Uma corrida pelas duas cadeiras que o RJ elegerá ao Senado embolada no empate técnico entre 5 candidatos. Na consulta estimulada da pesquisa Quaest divulgada esta semana, Benedita da Silva (PT) liderou numericamente, mas em empate técnico com Carlos Jordy (PL), Marcelo Crivella (REP), Monica Benicio (Psol) e Carlos Portinho (PL).
Juntos e misturados — Na consulta com a apresentação dos nomes dos candidatos, Benedita teve 10% de intenção de voto. Na margem de erro de 3 pontos para mais ou menos da pesquisa, ela ficou tecnicamente empatada com Jordy, que teve 7%; Crivella, com 6%; e Monica e Portinho, com 5% cada. Pedro Paulo (PSD) teve 3% e Waguinho (REP), 2%.
Crivella e Benedita lideram rejeição — Bem colocados em todas as pesquisas ao Senado, Crivella e Benedita lideraram mais uma vez (confira aqui) a rejeição. Pela Quaest, 65% dos eleitores fluminenses que conhecem Crivella não votariam nele a senador, com 50% de rejeição a Benedita.
Rejeição dos demais — O índice negativo ao Senado pelo RJ seguiu com Waguinho, com 43% de rejeição. Pedro Paulo teve 29%, enquanto Jordy, Portinho e André Monteiro (DEM) tiveram 13% cada. Estes três em empate técnico e quase numérico com Monica e Helio Secco (Missão), com 12% de rejeição cada.
(Infográfico: Joseli Matias)
Indecisão de 88% ao Senado — Ainda mais que na eleição a governador do RJ (confira aqui), a consulta espontânea (em que o eleitor fala da própria cabeça em quem votará) ao Senado revelou uma disputa completamente aberta. A esmagadora maioria de 88% dos fluminenses ainda estão indecisos sobre quem votar às duas cadeiras na Câmara Alta da República.
(Infográfico: Joseli Matias)
Candidatos com baixa intenção de voto cristalizada — Entre os candidatos, Benedita também liderou numericamente a consulta espontânea, mas com apenas 2% de intenção de voto cristalizada. Ela ficou em empate técnico com Jordy, Portinho, Crivella e Monica, que tiveram 1% cada.
Dados da pesquisa — A nova pesquisa Quaest ao Senado pelo RJ entrevistou pessoalmente 1.302 eleitores, de 29 municípios fluminenses, entre 21 e 24 de agosto. Com margem de erro de 3 pontos para mais ou menos, ela teve o registro RJ-08748/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE
Análise do especialista — “Na disputa ao Senado, o 1º e 2º voto foram combinados em consulta estimulada. Benedita da Silva teve 10%, seguida de Carlos Jordy com 7%, Marcelo Crivella com 6%, Monica Benicio e Carlos Portinho com 5%, Pedro Paulo com 3% e Waguinho com 2%”, explicou William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.
“Importante destacar que 65% rejeitam Crivella e 50% rejeitam Benedita ao Senado. Waguinho tem 43% de rejeição e Pedro Paulo 29%. Jordy, Portinho e André Monteiro aparecem com 13%, seguidos de Monica Benicio e Helio Secco com 12%”, destacou o estatístico.
O odontólogo, ex-candidato a prefeito de Campos e membro do Novo Alexandre Buchaul e o sociólogo, professor e membro do PT José Luis Vianna da Cruz são os convidados para encerrar a semana do Folha no Ar, a partir das 7h da manhã desta sexta (28), ao vivo, na Folha FM 98,3.
Com visões distintas, eles tentarão responder à pergunta: por que ser de esquerda ou direita, conservador ou progressista, na política brasileira?
Com base nas pesquisas mais recentes, José Luis e Buchaul também tentarão projetar as eleições a governador (confira aqui e aqui) e senadores (confira aqui e aqui) do RJ. E analisarão os candidatos de Campos e região a deputado federal e estadual.
