Industrial do açúcar, presidente do Sindicato da Indústria Sucroenergética do Estado do Rio de Janeiro (Siserj) e ex-presidente do PSDB em Campos, Geraldo Hayen Coutinho é o convidado do Folha no Ar desta quinta (13), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.
Ele fará um balanço dos quatro primeiros meses do governo do também industrial do açúcar (confira aqui e aqui) Frederico Paes (MDB) como prefeito de Campos. Como também dará sua perspectiva da safra e da moagem de cana (confira aqui) este ano, com seus impactos econômicos no município.
Com base nas pesquisas mais recentes, Geraldo tentará projetar as eleições governador (confira aqui, aqui e aqui) e senadores (confira aqui e aqui e aqui) do RJ. E analisará a possibilidade do ex-governador Anthony Garotinho (REP) participar ou não (confira aqui) da disputa ao Palácio Guanabara.
Por fim, também com base nas pesquisas mais recentes (confira aqui e aqui), ele tentará projetar a eleição a presidente da República, até aqui polarizada entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), a um mês e 23 dias da urna de 4 de outubro.
Quem quiser participar do Folha no Ar desta quinta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebooke no YouTube.
Garotinho no debate a governador do Rio da Band no último domingo (9)
Garotinho virá ou não a governador?
No início da madrugada de ontem (11) a mídia nacional passou a noticiar (confira aqui) que a Justiça do RJ determinou o cumprimento da sentença que condenou Anthony Garotinho (REP) a suspensão dos direitos políticos por oito anos. Ex-governador e lançado candidato a governador em 25 de julho, ele pode ser (confira aqui) declarado inelegível ao pleito de outubro.
A acusação
Em ação movida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Garotinho foi condenado por improbidade administrativa pelo desvio de R$ 234,4 milhões da Saúde do RJ entre 2005 e 2006, quando era secretário da esposa e então governadora Rosinha. A condenação à inelegibilidade foi consequência da Lei da Ficha Limpa.
As datas
O juiz Ricardo Cyfer, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), determinou o cumprimento da condenação de Garotinho em 2018. E que o processo transitou em julgado após o ministro do (Supremo tribunal Federal) STF Dias Toffoli negar o recurso de Garotinho. Só que a negativa de Toffoli foi em 11 de julho de 2025, há 13 meses.
A defesa
O TJ-RJ encaminhou sua decisão à Justiça Eleitoral. Advogado de Garotinho no caso, Admar Gonzaga contesta afirma que a punição já foi cumprida. Para ele, os oito anos de inelegibilidade teriam expirado em 31 de julho de 2026. E processo teria transitado em julgado em 1º de agosto de 2018, quando não caberiam mais recursos.
O motivo? (I)
A discussão deveria ser jurídica. Mas não se pode perder de vista que o ex-presidente do TJ-RJ, desembargador Ricardo Couto, se manterá governador-tampão até outubro por decisões juridicamente estranhas (confira aqui, aqui, aqui e aqui) do STF. Ao arrepio do Art. 141 da Constituição Estadual, pelo qual deveria assumir o presidente eleito da Alerj, Douglas Ruas (PL).
O motivo? (II)
Tampouco pode se perder de vista que Garotinho pontuou com 2 dígitos de intenção de voto, em um empate técnico e dois numéricos com Ruas, na 2ª colocação das três pesquisas a governador (confira aqui, aqui e aqui) de julho. E que uma vitória do líder Eduardo Paes (PSD) em turno único seria menos difícil, matematicamente, sem o político de Campos no páreo.
Advogado, professor de Direito Eleitoral da Ceped/Uerj e presidente da Comissão de Direito Público da OAB Campos, José Paes Neto é o convidado do Folha no Ar desta quarta (12), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.
Com base nas pesquisas mais recentes (confira aqui e aqui), ele tentará projetar a eleição a presidente da República, até aqui entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), a um mês e 24 dias da urna de 4 de outubro.
Também com base nas pesquisas mais recentes, José Paes tentará projetar as eleições governador (confira aqui, aqui e aqui) e senadores (confira aqui e aqui e aqui) do RJ.
Por fim, como advogado eleitoral, o advogado eleitoral analisará a manutenção do desembargador Ricardo Couto como governador do RJ (confira aqui, aqui, aqui e aqui) pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a despeito da Constituição Estadual. Assim como a decisão do juiz Ricardo Cyfer, da 4ª Vara da Fazenda Pública do Rio, pedindo (confira aqui) a suspensão dos direitos políticos do ex-governador Anthony Garotinho (REP) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após o ministro Dias Toffoli negar no STF um recurso do político de Campos.
Quem quiser participar do Folha no Ar desta quarta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebooke no YouTube.
Lula (PT) tem hoje 40% de intenção na consulta estimulada ao 1º turno presidencial na pesquisa Nexus divulgada hoje (10), 5 pontos a mais que Flávio Bolsonaro (PL), que teve 35%. Mas em um 2º turno entre ambos, embora Lula também lidere, com 47%, está em empate técnico, na margem de erro com Flávio, que tem 44%.
Lula em empate técnico no 2º turno também com Caiado — Nas quatro projeções de 2º turno da pesquisa, Lula também ficou em empate técnico com Ronaldo Caiado (PSD): 46% a 42%. A nova Nexus ouviu 2.001 eleitores por telefone, entre 7 e 9 de agosto. Com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, ela foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-08428/2026.
(Infográfico: Joseli Matias)
Os 30 pontos de Flávio sobre Caiado ao 2º turno com Lula — Apesar de performar bem com Lula em um eventual 2º turno, Caiado só tem 5% de intenção na consulta estimulada ao 1º turno, 30 pontos abaixo dos 35% de Flávio. O que é diferença muito difícil de ser tirada no pouco mais de 1 mês e 23 dias até a urna de 4 de outubro.
