Entre todos os institutos que fizeram mais de uma pesquisa no 2º turno, a tendência é de Lula encurtando a vantagem de Flávio Bolsonaro. Mas este continua liderando numericamente a grande maioria das pesquisas. Flávio segue, portanto, com favoritismo nas intenções de voto até este sábado (17), a oito dias da urna do dia 25.
Veritá, Gerp e Futura — Nas três pesquisas recentes dos três institutos que mais se aproximaram do resultado da urna do 1º turno de 4 de outubro, Flávio lidera sobre Lula nas intenções de voto válido, sem brancos, nulos e abstenções. Por 51,1% a 48,9% na Veritá divulgada hoje. E, divulgadas ontem (16), por 52% a 48% na Gerp e por 50,8% a 49,2% na Futura.
Gerp e Futura: Flávio lidera em empate técnico com Lula — Hoje, a vantagem de Flávio sobre Lula é de 2,2 pontos na Veritá, de 4 pontos na Gerp e de 1,6 ponto na Futura. Na Gerp, com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, e na Futura, com margem de erro de 2,2 pontos, Flávio lidera numericamente, mas em empate técnico com Lula. Que vem diminuindo sua desvantagem no 2º turno.
Veritá: Flávio lidera por 0,2 ponto além do empate técnico com Lula — Já na Veritá, Flávio lidera acima do limite da margem de erro de 1 ponto para mais ou menos da pesquisa. Mas por apenas 0,2 ponto além do empate técnico com Lula. Como é a primeira pesquisa do instituto no 2º turno, é impossível extrair tendências e responder às perguntas: Quem subiu? Quem está estagnado? Quem desceu?
Tendência: Lula encurta vantagem de Flávio — O Futura e o Gerp soltaram ontem suas segundas pesquisas feitas no segundo turno. E, em ambas, a tendência presente é de Lula tirando parte da vantagem de Flávio. Que segue liderando numericamente, mas em empate técnico com o petista nas duas.
(Infográfico: Joseli Matias)
O tamanho da dimuição da vantagem de Flávio — Na Gerp do dia 12, a vantagem de Flávio sobre Lula era de 10 pontos: 55% a 45%. E caiu para 4 pontos na Gerp do dia 16: Flávio 52% a 48% Lula. Na Futura do dia 8, a vantagem de Flávio sobre Lula era de 3,6 pontos na intenção de voto válido: 51,8% a 48,2%. E caiu para 1,6 ponto na Futura do dia 16: Flávio 50,8% a 49,2% Lula.
Dados da Veritá de hoje — A pesquisa Veritá divulgada hoje A pesquisa entrevistou 15.554 eleitores de 12 e 16 de outubro. Com margem de erro de 1 ponto para mais ou menos, teve o registro BR-01107/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Dados da Gerp de ontem — A pesquisa Gerp divulgada ontem entrevistou 2.400 eleitores de 14 a 16 de outubro. Com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos teve o registro BR-05187/2026 no TSE.
Dados da Futura de ontem — A Futura divulgada ontem entrevistou 2.000 eleitores de 14 e 15 de outubro. Com margem de erro de 2,2 pontos para mais ou menos, teve o registro BR-03764/2026 no TSE.
Flávio Bolsonaro e Lula; os cientistas políticos George Gomes Coutinho e Bruno Soller, e o historiador Yuval Noah Harari (Montagem: Joseli Matias)
O que há de abstrato e concreto entre Flávio e Lula
No artigo do último sábado (10), a posição de parte da primeira-dama Janja e de parte dos eleitores de Lula que ela tão bem representa foi posta (confira aqui) em analogia. No caso, com a postura arrogante e desinteligente do bolsonarista Neymar:
“Que, aos 10 minutos dos descontos do 2º tempo, após converter um pênalti no jogo que o Brasil era derrotado por 2 a 1, dando adeus à última Copa do Mundo nas oitavas de final, perdeu tempo… discutindo com o goleiro norueguês Nyland”.
Nem todos os eleitores de Lula leram o artigo e sua analogia. Mas, coincidência ou não, boa parte deles reagiu no dia seguinte. Com manifestações de rua orgânicas, não do PT, para apoiar Lula em mais de 70 cidades do país no último domingo (11).
Tentar reagir enquanto o tempo de jogo ainda corre, com as chuteiras amarradas às veias, virou certeza no eleitor lulista. O problema é que muitos deles, caídos do salto alto com que deliraram com a vitória de Lula já no 1º turno, confundem a tentativa de reação no 2º turno com a virada do placar. E ela, pelo menos até aqui, não se deu.
Flávio Bolsonaro, de fato, teve 1,87 ponto de vantagem nos votos válidos sobre Lula no 1º turno de 4 de outubro. E, desde as manifestações em apoio ao petista no domingo de 11 de outubro, nenhuma pesquisa deu a ele liderança numérica na corrida.