Por fim, eles tentarão projetar a eleição a presidente da República, até aqui polarizada em todas as pesquisas (confira aqui, aqui e aqui) entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Quem quiser participar do Folha no Ar desta sexta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebooke no YouTube.
Ex-prefeito carioca, Eduardo Paes (PSD) se elegeria governador do RJ já no 1º turno de 4 de outubro, se o pleito fosse hoje, não daqui a 38 dias. É o que revelou a nova pesquisa Quaest divulgada esta semana. No cenário estimulado ao 1º turno, Paes teve 37% de intenção, 10 pontos a mais que os 27 da soma dos demais candidatos.
Paes oscila e Ruas cresce 4 pontos ao 1º turno — Apesar da larga vantagem, Paes oscilou 1 ponto para baixo entre as pesquisas Quaest de julho e agosto: tinha 38% na consulta estimulada ao 1º turno e hoje tem 37%. Quem cresceu, além da margem de erro de 3 pontos da consulta, foi o presidente da Alerj Douglas Ruas (PL): tinha 10% de intenção e hoje tem 14% a governador.
Garotinho perde 3 pontos de julho a agosto — O favoritismo de Paes também se deve à aparente desidratação do ex-governador Anthony Garotinho (REP). No limite da margem de erro, ele perdeu 3 pontos na consulta estimulada ao 1º turno a governador do RJ: tinha 10% de intenção em julho e tem 7% em agosto.
Os demais — Os demais candidatos a governador também não decolaram até aqui. Na consulta estimulada ao 1º turno, abaixo de Paes (37%), Ruas (14%) e Garotinho (7%), empatado tecnicamente com este, veio o vereador carioca William Siri (Psol), com 3% de intenção. Coronel Busnello (Missão), Cyro Garcia (PSTU) e Juliete (UP) tiveram 1º cada.
Paes bateria Ruas e Garotinho no 2º turno — No caso de 2º turno, marcado para 25 de outubro, a vantagem de Paes hoje também seria grande contra seus principais adversários a governador. Ele bateria Ruas por 50% a 20% de intenção, 30 pontos de diferença, em um turno extra. No qual Paes também bateria Garotinho por 53% a 12%, vantagem ainda maior de 41 pontos.
(Infográfico: Joseli Matias)
Ruas cresce ao 2º turno contra Paes — Na comparação entre as pesquisas Quaest de julho e agosto, Ruas confirmou sua tendência de crescimento e tirou parte da grande vantagem de Paes em um eventual 2º turno. Ao qual, em julho, a vantagem do candidato do PSD era de 36 pontos: 52% a 16%. Caiu 6 pontos aos atuais Paes 50% a 20% Ruas (30 pontos) em agosto.
Garotinho cai ao 2º turno contra Paes — As projeções de 2º turno da Quaest, entre de julho e agosto, confirmam a desidratação de Garotinho, que passou a ser juridicamente ameaçado de inelegibilidade (confira aqui) no último dia 11. Antes, em julho, Paes o bateria em um turno extra por 48% a 18%. Esta vantagem de 30 pontos cresceu mais 11 em agosto: Paes 53% a 12% Garotinho.
Garotinho lidera rejeição: 68% — Considerada fundamental à definição do 2º turno, a rejeição tem Garotinho como líder isolado: 68% dos fluminenses que o conhecem não votariam nele a governador. Paes veio em 2º lugar, 27 pontos abaixo do ex-governador, com 41% de rejeição. Ele foi seguido de perto no índice negativo por Cyro Garcia (40%) e de longe por Ruas (21%).
(Infográfico: Joseli Matias)
Eleição matematicamente aberta — Apesar da vantagem de Paes em todos os cenários, a consulta espontânea da Quaest de agosto mostra que a eleição de outubro está matematicamente aberta. Falando da própria cabeça em quem votarão a governador do RJ, a maioria relevante de 69% dos fluminenses se diz ainda indecisa.
