Desculpas e retomada blogueira

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A você, leitor, o pedido de desculpas pela falta de atualização, desde a última quarta-feira (09/05), por parte deste blogueiro, mas sem as satisfações devidas. Daqui até o início da Copa, em 12 de junho, tentaremos retomar o ritmo normal de trabalho neste “Opiniões”.

 

Lindbergh terá Rocco como vice ao governo do Rio na aliança entre PT e PV

Aliança PT/PV ao governo do Rio definida com Lindbergh Farias e Roberto Rocco (montagem de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Aliança PT/PV ao governo do Rio definida com Lindbergh Farias e Roberto Rocco (montagem de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

É correta a informação dada hoje (aqui) na coluna “Informe do Dia” pelo jornalista Fernando Molica: está fechada a aliança entre PT e PV à eleição majoritária do Rio, com o senador petista Lindbergh Farias encabeçando a chapa para governador. Como vice verde, no entanto, ao contrário do que informou o jornal carioca, o nome definido não é da deputada estadual Aspásia Camargo, mas de Roberto Rocco, secretário das executivas nacional e estadual do PV. A informação foi confirmada pelos presidentes do partido em Campos e São João da Barra, respectivamente os jornalistas Gustavo Matheus e Robson Almeida.

Segundo Robson revelou, o acordo com Rocco como vice de Lindbergh foi fechado num almoço na segunda-feira (05/05), no Hotel Othon, no Rio de Janeiro, entre lideranças das duas legendas. Na próxima sexta, dia 9, às 14h, a decisão será anunciada oficialmente na sede regional do PV, no Rio. No domingo, dia 11, está previsto o anúncio da aliança também por Lindbergh.

Inicialmente pensada para vir como vice na aliança a governador com o PT, Aspásia teve mantida sua pré-candidatura à reeleição como deputada estadual, para não enfraquecer a nominata do PV. Rocco, por sua vez, se cacifou como opção à composição de chapa com Lindbergh, após sua própria pré-candidatura ao governo fluminense ter sido lançada em 23 de março, na Assembleia Legislativa de São Paulo, quando os verdes também definiram (aqui) o nome de Eduardo Jorge para concorrer à Presidência da República.

 

Antes de cobrar vereadores, Pudim pediu para Magal e Albertinho não virem à Alerj?

Antes de cobrar atitude dos vereadores no discurso de segunda, fonte governista garante que Pudim pediu a Garotinho para tirar Magal e Albertinho da disputa à Alerj (Rodrigo Silveira - Folha da Manhã)
Antes de cobrar atitude dos vereadores no discurso de segunda, fonte governista garante que Pudim pediu a Garotinho para tirar Magal e Albertinho da disputa à Alerj (Rodrigo Silveira – Folha da Manhã)

 

Em meio às cobranças na reunião do PR da última segunda-feira (05/05), no Automóvel Clube Fluminense, por uma postura mais ativa em defesa do governo Rosinha Garotinho (PR), as que parecem mais ter incomodado, sobretudo aos vereadores da situação, foram aquelas feitas pelo deputado estadual Geraldo Pudim (PR), pré-candidato à reeleição. Por parte do deputado federal Anthony Garotinho (PR), ninguém questionou o direito de cobrança, já que embora muitos vereadores rosáceos também quisessem cobrar mais retorno do governo que defendem, não há questionamentos nem fora do grupo à liderança dentro dele exercida pelo candidato do PR a governador do Rio. Com Pudim, entretanto, a história é bem diferente:

— Pudim pediu para Garotinho retirar as candidaturas a deputado estadual dos vereadores Jorge Magal (PR) e Albertinho (Pros), porque estes concorreriam com ele no eleitorado de Guarus. Magal foi obrigado a se contentar em concorrer a deputado federal, mesmo sabendo ter pouca chance. Para manter os muitos cargos que tem na Prefeitura, o vereador não só aceitou, como ainda vai ter que fazer dobrada com Pudim. Já Albertinho batalha para manter sua candidatura à Alerj, mesmo sabendo que deve acabar sem a vaga. Quer dizer, Magal e Albertinho trabalham na Câmara para defender o governo de Rosinha, mas não podem disputar a deputado estadual para não atrapalharem Pudim, que recebe tudo de mão beijada de Garotinho. E o que Pudim trabalha de fato pelo grupo, ou para construir por conta própria a sua candidatura? Todo mundo sabe a resposta, só não diz para evitar contrariar Garotinho — confidenciou uma das principais lideranças do grupo governista.

