Flagrante da bandalha oficial da Guarda Civil Municipal

Numa cidade na qual a necessidade urgente de um plano viário é sentida, na pele e diariamente, por todos os motoristas e caronas submetidos a engarrafamentos constantes nos horários de pico do trânsito, mesmo neste período de férias escolares, a coisa fica ainda mais complicada quando o poder público municipal, além da inação, é responsável também pelas bandalhas que só agravam o problema. É o caso, por exemplo, do flagrante feito pelo empresário Ruby Ribeiro Netto e divulgado aqui, na democracia irrefreável da redes sociais, numa das áreas de maior fluxo de Campos. No entorno do Jardim São Benedito, hoje, em plena luz do dia, um carro da Guarda Civil Municipal, responsável por coibir as irregularidades no trânsito, estava calmamente estacionada num das calçadas mais movimentadas (por pedestres, óbvio) da cidade.

Abaixo, como a imagem não deixa dúvidas sobre a bandalha oficial, bem como sobre a placa do carro da Guarda (KNB-7485), fica a dúvida sobre que medidas serão adotadas para punir os responsáveis.

 

A bandalha oficial da Guarda Civil Municipal no flagrante de Ruby Ribeiro Netto

 

Atualização às 17h15 de 06/01/14, para dar a versão da Guarda Municipal de Campos, creditada ao seu comandante, major Francisco Mello, e enviada por e-mail à jornalista Larissa Jabick, repórter da Folha. Mesmo que, na opinião do blogueiro, se trate de uma daquelas respostas em que nada é dito, em respeito ao contraditório, segue abaixo sua íntegra:

O secretário municipal de Paz e Defesa Social e comandante da GCM, major Francisco Mello, explicou que é equivocado qualquer parecer sem a devida apuração do fato, inclusive, com a apresentação das imagens registradas. Ele salientou que a presença de uma viatura do órgão em local irregular pode não significar infração cometida pelos agentes, uma vez que, de forma a não atrapalhar o trânsito de veículos no local, tenham parado para fiscalizar os carros que encontravam-se infringindo as leis de trânsito. F. Melo reiterou que, caso contrário, os agentes em situação de descumprimento da legislação de Trânsito são submetidos a sanções administrativas.

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2013 a 2014 entre versos do mar

Arpoador

réveillon

dorso sobre o dorso das ondas
calmas, d’além da arrebentação
arrepiou ao cafuné de iemanjás
à deriva da última tarde do ano

despertou do sono dos peixes
na fisga doce da chuva à boca
mas joão, com valentia de água
sonhou acordado todas as cores

arpoador trespassou sua alma
em oferenda na ponta da pedra
e seu corpo no tato de um cego
doeu ouvidos atentos ao barco
pegou a areia do fundo na mão

rio, 02/01/14

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Na despedida de 2013, a eternidade achada nos dois lados do Arpoador

Transatlânticos se posicionando para a queima de fogos diante de Copacabana, com o arco-iris desenhado no contraste entre as nuvens de chuva e o sol se pondo, na vista da Praia do Diabo

 

Dos dois lados das pedras do Arpoador de Cazuza, no último pôr do sol de 2013, entre arco-íris e nuvens de chuva, o desejo sincero de que o sol renasça um ano melhor para todos, de dentro do Atlântico, amanhã…

 

Sobre a ponta do Arpoador, com Ipanema e Leblon espraiadas entre as ilhas Cagarras e o Morro do Vidigal, no último pôr do sol de 2013, os versos de Arthur Rimbaud: “Achada, é verdade?/ Quem? A eternidade./ É o mar que se evade/ Com o sol à tarde”
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Cultura do governo Rosinha exonera João Vicente Alvarenga

Se o ano começou mal na cultura pública de Campos, conseguiu terminar mal, mesmo antes do réveillon de 2014. Confirmada hoje, amanhã sairá publicada em Diário Oficial a exoneração do superintendente do teatro Trianon, professor João Vicente Alvarenga. Com isso se amplia o processo de fortalecimento da presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL), Patrícia Cordeiro, considerada pessoa de confiança da prefeita Rosinha Matheus (PR), num triunvirato composto ainda pela vereadora Linda Mara (PRTB), e o enfraquecimento de quadros com currículo de serviços prestados à cultura da cidade. Neste último caso, com a saída de João Vicente, cujo motivo oficial ainda é um mistério, ainda “sobrevivem” no governo Rosinha o superintendente de Patrimônio Histórico, Orávio de Campos Soares (rebaixado do cargo de secretário de Cultura na reforma administrativa de junho, que concedeu plenos poderes a Patrícia Cordeiro na cultura pública de Campos) , e Maria Helena Gomes, coordenadora de teatro da FCJOL.

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