Intenção de voto cristalizada — Entre os candidatos, no entanto, Paes também liderou a consulta espontânea, com 16% de intenção de voto cristalizada. Ele foi seguido de Ruas, com 7% (9 pontos abaixo); de Garotinho e Siri, com 1% cada.
(Infográfico: Joseli Matias)
Dados da pesquisa — A nova pesquisa Quaest a governador do RJ entrevistou pessoalmente 1.302 eleitores, de 29 municípios fluminenses, entre 21 e 24 de agosto. Com margem de erro de 3 pontos para mais ou menos, ela teve o registro RJ-08748/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE
Análise do especialista — “No 1º turno da Quaest de agosto, Eduardo Paes aparece com 23 pontos de vantagem sobre Douglas Ruas. Que, por sua vez, tem 7 pontos de vantagem sobre Garotinho. William Siri, Coronel Busnello, Cyro Garcia e Juliete somaram 6 pontos”, resumiu William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.
“Ao 2º turno, a Quaest estimou cenários de Eduardo Paes com Douglas Ruas e Garotinho. Contra Ruas, a vantagem de Paes é de 30 pontos. Contra Garotinho é ainda maior: 41 pontos. Em outra métrica importante, a rejeição de Garotinho é de 68%, contra 41% de Paes e 21% de Ruas”, destacou o estatístico.
O cientista social, servidor público e empreendedor João Aguiar e o profissional de psicologia e militante do Psol Johnatan França de Assis são os convidados do Folha no Ar a partir das 7h da manhã desta quinta (27), ao vivo, na Folha FM 98,3.
Com visões distintas, eles tentarão responder à pergunta: por que ser de esquerda ou direita, liberal ou socialista, na política brasileira?
Com base nas pesquisas mais recentes, Johnatan e João também tentarão projetar as eleições a governador (confira aqui, aqui e aqui) e senadores (confira aqui e aqui) do RJ. E analisarão os candidatos de Campos e região a deputado federal e estadual.
Por fim, eles tentarão projetar a eleição a presidente da República, até aqui polarizada em todas as pesquisas (confira aqui, aqui e aqui) entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Quem quiser participar do Folha no Ar desta quinta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebooke no YouTube.
Deputados federais, Benedita da Silva (PT) e Marcelo Crivella (REP) são hoje favoritos às duas novas cadeiras que o RJ elegerá ao Senado em outubro. No cenário estimulado (com a apresentação dos nomes dos candidatos) da pesquisa Paraná divulgada hoje (25), Bené liderou com 29,6% de intenção de voto. Em 2º lugar, 8,6 pontos atrás, Crivella teve 21,0%.
Empates técnicos na 2ª e 3ª colocação — Próximo ao limite da margem de erro, Crivella ficou em empate técnico na 2ª colocação ao Senado com o também deputado federal Pedro Paulo (PSD), 4,6 pontos atrás, com 16,4% na consulta estimulada. Ele, por sua vez, ficou em empate técnico na 3ª posição com outro deputado federal, Carlos Jordy (PL), que teve 11,9% a senador.
Crivella e Benedita também lideram rejeição — Na rejeição aos candidatos ao Senado, em que o eleitor pôde escolher mais de um nome, Crivella liderou com 25,6%. Ele ficou em empate técnico e quase numérico no índice negativo com Benedita, que teve 25,4%. Em outro empate técnico, ficaram na 3ª colocação o ex-prefeito de Belford Roxo Waguinho (REP, 14,4%) e Pedro Paulo (9,5% de rejeição).
(Infográfico: Joseli Matias)
Eleição ao Senado aberta — A consulta espontânea, no entanto, revela uma disputa matematicamente ainda aberta. A 40 dias da urna, 81,4% dos fluminenses não sabem dizer da própria cabeça em quem votarão ao Senado. Entre os candidatos, Benedita lidera, com 5,2%. Ela ficou em empate técnico com Jordy (1,9%), o senador Carlos Portinho (PL, 1,4%) e Crivella (1,3%).
