Arthur Soffiati — O bom e o mau ET no “Dia D” de Spielberg

 

 

 

Arthur Soffiati, historiador, professor, escritor, ambientalista e crítico de cinema

O bom e o mau ET

Arthur Soffiati

 

No cinema, o extraterrestre pode ser mau ou bom. Ele pegou pesado em quase toda a década de 1950. Naquele tempo, o ET podia ser usado como metáfora para a União Soviética.

Os Ets invadiram a Terra em “A guerra dos mundos” do escritor inglês H.G. Wells, no final do século XIX. Narrando partes desse livro numa emissora de rádio, Orson Welles causou pânico nos Estados Unidos. Em 1953, o livro ganhou as telas do cinema. Muitos foram os filmes sobre invasão de Ets e poucos aqueles em que os visitantes espaciais são amigos.

Em 1951, apareceu um ET advertindo a humanidade sobre o perigo de uma nova guerra com armas nucleares em “O dia em que a Terra parou”. Ele voltou advertindo sobre os perigos da crise ambiental em 2008. Ainda em 1953, Jack Arnold lançou “A ameaça que veio do espaço”, em que Ets pacíficos precisam fazer um pouso forçado na Terra para reparos em sua nave, mas são recebidos com hostilidade pelos terráqueos.

Filmes mais atuais se dividem. Spielberg voltou a filmar “Guerra dos mundos”, com Ets hostis. E a franquia de “Alien, o 8º passageiro” não só nos causa pavor como nos leva a odiar os Ets. Diga-se o mesmo de “Um lugar silencioso”, com aqueles invasores sinistros que não enxergam, mas tem audição apurada, atacando qualquer emissor de som.

Num balanço geral de filmes sobre Ets, conclui-se que eles têm sido mais inimigos do que amigos. Tirando “Guerra dos mundos”, Steven Spielberg tem se mostrado simpático aos Ets, como demonstrou em “E.T. – O extraterrestre” e “Contatos imediatos de terceiro grau”. É certo que um visitante extraterrestre simboliza o outro, o qual, apesar de muito estranho em aparência, pode ser pacífico.

O cineasta de “Tubarão” volta, já idoso e experiente, a lançar um documentário equilibrado sobre dinossauros, embora com algumas incorreções. Volta também aos Ets com “Dia D” (2026). O bonequinho d’“O Globo” aplaude o filme de pé, o que estimula um cinéfilo experiente, como, por exemplo, Quentin Tarantino, a assisti-lo.

No filme, o velho Spielberg traz a sua marca registrada. Do ponto de vista cinematográfico, a fotografia se mostra excelente, com luzes, sombras, superposição de imagens, travelings, closes e efeitos especiais. O desempenho dos atores e atrizes também revela o exigente diretor na retaguarda.

Já não tive a mesma impressão do roteiro. Pareceu-me uma história mirabolante e exagerada sobre Ets detectados, capturados e até torturados pelo governo norte-americano. Durante todo o filme, sabe-se que o roteiro versa sobre Ets. No entanto, a paranormalidade e a bilocação estão em primeiro plano. Ação até demais com cenas estonteantes que tocam o espetacular dos filmes de aventura.

A mensagem é: “OS Ets vêm em paz fazer contato com os terráqueos e são maltratados por eles”. Tirando os excessos e a velha infantilidade de Spielberg, o filme fala dos diferentes, dos estrangeiros, dos imigrantes que entram nos Estados Unidos e são logo perseguidos pelo ICE. Mas, ao mesmo tempo, fala do diferente que causa estranheza e repúdio no mundo todo, já que a atriz principal, em rede de televisão, dirige-se à população humana do planeta.

Tudo começou em 1947, ano em que teve início a Guerra Fria, com a Doutrina Truman, e foi criada, nos Estados Unidos, a Agência Central de Inteligência (CIA). A partir de então, o chamado complexo industrial-militar se fortaleceu. Talvez esse seja o ponto de referência de Spielberg. Mas que cada um faça a sua leitura. A minha não é ao pé da letra.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

Confira o trailer do filme:

 

0

Melhora na aprovação de governo rende intenção de voto a Lula

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

 

Aprovação de governo = intenção de voto

A liderança de Lula acima da margem de erro, em todos os cenários (confira aqui) de primeiro e segundo turno, advém da melhora na avaliação ao seu governo. Na Nexus de junho, 48% aprovam o Lula 3, contra 47% que desaprovam. Se, hoje, é um empate técnico e quase numérico, a tendência dos últimos três meses é de queda na reprovação.

