Prefeito Frederico recebe PT de Campos e Sindipetro NF

 

Tezeu Bezerra, Guilherme Cordeiro, Frederico Paes, Sergio Borges e Danilo Dutra, em reunião na tarde de hoje, no gabinete do prefeito (Foto: Divulgação)

Uma reunião da tarde de hoje aproximou o governo municipal Frederico Paes (MDB) e o PT de Campos. Com o prefeito, se reuniram o presidente municipal da legenda Danilo Dutra, e os petroleiros Sergio Borges, Tezeu Bezerra e Guilherme Cordeiro, respectivamente, coordenador geral, diretor financeiro e diretor administrativo do Sindipetro NF, todos também petistas.

Na conversa, foram elencadas possibilidades de parceria. Como a assistência aos assentados rurais do município pela secretaria de Agricultura de Campos e uma parceria técnica entre o Sindipetro NF e a Ompetro (Organização dos Municípios Produtores de Petróleo e Gás Natural da Bacia de Campos), do qual Frederico também é presidente.

Os petistas também indagaram sobre a liberação dos seus secretários e subsecretários à campanha presidencial de outubro, polarizada em todas as pesquisas entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que cada um apoiar pessoalmente. E tiveram sinal verdade de Frederico. Ele lembrou que há petistas e bolsonaristas fervorosos em sua equipe de governo. E que todos poderão apoiar quem quiserem a presidente.

Por fim, Tezeu também lembrou sobre a adequação do município à possível aprovação do Projeto de Lei Complementar nº 185/2024, que regulamenta a aposentadoria especial dos agentes comunitários de saúde e de combate às endemias. A proposta garante aposentadoria com salário integral e reajustes iguais aos da ativa aos agentes que cumprirem requisitos mínimos de idade e tempo de serviço. Frederico ficou de colocar seu chefe de gabinete, o ex-procurador Matheus José, para estudar o caso.

 

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Lula em empate técnico no 2º turno com Flávio, Ciro, Caiado e Zema

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Primeira pesquisa presidencial após o Senado recusar no dia 29 (confira aqui) o nome de Jorge Messias, feita por Lula (PT), ao Supremo Tribunal Federal (STF), o Real Time Big Data trouxe hoje a primeira pesquisa presidencial de maio, a menos de 5 meses da urna de 4 de outubro. Numericamente atrás de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, mas na margem de erro, Lula hoje teria empate técnico com outros três nomes: o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) e os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).

Segundo turno: Flávio 44% a 43% Lula —  Hoje, a exatos 5 meses e 20 dias da urna do segundo turno, de 25 de outubro, na sua simulação pela Big Data, Flávio teve 44% contra 43% do atual presidente. A vantagem de 1 ponto do filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está na margem de erro da pesquisa, de 2 pontos percentuais para mais ou menos.

Flávio cresce, Lula oscila — Na comparação da série Big Data, após a recusa da indicação de Lula ao STF no Senado, o senador Flávio teve crescimento real (acima da margem de erro) de 3 pontos sobre os 41% que tinha em março em um segundo turno contra Lula. Este, por sua vez, oscilou (dentro da margem) 1 ponto para cima dos 42% que tinha há dois meses.

Lula 43% a 43% Ciro — Atrás numericamente de Flávio no segundo turno, Lula teve na simulação deste um empate exato com Ciro Gomes: 43% a 43%. Mesmo lançado a presidente pelo PSDB, Ciro, no entanto, lidera as pesquisas para tentar voltar a ser governador do Ceará.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Lula em empate técnico no segundo turno também com Caiado e Zema — Na mesma simulação de segundo turno presidencial, Lula ficou numericamente à frente de Ronaldo Caiado (43% a 42%, 1 ponto de vantagem) e de Romeu Zema (43% a 39%, 4 pontos de vantagem, no limite da margem de erro) em empates técnicos.

Lula, acima da margem de erro no segundo turno, só de Renan —  Nas cinco simulações de segundo turno testadas pela Big Data de maio, Lula só teve superioridade além da margem de erro contra o presidenciável Renan Santos (Missão). A quem o petista bateria por 48% a 24%, 24 pontos de vantagem.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Lula lidera ao primeiro turno — Lula, no entanto, continua liderando, fora da margem de erro, todos os cenários de primeiro turno. Tanto na consulta espontânea, no qual o eleitor fala da própria cabeça em quem vai votar, revelando intenção de voto consolidada, quanto nos dois cenários de consulta estimulada, com a apresentação dos nomes dos possíveis candidatos.

