Lula demanda 4 pontos de gordura no 1º turno para bater Flávio

 

 

Já na conta dos dedos para a urna do 1º turno presidencial de 4 de outubro, este texto é escrito após o estudo das centenas de páginas das cinco pesquisas presidenciais da semana: Nexus, Quaest, AtlasIntel, Real Time Big Data e Datafolha. E o resultado, como mais detalhado em números na coluna Ponto Final de hoje (confira aqui e aqui), é absolutamente imprevisível. Ao 1º e ao 2º turno.

Para Lula (PT) vencer o provável 2º turno contra Flávio Bolsonaro (PL), marcado para 25 de outubro, terá que passar no 1º turno não só à frente, mas com gordura. Para ser favorito, teria que levar o 1º turno por 5 pontos de vantagem nos votos válidos. Com 4 pontos, seria cara ou coroa. Por 3 pontos a menos de vantagem, o favorito ao turno final seria Flávio.

Se Flávio ficar à frente de Lula no 1º turno, por um voto que seja, o 2º turno poderá ser só para cumprir tabela. Fundamentalmente porque os demais candidatos a presidente que pontuam são Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo). E, do centro à extrema, estão todos à direita, em espectro próximo a Flávio.

Na média entre as pesquisas, dois entre cada 10 dos eleitores no 1º turno dos candidatos da chamada 3ª via não votarão nem em Lula nem em Flávio no 2º turno. Mas, entre os que fizerem uma opção no turno final, a migração tende a ocorrer, também na média das pesquisas, na proporção de 6,5 para Flávio e 3,5 para Lula entre cada 10 eleitores.

Mesmo que Lula fique à frente por 3 pontos a menos dos votos válidos no 1º turno, e mesmo que nunca um candidato a presidente do Brasil em 2º lugar no 1º turno tenha virado depois a eleição, Flávio poderia repetir aqui o efeito Chile. Onde o ultradireitista José Antonio Kast se elegeu presidente no 2º turno, em 2025, mesmo atrás da comunista Jeanette Jara no 1º turno.

No turno inicial do Chile, Jara liderou com 26,85% dos votos válidos, contra 23,92% de Kast, 2,93 pontos atrás. Ocorre que, na disputa do turno final, ele herdou a maioria dos votos dados a outros candidatos de direita: Franco Parisi (19,71%), Johannes Kaiser (13,94%) e Evelyn Matthei (12,46%).

Diferente do Chile, nenhum presidenciável da 3ª via no Brasil tem dois dígitos nas pesquisas. Por isso Flávio não chegará perto dos 16,32 pontos de vantagem (58,16% a 41,84%) com que Kast varreu Jara no 2º turno. A nascente aqui seria bem menor, mas a direção da afluência seria a mesma. Só uma vantagem mínima de 4 pontos de Lula no 1º turno poderia barrá-la.

Além da afluência natural da direita a Flávio em um 2º turno, Lula tem outra ameaça: a faixa etária e de renda da sua eleitora majoritária. Que, por estar na faixa de 60 anos ou mais e na de renda familiar mensal entre até 1 e até 2 salários mínimos, tende a maior abstenção por dificuldade de locomoção.

“Se a eleição fosse realizada hoje ou amanhã, o favorito seria Flávio Bolsonaro. No agregador, o resultado é de 44% a 44%, mas a abstenção afeta mais os eleitores de baixa renda e baixa escolaridade. E mais de 40% dos eleitores de Lula têm esse perfil”, explicou esta semana o cientista político Antonio Lavareda, entre os maiores especialistas eleitorais do país.

A eleição de governador em estados-chave também deve influir na de presidente. Se Tarcísio de Freitas (REP) se reeleger governador de São Paulo sobre Fernando Haddad (PT) ainda no 1º turno, como as pesquisas indicam, pode sublimar o fato de ter sido preterido pelos Bolsonaro numa candidatura presidencial mais sólida que a de Flávio. E abraçar este ao 2º turno.

Se São Paulo é o maior colégio eleitoral do Brasil, o estado Rio de Janeiro é o 3º. Onde seria muito importante a Lula que Eduardo Paes (PSD) se elegesse governador já no 1º turno. E ficasse livre para abraçar o petista no 2º turno presidencial. O que Paes dificilmente fará se tiver que disputar o seu próprio 2º turno contra o bolsonarista Douglas Ruas (PL).

