O vereador Nildo Cardoso foi entrevistado agora há pouco no programa Folha no Ar pelo jornalista Rodrigo Gonçalves. Nildo confirmou conversa com o deputado federal Anthony Garotinho, disse que deixou a presidência do PMDB em Campos, mas garante que está caminhando de maneira independente.
PMDB — Muito me orgulha estar no PMDB, um partido que tem história e merece ser respeitado.
Candidatura a deputado — Ninguém pode ser candidato sem uma estrutura. Quero ver quem pode dizer que já recebi qq coisa do PMDB, que tenho qualquer cargo. Pelo contrário, há vereadores que tem uma perna na Prefeitura e outra no governo estadual. As minhas duas estão junto com o povo.
Reunião com Garotinho — Encontrei com o deputado Garotinho no corredor do Congresso e falei com ele a respeito da situação de uma emenda no projeto sobre mineração que, se aprovado como está, trará prejuízos à Baixada. No mesmo dia, tive encontro com o deputado Adrian e o líder do PMDB, Eduardo Cunha sobre o mesmo assunto.
Presidência — Desde junho a provisória do PMDB em Campos não foi renovada e deixei a presidência do partido
Como tem sogra rica que é cega, para ampliar o repertório de um conhecido e profundo admirador local de cantor baiano, o blog ecoa a pedidos, no dia do homem, um também conhecido sucesso do matogrossense Ney…
Quem também se pronunciou sobre a polêmica da suposta censura à peça “Bonitinha, mas Ordinária”, de Nelson Rodrigues (1912/80), por alegados motivos pessoais e religiosos da prefeita Rosinha (conheça o caso aqui e aqui), denunciada aqui e aqui na mídia nacional, por integrantes do grupo teatral carioca “Oito de Paus”, que encenaria o texto no Trianon, em 10 de agosto, foi o professor, crítico de cinema e poeta Gustavo Soffiati. Aqui, na democracia irrefreável das redes sociais, o professor de História, que conheci nos festivais de poesia nos anos 1990, fez uma interessante analogia histórica para propor ao casal, que governa a cidade há 25 anos, a mesma atitude que os lançou na vida pública, mais de 30 anos atrás. Na década de 80 do século passado, quando eram mais ligados ao “Teatro do Invisível”, do Augusto Boal (1931/2009), do que à leitura fundamentalista da Bíblia, os dois lideraram o grupo que literalmente meteu o pé na porta e ocupou o Teatro de Bolso (nosso Trianon da época), para devolvê-lo a quem de fato pertencia, como ainda pertencem todos os demais teatros de Campos e deste planetinha azul e girante: aos artistas!
Gustavo Soffiati, professor, poeta e crítico de cinema
GAROTINHO, ROSINHA: VAMOS ENTRAR COM O PÉ NA PORTA DO TRIANON?
Corro o risco de perder o slogan, sobretudo, se eu não puder participar da próxima manifestação de rua em Campos (como não pude das anteriores, por estar trabalhando), mas fica a dica para quem quiser usá-lo, considerando que:
1 – No final do regime militar estabelecido no Brasil pelo golpe de 1964, o casal integrou um movimento ao qual alude o slogan, entrando com o pé na porta do Teatro de Bolso, para entregá-lo/devolvê-lo aos artistas da cidade;
2 – Julgando encarnar os ideais “nacionais” (embora não os municipais) que motivaram protestos em todo o país, Garotinho estranhou não ter sido convidado para figurar entre os participantes (ilustres, é claro) do primeiro que ocorreu na planície goitacá;
3 – A construção do novo Trianon foi impulsionada pela necessidade de erigir um teatro que, de algum modo, reparasse a criminosa demolição do antigo, para dar lugar a uma agência bancária, durante o segundo mandato de Zezé Barbosa (1973-1976), principal alvo do Garotinho candidato a prefeito de Campos pela primeira vez (em 1988), por personificar o ex-sub-delegado de Guarus, nos discursos do escolhido pelo “Muda Campos”, o coronelismo e uma oligarquia vinculada à agroindústria canavieira de nosso município;
4 – O Trianon de hoje (de hoje mesmo, quando lá se reúnem os componentes da oligarquia que sucedeu a liderada por Zezé Barbosa) representa, de certa maneira, o Teatro de Bolso de outrora, que precisou ser invadido (ops, ocupado) pelos artistas, havendo nos cancelamentos de eventos previstos para a casa de cultura da rua do Ouvidor mais mistérios do que pode supor nossa vã filosofia.