Espontânea — Na espontânea ao primeiro turno da Big Data, Lula teve 31% de intenção de voto consolidada, contra 24% de Flávio, 7 pontos de vantagem. Mas, como Jair Bolsonaro, mesmo preso por tentativa de golpe de Estado, teve 3% de intenção, estes somados naturalmente a Flávio, configurariam outro empate técnico deste com Lula.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Primeiro turno sem Ciro — Nos dois cenários de consulta estimulada ao primeiro turno, sem Ciro, Lula teve 40% de intenção. Foi seguido por Flávio (34%, 6 pontos atrás), Caiado (5%), Zema (4%) e Renan (3%). Os últimos três, em empate técnico.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Primeiro turno com Ciro — No cenário estimulado de primeiro turno com Ciro, Lula caiu dois pontos, ainda na liderança fora da margem de erro, e teve 38% de intenção. Foi seguido por Flávio (33%, 5 pontos atrás), por Ciro, Caiado e Zema (com 4% cada um), e Renan (3%). Os últimos quatro, em empate técnico.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Lula e Flávio lideram também rejeição — Índice considerado fundamental à definição do segundo turno, por limitar o teto de crescimento dos dois candidatos que passam pelo turno inicial, a rejeição é liderada numericamente por Lula, com 44%. Ficou em outro empate técnico com Flávio, com 41% de rejeição, 3 pontos a menos. Em 3º lugar ficou Ciro, com 5% no índice negativo.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Lula 3 desaprovado por 52% dos brasileiros — A dificuldade à reeleição de Lula, antes e depois de o Senado rejeitar sua indicação ao STF, permanece reflexo da desaprovação popular ao seu governo. Que hoje, na Big Data, é desaprovado pela maioria apertada de 52% dos brasileiros, 10 pontos a mais do que a minoria ainda relevante de 42% que aprova. Outros 6% não souberam responder.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Dados da pesquisa — A pesquisa Real Time Big Data ouviu 2.000 eleitores, de todas as regiões do Brasil, entre 2 e 4 de maio. Com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-03627/2026.

William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE

Análise do especialista — “A Real Time Big Data de maio testou dois cenários de primeiro turno e cinco de segundo turno. Ao primeiro turno, Lula lidera por diferença entre 6 e 5 pontos. Já nos cenários de segundo turno, Lula empata tecnicamente com Flávio Bolsonaro, Ciro Gomes, Ronaldo Caiado e Romeu Zema. Já com Renan Santos, tem vantagem de 24 pontos. Ainda nos cenários de segundo turno, Flávio aparece na frente de Lula, com vantagem numérica de 1 ponto. Lula empata numericamente com Ciro Gomes, abre vantagem de 1 ponto sobre Caiado e de 4 pontos sobre Zema. Fator importante na definição do voto no segundo turno, Lula e Flávio também empatam tecnicamente na rejeição, mas Flávio aparece com vantagem de 3 pontos”, resumiu William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.

 

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Senado encomenda funeral do Lula 4 com Lula 3 ainda vivo

 

Lula e Alcolmbre trocam segredos ao pé do ouvido no tempo ainda recente em que os presidentes da República e do Senado eram aliados políticos

 

Na noite da última quarta-feira (29), Lula (PT) sofreu a maior derrota política dos seus três governos. O Senado presidido por Davi Alcolumbre (União/AP) recusou (confira aqui) a indicação do presidente da República, do seu Advogado-Geral da União (AGU), Jorge Messias, para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O que não acontecia no Brasil República desde o séc. 19.

Messias chegou a ter sua indicação ao STF aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, por 16 votos a 11. Mas não foi recebido pelo presidente da Casa, praxe quebrada que anunciava o porvir. No plenário da Câmara Alta da República, a indicação de Lula foi recusada por 42 votos contra, 34 a favor e uma abstenção.