(Infográfico: Joseli Matias)
Tudo hoje indica o 2º turno — No entanto, Flávio, Caiado e todos os demais nomes da oposição somados têm 51% de intenção de voto, 11 pontos a mais do que Lula, vantagem muito além da margem de erro. O que, hoje, é um claro indicativo de que a eleição presidencial precisará de um 2º turno, marcado para 25 de outubro, para ser definida.
Polarização tem concordância de 65% — A polarização entre Lula e Flávio, gostem dela ou não, tem a concordância da maioria de 65% dos brasileiros. Que se dividem entre os 36% que concordam, mesmo se dizendo cansados dela; os 17% que concordam e se dizem confortáveis com ela e os 12% que concordam, mas se dizem indiferentes à polarização.
(Infográfico: Joseli Matias)
Eleição já interessa a 73% dos brasileiros — A pouco mais de um mês da urna do 1º turno, a eleição presidencial também já interessa à maioria ainda mais expressiva de 73% dos brasileiros na nova pesquisa Nexus. Que se dividem entre os 49% que dizem ter muito interesse no pleito de 2026 e os 24% que dizem ter interesse razoável.
(Infográfico: Joseli Matias)
Anti-Lula 38% x 33% anti-Bolsonaro e família — De acordo com outra métrica testada pela nova pesquisa Nexus, 38% dos brasileiros se declaram totalmente anti-Lula. São 5 pontos a mais do que os 33% que se declaram totalmente anti-Bolsonaro e sua família.
(Infográfico: Joseli Matias)
Rejeição: Flávio 50% x 48% Lula — Na mesma pesquisa, no entanto, houve uma inversão na métrica semelhante da rejeição, fundamental para definir o 2º turno. O campeão do índice negativo é Flávio, com 50% de brasileiros que hoje não votariam nele de jeito nenhum. Ele ficou em empate técnico com Lula, com 48%. A rejeição de Caiado foi de apenas 29%.
(Infográfico: Joseli Matias)
Lula 3: 49% desaprovação x 46% aprovação — Também considerada fundamental de qualquer governante candidato à reeleição, a aprovação do Lula 3, pela nova pesquisa Nexus, é de 46%. São 3 pontos a menos, mas em empate técnico na margem de erro, com os 49% dos brasileiros que hoje desaprovam o governo, enquanto outros 5% não souberam responder.
(Infográfico: Joseli Matias)
William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE
Análise do especialista — Na Nexus de 10 de agosto testou um único cenário de 1º turno e quatro cenários de 2º turno. Ao 1º turno, a vantagem de Lula sobre Flávio é de 5 pontos, enquanto a soma da intenção de voto de Caiado, Zema e Renan Santos é de 12 pontos. Já ao 2º turno, Lula empata tecnicamente com Flávio, com vantagem de 3 pontos, e com Caiado, com vantagem de 4 pontos. Na rejeição, fundamental à decisão do 2º turno, 50% não votam em Flávio de jeito nenhum, enquanto 48% rejeitam Lula”, resumiu William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.
Geógrafo com especialização doutoral em estatística e analista estatístico do Núcleo de Pesquisa Econômica do Estado do Rio de Janeiro (Nuperj) da Uenf, William Passos é o convidado do Folha no Ar desta terça (11), ao vivo, a partir das 7 da manhã, na Folha FM 98,3.
Junto ao radialista, âncora do programa e gerente da rádio, Cláudio Nogueira; e ao jornalista Aluysio Abreu Barbosa, diretor de redação do Grupo Folha que antecipou a eleição de 10 prefeitos de Campos, Norte e Noroeste Fluminense e Região dos Lagos nas urnas de 2024 (relembre aqui e aqui); William analisará as últimas pesquisas a governador (confira aqui, aqui e aqui) e senadores (confira aqui e aqui e aqui) do RJ.
Também com base nas pesquisas, será analisada a aparente polarização da eleição presidencial (confira aqui e aqui) entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), a um mês e 24 dias da urna de 4 de outubro. Como serão debatidos os nomes de Campos e região a deputado federal e estadual, eleições proporcionais em que as pesquisas têm pouca ou nenhuma serventia.
Quem quiser participar do Folha no Ar desta terça poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebooke no YouTube.
Na última quarta-feira (5), quando passou a faltar menos de dois meses à urna de 4 de outubro, as novas pesquisas Ideia (confira aqui) e Quaest (confira aqui) de agosto trouxeram projeções de primeiro e segundo turno parecidas, com Lula liderando todos os cenários. Mas com tendências diferentes: favoráveis a Lula na Ideia e favoráveis a Flávio Bolsonaro (PL) na Quaest.
Pedro Doria, jornalista e diretor do Canal Meio, parceiro das pesquisas do instituto Ideia
“Agosto mostra o melhor retrato de Lula em oito edições (das pesquisas mensais Ideia desde janeiro). A aprovação (do governo) está em 48,5%, a maior da série, contra 49% de desaprovação. E 48% dizem que ele (Lula) merece continuar, também o maior número que já medimos”, resumiu o jornalista Pedro Doria, diretor do Canal Meio.
Na aprovação do governo Lula, a Ideia de agosto trouxe algumas oscilações nos números em relação a julho, mas todas dentro da margem de erro de 2,5 pontos da pesquisa. A desaprovação ao Lula 3 oscilou 0,5 ponto para cima: de 48,5% aos 49% atuais. E a sua aprovação oscilou 2 pontos para cima: dos 46,5% aos atuais 48,5%.
Se a tendência da aprovação do governo Lula foi de estabilidade na série Ideia, ela permaneceu numericamente estática na Quaest. Entre julho e agosto, os que aprovam o Lula 3 eram e permaneceram 48%, como os que desaprovam eram e permaneceram 47%.