Há, por parte do eleitor de Lula, a sensação de superioridade moral sobre o eleitor de Bolsonaro. O que é uma questão tão recíproca quanto abstrata. E que, sob o prisma da esquerda, foi melhor definida pelo artigo do cientista político George Gomes Coutinho, professor da UFF-Campos, enviado por ele e publicado (confira aqui) na quinta (15) no blog Opiniões:
“Em entrevista concedida ao jornal Folha da Manhã (confira aqui) após o primeiro turno das eleições de 2026, Anthony Garotinho foi enfático: ‘Flávio é franco favorito’, referindo-se ao segundo turno da disputa presidencial (…) No máximo, falávamos em ‘favoritismo moderado’ em um Brasil moralmente dividido”, preambulou George.
“Vou colocar em outros termos o que o professor Marcos Nobre está dizendo: trata-se do que consideramos justo. Vivemos na sociedade pós-Constituição de 1988. Nobre argumenta que os valores que orientam a CF-88 têm por trás um substrato moral que legitima direitos de diferentes naturezas. E essa Constituição (…) não é propriamente hegemônica em todos os grupos sociais brasileiros”, seguiu o professor.
“Há brasileiras e brasileiros que abominam cotas raciais. Consideram-nas injustas, imorais. Há quem considere que amar deva ser determinado pelo sexo biológico. Há aqueles que acham que a natureza está aí para atender a seus desejos de curto prazo. Há outros que consideram que a fé alheia os ofende”, colocou o cientista político.
“Nobre argumenta que não estamos polarizados. Estamos divididos em caminhos moralmente inconciliáveis. E, desde 2018, após três rodadas de eleições gerais, esse é o debate de fundo”, caminhou o professor da UFF-Campos à conclusão.
Coincidentemente, na mesma quinta, alguns minutos após a publicação do artigo do George no blog Opiniões, através de WhatsApp chegou (confira aqui) outro artigo. Que, a reforçar a coincidência, vinha da pena de outro cientista político: Bruno Soller, CEO do instituto de pesquisa Real Time Big Data.
Sem abstração moral, o especialista em eleições e seu acompanhamento através de pesquisas usou a Quaest (confira aqui) divulgada na quarta (14) para tentar tratar da questão concreta. De como a eleição estaria nos números das intenções de voto, em desenrolar totalmente aberto à definição pelo voto de fato no dia 25:
“A principal novidade das pesquisas é a ausência de novidade. A Quaest mostra Flávio com 46% e Lula com 44% (nos votos válidos: 51,11% a 48,88%). Na última simulação antes do primeiro turno, eram 44% e 42%, respectivamente. Os dois cresceram na mesma proporção e a distância permaneceu exatamente igual”, resumiu Soller.
“Há empate técnico, mas não há (…) sinal de aproximação do presidente (que passaria a haver com — confira aqui — as pesquisas Datafolha de quinta, PoderData e Futura de sexa). Confundir crescimento de intenção de voto com redução de desvantagem é um equívoco básico de leitura eleitoral”, ressaltou o CEO do Big Data.
“A pesquisa mantém a disputa aberta, mas oferece pouco fundamento à narrativa de virada. A distância na série da Quaest permaneceu igual, a migração dos principais candidatos eliminados favorece a oposição e a vantagem de Lula entre ausentes, brancos e nulos é estreita diante da tarefa a cumprir”, projetou o especialista eleitoral.
“Flávio começa essa etapa à frente e encontra, nas transferências declaradas, espaço para ampliar seu saldo. Lula precisa combinar preservação da própria base, conquista de adversários e mobilização de quem não deu voto válido no primeiro turno”, comparou o cientista político.
“É possível. Mas os números apresentados até aqui mostram que essa virada continua sendo uma necessidade da campanha governista, ainda sem demonstração nas pesquisas”, finalizou Bruno Soller.
Desde o domingo do dia 11, os lulistas pararam de perder tempo discutindo com o goleiro da Noruega. E, em nome da sua abstração moral, partiram para tentar a reação. Mas a virada nos números do 1º turno não se concretizou além do empate técnico ou exato nas pesquisas do 2º turno até o sábado de hoje (17), a oito dias do apito final.
“Os cientistas procuram atribuir os desdobramentos históricos a fatores econômicos e demográficos objetivos. Isso casa melhor com seus métodos matemáticos e racionais. No caso da história moderna, os acadêmicos não podem evitar levar em consideração fatores não materiais, como ideologia e cultura”, leciona o historiador israelense Yuval Noah Harari em seu “Sapiens — Uma breve história da humanidade”.