Histórico é um adjetivo muito vulgarizado. Mas classificar como histórico o que aconteceu na noite de quarta, independe de simpatia política. Seu contexto e possibilidade foram antecipados na coluna Ponto Final (confira aqui) em 22 de novembro de 2025; portanto, exatos cinco meses e uma semana antes do fato:

“Em seu auge, nos dois primeiros governos, entre 2003 e 2010, Lula dificilmente cometeria o erro pragmático de perder as duas Casas Legislativas da República. A última vez que o Senado rejeitou uma indicação presidencial ao STF foi em 1894, há 131 anos (132 em 2026), no governo Floriano Peixoto. É um peso histórico relevante. Como Davi Alcolumbre é um relevante contrapeso presente.

Hoje improvável, a rejeição do Senado à indicação de Messias ao STF seria catastrófica a Lula na busca da reeleição (…)

Messias é o ‘Bessias’ que a divulgação da ligação da então presidente Dilma Rousseff (PT) e Lula, para tentar livrar este da Lava Jato, tornou famoso em 2016. O fato de o indicado de hoje ao STF ser tão ‘terrivelmente evangélico’ quanto André Mendonça por Jair Bolsonaro (PL) em 2021, pode ter pragmatismo eleitoral. Se mais ou menos que a pauta do Senado, o tempo dirá (…)

No mundo dos homens, parece prevalecer hoje em Lula o trauma da prisão. Pelo qual ter nomes da sua confiança pessoal no STF parece garantir um sono mais tranquilo. Às portas da cadeia, Bolsonaro (seria encarcerado horas depois, naquele mesmo dia 22 de novembro) que o diga. Mas perder o apoio do Senado, com a Câmara já perdida, pode gerar muita intranquilidade até 2026 ao atual ocupante do Palácio do Planalto. A ver.”

Pelo visto na quarta, já em 2026, logo após as duas pesquisas eleitorais divulgadas esta semana, Atlas e Nexus, indicarem que Flávio Bolsonaro (PL) tinha (confira aqui) batido no teto de intenção de voto a presidente, enquanto Lula começava, ainda que timidamente, a recuperar aprovação de governo, o Senado desceu a marreta sobre a cabeça do petista. E não faria isso com o presidente da República se projetasse a sua reeleição.

Em aliança com Flávio, entre bolsonarismo e Centrão, Alcolumbre agiu por preferir que o indicado ao STF fosse o aliado e ex-presidente do mesmo Senado, Rodrigo Pacheco (PSB/MG). Que, por incrível que pareça, é também aliado de Lula. Que trabalha para lançar o ex-senador a governador em Minas. E ter um palanque no estado em que o último que perdeu lá e conseguiu se eleger presidente foi Getúlio Vargas, em 1950.

A derrota histórica de Lula no Senado não tem só as digitais de Alcolumbre e Flávio. Por incrível que pareça, segundo os próprios governistas, o ministro do STF Alexandre de Moraes também trabalhou pela recusa de Messias. Porque este se aliou ao também ministro do STF André Mendonça, indicado por Bolsonaro e que trabalhou abertamente para tentar virar votos de senadores evangélicos de direita a favor do AGU de Lula.

Além de evidenciar o racha dentro do STF, no qual Mendonça é visto como antagonista por Moraes, ficou a didática lição à esquerda que aclamava o último como “herói da democracia”. Por quê? Porque foi vítima e algoz, na transposição do limite entre justiça e justiçamento, da tentativa de golpe de Estado de Bolsonaro. A despeito de Moraes ter sido indicado ao STF pelo ex-presidente “golpista” Michel Temer (MDB).

E por que Mendonça é visto como opositor por Moraes na mais alta Corte da República? Porque o primeiro assumiu no STF a relatoria do escândalo do Banco Master. No qual estão enfiados até o pescoço não só Moraes, cuja esposa recebeu módicos R$ 80,2 milhões do Master por supostos serviços de advocacia, como seu colega de toga Dias Toffoli.

Reprovado duas vezes em concurso para juiz de primeira instância em São Paulo, Toffoli foi indicado ao STF por Lula em 2009. Por quê? Porque também tinha sido antes seu AGU. Antes de Toffoli ter sido expelido da relatoria do caso Master no STF pela opinião pública em fevereiro deste ano, o resort Tayayá, da sua família, no Paraná, teve uma parte adquirida por um fundo ligado ao Master, por também módicos R$ 35 milhões.