(Infográfico: Joseli Matias)
A importância da métrica é óbvia em qualquer pleito com a possibilidade de reeleição: governo aprovado popularmente tende a renovar mandato, governo desaprovado arruma as malas. Com 0,5 ponto a mais de desaprovação na Ideia e 1 ponto a mais de aprovação na Quaest, um eventual Lula 4 hoje se equilibra com um pé em cada barco.
Diretor do Canal Meio, quem tem feito as pesquisas em parceria com o instituto Ideia, Doria também destacou os 48%, número mais alto desde janeiro, dos brasileiros que acham que Lula merece outro mandato. Mas que ainda estão 2,4 pontos atrás, em empate técnico na margem de erro, dos 50,4% que acham que ele não merece.
Esse equilíbrio quanto a Lula merecer ou não outro mandato na série Ideia, porém, não existe na Quaest. Nela, fora do limite da margem de erro de 2 pontos para mais ou menos da pesquisa, a maioria de 55% dos brasileiros acha que Lula não merece. São relevantes 14 pontos a mais que a minoria de 41% que acha que ele merece.
Mesmo que as novas pesquisas Ideia e Quaest tenham sido feitas no mesmo período de tempo, entre 31 de julho e 3 de agosto, são resultados bem diferentes. E, talvez, resultados de metodologias diferentes: a Ideia ouviu 1.500 eleitores por telefone, enquanto a Quaest entrevistou 2.004 eleitores de maneira presencial e domiciliar.
Comparadas com as pesquisas do mês anterior de cada instituto, as tendências também são diferentes sobre Lula merecer ou não outro mandato. Na Ideia, os que acham que não merece oscilaram 0,6 para baixo: de 51% em julho a 50,4% em agosto. E os que acham que merece oscilaram 2,3 pontos para cima: de 45,7% aos atuais 48%.
Já na série Quaest, a tendência é francamente desfavorável a Lula. Os que acham que ele não merece outro mandato de presidente tiveram crescimento real (acima da margem de erro) de 4 pontos: de 51% dos brasileiros em julho aos 55% de agosto. E os que acham que ele merece quedaram os mesmos 4 pontos: de 45% aos atuais 41%.
(Infográfico: Joseli Matias)
Da estabilidade na aprovação de governo, em equilíbrio com a desaprovação, e dos resultados conflitantes sobre Lula merecer ou não outro mandato, o fato é que ele liderou todos os cenários ao primeiro e segundo turnos testados pela Ideia e a Quaest de agosto. E sempre com vantagem acima da margem de erro das duas pesquisas.
Na Ideia de agosto, Lula liderou com 34,4% a consulta espontânea (em que o eleitor fala da própria cabeça em quem votará, na intenção consolidada) contra 23% de Flávio, 11,4 pontos atrás. Na série Ideia, Lula oscilou 1,6 ponto para cima sobre os 32,8% de julho. E Flávio teve crescimento real de 2,7 pontos sobre os 20,3% do mês anterior.
Na Quaest de agosto, Lula liderou com 25% a consulta espontânea a presidente, contra 18% de Flávio, 7 pontos atrás. Mas essa diferença era de 12 pontos na Quaest de julho, quando Lula tinha 26% e oscilou 1 ponto para baixo em agosto, enquanto Flávio tinha 14 pontos e teve crescimento real de 4 pontos no mesmo período.
(Infográfico: Joseli Matias)
Na consulta estimulada, com a apresentação dos nomes dos candidatos, ao primeiro turno da Ideia de agosto, Lula liderou com 43% de intenção de voto. Ficou 8 pontos à frente de Flávio, que teve 35%. Por desistência de pré-candidatos presentes na consulta de julho, a Ideia não fez comparação para extrair as tendências do último mês.
Na consulta estimulada Quaest ao primeiro turno, Lula liderou com 39% de intenção. Ficou 9 pontos à frente de Flávio, com 30%. Mas a Quaest revelou tendências na comparação com sua pesquisa de julho. Quando Lula tinha 40% e oscilou 1 ponto para baixo, enquanto Flávio tinha 28% e oscilou 2 pontos para cima em agosto.
(Infográfico: Joseli Matias)
Se nenhum outro candidato, além de Lula e Flávio, teve dois dígitos de intenção de voto nas consultas espontânea e estimulada ao primeiro turno, a soma de todos os candidatos de oposição, no entanto, indica matematicamente a necessidade do segundo turno presidencial. Que está marcado para 25 de outubro.
Na Ideia, a soma dos 10 presidenciáveis de oposição ao primeiro turno deu 51%, contra os 43% de Lula, 8 pontos a menos. Na Quaest, a soma dos 11 presidenciáveis de oposição ao primeiro turno deu 43%, 4 pontos a mais que os 39% de Lula. Se um candidato não tem mais votos que todos os demais, há segundo turno.
Tanto a Ideia quanto a Quaest testaram, cada pesquisa, quatro cenários de segundo turno. E Lula também liderou todas as simulações, acima da margem de erro. Mas diferente de Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), Flávio também é, hoje, o nome da oposição mais competitivo ao segundo turno.
Nas simulações de segundo turno da Ideia, Lula bateria Flávio por 48,5% a 43% (5,5 pontos de vantagem, só 0,5 ponto acima do empate técnico no limite da margem de erro da pesquisa), Caiado por 48,5% a 40% (8,5 pontos de vantagem), Zema por 48,5% a 37% (11,5 pontos de vantagem) e Renan por 48% a 34,7% (13,3 pontos de vantagem).