Pela ideologia e a cultura, um Jair Bolsonaro presidente do Brasil imitando brasileiros morrendo sufocados aos milhares durante a pandemia da Covid é imoral. Como também é o “fazer o diabo na hora de eleição” de Dilma Rousseff em 2014. Que desceu um círculo do inferno com Jair em 2022. E outro abaixo com Lula neste 2026.
Os debates da Band neste domingo (18) e da Globo na sexta no dia 23, a dois dias da urna, podem virar o placar? Podem! A tendência das pesquisas de quinta e sexta nas intenções de voto, abstração até a urna do 2º turno, parece abrir sorriso de nesga de boca a Lula? Sim! Mas a pequena vantagem concreta do voto no 1º turno é de Flávio.
Caso consiga (confira aqui e aqui) uma virada histórica e inédita em eleições presidenciais nestes 137 anos do Brasil República, Lula se reafirmará como o maior líder popular da História do país. Caso Flávio confirme no 2º turno a vantagem que teve na urna do 1º turno, como sempre aconteceu desde 1989, passará à história como quem aposentou esse líder.
Flávio presidente terá poder imenso (I)
Caso Flávio vença, terá um poder imenso. Como talvez só o general Emílio Garrastazu Médici, presidente do Brasil de 1969 a 1974, ditador popular à sua época, teve antes dele. Terá maioria no Congresso para as reformas constitucionais que quiser fazer. Indicará e aprovará, no mínimo, quatro novos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Flávio presidente terá poder imenso (II)
Flávio presidente teria ainda a simpatia política, mesmo que não golpista, da maioria das Forças Armadas e de Segurança do Brasil. Como teria o apoio da maioria dos presidentes dos países vizinhos: Argentina, Chile, Paraguai, Colômbia, Peru, Equador e Bolívia. Noves fora o apoio dos EUA de Donald Trump.
Lula reeleito terá poder limitado
Caso Lula se eleja, terá esses contextos interno e externo adversos. E muito mais dificuldade em governar do que já teve nos últimos três anos, 9 meses e 16 dias com o Congresso atual. Quase certamente, poderá indicar, mas não aprovará junto ao próximo Senado nomes ao STF como os atuais ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin.
Salto alto! Foi de onde despencaram Eduardo Paes, definitivamente, e Lula, parcialmente, na urna do 1º turno. E é do salto alto que Flávio e o bolsonarismo podem (confira aqui) cair no 2º turno, após terem elegido 19 senadores e 121 deputados federais, nas maiores bancadas das Câmaras Alta e Baixa de República, em 4 de outubro.
Governadores: direita 17 a 3 esquerda
O PL elegeu ainda cinco governadores, 1/4 dos 20 eleitos no 1º turno. Doze outros desses governadores são de aliados potenciais do Centrão: quatro do PSD, dois cada a Republicanos (incluindo Tarcísio de Freitas em São Paulo), PP e MDB; e um cada a Podemos e PSDB. Na esquerda, só o PT elegeu governador: três, todos no Nordeste.
Salto alto em debutante?
A desmobilização eleitoral desses 17 governadores aliados, além dos 19 senadores, 121 deputados federais e 212 deputados estaduais que o PL elegeu, junto ao clima de “já ganhou” com a vitória parcial no 1º turno de Flávio sobre Lula, deu a este espaço para reagir. Aos 80 anos, desceu do salto alto e o calçou nos pés debutantes de Flávio.
“Fazer o diabo na hora da eleição”
Os eleitores de Flávio, no caso de uma virada de Lula, alegarão que o motivo verdadeiro foi o “fazer o diabo na hora da eleição” da então presidente petista Dilma Rousseff em 2014. Que desceu um círculo do inferno das contas públicas com Jair Bolsonaro em 2022, sem conseguir se reeleger. E desce outro agora com Lula.
Pesquisas eleitorais não são Mãe Dináh. Não são feitas para predizer o resultado da urna. São retratos do presente de um filme em movimento cujo “the end” é o voto. Mas, feitas com critério estatístico e base no Pnad do IBGE, são quase infalíveis em revelar tendências. E a tendência, a oito dias de um 2º turno aberto, sorri a Lula.
Vantagem de Flávio encolhe
A tendência só pode ser extraída em séries de pesquisas do mesmo instituto, com a mesma metodologia. Até ontem (16), só três institutos tinham feito mais de uma pesquisa após o 1º turno de 4 de outubro: PoderData, Datafolha e Futura. E, nas séries dos três institutos, a vantagem inicial de Flávio Bolsonaro no 2º turno encolheu.