Além do discurso no Automóvel Clube, depois da reunião de segunda, Pudim usou as redes sociais para repetir suas cobranças, principalmente aos vereadores governistas, incomodados com as facilidades que o deputado recebe e eles não conseguiram nem uma reunião reservada com Garotinho para também pedirem, nessa última visita a Campos do pré-candidato do governador:

— Tem gente com vergonha de defender? Então vai para casa ou vai para o lado de lá, e isso não é só no governo, é na Câmara de Vereadores também, tem gente se encolhendo lá também na hora que o ‘pau está quebrando’.  Eu sei de onde vim, onde estou e onde quero chegar. Sei o sacrifício que fiz durante minha vida toda e o que esse casal abdicou na vida toda a favor dessa cidade, e na hora que precisa, tem gente que corre para baixo da cama, talvez esperando o que pode acontecer — cobrou Pudim em discurso real e virtual, como registrou aqui o Blog do Bastos, aos seu companheiros de grupo político.

 

Por Ricardo e Jane, o resumo da ópera governista após puxão de orelhas

Sobre a sessão da Câmara de Campos de hoje, com CPI da Águas do Paraíba como tema principal, num debate quase monopolizado pelos vereadores governistas, discordantes entre si mesmo após o puxão de orelhas público dado ontem pelo líder Anthony Garotinho (PR), o resumo da ópera pode ser feito a partir da análise sempre precisa de dois experientes jornalistas, que ainda ensinam a tanta gente, inclusive este blogueiro, nessa lida ancestral de tentar ler para contar as histórias da tribo.

 

resumo da ópera

 

Aqui, em seu blog “Eu penso que…”, Ricardo André Vasconcelos escreveu:

“Vereadores da base governista, que são conhecidos por entrarem mudos e saírem calados do Plenário da Câmara Municipal, estão mostrando serviço na sessão de hoje. São proposições de moções e justificativas votos, sempre com foco na defesa do governo municipal. Assim aumentam a presença governista na tribuna e reduzem, consequentemente, o espaço do quarteto da oposição.

“É o resultado do ‘puxão de orelhas’ público que receberam do chefe na reunião de ontem.

“Até o discreto presidente da Câmara, Edson Batista (PTB), vem encaixando seu discurso na condução da sessão”.

aqui, na democracia irrefreável das redes sociais, Jane Nunes completou:

“Com a proximidade das eleições o ninho rosa parece que se transformou em torre de Babel. No início da sessão na Câmara, até tinham ensaiado uma nova postura. Vereadores mais falantes deixando claro que não dariam espaço nem para oposição se manifestar. O tiro saiu pela culatra . Jesus! O bate boca entre eles é mais revelador que as denúncias dos opositores. Como diz o antigo ditado: quando brigam as comadres é que sabemos a verdade!”

Atualização às 8h32: Saiba mais sobre as histórias da Câmara de Campos, aqui, nas sacações sempre reveladoras do Blog do Bastos.

Responsável pela cultura presta satisfações na Câmara… de Macaé

Enquanto o rolo compressor do governo Rosinha Garotinho (PR), em manobras sempre comandadas pela vereador Linda Mara (PT do B), impede que a presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL), Patrícia Cordeiro, compareça à Casa do Povo para prestar qualquer tipo de esclarecimento sobre o “Verão da Gastança” (relembre aqui e aqui) no Farol, assim como sobre as recentes e graves denúncias do professor João Vicente Alvarenga, ex-presidente da extinta Fundação Trianon (confira aqui e aqui), acompanhe abaixo como o debate sobre a cultura pública não só ocorre democraticamente na Câmara Municipal de Macaé, como ainda leva a recorde de presença do contribuinte que paga a conta:

 

Diferente de Campos, na Câmara Municipal de Macaé, o responsável pela condução da cultura pública no município não tem receio de comparecer para prestar satisfações (foto: assessoria)
Diferente de Campos, na Câmara Municipal de Macaé, o responsável pela condução da cultura pública daquele município, Juliano Fonseca, não tem receio de comparecer para prestar satisfações (foto: assessoria)