(Infográfico: Joseli Matias)
Nas simulações de segundo turno da Quaest, Lula bateria Flávio por 44% a 39% (5 pontos de vantagem, só 1 ponto acima do empate técnico no limite da margem de erro da pesquisa), Caiado por 45% a 37% (8 pontos de vantagem), Zema por 46% a 34% (12 pontos de vantagem) e Renan por 45% do petista a 35% (10 pontos de vantagem).
(Infográfico: Joseli Matias)
Também houve discrepâncias nas duas pesquisas de agosto entre as tendências atuais de um eventual segundo turno entre Lula e Flávio em outubro. Na Ideia, Lula teve crescimento real de 3,5 pontos dos 45% de julho aos 48,5% de agosto, enquanto Flávio também teve crescimento real de 3 pontos dos 40% de julho aos 43% de agosto.
Se, na série Ideia, Lula e Flávio estão ambos em tendência de crescimento para um turno extra, essa tendência na Quaest é só do filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Flávio cresceu 2 pontos dos 37% de julho aos atuais 39% em um segundo turno contra Lula, enquanto este perdeu 1 ponto no mesmo período: de 45% aos atuais 44%.
Felipe Nunes, cientista político e diretor do instituto Quaest
“Desde que Flávio foi indicado pelo pai (em dezembro), ele veio crescendo, até que em maio aconteceu o ‘Dark Horse’ (cinebiografia de Jair em que Flávio pediu dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro) e se viu um processo de degradação dele nas intenções de voto”, relembrou o cientista político Felipe Nunes, CEO do instituto Quaest.
“E agora, de julho para agosto, o que a gente vê é uma oscilação. O Flávio vai de 28% para 30% (de intenção de voto ao primeiro turno), dentro da margem de erro, e o Lula de 40% a 39%. Por que estou chamando esse movimento, que ocorreu numericamente na margem de erro, de recuperação (de Flávio)?”, indagou o cientista político.
“Porque há todo um conjunto de fatores na pesquisa (Quaest de agosto) que mostram como as coisas se movimentaram do mês passado para cá. Quando a gente olha para o segundo turno, a vantagem de Lula para Flávio, que já foi maior, também se reduziu (de 8 pontos em julho para 5 pontos em agosto)”, explicou o CEO da Quaest.
Aos 54 anos, era a primeira vez em quatro décadas que assistiria a uma Copa do Mundo do futebol como torcedor comum. A última tinha sido em 1986, aos 14 anos. Quando passou dois dias chorando por saber que seu ídolo, Zico, seria culpabilizado pelo pênalti que perdeu no tempo normal do Brasil e França nas quartas de final.
Por amor ao futebol e a lida de jornalista que abraçaria no início da juventude, desde a Copa de 1990 passou aquela e todas as demais tendo que escrever sobre os jogos. Saber e relatar em texto: Quem marcou o gol? Como? Com que perna? De cabeça? Quem deu o passe? Como? Com que perna? Houve falha na defesa? De quem?
É um tipo de audiência hiperfocada que não permite conversa paralela ou ingestão de bebida alcoólica. Desta, se permitiria duas exceções pela data: 24 de junho, dia de João Batista, do seu aniversário e de Messi. Assim, bebeu e sofreu ao completar 18 anos no 1 a 0 da Argentina que eliminou o Brasil nas oitavas de final da Copa de 1990. Com gol de Caniggia, após jogada brilhante de Maradona, que literalmente acabou com a festa.
Como bebeu e foi mais feliz no 24 de junho de 1994, Copa seguinte, quando o Brasil e Camarões pelo segundo jogo da fase de grupos foi assistido, em meio a amigos, numa casa em Atafona que o Atlântico levaria. Anos depois dos gols de Romário, Márcio Santos e Bebeto definirem o placar. Numa campanha que marcaria a primeira conquista de uma Copa do Mundo pelo Brasil que testemunhou. Cuja final contra a Itália assistiu com seu pai.
Fora essas duas exceções, escrevendo para jornal impresso e, depois, para site e blog, Copa do Mundo era trabalho. E, mesmo que muito prazeroso, sem direito a festa ou bebedeira. Mas com direito a edição extra de jornal na Copa de 2002, no Japão e Coreia do Sul, pelos horários dos jogos entre a madrugada e início da manhã brasileiras. Em que o Brasil de Rivaldo e Ronaldo Fenômeno também seria campeão.
Capa da Folha da Manhã da edição de 1º de julho de 2006
Na Copa seguinte, de 2006, no dia do jogo pelas quartas de final entre Brasil e França, editou a capa do jornal de alto a baixo, nos cantos opostos, com as fotos recortadas de perfil de Ronaldo e Zidane, se encarando e sorrindo, com o título “Quem vai rir hoje?”. Zidane riu por último. Mas aquela capa depois integraria o livro “As Melhores Primeiras Páginas dos Jornais Brasileiros”, da Associação Nacional de Jornais (ANJ), editado em 2010.
Naquela Copa de 2006, em que Zidane foi expulso na final após se deixar levar por uma provocação e dar uma cabeçada no peito do zagueiro Materazzi, contra a Itália e que deu a esta ao título, arriscou publicar o vaticínio no rescaldo do Mundial. Com a aposentadoria do craque francês, o maior jogador de futebol da Terra seria Messi.
Vinte anos depois, na Copa de 2026, já tinha marcado viajar a Argentina, Uruguai e Chile, entre julho e o início de agosto com o afilhado, irmão materno do seu único filho, falecido precocemente em 2023 e com quem já tinha conhecido os três países. Como não poderia cobrir profissionalmente toda a Copa, optou em vê-la como espectador normal. E se limitou a comentários episódicos em jornal, rádio, streaming e TV.