Ainda sobre a polêmica da denúncia de censura à peça “Bonitinha, mas ordinária”, de Nelson Rodrigues, por conta de alegados motivos de ordem pessoal e religiosa da prefeita Rosinha (conheça o caso aqui e aqui), denunciado em mídia nacional aqui e aqui pelos integrantes do grupo teatral carioca “Oito de Paus”, que encenaria a peça no Trianon em 10 de agosto, o professor, poeta e dramaturgo Adriano Moura voltou à carga aqui, na democracia irrefreável das redes sociais. A ele, o blog pede a licença devida para reproduzir abaixo seu novo texto sobre o caso…
Não tenho nada contra religiosos, mas deveria ser assim: eles em suas igrejas e praças e festas; lendo seus textos, fazendo suas orações e praticando suas obras sem serem incomodados. Os que, como eu, não têm religião também: em suas praças, igrejas (teatros, cinemas, casas de cultura, bares, etc.) e festas produzindo suas obras também sem serem incomodados. Nunca vi artista querendo impor regras a religiosos. Por que “caralho d’água” religiosos tentam impor regras aos artistas. Eles deviam saber que “Deus só descansou no sétimo dia, depois de fazer poesia”, e que a terra está longe de ser um poema sacro ou gospel. Ah! O palavrão é licença poética de internauta. Isso aqui não é uma sala de aula, mas uma Babel.
Denis Lerrer Rosenfield, professor do Filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
O marciano, o Brasil e Aristóteles
Por Denis Lerrer Rosenfield
Um marciano desembarcou no Planeta Terra e, desta vez, optou por conhecer o Brasil. Há muito tempo atrás, antepassados seus, tinham visitado a Grécia clássica. Lá tomaram conhecimento da filosofia de Aristóteles que os apaixonou. Levaram, inclusive, os manuscritos mais elaborados para seu planeta, deixando para os terráqueos o duro trabalho de edição de suas obras por séculos a fio.
Particularmente, tinham sido atraídos pelo princípio de não contradição, que passou a ser ensinado em todas as escolas. Mais especificamente, qualquer político deveria fazer provas duríssimas, aplicando esse princípio aos assuntos públicos. Afinal, tratava-se de algo maior: a prevalência do bem comum.
Nosso amigo marciano ficou, então, surpreso com o que estava ocorrendo em nosso país, pois tudo o que via percebia como uma infração às regras mais elementares da lógica e, neste sentido, de como entendia a política. Nas manifestações da última quinta feira, anunciada como “greve geral” ou como “dia nacional de lutas”, ele não conseguia compreender o que bem podia significar uma “greve” de movimentos sociais “organizados”, como CUT e MST, aparelhados pelo PT e financiados pelos governos petistas, contra o próprio governo petista. Traduzindo em miúdos, isto significa uma “greve” do PT contra o PT. O princípio de não contradição estaria sendo infringido!
Como podia acontecer que, no décimo terceiro ano de um governo petista, o PT se sentisse tão incomodado com o seu próprio governo. Cansado de si mesmo? Desorientado consigo? O que diriam, então, os cidadãos confrontados com tal confusão? Como pode alguém fazer oposição a si mesmo?
Ficou particularmente intrigado com uma expressão de muito uso no governo do ex-presidente Lula e posta à prova no da presidente Dilma. Trata-se de uma tal de “herança maldita”. Não conseguia bem perceber o que significava. Em sua formação intelectual, além de Aristóteles, tinha lido muito Descartes, quando de outra incursão de seus antepassados ao Planeta Terra. Tinha aprendido com o filósofo francês um critério de verdade baseado na clareza e distinção das ideias. Lógico como era, tratou de aplicar esse critério à expressão “herança maldita”.