(Infográfico: Joseli Matias)
Análise do especialista — “Na disputa ao Senado, Benedita (29,6%) e Crivella (21,0%) lideram. Pedro Paulo (16,4%), Carlos Jordy (11,9%) e Carlos Portinho (10,6%) também ultrapassam dois dígitos de intenção. Crivella (25,6%) e Benedita (25,4%) também aparecem como os candidatos mais rejeitados”, resumiu William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.
Advogado, doutor em sociologia política e ex-secretário municipal do governo Rafael Diniz em Campos, Felipe Quintanilha é o convidado do Folha no Ar a partir das 7 da manhã desta quarta (26), ao vivo, na Folha FM 98,3.
Ele fará um balanço das gestões municipais Rafael, Wladimir Garotinho (hoje, PL) e Frederico Paes (MDB), do problema do transporte público do município (confira aqui) que os atravessa ainda sem solução, e avaliará as articulações (confira aqui) para a nova mesa diretora da Câmara de Campos.
Com base nas pesquisas mais recentes, Quintanilha também tentará projetar as eleições a governador (confira aqui, aqui e aqui) e senadores (confira aqui e aqui) do RJ. E analisará os candidatos de Campos e região a deputado federal e estadual.
Por fim, ele tentará projetar a eleição a presidente da República, até aqui polarizada em todas as pesquisas (confira aqui, aqui e aqui) entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Quem quiser participar do Folha no Ar desta quarta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebooke no YouTube.
Na pesquisa do instituto Paraná divulgada hoje (25) a governador do RJ, Eduardo Paes (PSD) continua liderando ao 1º turno de 4 de outubro, com 44,5% de intenção de voto na consulta estimulada. Em 2º lugar na corrida, 29 pontos atrás, Douglas Ruas (PL) teve 15,5%. Ele ficou em empate técnico com Anthony Garotinho (REP), que teve 11,6%.
Tendências: Paes cai, Ruas e Garotinho sobem — Embora continue liderando a disputa com boa vantagem, Paes perdeu 4,1 pontos em relação aos 48,6% que teve na mesma consulta da pesquisa Paraná de julho. Ao contrário de Ruas, que cresceu 4,4 pontos entre os 11,1% de julho aos atuais 15,5%. Garotinho teve leve crescimento, de 0,6 ponto, dos 11,0% de julho aos atuais 11,6%.
(Infográfico: Joseli Matias)
Movimentos dentro da margem de erro — Todos os movimentos dos três principais candidatos a governador do RJ, de julho a agosto, foram na margem de erro de 2,5 pontos para mais ou menos da nova pesquisa Paraná. Que ouviu presencialmente 1.600 eleitores de 58 municípios fluminenses, entre 22 e 24 de agosto, com registro RJ02422/202 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Pesquisa de agosto sem simulação de 2º turno — Estranhamente, apesar dos movimentos na intenção de voto ao 1º turno, a pesquisa Paraná de agosto não fez nenhuma simulação ao 2º turno. Diferente das duas que fez em julho, quando Paes bateria Ruas em um turno final por 60,1% a 24,3% e Garotinho, por 61,1% a 20,5%.
Garotinho lidera isolado a rejeição — Sem cenário de 2º turno, a pesquisa Paraná de agosto mediu a rejeição dos candidatos a governador do RJ. No índice negativo e fundamental à definição do 2º turno, com o eleitor podendo dar mais de um nome, Garotinho liderou com 40,3% de rejeição. Ele foi seguido à distância por Paes (25,3%), Cyro Garcia (PSTU, 13,5%) e Ruas (12,6%).
(Infográfico: Joseli Matias)
Eleição matematicamente aberta — A pesquisa Paraná de agosto revelou, em sua consulta espontânea ao 1º turno, como a eleição a governador do RJ está matematicamente aberta. Tendo que falar da própria cabeça em quem votarão ao cargo, 61,6% dos eleitores disseram ainda não saber. Bem abaixo vieram Paes (19,1% de intenção), Ruas (7,1%) e Garotinho (3,1%).
