Ruas de Campos

CHARGE 29-05-2014

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Este post tem 2 comentários

  1. Marcos Paulo

    Em frente a banca do coliseu é quase assim, quando não tem uns 5 ou 6 de conversa, e aquela fila dupla, tem um ou dois no celular jogando com a mesma fila dupla… rs eee Campos…

  2. Andre

    Rio – É impressionante a capacidade de sobrevivência política do ex-governador Anthony Garotinho. Nos últimos anos, com a mesma facilidade com que foi ao fundo do poço, ele voltou à tona. Depois de uma candidatura frustrada à Presidência da República, ficou sem mandato, mas em 2010 conseguiu se eleger para a Câmara dos Deputados com votação expressiva. Amadureceu no PDT de Leonel Brizola, mudou-se para o PMDB e agora defende a legenda do minúsculo PR. Disposto a retomar o centro do palco, está em campanha para ocupar a principal cadeira do Palácio Guanabara – ele e sua mulher Rosinha já passaram por lá. Diante da rejeição que seu nome enfrenta na capital e mais ainda nos bairros da Zona Sul, parece muita ousadia. Mas Garotinho não está nem aí. Em sua trajetória, o ex-locutor de Campos contabiliza mais vitórias do que derrotas. E espera continuar assim.

    Por enquanto, a empreitada está dando certo. Pela última pesquisa do instituto Gerp, que O DIA publicou na edição de sábado, Garotinho já ameaça a liderança do senador Marcelo Crivella, do PRB. Entre abril e maio, ele cresceu sete pontos percentuais, saltando de 13% para 20% das intenções de voto. Crivella também cresceu de 18% para 23%, mas com menor ímpeto. Deixa para trás, porém, todos os adversários na hipótese de segundo turno. Segundo o presidente do Gerp, Gabriel Pazos, ouvido pelo repórter Aurélio Gimenez, “apesar de Crivella vencer todas as simulações de segundo turno com os demais candidatos, Garotinho vem atropelando e, se o senador decidir sair da disputa, o ex-governador assume uma boa frente”.

    Acontece que os eleitorados de Crivella e Garotinho se cruzam. O senador e o deputado são evangélicos e têm bases consistentes na Baixada Fluminense e no interior do Estado. Em certa medida, disputam o mesmo balaio de votos. Os dois não contam com a simpatia dos formadores de opinião e das classes de maior poder aquisitivo, mas têm amplo respaldo das camadas mais populares. Por isso mesmo, aparecem bem à frente. O candidato do PT, Lindbergh Farias (que é apoiado pelo ex-presidente Lula, mas não encanta a presidenta Dilma), ainda não conseguiu deslanchar. Em um mês, foi de 8% para apenas 9% das intenções de voto, evolução inferior à margem de erro de 3,3%. O governador Pezão (PMDB), pelo jeito, não consegue superar a forte rejeição ao seu antecessor Sérgio Cabral. Amargou queda na pesquisa, de 6% para 5%. Cesar Maia (DEM) levou um tombo ainda maior, de 7% para 3%, enquanto Alfredo Sirkis (PSB) e Miro Teixeira (Pros) patinam em 2%.
    A quatro meses do pleito, a indefinição é bastante alta. Soma 35% dos entrevistados, se considerados os que não sabem em quem votar e os votos nulos e brancos. Nem tudo, portanto, está perdido. Lindbergh e Pezão acreditam que depois da Copa, com o início da campanha na TV, têm chance de passar para o segundo turno. É persistente também o comentário de que Marcelo Crivella está apenas fazendo figuração para atrapalhar o caminho de Garotinho. Mais à frente, ele deixaria a disputa em benefício de Pezão, num movimento que teria o aval do Palácio do Planalto. Mas o próprio Crivella insiste em que a candidatura é para valer. Além disso, nada garante que seus eleitores votariam em Pezão. Se o lado religioso prevalecer, é mais provável que optem por Garotinho. O vento, sem dúvida, está a favor do ex-governador.

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