No 2º colégio eleitoral do Brasil, Minas Gerais, o favorito nas pesquisas a governador é Cleitinho (REP). Ele já disse apoiar Flávio a presidente, mas o PL tem seu candidato a governador, Flávio Roscoe, sem chance real. Porém, em um 2º turno, Cleitinho deve enfrentar Patrus Ananias (PT), o que espelharia nos mineiros a disputa nacional que costumam decidir.

Bastião petista, o Nordeste é, em região, o 2º colégio eleitoral do Brasil, atrás só do Sudeste. As pesquisas não deixam dúvidas: Lula será o mais votado na região. Como nos seus estados eleitoralmente mais densos: Bahia, Pernambuco e Ceará. Só que, nos três, os candidatos do PT ou apoiados por Lula a governador estão numericamente atrás nas pesquisas.

Pode votar em Lula quem votar a governador em ACM Neto (União) na Bahia, contra Jerônimo Rodrigues (PT); em Raquel Lyra (PSD) em Pernambuco, contra João Campos (PSB); ou em Ciro Gomes (PSDB) no Ceará, contra Elmano Reis (PT). Mas se a oposição vencer essas três eleições muito apertadas, Lula pode sair do Nordeste com uma vantagem menor do que teve em 2022.

Mesmo envelhecidos, Lula e o PT têm a máquina na mão e são profissionais em eleições presidenciais. E Flávio é um candidato muito fraco, como reconhece boa parte dos seus eleitores. O 2º turno parece certo nas pesquisas, mas se uma improvável definição em 1º turno houver, ela hoje poderia estar menos distante de Flávio do que de Lula.

“O voto útil já está ocorrendo em boa medida e beneficiando Flávio. Basta comparar o avanço dele com o recuo, no agregador, dos candidatos de menor expressão. A hipótese de a eleição terminar no 1º turno, porém, é remota: a probabilidade é inferior a 2%”, quantificou Lavareda.

Pregar “voto útil” no 1º turno, aos lulopetistas, é um tiro no pé. Porque os demais candidatos que pontuam nas pesquisas são de direita. Que é muito maior que Flávio, como Lula é bem maior que a esquerda brasileira. Em outra batalha de rejeições, como em 2022, o voto popular só elegerá quem é maior em 2026: o antibolsonarismo ou o antipetismo.

Diante da imprevisibilidade das pesquisas ou sobre qual lado recairá o novo vazamento do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, a certeza antecipada: o Brasil sairá das urnas tão ou mais dividido do que entrou. E com um presidente no direito de indicar, ao mínimo, quatro novos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), nu como nunca (confira aqui, aqui e aqui) em 135 anos.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Indefinição entre Lula e Flávio na tendência de todas as pesquisas

 

(Montagem: Joseli Matias)

 

E as tendências?

Na última semana antes da urna, mais importante que os números das pesquisas da semana (confira aqui), talvez fosse conferir as tendências. Que só podem ser extraídas na comparação de cada uma das pesquisas com as anteriores de cada instituto, com a mesma metodologia.

 

Tendências na Nexus

Na série Nexus, ao 1º turno, Lula tinha 42% no dia 14 e perdeu 2 pontos aos 40% do dia 21. Nos mesmos cenário e período, Flávio tinha e manteve 37%. Ao 2º turno contra Flávio, Lula tinha 47% no dia 14 e perdeu 1 ponto aos 46% do dia 21. Ao 2º turno contra Lula, no mesmo período, Flávio tinha 46% e perdeu 1 ponto aos 45% atuais.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Tendências na Quaest

Na série Quaest, ao 1º turno, Lula tinha 36% no dia 14 e ganhou 1 ponto aos 37% do dia 21. Nos mesmos cenário e período, Flávio tinha 31%, ganhou 2 pontos e passou a 33%. Ao 2º turno contra Lula, Flávio tinha e manteve os mesmos 42%. Nos mesmos cenário e período, Lula tinha 40% no dia 14 e ganhou 1 ponto aos 41% atuais.