Vantagem de Flávio: zero a 2 pontos
No 2º turno, foram três pesquisas Poder Data, duas Datafolha e duas Futura. Na série PoderData a vantagem de 6 pontos na intenção de voto válido de Flávio sobre Lula caiu a zero. Na série Datafolha a vantagem de 4 pontos de Flávio sobre Lula caiu a 2 pontos. Na série Futura a vantagem de 3,6 pontos de Flávio sobre Lula caiu a 1,6 ponto.
De 6 pontos a nada
Flávio teve 1,87 ponto sobre Lula no 1º turno do dia 4: 47,03% a 45,16% nos votos válidos. Na PoderData do dia 8, essa vantagem pulou para 6 pontos ao 2º turno: 53% a 47% Lula na intenção de voto válido. Na PoderData do dia 13, a vantagem caiu para 2 pontos: Flávio 51% a 49% Lula. Na PoderData do dia 16, a vantagem sumiu: 50% a 50%.
(Infográfico: Joseli Matias)
De 4 pontos a 2 pontos
Também no dia 8, a Datafolha revelou que vantagem inicial de Flávio sobre Lula no 2º turno era de 4 pontos: 52% a 48% na intenção de voto válido. Que caiu para 2 pontos na Datafolha do dia 15, só sete dias depois: Flávio 51% a 49%.
(Infográfico: Joseli Matias)
De 3,6 pontos a 1,6 ponto
Também no dia 8, a Futura revelou que a vantagem inicial de Flávio no 2º turno era de 3,6 pontos: 51,8% a 48,2% da intenção de voto válido. Que caiu para 1,6 ponto na Futura do dia 16, só oito dias depois: Flávio 50,8% a 49,2% Lula.
(Infográfico: Joseli Matias)
Flávio e Lula em empate técnico ou exato
Pelos três institutos, únicos que até ontem produziram séries de pesquisa no 2º turno, Flávio e Lula estão em empate exato no Poder Data ou técnico, dentro da margem de erro, do Datafolha e Futura. Como é um empate técnico, na margem de erro das três pesquisas, a diferença de zero a 2 pontos que hoje separa, ou não, Flávio de Lula.
Em empate técnico com Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente em cinco das seis pesquisas da semana até ontem (15), Lula (PT) chegou ao empate numérico na PoderData divulgada no início da manhã de hoje (16): 50% a 50% nos votos válidos. Na 3ª pesquisa do instituto no 2º turno, a vantagem de 6 pontos de Flávio chegou a zero.
Vantagem de Flávio no 2º turno vai de 6 pontos a zero — Flávio teve 1,87 ponto de vantagem sobre Lula no 1º turno do dia 4: 47,03% a 45,16% nos votos válidos. E, na PoderData do dia 8, pulou a 6 pontos de vantagem ao 2º turno: 53% a 47% Lula na intenção de voto válido. Na PoderData do dia 13, a vantagem caiu a 2 pontos: Flávio 51% a 49% Lula. E, na PoderData de hoje, a vantagem deixou de existir.
Nas únicas duas séries do 2º turno, tendência favorável a Lula — Há outras pesquisas feitas esta semana. Todas deram vantagem numérica a Flávio. Mas só dois institutos, até aqui, fizeram mais de uma pesquisa já no 2º turno. Além das três PoderData, a Datafolha fez duas pesquisas. Nas séries dos dois institutos, a tendência presente, a apenas 9 dias da urna do 2º turno do dia 25, é favorável a Lula.
Datafolha: vantagem de 4 pontos de Flávio no 2º turno cai à metade — Na Datafolha do dia 8, a vantagem inicial de Flávio no 2º turno era de 4 pontos: 52% a 48% na intenção de voto válido. E caiu a 2 pontos na Datafolha divulgada ontem (15), oito dias depois: Flávio 51% a 49% na intenção de voto válido. É a mesma tendência de encurtamento da distância que a PoderData de hoje apontou ser nenhuma.
(Infográfico: Joseli Matias)
Dados da 3ª PoderData no 2º turno — A PoderData divulgada hoje entrevistou por telefone 3.000 eleitores, em 644 municípios das 27 unidades da Federação, entre 13 e 15 de outubro. Com margem de erro de 1,8 ponto para mais ou menos, teve o registro BR-04258/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Dados da 2ª Datafolha no 2º turno — A Datafolha divulgada ontem entrevistou presencialmente 2.520 eleitores, entre 13 e 15 de outubro. Com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, teve o registro BR-00466/2026 no TSE.
As manifestações de apoio a Lula (PT) em mais de 70 cidades do Brasil no domingo (11) não viraram a vantagem de 1,87 ponto dos votos válidos que Flávio Bolsonaro (PL) teve na urna do 1º turno. É o que mostram todas as pesquisas da semana ao 2º turno. Hoje (15), foi a Datafolha: Flávio 51% a 49% Lula, 2 pontos atrás na intenção de voto válido.
