Democracia que só se constrói no dia-a-dia
Como o Moraes de ontem não pode virar o “Imoraes” de hoje, para desaparecer misteriosamente amanhã, sem a menor satisfação ao leitor, só para voltar a ser referência moral de depois de amanhã — revelando a moral no mínimo duvidosa de quem se presta a este tipo de manobra que, mesmo anônima, tem nome bem conhecido —, seguem abaixo dois artigos, um publicado na edição impressa de hoje da Folha e o outro que, na mesma página de Opinião, será publicado amanhã, numa convivência entre contrários que, muito além do discurso, só se constrói com os atos do dia-a-dia.
Na prática democrática em todas as vozes que a Folha ecoou ao longo de 33 anos de existência, a garantia de que nenhum dos dois textos vai simplesmente desaparecer depois de amanhã…
Cuidado: você pode estar sendo manipulado!
Por Betinho Dauaire
Ao receber um e-mail de um amigo chamado Paulo Juca, vou agora navegar com vocês no mundo da manipulação de massa. Ao ler as estratégias do linguista estadunidense Noam Chomsky, relativo à manipulação através da mídia, passei a ver à minha frente que não só as empresas privadas mais modernas, por intermédio de seus departamentos publicitários, se utilizam delas, mas também a classe política.
A estratégia da distração tem por objetivo desviar sua atenção para que o poder possa tomar decisões mediante as técnicas das desgraças, catástrofes ou noticias de grande de impacto, impedindo assim a população de se interessar pelo conhecimento, nas suas mais variadas formas. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real”. Como exemplo, a prefeita de São João se lançar à Prefeitura de Campos. Esse fato é impossível de acontecer, mas enquanto isso pode estar aí uma estratégia para mudar o foco dos acontecimentos negativos do município.
Outra estratégia é a de criar problemas para depois oferecer soluções. Neste caso, é criada uma situação que irá causar grande manifestação de alerta junto à população e então o poder consegue implantar suas políticas. Exemplo citado por Chomsky: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos. No popular, é representado de forma primária, como nos tempos dos coronéis de antigamente, quando o delegado prendia para o político soltar.
Nada hoje em dia é feito no acaso. Veja como a estratégia da gradação funciona: para criar uma medida completamente impossível de ser aceita pela população, basta aplicá-la vagarosamente, sem que a sociedade perceba. Pensando bem, me veio à mente a política da seguridade social, que aumenta a idade da aposentadoria gradativamente, cria redutores com o argumento da longevidade, quando o certo seria conter gastos desnecessários e combater a corrupção, para que o dinheiro do contribuinte não suma pelos ralos burocráticos do serviço público. No próximo artigo completaremos as 10 estratégias de Noam.
A política do bem
Por Carla Machado
Tem sido uma experiência muito interessante a proximidade com lideranças de Campos. Temos conversado e debatido a respeito da importância de políticas públicas regionais, que alavanquem de forma homogênea o desenvolvimento econômico e social de toda a Região Norte do Estado do Rio. São conversas em que acima de pretensões políticas está o interesse coletivo, pontuando com propostas claras os principais problemas que temos encontrado.
Apesar de ser campista de nascimento e ter vivido metade da minha vida nesta cidade, tornei-me, ao longo desses últimos 28 anos, uma cidadã apaixonada por São Joao da Barra, cidade aonde tive o meu primeiro emprego. Com muito orgulho, me tornei professora da rede municipal e posteriormente da rede estadual, compartilhando com os profissionais da Educação momentos extremamente importantes na formação de nossos jovens.
São Joao da Barra me deu o mais importante diploma, ao me eleger a primeira prefeita da Região Norte e posteriormente renovando o mandato por meio de uma vitória jamais vista, ganhando em todas as seções eleitorais e obtendo mais de 60% dos votos válidos. Recentemente, uma pesquisa realizada no Município nos deu uma aprovação de quase 80%, mostrando que a linha que temos seguido, voltada à melhoria das condições de vida da população, é aquela compartilhada também pela maioria.
Continuo a cumprir a minha missão, confiada por Deus e pela população, oportunizando novos horizontes para esse povo tão amado. Ontem, na reunião promovida pela Frente Democrática, tive mais uma oportunidade de aprendizado e de crescimento ao lado de pessoas comprometidas com uma proposta de desenvolvimento regional. A união daqueles que têm visão progressista, agindo de forma democrática e respeitosa, é o caminho para que possamos consolidar ações que transformem os investimentos que a região está recebendo em novos horizontes para esta população que anseia por dias melhores.
O nosso PMDB, unido aos demais partidos integrantes desse movimento suprapartidário, seguirá em frente, rumo ao seu objetivo principal que é dar condições dignas de vida à população. Em todas as nossas ações, seja do partido, em nível nacional e estadual, seja em São João da Barra, por meio do nosso governo, temos demonstrado a preocupação com políticas públicas consequentes, visando o desenvolvimento com justiça social, única forma de proporcionarmos a redução dos contrastes sociais e estabelecermos a cidadania e a democracia. Essa é a política do bem.





“O que Garotinho fala não me diz nada! Estou fazendo meu papel como pessoa, como prefeita e como política que se preocupa com os destinos da região”. Agora há pouco, em ligação com o blogueiro, foi assim que a prefeita de São João da Barra, Carla Machado, reagiu ao desafio eleitoral que lhe teria sido feito publicamente pelo deputado federal Anthony Garotinho (PR), em programa de rádio do último sábado. Segundo noticiou 

Royalties no Congresso
O exemplo negativo