(Infográfico: Joseli Matias)
William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE
Análise do especialista — “No cenário estimulado, Eduardo Paes lidera de forma isolada (44,5%), mas Garotinho empata tecnicamente com Douglas Ruas, com vantagem numérica em favor do presidente da Alerj: 15,5% contra 11,6% do ex-governador e ex-prefeito de Campos”, resumiu William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.
“Na rejeição múltipla do eleitorado, quando os entrevistados são estimulados a responderem em qual candidato não votariam de jeito nenhum, considerando os nomes apresentados, Garotinho lidera com 40,3%. Eduardo Paes, por sua vez, aparece com 25,3% e Douglas Ruas surge com 12,6%”, completou o estatístico.
A eleição da nova mesa diretora da Câmara Municipal de Campos (confira aqui) e as rusgas públicas (confira aqui e aqui) no grupo dos Garotinho, o efeito da ameaça de inelegibilidade (confira aqui e aqui) na campanha de Anthony Garotinho (REP) a governador (confira aqui) e as últimas pesquisas (confira aqui, aqui e aqui) à eleição de presidente da República.
Esses serão os temas debatidos no Folha no Ar a partir das 7h da manhã desta terça (25), ao vivo, na Folha FM 98,3, pela mesa titular do programa: o radialista Cláudio Nogueira, gerente da rádio; e os jornalistas Aluysio Abreu Barbosa, diretor de redação do Grupo Folha; e Hevertton Luna, repórter de política da Folha.
Quem quiser participar do Folha no Ar desta terça poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebooke no YouTube.
Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em empates técnicos no 1º turno, por 4 pontos de diferença; e no 2º turno, só por 1 ponto. Foi o que revelou a pesquisa Nexus divulgada hoje (24), a 41 dias da urna de 4 de outubro. Na consulta estimulada ao 1º turno: Lula 41% a 37% Flávio. Ao 2º turno, o empate foi quase numérico: Lula 46% a 45% Flávio.
Empate técnico de Lula no 2º turno também com Caiado — Nas quatro simulações de 2º turno, Lula também ficou em empate técnico com Ronaldo Caiado (PSD): 46% do petista a 42%. Com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, a pesquisa Nexus foi feita com 2.006 eleitores por telefone, de 21 a 23 de agosto, e com registro BR-09028/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
(Infográfico: Joseli Matias)
Lula, Flávio e os demais no 1º turno — Na estimulada ao 1º turno, depois de Lula (41%) e Flávio (37%), Caiado veio mais de 30 pontos atrás, com 5% de intenção de voto. Ele ficou em empate técnico com Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), que tiveram 3% cada; e com Augusto Cury (Avante), que teve 2%.
(Infográfico: Joseli Matias)
Tendência de estabilidade no 1º turno — Com pesquisas semanais desde o início de agosto, na comparação das duas últimas Nexus, houve pouca mudança na consulta estimulada ao 1º turno. Lula tinha e manteve 41% na última semana, enquanto Flávio oscilou 1 ponto para cima no mesmo período: de 36% aos atuais 37%.
Tendência favorável a Flávio no 2º turno com Lula — Na simulação do 2º turno cada vez mais provável entre Lula e Flávio, também só houve oscilações, movimentos dentro da margem de erro, na última semana. Mas com tendência desfavorável ao petista, que oscilou 1 ponto para baixo, de 47% aos 46% atuais; enquanto Flávio oscilou 1 ponto para cima: 44% aos 45% de hoje.
Rejeição: Lula 49% a 48% Flávio — Fundamental à definição do 2º turno, a rejeição também mostrou outro empate técnico e quase numérico entre Lula e Flávio. O petista lidera, com 49% dos brasileiros que não votariam nele de jeito nenhum, mas só 1 ponto acima de Flávio, com 48%. Zema (36%), Renan (35%) e Caiado (34%) estão mais de 10 pontos abaixo na rejeição.