 

Tendências na Big Data

Na série Big Data, ao 1º turno, Lula tinha 38% no dia 1º e cresceu 3 pontos aos 41% do dia 24. Nos mesmos cenário e período, Flávio tinha 30% e cresceu 7 pontos aos 37% atuais. Ao 2º turno contra Lula, Flávio tinha 44% no dia 1º e ganhou 1 ponto aos 45% do dia 24. Nos mesmos cenário e período, Lula tinha e manteve os mesmos 44%.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Tendências na Datafolha

Na série Datafolha, ao 1º turno, Lula tinha 39% no dia 17 e ganhou 1 ponto aos 40% do dia 24. Nos mesmos cenário e período, Flávio tinha e manteve 36%. Ao 2º turno contra Flávio, Lula tinha 46% no dia 14 e ganhou 1 ponto aos 47% do dia 24. Nos mesmos cenário e período, Flávio tinha 44% e ganhou 1 ponto aos 45% atuais.

 

Tendências na AtlasIntel

Na série AtlasIntel, ao 1º turno, Lula tinha 44,1% no dia 17 e cresceu 1,7 ponto aos 45,8% do dia 23. Nos mesmos cenário e período, Flávio tinha 41,7% e também cresceu 1,7 ponto a 43,4%. Ao 2º turno contra Flávio, Lula tinha 46,8% no dia 14 e ganhou 0,9 ponto aos 47,7% do dia 23. Nos mesmos cenário e período, Flávio tinha 47,2% e ganhou 0,2 ponto a 47,4%.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Há tendências?

Tendências são extraídas dos movimentos: meras oscilações quando dentro da margem de erro ou, quando além dela, crescimento e perda real. Os maiores movimentos foram no cenário de 1º turno da Big Data, onde Lula cresceu 3 pontos e Flávio 7 pontos. Mas esses números maiores se devem ao período de tempo também maior entre suas duas últimas pesquisas.

 

Tendências nulas entre Lula e Flávio

Com margem de erro menor, houve crescimento real de Lula e Flávio no 1º turno da AtlasIntel. Mas como cada um cresceu o mesmo 1,7 ponto, os movimentos se anulam como tendência. Nos outros cenários e pesquisas, não há tendência favorável ou desfavorável, a Lula ou a Flávio, ao 1º ou ao 2º turno, que se destaque. Hoje, pelos números, a eleição é imprevisível.

 

Dados das pesquisas (I)

A Nexus entrevistou 2.006 eleitores de 18 a 20 de setembro, com registro BR-00485/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Quaest entrevistou 2.004 eleitores de 17 a 20 de setembro, com registro BR-06004/2026 no TSE. A Real Time Big Data entrevistou 2.000 eleitores de 19 a 23 de setembro, com registro BR-04202/2026 no TSE.

 

Dados das pesquisas (II)

A Datafolha entrevistou 2.002 pessoas eleitores de 22 a 23 de setembro, com registro BR-00304/2026 no TSE. Todas as quatro pesquisas tiveram margem de erro de 2 pontos para mais ou menos. Única com margem de erro de 1 ponto, a pesquisa AtlasIntel entrevistou 5.015 eleitores de 17 a 22 de setembro, com registro BR-04739/2026 no TSE.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Em cinco pesquisas, empate técnico de Lula e Flávio ao 1º e 2º turno

 

 

Eleição a presidente imprevisível

Hoje (26), a oito dias da urna de 4 de outubro, o cenário da eleição a presidente da República tem desfecho tão imprevisível quanto o da crise do Supremo Tribunal Federal (STF). Em todas as pesquisas da semana, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) estão empatados tecnicamente em quase todos os cenários de 1º e 2º turno, variando entre um e outro na liderança numérica.

 

Lula e Flávio na Nexus e Quaest

No dia 23, o blog Opiniões, hospedado no Folha1, trouxe o agregado (confira aqui) das pesquisas presidenciais Nexus e Quaest do início da semana. A Nexus deu Lula 40% a 37% Flávio nas intenções de voto ao 1º turno e Lula 46% a 45% Flávio ao 2º turno. A Quaest deu Lula 37% a 35% Flávio no 1º turno e Flávio 42% a 41% no 2º turno.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Big Data, Datafolha e AtlasIntel

Com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos da Nexus e Quaest, o empate técnico entre Lula e Flávio se repetiu em todos os seus cenários, à parte a variação na liderança numérica. Esse quadro de indefinição se repetiu também nas três últimas pesquisas da semana: Real Time Big Data, Datafolha e AtlasIntel.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Flávio e Lula na Big Data e Datafolha

A Big Data deu Lula 41% a 37% Flávio ao 1º turno e Flávio 45% a 44% Lula ao 2º turno. A Datafolha deu Lula 40% a 36% Flávio ao 1º turno e Lula 47% a 45% Flávio no 2º turno. As duas também registram empate técnico, na mesma margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, entre Lula e Flávio em todos os cenários de 1º e 2º turno.