Ainda no Brasil, o 24 de junho de 2026 traria outro jogo do Brasil em Copa do Mundo. Talvez a melhor atuação de um time envelhecido, com alguns ex-jogadores em suposta atividade. Foi contra a Escócia, na terceira partida da fase de grupos. Em que Vini Jr., único craque brasileiro dessa Copa, marcou dois gols dos 3 a 0. Com Matheus Cunha completando o placar.
Também ainda estava no Brasil quando este foi eliminado por 2 a 1 pela Noruega em 5 de julho, pelas oitavas de final. Com dois gols do viking Haaland e um, de pênalti, do ex-jogador mais emblemático da sua geração fracassada. Não por falta de talento, mas de caráter, evidenciada mais uma vez na discussão patética com o goleiro norueguês.
Padrinho e afilhado desembarcaram do Rio em Buenos Aires no dia 10. No dia seguinte, assistiram ao Argentina e Suíça, pelas quartas de final, do quarto do hotel. Este, dolosamente escolhido pela proximidade com o Obelisco, no cruzamento das avenidas Corrientes e 9 de Julho, ponto nevrálgico das comemorações argentinas no futebol.
Comemoração brasileira do gol de Álvarez na prorrogação do Argetinha e Suíça, na avenida Corrientes e com o Obelisco ao fundo, à 0h33 da madrugada fria de 12 de julho em Buenos Aires
Com o empate de 1 a 1 no tempo normal, gols do argentino Mac Allister e do suíço Ndoye, padrinho e afilhado saíram para ver na rua a prorrogação, em meio à multidão hipnotizada por cada tela de TV disponível. Foi pela réstia de visão à distância de uma delas, numa calçada da Corrientes, que assistiram ao golaço do centroavante Julián Álvarez. E, mesmo antes do apito final, partiram para a comemoração no Obelisco.
Quando voltavam, encararam o mar albiceleste de gente que desaguava ao Obelisco na direção contrária, até onde a vista alcançasse pela longa e larga Corrientes. No caminho, um torcedor abraçou o jornalista de férias e gritou eufórico: “Argentina campeona, papá!” Padrinho e afilhado brasileiros se converteram. E só quando voltaram ao hotel souberam do gol final de Lautaro, já nos descontos da prorrogação.
Flamenguistas no Estádio Centenário de Montevidéu em 14 de julho de 2026, contrstuído para a primeira Copa do Mundo em 1930 e one o Flamengo foi campeão da Libertadores da América pela primeira vez, em 23 de novembro de 1981, com dois gols de Zico
Cruzaram a imensidão do Rio da Prata por ferry de Buenos Aires a Montevidéu no dia 14. Quando deixaram as malas no hotel e foram ao Estádio Centenário, erguido para a primeira Copa do Mundo, em 1930. Que o padrinho tinha conhecido com seu filho, irmão do afilhado, alguns anos antes. Naquele mesmo dia, veriam depois a Espanha do maestro Rodri anular a temida França de Mbappé, batida com relativa facilidade por 2 a 0.
No dia 15, pegaram o carro alugado em que o padrinho os conduziu pela estrada na imensa planície de aluvião uruguaia, maior que a goitacá na mesma proporção em que o Paraíba do Sul vira um córrego diante do Prata. Foram a Colônia de Sacramento, espécie de Paraty fluvial. E escolheram o restaurante Qué Tupé, que o padrinho também conhecera anos atrás com o filho, para assistir à outra semifinal, entre Argentina e Inglaterra.
Aluysio e Aquiles no restaurante Que Tupe, em Colônia de Sacramento, já no início da noite de 15 de julho no Uruguai, após a Aregntina bater a Inglaterra de virada e se classificar à final da Copa do Mundo de 2026
Em jogo tenso, a Inglaterra abriu o placar com o gol do atacante Gordon, pouco antes dos 10 minutos do segundo tempo. E estacionou um daqueles típicos ônibus britânicos e vermelhos de dois andares em frente ao seu gol. Até que aos 39 de etapa final, Messi driblou dois marcadores na direita e passou a Enzo Fernández em frente à meia lua da área. Que bateu forte para quebrar a primeira janela do tal ônibus.
Após uma bola argentina na trave, um Messi de 39 anos, já nos descontos do tempo normal, correu atrás do rebote. Novamente da direita, ele novamente driblou dois marcadores. E cruzou de perna destra, a supostamente ruim de um canhoto. A trajetória milimétrica da bola encobriu o goleiro e um zagueiro antes de chegar à perfeição na cabeça de Lautaro. Que capotou o ônibus inglês e pôs a Argentina na final.
Com camisas de Messi e Maradona, padrinho e afilhado brasileiros comemoraram com os argentinos no restaurante uruguaio. Após o jogo, retornaram no carro alugado, chegando noite alta em Montevidéu. Dois dias depois voltaram de ferry a Buenos Aires. De onde tomaram avião no sábado do dia 18, véspera da final, a Bariloche.
Brasileiros no aquece da torcida albiceleste antes da final da Copa do Mundo entre Argetina e Espanha, na fria praça aberta do Centro Cívico de Bariloche, ás margens do lago , aonde voltariam para acompanhar a prorrogação do jogo, em 19 de julho de 2026
Mais uma vez, viram o tempo normal de jogo no quarto do hotel. Em um 0 a 0 em que a Espanha controlou a posse de bola, impedindo-a de chegar a Messi como fizera com Mbappé. Após a expulsão de Enzo Fernández nos descontos, foram ver a prorrogação em meio aos milhares de argentinos reunidos diante do telão, sob o frio de 0 °C, no espaço aberto da praça do Centro Cívico da cidade, às margens do lago Nahuel Huapi.
Ao final dos 15 minutos do primeiro tempo da prorrogação, o dito popular foi confirmado: “Água mole em pedra dura tanto bate até que fura”. Ou no castelhano de espanhóis e argentinos: “La gota de agua perfora la roca no por su fuerza, sino por su constância”. Em passe de cabeça de Niko Williams dentro da área, o também atacante Fernan Torres marcou de pé direito o gol da Espanha.