 

Desaprovação cai 4 pontos de março a junho

Na série Nexus, os que desaprovavam o Lula 3 em março eram 51%. E, nos últimos três meses, eles caíram 4 pontos, aos 47% de junho. Os que aprovavam em março eram 45%. E, nos últimos três meses, eles cresceram 3 pontos, aos 48% de junho. Foram movimentos acima da margem de erro. Que se refletiram nas intenções de voto.

 

Aprovação = voto no 1º turno

Para medir a relação da aprovação de governo no voto, a Nexus de junho a testou nos dois turnos. Ao primeiro, entre os eleitores que hoje aprovam o Governo Federal, a esmagadora maioria de 83% votaria em Lula. Já entre os brasileiros que hoje desaprovam o Lula 3, a relevante maioria de 67% votaria no primeiro turno em Flávio.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Aprovação = voto no 2º turno

Em um provável segundo turno entre Lula e Flávio, em 25 de outubro, entre os brasileiros que aprovam o atual Governo Federal em junho, impressionantes 91% votariam em Lula. Já entre os eleitores que hoje desaprovam o Lula 3, 83% votariam no segundo turno em Flávio.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Rejeição define 2º turno

Índice fundamental à definição do segundo turno, por limitar o teto de crescimento dos dois candidatos vindos do primeiro, a rejeição foi liderada na Nexus de junho por Aécio Neves (PSDB): 62% os brasileiros que não votariam nele de jeito nenhum a presidente. Mas, depois, as maiores rejeições são de Flávio (52%) e Lula (47%).

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Lula perde e Flávio ganha rejeição

Além da rejeição do petista ser hoje 5 pontos menor que a do seu principal concorrente, Lula traz oscilação de queda de 2 pontos no índice negativo: de 49% em março a 47% em junho. Na direção oposta, a rejeição a Flávio teve crescimento real de 4 pontos no mesmo período de três meses: de 48% em março a 52% em junho.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

0

Nexus e Quaest de junho: Lula abre 6 pontos no 2º turno sobre Flávio

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Inversão de tendências a presidente

A revelação das conversas e da relação (confira aqui) entre Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, em 13 de maio, afetou a pré-candidatura do primeiro a presidente. Que teve rápida ascensão em todas as pesquisas de dezembro (relembre aqui) a abril (relembre aqui e aqui). Mas, em junho, Lula hoje o derrotaria no segundo turno por 49% a 43%, 6 pontos percentuais de vantagem.

 

Dados da nova pesquisa

Foi o que revelou pesquisa Nexus divulgada (confira aqui) na última segunda-feira (15), que entrevistou 2.017 eleitores por telefone entre 12 a 14 de junho. Com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06645/2026.

 

Duas pesquisas, mesma vantagem de Lula

Feita com metodologia diferentes e um pouco antes, relevante constatar que a mesma vantagem de 6 pontos de Lula sobre Flávio em um eventual segundo turno foi registrada (confira aqui e aqui) na pesquisa Quaest de junho. Que, divulgada há uma semana, registrou Lula 44% a 38% Flávio nas urnas finais marcadas para 25 de outubro.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Lula cresce, Flávio oscila

Na série mensal de pesquisas Nexus, na simulação de segundo turno contra Flávio, Lula teve crescimento real (acima da margem de erro) de 3 pontos entre os 46% de abril e os 49% de junho. No mesmo período e mesma simulação, o Flávio oscilou (movimento dentro da margem de erro) 2 pontos para baixo: de 45% em abril a 43% de junho.

 

Lula bate todos no 2º turno

Na Nexus de junho, além de bater Flávio por 49% a 43%, Lula também venceria o segundo turno contra Romeu Zema (PL), por 49% a 39% (10 pontos de vantagem); Ronaldo Caiado (PSD), por 48% a 39% (9 pontos de vantagem); e Renan Santos (Missão), por 49% a 36% (13 pontos de vantagem).