 

Lula e Flávio na AtlasIntel

Com margem de erro menor, de 1 ponto para mais ou menos, só a AtlasIntel deu vantagem real a Lula, mesmo que decimal, ao 1º turno: 45,8% a 43,4% de Flávio. Este ficou 2,4 pontos atrás, apenas 0,4 ponto além do limite da margem de erro. Mas com outro empate técnico e quase numérico ao 2º turno: Lula 47,7% a 47,4% Flávio.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Lula lidera numericamente 1º turno

Nesses 10 cenários, cinco de 1º turno, cinco de 2º turno, por cinco institutos diferentes, com metodologias diferentes, foram nove empates técnicos. A única exceção, por 0,4 ponto além do limite da margem de erro, deu vantagem a Lula no 1º turno. Que liderou numericamente os outros quatro cenários de 1º turno em empate técnico com Flávio.

 

Lula e Flávio revezam liderança do 2º turno

Em cinco cenários de 2º turno de cinco pesquisas, Lula teve vantagem numérica em três, sempre em empate técnico com Flávio: 40% a 37% na Nexus, 47% a 45% na Datafolha e 47,7% a 47,4% na AtlasIntel. Já Flávio teve vantagem numérica ao 2º turno em duas pesquisas, sempre em empate técnico com Lula: 42% a 41% na Quaest e 45% a 44% na Big Data.

 

Dados das pesquisas (I)

A Nexus entrevistou 2.006 eleitores de 18 a 20 de setembro, com registro BR-00485/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Quaest entrevistou 2.004 eleitores de 17 a 20 de setembro, com registro BR-06004/2026 no TSE. A Real Time Big Data entrevistou 2.000 eleitores de 19 a 23 de setembro, com registro BR-04202/2026 no TSE.

 

Dados das pesquisas (II)

A Datafolha entrevistou 2.002 pessoas eleitores de 22 a 23 de setembro, com registro BR-00304/2026 no TSE. Todas as quatro pesquisas tiveram margem de erro de 2 pontos para mais ou menos. Única com margem de erro de 1 ponto, a pesquisa AtlasIntel entrevistou 5.015 eleitores de 17 a 22 de setembro, com registro BR-04739/2026 no TSE.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Flávio 2026 lidera sobre Lula no RJ, mas abaixo de Jair 2022

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Berço do bolsonarismo, o RJ tem 12,857 milhões de eleitores, 8,1% de todo o país. É considerado fundamental à definição de uma eleição presidencial que todas as pesquisas projetam em dois turnos e disputada voto a voto. E, no RJ, Flávio Bolsonaro lidera a presidente com 37% a 30% Lula no 1º turno, e por 44% a 36% no 2º turno.

Tendência favorável a Flávio — É o que revelou a pesquisa Quaest divulgada na última quarta (23). Que, se comparada com a pesquisa do mesmo instituto de 8 de setembro, mostra leve tendência ascendente de Flávio (de 34% a 37% ao 1º turno e de 43% a 44% ao 2º turno) e descendente de Lula (de 32% a 30% ao 1º turno e de 37% a 36% ao 2º turno) no RJ.

Flávio acima de Lula e abaixo de Jair no RJ — Com 7 pontos (37% a 30%) à frente de Lula no 1º turno e 8 pontos (44% a 36%) no 2º turno, a vantagem de Flávio no RJ está acima da margem de erro de 3 pontos para mais ou menos da pesquisa. Ainda assim, é bem inferior à vantagem que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), teve sobre Lula na urna presidencial do RJ em 2022.

Jair no RJ — Na última eleição presidencial, Jair perdeu nacionalmente por apenas 1,8 ponto dos votos válidos. Mas bateu o petista no RJ por 10,41 pontos dos votos válidos no 1º turno (51,09% a 40,68%) e por 13,06 pontos no 2º turno (56,53% a 43,47%).

