
Histórias de Garotinho sob casuarinas
Há muitas histórias sob as casuarianas de Chapéu de Sol. Algumas foram contadas pelo ex-governador Anthony Garotinho (REP) na manhã do último domingo (1º), sobre a política de Campos, RJ e Brasil, neste início do ano eleitoral de 2026. Que estão na entrevista (confira aqui) publicada segunda (2), no blog Opiniões, e republicada hoje, na página 2 da edição da Folha da Manhã.
“Quem Rosinha apoiaria a federal?”
A possibilidade de pai e filho disputarem os mesmos votos pelo mesmo cargo de deputado federal em outubro foi, sem dúvida, a pauta que gerou (confira aqui) maior interesse. Por trazer complexidades públicas que só deveriam pertencer ao particular da família. E foi sintetizada por Garotinho: “Rosinha apoiaria quem: o marido ou o filho?”.
Wladimir vice de Paes?
Quatro dias antes da entrevista de Garotinho, a coluna revelou (confira aqui) na quarta (28): “Por mais que (Wladimir, PP) goste de ser prefeito da sua cidade, hoje, o mais provável é que saia para se candidatar a deputado federal. A possibilidade de ser vice na chapa do prefeito carioca Eduardo Paes (PSD) a governador, se não descartada, parece menos provável.”
Vice de Paes? “Hoje, não existe”
Quatro dias depois, Garotinho disse sob as casuarianas de Chapéu de Sol no domingo: “Por que Paes (PSD), sem ter mais (o campista Rodrigo) Bacellar (União, presidente afastado da Alerj) na disputa a governador, precisa de Wladimir como vice? Isso, hoje, não existe”.
Alternativa a senador
Garotinho deixou aberta a possibilidade de se lançar a senador pelo Republicanos: “Se eu concorresse a senador, poderia ser uma forma de evitar o confronto direto com Wladimir”. Mas, noves fora a questão familiar, a pergunta pragmática talvez devesse ser: se os dois vierem a deputado federal, um não atrapalharia a eleição do outro?

Eleitores para Garotinho e Wladimir?
“A questão da concorrência com o filho é realismo. De fato, sabendo do tamanho do eleitorado que pode votar em alguém da grife Garotinho, podemos projetar que não haveria eleitores suficientes para eleger dois deputados federais”, analisou o cientista político George Gomes Coutinho, professor da UFF-Campos.

Indagado sobre o paralelo goitacá com a tragédia clássica “Édipo Rei”, do grego Sófocles, que narra a disputa entre o pai Laio e o filho Édipo pelo trono de Tebas, George ponderou: “Garotinho se apresentou como o dono do clã. Novamente elegível, retoma espaço e capital eleitoral. Aí, na referência literária, Laio, quem diria, resolveu intimidar Édipo.”
Publicado hoje na Folha da Manhã.