 

Lula e Flávio lideram ao 1º turno

Mas nada até aqui, a 3 meses e 17 dias da urna de 4 de outubro, indica que o primeiro turno não será liderado por Lula e Flávio. Nos dois cenários estimulados (com a apresentação dos nomes ao eleitor) testados pela Nexus de junho, Lula tem hoje entre 42% e 43% de intenção de voto, seguido por Flávio, entre 33% e 34%.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Bem atrás, Renan, Caiado e outros

Com Lula liderando por 9 pontos os dois cenários de primeiro turno sobre Flávio, atrás deste, os mais bem colocados numericamente foram Renan, entre 4% e 5% de intenção; e Caiado, com 4% nas duas simulações. Mas, nelas, abaixo de Lula e Flávio, todos os demais pré-candidatos ficaram no empate técnico dentro da margem de erro.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

0

Brasil preocupa entre a estreia e a fase eliminatória da Copa

 

Família em meio à torcida pelo Brasil no último sábado para a estreia da Copa, no empate de 1 a 1 contra Marrocos, na avenida Princesa Isabel em Campos (Foto: Rodrigo Silveira/Folha da Manhã)

 

Brasil preocupa na Copa

O Brasil do técnico italiano Carlo Ancelotti teve atuação preocupante, no último sábado (13), em sua estreia na Copa do Mundo contra o Marrocos. Não pelo empate em 1 a 1 com o forte time africano, 4ª colocado na última Copa. Mas pelo baile de bola que tomou nos 30 minutos iniciais do jogo. Quando o único gol que tomou ficou barato.

 

Muitas preocupações

O Brasil preocupa pela lentidão de Casemiro no meio de campo posto no bolso. Pelo gol marroquino entre o meio da zaga. Pela ausência de laterais. Pela deficiência técnica do centroavante Igor Thiago. Pela atuação apagada de Raphinha. Pelo time desorganizado no trabalho até aqui ruim de Ancelotti. Pelo empate só em lance individual de Vini Jr.

 

A melhorar e a temer

Numa Copa em que até o 3º colocado de cada grupo tem boa chance de passar à fase eliminatória, o futuro não será mais promissor com uma boa atuação contra o fraco Haiti na sexta (19). Pelo que se viu no jogaço Holanda 2 a 2 Japão no domingo (14), de onde deve sair o adversário do Brasil na 16 avos, há muito a melhorar. E o que temer.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

0

Nelson Lellis — Lula entre aprovação de governo e a urna

 

 

Nelson Lellis, doutor em Sociologia Política pela Uenf

Para além da rejeição: Por que a desaprovação do governo não tira votos de Lula?

Por Nelson Lellis

 

“Existem três tipos de mentiras: mentiras, mentiras deslavadas e estatísticas.”

(Atribuída ao ex-primeiro ministro britânico Benjamin Disraeli)

 

O governo Lula III enfrentaria um cenário de alerta na opinião pública? Um levantamento do instituto Gerp, divulgado no último dia 9 de junho, aponta que 52% dos eleitores desaprovam a atual gestão federal, enquanto 40% a aprovam. A pesquisa, que ouviu 2.000 brasileiros entre os dias 2 e 5 de junho de 2026, mostra ainda que 45% avaliam o governo como “ruim” ou “péssimo”, ante 33% que o consideram “ótimo” ou “bom”.

Contudo, é sempre importante ter cautela na leitura isolada desses números. O instituto Gerp possui um histórico de adotar metodologias que frequentemente destoam de empresas consideradas o padrão-ouro do mercado demoscópico (estudo da opinião pública) brasileiro, como o Datafolha e o Ipec (antigo Ibope), ou de institutos modernos, como a Quaest. Como costumam alertar cientistas políticos, como Felipe Nunes, as disparidades na coleta da amostra, a exemplo do modelo de entrevistas e dos recortes de estratificação social, podem provocar distorções nos resultados. No caso do Gerp e de institutos de porte semelhante, é comum que os resultados apresentem um viés mais desfavorável a governos de centro-esquerda e mais otimista para o campo conservador, quando comparados à média dos agregadores de pesquisas.

Há ainda outro elemento importante, trazido por Patrick Charaudeau, ao afirmar no livro A conquista da opinião pública, que “a opinião não é o eleitorado”. Para ele, as pesquisas capturam um estado momentâneo e reativo, impulsionado pelos estímulos midiáticos e pelo calor dos acontecimentos recentes. Expressar insatisfação em uma pesquisa é um ato discursivo que pode ser interpretado fora de algumas questões práticas da realidade. O ato de votar, por outro lado, exige do cidadão um cálculo estratégico, a ponderação de rejeições e a escolha entre projetos reais de poder. Confundir o retrato momentâneo da opinião pública com o comportamento definitivo do eleitorado seria um erro, pois o cidadão que hoje desaprova o governo pode, diante das urnas, optar por ele em função da rejeição a um adversário.

Ainda assim, para além das ressalvas metodológicas e dos números absolutos da pesquisa, dados cruzados de outros institutos mais consolidados, como Quaest e AtlasIntel, confirmam que a cristalização de uma rejeição elevada não é um fenômeno isolado. Trata-se do reflexo de insatisfações concretas em áreas sensíveis para o eleitorado médio. Elenco algumas abaixo.