 

Com mais de cinco mil pessoas conectadas à TV Câmara, um recorde absoluto de audiência, de acordo com observação do presidente da Câmara Municipal, Eduardo Cardoso, o gestor da Fundação Macaé de Cultura (FMC), Juliano Fonseca, ocupou o plenário durante cerca de duas horas, na última quarta-feira (30) para apresentar os projetos e ações de sua gestão, e atender também a questionamentos dos 13 vereadores presentes. Antecedendo à sessão ordinária, o dirigente da FMC participou da Tribuna Cidadã ouvindo pronunciamentos dos representantes do Conselho Municipal de Cultura.

A pauta principal da reunião se referiu à formação de profissionais nas diversas áreas de atuação e à abertura de espaços para as apresentações dos artistas locais. Respondendo ponto a ponto às perguntas, Juliano falou sobre a criação, no ano passado, de dois pólos culturais, um no Centro e outro na Fronteira, aonde crianças e adolescentes recebem gratuitamente aulas de balé, jazz, contemporâneo, dança urbana, capoeira e teatro. As duas estruturas passaram por reformas no início da nova gestão e receberam adequações para o funcionamento apropriado. Para isso, a Fundação Macaé de Cultura buscou apoio junto à iniciativa privada e obteve a parceria da Odebrecht.

Os pólos culturais são projetos de inclusão e transformação sociocultural que têm planos de expansão para o bairro Botafogo, ainda neste semestre e, posteriormente, serão levados aos distritos de Sana e Glicério. No bairro Malvinas será implantado o Centro de Esportes e Artes Unificados (CEU), em parceria com o Governo Federal, para o início do segundo semestre de 2014, que terá modelo similar. “Os pólos culturais representam o que pensamos como fio condutor para levar a cultura para as comunidades”, explicou Juliano. O vereador Marcel Silvano enalteceu: “Hoje a gente vê o poder executivo ouvindo nossos apelos e a abertura desse diálogo vai favorecer a nossa cultura cada vez mais”.

O vereador Maxwell Vaz fez uma crítica a respeito da contratação de artistas de fora para a Paixão de Cristo, realizada no Parque da Cidade, dizendo que o público de umas 500 pessoas não justificava o alto investimento. O presidente da FMC rebateu que o público estimado pela Polícia Militar foi de cinco mil pessoas em cada uma das duas encenações, e apresentou um vídeo em que fica comprovada a grande presença e vibração do público. Quanto à vinda dos atores de fora, explicou ter sido baseada no conceito de troca de experiências entre os renomados e os artistas locais. A estratégia foi muito aplaudida pela classe artística macaense, que se sentiu prestigiada com essa interação. “Trouxemos três atores para os papéis principais, os outros 33 que compuseram o elenco são de Macaé”, frisou.

A diretora do CiemH2, Dilma Negreiros, uma das representantes do Conselho Municipal de Cultura, elogiou a nova forma de condução da política cultural, destacando que a FMC vem atendendo as ações que foram deliberadas na última Conferência Municipal de Cultura e a importância da abertura do diálogo com o poder público para o fortalecimento da cultura local. O vereador Igor Sardinha reforçou a necessidade de participação dos conselheiros na política cultural, sugerindo maior protagonismo do Conselho de Cultura nas discussões pertinentes para um maior avanço do setor.

Os vereadores quiseram saber também sobre a reabertura do Teatro Municipal e do Cine Clube Macaé Petrobras. Foi informado que o teatro foi fechado por determinação do Ministério Público no ano de 2007, e que as inúmeras obras exigidas já foram executadas, faltando somente uma última vistoria do Corpo de Bombeiros. “Assumimos a gestão com o teatro fechado durante os últimos seis anos e hoje posso dizer que conseguimos resolver todas as pendências. Temos grande expectativa de reabertura do Teatro Municipal já nas próximas semanas”, anunciou Juliano. Em relação ao Cine Clube, explicou que a Petrobras já concluiu toda a obra, mas oficialmente não foi entregue à Fundação Macaé de Cultura, faltando neste momento a recomposição da diretoria do Cine Clube para, em seguida, formar o Comitê Gestor que participará desta gestão tripartite.