Como meia Brasília, de ministros do STF a grandes nomes do Centrão ao PT, Alcolumbre também está ligado ao Master. Presidido em 2024 por seu aliado e ex-tesoureiro de campanha, Jocildo Lemos, e com seu irmão Alberto Alcolumbre no Conselho Fiscal, o Amapá Previdência (Amprev) investiu também módicos R$ 400 milhões do dinheiro dos seus servidores estaduais no hoje falido Master.

Noves fora qualquer juízo moral, foi o Master, estúpido!

Lula sempre foi conhecido pela inteligência política. E sua insistência com Messias ao STF pode ter sido tudo, menos inteligente. Atributo que, em seu desfecho histórico na quarta, não faltou a Alcolumbre, a Flávio e, quem diria, ao “herói da democracia” Moraes. Com novo episódio no Congresso na quinta (30), que derrubou (confiar aqui) o veto de Lula ao PL da Dosimetria, a favor dos condenados no STF por tentativa de golpe de Estado.

O Senado encomendou o funeral de um Lula 4 com o Lula 3 ainda vivo. Como fez em 1894, quando recusou a indicação de Barata Ribeiro, hoje nome de rua em Copacabana, ao STF e sedimentou naquele mesmo ano o fim do governo do “Marechal de Ferro” Floriano Peixoto. No Brasil de 132 anos depois? Saberemos nos próximos cinco meses e poucos dias, até o voto popular de outubro.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Felipe Fernandes — “Michael”: A reconstrução do mito

 

 

Felipe Fernandes, cineasta publicitário e crítico de cinema

A reconstrução do mito

Por Felipe Fernandes

 

“Michael” é um filme que atingiu todas as minhas expectativas e isso não necessariamente é algo positivo. Trata-se de uma cinebiografia chapa-branca que usa a relação de Michael com o pai como foco dramático e recorta sua trajetória desde o início dos Jackson 5 até sua emancipação definitiva, já no auge da carreira solo (não por acaso, o filme se chama apenas Michael).

A relação entre o protagonista e o pai é praticamente o único conflito da narrativa. Fora isso, Michael surge como alguém dotado de um dom divino: tudo o que toca vira ouro, tudo o que faz dá certo. O resultado é um filme dramaticamente vazio. Fica a sensação de que o pai era muito pior na vida real. Ainda que seja retratado como o vilão, tudo parece suavizado, afinal, trata-se do pai de boa parte dos produtores do filme.

A obra insere diversos “easter eggs” (se é que posso chamar assim): o vitiligo, o incômodo com o nariz, e referências a Peter Pan, mencionadas em várias ocasiões. Isso culmina em uma cena constrangedora, em que vemos um Peter Pan muito semelhante à imagem do protagonista no fim da vida (período que não é abordado no filme).

Outro problema recorrente nesse tipo de cinebiografia, que também aparece aqui, são as cenas que tentam explorar o processo criativo do artista. São momentos em que o personagem tem sucessivas epifanias, numa tentativa de justificar sua genialidade, quase como se fosse fruto de um sopro divino, algo que o próprio protagonista chega a mencionar em uma determinada cena.

De positivo, destacam-se as atuações dos dois atores que interpretam o protagonista. Tanto o jovem Juliano Valdi, que interpreta Michael ainda criança, quanto o estreante Jaafar Jackson (sobrinho de Michael), que dá vida ao personagem em sua fase adulta, ambos têm muito carisma. E Jaafar é um achado, não só pela semelhança física, mas ele praticamente incorpora o protagonista.

As cenas musicais (e são muitas) também se sobressaem, conseguindo elevar o filme e reproduzir (dentro do possível), o que era Michael Jackson no palco. No geral, entre bons momentos e algumas sequências bastante constrangedoras (a peruca de Miles Teller é inacreditável), o filme se constrói como uma costura de cenas dramáticas que tentam dar conta da trajetória do biografado, mas principalmente funcionam como ponte entre uma música e outra, afinal, os grandes sucessos precisam estar presentes.