O principal vetor de desgaste governamental segue sendo a economia. Embora os indicadores macroeconômicos oficiais, como a taxa de desemprego, apresentem estabilidade, há uma forte descolagem em relação à percepção real da população. A sensação de encarecimento do custo de vida, aliada a salários corroídos e à precarização do trabalho, atinge diretamente o poder de compra das famílias. Para muitos brasileiros, os resultados econômicos anunciados por Brasília ainda não se traduziram em alívio financeiro no fim do mês.

Paralelamente à pauta econômica, a segurança pública e o combate à corrupção despontam como pontos vulneráveis da administração petista. O governo tem enfrentado graves dificuldades para emplacar uma agenda positiva na área de segurança, um tema que historicamente expõe limitações ao campo da esquerda. A sensação de insegurança urbana e as reações negativas a posicionamentos do governo em debates, como a descriminalização de entorpecentes para uso pessoal, acabam por afastar o eleitor de centro e os chamados “independentes”.

Por outro lado, quando a lente de análise passa da avaliação administrativa para a disputa eleitoral, o quadro ganha novos contornos. Uma nova pesquisa analisada pelo diretor da Quaest, publicada (confira aqui) em meados de junho, revela que Lula chega a este momento de pré-campanha com duas vantagens estratégicas sobre Flávio Bolsonaro: possui um voto mais consolidado e enfrenta uma rejeição menor. Segundo os dados apresentados, 75% dos eleitores de Lula afirmam que sua decisão de voto é definitiva, enquanto entre os apoiadores de Flávio esse índice é de 68%. Isso indica que o presidente conta com uma base eleitoral mais estável e menos suscetível a mudanças.

Outro fator determinante envolve a rejeição pessoal dos candidatos. A pesquisa Quaest aponta que 48% dos entrevistados dizem que não votariam em Lula de jeito nenhum, enquanto a rejeição a Flávio alcança 54%. Em uma eleição polarizada, essa diferença de 6 pontos percentuais pode ser decisiva, já que a rejeição elevada costuma limitar o potencial de crescimento de um candidato fora de sua bolha.

Esses números ajudam a explicar por que Lula tem conseguido ampliar sua vantagem. Na pesquisa BTG/Nexus, o presidente aparece (confira aqui) com 42% das intenções de voto, contra 33% de Flávio, no primeiro turno. Em um eventual segundo turno, o petista venceria por 49% a 43%. Essa combinação criaria um cenário confortável: enquanto Lula foca em manter sua base mobilizada, a oposição enfrenta o desafio de reduzir as resistências. Esse desafio fica ainda mais evidente ao observarmos os recortes demográficos recentes. De acordo com o detalhamento da Quaest divulgado nesta semana pelo G1, Flávio tem perdido tração em estratos que extrapolam o núcleo lulista, o que ajuda a explicar a vantagem do atual presidente. O senador viu seu apoio recuar consideravelmente entre mulheres, jovens de 16 a 34 anos e eleitores evangélicos, um grupo historicamente alinhado ao bolsonarismo. Além disso, Flávio apresentou quedas no Sudeste e no agregado Centro-Oeste/Norte, sugerindo uma perda de força entre os chamados eleitores independentes, como destacou (confira aqui) o blog Opiniões no Folha1.

Diante do termômetro das ruas e dos levantamentos de opinião, o governo entra no segundo semestre de 2026 com o desafio administrativo de recalibrar sua comunicação, adotar um tom mais conciliador e entregar medidas econômicas de impacto palpável para as classes médias e baixas. Contudo, a conclusão dos números é direta: apesar das críticas à gestão, Lula se aproxima da campanha com um eleitorado mais fiel e uma barreira de rejeição menor do que a enfrentada pelo bolsonarismo, provando que, no xadrez político, a resiliência eleitoral tem falado mais alto que o desgaste de governo.

 

1

Nexus: Lula abre 6 pontos sobre Flávio no segundo turno

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

A revelação das conversas e da relação entre Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, em 13 de maio, afetou a pré-candidatura do primeiro a presidente. Mas nada que pareça afastar a possibilidade de o senador disputar um segundo turno presidencial com Lula (PT). Que, hoje, venceria por 49% a 43%, 6 pontos de vantagem.

Dados da pesquisa — Foi o que revelou pesquisa Nexus divulgada hoje (15), feita entre 12 e 14 de junho, com 2.017 eleitores de todo o Brasil entrevistados por telefone. Com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou menos, ela foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06645/2026.

