Alerj emite nota sobre falecimento de Alberto Dauaire

Atualização às 16h20: A jornalista Suzy Monteiro foi a primeira na Folha Online a divulgar, aqui, a nota oficial da Alerj sobre o falecimento do ex-deputado estadual Alberto Dauaire

Atualização às 16h20: A jornalista Suzy Monteiro foi a primeira na Folha Online a divulgar, aqui, a nota oficial da Alerj sobre o falecimento do ex-deputado estadual Alberto Dauaire

“Alberto teve toda uma vida dedicada à política. Era uma homem educado, habilidoso, jeitoso no trato pessoal, e de grande espírito público. Acho que sou um dos poucos que posso falar que fiz campanha com ele, com seu filho Betinho Dauaire (PR) e seu neto Bruno Dauaire (PR). Então, tive a oportunidade de ter uma ligação muito grande, pessoal e politicamente, com ele e sua família. Alberto vai deixar saudade em todo mundo, mas deixa seu legado de dedicação e honradez na vida pública. Cumpriu sua missão como político, homem, pai e avô”
Paulo Feijó (PR), deputado federal

“Alberto foi um grande deputado estadual. Foi secretário estadual tanto do antigo, quanto do novo Estado do Rio. Ao longo da sua vida soube personificar a tradição política do Norte do Estado. Sempre foi muito fiel ao MDB, depois ao PMDB. Esteve entre aqueles que desenharam o desenvolvimento sócio-econômico do seu município e da sua região. É uma perda para todo o Estado do Rio não poder mais contar com homens públicos com a fidelidade e a integridade de Alberto Dauaire. Por isso, meu abraço afetuoso a toda sua família”.
Moreira Franco (PMDB), ex-governador, ex-ministro da República e presidente da Fundação Ulysses Guimarães

Acabou de falecer nesta manhã de sexta-feira (08/04) o ex-deputado estadual Alberto Dauaire, de 89 anos. Ele estava internado na UTI do Hospital Dr. Beda, desde 29 de fevereiro, com uma infecção pulmonar. O velório será a partir das 13h, na capela mortuária diante ao Cemitério de São João da Barra, onde ocorrerá o entrerro, às 17h. O prefeito de São João da Barra, José Amaro Martins de Souza, o Neco (PMDB), decretou luto oficial no município por três dias.
Chefe do clã dos Dauaire, pai do ex-prefeito sanjoanense Betinho Dauaire (PR) e avô do deputado estadual Bruno Dauaire (PR), Alberto é considerado uma lenda da política fluminense. Ex-vereador por três mandatos e ex-prefeito em São João da Barra entre as décadas de 50 e 60 do século passado, ele teve sete mandatos consecutivos de deputado estadual, de 1966 a 1995. Foi também secretário estadual de Assistência Social e Trabalho, na gestão Jeremias de Matos Fontes (1968) no antigo Estado do Rio, e na antiga pasta da Viação (responsável pela atual DER), no governo Leonel Brizola (1983).
“Meu pai foi um homem que viveu a vida pública por completo, se doou até o final à causa pública. Seu legado é o da honestidade, do comprometimento com a causa púbica e a valorização da família”, ressaltou o ex-prefeito Betinho Dauaire, ainda consternado pela perda.
Alberto era casado com Maria Thereza, com quem teve dois filhos, Betinho e Cacá. Era avô de Bruno, Bebeto, Guilherme e Gustavo e bisavô de Antonia e Maria.
Atualização às 11h30 para acréscimo de informações do velório e entrerro.
Atualização às 11h35: O primeiro na Folha Onine a noticiar, aqui, a morte do ex-deputado Alberto Dauaire, foi o jornalista Arnaldo Neto.