Ora, qual não foi a sua estupefação ao constatar que o que o ex-presidente Lula considerava como herança “maldita” de seu antecessor tinha sido “bendita”, assegurando-lhe o êxito de seu primeiro mandato. Ficou sabendo que o primeiro governo petista tinha mantido as linhas básicas de sua política econômica e, mesmo, social. Tinha tucanado. A lógica do governo teria sido uma, a retórica outra. Ou seja, fazia uma coisa e dizia outra. Não há princípio de não contradição que resista, além do problema de ordem propriamente moral de não reconhecimento.
Perseguindo ainda a clareza e a distinção das ideias, terminou por compadecer-se com a presidente Dilma, pois ela se encontrou em uma sinuca de bico. Do ponto de vista moral, teve uma atitude digna ao qualificar a herança de seu antecessor como “bendita”, quando, na verdade, ela é “maldita”. Está agora recolhendo os seus frutos que crescem nas ruas em manifestações autônomas. O seu discurso está, neste sentido, impregnado de contradições, apesar de ter, no início de seu mandato, mantido a coerência ao ter reconhecido o legado do ex-presidente Fernando Henrique. Aliás, de sua própria iniciativa, fez uma “faxina ética”, tendo depois recuado ao seguir novamente o seu antecessor.
Contudo, os dilemas de nosso marciano não pararam por aí. Seus princípios e critérios não cessavam de ser postos à prova — e que provação! Não conseguia entender o que o governo e o PT entendiam por “movimentos sociais” quando confrontou duas manifestações, a monstro de duas semanas atrás e a esquálida desta última quinta, tendo sido esta uma caricatura daquela.
Ele próprio, apenas poucas décadas atrás, tinha entrado em contato com outro grego, naturalizado francês, de nome Cornelius Castoriadis. Em privado, era chamado Corneille, porém isso também o confundia por lembrar o célebre dramaturgo francês. O problema, porém, não era esse. O que estava em questão era a distinção feita por esse filósofo entre “autonomia” e “heteronomia”.
Autonomia designava movimentos populares autônomos, genuínos, que brotavam da sociedade por ela mesma, lutando contra governos que os oprimiam ou não atendiam às suas reinvindicações. Heteronomia, por sua vez, significava movimentos controlados por aparatos partidários e burocráticos, de uso corrente na esquerda, cujo objetivo consistia precisamente em substituir e aniquilar uma manifestação independente da sociedade civil.
Ora, as manifestações de duas semanas atrás se caracterizaram, precisamente, por serem autônomas, nascidas do próprio seio da sociedade civil, ultrapassando qualquer “aparelho” que tenha procurado controlá-las. Foi um espetáculo de liberdade. Uma expressão da mais legítima indignação com distintos governos de diferentes partidos, sejam eles do PT, PMDB ou PSDB, tanto no nível federal, quanto estadual e municipal.
Em uma manobra de grande inabilidade, o governo federal e o PT, em vez de procurarem atender a uma indignação generalizada dos cidadãos brasileiros, partiram para a cooptação e a burocratização de movimentos autônomos. Colocaram em pauta a heteronomia. Sindicatos financiados com recursos públicos e movimentos sociais organizados como o MST, também financiados pelo governo, usurparam a bandeira da liberdade e da moralidade. O resultado foi um fiasco total. Ruas comparativamente vazias, burocratização das marchas, uniformização dos discursos e indignação fingida.
A presidente, com humildade, deveria ter reconhecido desde o início os seus erros e os de seu antecessor, resgatando o princípio de não contradição e a clareza e a distinção de ideias. Poderia ter aberto um novo caminho. Nosso amigo marciano, por sua vez, confuso, preferiu voltar ao seu planeta. Pelo menos lá reina a coerência e a racionalidade.
