PoderData: 2º turno com vitória de Lula sobre Bolsonaro

 

(Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

A vantagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o presidente Jair Bolsonaro (PL) na corrida pelas urnas de 2 de outubro, daqui a exatos 74 dias, hoje é de 6 pontos. É o que registou a nova pesquisa PoderData, feita entre 17 e 19 de julho e divulgada hoje (20). Na consulta estimulada, Lula lidera com 43% de intenções de voto, contra 37% de Bolsonaro. Atrás, vêm o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), com 6%; a senadora Simone Tebet (MDB), com 3%; o deputado federal André Janones (Avante), com 2%; e o influenciador virtual Pablo Marçal (Pros), com 1%. No segundo turno de 30 de outubro, o petista bateria o capitão por 51% a 38%.

Após as pesquisas de maio e junho projetarem a vitória de Lula ainda no primeiro turno, a PoderData de hoje é a quarta pesquisa deste mês de julho a indicar o segundo turno presidencial. A Genial/Quaest, feita entre 29 de junho e 2 de julho; a PoderData anterior, feita entre 3 e 5 de julho; e a BTG/FSB, feita entre 8 e 10 de julho; também projetaram o segundo turno com vitória de Lula. Mas, ainda que dentro da margem de erro, a tendência de queda do petista, assim como de recuperação do capitão, apareceu em todas elas. Comparando as duas PoderData de julho, Lula caiu de 44% a 43% nas intenções de votos na consulta estimulada, enquanto Bolsonaro cresceu de 36% a 37%. A margem de erro nas duas é de 2 pontos para mais ou menos.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

William Passos, geógrafo com especialização doutoral em Estatísticas do Setor Público, da População e do Território na Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence) do IBGE

— A 74 dias das eleições, a distância entre os dois principais antagonistas da corrida presidencial caiu para 6 pontos: 43% a Lula e 37% a Bolsonaro, segundo a pesquisa PoderData divulgada hoje. Na pesquisa anterior, divulgada em 7 de julho, a diferença era de 8 pontos: 44% a Lula e 36% a Bolsonaro. Mesmo dentro da margem de erro, a distância de Bolsonaro diminui para Lula, apontando para um desfecho em segundo turno. E, na simulação do segundo turno, Lula oscilou 1 ponto para cima em relação à pesquisa anterior, de 15 dias atrás, alcançando 51%, enquanto Bolsonaro repetiu os 38% da rodada anterior — analisou o geógrafo William Passos, com especialização doutoral em Estatísticas do Setor Público, da População e do Território na Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence) do IBGE.

O PoderData ouviu 3 mil pessoas na pesquisa divulgada hoje, com entrevistas aos eleitores por telefone. Onde é mais difícil consultar o eleitor mais pobre, com o qual Lula tem sua maior vantagem sobre Bolsonaro, como ressalva o Agregador de Pesquisas do jornal Estadão. Nele, na média entre as últimas pesquisas presidenciais de 14 institutos do país, Lula tem hoje 45% contra 31% de Bolsonaro — 14 pontos de vantagem, mais que o dobro da PoderData. Como ela, a BTG/Pactual também é feita pelo telefone. Diferente da Genial/Quaest e da Datafolha, que adotam a metodologia mais confiável das entrevistas presenciais.

 

(Infográfico: Estadão)

 

— Lula tem melhor desempenho entre mulheres (46%), jovens de 16 a 24 anos (52%) e em famílias que ganham até 2 salários mínimos (50%). Já Bolsonaro pontua melhor entre homens (43%), eleitores de 45 a 59 anos (43%) e nas famílias com renda de 2 a 5 salários (48%) e com 5 salários ou mais (47%) — estratificou William os dados da PoderData entre gênero, idade e renda, confirmando a maior vantagem de Lula entre os pobres.

— No Sudeste, maior colégio eleitoral regional, Lula e Bolsonaro têm o mesmo desempenho que no eleitorado em geral: 43% a 37%. No Sul, Bolsonaro supera Lula por larga vantagem: 48% a 28%. No Centro-Oeste, os dois empatam tecnicamente, considerando a margem de erro regional de 6,9% para cima ou para baixo: 41% a Bolsonaro e 36% a Lula 36%. No Norte, com margem de erro regional de 6,4%, Bolsonaro alcança 50%, contra 44% de Lula. E no Nordeste, Lula segue com larga vantagem, a exemplo das rodadas anteriores: 52% contra 27% de Bolsonaro — finalizou o geógrafo com especialização doutoral em estatística pelo IBGE, com a geografia do voto pela Poder Data.

 

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