Lula cresceu 3 pontos no 2º turno contra Flávio — Na série mensal de pesquisas Nexus, na simulação de segundo turno contra Flávio, Lula cresceu 3 pontos entre os 46% de abril e os 49% de junho. Por sua vez, no mesmo período e na mesma simulação, o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) oscilou 2 pontos para baixo: de 45% em abril a 43% de junho.

Lula, hoje, bate todos no 2º turno — Na Nexus de junho, além de bater Flávio por 49% a 43%, Lula também venceria o segundo turno contra Romeu Zema (PL), por 49% a 39% (10 pontos de vantagem); Ronaldo Caiado (PSD), por 48% a 39% (9 pontos de vantagem); e Renan Santos (Missão), por 49% a 36% (13 pontos de vantagem).

Lula e Flávio lideram ao 1º turno — Mas nada até aqui, a três meses e 19 dias da urna de 4 de outubro, indica que o primeiro turno não seja liderado por Lula e Flávio. Nos dois cenários estimulados (com a apresentação dos nomes ao eleitor) testados pela Nexus de junho, Lula tem hoje entre 42% e 43% de intenção de voto, seguido por Flávio, entre 33% e 34%.

Bem atrás, Renan, Caiado e os outros — Com Lula liderando por 9 pontos os dois cenários de primeiro turno sobre Flávio, atrás deste, os mais bem colocados numericamente foram Renan, entre 4% e 5% de intenção; e Caiado, com 4% nas duas simulações. Mas, nelas, abaixo de Lula e Flávio, todos os demais pré-candidatos ficaram no empate técnico dentro da margem de erro.

Aprovação de governo = intenção de voto — A liderança de Lula acima da margem de erro, em todos os cenários de primeiro e segundo turno, advém da melhora na avaliação ao seu governo Na Nexus de junho, 48% dos eleitores aprovam o Lula 3, contra 47% que desaprovam. Se, hoje, é um empate técnico e quase numérico, a tendência dos últimos três meses é de queda na reprovação.

De março a junho, desaprovação ao Lula 3 cai 4 pontos — Na série Nexus, os que desaprovavam o Lula 3 em março eram 51%. E, nos últimos três meses, eles caíram 4 pontos, aos 47% de junho. Os que aprovavam em março eram 45%. E, nos últimos três meses, eles cresceram 3 pontos, aos 48% de junho. Foram movimentos acima da margem de erro. Que se refletiram nas intenções de voto.

 

0

Lula ganha intenção de voto e aprovação de governo no eleitor de centro

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Aprovação de governo = intenção de voto

O avanço de Lula na simulação do cada vez mais provável segundo turno com Flávio (hoje, 44% do petista a 38%) veio da melhora na aprovação de governo. De abril a junho, a desaprovação ao Lula 3 caiu de 52% a 48%. É o mesmo movimento de 4 pontos em que cresceu sua aprovação no período: de 43% aos atuais 47%.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Lula cresce no eleitor de centro

Se os resultados da pesquisa não foram bons a Flávio, o pior foi descobrir de onde saiu o crescimento das intenções de voto em Lula e da aprovação ao seu governo. Foram majoritariamente daqueles que a Quaest chama “independentes”: os votos do centro, que não devem ser confundidos como o conservador e fisiológico Centrão.

 

Fiel da balança em 2018 e 2022

A Quaest divide o eleitor em três grupos ideológicos e quase iguais em tamanho: 33% de esquerda (19% de lulistas + 14% não lulistas), 33% de direita (21% não bolsonaristas + 12% bolsonaristas) e 32% de independentes. Estes são o centro, fiel da balança tanto a Jair Bolsonaro (PL) em 2018 quanto a Lula em 2022, elegendo ambos presidentes.

 

Lula cresce ao 2º turno no eleitor de centro

Entre abril e junho na série Quaest, as intenções de voto em Lula em um segundo turno contra Flávio cresceram 11 pontos entre os eleitores de centro: de 26% aos atuais 37%, em apenas dois meses. No mesmo período, mesmo grupo e mesma simulação de segundo turno, Flávio caiu 9 pontos: de 33% em abril a 24% em junho.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Lula cresce aprovação no eleitor de centro

Entre abril e junho na série Quaest, a aprovação ao governo Lula cresceu 9 pontos entre o eleitor de centro: de 32% a aos atuais 41%, em apenas dois meses. No mesmo período, mesmo grupo e mesma consulta, a desaprovação caiu 11 pontos: de 58% em abril a 47% em junho.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Flávio perde onde tinha ganhado

Curiosamente, foi nas intenções de voto do mesmo grupo que, na série Quaest, Flávio se tornou competitivo entre dezembro e março. Nesse período, cresceu 9 pontos entre o eleitor de centro em um segundo turno contra Lula: de 23% em dezembro a 32% em março. Para, de abril a junho, com Vorcaro em maio, despencar 11 pontos.

