
Antes que se inicie o Flamengo e Juventude às 21h30, pelo Brasileirão, considero Bruno Henrique um ídolo rubro-negro. Não só do time treinado por Jorge Jesus, que revolucionou o futebol brasileiro e das Américas em 2019. Mas desde que Zico (até 1990) e Júnior (até 1993) ainda jogavam pelo time da Gávea.
Não como jogador, mas como ídolo, aquele em que o torcedor mais precisa nos jogos grandes e quase nunca deixa de entregar, BH está no panteão rubro-negro. Acima de Romário, Sávio, Adriano, Petković e Gabigol. Este, hoje, reserva no Cruzeiro que o recebeu do Flamengo a peso de ouro.
Isso posto, não dá para ignorar que BH foi indiciado pela Polícia Federal por ter forçado um cartão amarelo contra o Santos, em jogo pelo Brasileirão de 2023, para beneficiar apostadores. Entre eles, o irmão, a cunhada e uma prima. O que parece evidenciado, a partir de celulares apreendidos pela PF, em mensagens trocadas entre o atacante e outros investigados.
Vários nomes de peso da crônica esportiva brasileira já condenaram BH. Não o farei.
Diante das evidências contra um jogador de origem humilde e egresso da várzea, que tão bem simboliza a vida entre o céu e o inferno de ídolos do futebol vindos do nada e o câncer das Bets no país, sinto por BH o mesmo que senti — sem comparar a qualidade do jogador — por Zidane após uma cabeçada no peito de Materazzi, na final da Copa do Mundo de 2006.