
Apreensão e objetivo de Castro
Aliado de Bacellar, até que este exonerou (confira aqui) o ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis (MDB) da secretaria estadual de Transportes em 3 de julho, o próprio governador Cláudio Castro (PL) receia o que pode estar nos celulares apreendidos. Pré-candidato a senador bem cotado nas pesquisas, para se candidatar, teria que se desligar do governo do RJ até 4 de abril.
Miccione como governador-tampão?
Como o blog noticiou na última terça (7), Castro quer (confira aqui) fazer seu secretário da Casa Civil, Nicola Miccione (PL), governador-tampão até 2027. Mas tem algumas pedras no meio do caminho.
Vacância na sucessão
Thiago Pampolha (MDB) deixou o cargo de vice-governador para ir (confira aqui) ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), em 19 de abril, como o blog detalhou (confira aqui) 10 dias antes. Em dezembro, com o afastamento de Bacellar da presidência da Alerj, quem a assumiu foi o deputado Guilherme Delaroli (PL). Mas, por ser interino, ele está fora da linha de sucessão a governador.
Força com e sem a cadeira
Quem assumiria com a renúncia de Castro seria (confira aqui) o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), desembargador Ribeiro de Castro. Que teria até 30 dias para realizar a eleição indireta a governador na Alerj. Para eleger Miccione, a força de Castro durará enquanto ele estiver na cadeira de governador. Trinta dias depois, essa força é da Alerj.
Publicado hoje na Folha da Manhã.