Manifestação dos artistas de Campos, na última quinta, na praça São Salvador, contra a denúncia de censura a Nelson Rodrigues (foto de Valmir Oliveira)
No final da tarde de hoje, às 18h, os artistas de Campos voltam a se reunir, na segunda mobilização depois da polêmica da denúncia de censura à peça “Bonitinha, mas Ordinária”, de Nelson Rodrigues, que teria sido cancelada sob alegação de razões pessoais e religiosas da prefeita Rosinha (PR), segundo denunciou aqui e aqui, em mídia nacional, os integrantes do grupo teatral carioca “Oito de Paus”, que encenaria o texto no Trianon, em 10 de agosto (relembre o caso aqui e aqui). Se a primeira reunião foi na praça São Salvador, na última quinta, dia 11, que terminou após passeata de protesto até o Trianon, a de hoje será na praça do Liceu. Na pauta, a convocação da Conferência de Cultura do Município, no próximo sábado, dia 20, no Museu Histórico de Campos, marcada na reunião do Conselho de Cultura realizada na manhã do último sábado, dia 13, na primeira reação do governo municipal após a denúncia de censura à obra Nelson. Antes da Conferência, os artistas programam outro protesto, desta vez em frente ao Palácio da Cultura, onde funciona a Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima. A intenção é tentar uma audiência com sua presidente, Patricia Cordeio, que até agora não se pronunciou oficialmente sobre toda a polêmica.
CENSURA A NELSON RODRIGUES: BONITINHA SIM, MAS ORDINÁRIA, NÃO!
ft. Google
Acabei de saber que barraram uma peça do Nelson Rodrigues no Trianon. Se isso é verdade, a situação é pior do que eu imaginava. Mas também, o que esperar de uma cidade governada pelo Antigo Testamento? Teatro lotado pra ver “Kiko: O verdadeiro”. (Adriano Moura, poeta, in Facebook, 09/07/13, às 22h13)
O que dizer de um povo que permitiu que demolissem o Trianon e construíssem uma caixa d’água de vidro? (Vilma Arêas, campista, escritora e Professora Titular da UNICAMP, em entrevista e este articulista)
Coisa feia, gente! Seria cômico se não fosse trágico, chavão muito usado, mas que cabe bem aqui. Estou em Campina Grande (PB), mas não posso deixar de me manifestar ante a censura à peça “Bonitinha, mas ordinária”, do famoso dramaturgo e cronista brasileiro Nelson Rodrigues, gênese do teatro moderno brasileiro, imposta pelo desgoverno de Campos dos Goytacazes. Soube, pelas redes sociais e blogs, ontem à noite, que a Fundação Teatro Municipal Trianon foi extinta e muitas outras coisitas, até ler o blog da Luciana Portinho, que falava da censura à peça do Nelson Rodrigues. Fui para o face e não se falava em outra coisa.
Pensei: Meu Deus, pode isso? Não será castigo para o povo campista, um povo já amaldiçoado por ter a frente do seu governo uma “Cantora Gritante”?
Pode sim. Vejam algumas preciosidades críticas que li no facebook:
1) “Os sete gatinhos”, de Nelson Rodrigues já foi confundida com peça infantil. Agora barram “Bonitinha, mas ordinária”. Quem sabe deixam passar “Álbum de Família” achando que é uma peça Gospel? (Adriano Moura, poeta);
2) “O Trianon Tem Dono? Quando se é dono de algo vc permite ou não. É um teatro particular e eu não sabia.”(Fernando Rossi, Diretor teatral e escritor);
3) “E Valsa N. 6 já foi confundida como peça de debutante, kkkk” (Guilherme Freitas);
4) “De repente ela libera a montagem de ”A mulher sem pecado”. É só falar que é uma homenagem a ela… : D”(ELA se refere à Prefeita de Campos)
Bem, ficaria aqui todo o dia enumerando a revolta dos mais chegados à cultura campista, dos diretores de teatro, produtores culturais entre outros tantos. Já faz tempo que digo que a cultura campista anda desgovernada e capenga. Corre a boca miúda que a Presidente do Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima é totalmente despreparada para dirigir a cultura em Campos dos Goytacazes. Está no cargo por ser uma pessoa ligada à música, ou melhor, a uma banda cujo dono tem um estúdio e tralálálálálá. O fato é que as pessoas já se manifestam: “Sabe pq aconteceu isso? Pq colocarm Patrícia Cordeiro, uma pessoa totalmente despreparada culturalmente para aprovar o que não entende. Kd Orávio de Campos? Será que alguém o consultou? Garanto que não pois esse sabe distinguir um clássico teatral.Cada macaco no seu galho, gente!!!!” (Mario Cesar, em comentário no Blog de Luciana Portinho). Orávio de Campos Soares, ex-secretário de Cultura, tanto faz como tanto fez! E agora? A boca miúda não se cala.