(Infográfico: Joseli Matias)
Lula 3: 49% reprovam, 48% aprovam — A aprovação de governo também só registrou oscilações na última semana, em tendência de estabilidade na série Nexus. Os que desaprovam o trabalho de Lula como presidente oscilaram 1 ponto para cima: de 48% aos atuais 49%. Por sua vez, os que aprovam também oscilaram 1 ponto para cima: de 47% aos 48% de hoje.
Edmundo Siqueira, servidor federal, jornalista, bacharel em Direito e blogueiro do Folha1
O Supremo e o diploma que Patrocínio nunca teve
Por Edmundo Siqueira
José do Patrocínio, nascido em Campos dos Goytacazes, era farmacêutico de formação. Nunca cursou jornalismo — não havia curso — e ainda assim escreveu a abolição na Gazeta da Tarde e na Cidade do Rio. Machado de Assis, Euclides da Cunha, Barbosa Lima Sobrinho — que presidiu a ABI — também não se diplomaram jornalistas. Pelo critério que dois ministros do Supremo começaram a discutir na terça-feira (18), nenhum deles estaria autorizado a apurar coisa alguma.
Flávio Dino e Alexandre de Moraes sugeriram que o STF reabra a discussão sobre a exigência do diploma de jornalista. Dino disse que a dispensa “constitui um complicador”, porque estenderia automaticamente as garantias da imprensa “a qualquer blogueiro”, e chegou a imaginar PCC e Comando Vermelho promovendo concurso para selecionar cem blogueiros cada um. Moraes concordou e falou em regulamentação, com regra de transição.
Discutir isso agora não deixa de ser uma aposta dobrada de dois ministros do Supremo e uma tentativa de escalada em posicionamentos no mínimo controversos aos olhos da própria Constituição que guarda.
Uma semana antes da discussão sobre o diploma, viera a público a decisão monocrática de Moraes que determinou a quebra do sigilo telemático do blogueiro maranhense Luís Pablo para chegar à sua fonte, o ex-secretário Raimundo Cutrim, em inquérito que apura suposto monitoramento de Dino. O jornalista havia publicado imagens do ministro e de familiares em carros funcionais do Tribunal de Justiça do Maranhão. Fenaj, Abraji, Sindjor-MA e a Sociedade Interamericana de Imprensa reagiram. Como observou Malu Gaspar, em O Globo, o debate sobre o diploma serve para desviar o foco do que de fato importa.
A ironia aumentou na quarta (19), quando um relatório da Polícia Federal afirmou não ser possível concluir que Luís Pablo tenha recebido pagamento para produzir reportagens contra Dino. E ainda, segundo a PF, não foi encontrado indício de violação de sigilo funcional pelo profissional.
A obrigatoriedade do diploma nasceu do Decreto-Lei 972, de 1969, editado por junta militar, no período mais sombrio do regime, invocando diretamente o AI-5, quando estavam sendo afastados das redações intelectuais, artistas e políticos que se opunham ao governo. Em 17 de junho de 2009, no RE 511.961, o Plenário do STF decidiu por oito votos a um, sob relatoria de Gilmar Mendes, que o dispositivo não fora recepcionado pela Constituição de 1988. Jornalismo detém um conjunto de técnicas e é regido por obrigações éticas bastante claras. Não é que ele caminhe ao lado da liberdade de expressão, mas sim é o próprio exercício dela.
O Supremo não estava sozinho. Desde a Opinião Consultiva 5/85, a Corte Interamericana de Direitos Humanos entende que exigir diploma e inscrição em ordem profissional para o exercício do jornalismo viola o art. 13 do Pacto de San José, do qual o Brasil é parte. Restaurar a exigência não seria, portanto, apenas revisar um precedente interno, seria descumprir compromissos internacionais.