Flávio lidera em empate técnico com Lula em cinco pesquisas — Apesar do empate técnico com Flávio na margem de erro de 2 pontos para mais ou menos na Datafolha, que se repetiu em cinco das seis pesquisas da semana, Lula não conseguiu diminuir a desvantagem em nenhuma. Nem depois de o Senado aprovar na noite de ontem (14) o fim da escala de trabalho 6 por 1.
Vantagens próximas, de 2 a 4 pontos, de Flávio sobre Lula — Hoje, a vantagem de 2 pontos de Flávio sobre Lula na intenção de voto válido na Datafolha é muito próxima aos 2,23 pontos de ontem na Quaest (Flávio 51,11% a 48,88% Lula). Como, na terça (13), aos 2 pontos na PoderData (Flávio 51% a 49% Lula), aos 3,6 pontos na Futura (51,8% a 48,2% Lula) e aos 4 pontos da Nexus (Flávio 52% a 48% Lula).
Só a Gerp deu liderança a Flávio fora da margem de erro — Das pesquisas feitas nesta semana após as manifestações lulistas do último domingo, só a Gerp deu vantagem a Flávio fora do limite da sua margem de erro na intenção de voto válido. Também divulgada na terça, a pesquisa Gerp deu Flávio 55% a 45% Lula, 10 pontos atrás.
Dados da Datafolha — A Datafolha ouviu 2.520 eleitores anos de 13 e 15 de outubro. Com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, teve o registro BR-00466/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Dados da Quaest e PoderData — A Quaest divulgada ontem ouviu 2.154 eleitores de 10 e 13 de outubro. Com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, teve o registro BR-08729/2026 no TSE. Divulgada na terça, a PoderData ouviu 3.000 eleitores de 10 a 12 de outubro. Com margem de erro de 1,8 ponto para mais ou menos, teve o registro BR-01209/2026 no TSE.
Dados da Futura e Nexus — Também divulgada na terça, a Futura ouviu 2.000 eleitores de 7 a 10 de outubro. Com margem de erro de 2,2 pontos para mais ou menos, teve o registro BR-00650/2026 no TSE. A Nexus ouviu 2.002 eleitores de 10 e 12 de outubro. Com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, teve o registro BR-07997/2026 no TSE.
Dados da Gerp — Por fim, também divulgada na terça, a Gerp ouviu 2.400 eleitores de 8 a 12 de outubro. Com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, teve registro BR-07877/2026 no TSE.
Prefeito de Campos, engenheiro agrônomo e industrial do açúcar e do álcool, Frederico Paes (MDB) é o convidado para fechar a semana do Folha no Ar nesta sexta (16), ao vivo, a partir das 7h10 da manhã, na Folha FM 98,3.
Ele falará da eleição da nova mesa diretora da Câmara Municipal de Campos (confira aqui e aqui), no que foi considerada uma vitória política do prefeito com a eleição do vereador Silvinho Martins (MDB) como novo presidente da Casa, sendo também o presidente municipal do partido de ambos.
Frederico também analisará o resultado das eleições de 4 de outubro a governador e senadores do RJ, bem como a de deputados federal e estadual de Campos e região.
Por fim, com base no resultado do 1º turno e nas pesquisas mais recentes (confira aqui, aqui e aqui), o prefeito também tentará projetar as eleições a presidente da República no 2º turno do dia 25, daqui a exatos 10 dias, entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT).
Quem quiser participar do Folha no Ar desta sexta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebooke no YouTube.
Bruno Soller, cientista político e CEO do instituto de pesquisa Real Time Big Data
A aritmética do segundo turno da eleição presidencial segue desfavorável a Lula
Por Bruno Soller
A principal novidade das pesquisas é a ausência de novidade. A Quaest mostra Flávio Bolsonaro com 46% e Lula com 44% (nos votos válidos: Flávio 51,11% a 48,88% Lula). Na última simulação antes do primeiro turno, eram 44% e 42%, respectivamente. Os dois cresceram na mesma proporção e a distância permaneceu exatamente igual.
Há empate técnico, mas não há, nessa comparação, sinal de aproximação do presidente. Confundir crescimento de intenção de voto com redução de desvantagem é um equívoco básico de leitura eleitoral.
O cenário mantém sua estrutura. Flávio saiu do primeiro turno com uma vantagem de aproximadamente 2,225 milhões de votos. Lula precisa superar essa diferença em uma disputa na qual os eleitores das candidaturas eliminadas também estão fazendo suas escolhas. E é justamente nesse movimento que a Quaest traz um dado desfavorável ao governismo.