Flávio 2026 atrás de Jair 2022 — Pela Quaest, Flávio teria hoje 14,09 pontos de intenção de voto a menos no RJ do que os votos que seu pai de fato teve no 1º turno presidencial de 2022. O filho 01 também teria hoje 12,53 pontos de intenção de voto a menos no RJ do que os votos que Jair de fato teve no 2º turno presidencial de 2022.

Os demais ao 1º turno — Na consulta estimulada da Quaest ao 1º turno, depois de Flávio (37%) e Lula (30%), vieram Augusto Cury (Avante), com 4%; Ronaldo Caiado (PSD), com 3%; Renan Santos (Missão), com 2%; e Romeu Zema (Novo) e Rui Costa Pimenta (PCO), com 1% cada. Para 82% do eleitor fluminense, é escolha definitiva. Só 18% dizem que podem mudar.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Lula 3 desaprovado por 56% no RJ — Obstáculo à reeleição de Lula, a desaprovação ao seu governo chega à maioria de 56% dos fluminenses, contra 37% que aprovam. Essa diferença de 19 pontos a mais de desaprovação cresceu 8 pontos no RJ em menos de um mês. Na Quaest de 8 de setembro, o Lula 3 era desaprovado por 51% e aprovado por 40%, 11 pontos a menos.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Dados da pesquisa — A nova pesquisa Quaest presidencial no RJ entrevistou 1.302 eleitores fluminenses, entre 19 e 22 de setembro. Com margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou menos, teve o registro RJ-04982/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

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Benedita lidera ao Senado, mas patina e Jordy e Portinho crescem

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Na nova pesquisa Quaest divulgada na quarta (23), Benedita da Silva (PT) segue na liderança à corrida por uma das duas cadeiras que o RJ elegerá ao Senado. Com 15% de intenção de voto na consulta estimulada, ela está em empate técnico com Carlos Jordy (PL) e Carlos Portinho (PL), com 10% cada. No entanto, 5 pontos atrás da petista, os dois bolsonaristas entram na reta final a 4 de outubro em tendência de crescimento.

Benedita patina, Jordy e Portinho crescem — Entre as pesquisas Quaest de 8 e 23 de setembro, Benedita tinha e manteve 15%. Essa tendência de estabilidade indica que ela pode ter batido seu teto. Jordy e Portinho tiveram crescimento real de 4 pontos em menos de um mês: ambos entraram em setembro com 6% e saem dele a outubro com 10%.

Crivella, Pedro Paulo e Monica — Jordy e Portinho passaram numericamente Marcelo Crivella (REP), que tinha 8% e oscilou 1 ponto para baixo aos 7% atuais. Mas os três estão em empate técnico na margem de erro de 3 pontos para mais ou menos, junto também com Pedro Paulo (PSD), com 6%; e Monica Benicio (Psol), com 4%.

Os demais — Atrás de Benedita (15%), Jordy (10%), Portinho (10%), Crivella (7%) e Pedro Paulo (6%), e Monica (4%) veio Waguinho (REP), com 3%. Helio Secco (Missão), Michelly Xavier (UP) e Marcos Dias (Podemos), tiveram 1% de intenção cada.

Rejeição: Crivella lidera e espaço a Jordy e Portinho — Entre os candidatos ao Senado pelo RJ, Crivella segue liderando a rejeição, com 65%. Ele foi seguido à distância por Benedita, com 45%, em empate técnico com Waguinho, com 41%. A baixa rejeição a Portinho (18%) e a Jordy (16%) deixa um espaço para crescimento maior que o de Benedita e Crivella. Já Pedro Paulo e Monica têm, respectivamente, 28% e 17% de rejeição.

Benedita lidera espontânea em tendência de crescimento — Na consulta espontânea, em que o eleitor fala da própria cabeça em quem vai votar e revela intenção de voto cristalizada, Benedita também liderou, com 7%. Em tendência de crescimento que não apresentou na consulta estimulada, ela oscilou 2 pontos para cima em relação aos 5% que teve na espontânea da Quaest anterior. Nela, Jordy e Portinho tinham 2% e oscilaram 1 ponto para cima, aos atuais 3% cada.