 

De dezembro a março, Flávio ganhou intenções de voto entre os independentes, mesmo eleitor onde perdeu votos de abril a junho (Infográfico: Joseli Matias)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

0

Copa, NBA, economia e eleições do Folha no Ar desta sexta

 

(Arte: Joseli Matias)

 

O empresário, blogueiro e diretor financeiro do Grupo Folha, Christiano Abreu Barbosa, e o especialista em finanças e professor do Uniflu Igor Franco são os convidados para encerrar a semana do Folha no Ar nesta sexta (12), ao vivo, a partir das 7 da manhã, na Folha FM 98,3.

Também amantes do futebol, os dois analisarão o Brasil do técnico italiano Carlo Ancelotti e do contundido Neymar na Copa do Mundo de futebol, em que estreia às 19h neste sábado, contra a forte seleção do Marrocos. Assim como a série final do basquete da NBA, com 3 jogos a 1 para o New York Knicks, a uma vitória do título que não conquista desde 1973, contra o San Antonio Spurs.

Parceiros do programa Interação, que vai ao ar na Folha FM às 19h de toda terça-feira, Igor e Christiano também darão um panorama econômico de Campos, Norte e Noroeste Fluminense, estado do Rio de Janeiro e Brasil.

Por fim, com base nas pesquisas mais recentes, os dois tentarão projetar as eleições de outubro a presidente da República (confira aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), governador (confira aqui e aqui) e senadores (confira aqui e aqui) do RJ.

Quem quiser participar do Folha no Ar desta quinta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

0

Gestão portuária da Faeterj-Campos no Folha no Ar desta 5ª

 

(Arte: Hevertton Luna)

 

Diretores da Faculdade de Educação Tecnológica do Estado do Rio de Janeiro (Faeterj) de Campos, os professores Alzimar Gomes, Milena Nunes e Túlio Pinto são os entrevistados do Folha no Ar desta quinta (11), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.

Eles falarão da criação, neste ano de 2026, e dos objetivos do curso superior de tecnólogo em gestão portuária (confira aqui) da Faeterj-Campos e da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec).

O biólogo Túlio, a jornalista Milena e o engenheiro Alzimar também falarão da importância da formação de mão de obra qualificada, em Campos e região, para atividades offshore, como na prospecção marítima de petróleo e gás na Bacia de Campos (confira aqui), no Porto do Açu (confira aqui) e no projetado Complexo Logístico de Barra do Furado (confira aqui).

Por fim, analisando como cidadãos e com base nas pesquisas mais recentes, os três darão suas visões das eleições de outubro a presidente da República (confira aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), governador (confira aqui e aqui) e senadores (confira aqui e aqui) do RJ.

Quem quiser participar do Folha no Ar desta quinta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

0

Após Vorcaro, Lula abre 6 pontos sobre Flávio no 2º turno

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Na disputa presidencial cada vez mais cristalizada entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), este sentiu o impacto da sua relação com o hoje ex-banqueiro Daniel Vorcaro, revelada (confira aqui) no último dia 13. Como em todas as demais pesquisas, a Quaest divulgada hoje (10) não foi exceção. Nela, Lula bateria Flávio no segundo turno por 44% a 38%.

Flávio cai 3 pontos no 2º turno contra Lula — Os 6 pontos são uma vantagem acima da margem de erro de 2 pontos para mais ou menos da nova Quaest. Que, comparada com a de maio (confira aqui), revelou que o petista oscilou 2 pontos para cima: de 42% aos atuais 44% em um segundo turno contra Flávio. Que, na mesma simulação, teve queda real de 3 pontos no período: de 41% aos atuais 38%.

Antes e depois de Vorcaro — A Quaest de maio foi divulgada no mesmo dia 13 em que o site Intercept revelou o áudio e mensagens trocadas entre Flávio e Vorcaro. A Quaest de junho foi, portanto, a primeira pesquisa do instituto a medir a revelação. Se a de maio já indicava que Flávio tinha batido seu teto de intenção de voto, a de junho indica que ele bateu e recuou.