Entre os eleitores de Ronaldo Caiado, Flávio recebe 42%, contra 23% de Lula. Entre os de Renan Santos, são 40% para o candidato do PL e 14% para o petista. Lula aparece numericamente à frente entre os eleitores de Augusto Cury, mas por uma distância muito menor: 34% a 30%. A vantagem do presidente nesse último grupo não compensa o saldo que a oposição obtém nos outros dois.
Aplicados aos votos que esses três candidatos receberam no primeiro turno, os percentuais produzem um saldo adicional de aproximadamente 1,05 milhão de votos para Flávio.
Trata-se de uma simulação com intenções declaradas em grupos pequenos da amostra, sujeita a incerteza maior. Ainda assim, sua direção política é clara: mantidas essas proporções e preservadas as bases dos dois finalistas, a distância ultrapassaria 3,2 milhões de votos. O desafio de Lula aumentaria.
É por isso que a discussão sobre a abstenção ganhou tanta importância. A campanha governista precisa encontrar votos em quantidade suficiente para compensar tanto a desvantagem inicial quanto o saldo de migração favorável ao adversário. A Quaest identifica, entre os que se abstiveram, votaram em branco ou anularam no primeiro turno, 43% de preferência por Lula e 38% por Flávio.
Há duas informações essenciais nessa leitura. O recorte reúne comportamentos diferentes: quem compareceu e anulou não enfrenta necessariamente a mesma dificuldade de mobilização de quem ficou em casa. Além disso, os dois candidatos somam 81% das respostas desse grupo. Transformar toda essa preferência declarada em voto efetivo pressupõe uma conversão muito elevada.
Responder a uma pesquisa exige muito menos disposição do que sair de casa para votar. Um eleitor pode preferir Lula a Flávio, ou Flávio a Lula, e continuar sem motivação para comparecer. A preferência existe; sua transformação em voto depende de mobilização.
O histórico brasileiro recomenda prudência. Desde a redemocratização, somente em 2022 a abstenção presidencial caiu do primeiro para o segundo turno. Mesmo naquela eleição excepcionalmente mobilizada, a redução foi de apenas 0,36 ponto percentual: de 20,95% para 20,59%, um aumento líquido de aproximadamente 570 mil votantes.
Esse saldo não significa que apenas 570 mil ausentes retornaram: houve pessoas que passaram a votar e outras que deixaram de comparecer. Mas mostra a dificuldade de produzir uma expansão líquida expressiva da participação. Uma preferência declarada por milhões de ausentes não pode ser tratada automaticamente como milhões de votos novos.
Mais preocupante para o governo é o tamanho da vantagem de Lula nesse público: cinco pontos. A eventual recuperação de eleitores também beneficia Flávio. A cada cem pessoas desse grupo, as respostas indicam 43 votos para o presidente e 38 para o adversário. O ganho líquido petista seria de cinco votos, caso todas essas intenções se concretizassem. Para enfrentar uma diferença de milhões, uma vantagem dessa dimensão exige uma mobilização enorme.
A pesquisa mantém a disputa aberta, mas oferece pouco fundamento para uma narrativa de virada. A distância na série da Quaest permaneceu igual, a migração dos principais candidatos eliminados favorece a oposição e a vantagem de Lula entre ausentes, brancos e nulos é estreita diante da tarefa que precisa cumprir.
Flávio começa essa etapa à frente e encontra, nas transferências declaradas, espaço para ampliar seu saldo. Lula precisa combinar preservação da própria base, conquista de adversários e mobilização de quem não deu voto válido no primeiro turno.
É possível. Mas os números apresentados até aqui mostram que essa virada continua sendo uma necessidade da campanha governista, ainda sem demonstração nas pesquisas.
Anthony Garotinho, Flávio Bolsonaro e Lula (Montagem: Joseli Matias)
George Gomes Coutinho, cientista político, sociólogo e professor da UFF-Campos
2026: uma eleição presidencial de favoritismos moderados e divisão moral
Por George Gomes Coutinho
Em entrevista concedida ao jornal Folha da Manhã (confira aqui) após o primeiro turno das eleições de 2026, Anthony Garotinho foi enfático: “Flávio é franco favorito”, referindo-se ao segundo turno da disputa presidencial. Escolho essa declaração de um dos mais relevantes players da história política fluminense como ponto de partida para minha interpretação das eleições presidenciais de 2026.
Confesso, porém, minha perplexidade diante do juízo de Garotinho. No meu nicho, essa percepção não circulou em nenhum momento, nem antes nem depois do primeiro turno. No máximo, falávamos em “favoritismo moderado” em um Brasil moralmente dividido. Explico.
A liderança persistente de Lula em muitas das pesquisas de intenção de voto para o primeiro turno de 2026 pode ser explicada, ao menos em parte, pelo contraste que segmentos do eleitorado estabeleceram entre os resultados concretos do governo Bolsonaro e os do terceiro mandato de Lula. Soma-se a isso a memória da pandemia.