Eleição matematicamente aberta: 77% indecisos — Na margem de erro, estão todos tecnicamente empatados na espontânea com Pedro Paulo e Monica, com 2% cada; e Crivella, com 1%. No entanto, os 77% dos fluminenses que, falando da própria cabeça, ainda se dizem indecisos sobre quem votar às duas cadeiras ao Senado, revelam uma eleição matematicamente aberta.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Dados da pesquisa — A nova pesquisa Quaest pelas duas cadeiras ao Senado do RJ entrevistou 1.302 eleitores fluminenses, entre 19 e 22 de setembro. Com margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou menos, teve o registro RJ-04982/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

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Com 2º turno à vista, Paes lidera a governador, mas Ruas cresce

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Em setembro, o Quaest era o único instituto de pesquisa conceituado, entre os três (confira aqui, aqui e aqui) que fizeram pesquisa a governador do RJ, a projetar a eleição de Eduardo Paes (PSD) já no 1º turno. Mas a nova pesquisa Quaest divulgada na quarta (23), a pouco mais de uma semana da urna de 4 de outubro, ajustou seus números. Por eles, agora Paes pode tanto levar em turno único quanto disputar o 2º turno contra Douglas Ruas (PL).

Ao 1º turno — Na consulta estimulada ao 1º turno da nova Quaest, Paes tem 36% de intenção de voto. Ele foi seguido, 13 pontos percentuais atrás, por Ruas, que tem 23%. Ameaçado pela inelegibilidade, Anthony Garotinho (REP) tem 8%. Cyro Garcia (PSTU), André Marinho (Novo), Coronel Busnello (Missão), William Siri (Psol) e Juliete (UP) têm 1% cada.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Empate técnico para o 2º turno — Sempre que nenhum candidato faz em votos válidos no 1º turno pelo menos um acima da soma dos votos de todos os demais, há o 2º turno. Na Quaest, Paes tem 36% de intenção de voto, como têm os mesmos 36%, somados, Ruas, Garotinho, Cyro, Marinho, Busnello, Siri e Juliete. A despeito da margem de erro de 3 pontos para mais ou menos da pesquisa, é um empate numérico exato entre ter ou não ter 2º turno.

Tendências do 1º turno — Comparadas as Quaest de 8 e 23 de setembro, Paes oscilou (no limite da margem de erro) para baixo 3 pontos ao 1º turno: passou de 39% os atuais 36%. Na direção oposta, Ruas teve crescimento real (acima da margem de erro) de 5 pontos em menos de um mês: passou de 18% aos atuais 23%. Apesar da vantagem ainda considerável de Paes, a tendência, hoje, é de crescimento de Ruas.

Vantagem de Paes a Ruas cai pela metade ao 2º turno — Na simulação de 2º turno da Quaest de 23 de setembro, Paes teria 44% de intenção contra 31% de Ruas. São consideráveis 13 pontos de vantagem. No entanto, na Quaest de 8 de setembro, Paes bateria Ruas no 2º turno por 52% a 26%. Eram, então, 26 pontos de vantagem. Que, em menos de um mês, caiu pela metade. Hoje, a tendência ao 2º turno é de queda de 8 pontos de Paes e de crescimento de 5 pontos de Ruas.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Paes e Garotinho ao 2º turno — A Quaest de 23 de setembro também simulou o 2º turno entre Paes e Garotinho. No qual o ex-prefeito carioca derrotaria o ex-governador campista por 49% a 18%, 31 pontos de diferença. Na Quaest de 8 de setembro, Paes bateria Garotinho por 53% a 17%, diferença de 36 pontos. Que teve queda real de 5 pontos em menos de um mês.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Garotinho lidera rejeição — Índice fundamental à definição do 2º turno, a rejeição a governador do RJ continua sendo liderada por Garotinho, com 70% de eleitores que o conhecem e não votariam nele. Em 2º lugar ficaram Paes e Cyro, com 43% de rejeição cada. Em 4º lugar, ficou Ruas, com 28% de rejeição, 15 pontos a menos do que Paes no índice negativo.

