Campos dos Goytacazes,  15/08/2018

 

por Aluysio Abreu Barbosa

Vitor Menezes — A vaga que ocupo está à sua disposição, professor Orávio

 

Ontem, em sua colaboração quinzenal com o blog, o jornalista e professor Orávio de Campos escreveu (aqui) um artigo de forte toada crítica aos rumos dados à atuação do Conselho de Preservação do Patrimônio Histórico de Campos dos Goytacazes (Coppam) no governo municipal Rafael Diniz. Entre vários questionamentos, ele também personalizou uma crítica ao presidente da Associação de Imprensa Campista (AIC), Vitor Menezes.

Nas palavras de Orávio: “Causou-nos perplexidade, por exemplo, uma postagem recente do conselheiro Vitor Menezes, representante da Associação de Imprensa Campista, tecendo loas pela segunda reunião com quórum do conselho”.

Questionado nominalmente, o blog entrou em contato com Vitor, franqueando-lhe espaço para também se manifestar. O que ele fez prontamente, inclusive propondo que Orávio, como vice-presidente da AIC, assumisse a vaga que a instituição ocupa no Coppam. Confira abaixo:

 

Vitor Menezes e Orávio de Campos (Montagem: Andréa Campos)

 

A vaga que ocupo está à sua disposição, professor Orávio

Por Vitor Menezes(*)

 

O professor Orávio de Campos Soares, a quem tenho admiração profunda e a quem, não tenho dúvida, a cidade deve muito, comete um exagero retórico ao afirmar, em artigo neste blog Opiniões, que eu teria tecido loas à obtenção de quorum, por duas vezes, em reuniões do Coppam (Conselho de Preservação do Patrimônio Histórico de Campos dos Goytacazes) neste ano. Como bom jornalista e pesquisador, e certamente apto a uma análise acurada do discurso, ele saberia depreender do meu registro em rede social justamente o contrário: uma crítica à ausência de quorum em todas às demais reuniões e, pior, ao abandono do Coppam durante todo o ano de 2017.

Essa mesma crítica, entre outras, é a que faço nas reuniões, com ou sem quorum, como podem testemunhar os demais conselheiros, onde tenho registrado a ausência de uma política municipal para a preservação do patrimônio, a suspeita ação de um consultor não nomeado e — como bem disse o professor Orávio — que nem mesmo foi apresentado em uma reunião do conselho.

A cidade está à deriva na questão do patrimônio histórico e cultural. Não há fiscalização, não há estrutura, e muitas decisões — sobretudo relacionadas a compensações por crimes contra o patrimônio que acabam por tornarem-se altamente vantajosas para os criminosos — estão sendo tomadas pelo Ministério Público, em razão da ausência do poder público municipal por meio do Coppam.

Nas reuniões, tenho insistido na necessidade da realização da Conferência Municipal do Patrimônio, para que as representações da sociedade se revigorem, e cobrado a atuação dos representantes do poder público, inclusive da Câmara de Vereadores (que não compareceu a nenhuma reunião).

De todo modo, registre-se que ocupo esta vaga no Conselho como representante da Associação de Imprensa Campista, entidade da qual também é diretor (vice-presidente) o próprio professor Orávio. “Minha” vaga, portanto, também é sua, e seria de grande valia para a cidade se esse meu estimado colega de diretoria na AIC se dispusesse a ocupá-la — substituição que, inclusive, o sugeri pessoalmente.

 

(*) Presidente da Associação de Imprensa Campista

 

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1 comment to Vitor Menezes — A vaga que ocupo está à sua disposição, professor Orávio

  • Savio Gomes

    Olha, usando de muita franqueza, vamos e venhamos que o distinto Professor Orávio não se destacou no Governo anterior, a não se por se submeter ao famoso “casal” governante!
    Se for usar um pouco de “lógica”, não sei se seria de grande valia ele ‘aceitar’ a generosa oferta do Vitor Menezes!

    Também nos sentimos no dever de criticar que o atual governo Rafael Diniz não parece também ter a mínima vocação para a preservação de Patrimônios Históricos já que nem para a conservação razoável de nossa cidade cotidiana em geral deixa tanto a desejar.

    Se não está bom como está por conta da falta de recursos ou por destinações outras que o Prefeito prefira às verbas públicas, é melhor não fazer nenhuma alteração.

    Se falta aparelho para eletrocardiograma nos hospitais públicos, imagine destinar verba para preservação de patrimônio histórico!

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