Luciana Portinho, ex-presidente da Fundação Cultural Oswaldo Lima e entusiasta da cultura, atualmente, atuando na área de cultura da Folha, posicionou-se: “Um vexame para Campos e para todo o Brasil . A PMCG, segundo publicado em redes sociais e blogs locais como o de Claudio Andrade, aqui, e em outros da Folha Online como aqui e aqui, suspendeu a apresentação da peça teatral “Bonitinha, mas Ordinária” do renomado teatrólogo Nelson Rodrigues. Iria se apresentar no Teatro Municipal Trianon.Se próximo estávamos de Sucupira, agora caímos nas graças do Feliciano.”
Rodrigo Vahia, integrante do Grupo Teatral Oito de Paus, que encenaria a peça censurada postou: “Liberdade? Que liberdade? De expressão, então… Não costumo postar textos de desabafo por aqui, porque particularmente acho que os problemas de cada um devem ser resolvidos na sua intimidade. Mas o ocorrido está além da minha, ou da intimidade de um grupo de artistas, do qual eu faço parte. Mas de todo um coletivo que acredita na livre troca de informação, produção de ideias e reflexões. Que acredita, mais do que na liberdade de escolha, no direito a escolha. Que acredita na liberdade de expressão. O fato que vou relatar aqui é GRAVE. Não pelo aspecto financeiro ou pelo descomprometimento. Mas pelo coronelismo e pelo cerceamento ao direito individual de liberdade. Além de, grosseiramente falando, ainda termos pessoas despreparadas e imbecis opinando e interferindo sobre políticas culturais, quando na verdade não deveriam nem estar varrendo rua, que é para não ofender os garis. Mas o fato é que o meu grupo de teatro teve a peça “Bonitinha, mas Ordinária” CENSURADA em Campos, pela Fundação Trianon, após a troca da sua presidência que resolveu rever os projetos já contratados. Simplesmente porque a peça de Nelson Rodrigues poderia ofender a prefeita Rosinha Garotinho, que é evangélica. Em pleno século XXI? Roubo, corrupção, lavagem de dinheiro através de ONGs, isso não ofende a atual prefeita, não é… Coitada, ela não deve saber dessas coisas… Ou deve rezar bastante e seu Deus a perdoa. Afinal, dinheiro não falta para pagar a própria redenção. Mas aí já não cabe a ninguém… Já que trata da individualidade dela. A questão é quando a individualidade de um governante interfere nas escolhas referentes ao coletivo. E é na minha opinião, a menos que eu esteja realmente ficando louco, INADMISSÍVEL, uma peça ser censurada porque pode desagradar esse ou aquele político!!! SE ALGUÉM CONCORDA COMIGO, POR FAVOR, COMPARTILHE ESSA MENSAGEM ATÉ QUE ELA CHEGUE À FUNDAÇÃO TRIANON EM CAMPOS. Não porque eu queira fazer a peça lá agora, porque sinceramente perdi a vontade. Mas porque acho digno mostrar também a essas pessoas que não vivemos mais em um regime absolutista e que não se faz política, nem muito menos arte, com a opinião ou aprovação de quem quer que seja. Nem de Deus. Quiçá de uma rosa.”
Pois é. “Um galo sozinho não tece a manhã;/ Ele precisará sempre de outros galos/ De um que apanhe esse grito que ele/ e o lance a outro; de um outro galo/ que apanhe o grito de um galo antes/ e o lance a um outro […] (João Cabral de Melo Neto).
Para não chorar, moral da história: Qual o esporte preferido das cantoras? Lançamento de discos! KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK!
Texto de autoria do Dr. Deneval Siqueira de Azevedo Filho. Professor Associado de Teoria e História Literária. Departamento de Línguas e Letras. Centro de Ciências Humanas e Naturais. Programa de Pós-graduação em Letras – Doutorado e Mestrado em Estudos Literários. Universidade Federal do Espírito Santo.