É uma produção de alto valor técnico, mas pobre do ponto de vista dramático. É um filme que quer celebrar, não investigar. E talvez o maior problema seja esse. Michael Jackson é uma figura tão complexa, contraditória e culturalmente gigantesca que uma abordagem “segura” inevitavelmente parece insuficiente para dar conta da magnitude do artista.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

Confira o trailer do filme:

 

 

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Paes tem grande vantagem a governador, mas eleição está aberta

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

O ex-prefeito carioca Eduardo Paes (PSD) segue favorito em mais uma pesquisa a governador do RJ. Na Quaest divulgada (confira aqui) na última segunda-feira (27), em três cenários estimulados ao primeiro turno de 4 de outubro, daqui a exatos cinco meses e cinco dias, ele liderou entre 34% e 40% das intenções de voto.

Paes tem 25 a 33 pontos de vantagem sobre Ruas ao 1º e 2º turno — Na Quaest do final de abril, Paes hoje tem vantagem entre 25 a 30 pontos do segundo colocado, o presidente da Alerj, deputado Douglas Ruas (PL), que variou de 9% a 11% de intenção nos três cenários de primeiro turno. Já no caso do segundo turno, marcado para 25 de outubro, Paes hoje bateria Ruas por 49% a 16%, vantagem de 33 pontos.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Ruas em empate técnico com Garotinho e Witzel — A liderança de Paes aos cenários de primeiro e segundo turno, hoje, é muito além da margem de erro de 3 pontos para mais ou menos da Quaest. No cenário 1 ao primeiro turno, a segunda colocação de Ruas (9%), no entanto, se dá em empate técnico com dois ex-governadores: Anthony Garotinho (REP), com 8%; e Wilson Witzel (DC), com 3%. Mas nenhum dos dois foi testado em cenário de segundo turno.

O espaço de Ruas em relação a Paes — Apesar da grande vantagem, Paes tem a terceira maior rejeição: 40% dos fluminenses que o conhecem, não votariam nele. No índice negativo, ele só perde para Garotinho, campeão de rejeição, com 65%; e Witzel, com 51%. Ruas tem só 17% de eleitores que o conhecem e não votariam, com outros 71% que não o conhecem. O que é um grande espaço a ser explorado na campanha, comparado aos 12% que não conhecem Paes.

O obstáculo de Ruas: Castro — Apesar do considerável espaço para crescer, Ruas tem um obstáculo também considerável para tentar explorá-lo como candidato do ex-governador Cláudio Castro (PL). A maioria de 53% dos fluminenses respondeu “não” à pergunta da Quaest: “Você acha que Castro merece eleger um sucessor que indicar?”. Os que responderam “sim” são uma minoria de 36%.

Eleição matematicamente aberta — A consulta espontânea Quaest, em que o eleitor fala da própria cabeça em quem vai votar, revelou um empate técnico, no limite da margem de erro, entre Paes, com 8% de intenção de voto consolidada; e Ruas, com 2%. Mas os 81% dos fluminense que se dizem ainda indecisos revelam uma eleição ainda completamente aberta em sua matemática.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Empate técnico de Lula com Flávio e Zema no 2º turno em duas pesquisas

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Em crescimento contínuo em todas as pesquisas desde que foi lançado pré-candidato a presidente em dezembro, Flávio Bolsonaro (PL) bateu teto nas intenções de voto contra Lula (PT)? A cinco meses e 6 dias da urna de 4 de outubro, é cedo para afirmar. Mas parece ser a tendência presente nas duas pesquisas mais recentes: Atlas e Nexus.

Flávio mantém empate técnico com Lula no segundo turno — Ainda assim, em um eventual segundo turno, em 25 de outubro, Flávio empata tecnicamente com Lula, dentro da margem de erro das duas pesquisas. Na Atlas, numericamente à frente: 47,8% a 47,5% do petista, 0,3 ponto de diferença. Na Nexus, numericamente atrás: 46% de Lula a 45%, 1 ponto de diferença.

Na Atlas, Lula tem empate técnico também com Zema no segundo turno — Os obstáculos para Lula chegar à reeleição em um segundo turno, no entanto, não se resumem a Flávio. Na Atlas, com margem de erro de 1 ponto para mais ou menos, o atual presidente, hoje, também não passaria do empate técnico contra o ex-governador de Minas Romeu Zema (Novo): 47,4% a 46,5%, 0,9 ponto de diferença.