“O Legislativo cumpriu seu papel de acompanhar as ações do Executivo. Foi uma ótima oportunidade de apresentar nossas ações, provando que estamos trabalhando a cultura de Macaé com muita transparência, planejamento e responsabilidade. Fiquei feliz de saber que essa sessão foi recorde de audiência, pois comprova que a Cultura é uma pauta de grande interesse e relevância para nossa sociedade”, finalizou o presidente da FMC, Juliano Fonseca.

 

Da assessoria.

 

Ação de Lessa e Sabino na crise do transporte tem aplauso unânime da Câmara

 

Ainda em sessão, a Câmara Municipal de Campos acabou de aprovar por unanimidade, uma moção de aplauso, proposta pelo vereador Thiago Virgílio (PTC), pela atuação do promotor estadual Marcelo Lessa e do tenente-coronel Antônio Carlos Sabino, comandante do 8º Batalhão de Polícia Militar (BPM), na crise do transporte público de Campos (reveja aqui) da semana passada. A atuação de Marcelo no caso já tinha sido antes defendida pela Associação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Amperj) e pelo procurador-geral do Estado do Rio, Marfan Martins Vieira (relembre aqui).

 

Com leitura marxista do séc. 20, PC Moura comanda o Cineclube Goitacá nesta quarta

Amanhã, na quarta-feira, dia 7, a partir das 19h30, na sala 507 do edifício Medical Center, no cruzamento da rua Conselheiro Otaviano com a av. 13 de Maio, quem comanda o Cineclube Goitacá é o professor Paulo César Moura. Dentro da mostra Cinema Verdade, ele vai apresentar e mediar o debate sobre o documentário “Nós que aqui estamos por vós esperamos”, do diretor brasileiro Marcelo Masagão, que utiliza imagens famosas produzidas no decorrer do século 20 para fazer uma leitura cinematográfica do livro “A era dos extremos”, do historiador marxista inglês Eric Hobsbawn (1917/2012). A entrada para a sessão, assim como a participação na discussão, independente da ideologia de cada um, são inteiramente livres.

 

Cineclube PC Moura

O que a História ensina sobre a “macheza” dos fascistas

Ontem, ao discursar na reunião do PR em desagravo ao governo Rosinha, Garotinho se usou como exemplo de “macheza” por rasgar impressos (foto de Rodrigo Silveira - Folha da Manhã)
Ontem, ao discursar na reunião do PR em desagravo ao governo Rosinha, Garotinho se usou como exemplo de “macheza” por rasgar impressos (foto de Rodrigo Silveira – Folha da Manhã)

 

Li aqui, no blog “Eu penso que…”, do confrade Ricardo André Vasconcelos, que no encontro do PR na noite de ontem, no Automóvel Clube Fluminense, em pretenso desagravo aos vários problemas enfrentados pelo governo Rosinha Garotinho, sobretudo em relação à cultura, ao transporte público e à onda de protestos populares no município, todo o grupo governista foi cobrado por suas principais lideranças a fazer do ataque sua (única?) forma de defesa. Conhecedor deste mesmo grupo político por dentro e desde sua gênese, Ricardo conferiu a paternidade da tática a Joseph Goebbels (1897/1945), ministro da Propaganda da Alemanha Nazista (1933/1945).

Poderia até ser exagero, mas levado em consideração que Gobbels tem sua máxima mais conhecida — “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade” — constantemente repetida em círculo reservado pelo deputado federal Anthony Garotinho (PR), e que este ontem se ufanou como exemplo de “macheza” a ser seguido, por já ter usado uma tribuna parlamentar para rasgar impressos, talvez seja relevante lembrar a advertência do escritor alemão Günter Grass, criança e adolescente sob a ditadura nazista, antes de se tornar adulto e ganhador do Nobel de Literatura em 1999:

— Cresci num regime que começou queimando livros e terminou queimando gente.

Abaixo, um registro fotográfico do Bücherverbrennung (“queima de livros” em alemão), patrocinada pelo regime nazista em várias cidades da Alemanha entre maio e junho de 1933, num prefácio do que faria depois, aprisionando, assassinando e queimando em fornos os corpos de mais de seis milhões de seres humanos:

 

queima de livros