No segundo tempo da prorrogação, mesmo com um homem a menos, a Argentina teve duas chances claras de empatar e levar a decisão à disputa de pênaltis. Uma com o zagueiro Senesi, dentro da pequena área. A outra com o atacante Simeone, que chutou por cima do gol, numa sobra de bola adiante da marca do pênalti.
Ao apito final, com a segunda Copa do Mundo da Espanha, padrinho e afilhado brasileiros testemunharam os aplausos de orgulho dos argentinos. Naquela praça de Bariloche talvez mais fria com a derrota justa, viram apenas um torcedor albiceleste caído em prantos. Como o padrinho por conta de Zico em 1986, 40 anos antes.
Messi disputou três finais de Copa do Mundo e ganhou uma, marcando dois gols na de 2022, quando conduziu a Argentina ao título. Por isso, fica abaixo de Pelé e apenas dele. Que disputou duas finais de Copa e levou ambas, em 1958 e 1970, marcando três gols no conjunto. Em 1962, se contundiu e desfalcou o time já no segundo jogo do Brasil, campeão pelas pernas tortas do gênio de Mané Garrincha.
O padrinho de 54 anos não viu Pelé jogar. O afilhado de 17 sequer viu o Brasil levar uma Copa. Mas ambos tiveram da América do Sul a certeza: não viram ou verão um gênio do futebol como Messi. Vê-lo diante da sua torcida, mesmo aos 39 anos, tabelou com a xará do carrasco espanhol, a brasileira Fernanda Torres, ao ser indicada ao Oscar que não levou: “A vida presta!”
Em Bariloche, o padrinho comprou um bonequinho de Messi com a Copa na mão esquerda. Com o qual tencionava presentear outro afilhado, ainda criança pequena, quando voltasse ao Brasil. Mas, refletindo sobre o que testemunhara, tomou o presente a si. De volta à casa, deu morada ao pequeno Messi diante do porta retrato na sala com a foto do filho bebê e Zico.
Outro craque, Manoel de Barros versejou da estante: “A foto saiu legal”.
Hoje (5), a 1 mês e 29 dias da urna de 4 de outubro, foram divulgadas duas pesquisas presidenciais de agosto. Além da Ideia (confira aqui), saiu também a nova Quaest. Embora nela Lula (PT) também lidere todos os cenários de primeiro e segundo turnos, a maioria dos 55% dos brasileiros acham que ele não merece mais 4 anos como presidente. Contra a minoria de 41% (14 pontos a menos) que acham que merece.
Tendências ruins a Lula — As tendências da resposta à pergunta também não foram boas ao petista. Na série histórica das pesquisas Quaest, cresceram 4 pontos os que acham que o petista não merece mais quatro anos: dos 51% de julho aos 55% de agosto. E, no mesmo período, caíram os mesmos 4 pontos os que acham que ele merece: de 45% aos atuais 41%.
Lula lidera ao primeiro e segundo turno — Os dois movimentos foram fora da margem de erro de 2 pontos para mais ou menos da nova pesquisa Quaest de agosto. Ainda assim, fora da margem de erro também foi a liderança de Lula na consulta espontânea e estimulada ao primeiro turno. Assim como ele também liderou fora da margem de erro os quatro cenários ao segundo turno.
Lula lidera espontânea, mas vantagem sobre Flávio cai — Na espontânea, em que o eleitor fala da própria cabeça em quem votará e revela a intenção consolidada, Lula teve 25%, 7 pontos a mais que os 18% de Flávio Bolsonaro (PL). Mas essa vantagem era de 12 pontos há um mês. No qual, Lula perdeu 1 ponto: dos 26% de julho aos atuais 25%. E Flávio cresceu 4 pontos no período: de 14% a 18%.
Lula lidera estimulada, mas vantagem sobre Flávio cai — Na estimulada ao primeiro turno, com a apresentação dos nomes dos candidatos, Lula lidera com 39% de intenção, 9 pontos a mais que os 30% de Flávio. Mas essa vantagem também era de 12 pontos há um mês. No qual Lula também perdeu 1 ponto: de 40% de julho aos atuais 39%. E Flávio ganhou 2 pontos no mesmo período: de 28% a 30%.
Lula lidera segundo turno contra Flávio, mas vantagem cai — Ao segundo turno, Lula também liderou contra Flávio: 44% a 39%. São 5 pontos de vantagem, só 1 ponto além do empate técnico no limite da margem de erro. Essa vantagem era de 8 pontos há um mês. No qual Lula também perdeu 1 ponto: de 45% de julho aos atuais 44%. E Flávio também ganhou 2 pontos no período: de 37% a 39%.
Lula lidera segundo turno contra Caiado, Zema e Renan — Lula também liderou os cenários de segundo turno da Quaest de agosto contra Ronaldo Caiado (PSD), por 45% a 37% (8 pontos de vantagem); contra Romeu Zema (Novo), por 46% a 34% (12 pontos de vantagem); e contra Renan Santos (Missão), por 45% do petista a 35% (10 pontos de vantagem).
Dados da pesquisa — A nova pesquisa Quaest entrevistou de maneira presencial e domiciliar 2.004 eleitores de 120 municípios de todo o Brasil, entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. E foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06591/2026.
William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE
Análise do especialista (I) — “Na Quaest de agosto, Lula tem 9 pontos de vantagem sobre Flávio no primeiro turno e 5 pontos no segundo turno. A pesquisa testou um cenário de primeiro turno e quatro de segundo turno. Lula liderou todos, mas Flávio se mantém altamente competitivo”, resumiu William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.
