

Assumida bravamente por Yve, a direção da peça e sua concepção originais são obras de Antonio Roberto de Gois Cavalcanti (1955/2015), o inesquecível teatrólogo e poeta Kapi — conheça aqui um pouco da história do artista e da peça. Com Atafona como tema ou pano de fundo, poemas são cenicamente transformados em diálogos e causos contados pelos pescadores. Das 22 poesias que compõem o espetáculo, 17 são de Aluysio Abreu Barbosa, dois do próprio Kapi, dois do Artur Gomes e um da Adriana Medeiros, que fecha a apresentação.
Com grande sucesso de público, a peça foi encenada pela primeira vez no verão de 2010, no próprio Pontal, no encontro das águas do rio e do oceano. À luz da lua, lampiões, lamparinas e fogueira, o palco natural se transformou em protagonista no Bar do Bambu, como era conhecido o folclórico misto de comerciante e filósofo Neivaldo Paes Soares. Depois que o avanço do mar levou seu bar, em 2012, Neivaldo também acabaria tragicamente desaparecendo nas águas da foz do Paraíba, em 21 de junho deste ano, sem ter sido até hoje encontrado.
Nesse sábado (31), a apresentação de “Pontal” no Sesi vai integrar a programação do Encontro Universitário de Cultura (Enuc), que começou hoje (30) e se estende até a próxima segunda-feira (02/11). Promovido por universitários da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e da Universidade Federal Fluminense (UFF) em Campos, muitos deles vindos de outras cidades, o apelo regional de “Pontal” fez com que a peça fosse escolhida para integrar o Enuc — confira abaixo sua programação completa.
Pode jogar a rede…


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