As performances públicas de Jair Bolsonaro, que incluíram imitar pessoas em crise respiratória, banalizar a mortandade e demonstrar ausência de empatia diante do sofrimento humano, estão entre as que podemos adjetivar como repugnantes do ponto de vista moral. Repugnantes, ao menos, na ótica deste que vos escreve e de parte do eleitorado.
Para outra parcela, talvez não passassem de brincadeiras, manifestações de uma personalidade autêntica ou excentricidades. Aprendizados morais distintos explicam essa diferença. De todo modo, tanto os resultados do governo Bolsonaro quanto a atuação do então presidente durante a pandemia constituem heranças políticas que Flávio Bolsonaro, representante do bolsonarismo na disputa de 2026, não pode simplesmente deixar para trás.
Além disso, o presidente Lula se manteve competitivo nas simulações de segundo turno, nas quais figurou em primeiro lugar em diversas sondagens. Nessas simulações, contudo, não foi infrequente que a liderança se alternasse entre Lula e outros representantes do bolsonarismo, fossem eles Tarcísio de Freitas ou Flávio Bolsonaro. Nas pesquisas de segundo turno, portanto, houve maior instabilidade. Lula jamais foi franco favorito e, cabe dizer, Flávio tampouco o é agora. A disputa segue aguerrida, e ela tem raízes profundas.
Permanece válido, consequentemente, o juízo de que não havia espaço para falar em “franco favoritismo”. Alguns classificavam as eleições brasileiras de 2026 como uma “eleição peruana”, em referência a disputas decididas por margens mínimas.
Concretamente, na eleição presidencial brasileira de 2026, a diferença entre Flávio Bolsonaro e Lula no primeiro turno foi de 2,22 milhões de votos, ou 1,87 ponto percentual dos votos válidos. Foi amplamente noticiado que essa foi a menor distância entre os dois primeiros colocados em um primeiro turno de eleição presidencial desde a redemocratização.
Comparando o resultado do segundo turno de 2022 com o primeiro turno deste 2026, há uma espantosa semelhança. Em 2022, a vantagem de Lula, o vencedor, sobre Jair Bolsonaro foi de 2,14 milhões de votos, ou 1,80 ponto percentual dos votos válidos. Concordo com o cientista político Jairo Nicolau: o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 foi como um terceiro turno de 2022. Só que agora o bolsonarismo ficou em primeiro.
Além dos dados já apresentados, é importante notar que esta é a terceira eleição em que o bolsonarismo se apresenta como força política capaz de organizar a disputa nacional, tendo o petismo como sua nêmese, sua antítese. Se em 2018 havia o elemento surpresa e aquilo que ficou conhecido como “voto antissistema”, agora já não podemos dizer o mesmo.
O PL (Partido Liberal), que se apresenta como abrigo oficial do bolsonarismo, duplicou sua representação no Senado Federal e ampliou sua bancada na Câmara dos Deputados, de 97 para 121 cadeiras. Também passou de dois governadores eleitos em 2022 para seis vitórias nas disputas estaduais já no primeiro turno de 2026. Como se não bastasse, entre as disputas estaduais que seguem para o segundo turno, seis, se incluirmos o Distrito Federal, o PL ainda concorre no Amazonas.
De todo modo, desinformação, manipulação ou desconhecimento, por si sós, talvez sejam insuficientes para explicar as escolhas dos eleitores do 22 e do 13. Eleitores não são dopados morais.
Felipe Nunes e Thomas Traumann mobilizaram a tese da “calcificação” para caracterizar um tipo de intransigência política que marcaria o comportamento de grandes grupos de eleitores brasileiros nos últimos anos. Nesse cenário, a competição se concentraria nos segmentos “não calcificados” ou “independentes”: eleitores potencialmente voláteis, ou pêndulos, suscetíveis tanto a políticas públicas capazes de atender a seus interesses quanto a ondas, discursos, impressões e fatos conjunturais.
Todavia, talvez Nunes e Traumann não tenham explicitado adequadamente os conteúdos morais que podem produzir a “calcificação”. Marcos Nobre, filósofo da Unicamp, parece-me ter explicado, por meio de valores e aprendizados morais, o que está por trás dessa intransigência. Do contrário, os “calcificados” pareceriam apenas fazer birra.
Vou colocar em outros termos o que o professor Marcos Nobre está dizendo: trata-se do que consideramos justo. Vivemos na sociedade pós-Constituição de 1988. Nobre argumenta que os valores que orientam a CF-88 têm por trás um substrato moral que legitima direitos de diferentes naturezas. E essa Constituição, embora seja a nossa base legal, não é propriamente hegemônica em todos os grupos sociais brasileiros.