Tendências da rejeição — Entre as Quaest de 8 e 23 de setembro, Ruas tinha 26% e oscilou 2 pontos para cima aos atuais 28% de rejeição. Por sua vez, Paes tinha 38% e teve crescimento real de 5 pontos aos atuais 43% de eleitores fluminenses que o conhecem e não votariam nele.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Espontânea e tendências — Ainda em relação ao 1º turno, na consulta espontânea, em que o eleitor fala da própria cabeça e revela intenção de voto cristalizada, Paes também lidera, com 20%. É seguido de Ruas, com 13%; Garotinho, com 3%; e Siri, com 1%. Na comparação com a Quaest anterior, Paes perdeu 2 pontos dos 22% que tinha na espontânea. Na qual Ruas teve crescimento real de 4 pontos, de 9% aos atuais 13%, em outra tendência ascendente.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Dados da pesquisa — A nova pesquisa Quaest a governador do RJ entrevistou 1.302 eleitores fluminenses, entre 19 e 22 de setembro. Com margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou menos, teve o registro RJ-04982/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

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Governo Wladimir a Frederico, STF e eleição no Folha no Ar desta 6ª

 

(Arte: Joseli Matias)

 

Os advogados Matheus José e Roberto Landes são os convidados para fechar a semana do Folha no Ar a partir das 7h25 da manhã desta sexta (25), ao vivo, na Folha FM 98,3.

Na condição de integrante e ex-integrante do Executivo de Campos, os dois analisarão a transição do governo da cidade do hoje candidato a deputado federal Wladimir Garotinho (PL) ao prefeito Frederico Paes (MDB). E, como juristas, avaliarão a crise (confira aqui, aqui e aqui) no Supremo Tribunal Federal (STF).

Com base nas pesquisas mais recentes, Landes e Matheus tentarão projetar a eleição a governador (confira aqui, aqui e aqui) e às duas cadeiras ao Senado (confira aqui, aqui e aqui) do RJ. Como analisarão os nomes de Campos e região a deputado federal e estadual.

Por fim, também com base nas pesquisas mais recentes (confira aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), os dois advogados tentarão projetar a eleição a presidente da República, a pouco mais de uma semana da urna de 4 de outubro.

Quem quiser participar do Folha no Ar desta sexta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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À maioria, STF é parcial, não combate corrupção ou defende a democracia

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

A pesquisa AtlasIntel (confira aqui e aqui) também indagou o eleitor sobre a atuação dos ministros do STF em áreas específicas, dando as opções de ótimo, bom, regular, ruim e péssimo. Quanto à “imparcialidade a rivais políticos” a atuação do STF é péssima (61%) ou ruim (14%) à maioria de 75% dos brasileiros. É regular a 17%, e boa (6%) e ótima (3%) a uma minoria de apenas 9%

STF combate a corrupção? — Quanto ao “combate à corrupção” da qual alguns dos próprios ministros são suspeitos, o trabalho de todos os que compõem o STF é péssimo (51%) ou ruim (15%) à maioria de 66% dos brasileiros. É regular a 18%, e boa (10%) e ótima (7%) à minoria de 17%.

STF melhora o Judiciário? — Quanto a “reformas para melhorar o funcionamento do Judiciário”, o desempenho dos ministros do STF é péssimo (51%) e ruim (10%) à maioria de 61% dos brasileiros. É regular a 15%, e bom (10%) e ótimo (14%) à minoria de 24%.

STF respeita a Constituição? — Quanto ao “respeito à Constituição e às leis”, a atuação dos ministros do STF é péssima (47%) e ruim (12%) à maioria de 59% dos brasileiros. É regular a 12%, e boa (14%) e ótima (15%) à minoria de 29%.

STF defende a democracia? — Quanto à “defesa da democracia”, função que a Corte mais se ufana por ter cumprido com o julgamento e a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por (relembre aqui) tentativa de golpe de Estado, o trabalho dos ministros do STF, no entanto, é péssimo (46%) e ruim (9%) à maioria de 55% dos brasileiros. É regular a 11%, e bom (12%) e ótimo (22%) à minoria de 34%.

 

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Impeachment de Toffoli para 60,5%, de Moraes para 49,8%

 

Ministros do STF Alexandre de Moares e Dias Toffoli

 

Na pesquisa AtlasIntel do final de setembro (confira aqui), a pouco mais de 10 dias da urna de 4 de outubro, o júri popular é desfavorável aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Por ligações com o Master, o impeachment imediato de Toffoli é desejo de mais de 6 entre cada 10 brasileiros. E metade deles quer o mesmo para Moraes.