Na Nexus, Lula tem três empates técnicos no segundo turno — Na Nexus, com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, Lula empataria tecnicamente no segundo turno não só contra Flávio (46% a 45%) e contra Zema (45% a 41%, diferença de 4 pontos), como também como o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD): 45% do petista a 41%, também 4 pontos de diferença.

Flávio bateu teto contra Lula? — Quanto à possível batida no teto de Flávio, a Atlas foi divulgada hoje (28). Na série do instituto, em um segundo turno contra Lula, o senador ainda oscilou 0,2 ponto para cima de março a abril: de 47,6% aos atuais 47,8%. Mas foi o menor crescimento mensal de Flávio desde dezembro, quando tinha 41% e cresceu 6,8 pontos em cinco meses.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Lula se recupera contra Flávio? — Na mesma série Atlas, em um segundo turno contra Flávio, Lula oscilou 0,9 para cima de março a abril, de 46,6% aos atuais 47,5%. Em dezembro, ele tinha 53%, 12 pontos de vantagem sobre o senador. Mas o atual presidente despencou 6,8 pontos nos dois meses seguintes, aos 46,2% de fevereiro. E, de lá até abril, tem oscilado para cima.

Flávio oscila para baixo, Lula patina — A Nexus foi divulgada ontem (27). Na comparação da série de pesquisas do instituto, em um segundo turno contra Lula, Flávio oscilou 1 ponto para baixo de março a abril: de 46% a 45%. O que também indica que pode ter batido o teto. Lula, por sua vez, patina: tinha e manteve os mesmos 46% de março a abril.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Dados das pesquisas — A pesquisa Atlas entrevistou digitalmente 5.008 eleitores, entre 22 e 27 de abril, e foi registrada sob o protocolo BR-07992/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Nexus entrevistou por telefone 2.028 eleitores, entre 24 e 26 de abril, e foi registrada sob o protocolo BR-01075/2026 no TSE.

William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE

Análise do especialista (I) — “Na Atlas de abril, Lula lidera os dois cenários de primeiro turno com seu nome, com vantagem entre 4,9 e 6,9 pontos sobre Flávio. No segundo turno, no entanto, a situação se inverte, com vantagem numérica de 0,3 pontos de Flávio sobre Lula”, resumiu William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.

Análise do especialista (II) —“Ainda na Atlas, o empate técnico de Lula no segundo turno se dá no confronto com Zema. Embora, neste caso, o petista lidere com vantagem numérica de 0,9 pontos. Lula lidera na rejeição, aferida pela Atlas de abril em 51,0% do eleitorado. Flávio, por sua vez, tem a segunda maior rejeição: 49,8%”, ressaltou o geógrafo e estatístico.

Análise do especialista (III) —“Já na pesquisa a Nexus de abril, a desaprovação a Lula é de 49%. Mas ele, no entanto, liderou os três cenários de primeiro turno. Como também liderou os três cenários de segundo turno, com vantagem numérica de 1 ponto sobre Flávio e de 4 pontos sobre Zema e Caiado, em empate técnico com os três adversários”, concluiu William.

 

 

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História de Campos e região no Folha no Ar desta quarta

 

(Arte: Joseli Matias)

 

Influenciador digital e pesquisador da História de Campos e região, Heitor Carvalho é o convidado do Folha no Ar desta quarta, em tempo real, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.

Ele falará sobre a origem do seu interesse e do seu trabalho na divulgação digital (confira aqui) da História de Campos e região.

Heitor também analisará como as redes sociais, tão criticadas por seu algoritmo do ódio e divulgação de fake news, podem também ser usadas como fonte confiável e educativa de informação.

Quem quiser participar do Folha no Ar desta terça poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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Ex-candidato a prefeito do Novo no Folha no Ar desta terça

 

(Arte: Joseli Matias)

 

Odontólogo, diretor do departamento municipal de Saúde Bucal, filiado ao Novo, partido pelo qual se candidatou a prefeito de Campos em 2024, Alexandre Buchaul é o convidado do Folha no Ar desta terça (28), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.