Por que tanto medo?
Depois da quarta sessão da Câmara Municipal esvaziada ontem numa nova manobra rosácea para evitar o debate sobre o envolvimento dos Garotinho (pai, prefeito de fato; mãe, de direito; e filha deputada) na lista de doações da empreiteira Odebrecht, na operação Lava Jato, a pergunta de qualquer um capaz de somar dois com dois e projetar o quatro ao final da equação, é uma só: por que tanto medo?
Exposto ao ridículo
Bem verdade que, no afã de agradar o líder do seu grupo político, seus seguidores acabam expostos publicamente ao ridículo. Caso contrário, como explicar que o próprio presidente da Câmara, vereador Edson Batista (PTB), tenha se dado ao trabalho de tentar negar, desde terça (05), a manobra governista que no mesmo dia impediu a realização da sessão, sendo obrigado a repeti-la menos de 24 horas depois, expondo-se ao constrangimento público da sessão igualmente esvaziada de ontem (06)?
Preço da defesa
Nos bastidores, dois motivos fáticos surgem para explicar a aparente covardia governista. O primeiro é que, em ano eleitoral, os vereadores não vão para um debate desgastante, tentando proteger seus líderes da citação na Lava Jato, que tem amplo apoio popular, sem levar nada em troca. E, numa Prefeitura inexplicavelmente falida como a de Campos, fica mais difícil de “ajudar” aqueles cuja ajuda se faz necessária.
Cor de sangue
O segundo motivo é que, além dos “honorários” da defesa, falta ainda sua forma. Consta que o líder governista Mauro Silva (PSDB) foi levar ao líder (e prefeito) de fato a demanda pela organização da tática de defesa. Só que, afora ameaçar com processos quem nãos os teme, Garotinho ainda não teria definido quem vai dizer o quê. Assim, à covardia de se fugir de quatro sessões seguidas, soma-se entre os vereadores garotistas uma outra, talvez ainda pior: aquela de quem não tem coragem para falar do vermelho com alguém que sangra.
Publicado hoje (07/04) na Folha da Manhã

Talvez a distância do filho produzisse uma relação melhor do que se convivessem próximos. Constatar o mérito dele naquele terno impensável anos atrás encheria qualquer mãe de orgulho, caso o tivesse criado ao seu lado, acompanhando seu passo a passo cotidiano, vendo os dentes de leite crescer, acolhendo-o em suas dificuldades na escola ou nas decepções com a primeira namorada. O orgulho dela, estranhamente, se redobrava, potencializado seu amor materno em decorrência do afastamentos precoce.
Imiscuída entre convidados desconhecidos, peixe fora d’água entre as finezas tão alheias a ela, ao longe averiguava o calor da mãe adotiva, o olhar igualmente contente por suas conquistas, a expressão feliz de quem cumpriu perfeitamente a tarefa na condução do filho ao longo da vida, guiando-o pelos caminhos obscuros até ele atingir certo grau de maturidade, no qual soltou sua mão para trilhar sozinho os seus passos. Embarcava de gaiata entre comensais com suas taças de espumante e garçons com acepipes nomeados por palavras nunca antes ouvidas — o mundo no qual seu menino embarcava.
Aquela mãe substituta não a incomodava, não provocava inveja nem nenhum reação negativa. Não lançava sobre ela ranhuras de alma em busca de cicatrização pelo embate violento ou pela injúria, comedida em sua simplicidade honrada. Pelo contrário, comparava-se a ela e nela enxergou as competências não presentes em si mesma, a segurança, a estabilidade material e emocional, a dedicação paciente. Delegou-a a função com propriedade: suas características a tornavam uma mãe bem mais eficiente. E abdicou de suas atribuições sem prejuízo.
Ao longo da vida, testemunhou alguns momentos do rapaz, perdida entre os muitos observadores, mais uma na multidão sem nenhum valor especial perante ele. Quando levou a medalha de ouro no judô, lá ela mordia os próprios dedos em nervosismo. Quando saiu a aprovação no vestibular, ela se estabanou com o celular na mão querendo acessar o resultado online e naquela noite se ajoelhou diante da Virgem agradecendo por concretizar suas preces. E, agora, presenciava o rompimento maior, apenas esperando vê-lo mais e mais realizado futuramente.
Em outras mulheres na sua situação, os sentimentos tenderiam a um pêndulo. A maioria se arrependeria de suas escolhas passadas e se ajoelharia diante do filho pedindo perdão pelo abandono, recebendo sua cara trunfada como resposta, revertendo alguma mácula de indesejado remoída intimamente. A minoria abortaria afetivamente a criança, rompendo-a de sua memória, lançado o embrião intangível na privada para depois dar descarga.
Já ela enchia o peito pela congruência do destino. Lançou suas fichas há pouco mais de duas décadas e agora recebia o prêmio por sua aposta. Não se lamentava, tampouco esquecia. Mantinha acesa a chama de seu afeto materno, alimentada cotidianamente pela memórias e pela esperança. A mãe adotiva o abraçava e ela sabia de seu merecimento em cada pequeno alento. Saía dali com uma forte sensação de dever cumprido, agora que finalmente soltava a mão de seu filho.
Aos motivos já expostos aqui para anunciar a estreia do escritor capixaba Fabio Bottrel, pouco ou nada resta a acrescentar a este anúncio do escritor e jornalista itaperunense Guilherme Carvalhal como novo colaborador do blog. Amanhã (07/04), ele inicia sua participação quinzenal neste “Opiniões” — quinta sim, quinta não. Em quarta de véspera, fiquemos com o prólogo da sua carta de intenções:

Após sete anos afastado da Folha da Manhã, recebo o convite do Aluysio Abreu Barbosa para colaborar quinzenalmente em seu blog. No período em que atuei no jornal, passei pelas editoriais de Cultura e Geral (Folha Dois), mas essa nova colaboração se dá em um gênero diferente de texto, através da ficção.
Do trabalho jornalístico iniciado pouco após minha graduação (formei-me em Jornalismo na cidade de Itaperuna em dezembro de 2006 e comecei a trabalhar no referido jornal em novembro de 2007), aos poucos comecei a enveredar pelo ramo que me levou a optar pela opção dessa carreira, que é trabalhar com ficção. Nesse ínterim, foram cinco romances publicados, sendo o quinto — Conversa de Pedra — o trabalho mais atual e no qual estou envolvido na divulgação.
O passar dos tempos leva por caminhos diferenciados. Se em 2007 ingressei para iniciar minha carreira no jornalismo, em 2009 saí e retornei a Itaperuna com planos para tentar mestrado. Da tentativa não sucedida vieram outras oportunidades de trabalho, como na área de comunicação empresarial. Soma-se a isso uma segunda graduação, dessa vez em Administração, e uma tentativa mais positiva de conseguir ingressar no mestrado, abortada pelo agravamento de um problema de saúde (já devidamente controlado).
Trabalhar com ficção iniciou-se em 2011, por autopublicação. A travessia até se conseguir uma voz própria é demorada e complexa. Esse trabalho atual, Conversa de Pedra, é o mais sólido e maduro até agora, fruto de muito tempo de esforço e dedicação.
Para esse espaço, estarei apresentando contos de ficção, fruto de vivências e da tentativa por buscar uma voz própria. Explicar a proposta é algo contraproducente por natureza, tendo em vista que o objetivo da literatura é ser sua própria voz, independente de explicação. Então, deixo meu agradecimento pelo convite e a expectativa de agradar aos leitores.
Depois de cinco mandatos de deputado estadual, os três últimos consecutivos, João Peixoto (PSDC) disse ter sido cobrado pelos eleitores para se lançar à Prefeitura de Campos. Pela trajetória, diz não poder ser vice na chapa de ninguém, a não ser do ex-prefeito Arnaldo Vianna (PEN), que mais uma vez se vê diante da impossibilidade jurídica. Peixoto criticou a desunião de uma oposição fatiada em muitas pré-candidaturas: “inclusive a minha”.

