
Futuro repetirá passado?
Outro ponto que chamou atenção na entrevista (confira aqui) foi Garotinho usar o exemplo de rupturas com aliados que fez prefeitos de Campos no passado, Sérgio Mendes e Arnaldo Vianna, como analogia ao futuro da aliança entre Wladimir e seu vice, Frederico Paes (MDB). Que assumiria assim que o titular renunciasse até 4 de abril.
Exemplos de Sérgio e Arnaldo
“Foi assim comigo (após ser prefeito de Campos pela 1ª vez, entre 1989 e 1992) e Sérgio Mendes (prefeito entre 1993 e 1996). Foi assim comigo (após ser prefeito pela 2ª vez, entre 1997 e 1998, quando saiu para se candidatar e se eleger governador) e Arnaldo Vianna (vice que assumiu como prefeito em 1998)”, relembrou Garotinho.

Contrário ao interesse público?
“Na entrevista, Garotinho chamou a atenção no que diz da sua experiência com vice-prefeitos, em seus dois mandatos em Campos. O termo ‘traição’ não foi usado. Mas a autonomização dos vices diante dos chefes é vista como ‘desvio pessoal’ contrário ao interesse público”, observou o cientista político Hamilton Garcia, professor da Uenf.
Morde e assopra
“O problema acontece quando as pessoas colocam os problemas pessoais acima dos públicos, e buscarão semear discórdia junto a Frederico, como ocorreu com Sérgio e Arnaldo”, projetou o ex-governador. Que, no entanto, elogiou o atual vice do filho, com quem disse ter conversado recentemente por três horas: “É excepcional como pessoa”.
Grupo político
Sem esconder que preferia que Wladimir concluísse o mandato de prefeito, Garotinho ressalvou sobre o possível governo Frederico: “Sem ter grupo um político próprio, não adianta. Ele é administrador de sucesso no setor privado, foi no Hospital Plantadores e é na usina Coagro. Mas, para gestão pública, tem que ter grupo político.”

Frederico reafirma grupo e líder
Na reunião de Wladimir com o secretariado e vereadores na manhã de segunda, uma fala de Frederico (confira aqui) dizendo que não aceitaria pressão gerou muitas interpretações. Em vídeo à tarde, o vice esclareceu: “Nós temos um grupo político e eu pertenço a esse grupo. Do qual Wladimir seguirá como líder, independentemente de qualquer posição.”
Publicado hoje na Folha da Manhã.