A maioria apertada de 50,4% dos brasileiros ainda acha que o presidente Lula (PT) não merece outro mandato. Mas em empate técnico com os 48% que acham que ele merece, o maior número do petista na série histórica das pesquisas presidenciais do instituto Ideia, que repete mensalmente a pergunta aos eleitores desde janeiro.
Lula lidera todos os cenários — Esse foi o quadro da nova pesquisa Ideia divulgada hoje, 5 de agosto, a um mês e 29 dias da urna de 4 de outubro. A diferença apertada sobre um novo mandato ao atual presidente, porém, se alarga favoravelmente a ele na simulação de primeiro turno e nas quatro de segundo turno. Lula lidera todos os cenários, além da margem de erro.
Ao primeiro turno — Na pesquisa estimulada (com apresentação dos nomes dos candidatos) ao primeiro turno, Lula tem hoje 43% de intenção de voto. São 8 pontos de vantagem sobre os 35% de Flávio Bolsonaro (PL), que foi seguido à distância por Ronaldo Caiado (PSD), com 5,7%; Renan Santos (Missão), com 4,7%; e Romeu Zema (Novo), com 2,6%.
Segundo turno à vista — Apesar da vantagem, os 43% de Lula ao primeiro turno são 8 pontos menos que os 51% de todos os outros 10 presidenciáveis somados. O que, matematicamente, torna muito provável a necessidade do segundo turno, marcado para 25 de outubro, para definir a eleição presidencial.
Lula lidera ao segundo turno — Nos quatro cenários de segundo turno da pesquisa Ideia de agosto, Lula bateria Flávio por 48,5% a 43% (5,5 pontos de vantagem), Caiado por 48,5% a 40% (8,5 pontos atrás), Zema por 48,5% a 37% (11,5 pontos atrás) e Renan por 48% a 34,7% (13,3 pontos atrás).
Flávio é o mais competitivo na oposição — Além de ser o único candidato, além de Lula, que performa em dois dígitos no primeiro turno a presidente, Flávio ficou a apenas 0,5 ponto de um empate técnico com o petista no segundo turno. O que é uma diferença decimal além do limite da margem de erro de 2,5 pontos para mais ou menos da nova pesquisa.
Lula em tendência de crescimento — Quanto às tendências do último mês, Lula cresceu além da margem de erro em todas as quatro simulações de segundo turno. O petista ganhou os mesmos 3,5 pontos, dos mesmos 45% de julho aos mesmos 48,5% de agosto, contra Flávio, Caiado ou Zema. Já no segundo turno contra Renan, Lula cresceu 3 pontos no período: 45% a 48%.
Oposição cresce menos — Menos que Lula, três dos seus quatro adversários testados também cresceram em um segundo turno contra o presidente. Entre julho e agosto, Flávio ganhou 3 pontos (40% a 43%), Caiado ganhou 2,4 pontos (37,6% a 40%) e Renan ganhou 1,7 pontos (33% a 34,7%). Só Zema patinou: tinha e manteve 37% em um segundo turno contra Lula.
Batalha de rejeições de 2022 a 2026 — Apesar da vantagem de Lula, tudo indica que, com Flávio como principal adversário, a eleição presidencial será como a que Jair Bolsonaro (PL) perdeu por pequena margem no segundo turno de 2022: uma batalha entre duas enormes rejeições. Em 2026, 48% dos brasileiros rejeitam Flávio, só 0,6 ponto a menos que os 47,4% que rejeitam Lula.
Dados da pesquisa — A nova pesquisa Ideia ouviu, em entrevistas telefônicas, entre 31 de julho e 3 de agosto, 1.500 eleitores de todo o Brasil, distribuídos de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (Pnad) de 2025 do IBGE. E foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04579/2026.
William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE
Análise do especialista (I) — “A Ideia de agosto testou um único cenário de primeiro turno e quatro cenários de segundo turno. Ao primeiro turno, Lula lidera por vantagem de 8 pontos sobre Flávio. No segundo turno, por sua vez, a vantagem de Lula para Flávio cai para 5,5 pontos”, destacou William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.
Análise do especialista (II) — “Contra Caiado, que só alcança 5,7% de intenção de voto no primeiro turno, a vantagem de Lula sobe a 8,5 pontos no segundo turno. Contra Zema, que registra apenas 2,6% de intenção no primeiro turno, a vantagem de Lula no segundo turno é ainda maior: 11,5 pontos. E contra Renan Santos, com apenas 4,7% no primeiro turno, Lula lidera no segundo turno por 13,3 pontos de vantagem”, concluiu William.
Em plena fase eliminatória de Copa do Mundo de futebol, por motivo de ordem pessoal, farei um hiato da atividade profissional em blog, jornal, site, rádio e TV. Na 1ª dezena de agosto, se Deus quiser, nos reencontramos. Inté.
Os craques Erling Haaland e Vini Jr. na disputa da Champions da Europa por seus respectivos clubes, Manchester City e Real Madrid, voltam a se cruzar neste domingo para matar ou morrer por Noruega e Brasil na Copa do Mundo (Foto: Reprodução)
Antes, durante e após o Brasil e Noruega
A partir das 17h de Brasília neste domingo (5), o que esperar do Brasil de Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo? Futebol não é matemática. Não ter certezas objetivas é seu maior atrativo e encanto. Mas sempre será ditado pelos números finais do placar. Seja em tempo normal de jogo, prorrogação ou disputa de pênaltis.
Há placares simbólicos. E o Brasil de Carlo Ancelotti reúne números históricos. A Seleção é a única com 5 Copas. E seu técnico italiano é o único com 5 Champions da Europa. Copa do Mundo e Champions têm a característica comum: são definidas em jogos de mata-mata. Na Copa, aliás, só “um mata, nada mais”, como frisou Ancelotti.