Ele analisará (confira aqui, aqui e aqui) o governo municipal Frederico Paes (MDB), a saída (confira aqui) do ex-prefeito Wladimir Garotinho (PL) e analisará as pré-candidaturas de Campos e região (confira aqui) a deputado federal e estadual.

Com base nas pesquisas mais recentes, Buchual também tentará projetar as eleições a governador (confira aqui e aqui) e às duas cadeiras ao Senado (confira aqui e aqui) do RJ.

Também com base nas pesquisas mais recentes (confira aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), ele tentará projetar a eleição a presidente da República, além de analisar as polêmicas (confira aqui) entre o ex-governador de Minas e presidenciável do Novo, Romeu Zema, com Gilmar Mendes e outros ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Quem quiser participar do Folha no Ar desta terça poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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Castro, Benedita, Crivella e Curi em empate técnico ao Senado

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

O ex-governador Cláudio Castro (PL) lidera a corrida a uma das duas cadeiras que o RJ elegerá ao Senado em 4 de outubro, daqui a 5 meses e 7 dias. Mas, com os mesmos 12% de intenção de voto em dois dos três cenários da pesquisa Quaest divulgada hoje (27), ele é seguido de perto pela deputada federal Benedita da Silva (PT), com os mesmos 10% em ambos.

Castro e Bené em empate técnico também com Crivella e Curi — Com margem de erro de 3 pontos para mais ou menos da Quaest, Castro e Bené estão tecnicamente empatados na corrida ao Senado. Não só entre eles, como também com o ex-prefeito carioca Marcelo Crivella (REP) e com o ex-secretário de Polícia Civil Felipe Curi (PL), ambos com os mesmos 6% de intenção cada, nos cenários 1 e 2.

Sem Castro, Bené lidera numericamente — No cenário 3, sem Castro, que está condenado à inelegibilidade por oito anos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelo escândalo do Ceperj, renunciou ao cargo de governador na véspera para não ser cassado, e pretende concorrer a senador sub judice, quem liderou numericamente a corrida foi Benedita, com 11% de intenção.

Petista em empate técnico com Crivella, Curi e Canella — No cenário 3 da Quaest, além de Crivella, com 8%; e Curi, com 7%; Bené também ficou tecnicamente empatada com Márcio Canella (União), com 6%. Ex-prefeito de Belford Roxo que renunciou ao cargo em abril, Canella parece jogar a senador num eventual impedimento da pré-candidatura de Castro.

Dados da pesquisa — Feita com 1.200 eleitores de todo o estado, entre 21 e 25 de abril, com entrevistas presenciais e domiciliares, e margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou menos, a pesquisa Quaest foi registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo RJ-00613/2026.

 

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Governador: Paes tem de 25 a 33 pontos de vantagem ao 1º e 2º turno

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

O ex-prefeito carioca Eduardo Paes (PSD) segue favorito em mais uma pesquisa a governador do RJ. Na Quaest divulgada hoje (27), em três cenários estimulados ao primeiro turno de 4 de outubro, daqui a cinco meses e sete dias, ele liderou entre 34% e 40% das intenções de voto.

Paes tem 25 a 33 pontos de vantagem sobre Ruas ao 1º e 2º turno —  Na Quaest do final de abril, Paes hoje tem vantagem entre 25 a 30 pontos do segundo colocado, o presidente da Alerj, deputado Douglas Ruas (PL), que variou de 9% a 11% de intenção nos três cenários de primeiro turno. Já no caso do segundo turno, marcado para 25 de outubro, Paes hoje bateria Ruas por 49% a 16%, vantagem de 33 pontos.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Ruas em empate técnico com Garotinho e Witzel — A liderança de Paes aos cenários de primeiro e segundo turno, hoje, é muito além da margem de erro de 3 pontos para mais ou menos da Quaest. No cenário 1 ao primeiro turno, a segunda colocação de Ruas (9%), no entanto, se dá em empate técnico com dois ex-governadores: Anthony Garotinho (REP), com 8%; e Wilson Witzel (DC), com 3%. Mas nenhum dos dois foi testado em cenário de segundo turno.

Dados da pesquisa — Feita com 1.200 eleitores de todo o estado, entre 21 e 25 de abril, com entrevistas presenciais e domiciliares, e margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou menos, a pesquisa Quaest foi registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo RJ-00613/2026.