Outros ministros sob suspeita no Master — Embora haja suspeita de relação indevida de outros ministros do STF com o caso Master, como Kássio Nunes Marques, André Mendonça e Luiz Fux, no que foi até agora revelado pelo jornalismo profissional e a Polícia Federal (PF), Moraes e Toffoli são os que mostram indícios mais claros (confira aqui e aqui) de envolvimento. O que é ainda mais claro ao juízo da população.

Impeachment imediato de Toffoli para 60,5% — “Toffoli deveria sofrer impeachment por envolvimento com o caso do Bando Master?”, indagou a AtlasIntel. E a maioria de 60,5% dos brasileiros respondeu: “Sim, impeachment imediato”. Outros 26,1% responderam: “Apenas se for provado envolvimento”. Os que acham que ele não deveria sofrer impeachment são uma minoria de 6,5%, com 6,8% que não souberam opinar.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Impeachment imediato de Moraes para 49,8% — “Moraes deveria sofrer impeachment por envolvimento com o caso do Banco Master?”, indagou a AtlasIntel. E 49,8%, metade dos brasileiros, responderam: “Sim, impeachment imediato”. Outros 31,9% responderam: “Apenas se for provado envolvimento”. O que acham que ele não deveria sofrer impeachment são a minoria de 15,1%, com 3,2% que não opinaram.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

 

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Ministros do STF envolvidos com o Master para 85% dos brasileiros

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Quase 9 entre cada 10 brasileiros acreditam que há envolvimento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no caso do Banco Master. É o que revelou a nova pesquisa nacional AtlasIntel, na qual 85,1% dos eleitores responderam: “Sim, há envolvimento direto”. Os que disseram não saber são 10,5%. A minoria quase absoluta de 4,4% diz não haver envolvimento.

“Você confia no trabalho dos ministros do STF?”, perguntou a AtlasIntel neste final de setembro, a pouco mais de 10 dias para as urnas eleitorais de 4 de outubro. E a maioria de 61% dos brasileiros respondeu que não. Uma minoria de 27,8% disse que confia, enquanto outros 11,1% que não souberam opinar.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

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Crise no STF e eleições de outubro no Folha no Ar desta 5ª

 

(Arte: Joseli Matias)

 

Historiadora, professora e servidora federal, Guiomar Valdez é a convidada do Folha no Ar a partir das 7h25 da manhã desta quinta (24), ao vivo, na Folha FM 98,3.

Ela tentará projetar, a partir das pesquisas mais recentes, as eleições de 4 de outubro, daqui a apenas 11 dias, a governador (confira aqui, aqui e aqui) e às duas cadeiras ao Senado (confira aqui, aqui e aqui) do RJ. E também analisará os nomes de Campos e região a deputado federal e estadual.

Por fim, Guiomar analisará a maior crise do Supremo Tribunal Federal (STF) em seus 135 anos de história (confira aqui, aqui e aqui). E suas consequências também na eleição a presidente da República, que todas as pesquisas mais recentes projetam (confira aqui, aqui, aqui, aqui e aqui) em dois turnos e indefinida, numa disputa voto a voto entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Quem quiser participar do Folha no Ar desta quinta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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Rejeição é liderada por Flávio e Lula, que tem 50% de desaprovação

 

 

Flávio e Lula lideram rejeição

Fundamental à definição do 2º turno, a rejeição medida pela Nexus e Quaest repetiu o empate técnico entre Flávio e Lula. Na Nexus, Flávio liderou numericamente, com 50% no índice negativo, mas só 1 ponto acima dos 49% de Lula. Na Quaest, Flávio também liderou numericamente a rejeição com 56%, também só 1 ponto acima dos 55% de Lula.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Lula 3: 50% desaprovam na Nexus e Quaest

Obstáculo à reeleição de Lula, a desaprovação de 50% dos brasileiros ao seu trabalho como presidente liderou numericamente na Nexus; mas em empate técnico, no limite da margem de erro, com os 46% que aprovam. Na Quaest, não houve empate técnico entre os mesmos 50% que lideram a desaprovação ao Lula 3 e os 44%, 6 pontos a menos, que aprovam.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Dados das pesquisas

A Nexus entrevistou por telefone 2.006 eleitores de 18 a 20 de setembro. Com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, teve o registro BR-00485/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Quaest entrevistou pessoalmente 2.004 eleitores entrevistados de 17 a 20 de setembro. Com a mesma margem de erro de 2 pontos, teve registro BR-06004/2026 no TSE.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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