, na Folha FM 98,3.

Ele falará do caso que gerou prisão do irmão (confira aqui e aqui), o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar (União), do destino do seu grupo nas eleições de outubro (confira aqui e aqui) e da crise (confira aqui) no Supremo Tribunal Federal (STF).

Com base nas pesquisas mais recentes, Marquinho também tentará projetar as eleições a governador (confira aqui, aqui, aqui e aqui) e senadores (confira aqui, aqui e aqui) do RJ. E analisará os candidatos de Campos e região a deputado federal e estadual.

Por fim, também como base das pesquisas mais recentes (confira aqui, aqui e aqui), o vereador tentará projetar a eleição a presidente da República.

Quem quiser participar do Folha no Ar desta terça poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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Defesa de Moraes tem paralelo: 8 de janeiro de 2023

 

Do seu camarote, ministro do STF Alexandre de Moraes exibe o dedo do meio como resposta à arquibancada que o vaiava no jogo Conrinthias e Palmeiras, pelas oitavas de final da  Copa do Brasil, na noite de 30 de julho de 2025

 

 

Defesa de Moraes tem paralelo: 8 de janeiro de 2023

Por Aluysio Abreu Barbosa

 

“Inacreditável o que fez Alexandre de Moraes. Acho que nem mesmo a imaginação mais fértil e pessimista poderia antever esse tipo de atitude. O ministro tenta arrastar o STF (Supremo Tribunal Federal) para o subsolo da podridão.” Foi o que disse no início da manhã de ontem (4) o advogado criminalista Felipe Drumond.

Felipe foi o convidado do programa Folha no Ar na manhã de quinta-feira (3), quando analisou juridicamente o relatório da investigação da Polícia Federal sobre o caso Master. Que trouxe fortes suspeitas sobre o envolvimento no mínimo suspeito entre o ministro do STF Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, hoje preso.

No Brasil em que o STF virou protagonista político da República e defensor dos interesses pessoais de seus ministros, muito além (e muito aquém) do papel de defensor da Constituição, os fatos se sucedem “numa velocidade estonteante”, como cantou Caetano. A análise da crise no STF pelo criminalista seria aproveitada na edição da Folha deste sábado (5). Mas ficou velha com os novos fatos.

Ainda na noite de quinta, como relator do inquérito das fake news, Moraes pediu ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, a investigação de Mendonça por improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade na divulgação das mensagens do celular de Vorcaro. Que têm Moraes posto a nu como advogado do responsável pelo maior rombo do sistema financeiro na história do país.

“Primeiro, Moraes se coloca como vítima de atos que seriam nulos por violarem o sistema acusatório. Atos de Mendonça que foram muito menos contundentes que todas as providências investigatórias que Moraes vem tomando na presidência de inquéritos no STF. E que a Corte tem referendado como supostamente convergentes com a Constituição”, analisou o criminalista Felipe Drumond na manhã de sexta.

Ainda na noite de quinta, após Moraes dobrar a aposta, Mendonça a cobriu. O ministro do STF “terrivelmente evangélico” indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também pediu ao presidente Fachin que Xandão, “herói da democracia” indicado pelo ex-presidente “golpista” Michel Temer (MDB), fosse afastado cautelarmente do STF.

Em movimento de pinça com Moraes, na noite de quinta foi revelado que Gilmar Mendes, decano do STF, tinha se reunido com Lula (PT) na tarde de terça. Foi logo depois de o relatório da PF com base no celular de Vorcaro desnudar Moraes. Ao estilo Jair Bolsonaro e Renan Santos (Missão), Gilmar aconselhou o atual presidente da República a “reagir” a ordens de Mendonça à PF que considerasse “ilegais”.

“Como assim?!?! Um ministro do STF defendendo explicitamente que decisões de magistrados podem não ser cumpridas?! Sem contar que, mais uma vez, Gilmar extrapola como assessor especial do Poder Executivo! É inaceitável esse tipo comportamento de um ministro do STF”, delimitou ainda na noite de quinta o estrategista político carioca Orlando Thomé Cordeiro.

Quem reagiu foi Fachin. Primeiro, na manhã de ontem, tirou o pedido de Moraes para investigar Mendonça do inquérito das fake news. Pouco depois, em reunião com Lula mais republicana que a de Gilmar na terça, o presidente do STF anunciou urgência em acabar com o próprio inquérito das fake news e impor um código de ética à Corte.

Desde terça, quando Mendonça levantou o sigilo da investigação da PF, já cabia a Fachin decidir se e quando encaminhará ao plenário da Corte a decisão de investigar ou não Moraes pela promiscuidade da sua relação com Vorcaro, revelada no celular deste. Agora o presidente do STF vai conduzir pessoalmente os dois inquéritos com o chumbo trocado entre Moraes e Mendonça.

Alheio ao ordenamento jurídico brasileiro, o inquérito das fake news foi aberto de ofício em 2019 pelo então presidente do STF, ministro Dias Toffoli. Que, sem o sorteio regimental, nomeou Moraes relator. O objetivo foi rasgar a Constituição para censurar matéria da revista Crusoé, em que o empresário Marcelo Odebrecht afirmava ser Toffoli “o amigo do amigo do meu pai”, destinatário de propina revelado na Lava Jato.