Flávio cresce 3 pontos na espontânea — No entanto, em sua consulta espontânea, na qual o eleitor fala da própria cabeça em quem vai votar, a Quaest de junho revelou que Flávio cresceu 3 pontos sua intenção de voto cristalizada: eram 14% de maio e passaram a 17%. No mesmo período, Lula só oscilou 1 ponto para cima: de 22% aos atuais 23%, também 6 pontos à frente de Flávio.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Lula tem 10 pontos sobre Flávio ao 1º turno — Na consulta estimulada, com a apresentação dos nomes dos candidatos, ao primeiro turno, Lula também lidera, com 39% de intenção. São 10 pontos acima de Flávio, que tem 29%. Ele veio seguido à distância por Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (União), com 3% cada; e por Aécio Neves (PSDB) e Romeu Zema (Novo), com 2% cada.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Aprovação ao Lula 3 sobe 4 pontos — O avanço de Lula na simulação do cada vez mais provável segundo turno com Flávio parece ter vindo da melhora na aprovação de governo. De abril a junho, a desaprovação caiu de 52% a 48%. É o mesmo movimento de 4 pontos em que cresceu sua aprovação no período: de 43% aos atuais 47%.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Flávio cresce 4 pontos na rejeição — A evolução da rejeição também traz tendência positiva a Lula na comparação com Flávio. Em abril, eram 55% os brasileiros que diziam conhecer e não votar no petista, número que oscilou 2 pontos para baixo, aos atuais 53% de junho. Já os 52% que rejeitavam Flávio em abril tiveram crescimento real de 4 pontos: hoje, são 56%.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Mais medo de Lula ou Bolsonaro? — “O que dá mais medo: Lula ou Bolsonaro?” É o que indaga mês a mês a série Quaest ao eleitor. Em junho, 44% responderam Bolsonaro, contra 40% que responderam Lula. É um empate técnico no limite da margem de erro, mas com Flávio estabilizado no maior medo que causa desde maio, enquanto Lula oscilou para baixo na métrica negativa.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Dados da pesquisa — A nova pesquisa Quaest entrevistou presencialmente 2.004 eleitores de todo o Brasil, em seus domicílios, entre os dias 5 e 8 de junho. Com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07661/2026.

William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE

Análise do especialista — “Na Quaest de junho, Lula abriu vantagem de 10 pontos de vantagem sobre Flávio no primeiro turno e de 6 pontos no segundo turno. A pesquisa testou um único cenário de 1o turno e quatro cenários de 2o turno. Na comparação com maio, Lula manteve os 53% de rejeição e Flávio aumentou de 54% para 56% no índice negativo. A aprovação ao governo Lula retornou a um empate técnico: 48% desaprovam e 47% aprovam”, resumiu William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.

 

0

Nunes Marques suspendeu pesquisa presidencial já divulgada

 

Três últimos presidentes do TSE: ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e o atual, Kassio Nunes Marques

 

TSE suspende pesquisa registrada no… TSE

Causou muita estranheza a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, de suspender na última segunda-feira, 8 de junho, a pesquisa presidencial AtlasIntel (confira aqui e aqui) feita entre os dias 13 e 18 de maio. Que consultou digitalmente 5.032 eleitores e foi registrada sob protocolo BR-06939/2026 no… TSE.

 

Mais do mesmo

Com análises próprias, o blog Opiniões e a Folha divulgaram aquela e outras pesquisas presidenciais sérias (confira aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui). E, com metodologias diferentes, todas revelaram que Flávio Bolsonaro (PL) sentiu o impacto da revelação (confira aqui), no dia 13, do áudio e mensagens que trocou com o hoje ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do liquidado Banco Master.

 

Cadeado em porta arrombada?

Flávio e o PL representaram contra a pesquisa porque, ao final do seu questionário digital, ela colocou o áudio de Flávio a Vorcaro. Só que aquela AtlasIntel foi divulgada desde 19 de maio. Suspendê-la em junho, como fez Nunes Marques, tem o valor de quem questiona pesquisas para depois chorar com o resultado da urna: nenhum!

 

 

“Direito xandônico”

Também causa estranheza que Nunes Marques tenha se autonomeado juiz do caso, que já tinha sido distribuído. No que lembrou a onipotência do “direito xandônico”, em referência aos excessos do ministro Alexandre de Moraes tanto no Supremo Tribunal Federal (STF) quanto no TSE, que presidiu na eleição presidencial de 2022.

 

Padrinhos e contradições

Moraes foi indicado ao STF pelo ex-presidente Michel Temer (MDB). Este, chamado de “golpista” pelos mesmos lulopetistas que depois elegeram o primeiro como “herói da democracia” no enfrentamento à tentativa de golpe de Estado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Que, por sua vez, indicou Nunes Marques ao STF e, por rodízio, ao TSE.