Para matar ou morrer contra a Noruega, Ancelotti deve ir a campo com Danilo Santos, do Botafogo, no lugar de Paquetá, do Flamengo, fora do jogo e talvez da Copa por contusão. É uma opção mais cautelosa do que adaptar o atacante Martinelli como meia. Ou que já entrar em campo com o jovem centroavante Endrick.
Os destaques brasileiros são os atacantes Vini Jr. e Rayan e o meia Bruno Guimarães. Desde a estreia contra Marrocos, Vini é o craque e artilheiro do time, com 4 gols. E Guimarães, com 4 assistências, o grande garçom. Enquanto Rayan, escalado desde a Escócia com a contusão de Raphinha, é o querer dos 19 anos injetado na veia do Brasil.
E na Noruega? O centroavante Erling Haaland tem 60 gols em 53 jogos por sua seleção, média de 1,13 gol por jogo. E tem 5 gols em 4 jogos só nesta Copa do Mundo, média de 1,25 por jogo. O que, em tese, impõe a qualquer time adversário a obrigação de fazer o mínimo de 2 gols para tentar vencer. Essa é a expectativa do Brasil ao domingo.
A Noruega não é só Haaland. Que tem a companhia de Sorloth, centroavante deslocado à direita; e Nusa, único do seu time a ter o drible como característica, pela esquerda. A criação das jogadas do ataque fica por conta de Odegaard. Como a armação do time é tarefa do meia Berg — não Berger, volante de marcação.
É um ataque poderoso, reforçado com o apoio dos laterais Wolfe e Pedersen. Mas, entre estes e os zagueiros Heggem e Ajer, a Noruega tem brechas na defesa. Que levou 8 gols em 4 jogos na Copa, média de 2 por jogo. Mesmo sem contar seu time reserva que tomou 4 da França, a Noruega sofreu gol em todos os jogos; até do Iraque.
O Brasil levou 2 gols na Copa de 2 bons times: 1 do Marrocos e 1 do Japão. Ambos em bolas perdidas no lado direito. O defeito pode ser fatal, sobretudo diante de Haaland. Que terá um velho conhecido no outro lado do campo, nos duelos dos clássicos entre Manchester City e Arsenal pela Premier League: o zagueiro Gabriel Magalhães.
A disputa particular entre o zagueiro Gabriel Magalhães e o centroavante Haaland, pelo clássico Arsenal e Manchester City da Premier League, pode ser reeditada no Brasil e Noruega pela Copa do Mundo (Foto: Reprodução)
O Brasil nunca venceu a Noruega: em 4 jogos, foram 2 empates e duas derrotas, uma na Copa de 1998. Em 2026, Haaland dá medo: 18 gols e 5 assistências em 33 jogos, média de 0,69 participação em gol por jogo. No ano, Vini tem 22 gols e 6 assistências em 37 jogos, média de 0,75. Medo por medo, os números do brasileiro dão mais.
Independentemente de quem passar e quem ficar na Copa após o apito final do Brasil e Noruega, Vini e Haaland, como o centroavante inglês Harry Kane, conseguiram ser protagonistas numa Copa protagonizada por uns tais Lionel Messi e Kylian Mbappé. Agora ou em qualquer tempo em que se tenha jogado futebol, é algo para poucos.
Pode não ter a grande vantagem de Eduardo Paes a governador, mas a deputada federal Benedita da Silva (PT) também lidera, fora da margem de erro, a corrida por uma das duas cadeiras do RJ ao Senado. Na mesma pesquisa do instituto Paraná de julho, em dois cenários estimulados, a petista liderou entre 33,0% a 34,9% de intenção.
Crivella, Canella e Pedro Paulo
No cenário 1 da pesquisa de julho, atrás de Bené (33,0%) veio o também deputado federal Marcelo Crivella (REP), com 25,9%. Na disputa pela 2ª cadeira ao Senado pelo RJ, ele ficou em empate técnico com o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União), com 21,9%; e outro deputado federal, Pedro Paulo (PSD), com 21,5%.
Canella e Pedro Paulo
No cenário 2 da pesquisa de julho, atrás de Bené (34,9%) e sem Crivella, Canella e Pedro Paulo repetiram o empate técnico e quase numérico. Pré-candidato a senador pelo União do ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, Canella teve 25,3% de intenção, contra 25,0% de Pedro Paulo como pré-candidato a senador de Eduardo Paes.
(Infográfico: Joseli Matias)
Tendência de estabilidade
No cenário 1 ao Senado, a tendência entre junho e julho foi de estabilidade. Benedita perdeu 1,2 ponto: 34,2% a 33,0%. E os demais pré-candidatos mais bem cotados oscilaram só nas casas decimais: Crivella de 26,0% a 25,9% (- 0,1 ponto), Canella de 21,3% a 21,9% (+ 0,6% ponto) e Pedro Paulo de 20,7% a 21,5% (+ 0,8 ponto).
Cai vantagem de Bené
No cenário 2 ao Senado, os movimentos foram mais amplos entre junho e julho, ainda que todos também dentro da margem de erro. Não para Benedita, que perdeu quase o mesmo: 1 ponto, de 35,9% a 34,9%. Mas para Canella, que ganhou 1,7 ponto: 23,6% a 25,3%. Como para Pedro Paulo, que ganhou 2,2 pontos: 22,8% a 25,0%.
Pleito aberto ao Senado
Embora haja favoritos nas consultas estimuladas da pesquisa Paraná às duas cadeiras que o RJ elegerá ao Senado, a consulta espontânea revela incerteza matemática ainda maior do que para governador. Com 3,0% de intenção cristalizada a Benedita e 2,2% a Canella, a esmagadora maioria de 84,3% hoje não sabe em quem votará a senador.