O art. 5º, XIV, da Carta Constitucional, assegura a todos o acesso à informação, “resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional”. A garantia está presa à atividade, dando plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social (art. 220, § 1º). Se o diploma voltasse a ser condição, Luís Pablo não seria jornalista e a quebra deixaria de ser violação de um direito, passando a importar mais a pessoa que o Estado reconhece previamente como jornalista do que a apuração, a verificação e o interesse público de uma informação.
Não se trata, porém, de sugerir que crime não se apure. Se houve monitoramento clandestino de um ministro, que se investigue e se puna — e também a responsabilidade do agente público que acessou indevidamente sistemas restritos. A simples publicação de quem recebeu não coloca o jornalista como coautor do ilícito.
Sistemas estatais de acesso restrito produzem registros auditáveis, havendo, portanto, meios de se chegar à verdade sem a necessidade de quebra de direitos fundamentais. Escolheu-se o mais invasivo, o celular do jornalista, por decisão monocrática, em um pedido da PF que o STF redistribuiu ao ministro Alexandre de Moraes por considerar um caso análogo ao chamado “inquérito das fake news”, instaurado em 2019 pelo ministro Dias Toffoli, com base no art. 43 do Regimento Interno. A decisão de Moraes veio em favor de um colega da mesma Turma.
Vivemos em um tempo histórico em que é preciso reafirmar obviedades, e uma delas é que o sigilo de fonte nunca foi imunidade. É a proteção contra ser compelido a revelar, e jamais impediu investigar e punir a fonte, ou o próprio jornalista, por crimes que eles cometam.
Essa “confusão” de garantias violadas vale também ao diploma para o jornalista, que nunca assegurou ética a ninguém. E, ainda na defesa do óbvio ululante, o Brasil e seu ordenamento jurídico já dispõem de calúnia, injúria, difamação, direito de resposta e reparação por dano moral. “Mostra-se incompatível com o pluralismo de ideias, que legitima a divergência de opiniões, a visão daqueles que pretendem negar aos meios de comunicação social (e aos seus profissionais) o direito de buscar e de interpretar as informações”, palavras do próprio Supremo, em 2011, em julgado (AI 705.630) relatado pelo ministro Celso de Mello.
Patrocínio, o jornalista de Campos, que fez do jornal uma arma contra a escravidão, muitas vezes foi um “blogueiro sem registro” aos olhos contemporâneos. A liberdade de imprensa não se mede pelo que o poder tolera nos dias tranquilos, mas pelo que suporta quando a notícia é sobre ele.
É preciso fechar com um alerta do presidente da Corte, Edson Fachin, que acerta, mesmo falando em relação a outro assunto, mas cabendo aqui como uma luva: “Quando joio e trigo crescem juntos, os incautos perguntam se devem logo ser arrancadas as ervas daninhas. A resposta é negativa. Ao arrancar o joio antes da hora, corre-se o risco de arrancar também o trigo. É preciso aguardar a colheita para então separá-los”.
“Muitos problemas a gente vem enfrentando com os candidatos (a governador). Nada contra, respeito máximo a todos. Mas pelo histórico do Eduardo Paes (PSD) e o que ele vem fazendo na nossa cidade (do Rio), chegou a hora de dar a ele essa oportunidade”, foi o que disse o senador Romário (sem partido) em Campos, na última quarta (19).
Pergunta e resposta
A declaração do ex-gênio do futebol, que veio para uma caminhada em apoio à reeleição de Bruno Dauaire à Alerj, foi uma resposta à pergunta do repórter da Folha Hevertton Luna, sobre quem apoiaria a governador. Nada mais natural indagar a um político popular como Romário, a pouco mais de 40 dias para a urna de 4 de outubro.
Sem campanha para Paes
Dali, a caminhada de Romário com Bruno pelas ruas do Centro, até o Mercado Municipal, durou cerca de uma hora. Em nenhum momento dela, o senador pediu voto para Paes a governador. No entanto, publicado no Folha1, o corte do vídeo da sua resposta viralizou, sintetizando um ato político que não teve aquele objetivo político.
