“Chequinho”: pedidas prisões de Miguelito, Ozéias, Ana Alice e Gisele

 

 

 

“Chequinho”: novos pedidos de prisão

Os ex-vereadores Miguelito (PSL) e Ozéias (PSDB), a ex-secretária municipal de Desenvolvimento e Ação Social Ana Alice Ribeiro e a ex-coordenadora do Cheque Cidadão Gisele Koch Soares tiveram seus mandados de prisão pedidos desde o início da noite da última sexta-feira (31) pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) de Campos. Os quatro já foram presos no decorrer da operação “Chequinho”, da Polícia Federal (PF), sobre as denúncias da troca de Cheque Cidadão por voto, num “escandaloso esquema” que teria sido liderado pelo ex-governador Anthony Garotinho (PR), durante nas eleições municipais de Campos em 2016.

 

Decisão a qualquer momento

Os novos pedidos de prisão foram possíveis depois que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) julgou e negou o mérito dos pedidos de habeas corpus dos quatro denunciados. Liminarmente (sem análise do mérito), a soltura dos quatro havia sido antes concedida pela ministra Luciana Lóssio, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que se tornou conhecida dos campistas pelas decisões favoráveis aos rosáceos. Agora, os novos pedidos de prisão serão analisados e julgados pelo juízo da 100ª Zona Eleitoral de Campos. A decisão pode acontecer a qualquer momento.

 

Ampla CPI

Na última sessão da Câmara de Campos, o vereador Marcão Gomes (Rede), presidente da Casa, propôs a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com intuito de averiguar e repatriar o que, segundo ele, “foi roubado da Prefeitura”. Se houver boa vontade em fazer uma CPI como essa sair do papel, não será difícil conseguir o número suficiente de assinaturas. Pelo discurso do parlamentar, o trabalho vai além, sem esquecer dos contratos firmados com a Odebrecht. Como divulgado pela mídia, após vazamento de documentos e delações, a empresa envolvida na Lava Jato teria feito doações irregulares ao clã Garotinho.

 

Rio pós-delações

O que vai sobrar da política fluminense quando todas as delações vierem à tona? Tem o conteúdo total da colaboração de Jonas Lopes de Carvalho, as supostas tratativas de Sérgio Cabral (PMDB) e Eike Batista, ambos presos, e a dos executivos da Odebrecht, ainda em sigilo. O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), deve levantar o sigilo neste mês. Parte da delação de Jonas já chegou ao conhecimento da imprensa, além de levar para a cadeia cinco conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Sabem-se lá os efeitos do que pode ser delatado por Eike e Cabral.

 

Auditorias em Campos

Caso não seja prorrogado, o prazo para minuciosa auditoria na Prefeitura de Campos, determinado pelo prefeito Rafael Diniz (PPS) na primeira publicação oficial de sua gestão, já terminou. O relatório daquilo que foi encontrado e as medidas que serão adotadas a partir dele devem ser anunciados em breve. Os dados preliminares, como os apresentados pelo secretário Felipe Quintanilha, de Transparência e Controle, na Câmara, não são nada animadores. Por mês, afirmou Quintanilha, são R$ 95 milhões de receita e R$ 142 milhões de despesa.

 

100 dias

A próxima segunda-feira marca os 100 dias do atual governo. O momento é oportuno para mostrar o que já foi possível economizar, bem como as medidas de corte necessárias, já que a arrecadação atual não é suficiente para suprir os custos da máquina pública. O prefeito criou uma comissão que deveria apresentar uma proposta de reforma administrativa, que implique em diminuição de gastos e garanta máxima efetividade dos serviços prestados.

 

Com a colaboração do jornalista Arnaldo Neto

 

Publicado hoje (03) na Folha da Manhã

 

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Este post tem 4 comentários

  1. Francisco

    Todos tem que ser punidos, só acho que estão pegando os sairus e deixando os robalos de fora.

  2. Antonio Bernardes

    A próxima segunda-feira marca os 100 dias do atual governo. O momento é oportuno para mostrar o que já foi possível economizar, bem como as medidas de corte necessárias, já que a arrecadação atual não é suficiente para suprir os custos da máquina pública. O prefeito criou uma comissão que deveria apresentar uma proposta de reforma administrativa, que implique em diminuição de gastos e garanta máxima efetividade dos serviços prestados.

    A diminuição de gastos deveriam no minimo passar pela redução de DAS!!!! Não é possivel aceitar uma prefeitura com aproximadamente 20.000 agregados, entre funcionários e os chamados exércitos de ex-entregadores de santinhos no período eleitoral, e hoje aos cuidados de órgãos inoperantes!!!

  3. souza

    Bom dia,

    Srs. sugiro uma matéria sobre a rede municipal de ensino, já estamos em abril e as escolas se que receberam material escolar

  4. Carlos Heitorc

    De todos envolvidos, desculpe, a sinceridade, fico com pena do Miguelhito, chegou a Camara por suas próprias pernas, não sabemos porque se envolveu com pilantras da politica!!!!

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