Procuradora-Geral da República (PGR) à época, Raquel Dodge classificou o STF como “tribunal de exceção” pela instalação do inquérito das fake news. Que, segundo seu parecer, servia para acumular em um mesmo órgão as funções de investigar, acusar e julgar. Ela tentou arquivar e declarar a nulidade do inquérito ainda em 2019. O ex-promotor de Justiça Moraes ignorou a manifestação da PGR.

Quem se deu ao trabalho, mais de sete anos depois, de ler na terça as 218 páginas do relatório da PF, sobre o que havia no celular de Vorcaro, tem perguntas óbvias.

Por que um ministro do STF redigiu um contrato de R$ 129 milhões entre o escritório de advocacia da sua esposa e um banco que dava um rombo estimado em mais de R$ 50 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC)?

Por que, depois disso, o dono do banco buscou nesse ministro do STF as orientações de um advogado criminal, dois dias antes de ser preso pela PF?

Por que, depois do contrato de R$ 129 milhões, outra empresa do dono do banco firmou outro contrato, de outros R$ 50 milhões, com o mesmo escritório da mesma esposa do mesmo ministro, tentando pagar com um jatinho e um helicóptero?

Por que o dono do banco mandou emitir cartões de crédito com limite de R$ 300 mil para dois filhos dos três filhos do mesmo ministro do STF e da mesma advogada?

Por que o ministro do STF e um banqueiro já investigado pela PF, a pedido do Ministério Público Federal (MPF), se encontraram pessoalmente, no mínimo, seis vezes? Por que interagiram 187 vezes por celular?

Por que, numa dessas quase duas centenas de interações, o banqueiro se declarou ao ministro do STF: “Estamos juntos sempre. Você sabe que tenho gratidão da minha vida a você. Toda minha família, funcionários, parceiros, amigos que dependem de nós têm uma dívida de vida contigo e com a sua família. Muito obrigado por tudo. Agora é continuar na pegada pra conseguir concluir, se Deus quiser”?

Quem ainda relativiza a necessidade dessas respostas ao Estado Democrático de Direito no Brasil tem seu paralelo. Com qualquer um que tenha participado ou apoiado a invasão à Praça dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Flávio lidera no RJ em empate técnico com Lula e aquém de Jair

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Flávio Bolsonaro (PL) lidera numericamente a corrida presidencial no estado do Rio de Janeiro (RJ), mas em empate técnico com Lula (PT), nas consultas estimuladas (com a apresentação dos nomes dos candidatos) ao 1º e 2º turno. A pouco mais de 30 dias da urna de 4 de outubro, foi o que revelou a pesquisa Real Time Big Data de setembro.

RJ: Flávio 45% a 41% Lula no 2º turno — Na estimulada ao 1º turno, Flávio tem 36% de intenção de voto entre os eleitores fluminenses, 2 pontos acima dos 34% de Lula. A liderança numérica, em empate técnico na margem de erro de 2 pontos para mais ou menos da pesquisa, se repete no cenário de 2º turno: Flávio 45% a 41% Lula.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Peso nacional do RJ — Estado capital à definição nacional de uma eleição a presidente que todas as pesquisas recentes projetam apertada e em dois turnos, o RJ tem 12,857 milhões de eleitores aptos a votar. Atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais, é o 3º maior colégio eleitoral do país, com 8,1% de todos os eleitores brasileiros.

Flávio 2026 aquém de Jair 2022 — A vantagem numérica de Flávio ao 1º e 2º turno no RJ é inferior ao desempenho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra Lula em 2022. Quando o capitão perdeu nacionalmente por 1,8 ponto, mas bateu o petista no RJ por 10,41 pontos no 1º turno (51,09% a 40,68% dos votos válidos) e por 13,06 pontos no 2º turno (56,53% a 43,47%).

Filho 01 mais de 11 pontos abaixo do pai — Pela pesquisa Big Data, Flávio teria hoje 15,09 pontos de intenção de voto a menos do que os votos que seu pai de fato teve no 1º turno presidencial de 2022 do RJ. O filho 01 também teria hoje 11,53 pontos de intenção de voto a menos do que os votos que Jair de fato teve no 2º turno presidencial de 2022 do RJ.

Cury chega a 13% no RJ a presidente — A Big Data captou no RJ o reflexo da principal mudança da semana (confira aqui e aqui) nas pesquisas presidenciais. Na consulta estimulada ao 1º turno, Augusto Cury (Podemos) teve 13% de intenção de voto entre os fluminenses. Junto com Flávio e Lula, mas abaixo destes, Cury é o único no estado e no país a pontuar em dois dígitos a presidente.

Rejeição no RJ: Lula 50% a 49% Flávio — Como ocorre nacionalmente, Lula e Flávio também lideram no RJ entre os candidatos a presidente na rejeição, índice negativo e fundamental à definição do 2º turno. Não votariam em Lula 50% dos fluminenses, em empate técnico e apenas 1 ponto a mais com os 49% que não votam em Flávio. Cury tem só 26% de rejeição no estado.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Lula 3 desaprovado por maioria de 55% do RJ — Um dos principais obstáculos à reeleição de Lula nas pesquisas nacionais, a desaprovação ao seu trabalho como presidente chega à maioria de 55% dos eleitores fluminenses. Os que aprovam, 13 pontos abaixo, são 42%.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Dados da pesquisa — A pesquisa Real Time Big Data a presidente entrevistou 2.000 eleitores do RJ, entre 28 de agosto e 1º de setembro. Com margem de erros de 2 pontos para mais ou menos, teve o registro BR-02209/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

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