Há brasileiras e brasileiros que abominam cotas raciais. Consideram-nas injustas, imorais. Há quem considere que amar deva ser determinado pelo sexo biológico. Há aqueles que acham que a natureza está aí para atender a seus desejos de curto prazo. Há outros que consideram que a fé alheia os ofende, e ofende até mesmo o seu próprio Deus.
Enormes frações da população se indignam diante de um Estado de Direito igualitário, inclusivo. Para elas, esse Estado só deve existir para seus iguais. Os diferentes devem ser eliminados, e essas pessoas consideram justo reivindicar esse objetivo. O medo justifica.
Nobre argumenta que não estamos polarizados. Estamos divididos em caminhos moralmente inconciliáveis. E, desde 2018, após três rodadas de eleições gerais, esse é o debate de fundo que organiza os “calcificados”. Um debate surdo, não explicitado e, contraditoriamente, amplamente banalizado na opinião pública.
Um empate técnico com liderança numérica de Flávio Bolsonaro (PL) por 2,23 pontos: 51,11% a 48,88% de Lula (PT) nos votos válidos. Foi o que a pesquisa Quaest revelou na noite de hoje (14), a 11 dias do 2º turno de 25 de outubro. Por ela, a vantagem de 1,87 ponto nos votos válidos que Flávio teve sobre Lula no 1º turno mudou pouco ou nada.
Divulgação sem intenção de voto válido — Encomendada e divulgada pela Globo, a Quaest e a emissora não divulgaram o percentual dos votos válidos da pesquisa, como todos os demais institutos têm feito neste 2º turno. O cálculo, excetuando os 9% de intenções de voto em branco, nulo ou de não votar, mais 1% de indecisos, foi feito por quem deseja uniformidade nos dados.
Com o cálculo da intenção de voto válido — Com o cálculo devido à comparação com as demais pesquisas ao 2º turno, os 46% de intenção de voto para Flávio divulgados na Quaest chegam aos 51,11% na intenção de voto válido — descontados brancos, nulos, abstenções e indecisos. Como os 44% divulgados de intenção a Lula chegam a 48,88% na intenção de voto válido.
Quaest de hoje semelhante à PoderData de ontem — A vantagem numérica de Flávio na Quaest de hoje, nos votos válidos, é quase idêntica aos apresentados na pesquisa PoderData divulgada ontem (13): Flávio 51% a 49% Lula, 2 pontos abaixo. Nas outras três pesquisas presidenciais também divulgadas ontem, entanto, a diferença foi maior.
Variação na vantagem de Flávio na Gerp, Nexus e Futura — Também ontem, a pesquisa Gerp deu Flávio 55% a 45% Lula, 10 pontos atrás nos votos válidos. A Nexus deu Flávio 52% a 48% Lula, 4 pontos atrás. A Futura deu 51,8% a 48,2% Lula, 3,6 pontos atrás.
Flávio lidera em empate técnico com Lula — Quaest, PoderData, Nexus e Futura apontam liderança numérica de Flávio, mas em empate técnico com Lula dentro das suas respetivas margens de erro. Pela Gerp, no entanto, a vantagem de Flávio sobre Lula já chegaria a dois dígitos de intenção de voto válido, superando em muito o limite da margem de erro.
Dados da Quaest — A Quest divulgada hoje, sem revelar o percentual de votos válidos como os demais institutos têm feito no 2º turno, ouviu 2.154 eleitores de 10 e 13 de outubro. Com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, teve o registro BR-08729/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Dados da PoderData e Futura — Entre as pesquisas divulgadas ontem, a PoderData ouviu 3.000 eleitores de 10 a 12 de outubro. Com margem de erro de 1,8 ponto para mais ou menos, teve o registro BR-01209/2026 no TSE. A Futura ouviu 2.000 eleitores de 7 a 10 de outubro. Com margem de erro de 2,2 pontos para mais ou menos, teve o registro BR-00650/2026 no TSE.
Dados da Nexus e Gerp — Também entre as pesquisas divulgadas ontem, a Nexus ouviu 2.002 eleitores de 10 e 12 de outubro. Com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, teve o registro BR-07997/2026 no TSE. A Gerp ouviu 2.400 eleitores de 8 a 12 de outubro. Com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, teve registro BR-07877/2026 no TSE.
A partir das 15h do domingo do 2º turno presidencial do dia 25, até o final da apuração, quer ficar com a melhor cobertura em tempo real da eleição presidencial de 2026 em Campos e na região, com números, análises e projeções? Então será só sintonizar o rádio na Folha FM 98,3, ou acompanhar ao vivo no streaming em seus domínios no YouTube e Facebook, ou na Plena TV: canais 3 e 403 da VERTV, canal 181 da NET e canal 31 da SFnet.
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