Neste domingo que se encerra, uma das frases que marcaram a semana, dita pela Viviane Araújo, de 18 anos, que disse ter sido contratada por sindicato ligado à CUT para participar da manifestação da última quinta, dia 11:
“Eu recebi R$ 30 para vir aqui. Eles pagaram nosso transporte e disseram que o dinheiro era para a gente comer aqui”.
Em seu blog (aqui), Gustavo Matheus deixa no ar a possibilidade do vereador Nildo Cardoso (PMDB), líder da bancada de oposição na Câmara de Campos, aderir ao mundo rosáceo. Neste caso, o vereador mais votado da atual legislatura estaria deixando de lado uma promessa que foi feita em seu primeiro discurso no Legislativo (aqui) em fevereiro. “Vou ser oposição até o fim. Se Deus permitir estarei aqui, com esse mesmo posicionamento até o último dia do meu mandato. Pode constar isso em ata”, destacou.
Agora, cinco meses depois, será que Nildo Cardoso continua com a mesma opinião?
Atualização às 15h16: Leia mais sobre assunto aqui, no blog da jornalista Suzy Monteiro.
Excluídas das passeatas de junho, as centrais sindicais e seus penduricalhos (UNE, MST, PT, PCdoB, PDT e etcétera) organizaram o seu próprio ‘Dia Nacional de Luta’. Isso foi ótimo. Ajudou a explicar por que a rapaziada refugou a ‘solidariedade’ da pelegada partidário-sindical. São muitas as diferenças entre os dois movimentos. A principal delas é a forma como os dois grupos se relacionam com os cofres públicos. Um entra com o bolso. Outro usufrui. Vai abaixo uma tentativa de distinguir o novo do antigo:
(Foto de Aguirre Talento/Folha de São Paulo)
A rapaziada é #. A pelegada é $.
A rapaziada é o bolso. A pelegada é imposto sindical.
A rapaziada é coxinha. A pelegada é pastel-de-vento.
A rapaziada é sacolejo. A pelegada é tremelique.
A rapaziada é YouTube. A pelegada é videoteipe.
A rapaziada é Facebook. A pelegada é assembléia.
A rapaziada é máscara de vingador. A pelegada é cara de pau.
A rapaziada é viral. A pelegada é bactéria.
A rapaziada é chapa quente. A pelegada é chapa branca.
A rapaziada é sociedade civil. A pelegada é sociedade organizada.
A rapaziada é banco de praça. A pelegada é BNDES.
A rapaziada é a corrida. A pelegada é o taxímetro.
A rapaziada é asfalto. A pelegada é carro de som.
A rapaziada é horizonte. A pelegada é labirinto.
A rapaziada é fumaça. A pelegada é cheiro de queimado.
A rapaziada é explosão. A pelegada é flatulência.
A rapaziada é o público. A pelegada é a coisa pública.
A rapaziada é combustão espontânea. A pelegada é ignição eletrônica.
A rapaziada é luz no fim do túnel. A pelegada é beco sem saída.
A rapaziada é pressão popular. A pelegada é lobby.
A rapaziada é farinha pouca. A pelegada é meu pirão primeiro.
A rapaziada é terra em transe. A pelegada é cinema novo-velho.
A rapaziada é o desejo de futuro. A pelegada é o destino-pastelão.
A rapaziada é namoro. A pelegada é tédio conjugal.
A rapaziada é grito. A pelegada é resmungo.
A rapaziada é algaravia. A pelegada é palavra de ordem.
A rapaziada é poesia. A pelegada é pedra no caminho.
A rapaziada é dúvida. A pelegada é óbvio ululante.
A rapaziada é Fora Renan. A pelegada é o bigode do Sarney.
A rapaziada é abaixo a corrupção. A pelegada é a perspectiva de inquérito.
A rapaziada é mistério. A pelegada é indício.
A rapaziada é a alma do negócio. A pelegada é o segredo.
A rapaziada é novidade. A pelegada é o mesmo.
A rapaziada é anormalidade. A pelegada é vida normal.
A rapaziada é impessoal. A pelegada é departamento de pessoal.