Pré-candidatura – Já tive todos esses mandatos de deputado estadual (1994, 98, 2006, 2010 e 2014). Aí, meus eleitores me cobram por que eu não venho candidato a prefeito de Campos. Resolvi, então, me lançar. Tem gente que fala que eu digo que vou ser candidato e depois desisto, mas nunca me lancei pré-candidato a prefeito. Pode ver nos arquivos dos jornais e das rádios. Agora, eu tenho um incentivo muito grande do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), que me falou que seria a minha vez.
Oposição – Vejo hoje a oposição muito desunida, com muitas pré-candidaturas, inclusive a minha. Agora, eu sou pré-candidato pela minha trajetória, não porque quero ser candidato. Eu nunca tive a oportunidade de ser candidato, e a oportunidade é esta.Se houver uma união da oposição, essa Prefeitura cairá em seu colo. Mas se permanecer desunida, vejo muito dificuldade para a oposição pegar essa Prefeitura. As pesquisas apontam que só três, em cada 10 campistas, votam no governo. Mas se saírem, por exemplo, sete candidatos, pode ser que cada um fique com 1%. E um não ganha de três.
Fogueira das vaidades – Vejo que existe. Para mim, é vaidade, sim: cada um querendo ser candidato. E não é a hora de vaidades. Em mim, não existe vaidade, existe realidade. Não posso, com todos esses mandatos (cinco para deputado estadual) ser vice de outro candidato. A não ser de Arnaldo Vianna (PEN). A oposição tem que calçar as sandálias da humildade. Estou aí, para sentar com qualquer um que estiver em busca de diálogo. Quem sabe se, com diálogo, a gente não chega a um denominador comum? Ainda há tempo.
Governo Rosinha – Vejo muita reclamação do governo nas ruas. A arrecadação diminuiu muito, as pessoas não entendem e são inúmeras as reclamações. Além disso o governo se abriu muito, em muitas frentes de obra. Aí, na hora da perda, da dificuldade, o que se vê são esse bando de obras inacabadas e o povo cobrando por mudanças. É por isso que eu me lancei como alternativa.
Dicção – Vou aos debates normalmente. Se fosse para debater coisas jurídicas, eu poderia até debater, mas não é o meu forte, porque não sou advogado. Mas é uma certeza que, sobre cada assunto do município, eu vou me calçar com as pessoas que entendem. Não vejo problema nenhum nisso, muito ao contrário. Quando eu fui assumir a secretaria (municipal) de Agricultura (no governo Arnaldo, em 2003), eu substituí um engenheiro agrônomo. E me lembro que num comício de (Carlos Alberto) Campista a prefeito, ele chegou a dizer num comício que eu fui o melhor secretário de Agricultura da história de Campos. Tanto que fiquei no cargo nos governos seguintes, tanto de Campista, quanto de (Alexandre) Mocaiber. Um bom gestor não é necessariamente o melhor numa área, mas aquele que sabe se cercar dos melhores.
Vice – Eu e Rogério (Matoso) não chegamos a formalizar um acordo, tivemos apenas uma conversa. E foi quando ele ainda estava no PMB. Aí, eu peguei o Pros, Albertinho (vereador, ex-Pros) pegou o PMB e Rogério foi para o PPL de Henriques, que ninguém sabe se está no governo ou voltou mais uma vez à oposição.
Nominata – Nossa nominata é muito boa. Acredito que nós, do PSDC e Pros, vamos fazer cinco vereadores. Dois com mandato, nós já temos: José Carlos e Dayvison. Temos também ex-vereadores, como Alciones Rio Preto, Marcos Alexandre e Dr. Admardo. Também temos o presidente do Pros, o Robinho Pitangueira, que é suplente de deputado estadual. E temos outros que ainda não foram testados e vão surpreender.

Publicado hoje (05/04) na Folha da Manhã