Rosinha reage a Bruno
Na noite da mesma quarta, Rosinha soltou um vídeo em suas redes sociais. Em que, falando de “traição”, advertiu Bruno: “Na hora de dizer para gente que o grupo político do Garotinho tem dois (candidatos a) deputado estadual, vocês sabem falar. E, na prática, vocês trazem alguém em Campos para pedir voto ao Eduardo Paes.”
Disputas internas
“E pare de ameaçar, o seu pessoal aí, as pessoas que estão com o outro candidato (a deputado estadual do grupo, Thiago Virgílio). Se tem dois candidatos, cada um escolhe o seu. Isso é democracia (…) Mas fica feio você dizer que apoia o Garotinho (a governador) e trazer Romário para pedir voto para Eduardo Paes”, disse Rosinha.
Espaço aberto
Com o vácuo deixado pela prisão dos ex-deputados estaduais Rodrigo Bacellar (União) e Thiago Rangel (Avante), por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), o espaço foi aberto à eleição dos dois candidatos à Alerj do grupo que governa Campos. Que diminui as próprias chances em suas disputas internas tornadas públicas.
Ao governo Frederico Paes (MDB), o martelo está batido: Silvinho Martins (MDB) será o presidente da Câmara de Campos no novo biênio. O acordo já estaria costurado com o atual presidente, Frederico Rangel (PP). Que, concunhado do ex-prefeito e candidato a deputado federal Wladimir Garotinho (PP), era o preferido deste para seguir no cargo.
Como a Folha adiantou
Na última segunda (17), o blog Opiniões adiantou (confira aqui): “Silvinho e Paes têm conversado com Rangel, que hoje controla as secretarias municipais de Limpeza e Meio Ambiente, para costurar um acordo. No qual se inverteriam as posições no próximo biênio, com Silvinho presidente e Rangel seu 1º vice. Mas esbarram na aceitação por Wladimir.”
Rangel aceitou Silvinho?
O acordo pela eleição de Silvinho com próximo presidente já teria sido aceito por Rangel. E contaria com a aprovação da maioria dos vereadores que elegerão, entre o início de outubro e 15 de dezembro, a nova mesa diretora da Câmara. Tanto Silvinho quanto Rangel são nomes com bom trânsito até com os edis da oposição.
Wladimir aceitará?
Embora preferisse Rangel reeleito, Wladimir aceitaria a decisão do prefeito e dos edis por Silvinho. E não bateria chapa pela presidência da Câmara Municipal. Mesmo se sair da urna de 4 de outubro, antes do pleito da nova mesa, eleito deputado federal e cacifado com 100 mil votos, meta da sua campanha hoje espraiada em 60 municípios.
Wladimir e Bruno, Frederico e Thiago?
Além do retorno à Câmara Federal, que já integrou de 2019 a 2020 e fez bom mandato, Wladimir trabalha pela reeleição a deputado estadual e desempenho consistente na urna do aliado Bruno Dauaire (União). Por sua vez, o prefeito Frederico Paes estaria trabalhando pela candidatura à Alerj do ex-vereador Thiago Virgílio (REP).
Estopim da confusão
Essas disputas internas foram o estopim da confusão entre militantes de Bruno e Thiago, no lançamento das candidaturas do grupo, no Automóvel Clube Fluminense, também no dia 17. O evento teve Frederico e os candidatos Wladimir, Bruno e Thiago, mas não o ex-governador e candidato a governador Anthony Garotinho (REP).
Acomodação de espaços
Thiago sempre foi próximo ao casal Anthony e Rosinha Garotinho. Nas subdivisões do grupo que voltou a governar Campos desde a eleição de 2020, com Wladimir, este se tornou seu maior líder local. Ao substituí-lo como prefeito, Frederico busca consolidar sua nova posição nas eleições à Alerj e, sobretudo, à mesa diretora da Câmara.