 

Comentar virou parcialidade?

Como Moraes em alguns de seus atos jurídicos, Nunes Marques inovou ao suspender em junho uma pesquisa divulgada em abril. Para tentar justificar sua decisão monocrática e inutilmente retroativa, disse que o CEO da AtlasIntel, o cientista político Andrei Roman, teria revelado parcialidade ao comentar a pesquisa na CNN.

 

A parcialidade do 2 + 2 = 4

Dizer que a revelação do áudio de Flávio pedindo dinheiro a Vorcaro causa danos à pré-candidatura do primeiro a presidente da República é, no popular, chover no molhado. Fato atestado em todas as pesquisas, é tão parcial quanto constatar que a soma de 2 e 2 é 4. E tão sábio quanto culpar o carteiro pelo teor da correspondência.

 

“Fascista” ou “comunista”?

Quem trabalha no Brasil com pesquisas eleitorais sérias, sua análise objetiva e divulgação já está acostumado desde 2018. Se a pesquisa favorece a um Bolsonaro, quem a divulga é chamado de “fascista” pelos lulopetistas. Se a pesquisa favorece a Lula ou alguém do PT, quem a divulga é chamado de “comunista” pelos bolsonaristas.

 

Mínimo que se espera do TSE

Na impossibilidade lógica de ser “fascista” e “comunista” ao mesmo tempo, essas classificações dizem mais da desinteligência cognitiva e emocional de quem classifica. O mínimo que se pode esperar da instância máxima da Justiça Eleitoral no Brasil ou do seu presidente de turno é que não passem a julgar no mesmo diapasão de torcida.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

0

Copa inicia amanhã e Brasil estreia no sábado sem Neymar e Wesley

 

O treinador italiano Carlo Ancelotti convocou hoje Neymar entre os 26 jogadores da Seleção Brasileira que levará para a Copa do Mundo

 

Copa do Mundo a partir de amanhã

Amanhã (11) começa a 23ª edição da Copa do Mundo de futebol. Pela primeira vez em três países, a bola rola às 16h no Estádio Azteca, na Cidade do México, com a seleção da casa contra a África do Sul, pelo grupo A. Às 16h de sexta (12), será a vez do Canadá, outro país sede, contra a da Bósnia e Herzegovina, no Toronto Field, pelo Grupo B.

 

Brasil e Marrocos no sábado

Também no dia 12, se dará a estreia no 3º país sede da Copa, os EUA. Cuja seleção encara a do Paraguai às 22h, SoFi Stadium, em Los Angeles, pelo Grupo D. Entre os grupos dos países que sediam a Copa, está o Grupo C, do Brasil. Que estreia às 19h de sábado (13) contra a forte seleção do Marrocos, no estádio MetLife, em Nova Jersey.

 

Desfalques de Neymar e Wesley

Neymar, que há anos não apresenta grande futebol e cuja convocação à Copa dividiu o país, já se apresentou lesionado e não jogará. Carente de laterais, o Brasil ainda perdeu Wesley, ex-Flamengo que tem brilhado no Roma atuando na posição, por contusão no amistoso vencido por 2 a 1 contra o Egito, no último sábado (6), já nos EUA.

 

Qual a formação de Ancelotti?

A maior dúvida do técnico italiano Carlo Ancelotti ao Brasil na Copa, no entanto, é a formação tática do time. Atuará com quatro atacantes e dois meias, como entrou no amistoso anterior, em 31 de maio, no Maracanã, contra o Panamá? Ou reforçará o meio de campo com um 3º homem, no time que goleou o Panamá no 2º tempo?

 

Depois Haiti e Escócia

Na dúvida da formação tática, escalação e do resultado na estreia contra seu adversário mais forte no grupo, o Brasil depois pegará o fraco Haiti, às 22h do dia 19, no Lincoln Financial Field, em Filadélfia. E fechará a fase de grupos contra a Escócia, às 19h do dia 24, no estádio Hard Rock, em Miami.

 

Dilema de 24 anos do Brasil

Se passar pela fase de grupos, o Brasil deve encarar o seu maior dilema, nos últimos 24 anos, em Copas do Mundo de futebol. Nas quais a última vez em que a seleção brasileira bateu uma europeia em jogo eliminatório foi em 2002: nos 2 a 0 da final daquela Copa em que bateu a Alemanha. E já tem quase um quarto de século.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

0