 

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Desaprovação do governo é obstáculo à reeleição de Lula

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Ultrapassado numericamente por Flávio Bolsonaro (PL), ainda que no empate técnico na margem de erro, nas projeções de segundo turno das últimas pesquisas presidenciais Quaest (confira aqui), Datafolha (confira aqui), Ideia (confira aqui), Paraná (confira aqui) e AtlasIntel (confira aqui), Lula (PT) tem na desaprovação popular ao seu governo um dos maiores obstáculos à sua reeleição.

Em queda, Lula 3 é reprovado por 50% dos brasileiros na MDA — Mesmo na pesquisa MDA divulgada na terça (14), única das mais recentes a projetar Lula numericamente à frente de Flávio no segundo turno, o atual Governo Federal foi desaprovado por 50% dos brasileiros, enquanto 45% aprovam. São 3 pontos a menos do que os 48% que aprovavam em novembro, revelando tendência de queda.

Em queda, Lula 3 é reprovado por 52% dos brasileiros na Quaest — Já na série Quaest, o Lula 3 é desaprovado por 52% dos brasileiros em abril, 2 pontos a mais que os 50% de novembro. Do lado oposto, só 43% aprovam o atual Governo Federal, 4 pontos a menos que os 47% que desaprovavam cinco meses atrás, também revelando tendência de queda.

Presente perigoso a Lula olhando o passado — “A melhor maneira de entender o quão perigosa é a situação do atual presidente é olhando para o passado. Nos governos Fernando Henrique (PSDB) 1 e 2, Lula 1 e 2, Dilma (Rousseff, PT) e (Jair) Bolsonaro (PL), o que a gente vê claramente?”, indagou no Jornal da Globo de ontem (confira aqui) o cientista político Felipe Nunes, CEO do instituto Quaest.

Sem avaliação positiva de governo, sem reeleição ou sucessor — “Todos os presidentes que, no mês 40 do mandato, tiveram saldo positivo de avaliação de governo, como Fenando Henrique 1, Lula 1 e 2 e Dilma 1, conseguiram sucesso, reelegendo-se ou fazendo sucessor. Os dois com saldo negativo, Fernando Henrique 2 e Bolsonaro, um não fez sucessor e outro foi derrotado”, recordou Felipe Nunes.

Lula lidera rejeição na Quaest e MDA — Índice fundamental à definição de um eventual segundo turno, a rejeição é outro obstáculo em abril à reeleição de Lula em outubro. Com métricas diferentes de consulta, o petista liderou a rejeição tanto Quaest (55% dos que dizem conhecê-lo e não votariam) quando na MDA (40,3% que não votariam nele de jeito nenhum).

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Flávio em 2º na rejeição na Quaest e MDA — Na Quaest, embora lidere numericamente a rejeição, Lula ficou em empate técnico com Flávio. Que teve 52% dos brasileiros dizendo que o conhecem e não votariam, 3 pontos a menos que o petista. Na MDA, Flávio também ficou em segundo lugar, mas com diferença bem maior: 25,0% de rejeição, 15,3 pontos a menos que Lula.

Lula não merece mais 4 anos para 59% dos brasileiros — “Lula merece continuar mais 4 anos como presidente?” Foi a pergunta feita diretamente pela Quaest de abril. A maioria relevante de 59% dos brasileiros disse que não, enquanto uma minoria de 38% disse que sim.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Cristalização na tendência contrária à reeleição de Lula — Os 59% contra a reeleição de Lula em abril são os mesmos 59% de março. Já os atuais 38% a favor da reeleição oscilaram 1 ponto para cima, dentro da margem de erro, em relação aos 37% da mesma pesquisa no último mês. O que, de lá para cá, hoje a exatos 5 meses e 18 dias da urna de 4 de outubro, indica tendência de cristalização.

Dados da MDA e Quaest — A MDA foi feita de 8 a 12 de abril, com 2.002 eleitores, margem de erro de 2,2 pontos para mais ou menos e registro BR-02847/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Quaest foi feita de 9 a 13 de abril, com 2.004 eleitores, margem de erro de 2 pontos para mais ou menos e registro BR-09285/2026 no TSE.

 

 

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